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ENTREVISTA

RF: Este ano é o último de sua gestão. O que o senhor espera do próximo Prefeito? GK: Com os investimentos que fizemos na Educação, como a eliminação das salas e escolas de lata, será possível acabar com o terceiro turno e implementar a educação em tempo integral. Além disso, será possível a universalização da Educação Infantil. A rede municipal atende hoje 79,4% da demanda da Educação Infantil (creche e pré-escola). No caso da pré-escola, havia uma fila de 53.358 vagas em março de 2008. Esse número caiu para 7.474 em março de 2012. Deste modo, a cidade de São Paulo está próxima da universalização da Educação Infantil, antes do prazo previsto pelo Ministério da Educação, em 2016. Na área da Saúde, foi possível distribuir melhor os serviços pelas regiões da cidade, diminuindo as desigualdades regionais e aproximando a saúde da população com a expansão da rede de 545 para 937 serviços de saúde. Isso tem que continuar, pois quem ganha é a própria população. RF: São Paulo é a cidade dos negócios, do turismo, da gastronomia e do lazer. Quais são as expectativas para a abertura da Copa de 2014? GK: Estamos nos preparando para realizar o maior evento do mundo e receber turistas do mundo inteiro, com capacitação para o receptivo de visitantes e articulação com o Governo do Estado e Federal para obras de infraestrutura e transporte que irão beneficiar os moradores de todas as regiões da cidade. Mas o mais importante é que São Paulo irá aproveitar essa oportunidade única para estimular o desenvolvimento da Zona Leste. O objetivo é que o estádio do Corinthians e, principalmente, a vinda da abertura da Copa do Mundo para Itaquera sejam catalisadores do desenvolvimento da 08

região e de toda a Zona Leste, dessa forma atraindo investimentos privados. Por isso as obras na região vão ser acompanhadas da implantação de um Pólo Institucional, com FATEC/ETEC, SENAI, laboratórios para a área de Tecnologia de Informação e Centro de Convenções e Eventos, por exemplo. A Lei de Acesso a Informação foi regulamentada em maio deste ano, mas a cidade de São Paulo desde 2009 já tem divulgado dados importantes sobre contratos, gastos, salários de servidores , etc. Muitas cidades e estados ainda não conseguiram atender a Lei. O que o senhor acha disso? GK: São Paulo teve a felicidade de sair na frente nas ações de transparência e encarou essas iniciativas como uma política pública que beneficia o cidadão e o próprio Poder Público, que conta com mais um agente que ajuda a fiscalizar e controlar as contas públicas. Todas as cidades e estados devem atender a Lei de Acesso à Informação e, aquelas que ainda não conseguiram, devem encarar isso como uma questão de cidadania. Todas as ações de transparência vão no sentido de melhorar a aplicação dos gastos públicos e, no final, aumentar a qualidade de vida dos cidadãos. Qual a sua expectativa com a realização do 59º FONAC em São Paulo? GK: Fico muito contente que São Paulo tenha sido escolhida para sediar a 59ª FONAC. Tenho certeza que os administradores públicos terão uma ótima oportunidade de trocar experiências muito importantes para a solução de problemas das cidades. Temos que fortalecer, cada vez mais, as ações que os municípios desenvolvem para resolver as questões brasileiras, pois são as administrações municipais que tratam diretamente com o cidadão.

Revista 58 FONAC - Edição 17  
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Revista 58 FONAC - Edição 17 Vitória-ES

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