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CURITIBA - PR

Na execução do Programa tomou-se como um ano de gerenciamento médico dos casos de ponto de partida uma massa de 179 servidores CID F, há uma alteração significativa, em que a com LTS superior a 6 meses, dos quais 47,5% maioria (66%) retornaram ao trabalho. Em apresentavam LTS até um ano; 42,2% possuíam relação aos dados periciais finais, observa-se entre 1 e 3 anos de LTS, 8% estavam em LTS há que o suporte dado pela equipe propiciou mais de 3 e menos de 5 anos, e 2,3% apresentasoluções adequadas à demanda existente. vam afastamento superior a 5 anos. Atualmente a maioria dos afastamentos para Confrontando-se a informação básica da tratamento de saúde é inferior a um ano; duração dos períodos de afastamento com os havendo 10 casos com um ano de LTS, apenas demais elementos constantes dos prontuários 03 casos de LTS por 2 anos e 02 casos acima de 3 médico periciais, chegou-se à identificação de anos. Estas últimas licenças para tratamento de um percentual de 26% de servidores com saúde podem ser consideradas licenças tempo de afastamento considerado excessivo. administrativas, ou seja, estão apenas aguarDecorridos 06 meses da implantação do dando a conclusão do processo de aposentadoPrograma, constatou-se que, do grupo inicial, ria que incumbe à autarquia previdenciária do 85,4% permaneceram em LTS, porém a reduMunicípio, escapando à esfera de competência ção desse índice, baseado especialmente nos da Secretaria Municipal de Recursos Humanos servidores com LTS muito longas, depende da (SMRH). continuidade do processo de monitoramento Se compararmos os 179 casos iniciais, com do serviço social e das avaliações específicas da até 11 anos de LTS, atualmente estamos com psiquiatria. De outro lado, 11,7% retornaram apenas 03 servidores com dois anos, o que fica ao trabalho, mediante avaliação médico claramente vislumbrado no gráfico abaixo: pericial ou da medicina ocupacional e 2,2% dos servidores foram aposentados. Por se tratar de um processo novo, seus resulta221 dos em relação ao grupo originário 1 41 dependem do decurso do tempo e da continuidade do acompanhamento individual de cada caso, segundo a 15 evolução clínica de cada paciente e os 22 prognósticos de tratamento, frequentemente revistos. L TS A C IMA DE Em contrapartida, desconsiderandoLT S AC IMA D E O1 AN O 2 0 11 R ET OR NO A O UM ANO 20 1 2 RE TOR N O AO se os casos acompanhados a partir da TR A BAL HO T R ABA L HO 2011 20 1 2 primeira amostra e observando apenas o quadro do primeiro quadrimestre de FONTE: META 4-abril 2012 2012, fica evidente a flagrante evolução GRÁFICO COMPARATIVO da situação, visto que atualmente 78,8% dos servidores com afastamento por doenças do A integração de novos profissionais na CID F encontram-se em afastamento de até 6 Divisão de Perícia Médica fez com que se meses e apenas 0,7% tem LTS superior a 1 ano. constituísse um trabalho integrado de equipe A comparação entre os dois períodos para gerenciamento médico das doenças revela que inicialmente 85% dos servidores se crônicas em CID F. O estudo iniciado pelo encontravam com LTS prolongada e hoje, após

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Revista 58 FONAC - Edição 17  
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