Page 22

CURITIBA - PR

diagnosticados com CID F e afastados para tratamento. A medida inicial adotada para a execução do Programa de Gerenciamento Médico de Doenças por CID F foi a de introduzir alterações no processo de trabalho da pericia médica. Foram alocados na equipe técnica da Divisão de Perícia Médica 02 assistentes sociais, 01 psiquiatra e 01 médico do trabalho. A psiquiatria e a medicina do trabalho assumiram o papel de oferecer suporte especializado aos médicos peritos. À primeira compete supervisionar os casos de servidores com diagnóstico de CID F que solicitam LTS contínua e prolongada, ou ainda frequente e repetitiva, bem como avaliar os casos que suscitam dúvida diagnóstica, incongruência ou inconsistência entre os atestados médicos apresentados e o estado clinico manifestado. Pretendese com isso aumentar a qualidade na avaliação, no acompanhamento e nas conclusões médico-periciais, ampliando as condições para reduzir a duração dos afastamentos. Outros objetivos consistem na melhoria dos prognósticos, redução do uso inadequado de LTS e de aposentadorias precoces, bem como na promoção de ambientes saudáveis de trabalho através da detecção dos riscos psicossociais durante as entrevistas de avaliação psiquiátrica. A avaliação da medicina ocupacional objetiva facilitar o retorno ao trabalho dos servidores com LTS superior a 360 dias, ausência de exame periódico por mais de 740 dias e cessação de LTS, evitando prorrogações ou processos de reabilitação ocupacional. Paralelamente, ao serviço social compete a responsabilidade pela realização do levantamento de dados e monitoramento do Programa. A atuação dos assistentes sociais tem como finalidade a coleta, processamento e análise de informações que possam subsidiar a atividade da psiquiatria, medicina ocupacional e dos médicos peritos. Esse processo se inicia com o levantamento dos casos com afastamen-

22

Equipe do Departamento de Saúde Ocupacional da Divisão de Perícia Médica, PROGRAMA DE GERENCIAMENTO MÉDICO DE DOENÇAS DO CID F.

to superior a 30 dias, realizando entrevista com o servidor afastado e encaminhando-o para reavaliação pelos médicos peritos. Além disso, realiza-se o acompanhamento dos servidores em tratamento, para identificar as condições de sua continuidade e apontar elementos ou circunstâncias que permitam a sua agilização. Todas as informações colhidas são sistematizadas e apresentadas aos profissionais competentes, segundo as respectivas áreas de atuação, acompanhadas de uma análise técnica do serviço social. Sob outro viés, o monitoramento realizado na Divisão de Perícia Médica assume uma característica peculiar, decorrente do fato de que os servidores em situação de afastamento são orientados e responsabilizados quanto à adesão ao plano de tratamento, conforme a prescrição e orientação do profissional assistente. São realizadas visitas domiciliares pelo serviço social, sempre que exista necessidade de um melhor conhecimento da realidade em que vive o servidor, identificando os fatores sociais do seu entorno que possam interferir de algum modo no prognóstico do tratamento e permitindo um melhor acompanhamento de sua evolução clínica. Não obstante as competências claramente definidas para cada segmento profissional atuante no Programa aplica-se o processo de discussão em equipe dos casos mais complexos, com vistas ao melhor ajuste de abordagem.

Revista 58 FONAC - Edição 17  
Revista 58 FONAC - Edição 17  

Revista 58 FONAC - Edição 17 Vitória-ES

Advertisement