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ESPETÁCULOS São Paulo, quarta-feira, 27 de Março de 2013

A balada dentro do ‘bumba’ pelas ruas da cidade fotos: divulgação

MARCELA FONSECA - Ônibus customizados, coloridos, lotados de amigos para festas fechadas e baladas. Um conceito comum nos EUA e em países da Europa, em São Paulo também vem ganhando espaço e adeptos. Os organizadores prometem no Walking Party Luxo, por exemplo, bar de limusine completo, com expositor de copos e bebidas, adega climatizada, frigobar, sofá de couro, pista de dança com barra de pole dance, janelas lacradas e teto em vidro. Depois de morar por dois anos na Califórnia (EUA) e frequentar festas realizadas dentro de coletivos em Los Angeles, o empresário Maurício Pinto Matheus resolveu apostar no modelo por aqui. O primeiro ônibus surgiu há dois anos. Hoje, a Walking Party, do Grupo Multifranquias, tem três deles. A ideia, de acordo com o sócio de Matheus, o empresário Edson Ramuth, é ampliar a frota para cem unidades até o fim de 2014 e estender as baladas sobre rodas a outras cidades brasileiras. “A partir de junho lançaremos a franquia. Acreditamos que ainda este ano tenhamos umas dez unidades. O objetivo é chegar a 100 veículos até o fim do ano que vem”, disse Ramuth. Ele diz que o investimento é de cerca de R$ 80

Walking Party - Enquanto o veículo faz o percurso dentro da cidade e em rodovias em velocidade moderada, os passageiros seguem se divertindo

Balanço - Dono da festa pode contratar serviço de ônibus customizado

mil. “O ônibus usado custa em torno de R$ 20 mil a R$ 30 mil e a customização custa R$ 50 mil, contando com a decoração, iluminação, som e documentação. Em seis me-

ses é possível ter o retorno do capital”, afirma. Segundo ele, a empresa é contratada, em média, para 20 festas por mês. Confira no www. walkingparty.com.br.

possibilidades de ser feliz Uma festa para 40 ou até 90 convidados dentro de um ônibus? Sim, isso já é possível em São Paulo. O sistema foi inspirado em um tipo de serviço que existe nos EUA para aniversários, despedidas de solteiro, pré-balada, happy hour, lançamento de produtos e coletiva de imprensa, entre outras possibilidades.

Festa custa entre R$ 2 mil e R$ 5 mil

Mãe faz alegria e uma surpresa para filha deficiente visual

A ideia da Walking Party, segundo Edson Ramuth, é a de fazer festas dentro dos coletivos com DJ, fotógrafo, serviço de bufê, bar, banheiro e pista de dança. O veículo circula por ruas ou rodovias em velocidade moderada. O valor, de acordo com o empresário, é mais barato do que em terra firme. As festas têm duração de 3h e os ônibus estão disponíveis em três versões. A festa no micro-ônibus, para 20 pessoas, custa R$ 2 mil. O coletivo

A estudante Carolina Cardoso Hugolini, de 15 anos, foi surpreendida por sua família ao ser levada a uma festa surpresa bem diferente na quinta-feira passada. “Ela não queria um baile de debutante, aquele negócio de príncipe. Cheguei a fazer cotação, custaria ao menos R$ 10 mil”, diz sua mãe, a auxiliar administrativo Fernanda Cardoso, de 30 anos. A solução para economizar e fazer algo inesquecível partiu de uma amiga,

normal, para 45 pessoas, custa R$ 3 mil. E a versão do ônibus articulado, com capacidade para até 90 convidados, custa R$ 5 mil. “As pessoas gostam muito. Primeiro, porque é diferente; segundo, porque é mais acessível se comparado com um bufê, com DJ, garçons. Na nossa festa está tudo incluído”, diz. Para Maurício Pinto Matheus, entre as festas estão casamentos e despedidas de solteira, mas há espaço para todo tipo de comemoração.

que havia ouvido falar de um ônibus-balada. “Achei isso diferente e gostei da praticidade”, afirmou a mãe. Ela contou com a discrição dos amigos e professores para tornar a festa uma surpresa. Cegos ou com baixa visão, Carolina e 25 amigos, todos com deficiência visual, desfrutaram da inusitada balada. “Foi simplesmente a maior festa. A Carol tem baixa visão, mas todos os cegos ou com baixa

visão puderam se divertir. Teve até discurso de amigos, a Carol ficou muito emocionada”, diz com entusiasmo Fernanda. Mãe também de Miguel, de oito anos, e Victor Matheus, de 13, Fernanda diz que prepara outra festa. “O Victor Matheus já disse que também quer balada no ônibus. Mas em vez de comemorar os 15, estamos pensando em antecipar e celebrar no ano que vem a chegada aos 14”, afirma.

Metrô News 27/03/2013  

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