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OPINIÃO

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Sábado, 25 de Janeiro de 2014

EDITORIAL

MORINI

Muitos preferem se fazer de vítimas a assumir e corrigir erros Ao contrário do que muitos petistas tentam demonstrar, ninguém tenta impor à sigla a responsabilidade por ter inventado a corrupção e os atos pouco ortodoxos quando no exercício do poder. A reação na maioria das vezes exagerada dos rivais diante dos atos ímprobos de dirigentes do Partido dos Trabalhadores se deve muito mais pelo fato de a sigla ter nascido e crescido como a única alternativa viável ao modo sujo de fazer política no Brasil pela “direita conservadora”. Outros tantos petistas históricos não se escondem atrás de acusações trocadas e condenam veementemente os desvios éticos de seus companheiros. Conscientes do prejuízo à O ministro Gilberto própria história que aqueles Carvalho disse ontem, em causaram, estes lutam para Porto Alegre, que parte do limpar o partido e mantê-lo governo viu ingratidão do firme na luta pela manutenpovo em junho de 2013 ção da carta de fundação. Uma pena não serem todos assim. Ontem, em um evento do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, deu mostras do quanto muitos petistas ainda não perderam a pose. Em discussão sobre os protestos populares de junho do ano passado, Carvalho tentou politizar e - pior - tirar proveito de um movimento que foi claramente contrário a todas as cores partidárias. Ele disse que integrantes do governo ficaram “perplexos” com a eclosão dos protestos e sentiram “ingratidão” da população. Chegou a ser ridicularizado por um integrante da plateia ao dizer que, em meio aos protestos, pensou: “fizemos tanto por essa gente e agora eles se levantam contra nós”. É uma pena perceber que nem todos aprenderam o recado dado pelo levante popular de 2013. Pelo visto a classe política vai continuar testando a paciência do eleitor. O susto, afinal, já passou. A poeira já baixou. E o que vale, agora, é manter a pose de vítima da oposição.

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Ponto de Vista cláudia feres é professora universitária e agente literária

Uma bela juventude! Recentemente fiz uma viagem com pessoas da minha idade e percebi que a melódica e encenada “juventude transviada” dos anos 1950 não cabe, de forma absoluta, aos jovens de hoje. Sim, existem rebeldes e trans-

Sim, existem jovens rebeldes e transgressores, mas muito mais existem jovens magnânimos gressores de preceitos sociais, mas muito mais existem jovens magnânimos, que acrescentam algo ao próximo. Confrontando os sexagenários, com os quais passei alguns dias, aos jovens com quem convivo, os primeiros são gritantemente mais preconceituosos. A experiência de vida deveria contar pontos a favor da compreensão, da tolerância, do respeito

às adversidades, mas nem sempre conta. Os conceitos viraram de “pernas para o ar”. Existem pessoas frutos de todos os tipos de ditaduras e se esquecem de que somos, sem distinção, nada mais do que “insignificantes”, com muito e muito a aprender. É lamentoso ouvir que “não se sabe como a Marieta Severo encara os seus netos, filhos de Carlinhos Brown”. E aí aquieto as minhas indignações, com o modelo de jovem que trago como exemplo dos demais, que são generosos, que não são preconceituosos, lembrando-se deles, aqueles que têm abundância de recursos emocionais. E eles nem imaginam o bem que nos faz. Duvido que eles tenham noção do alcance dos seus sorrisos e dos seus olhares de bondade. São essas pessoas que melhoram o seu dia sem que nem eles e você percebam. Simplesmente não se economizam. Derramam o melhor de si para o seu próximo e estão sempre de alegria pronta. É desses muitos belos jovens que me orgulho! São jovens sustentáveis, que constroem um mundo melhor com atitudes nobres, em busca do entendimento que o ser humano é incrivelmente maravilhoso, por ele mesmo!

EscLAREcIMENTO n Em relação à matéria

publicada ontem, a Prefeitura de Guarulhos vem esclarecer que em momento algum o decreto 31.528 restringe o acesso às consultas médicas, bem como não impede que funcionários apresentem atestados médicos. O decreto trata especificamente das normas de utilização de declarações de comparecimento para justificar ausência no trabalho. Em relação a quem trabalha em regime de plantão ou até 35 horas semanais, o artigo 2º estabelece que as declarações de comparecimento somente poderão ser aceitas pela chefia imediata se o (a) servidor(a) demonstrar a impossibilidade de comparecer fora do seu horário de trabalho ou de adequar a sua escala de plantão. NOTA DA REDAÇÃO: A Prefeitura não respondeu aos questionamentos da reportagem quando questionada sobre o tema na quinta-feira. A nota não esclarece os itens apontados pelo Sindicato dos Servidores, não cita a limitação de uma declaração por mês e até oito por ano e deixa de explicar o motivo de não ter tratado o tema na Comissão de Negociação.

Folha Metropolitana 25/01/2014  

Folha Metropolitana - o jornal de Guarulhos

Folha Metropolitana 25/01/2014  

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