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saúde&você

Quarta-feira, 3 de Abril de 2013

Cuidados que os homens devem ter após os 35 anos EDILENE RIBEIRO - Fazer

um check-up com a periodicidade indicada para cada idade é uma medida fundamental para o diagnóstico precoce de certas doenças, assim como o caminho para tratamentos bem sucedidos. Porém, quando o assunto é direcionado para a ala masculina, a maioria dos homens foge do consultório médico. Geralmente só procuram atendimento quando apresentam sintomas que realmente os incomodam. Um erro segundo os especialistas. O fato é que, assim como as mulheres, os homens também precisam de check-ups anualmente depois dos 35 anos. A partir dessa idade, exames de glicose e colesterol são indis-

pensáveis. E, aos 50, o de detecção de câncer no intestino grosso. Hoje, a medicina, permite diagnósticos mais individualizados e precisos, abrangendo dados que facilitam a prevenção, detecção precoce e previnem a evolução das doenças, assim como a indicação de procedimentos terapêuticos adequados. De acordo com o cardiologista e responsável pelo Clinic Check-up HCor, César Jardim, as doenças do aparelho cardiovascular (principalmente AVC e infarto) são a principal causa de óbito entre os homens, seguido pelas neoplasias e, principalmente, o câncer de próstata. Mas, segundo o urologista e vice-presidente da Sociedade

Brasileira de Urologia – seccional São Paulo –, Roni de Carvalho Fernandes, é a partir dos 45 anos que os homens devem se atentar às doenças da próstata. “Quem tem histórico deste câncer na família ou uma mãe que teve câncer de mama, deve antecipar essa prevenção para os 40 anos”, diz. Segundo o especialista, este é o tumor mais frequente nos homens entre 40 e 80 anos, um caso a cada seis homens.

Tumor de próstata é mais frequente entre 40 e 80 anos Alerta - Os homens devem ficar atentos às doenças depois dos 45 anos

Diagnóstico Diagnóstico - Para identificar um câncer na próstata, o urologista Roni de Carvalho Fernandes explica que o exame de sangue (PSA) colabora bastante para o diagnóstico, mas não exclui a importância do exame de toque. “O PSA dá cerca de 80% do diagnóstico, já o toque responde por 95%”, afirma. Além disso, o médico diz que a interpretação de ambos os exames deve ser sempre feita por um urologista, que é especialista no assunto. “O exame de toque retal ainda é um tabu que deve ser quebrado. Assim como a mulher vai ao ginecologista, os homens precisam cuidar com frequência dessa região. O exame dura menos de um minuto, não dói e nem causa problemas”, alerta Fernandes. contrapartiDa – O clínico geral e geriatra

Paulo Camiz, professor do Hospital das Clínicas, aborda uma questão polêmica. Segundo ele, “pela Sociedade Americana de Prevenção de Câncer, os exames de toque e sangue (PSA) não são colocados como obrigatórios para o diagnóstico precoce do câncer de próstata sem a presença de histórico ou sintomas como incontinência urinária, infecções ou dores e dificuldades para urinar”. O ideal é que o paciente tenha uma conversa com o médico para entender quais são os riscos de fazer ou não esses exames preventivos sem incômodo aparente. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, 17% dos homens terão câncer de próstata e, se ele for descoberto ainda dentro da glândula, o risco de morrer em decorrência da doença é de apenas 7%, um número considerado baixo.

Médico pede atenção às outras doenças da próstata Levantamento realizado no ambulatório de urologia do Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, mostra que 25% dos homens com mais de 50 anos tem a chamada hiperplasia prostática benigna, ou seja, o aumento benigno da próstata. A partir dos 65 anos, este número cresce para 30% e, após os 80 anos, a taxa de incidência da

doença chega a 90%. A próstata é responsável pela produção do esperma e pesa cerca de 20 gramas. O crescimento da glândula é normal ao longo dos anos, entretanto, quando as células prostáticas invadem os tecidos vizinhos, a bexiga e a uretra ficam comprimidas e provocam o primeiro sintoma da doença, que é a dificuldade em urinar.

A capacidade de retenção da bexiga também é reduzida e o doente passa a sentir necessidade de ir ao banheiro com mais frequência, principalmente à noite. “O homem precisa levantar várias vezes durante a noite para urinar. A doença acaba comprometendo a sua qualidade de vida”, destaca o médico coordenador do serviço, Cláudio Murta.

Folha Metropolitana 03/04/2012  

Folha Metropolitana - Guarulhos e Alto Tietê - informação essencial

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