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Sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conhecimento

Acadêmicos de Agronomia realizam viagem de estudos Por Margarete Bernardi Conhecer a bovinocultura de leite e de corte, aliada a genética e tecnologia, colocando em prática o aprendizado em sala de aula na disciplina de Bovinocultura. Foi com esse objetivo que os acadêmicos da 7ª fase do curso de Agronomia da Unoesc de Campos Novos, viajaram para a região da campanha em Bagé (RS), nos dias 02 e 03 de junho. Na oportunidade eles estiveram na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) - Pecuária Sul de Bagé, e conheceram os projetos voltados a bovinocultura de leite e corte e os principais cuidados referente ao manejo sanitário. Na manhã da segunda-feira (02), eles conheceram o projeto de sistema pastoril voltado a vacas leiteiras, desenvolvido pela pesquisadora e médica veterinária Renata Wolfscene Martins da Silva, da Embrapa. De acordo com a pesquisadora o estudo lançado em 2009, tinha o objetivo de verificar a adequação de biótipos leiteiros, da raça Holandesa e Jersey a níveis alimentares. “Os animais foram divididos em três grupos, onde um grupo recebia apenas pastagem e os outros dois recebiam respectivamente 4 e 8 quilos de concentrado/dias. Estamos finalizando o projeto e temos dados da produção de leite e da intensidade do balanço energético negativo, que tem como consequência a capacidade do animal emprenhar ou não.

Acadêmicos da Unoesc conheceram o que há de melhor sendo empregado em genética na região da Campanha gaúcha.

Verificamos níveis de produção médio dos animais tratados com pastagem, com produção média de 16 litros dia/para 300 dias de lactação. Para os animais que receberam 4 kg de concentrado a produção foi de 20 litros de leite/dia, e para os animais que receberam 8 kg de concentrado a produção foi de 22 litros de leite/ dia”, explicou a pesquisadora. Durante a tarde da segunda-feira (03), os acadêmicos seguiram para a região da Campanha em Coxilha Seca, onde conheceram a Fazenda Sinuelo do Médico Veterinário, João Ozório. Eles tiveram a oportunidade de caminhar pelos campos da fazenda que tem extensão de 1500 hectares, e conhecer o sistema de bovinocultura de corte utilizado pelo proprietário. O pecuarista trabalha com as raças Angus, Hereford e Braford. Quanto ao manejo dos animais, o veterinário compra terneiros de 150 até 200 quilos e num período de um ano, os bovinos chegam a 400 quilos e são levados ao abate. Na propriedade também se trabalha com gado de cria, para produção de touros. Natural de Caçapava, João Ozório, afirma que buscou a região de Coxilha Seca, mesmo sabendo que há períodos fortes de estiagem, mas mesmo assim apostou no forte potencial da região na bovinocultura. “Hoje o Rio Grande do Sul,

está voltando a se diferenciar na pecuária de corte em relação aos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, porém, em níveis diferentes. Eu não consigo concorrer na escala deles de área, mas eles não conseguem concorrer com nós aqui em termos de qualidade de carne. Na minha propriedade, eu tenho gado europeu que é mais valorizado e eu consigo atender um mercado que eles não alcançam”, destaca João Ozório. O Engenheiro Agrônomo da Embrapa, Marco Antônio Lucas, destaca que esta é a terceira turma de Agronomia de Campos Novos que esteve visitando a região, e o objetivo foi mostrar o que se tem hoje em tecnologia e genética. “A característica do clima em nossa região, é em torno de 5 há 6 anos de seca e 1 a 2 anos de chuva acima da média. Então, é necessário os produtores se precaverem com alternativas de produção de alimento para usar em épocas de falta de chuva, ou então eles usam sistemas de irrigação” afirma o agrônomo. Finalizando a viagem os acadêmicos tiveram a oportunidade de conhecer a cidade de Rivera, fronteira de Santana do Livramento (RS) com o Uruguai. Ao norte do Uruguai, localizada a 500 km da capital, Montevideo.

Cadastro Ambiental

Capacitação para multiplicadores do CAR Encontro reuniu técnicos das prefeituras e das cooperativas da região do Planalto Sul

Divulgação

Os estudantes conheceram a bovinocultura de leite e de corte praticada na região da Campanha no Rio Grande do Sul

Na última sexta-feira (06), a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Campos Novos, em parceria com a Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina (Amplasc) realizaram capacitação aos técnicos de cooperativas, prefeituras e sindicatos para capacitação sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em seis horas de capacitação nas dependências da Amplasc, os multiplicadores receberam orientação de como preencher e enviar o Cadastro, através do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), totalmente informatizado. O cadastramento é obrigatório a todos os proprietários de imóveis rurais, de acordo com o Decreto nº 8.235 de 05 de maio de 2014 e Instrução Normativa nº 2 do Ministério do Meio Ambiente e os produtores terão prazo de um ano para inscreverem suas

propriedades no cadastro, prorrogável por mais um. Na ocasião, o instrutor do evento, o engenheiro ambiental, Rodrigo da Silva fizeram uma explanação através de um breve histórico abordando a nova lei do Código Florestal Brasileiro, adaptado a realidade das propriedades e à legislação ambiental estadual. Algumas instruções normativas ainda devem ser emitidas pelo governo do Estado. De acordo com Rodrigo da Silva, após a realização da capacitação, os multiplicadores participantes já estão aptos a realizar o preenchimento do Cadastro, lembrando que essa será uma responsabilidade de cada produtor, mas os multiplicadores prestarão auxílio no preenchimento do Sicar. “É algo um pouco complexo para os produtores, porém os técnicos municipais e das cooperativas desempenharão o papel de auxiliar os proprietários e possuidores rurais a se adequarem ao CAR”, destaca.

Folha Independente Nº42  
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