Page 1

ANO III. 143ª EDIÇÃO  R$ 1,50

RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

Por uma sociedade mais opinativa

Caderno Especial

Cassino

Muito Mais Verão

Tudo o que você precisa saber para a melhor temporada da sua vida

Finalmente a Polícia Comunitária

Entrevista exclusiva da Cultura Riograndina com Tarso Genro

Relembrando os Natais

PÁGINa 10 Página 10

Página 11

TURA NA

2 3 5 -6

5 3 2 3 AN

OS

ASSI

Página 5

I C ÚN


2

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

EDITORIAL

O aniversariante

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246)

E

Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: Valder Valeirão William Farias Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa

Curtas Folha Gaúcha Comissão de finanças O vereador Julio Cesar foi reconduzido à presidência da Comissão de Orçamento, Finanças e Controle Externo em sessão que elegeu a mesa diretora e as comissões técnicas para 2014. Durante este ano, o parlamentar esteve à frente da Comissão. Estarão compondo ainda a Comissão, os vereadores Charles Saraiva, Petter Botelho, José Antônio Silva e Denise Marques. IBGE O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o edital de abertura do Processo Seletivo para a contratação temporária de 7.825 profissionais para a realização de pesquisas econômicas e sociodemográficas. Do total de vagas, 7.600 são para função de Agente de Pesquisas e Mapeamento, de nível médio, para atuar em 546 cidades distribuídas em todos os estados brasileiros, inclusive no Distrito Federal. O salário será de R$ 1.020,00. UBS São José do Norte A secretária municipal da Saúde de São José do Norte, Aline Alves, formalizou contrato com a empresa Costa Velho

Construtora Ltda., vencedora do processo licitatório nº 354/2013, para executar a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro João Landell. A obra totaliza investimento superior a R$ 450 mil, sendo parte oriunda do Fundo Nacional da Saúde, com a contrapartida de aproximadamente R$ 250 mil de recursos próprios do Município. Conforme previsto no contrato, o serviço deverá ser concluído em até 180 dias, a contar da data de recebimento da ordem de início, entregue pela SMS durante o ato.

UBS São José do Norte II De acordo com a secretária Aline, esta é uma das ações do governo voltadas à ampliação da oferta de atenção básica e integral, com apoio às equipes da saúde da família e melhoria da estrutura e da qualidade dos equipamentos. “Logo, os nortenses poderão contar com mais atendimentos básicos e gratuitos em Pediatria, Ginecologia, Clínica Geral, Enfermagem e Odontologia, que estarão disponíveis em uma UBS novinha, construída conforme os padrões exigidos pelo Ministério da Saúde”, acrescenta.

GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Matheus Magalhães Impressão: Parque Gráfico Jornal Correio do Povo SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Por Alisson Affonso

Foto-legenda

Foto: Carlos Wyse

Placa de sinalização está instalada exatamente no meio da calçada e no caminho do trânsito de pedestres, apresentando riscos iminentes para quem passa por ali.

sta é a semana do Natal. Sem dúvida, um período apropriado para a reflexão, embora se diga que, nesta sociedade consumista, o que as pessoas menos pensam no Natal é no aniversariante. Mas todos querem festejar, independente até de crenças ou religiões. Se fôssemos refletir sobre o presente que o aniversariante gostaria de receber neste 25 de dezembro, não seria difícil chegarmos à conclusão de que seria a prática daquilo que Ele nos deixou como mensagem. Jesus Cristo veio ao mundo como um farol, que deu uma nova luz à sociedade. E, passados mais de dois mil anos, suas palavras continuam mais atuais do que nunca. Ele nos mostrou que a verdadeira felicidade não é o dinheiro, a cobiça, o egoísmo e, se formos ver bem, tudo isso está entrelaçado. Quem se apaixona pelo dinheiro logo estará desenvolvendo esses outros dois graves defeitos. Os males que afligem a humanidade têm a ver com isso que citamos acima. Podemos afirmar que o dinheiro, a cobiça e o egoísmo são as causas de todos os males. Não é que o dinheiro seja ruim. Muito pelo contrário, embora não traga a felicidade, ele pode nos oferecer uma vida com maior conforto. O que não se pode é obtê-lo a qualquer custo, fechar os olhos para os necessitados que a todo momento estão ao nosso lado. O problema é justamente o que fazem algumas pessoas, conscientes ou não, de tornarem o dinheiro para elas o seu verdadeiro Deus. Jesus Cristo mostrou à humanidade que o amor e a caridade são essenciais para a evolução de todos e para a evolução de nossa sociedade. Sua missão foi de paz e amor. Em sua passagem terrena Ele não ostentou nada. Procurou principalmente os humildes e criticou os religiosos da época, chegando até mesmo a expulsar os vendilhões do templo, condenando qualquer tipo de comércio que se fizesse em nome de Deus. Infelizmente pouco mudou daqueles tempos para os dias de hoje. A humanidade evoluiu tecnologicamente, mas moralmente ela encontra-se muito próxima do estado de barbárie. Vemos isso todos os dias no noticiário e, infelizmente, esta também tem sido a nossa própria realidade no Brasil, um país corrompido, sem leis e sem uma Justiça que coloque freio nas pessoas. A verdadeira felicidade está nas coisas simples, que realmente preenchem nossa alma. Do contrário, por mais dinheiro e poder que tenhamos, mesmo assim teremos um vazio dentro de nós. Cristo mostrou-nos o caminho da felicidade. Basta tentarmos colocar em prática suas mensagens. Quando isso acontecer, o Natal estará completo, porque além de presentearmos e confraternizarmos com as pessoas que queremos bem, estaremos realmente presenteando o aniversariante desta data tão importante. E Ele certamente estará conosco nesta grande e legítima confraternização. Quem sabe neste Natal a gente aceite que o aniversariante faça parte da nossa festa, da nossa casa, da nossa vida?


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

3

Economia e Opinião *Nerino Dionello Piotto

MELINA DUARTE COSTA, médica SHOW DE BOM SENSO, EQUILÍBRIO

E MATURIDADE

A

uditório da FURG, colação de grau da turma de médicos/2013, convite de minha afilhada Paula Ruiz Trevisol (Paulinha). Em minha longa vida assisti, por gosto e dever – fui professor, por décadas – muitos bons “discursos” de representantes de turmas. Confesso que a mensagem da Melina me causou a mais forte emoção que havia sentido em atos da espécie. E fiquei impactado positivamente. Constatei ao meu redor: de cada dez pessoas, oito estavam às lágrimas, como eu. Posso afirmar, então, que 80% do lotado auditório chorou. Pelos fatos citados, pela homenagem prestada a uma colega, mas, a meu ver e sentir, notadamente pelo conteúdo profundo de seu texto, permeado de ética, humanismo, amor ao próximo e, no seu bojo, comprovando que a escola (Furg) que moldou a formação desses brilhantes jovens profissionais da área médica pode – e deve – ser um poderoso agente transformador que o país necessita para a melhoria de nossa sociedade. O Brasil vem sofrendo mudanças. Lamentavelmente em detrimento do social e do ético, mais do lado em que se encontram os fatores econômicos na balança. Nossa cidade se transforma e se transfigura; e São José do Norte, bucólica e magnética, berço natal da Melina, segue seus passos. Todo o cuidado com a ética é pouco. Pois, como questiona o colunista Gustavo Ioschpe, “será que os eleitos são mesmo piores do que seus eleitores no quesito ética?” Eu não creio. Como ainda diz o colunista, no Brasil, a escola, no geral, é antiética e não respeita os alunos. Os professores faltam muito ao trabalho, fazem greves de meses, com motivações muitas vezes políticas, prejudicando gravemente a formação dos estudantes. No meio do caos da saúde em que nos encontramos no Brasil (Rio Grande ainda é uma ilha de excelência nessa área, embora com problemas, graças às excelentes administrações realizadas pelo HU e Sta.Casa, muitas vezes injustiçadas e mal compreendidas), com a falta generalizada de humanismo e ética, o conteúdo da lição da jovem Melina é uma densa mensagem de esperança em dias melhores. “Sejamos humanos antes de profissionais”. Obrigado, Melina! Que tu, Melina, Paulinha e demais formados sigam seus caminhos, estudando sempre e que ganhem o mundo, como disse o paraninfo da turma. Navegar é preciso! Que, após vivenciados novos caminhos e experiências na arte de curar, escolham um dia retornar, já convidados pela Magnífica Reitora da Furg, reconhecendo o potencial de seus ex-alunos, e colaborar para o desenvolvimento, não só econômico, mas notadamente social e humano de nossas históricas e judiadas Rio Grande e São José do Norte. Economista* nerinopiotto@globo.com

Opinião

Amor de Natal e a triste notícia

É

tão engraçado ver como certos amores acontecem apenas no Natal. A sensação de ser solidário uma vez ao ano que parece que vale por um ano inteiro de más ações. Isso é o que me entristece nessa época do ano: ver pessoas que passaram os últimos 12 meses trapaceando, furando a fila, desviando de mendigos querendo ser “uma pessoa melhor”. O que é preciso considerar é que o espírito natalino deveria viver todo o ano com a gente. Cabe a lembrança: Papai Noel só dá presentes a quem se comportou o ano inteiro. Infelizmente o que vemos é um show de hipocrisia e as únicas boas ações do ano. Claro, não abro mão dessas únicas, já que ao menos ajudam a colocar um sorriso em alguém. Para o próximo ano é preciso repensar esta maneira de ser. Se toda a sociedade fizesse esse exercício de se pôr no lugar do outro para ajudar, compreender e ser mais amigo, tenho certeza de que viveríamos num mundo melhor. É preciso aplicar e ensinar às nossas crianças que um mendigo não é um marginal, e sim alguém que precisamos ajudar a mudar de vida. É preciso ensinar às crianças que amor não está ligado a presente novo ou roupa da moda, e sim a um sorriso, um abraço bem apertado e àquela reunião familiar. Família. Esta é a palavra que define todo o espirito natalino, já que aos olhos de Deus somos todos irmãos. Precisamos ajudar a nossa família fazendo a nossa parte. Cada ação possui uma reação. Cada ação ruim traz uma reação pior. Portanto, temos que plantar o bem, o amor e a paz. Senhores leitores, se todos nós plantarmos essas sementes, não tenho dúvidas de que elas irão se multiplicar. E esse ensinamento começa na família. O pai e a mãe devem ensinar seu filho sobre respeito entre seus iguais. A triste notícia desse Natal é a aposentadoria do

mais famoso Papai Noel rio-grandino. O nome dele é bem conhecido: Carlos Nicolau Klinger. Depois de 30 anos, ele anunciou que é hora de parar. Tive a oportunidade de conhecer de perto a história de Klinger em novembro de 2011 e sempre que penso em Natal me lembro dele. É quase como se fosse ele o Nicolau, santo que deu origens às lendas natalinas. O que posso dizer é que se existe a fábrica de brinquedos do Papai Noel. Ela tem endereço certo. Carlos Nicolau Klinger montou em casa uma verdadeira oficina de sonhos e somente um homem com uma alma elevada, um coração nobre e um espírito divino poderia fazer o que ele faz. Pelas mãos dele já foram feitos e recuperados mais de 30 mil brinquedos que fizeram a felicidade de uma criança. Com uma organização impecável e um espírito sempre aventureiro, Klinger possui uma oficina com até mesmo os registros de seus doadores. O Papai Noel do Cassino iniciou seu trabalho em 12 de julho de 1983. São 30 anos dedicados às crianças e ao amor. Amor pela vida, pelas crianças, amor pelo amor. Carlos Nicolau Klinger é uma inspiração para toda a humanidade. A decisão de parar vem em função de problemas que o impedem de trabalhar. Não tenho dúvidas que todo esse amor doado já é e sempre será devolvido ao São Nicolau Klinger. Que nunca ninguém esqueça desse trabalho e que muitos outros possam fazer o mesmo. Que a mensagem deixada e ensinada por Klinger seja uma lição para todos nós. Que o amor abençoe a vida das pessoas e que toque o coração para que o bem vença as lutas diárias em que nos envolvemos. Que deste até o próximo Natal todos nós possamos vivenciar o espirito natalino sempre com paz, solidariedade e muito amor de Natal. André Zenobini


4

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

Reunião na Prefeitura Municipal firmou o pontapé inicial para a Feira da Agroindústria Familiar Evento acontecerá de 9 a 12 de janeiro na Praça Didio Duhá, no Cassino

Foto: Ana Sim’oes Pires

E

m uma reunião realizada na sala de reuniões, no último dia 13, a Prefeitura Municipal firmou um termo de cooperação com a Secretaria de Desenvolvimento Rural para a realização da Feira da Agroindústria Familiar do Rio Grande, com data de realização marcada para os dias 9, 10, 11 e 12 de janeiro, na Praça Didio Duhá, no bairro-balneário Cassino. Estiveram presentes o prefeito municipal, Alexandre Lindenmeyer; o diretor do Departamento de Agroindústria Familiar, Ricardo Fritsch; o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Ronaldo de Oliveira, e o secretário de município de desenvolvimento primário, Cláudio Costa. O chefe do executivo municipal destacou que a feira será uma grande oportunidade para valorizar a agroindústria familiar e disse que devem ser dadas condições ao homem do campo, preservando, assim, uma produção de qualidade. Lindenmeyer disse também que, além de ser um período de muito trabalho para os produtores, a realização da feira será uma espécie de intercâmbio entre eles e convidou a todos para participarem, ressaltando a certeza de que os produtos ali comercializados serão da mais alta qualidade. Alexandre aproveitou para saudar o trabalho desenvolvido pela Emater junto ao homem do campo. O diretor Ricardo Fritsch, por sua vez, informou que o evento foi amplamente planejado e que a equipe esteve integrada com os diversos órgãos que participaram do grupo de trabalho para garantir a organização. Fritsch disse ainda que os turistas que estiverem no Cassino para a temporada de verão e os rio-grandinos contarão com um espaço diferenciado e com produtos exclusivos da agricultura familiar. O secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Ronaldo de Oliveira, disse que a secretaria está fortalecendo a agricultura familiar e que o estado está investindo em políticas públicas que possam facilitar o setor, investindo em apoio, capacitando e assessorando o homem do campo. Oliveira informou que o pedágio irá divulgar o evento durante sua realização, com a distribuição do fôlder oficial em suas cabines de pagamento. Já o secretário de município de desenvolvimento primário, Cláudio Costa, disse que o ano de 2014 será importantíssimo para a definição dos próximos anos da agricultura familiar em Rio Grande e completou dizendo que o governo do estado está disponibilizando recursos para a Emater, incentivando dessa forma os produtores locais. O titular da pasta concluiu caracterizando esta como uma conquista que deixará um grande legado para as futuras gerações. Os produtos serão comercializados apenas nas feiras e a intenção da Prefeitura Municipal é integrar os agricultores

Rodrigo de aguiar

participantes no cronograma estadual e assim promover a realização de outros eventos como este no município. Para os consumidores fica a certeza da comercialização de um produto de qualidade, que vem a fortalecer também a agricultura familiar. O Programa Estadual da Agroindústria Familiar (PEAF) foi criado a partir do Decreto Estadual nº 49.341, de 5 de julho de 2012 e oportuniza linhas de crédito aos agricultores familiares com juros mais baixos, amplia a participação dos agricultores no PAA e PNAE, oferece serviços de orientação para regularização sanitária e ambiental com a disponibilização de perfis agroindustriais, layout de rótulos, entre outros.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

5

Solenidade de entrega de viaturas marcou o início efetivo do Policiamento Comunitário em Rio Grande As viaturas, zero quilômetro, foram entregues em uma solenidade que contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, entre eles o secretário estadual de segurança, Airton Michels Rodrigo de aguiar

F

oi realizada na manhã da última quarta-feira a solenidade de entrega das viaturas do policiamento comunitário, anunciado em julho passado. O ato, que aconteceu em frente à prefeitura municipal, marcou o início dos trabalhos junto às comunidades e contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, entre eles o secretário estadual de segurança, Airton Michels. As viaturas, zero quilômetro, marca Renault, modelo Sandero, foram adquiridas junto a diversos outros equipamentos, como pistolas, algemas e coletes a prova de balas, que servirão para qualificar e dar mais segurança ao trabalho dos quarenta e quatro policiais que irão atuar nos onze núcleos já previamente estabelecidos. Divulgado em julho deste ano, em uma solenidade no Salão Nobre da prefeitura municipal, o policiamento comunitário chega para conter o avanço da criminalidade em Rio Grande e tem como diferencial o fato dos policiais residirem nos bairros, o que torna a presença da polícia ainda mais efetiva. O município gaúcho de Caxias do Sul foi o primeiro a implantar o programa e os resultados foram extremamente positivos, podendo ser destacado o número de investidas criminosas registradas, que foi reduzido consideravelmente. Cada policial receberá uma ajuda de custo no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais), que será paga pela prefeitura municipal, fato este que foi norteador para a implantação do programa em Rio Grande, conforme informaram os integrantes da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Serão contemplados com o projeto os bairros Santa Tereza, Navegantes, Mangueira, Lar Gaúcho e Dom Bosquinho (Núcleo 1), BGV e Vila Militar (Núcleo 2), Rural, Santana, Matadouro, Junção e Vila Braz (Núcleo 3), São João e São Miguel (Núcleo 4), Vila Maria, Bernadeth, Parque Coelho, Mate Amargo, Aeroporto e Marluz (Núcleo 5), Profilurb II, Vila Recreio e Nossa Senhora de Fátima (Núcleo 6), Castelo Branco I e II, Santa Rita e Caic (Núcleo 7), Cidade de Águeda e Santa Rosa (Núcleo 8), Parque São Pedro (Núcleo 9) e Querência, Stella Maris e Parque Guanabara (Núcleo 10). Um núcleo servirá como uma central de coordenação para os demais.

Foto: Rodrigo de Aguiar

O secretário Airton Michels saudou o trabalho desenvolvido pelo Coronel Júlio César Marobin. Em mais de 30 anos de Ministério Público, Michels disse que muito ouviu o clamor da sociedade de que a polícia chegava aos bairros apenas para realizar uma prisão ou quando o fato já estava consumado. De acordo com ele, o policiamento comunitário é uma prioridade do atual governo e através da Brigada Militar foi possível levar o projeto em frente e atingir os objetivos. Rio Grande é o segundo município no estado em quantidade de núcleos: onze no total, que irão atender cerca de oitenta mil pessoas. Em comparação aos municípios pequenos, os núcleos irão estreitar a relação do policial com a comunidade, o que traz mais confiança para o trabalho que será desenvolvido. O prefeito Alexandre Lindenmeyer, disse que este é um momento muito importante para a segurança pública em Rio Grande. O chefe do executivo destacou como grande

patrimônio da Brigada Militar seus soldados e que a prefeitura irá caminhar de mãos dadas nesse novo projeto em prol da segurança dos rio-grandinos. Lindenmeyer disse, ainda, que a comunidade deverá receber bem os policiais em seus bairros neste novo tempo vivido pelo município. Segundo o comandante do 6º BPM, Coronel Carlos Alberto Brusch Terres, agora os recursos e materiais existem, o que irá viabilizar a realização dos trabalhos. O policiamento comunitário entrou em funcionamento na última quinta-feira, dia 19, mas na tarde do dia anterior uma reunião definiu os últimos detalhes de escalas e outros assuntos administrativos. A partir do dia 26 de janeiro serão realizadas reuniões mensais com as comunidades atendidas, com a finalidade de apresentar os policiais aos moradores e também explicar o funcionamento do programa no município. Ao final do ato as onze viaturas seguiram em carreata com as sirenes ligadas em direção à sede do 6º BPM.


6

FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

de La Rocha Ique

A verdadeira Festa de Natal

O

Natal é uma data muito marcante. Tanto que se em algum deles a gente tiver passado por um momento ruim ou até mesmo ficado só – e isso acontece com muita gente, nem que seja uma vez – ele ficará em nossa memória. A gente sempre vai lembrar daquele momento triste. Como não se penalizar daquelas crianças que não têm direito a sonhar com Papai Noel, porque a noite delas vai ser igual às outras? Dos pais que não têm condições de dar os presentinhos sonhados pelos filhos? Dos lares desfeitos, dos viciados, dos presos, doentes e de todos os que sofrem? Quanta gente torce para que as festas de final de ano passem de uma vez, porque acham que não tem o que comemorar? Tem muitos que, por causa dessas situações, ou até mesmo pela sua própria condição, consideram tristes as datas como o Natal. Mas o Natal não é triste, muito pelo contrário. O problema foi que o consumismo tomou conta até do nascimento de Jesus Cristo e transformou a lembrança de sua vinda ao mundo em comércio. Tanto que o Natal é a maior data de vendas para o varejo. Independentemente da condição da pessoa, se o Natal for vivido conforme sua essência ele poderá ser muito enriquecedor. Porque Cristo nos mostrou que a felicidade não é deste mundo, mas que podemos, a partir de agora, melhorar nossa condição de vida dando valor ao que realmente tem valor: o amor (amar ao próximo como a ti mesmo), a caridade (fora da caridade não há salvação), a solidariedade (“onde estiver um sofredor, ali eu estarei”). Muitas vezes nossa situação de vida não está melhor por nossa causa. Temos de saber aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece. A vida é como um buffet: está tudo ali ao nosso dispor, mas para usufruirmos desse buffet temos de nos levantar e ir até a mesa, porque ela não vem até nós. Ou seja, nós temos de ir ao encontro do que desejamos, e não o contrário. O importante no Natal não é a festa, embora ela seja válida. Até defendo a tese de que Jesus Cristo foi festeiro, porque, conforme o Evangelho, ele esteve presente em várias delas e, na falta de bebida, chegou a transformar a água em vinho. Quem não gostaria de ter um parceiro como Ele numa festa? Mas a verdadeira Festa de Natal é a da paz de espírito, que se consegue com uma fórmula simples: a prática dos ensinamentos de Cristo. Aí, sim, teremos um Natal e uma festa permanentes em nossos corações, onde o amor será o vinho a nos abastecer, com a diferença que a alegria proporcionada pelo amor é duradoura e não a alegria momentânea da bebida. Minha mensagem de Natal está dividida em dois, porque também escrevi o editorial, mas sintetizando: desejo a todos um Feliz Natal, com Jesus Cristo presente nos corações de todos vocês.

RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

Parque São Pedro vive à beira do rescimento Moradores vivem a incerteza de um shopping center à sua entrada e os problemas que já perturbam o dia a dia no bairro Camila Costa

V

ivendo a expectativa de crescer ainda mais e se fortalecer como um dos maiores bairros da cidade, o Parque São Pedro possui duas visões, feitas pelos próprios moradores: “ótimo” ou “péssimo”, as duas realidades se encontram pelas ruas do bairro. Enquanto as obras do empreendimento de mais um shopping center na cidade não ficam prontas, a incerteza ronda os moradores do local. Embora traga consigo algumas facilidades, ele também mudará a rotina nos arredores do parque São Pedro, pelo menos é o que se escuta pelo bairro. Morador desde 1983, Luís Arnaldo Pereira já acompanhou muitas mudanças e aprova o Parque São Pedro. “Melhorou muito, de lá pra cá. Cresceu de uma forma um pouco desordenada, é verdade, mas melhorou muita coisa”, afirma ele, citando a presença de uma rede de supermercados, a mudança dos postes da CEEE de madeira para concreto e as linhas de ônibus que circulam atualmente. Para ele, o que precisa de um olhar mais atento da administração pública é a segurança, o calçamento e o posto de saúde, pontos básicos para um local que receberá maior movimentação a partir de 2015. “Policiamento aqui a gente não vê, mas é calmo até. O que precisa de mais cuidado mesmo é o posto de saúde, porque a gente acaba tendo que ir ao posto do Parque Marinha ou em outro lugar

sua casa, mora no bairro há mais de 50 anos. Há cinco anos ela construiu a casa onde vive. Contudo, a planta de sua casa aguarda até hoje na prefeitura para ser registrada por um único motivo: a quadra de sua casa não possui pavimentação. Logo na quadra seguinte a pavimentação já chegou. “O bairro está péssimo, só tem um colégio pra um monte de crianças e aqui é cheio de área verde do município que eles não fazem uma praça sequer”, afirma ela, enquanto aponta para o terreno em frente à sua casa. A falta de policiamento também a desagrada. “Há um mês morreu um senhor na outra quadra, quando foi assaltado descendo do ônibus”, conta. Adriana não reclama da coleta de lixo, diz que está em ordem, mas a iluminação é um problema antigo. Segundo ela, há quase cinco meses a rua ao lado da sua não tem iluminação, após roubarem os fios. “Por mim, mudava hoje mesmo daqui, se pudesse.” Em pleno crescimento, o Parque São Pedro não para de receber novas moradias e é visto por muitos rio-grandinos como uma boa alternativa. Até a inauguração do novo shopping, prevista para 2015, a incerteza andará junto com a população.

A dona de casa Adriana reclama apenas do esgoto

Moradora há 50 anos, Mariza não está satisfeita com o bairro

Novas casas tomam conta do bairro

na maioria das vezes”, ressalta. Pereira reconhece que o progresso tem as suas consequências. “Vai ter um fluxo maior de carros aqui, com certeza.” Embora esteja no bairro há apenas três meses, a dona de casa Adriana Cristiana partilha da opinião de Luís Pereira. “Aqui é sossegado, muito calmo, bom de morar”, exclama. Adriana trocou o Cassino pelo Parque São Pedro e não se arrepende da mudança. O que a desagrada, porém, é o esgoto. “Quando chove vem tudo pra frente de casa, é ruim”, afirma. Ela também diz ter que recorrer ao posto do Parque Marinha em casos de necessidades médicas. Com a avenida principal asfaltada e muitas ruas em seu entorno na mesma situação, o bairro, aparentemente calmo, vai apresentando outra realidade conforme se ingressa no seu interior. Diferente da limpeza e do cuidado com que se é recebido no começo do Parque São Pedro, algumas ruas ao seu fundo demonstram a falta de cuidado dos próprios moradores com o local. Até mesmo onde placas indicam para não se jogar lixo, um sofá é encontrado. Chegando na Rua Engenheiro João Kramer de Lima, a equipe de reportagem do Folha Gaúcha conversou com uma moradora que vive uma situação inusitada. A comerciante Mariza Daleori Laval, que possui uma mercearia ao lado de

Comunicado

7

O Sr Luiz Henrique Wyse deverá comparecer no dia 9 de janeiro de 2014 as 16:00h ao Ministério do Trabalho na Rua General Neto 386 Rio Grande RS.


8

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 21 a 28 de julho de 2013

Gotas de Sabedoria

Depoimento de Vida

Livre da Síndrome do Pânico

Karina Cougo

Cheguei no Ministério Cristo Vive com a Síndrome do Pânico. Estava tão grave a coisa que eu não conseguia ficar em casa sozinha. Meu marido trabalhava à noite e pelo desespero, cheguei alguns dias a ir para o trabalho com ele. Foi algo muito horrível o que eu passei. Via vultos dentro de casa e estava totalmente perturbada. Eu participei de um tratamento espiritual aqui na Igreja, fazendo um propósito de sete quartas-feiras na campanha e hoje estou totalmente transformada. Fui curada do complexo de inferioridade e da timidez e agora vivo uma vida nova com minha família. Hoje, juntamente com meu esposo, ajudo aos necessitados com trabalho social e moradores de rua e tenho o maior prazer em ajudar as pessoas fazendo parte da equipe de voluntários dos Prs. Vilela e Celenita Costa.

Pastor Vilela

A Fé está ligada às palavras Os homens de Fé sempre falam do futuro!!! O que vai acontecer? O que Deus vai nos dar? A fé é o agente motivador da vida! - Henry Ford - Abril cinco vezes fábricas de automóvel e faliu, na 6ª tentativa fundou a Ford. -Thomas Edison - Queimou mais de 2 mil lâmpadas, antes de conseguir algum resultado satisfatório. Quantas lâmpadas você queimaria antes de desistir? - Walt Disney - Foi demitido do 1º emprego num jornal por falta de criatividade. Depois, faliu sete vezes antes de construir a Disneylândia. Ao perseguir um rato em sua garagem, teve a ideia de fazer o filme (Mike mouse) - Albert Einstein - Até os quatro anos, não falou. Foi diagnosticado como débil mental e rodou quatro anos na 1º série... A única maneira de vencer um pesadelo é com um sonho! Quando atendo uma mãe que está lutando com seu filho nas drogas, me dói tanto o coração de ouvir coisas tão tristes que tenho que estar ligado com o Espírito Santo para não me abater, e ainda conseguir ajudá-la a não desistir de lutar. Como fazer isto? Só com o poder e a força de um sonho. Então, lhe digo: Mãe, sei que sua luta não é fácil, mas creio em milagres e no poder da palavra que diz que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer (Sal 30:5b). Que, no lugar da vergonha terás dupla honra, e alegria (Isa 61:7). Quando a palavra de Deus é declarada, gero esperança e um sonho no seu coração, dizendo-lhe: “Quero lhe ajudar e creio que é questão de tempo e seu filho estará na Igreja, servindo como obreiro e lhe dará muito orgulho...” Isto é Fé em Ação! ESTÁS EM LUTAS? COMEÇA A SONHAR!!! As pessoas Cheias de fé falam coisas boas para o futuro!!! Quando estás cheio do Espírito Santo não te juntas com gente negativa, ou murmuradora e dás amém, concordando com o que eles dizem. - Michael Jordan - Foi dispensado por sua equipe de basquete da escola por falta de pontaria e porque não havia nascido para o basquete. Segundo estatísticas, errou 9.000 arremessos; em 26 ocasiões teve o tiro decisivo e errou, mas disse: Sempre volto a começar... - Steven Spielberg - Foi reprovado por três vezes na universidade do Cinema na Califórnia. Trinta e cinco anos após, voltou e estudou como único adulto no meio dos jovens, pois dizia: Se persistir, sei que consigo!!! O Diabo estava falido e vieram comprar o inferno, e ele disse: Vendo tudo, (arma da fornicação, assassinato, luxúria, ganância, etc., menos uma. Com esta, levo as pessoas perderem suas bênçãos e derroto o homem: a DESISTÊNCIA...). É SÓ UMA METÁFORA, NÃO ESTÁ NA BÍBLIA... É a Fé que move a mão de Deus, e não o lamento e a frustração!


10 PRINCIPAL

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

O Natal do passado Antigamente os estabelecimentos locais predominavam em detrimento das grandes redes de lojas IQUE DE LA ROCHA

S

ou do tempo em que a Missa do Galo acontecia à meia-noite. Os católicos, que eram a grande maioria, iam primeiro à missa, saiam das igrejas na maior tranquilidade, mesmo no início da madrugada, sem o perigo de assaltos, e depois é que confraternizavam. Em muitas famílias a chegada do Papai Noel era um grande acontecimento. Havia toda uma encenação até que o Bom Velhinho entrava em cena e distribuía os presentes. Para muitos, não existe mais essa fantasia. Hoje, a maioria das crianças acredita tanto no Papai Noel quanto na mula sem cabeça. Que eu me lembre, o presente que esteve sempre à frente da lista dos pedidos foi a bicicleta (tinha até a propaganda “Não esquece da minha Caloi”), pelo menos até o final dos anos 90. No meu tempo, lá pelas décadas de 60 e 70, a garotada que podia tinha preferência pelo autorama ou o ferrorama. Os forte-apaches também faziam muito sucesso na época. Muitos gostavam de brincar com revólver de espoleta. Todo garoto teve brinquedo de arma. Amigos meus chegaram a ter gavetas cheias de armas e nenhum deles saiu violento. As bolas eram outra paixão da garotada de ambos os sexos. As meninas evidentemente brincavam com bonecas, especialmente a Suzy. Mais tarde surgiu a Barbie, e as garotas gostavam, ainda, de brincar de bambolê ou de fazer comida com miniaturas de cozinha, se preparando para serem futuras donas de casa. Tinha também alguns jogos, onde o mais popular deles era o Banco Imobiliário. Os brinquedos eram praticamente dominados pelas indústrias Estrela, a maior delas, e a Trol. Hoje a garotada nem liga mais para bola, bicicleta ou esses brinquedos. Nos anos 80 surgiu a febre dos videogames, que anos mais tarde foram substituídos por computadores, agora os tablets e até mesmo pelos telefones celulares. O movimento no centro da cidade O Bazar Floriza vendia brinquedos na esquina da Netto com a Luiz Loréa, onde hoje está o Hotel Villa Moura. Uma das casas mais fortes era a Esquina da Sorte (que anos mais tarde foi para o meio da quadra devido a obras), na Duque de Caxias com Silva Paes, que vendia as inesquecíveis réplicas de aviões, navios e carros da marca Revell. Tinha as miniaturas de carros Matchbox, autorama, forte apache, botões de futebol de mesa, bolinhas de gude e outros. Também não tem como esquecer da Casa dos Presentes, na esquina da Bacellar com Zalony (atual Paquetá), que tinha uma linha completa de brinquedos. Na véspera do Natal, se formavam filas para as pessoas poderem entrar na loja. O saudoso Alfredo Ertel tinha de fechar as portas. Conforme uns saíam, outros entravam. Outra loja tradicional de brinquedos, que vendia até mesmo caminhõezinhos de madeira, cadeiras de balanço e outros era a Casa Moll, um bonito prédio que hoje não existe mais, no meio da Bacellar, quadra entre Benjamin e Zalony. No período do Natal os proprietários colocavam os sobrinhos para trabalhar e a curiosidade

Foto: Ique de La Rocha

Foto: José Wotter

é que nos intervalos do movimento as lâmpadas da loja eram apagadas. Quando entrava um cliente, a luz era acendida. A Bacellar sempre foi a principal rua de nosso comércio. A Silva Paes era mais de moradia, mas se destacava pela presença da Mesbla, onde recentemente foi o Correio do Alfaro, das confeitarias Guarany e Hollywood, da rádio Riograndina e de alguma loja de árabes, sendo que na 24 de Maio esse tipo de comércio predominava. O centro da cidade tinha vida à noite. Sem contar a famosa confeitaria Sol de Ouro, os cinemas Sete de Setembro e Carlos Gomes com várias sessões por dia (duas à noite, às 20h e 22h). As lojas possuíam vitrines, a maioria decorada com motivos natalinos, e era comum as pessoas primeiro olharem as vitrines para depois se decidirem pelas compras. Fora do período natalino, esse hábito se mantinha. As vitrines ficavam iluminadas até por volta de 23 horas, quando havia uma pessoa que era contratada para desligar uma a uma. Não havia perigo de roubo naquela época. Quando não havia Calçadão, dá para se imaginar que as calçadas eram estreitas, porque tinha de ter espaço para o estacionamento em um lado e o trânsito de veículos. Mas quando era dia de grande movimento (como no Natal, domingos pela manhã e outras datas) havia uma cancela que interrompia o trânsito na Bacellar, entre Andradas e Duque de Caxias, e as pessoas caminhavam tranquilamente no meio da rua. No período do Natal sempre estavam presentes alguns Papais Noéis das lojas ou de fotógrafos e o Exército da Salvação, que vendia cartões.

eletrodomésticos da cidade, mas naquela época havia a Canuso, Markus, Espina, Isaac Wolff, Central Doméstica, Eletrosul, Lojas Alvariza, Casa Wigg e LN. Em confecções, as principais eram a Germano, Sandes e Haddad. Tivemos, ainda, A Sensação, Casa Colombo, Loja Renner (não era a de Porto Alegre), Magazine Viva Gente, Dragão Modas, Sete de Setembro, Pernambucanas, Collares Modas e Garbo Magazine, dentre outras. As lojas de calçados mais badaladas eram a Clark, A Sedutora, Procópio, Casa Muniz, Sapataria Rodrigues e Casa Triunfo. Também cabe destacar estabelecimentos como a Pêndula Rio-Grandense (relojoaria), As Brasileiras, Relojoaria Safira, A Gaúcha (cosméticos) e Casa Curi. Lógico que hoje o comércio do Rio Grande é bem maior e, em muitos casos, nada fica devendo ao das grandes cidades. Mas vale este registro por terem sido estabelecimentos genuinamente rio-grandinos, ao invés do predomínio das grandes redes de loja que existe hoje em alguns segmentos.

Lojas que marcaram época A maioria das lojas era de proprietários da cidade. Especializadas em foto e som tinha a Casa dos Amadores e a Pop Disc (esta última, só de som. Neste ramo outras lojas surgiram e fecharam nesse meio tempo, mas a loja do saudoso Luizinho Emmendoerfer foi a que durou mais). Hoje Rio Grande não possui mais nenhuma loja de

Decoração natalina Também vale recordar que no passado havia mais decoração no Natal do que hoje na área comercial. Nos anos 80, a CDL, presidida por Benito Germano, em parceria com a Prefeitura, quando era prefeito Abel Dourado, colocou uma árvore de Natal e um palco junto ao lago da praça Xavier Ferreira, onde aconteceram apresentações artísticas e culturais alusivas ao Natal. Anos mais tarde, a entidade lojista e a Prefeitura tornaram a atuar em parceria, também na praça Xavier Ferreira, mas ultimamente nada mais foi feito nesse sentido. A administração municipal neste ano já merece elogios por colocar decoração e iluminação nas principais praças da cidade. Quem sabe ano a ano essa iluminação não vai sendo ampliada, até que tenhamos a área comercial e as principais avenidas da cidade embelezadas e dotadas do espírito natalino nessa época do ano?


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

Caderno Especial


EDITORIAL

Cassino – o primeiro balneário do Brasil

Chegou o Verão

A

gora não há mais tempo para discursos ou preparação. O verão chegou com força e, pelos últimos finais de semana, já se pode prever como será esta temporada na maior praia em extensão do mundo: lotada. É preciso muita agilidade por parte dos administradores públicos nas ações para manter a ordem e o mínimo de infraestrutura funcionando, com tanta gente. Habituado com seus 30 mil moradores, praticamente o mesmo número de habitantes de São José do Norte, o Cassino ainda trabalha com recursos muito limitados. É preciso mais para manter tudo funcionando. No verão, esse número chega a 200 mil pessoas, entre turistas, veranistas e moradores habituais, o que faz o número de veículos aumentar na mesma proporção. O primeiro dos impactos é a mobilidade na orla da Praia do Cassino. O trecho entre a Iemanjá e os Molhes da Barra necessita de uma atenção especial por abrigar um grande número de frequentadores. É preciso saber organizar a praia sem inventar planos mirabolantes. Às vezes o mais simples acaba sendo o mais eficaz. Nas muitas outras questões que afetam o bairro-balneário, a segurança pública é uma das que mais assusta nas últimas semanas. O reforço da Operação Golfinho deverá amenizar esse problema, mas é preciso criar uma política fixa de segurança para o ano inteiro. Depois da mobilidade na praia, é necessário pensar os problemas das vias. As mal cuidadas ruas do Cassino passam a não aguentar o intenso fluxo de veículos, o que exige um esforço gigantesco por parte da administração para amenizar essa situação. Nesse momento, discurso não adianta, é preciso ação. Nosso Cassino ainda merece uma maior atenção por parte dos empresários. Faltam lojas, restaurantes e opções de lazer nos mais diversos horários. Ainda há uma mania de pensar no Cassino apenas no final da tarde e durante a noite. O dia ainda fica perdido, sem muitas opções. São poucas as opções de almoço no balneário. Na hora do jantar, é quase infernal buscar uma boa opção de alimentação, com atendimento ágil e confortável a seus clientes. Não se pode abusar do preço também, só porque é verão não quer dizer que as pessoas passem a ganhar mais. O Cassino tem tudo para ser a melhor opção de veraneio para os gaúchos, argentinos e uruguaios. É preciso arrumar nosso balneário e criar uma cultura para que as pessoas o cuidem também. Aproveitar é muito bom, mas é preciso deixar tudo igual para o que o próximo aproveite igual ou melhor.

Expediente Jornalista e colaboradores: André Zenobini Camila Costa Matheus Magalhães Rodrigo de Aguiar Fotógrafo: Gui Paranhos Diagramação: Willian Farias

Fone: (53)3235-6532 República do Líbano, 240 Centro - Rio Grande - RS

Este caderno não pode ser vendido separademente

O

bairro-balneário do Cassino foi o primeiro do Brasil. Além dessa curiosidade, também possui uma característica muito incomum: é a maior praia em extensão do mundo, segundo o livro dos recorde: o Guiness Book. São mais de 240 km de extensão, desde os Molhes da Barra do Rio Grande até o Chuí. Principal praia da metade sul do Estado, o Cassino já passou por outros nomes e vem chamando a atenção dos veranistas gaúchos. A maior praia do mundo já foi um dos pontos mais requisitados por argentinos e uruguaios. Os altos preços e a pouca estrutura afastaram os estrangeiros, deixando espaço para os brasileiros. O Rio Grande do Sul é o principal cliente do veraneio cassinense. Entre as principais atrações da praia, além de sua extensão, estão o navio encalhado e o passeio de vagoneta mar adentro, através dos Molhes da Barra. O Balneário do Cassino surgiu no final do governo imperial, fim do século XIX, quando ainda não existiam balneários na costa oceânica do país. Sensibilizados pela fama conquistada na Europa pelos balneários Dieppe Deauville e Biarrits, que além dos banhos e passeios à beira-mar nas temporadas de férias ainda eram considerados excelentes estações de cura, os governadores da então Província de São Pedro - conselheiro Tritão de Alencar Araripe e seu sucessor, Rodrigo de Azambuja Vilanova - queriam proporcionar algo semelhante nas

terras gaúchas. Por isso concordaram com a ideia, pioneira no país, de Antônio Cândido Sequeira e seus companheiros, de criar uma estação exclusivamente balneária na costa do Rio Grande. Na medida em que a praia conquistava mais adeptos, o poder público também procurou conceder incentivos para viabilizar o empreendimento. Por esse motivo foi outorgada à Companhia Carris Urbanos do Rio Grande, em 17 de dezembro de 1885, pela Lei número 1551, a concessão para exploração do balneário. De imediato foi iniciado o empreendimento voltado para a ocupação do local, e em 1890 houve a inauguração oficial. Naquele ano o balneário já oferecia aos visitantes um hotel com 136 quartos, sala de refeições e cozinha com pessoal habilitado, grandes salões de concertos, bailes, jogos e locais para leitura. Além disso, contava com bondes puxados a burro que levavam os banhistas ao longo da avenida principal. Chalés à moda suíça, com recortes em madeira, embelezavam a paisagem. O coronel Leivas era um investidor e conhecido empreendedor que participava de grandes projetos, investindo, entre outras áreas, na implantação de bondes, no transporte marítimo e nas estradas de ferro. Ao falecer, em 22 de junho de 1926, deixou como única herdeira sua sobrinha Maria José Leivas Otero, a quem coube o papel de desenvolver o balneário. Contam os mais velhos, que o nome Cassino se deu

Alfaro

devido a uma grande e completíssima sala de jogos aqui instalada. Esse impecável “cassino” - que ficou conhecido e admirado Brasil afora e junto veio a fama e, por consequência, o apelido -, nos velhos tempos esteve localizado no antigo Hotel Stella Maris. A grande atração do Balneário Cassino é sem dúvida a praia oceânica com mais de 220 km de areia branca e fina que forma a maior praia contínua da América do Sul, também conhecida como a maior praia do mundo (Guiness Book).

Alberto Amaral

A construção vertical no Cassino e o “Complexo de Vira-Lata”

O

Molhes da Barra Uma das principais atrações do Cassino é o passeio de vagoneta que fica numa das maiores obras oceânicas do mundo: os molhes da Barra. A criação desses grandes braços de pedra foi dada, pois não havia mais condições dos navios entrarem na Barra Diabólica, como era conhecido o acesso ao recém-inaugurado Porto do Rio Grande. A barra do Rio Grande sofria com constantes diminuições em seu calado o que estava favorecendo o porto de Montevidéu. O primeiro projeto para construção dos braços de pedra veio do inglês John Clarke. A segunda tentativa da construção dos molhes veio como resultado de um relatório produzido pelo engenheiro Honório Bicalho e sua equipe. Outra opinião veio de Pieter Caland, responsável por obras hidráulicas na Holanda. As obras foram aceitas e sofreram, ao longo de sua construção, de diversas formas. Apenas em 1908, um novo contrato foi assinado pelo governo brasileiro e as obras seguiram até a sua conclusão. As obras foram marcadas nos primeiros anos do século 20 pelo tamanho da estrutura necessária para a realização do empreendimento. Como toda obra, os molhes da barra também necessitaram de uma revisão. Um século mais tarde foi dado início ao prolongamento de ambos os molhes. Iniciando em 2001, foi interrompido no ano seguinte e só teve sua retomada em junho de 2008. Em outubro de 2010, o molhe oeste, braço rio-grandino da barra foi finalizado e entregue de volta à comunidade. Turistas e pescadores puderam, novamente, acessar a construção. O molhe oeste tinha uma extensão de 3,16 quilômetros e, depois da obra, passou para 3,86 quilômetros. Nesses mais de três quilômetros é possível ir mar adentro através das vagonetas vendo a bela paisagem do Oceano Atlântico, dos navios e animais marinhos que aparecem naquela região. O Cassino é abençoado por inúmeras belezas naturais. André Zenobini/ Blog Balneário Cassino

centenário Balneário do Cassino sempre se caracterizou por peculiaridades especialíssimas, que continuamente causam surpresa aos que por aqui passam. Uma delas é o fato de as pessoas residirem no centro da cidade e possuírem casas de veraneio a apenas 18 km de distância. Muitos entendem que é um desperdício, considerando ainda o fato de dispormos de 200 km de costa exclusiva, onde podemos estacionar o carro ao lado da praia. Essas condições fizeram com que o Cassino nunca fosse prioridade às administrações municipais, até os veranistas questionavam há pouco tempo a pavimentação das ruas, que na opinião deles descaracterizava o ambiente natural e mexia com o aspecto bucólico do tradicional bairro. A falta de uma política habitacional nas três esferas de governo refletiu no Cassino, fez com que passasse a ter mais moradores do que veranistas, o que, no meu entendimento define a nova vocação do bairro e acelera como ocorreram décadas atrás em outras cidades litorâneas, mudanças na concepção original urbanística. Pois bem, a globalização e o progresso aceleram os processos, chegou a vez do nosso Cassino, como já vem ocorrendo também no centro da Cidade. Respeito a opinião dos que querem o balneário exatamente com está, mas vivemos num País democrático onde a livre iniciativa, respeitadas as legislações vigentes, decide, conforme o mercado e os seus interesses, onde e como farão seus investimentos. Não se pode ideologizar, como insistem alguns, o desenvolvimento. Buscar argumentos do tipo: “é coisa para rico...” ou, “o que precisamos são moradias populares...”, são escapismos odiosos, que ao contrário do que preconiza o Governo Federal, criam um ambiente de constrangimento deplorável aos empresários e investidores em geral. Imaginem que, numa conta rápida, os investimentos propostos garantem a contrapartida de mais de R$1,2 milhão, além da perspectiva da arrecadação anual de R$3,6 milhões em ITBI, R$ 720 mil em ISQN e R$1,2 milhão em IPTU. Cabe, portanto, aos governos criar políticas e programas que oportunizem a todos, em especial aos mais pobres, obterem a sua casa própria. Não obstante, registramos que na maioria dessas iniciativas os governos têm contato com a parceria da iniciativa privada. O Plano Diretor do Município do Rio Grande, em consonância com o que preconiza o Estatuto das Cidades, define que os possíveis impactos negativos advindos dos empreendimentos serão mitigados através de medidas compensatórias que apresentem resultados abrangentes para toda a coletividade, isto é o que realmente importa. O resto, garantindo o direito universal do contraditório, é fruto de um atávico “complexo de vira-lata”, como tão bem definiu o imortal Nelson Rodrigues a situações análogas.


Procura-se um Papai Noel Com 30 anos de atividades voltadas para o sorriso de crianças carentes, o Papai Noel do Cassino pede sua “aposentadoria” - Eu não fiz o impossível.

C

arlos Nicolau Klinger: ele jura que não fez o impossível. Jura que qualquer um pode ocupar o seu lugar. O que pesa é exatamente o lugar que ocupa. Klinger é conhecido há 30 anos como o “Papai Noel do Cassino”. Nome de Papai Noel ele já tem. São Nicolau é o santo que teria iniciado as lendas natalinas, ao prestar auxílio a crianças e necessitados por volta da segunda metade do século III. Muitos séculos depois, a história se repete. Movido pelo amor ao trabalho, às crianças e à vontade de ajudar ao próximo, o Papai Noel do Cassino acredita em destino e tem sabedoria o bastante para reconhecer que chegou ao seu limite. Nicolau Klinger guarda até hoje na memória a data que o transformou. Em uma manhã de 12 de julho com frio intenso, ele se dirigiu até a Vila dos Pescadores, na Barra, a pedido de um dos seus filhos, para contatar uma cliente da revenda de automóveis da família, que fora construída por ele mesmo. Naquele dia, cheio de roupa, com direito

a luvas e touca, em um carro recém-comprado e confortável, Klinger se chocou com a realidade das crianças que foram aparecendo à sua frente, conforme adentrava a Vila. “Aquelas crianças pequenas andavam de pés descalços, sem roupa, pobres, brincando com uma caixinha de madeira improvisada”, conta. Aquilo, para ele, foi um divisor de águas. “Eu sou um apaixonado por crianças e a cena me chocou, sou sentimental”, confessa. A partir de então, reunindo ferramentas antigas e com a ajuda da esposa já falecida, ele começou a montar alguns brinquedos, reformar outros e distribuir por áreas pobres da cidade. “Eu fabricava tudo e a minha esposa pintava depois”, explica. Hoje com 88 anos, Klinger começou cedo a lutar por boas condições de vida, trabalhando desde os 12 anos e se casando aos 23. Passou por traumas como ver a mulher e o filho recém-nascido correndo risco de vida em pleno parto, a perda da companheira de tantos anos e, agora, a necessidade de parar. Quem entra na oficina do Papai Noel do Cassino está em casa. Todos que chegam são tratados como uma parte

da família, como um neto ou um filho que “Seu Klinger” viu crescer, presenteou e trata com carinho. Três filhos, oito netos e quatro bisnetos recheiam a família que ele se orgulha de ter criado e onde sempre cabe mais um. As doações deste ano já foram feitas: aproximadamente 3.500 brinquedos foram entregues e outros ainda não param de chegar para serem reformados. Klinger, inclusive, recebeu uma homenagem da Prefeitura Municipal no início do mês e faz questão de mostrar a placa com orgulho. Ele vê na comunidade a grande mão amiga para exercer a função há tanto tempo. “A população aceitou o meu trabalho muito bem, faz doações e me procura. A imprensa também foi fundamental durante esses 30 anos”, afirma. Klinger segue o ditado de “fazer o bem sem ver a quem”: “se é carente, é comigo”. E diz, ainda, que não vê cor, tamanho ou diferenças, apenas o amor que tem por ajudar as crianças pobres em uma época onde trocar presentes virou uma regra. Na sua oficina e no seu escritório tudo está muito bem organizado. Guarda partes de brinquedos que podem ser reaproveitados e histórias de uma vida dedicada aos outros. Ao abrir suas gavetas, revelam-se cartas com letras ainda tímidas, traços não bem definidos e uma fragilidade e inocência que somente as crianças carregam. Pedidos, pedidos e mais pedidos. Engana-se quem pensa que Carlos Nicolau Klinger cansa-se. Entre muitas histórias que o marcaram, ele se lembra de uma família que teve a oportunidade de ajudar com muito mais do que brinquedos, e sim com móveis e roupas. “Naquele dia eu fiz sete viagens com

tudo o que tinha para eles”, recorda. A história de Carlos Nicolau Klinger é conhecida por muitos rio-grandinos e, em breve, estará nas páginas de uma biografia que está sendo escrita pela Academia Rio-Grandina de Letras. Pastas conservam recortes de jornais e revistas onde foi personagem central e a história que todos poderão ler daqui a alguns meses. Sentimental, como ele mesmo se define, Klinger se emociona com as lembranças. Emociona-se mais ainda ao reconhecer que precisa parar. “Trabalho desde os 12 anos, tenho 88 e há um ano estou na cadeira de rodas, preciso ser sincero

comigo mesmo”, admite. Para ele, não importa se é Deus ou o destino quem quis assim, apenas obedecerá. “Não estou parando porque quero, mas estou contente pelo que fiz”, diz ele com um sorriso nos lábios que dá coerência à sua fala. A única preocupação capaz de lhe tirar o sorriso não é a limitação física que o impedirá de seguir no trabalho, mas a falta de quem dê continuidade a ele. “Qualquer um pode fazer o que eu fiz”, exclama. Para o Natal do ano que vem, ele já sabe o que pedir: “seria uma alegria grande encontrar outra pessoa fazendo o que fiz durante 30 anos”. Por Camila Costa


Entrevista com o Secretário Nando Ribeiro O jornal Folha Gaúcha esteve mais uma vez conversando com o Secretário Nando Ribeiro para saber de que maneira o bairro-balneário vem se preparando para a chegada de mais uma temporada de verão. Durante a conversa de quase uma hora, o titular da pasta apresentou à nossa reportagem todas as atividades que estão sendo desenvolvidas em prol da comunidade cassinense e dos mais de 250 mil veranistas que deverão passar pela nossa praia nos três meses da estação mais quente do ano.

Folha Gaúcha: Secretário, o que vem sendo feito nesse período de início de temporada? Nando Ribeiro: Olha, na última segunda-feira, dia 16, nós realizamos uma reunião com os órgãos diretamente envolvidos com a temporada com o objetivo de criarmos uma central telefônica, que funcionará 24 horas por dia e interligará os órgãos de segurança durante a temporada. Estiveram reunidos representantes da Brigada Militar, Marinha do Brasil, Secretaria do Meio Ambiente, Corsan, Nema, entre outros. FG: De que forma a população cassinense poderá entrar em contato com esta central? NR: Os moradores e os veranistas poderão entrar em contato através do número de nossa secretaria, pelo 3236.1300 e nossos telefonistas irão fazer o contato com as autoridades competentes. FG: Qual a intenção dessas atuações da SEC? NR: A intenção principal é de proporcionar um veraneio tranquilo. Os ambulantes e demais vendedores reuniram-se na SAC e receberam dicas da SEC e Vigilância Sanitária e também ouviram uma palestra sobre hospitalidade, sobre como tratar o turista nesta temporada. Quem também palestrou para estes profissionais foi o pessoal do Nema, onde expuseram a importância da limpeza na beira da praia e o descarte de material plástico que, se for feito de forma inadequada, poderá prejudicar as tartarugas e demais seres que habitam o nosso litoral. FG: Por falar em beira da praia, o que está sendo feito para este veraneio? NR: Foram construídas 22 novas guaritas salva-vidas, no formato pirâmide. No entanto serão utilizadas apenas 18, em virtude do efetivo que foi encaminhado para nosso município. As quatro restantes servirão como reservas e serão utilizadas em caso de necessidade de reposição. Foram colocados, ainda, ao longo da orla, 250 tonéis de lixo em parceria com a Unimed Litoral Sul e serão disponibilizados também cerca de 60 banheiros químicos, que serão colocados na beira da praia e na Avenida Rio Grande. FG: Na questão estrutural da orla, o que vem sendo desenvolvido? NR: Estamos trabalhando com uma patrola para a formação das “marachas”, que são aqueles pequenos muros de terra que formam os limites de circulação de veículos e delimitam as áreas próprias para banho e aquelas destinadas aos esportes náuticos. Será apresentado, ainda, um projeto de zoneamento da praia para 2014, que consiste na distribuição da orla para organizar as áreas destinadas aos esportes, som, banho, e jet sky. Esses locais serão demarcados e informados através de placas que serão fixadas nos próximos dias. No Cassino como um todo, estaremos trabalhando com dois tratores de varredura. Duas frentes de trabalho farão diariamente este serviço: uma partindo do Riacho até os Molhes e outra do Riacho até o parque de energia eólica. FG: E quem não respeitar este projeto de zoneamento, o que irá acontecer? NR: Todos os órgãos fiscalizadores receberão este material para que o trabalho de fiscalização seja feito com propriedade. De acordo com a Brigada Militar, a primeira abordagem será com o intuito de informar as pessoas, já a segunda, será de apreensão dos materiais de quem infringir o que diz o projeto.

FG: Na última entrevista que realizamos com o senhor, fomos informados de que as ruas principais, como Rio de Janeiro, Lisboa e Avenida Rio Grande receberiam reformas. Como está essa situação? NR: Com relação às avenidas principais, a secretaria está aguardando o edital de licitação para a compra de materiais que serão utilizados nestas obras. A Avenida Rio Grande receberá recapeamento asfáltico nos dois sentidos, assim como a Lisboa. Já a rua Rio de Janeiro será reconstruída: na verdade não houve um preparação do solo, quando ela foi calçada pela primeira vez. Este reparo deverá ser feito em pouco tempo; interrompemos o fluxo em determinada quadra, fazemos o serviço e partimos para a próxima. FG: Secretário, é impossível falar de Cassino e temporada de verão sem mencionar a nova rodoviária. Como está a situação da obra? NR: A rodoviária está com 100% das obras concluídas. O próximo passo é entregá-la à comissão fiscalizadora, que é formada pelos engenheiros que acompanharam as obras e, logo após, ela será repassada à Secretaria de Município de Mobilidade Urbana e Acessibilidade, que irá marcar a data de sua inauguração. A pavimentação no entorno da estação também está concluída e o lado direito será estendido até a Maron, melhorando a qualidade de vida dos moradores daquele local. FG: E a área central da avenida Rio Grande, vem recebendo atenção? NR: Sim, com certeza! Lá fizemos a decoração natalina até próximo à estátua de Iemanjá. Ela também teve sua extensão pintada e foram feitos trabalhos de varredura. Em setembro foi realizada uma ação, em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente, onde retiramos árvores que apresentavam risco para a população. Existe, ainda, um projeto de colocação de lixeiras que seria realizado em parceria com os empresários, no entanto a Câmara de Vereadores emendou o projeto, o que vem a prejudicar sua concretização para este veraneio. FG: A secretaria vem trabalhando na decoração do bairro-balneário e melhorias, mas sabe-se que vândalos, na maioria das vezes, acabam estragando um trabalho de muito tempo. O que vem sendo desenvolvido para coibir essas ações? NR: Através do executivo municipal, nós estamos buscando realizar um monitoramento por câmeras. Se for possível, iremos instalar esses equipamentos na avenida Rio Grande para, assim, tentar coibir e identificar os responsáveis pelos atos. Enquanto isso não acontece, fica o número de telefone da secretaria para que os moradores possam fazer suas denúncias e também colaborarem com nosso bairro-balneário. Outro problema que encontramos é com relação à quantidade de lixo jogado em via pública. Um trabalho de limpeza vem sendo realizado periodicamente junto à Secretaria de Serviços Urbanos, mas o comportamento dos moradores segue o mesmo e com isso o trabalho não dá vencimento. Nesse caso é importante também que a comunidade denuncie, pois só assim medidas podem ser tomadas. FG: Para encerrar, secretário: Quais outras obras estão sendo ou foram desenvolvidas neste primeiro ano? NR: Foram realizadas ainda duas obras: uma academia ao ar livre, localizada na rua Cândido Cozza Sobrinho com avenida Atlântica e a pavimentação do Multipalco. Será instalada também, na beira da praia, uma guarita para a imprensa, assim os veículos de comunicação poderão capturar imagens da movimentação durante o veraneio. Por Rodrigo de Aguiar


Esporte e saúde

Esporte e saúde

Projeto trará diversão e atividades à beira-mar SMTEL deseja promover a saúde dos banhistas no verão 2014

O

verão se aproxima e as atividades tradicionais da estação começam a despertar interesse da comunidade. Dentre os banhos na praia do Cassino e as festas na noite rio-grandina, o esporte surge como alternativa de diversão e saúde para os veranistas, que procuram aliar a busca pela boa forma, sem precisar deixar de lado a brincadeira e a competição saudável. Para tal, a Secretaria de Município de Turismo, Esporte e Lazer (SMTEL) decidiu emplacar um projeto para o verão 2014 na área do esporte. O titular da pasta, Luiz Parise, e o Superintendente de Esportes, Jorge Neubert, garantiram que a promoção de atividades terá como foco a praia, em uma busca da promoção da saúde dos banhistas, através das práticas esportivas. Para tal, já fora definido um calendário especial de atividades.

Trata-se do “Verão Mais”, projeto que contará com as parcerias do Sesc Rio Grande e da Associação dos Corredores de Rua do Rio Grande (ACORRG). A previsão de início do calendário esportivo indica o 8 de janeiro como data de abertura e o dia 28 de fevereiro como encerramento. As atividades especiais serão realizadas todos os dias da semana, sempre das 16h às 20h. De acordo com a pasta, as atividades serão todas à beira-mar, próximas ao monumento à Iemanjá, logo na “entrada” da praia, no extremo da Avenida Rio Grande. A SMTEL se comprometeu a disponibilizar toda a estrutura que garantirá a diversão aos banhistas e deverá contar com a presença, em todas as atividades, de profissionais da área de educação física para consulta e aconselhamento dos participantes. Por Matheus Magalhães

Modalidades Além de atividades tradicionais como corridas e jogos como vôlei, o “Verão Mais” trará competições baseadas em esportes exclusivos para a praia, alguns destes ainda não muito comuns entre a comunidade rio-grandina. Porém, com base de praticantes já formada, estes esportes aquáticos deverão ser o auge das atividades do verão 2014. Um deles, que já vem sendo praticado há algum tempo, é o kitesurf. O esporte consiste na utilização de uma pipa (chamada de “papagaio) e uma prancha, similar a de surf, mas com uma estrutura para prender os pés do praticante. A pipa é presa, através de um equipamento chamado de “trapézio”, à cintura do kitesurfer e, com a incidência do vento, o atleta atinge alta velocidade na água e, controlando a pipa com o equipamento na cintura, pode fazer diversas manobras. Já o Stand Up Paddle é a novidade do ano. Se caracteriza por ser um esporte acessível, que permite a prática por pessoas de todas as idades sem exigir um grande esforço físico. Trata-se de uma espécie de surf, onde o praticante usa um remo para se deslocar. O “SUP” faz uso de uma prancha regular e adiciona um remo, eliminando a dificuldade do surf original de ter de remar com os próprios braços e levantar-se no momento exato para poder “dropar” na onda. Estes dois esportes vêm ganhando enorme popularidade nas praias brasileiras. Se o kitesurf já vinha se tornando uma tradição “cassineira”, o SUP tem tudo para ganhar o coração dos rio-grandinos, uma vez que, de acordo com seus instrutores, em apenas um dia qualquer pessoa pode, ao menos, ficar de pé na prancha, mesmo que leve um pouco mais de tempo para que se atinja um nivel competitivo. Além das atividades do “Verão Mais”, o Cassino será palco para diversas competições e atrações esportivas. Uma delas será o “Cassino Night Run”, programado para o dia 21 de janeiro, prometendo uma corrida noturna. O Campeonato Praiano de Vôlei Feminino e Masculino deverá ter lugar nos dias 25 e 26 de janeiro, bem como o Campeonato Praiano de Handbeach Feminino e Masculino, nos dias 22 e 23. Já em fevereiro, acontecerá a Travessia Rio Grande-São José do Norte, no dia 16.


Cerveja: o mundo extenso e complexo da mais famosa bebida do mundo Métodos de fermentação, cores e paladares diferem e trazem diversas opções ao consumidor

Dunkel: A palavra que dá nome à este tipo de cerveja, significa “escuro” em alemão. Portanto, as dunkel são algumas das cervejas mais escuras que existem. Seu foco é o sabor do malte torrado, apesar de não oferecer um gosto “queimado”. São feitas sob o mesmo processo das Lagers, tornando-se ideais para o consumo em baixas temperaturas. No Brasil, popularizou-se o termo “cerveja preta”, para as bebidas que apresentavam esta coloração e um sabor adocidado, mas estas se referem ao tipo “Bock”. Weizenbier: Estas cervejas alemãs são feitas com o uso de 50% de malte de trigo e 50% de cevada. O resultado é um sabor diferente de qualquer outro tipo, de paladar ora adocicado pela presença das leveduras (podendo se assemelhar ao gosto do cravo, banana e cereja), ora um pouco mais amargo e encorpado. Subtipos como a Dunkelweizen, Weizenbock (de sabor adocicado, cor escura e alto teor alcoólico) e Krystalweizen (cor mais clara, sem as leveduras e de sabor mais leve), compõem uma vasta gama de possibilidades apresentadas pelas famosas cervejas de trigo. Matheus Magalhães

C

erveja é preferência nacional. A bebida alcoólica mais famosa no Brasil caiu no gosto brasileiro, sobretudo por sua chamativa e necessária especificação de ser bebida bem gelada, regra central para um país tropical como o nosso. Entretanto, as principais marcas de cerveja nacionais oferecem um tipo específico da bebida – em um universo que compreende uma gama complexa de características, sabores, cores e ingredientes e que, infelizmente, demorou a chegra ao Brasil, dominado pelas cervejas amareladas, de gosto leve, baixo teor alcoólico e com misturas do malte e pó de milho e de arroz. Para remediar tal situação, alguns empreendedores brasileiros decidiram trazer a “novidade”. Devido ao esforço, o mercado e nomes estrangeiros como “Red Ale”, “Indian Pale Ale”, “Stout”, dentre outros, acabaram na ponta da língua dos consumidores. Mas o que eles significam? Quais as principais diferenças entre os tipos de cerveja? Para criar uma espécie de humilde e pequeno compêndio dos principais tipos que existem mundo afora, o Folha Gaúcha fez uma pesquisa esmiuçada (infelizmente, não foi uma pesquisa de campo) e trouxe um exíguo guia para os curiosos e interessados pelo maravilhoso (e, infelizmente, um tanto custoso) mundo das cervejas “de verdade”: Pilsen (Pilsner): Criada na República Tcheca, em 1842, a Pilsner se caracteriza por uma coloração em tom de amarelo claro, sabor leve, baixo teor alcoólico e uso de diversos tipos de lúpulos, que garantem um certo “amargor” ao paladar. Elas fazem parte do tipo Lager, que corresponde à feitura sob baixas temperaturas. Cervejas de marcas como Heineken e Budweiser são consideradas Pilsen. Indian Pale Ale (IPA): Estas cervejas datam do século XVIII e possuem três subtipos mais famosos, dentre outros. O English IPA traz uma cerveja de tom amadeirado, com mais espuma e a notável presença de uma maior quantidade de lúpulo. A American IPA segue o formato da inglesa, apenas contando com lúpulo nativo deste país, o que torna o gosto mais amargo. A Imperial IPA é também americana, mas mais amarga e espumosa que os outros subtipos. Seu teor alcoólico é maior e pode chegar à 10%. As IPAs são fermentadas em altas temperaturas, o que explica a maior quantidade de espuma e a presença mais forte do gosto do lúpulo, tornando-as mais amargas que as Lager. Stout: Cervejas deste estilo apresentam uma coloração escura, com espuma amarronzada. Em alguns casos, como a da famosa Guiness Draught, é possível perceber um acentuado aroma e paladar de café e chocolate, além de ser bem cremosa e incorpada. Este estilo é típico da Irlanda e ganhou o mundo através de marcas internacionais como a já citada Guiness e Murphy’s.

Dicas Gastronômicas

Saladas

E

um prato que não pode faltar quando se segue uma dieta equilibrada é o de saladas. E não é novidade que verduras e legumes são a base de uma salada nutritiva, porém, não são ingredientes apreciados por todos, o que pode ocasionar dificuldade para seguir regularmente uma alimentação balanceada. Mas será que é possível deixar a sua salada mais atrativa e gostosa, sem perder seus benefícios nutricionais? A resposta é sim. O ideal é incluir molhos à base de suco de frutas, azeites e ervas, e utilizar outros artifícios como mesclar uso de folhas, dividindo a composição entre folhas suaves e amargas. Também vale incluir frutas, frutos secos, oleaginosas (nozes, castanhas) e fontes de proteína, que ajudam a aumentar a aceitação dos pratos. O ideal é que todas as refeições sejam equilibradas nutricionalmente, e quando as saladas são o único prato da refeição, devem ser compostas em quantidade e diversidade balanceadas. Para isso, a composição adequada deve conter ao menos um alimento de cada grupo, sendo eles carboidratos, proteínas, gorduras, fibras e minerais. Para entender melhor, uma salada de batata não é uma refeição equilibrada, devido à quantidade de carboidrato presente neste alimento. Contudo, se o prato for composto por agrião, alface, iscas de peito de frango, cenoura ralada, milho, ervilha partida, tomate e cebola, regados a azeite extra virgem, pode se tornar uma refeição completa.

Comidas de praia

O melhor é evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes. Eles geralmente apresentam condições higiênico-sanitárias inadequadas e estão em má conservação, levando à contaminação por bactérias. Alimentos como pastel, outros salgados e frituras apresentam em sua composição gordura, sal e carboidratos refinados que são prejudiciais à saúde. O ideal é levar de casa frutas de fácil manuseio e pouca manipulação, como banana, pêra, pêssego, ameixa e maçã (em utensílios que mantenham uma temperatura adequada). Biscoitos de polvilho também são uma boa opção e água é fundamental. Se preferir comprar algo na praia, escolha o coco verde. Ele ainda é “a melhor pedida”. Sucos também são bons, por serem fontes de vitaminas e minerais, além de bem refrescantes e ótimos para a hidratação.

Galeto Caxias – Cassino

Galeto e churrascaria – um requintado ambiente onde o olfato e o paladar, sentidos fundamentais do nosso corpo, recebem, interpretam e reconhecem a infinidade de sabores um churrasco tradicional e de um galeto insuperável... E, além deste festival interminável de diversos tipos de carnes e galetos, num rodízio incessante e saboroso, temos ainda inúmeros tipos de saladas leves e saudáveis, que nutrem e refrescam o nosso organismo no agradável calor do balneário. E, além destas delícias, temos, ainda, pratos tradicionais como feijão, arroz, macarrão e legumes em diversas elaborações. E, também, gostosas sobremesas!


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

11

Entrevista com o governador Tarso Genro TRANSCRIÇÃO Rodrigo de aguiar

A

rádio Cultura Riograndina realizou na última segunda-feira, dia 16, uma entrevista exclusiva com o governador Tarso Genro. O representante do estado respondeu aos questionamentos formulados por José Valerão e André Zenobini durante o programa Manhã Regional, dedicado ao jornalismo da região. A entrevista teve duração de vinte minutos e neste período os ouvintes tiveram a oportunidade de ouvir do governador o que vem sendo desenvolvido na política estadual. Abaixo é possível acompanhar o que foi debatido naquela oportunidade: J.V.: O senhor fala no projeto de lei complementar. Esse projeto seria aquele que trata exatamente dessa dívida que o estado tem para com o governo federal, e o que está sendo votado é algo bastante importante, uma vez que irá baixar inclusive os juros, que variam de 6% a 9% por ano e que estará baixando para 4% se for aprovado. Com isso, nós teremos uma redução nos valores e uma economia de um bilhão por ano. Isso que o governo deixa de pagar ajuda a pagar a dívida que já está em 40 bilhões - a dívida do estado com o governo federal -, governador? T.G.: Veja a situação crítica em que nós estávamos metidos! Esse um bilhão por ano que nós deixamos de pagar, iniciaria a ser pago em 2017, então a aprovação desse projeto de lei complementar não reduz as prestações atuais, ele extingue as prestações futuras, tirando o estado de um atoleiro que não tinha mais saída da forma como foi negociado naquela oportunidade. Qual a vantagem deste projeto de lei complementar? Ele vai

extinguir esse um bilhão futuro, que nós pagaríamos a partir de 2027 e, ao mesmo tempo que ele se extingue, abre um espaço fiscal para que nós possamos obter mais financiamentos. Então, ao invés de nós chegarmos lá em 2027 devendo mais 44 bilhões, nós vamos dever somente aquilo que nós contratarmos agora para novos financiamentos de investimento para o estado, ou seja, seis ou sete bilhões. O estado vai sair de uma situação dramática e sem fim para uma situação de saúde fiscal extraordinária. J.V.: Governador, direcionando mais à nossa Cidade do Rio Grande, nós estamos vivendo um momento bastante intranquilo e inseguro, com jovens armados, brigas e assaltos. Com relação à segurança, faltam viaturas e efetivo. Que notícia o senhor teria a nos dar com relação a este ponto? T.G.: Olha, falta de viaturas para mim é uma surpresa! Eu vou até conversar com o comandante da Brigada Militar a partir desta sua colocação, porque nunca se comprou tantas viaturas e nunca se repôs tantas viaturas como nós estamos fazendo agora. Em relação à questão do efetivo, realmente nós estamos repondo o contingente que está faltando na Brigada Militar. Agora no final do ano estarão entrando mais quinhentos brigadianos e nós vamos deslocar para estas regiões que estão mais desabrigadas. Nunca se prendeu e nunca se enfrentou quadrilhas de assaltantes que operavam aqui no Rio Grande do Sul de maneira mais ou menos livre. Não livre, porque a Brigada Militar se esforçava e a Polícia Civil também, mas que atuavam de uma maneira muito solta aqui no estado. Nós temos um volume de resolução de homicídios e prisões que é incomparável com aquilo que ocorria anteriormente. Mas realmente você tem razão, a violência está aumentando no meio da juventude, particularmente em determinadas regiões, e isso decorre precisamente do desmantelamento dessas quadrilhas, porque daí eles começam a tentar se recompor e ocupar os espaços deixados por essas quadrilhas, que muitas vezes vêm de fora, de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e de outros lugares vinculados ao tráfico de drogas. André Zenobini: Governador, ainda lhe pergunto com relação à segurança pública. O Corpo de Bombeiros nas cidades de Rio Grande e Pelotas sofreu duas importantes baixas, com duas unidades fechadas por falta de efetivo. O que o senhor prevê para o Corpo de Bombeiros da metade sul do estado? T. G.: Nós estamos admitindo, pela primeira vez, para os bombeiros, centenas de policiais que foram concursados, que serão distribuídos. Realmente este interlúdio da Operação Golfinho prejudica algumas operações, mas nós vamos repor imediatamente estes quadros para que não ocorra nenhuma falta de assistência em caso de algum sinistro. J.V.: Governador, a questão da ERS-734, essa importante rodovia que liga o município ao balneário Cassino: a duplicação parece ser uma saída e o povo rio-grandino pode esperar essa duplicação para breve, ou não está nos planos do governo do estado ainda? TG: Essa obra da ERS-734 falta

menos do que 5% para ser concluída. Nós estamos encaminhando com a empresa uma revisão do contrato, porque ele está com problemas. Depois disso, nós vamos dar continuidade. Não é problema nem de vontade político-administrativa do governo e nem relação com a falta de recursos, são determinadas condições contratuais que nós herdamos e que de repente a empresa para a obra ou pede uma determinada revisão e que nós temos que, aí, processar de maneira adequada internamente ao governo para que a gente possa, então, fazer a obra de acordo com os parâmetro do Tribunal de Contas. Senão, depois nós recebemos processos nas costas e essa é a obrigação dos controles do estado. Com relação a isso, eu não sei te informar agora, não estou aqui com os elementos capazes de informar, mas posso mandar a informação para vocês a partir de dados que eu possa imediatamente colher junto ao DAER. A.Z.: Governador, na questão da educação aqui na metade sul, nós temos um problema desde o início da duplicação da BR-392, que é com relação à escola Alfredo Rodrigues. Quais serão os investimentos do governo do estado para a Cidade do Rio Grande nessa questão dos prédios escolares e também para o Município de São José do Norte? T.G.: Essas obras todas estão algumas delas em andamento, outras em projetos. Até agora nós fizemos cerca de 1500 obras nas escolas do estado, cumprindo inclusive ações emergenciais, que estavam há seis anos na mesa do secretário de educação e que não eram cumpridas. Então estas obras todas estão, sim, em projeto ou em andamento e será dada, sem a menor sobra de dúvidas, uma resposta à comunidade escolar. J.V.: Governador, não podemos deixar de falar: agora na semana passada foi lançado o livro do Tumas Júnior, que faz acusações graves, inclusive citando o senhor, quando ainda ministro da justiça. O que o senhor teria para falar a respeito dessas acusações, como o senhor as vê e o lançamento desse livro? T.G.: É mais uma matéria de uma reconhecida revista nacional no momento em que os tucanos estão apremiados com questões relacionadas ao metrô e inventam uma matéria para tirar o foco da questão principal ocorrida lá em São Paulo. Aliás, o Tumas Júnior não fez nenhuma acusação explicita contra mim, ele fez apenas comentários que eu estranho, porque com relação a estas questões que ele comentou não eram incluídas as funções dele. Ele era secretário nacional de justiça, com funções completamente diferentes. Quem tratava com a Polícia Federal comigo, em relação a processos, era o diretor da Polícia Federal e em um período, inclusive, ocorreram inquéritos contra a corrupção aqui no país, envolvendo pessoas de todos os partidos políticos, inclusive o meu, que foram absolutamente exemplares. Isso não tem nenhum sentido, isso é fogo de palha da conhecida revista. J.V.: Governador, sobre a ligação já envolvendo também a região sul e duas importantes cidades, uma, grande produtora de arroz, que é o caso de Arroio Grande: durante esse mês deve voltar a travessia de Santa Izabel, que encurta e muito a ida e vinda dos fertilizantes que saem do porto, assim como também as pessoas e os produtos que vêm de lá para o nosso porto. Quando deverá ter ali uma licitação para a construção de uma ponte? TG: É, agora restabelecida a ligação, nós vamos começar a conversar com as lideranças da região para ver qual será o próximo passo. A nossa intenção é, sim, dar toda a atenção a essa região, porque ela já não é mais a mesma, assim como a região sul já não é mais a mesma. Agora nós temos que ver quais serão os próximos passos que serão tomados para o desenvolvimento da metade sul.


12 São José do Norte

FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

Municipários na expectativa

Apontamentos IQUE DE LA ROCHA

Categoria sente-se prejudicada com indefinição na Chefia do Executivo IQUE DE LA ROCHA

O presidente do Sindicato dos Municipários também se mostrava apreensivo com os comentários de que na quinta-feira, 19, seria o último dia do recesso no TSE em Brasília: “Vamos ver se vai ter alguma coisa ou se será somente em fevereiro”. Perdas salariais e reajuste do vale-alimentação Com relação mais especificamente aos municipários, Gautério observa que “os pagamentos de salário e do décimo terceiro estão em dia. Estamos aguardando agora o salário de dezembro”. Ademir Gautério salienta que “o sindicato tem uma pauta de reivindicações com o atual governo. Já acertamos o horário de verão, que será das 8h às 14h a partir de janeiro, e também estamos pleiteando o ganho real das perdas salariais, que está acumulado em 38%. Temos a data base que foi criada em 2012, onde o servidor tem direito a 5,8%, que é paga em janeiro. O Executivo terá de convocar uma sessão extraordinária da Câmara Municipal. Temos, ainda, o vale-alimentação, que o governo atual prometeu aumentar em 100%. Se afastarem o prefeito, a gente já não sabe como ficará. Se entrar outro prefeito, vamos ter de conversar com ele”.

Fotos:Ique de La Rocha

Casa Lar depende do apoio da comunidade

A

Associação Casa Lar de São José do Norte vive em permanente dificuldade. A instituição abriga menores afastados de seus pais pela Justiça, a maioria delas tendo por motivo o consumo de drogas. Como não possui sede própria, quase todo o ano acontece mudança de endereço devido ao alto valor do aluguel. Na casa atual, localizada na avenida Presidente Vargas, 134, só o aluguel custa R$ 1.700,00. Tem, ainda, o pagamento da folha salarial de 11 funcionários, mais os encargos trabalhistas e outras despesas. A receita fixa é de R$ 14 mil, graças a um convênio com a Prefeitura, mas toda doação é bem vinda. (Quem quiser colaborar poderá comparecer no local ou comunicar-se pelos telefones 3238.2669 ou 3238.1077). No momento estão abrigadas na Casa Lar 13 crianças, a maioria adolescentes, e dois bebês. A presidente Márcia Helena Porto fez uma rifa para o período natalino, que correu na última quarta-feira, 18, buscando recursos “para dar um Natal melhor às nossas crianças”. Aliás, o Natal das crianças da Casa Lar teve o apoio dos estagiários do curso de Serviço Social da Faculdades Anhanguera, que nesta sexta-feira, 20, levaram presentes e deram curso de cabeleireiro e manicure para as meninas. A empresa Codel também entregou vários presentes para serem distribuídos entre a criançada. Márcia Porto preside a entidade há vários anos. Trata a todos como verdadeiros filhos, confirma a psicóloga Cristiane Domingues A presidente faz questão de destacar também o apoio da Florestal Pinus, que permanentemente doa material de limpeza e higiene e chega a pagar algumas contas da Casa Lar. Já a Igreja Adventista do 7º Dia semanalmente doa a chamada “mistura”, com galinha, salsichão ou carne. Já a empresa que faz a coleta do lixo na cidade doou um guarda-roupas para a instituição.

Vai começar a obra da UBS no bairro João Landell

N

a última segunda-feira, 16, a secretária municipal da Saúde, Aline Alves, formalizou contrato com a empresa Costa Velho Construtora, vencedora do processo licitatório nº 354/2013, para a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro João Landell. A obra totaliza investimento superior a R$ 450 mil, com recursos do Fundo Nacional da Saúde e contrapartida de aproximadamente R$ 250 mil do Município. Conforme previsto no contrato, o serviço deverá ser concluído em até 180 dias, a contar da data de recebimento da ordem de início, entregue pela SMS durante o ato. De acordo com a titular da SMS, “logo, os nortenses poderão contar com mais atendimentos básicos e gratuitos em Pediatria, Ginecologia, Clínica Geral, Enfermagem e Odontologia, que estarão disponíveis em uma UBS novinha, construída conforme os padrões exigidos pelo Ministério da Saúde”. O prefeito Zeny Oliveira adiantou que também foram cadastradas propostas para ampliação de outras duas UBS graças ao equilíbrio financeiro da Prefeitura.

Assinaturas

Folha Gaúcha

U

3235.6532

Ferrari na cidade Ex-prefeito José Vicente Ferrari está na cidade. Veio passar as festas de final de ano com familiares, rever amigos e retorna para Brasília dia 6 de janeiro. O “Folha Gaúcha” conseguiu uma entrevista exclusiva com o ex-prefeito, que será publicada na próxima edição. Ele conta sobre sua vida pós-prefeitura, comenta o impasse no Executivo e fala de suas pretensões políticas. Diz que estará sempre à disposição da comunidade nortense. Ferrari na cidade (II) O ex-prefeito disse na entrevista que gostaria de ter feito muitas outras obras, que não aconteceram por falta de dinheiro ou por falta de tempo. Citou como exemplo a restauração do Sobrado Gibbon, onde pretendia colocar a Biblioteca Municipal, mas esbarrou na ação de um dos proprietários na Justiça.

Fotos: Ique de La Rocha

Z

eny de Oliveira retornou à Chefia do Executivo nortense, mas a comunidade continua na incerteza sobre quem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmará como prefeito de São José do Norte. Uma das categorias que se sente prejudicada com o impasse é a dos funcionários públicos municipais. O presidente do Sindicato dos Municipários, Ademir Gautério, confirma que a indecisão prejudica, “porque o serviço fica parado. Tu não sabes o que fazer. Por exemplo: a Cidade Baixa está terrível, enterrada na areia e não se sabe nem quem é o secretário, porque já mudou de novo. Existem convênios que tem de renovar e tudo isso acaba prejudicando”. Ele acrescenta: “As duas partes (Zeny Oliveira e Jorge Madruga) afirmam que vão ganhar. A gente fica na dúvida, mas estamos acostumados, porque em 1997 entrava um e saía o outro. Eram Dario Futuro e Paladino. Naquela época a Câmara de Vereadores afastou Dario porque o salário do funcionalismo atrasou durante seis meses. Nosso sindicato entrou com mandado de segurança para o bloqueio das contas e nos pagaram. Esse episódio de agora graças a Deus não atingiu o funcionalismo”.

São José do Norte 13

Ferrari na cidade (III) José Vicente Ferrari, nessa fase de descanso, ou de “aposentadoria”, como diz, está tentando recuperar os oito ou nove quilos que perdeu quando no comando da prefeitura nortense. Ferrari na cidade (IV) Uma das declarações de Ferrari na reportagem que será publicada na próxima edição: “O PSDB praticamente me excluiu do partido”. Corsan em São José do Norte O diretor-presidente da Corsan, Tarcísio Zimmermann, nesta semana destacou as ações e os investimentos da companhia em Rio Grande e São José do Norte, que constam de um encarte elaborado pela empresa. Em São José do Norte foi implantada uma rede adutora para viabilizar a instalação do estaleiro da EBR. Até 2017, a companhia investirá R$ 4,4 bilhões em saneamento no Rio Grande do Sul. Com relação ao abastecimento de água, a Corsan também informa que cem litros da água fornecida pela empresa, que chega na torneira da casa das pessoas, custa R$ 0,22 na tarifa social e R$ 0,56 na tarifa básica, valores muito inferiores ao preço de uma garrafinha de 500ml de água mineral. Segundo a empresa. Investimentos na iluminação pública Na terça-feira, 17, o secretário de Obras e Urbanismo, Christian Lemos, formalizou a contratação das empresas Transrio Caminhões, Ônibus, Máquinas e Motores e Ecosol Soluções Ecológicas, selecionadas em processo licitatório, para fornecerem um caminhão leve zero quilômetro e o cesto aéreo novo, que serão utilizados pelo setor de Iluminação Pública da SMOU. A aquisição totaliza R$ 202,3 mil de recursos próprios do Município, previamente destinados à conservação e ampliação da rede de iluminação pública.

Antoninho é Papai Noel em São José do Norte Há mais de 15 anos que o municipário Antoninho Silveira de Araújo, atualmente lotado na Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (SMOU), nessa época do ano transforma-se em Papai Noel. E faz mais de sete anos que ele participa das festas de Natal da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). “Eu adoro ser o Papai Noel, porque a gente vê a alegria das crianças”, diz ele, que iniciou esse belo trabalho “no tempo do velho Dario”, referindo-se ao período em que Dario Futuro foi prefeito em São José do Norte. Mas Antoninho vai logo avisando: “Dinheiro eu não aceito, porque tem tanta criança pobre que precisa...”. Na APAE ele sempre ganha algum presente, como uma garrafa térmica ou uma cuia de chimarrão. “Este ano ganhei um par de chinelos de dedo e já saí contente”, contou com alegria. O Papai Noel nortense já atuou no Capão do Leão e mostra-se sempre disposto a realizar a fantasia das crianças. Ele só se lembra com tristeza de uma ingratidão por parte da Prefeitura: “Estava um calor danado e caiu um temporal. Não esperava que fossem me largar na rua com todo o mau tempo e cheguei em casa todo molhado. Me dediquei, fazendo o Papai Noel com todo amor e carinho para o Município e para mim isso foi uma grande ingratidão”. Que presente de Natal o senhor daria para a Humanidade? - Se eu pudesse, seria a paz e a compreensão dos governantes.

Comércio e Operação Papai Noel (com foto) São José do Norte também recebe a Operação Papai Noel da Brigada Militar. A viatura da corporação está frequentemente circulando pela área comercial e sua presença só não é mais ostensiva porque os furtos no comércio são coisa rara, embora por um período vários estabelecimentos comerciais tenham sido arrombados. Os responsáveis pelos crimes foram retirados de circulação. As autoridades policiais consideram que o maior problema da criminalidade hoje em São José do Norte refere-se às drogas.

Parque de diversões População nortense tem uma nova atração no ramo de divertimento. Trata-se do Park Tiaraju, que estreou nesta sexta-feira, 20, no campo da Corsan, na avenida Presidente Vargas.


14 esporte FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

O encontro de dois goleadores Rodrigo de aguiar

A

rádio Cultura Riograndina recebeu em seu estúdio, na tarde da última sexta-feira, um visitante ilustre, especialmente para o torcedor gremista. Foi ele um dos responsáveis pela conquista do bicampeonato da Libertadores da América em 1995. Estamos falando de Jardel, o ex-jogador esteve em Rio Grande para participar de um jogo para a captação de recursos que auxiliarão no tratamento do radialista Vicente Fázio, recentemente vitimado por um acidente de trânsito. Folha Gaúcha: Jardel boa tarde! É um prazer tê-lo na rádio Cultura Riograndina. Mário Jardel: É um prazer enorme estar aqui, ainda mais tendo ao lado outro grande artilheiro que fez história no futebol (Nico). Quero desejar a todos em primeira mão um Feliz Natal, um bom Ano Novo e que os sonhos sejam realizados em 2014, assim como em 2013. FG: Estás em casa, Jardel, sintas-te acolhido! MJ: Em todo o Rio Grande do Sul eu me sinto bem à vontade, tanto é que eu me mudei para o estado e existe a possibilidade de uma candidatura minha para deputado es-

tadual no próximo ano a partir de um convite feito pelo ex-colega Danrlei, que hoje é deputado federal. Eu me sinto muito bem no estado, estou residindo atualmente em Porto Alegre e ao sair à rua a população me passa uma alegria e um conforto muito grandes. FG: Jardel, qual a tua idade? Estás ainda com um porte físico de centroavante! MJ: Recentemente eu perdi 18 kg e venho jogando em Ibirubá, quando eu posso, porque participo de muitos eventos e recentemente completei 40 anos. FG: De que forma tu visualizas e avalias a montagem do plantel do Grêmio para a disputa da Libertadores do ano que vem? MJ: O Grêmio atualmente está sem identidade nenhuma. O Grêmio pode contratar quem for, mas ele precisa mostrar dentro de campo aquele time forte e aguerrido de 1995 e ser campeão. O time tem que fazer lotar a Arena, só assim poderá chegar ao título. O torcedor quer ver o Grêmio com raça, assim como foi na década de 90.

Foto: William Ramos

Na edição número 142, veiculamos uma matéria sobre a realização de uma exposição na Pinacoteca Matteo Tonietti. Foi informado que participaram 36 alunos, quando na verdade foram 24. Além de Luciana Gepiak, todos os integrantes da pinacoteca foram responsáveis pela realização do evento.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

15

Conselhos econômicos e de pesca ganham vida no município Prometendo participação popular, conselhos serão consultores do Executivo MATHEUS MAGALHÃES

Foto: José Wotter

A

Prefeitura Municipal, por meio de suas secretarias, vem optando pela criação de conselhos, com participação de lideranças sindicais e cidadãos da área, para gerir determinadas pautas de interesse social e econômico. Para tal, neste final do ano, duas novas entidades começaram a operar, com respaldo do Executivo e garantia de que poderão influir nas decisões junto a Prefeitura. Trata-se do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Municipal (CDES-RG) e o Conselho Gaúcho de Aquicultura e Pesca Sustentáveis (Congapes). O primeiro teve seu lançamento oficial no mês de setembro. O intuito do CDES-RG é seguir as diretrizes dos outros conselhos, que operam em âmbito nacional. No caso do Rio Grande do Sul, o CDES-RS, segundo sua cartilha, funciona como “um espaço público, sem enlaces oficiais com o estado, que procura analisar, debater e propor diretrizes para promover o desenvolvimento econômico e social”. De acordo com o que prega, o cerne do conselho é ser um órgão consultor dos governos, que promete “pluralidade”, ainda que, muitas vezes, o governo atual não esteja acostumado com a ideia de oposição em qualquer tipo de grupo com que possua ligação. Para coordenar o novo conselho, foi escolhido Cláudio Engelke, que viajou para Porto Alegre a fim de averguiar o funcionamento do conselho estadual. Atualmente, o conselho conta com a presença de 68 integrantes, número que pode aumentar até 80, segundo limitação estatuária. A primeira reunião do grupo se deu no dia 16 deste mês, no salão nobre do Executivo. As pautas centrais discutidas foram a renovação do contrato municipal com a Corsan e mudanças no horário do comércio.

Mão de ferro É bom lembrar que o médico Engelke é militante do PT e já participou do governo Lindenmeyer, o que levanta algumas dúvidas sobre a prometida “pluralidade de ideias” que, supostamente, norteiam a experiência do conselho estadual. Se a ideia é ter mais um grupo de pessoas para dizer amém aos projetos da Prefeitura e sucitar apenas debates que interessem aos gestores executivos, há de se levantar a questão sobre a real importância e interesse para o Município de ter um conselho de cartas marcadas.

Pesca O Conselho Gaúcho de Aquicultura e Pesca Sustentáveis (Congapes) foi criado a partir de aprovação unânime, na Assembleia Legislativa, do Projeto de Lei Complementar 329/13. O conselho deverá reunir 31 representações de diferentes setores, como federações de colônias, aquicultores, armadores de pesca e pescadores. O projeto foi conduzido pelo Departamento de Pesca da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo e pretende seguir os modelos estaduais e nacionais a respeito da criação de entidades com participação pública para gestão da área.


16

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

17

André Zenobini - andre.zenobini@gmail.com

Porto do Rio Grande O Porto do Rio Grande completou neste ano 98

anos de história. É através dele que entram e saem as riquezas do Rio Grande do Sul. O anfitrião foi o Superintendente do Porto do Rio Grande Dirceu Lopes e o cenário foi o Porto Velho. A festa em comemoração a esta data teve a presença de funcionários, autoridades e empresários do setor. Na ocasião, o diretor do Museu Oceanográfico Lauro Barcellos foi nomeado coordenador das atividades que irão marcar o centenário do porto rio-grandino.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 21 a 28 de dezembro de 2013

Aromas e Sabores

Culinária 19

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com jesusculinarista@gmail.com

Natal rio-grandino...

N

esta semana recebi algumas solicitações de receitas para celebrar a festa de Natal. Mas D. Maria Helena, moradora do Cassino, fez-me o seguinte pedido: “Tenho parentes que moram em Bagé e Santa Maria, os quais virão passar as festas em minha casa. Eles adoram peixes e camarões. Gostaria de fazer uma ceia natalina á base peixes e

frutos do mar. Seria possível?” D. Maria Helena, temos uma infinidade de produtos marinhos, e dos quais podemos elaborar as mais fantásticas receitas de um cardápio com a cara de nossa cidade – a Noiva do Mar. Temos uma variedade muito grande de peixes, camarões (momentaneamente de criadouros), polvos, lulas, mariscos, siris etc. Basta ir ao mercado ou

Estrogonofe de salmão Ingredientes

3 colheres de sopa de azeite de oliva 1 cebola grande picada 3 dentes de alho amassados 1 kg de salmão em cubos médios 3 colheres de sopa de mostarda 5 colheres de sopa de catchup 200 g de cogumelos em conserva, fatiados ½ xícara de água fervente 2 latas de creme de leite sem soro Sal e salsinha picadinha, a gosto

Preparo

Em uma panela, aqueça levemente o azeite em fogo médio, frite a cebola e o alho por 2 minutos. Junte o salmão e refogue por mais 2 minutos, misturando lentamente para não desmanchar o peixe. Acrescente o molho de mostarda, o catchup, os cogumelos e a água fervente, e cozinhe por 5 minutos. Acrescente o creme de leite, misturando bem e retire imediatamente do fogo. Tempere com sal e salsinha picadinha. Sirva com arroz branco e batata palha.

Rende: 8 porções.

supermercado, escolher a matéria prima ainda “in natura”, usar a criatividade e fazer este festival de sabores na cozinha, encantando sua estimada família! Estou anexando uma receita simple, prática e saborosíssima. E, que estas celebrações do final de 2013 tragam paz, saúde e felicidade a todos os lares. E, até a próxima!


Folha gaucha ed 143  
Advertisement
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you