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ANO III. 117ª EDIÇÃO R$ 1,50

RIO GRANDE, de 22 a 28 de junho de 2013

Por uma sociedade mais opinativa

Bairros Acesso a FURG Saiba o motivo da interdição pela Av. Roberto Socoowski

Há tempos se fala em fazer um redimensionamento

Luminárias estão acesas ou apagadas 24 horas página 4

página 5 Foto: José Wotter

página 6

Iluminação pública

Classifolha página 14

Rio Grande une-se ao coro nacional

PÁGINas 10 e 11


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 22 a 28 de junho de 2013

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

AsEDITORIAL manifestações

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246)

Q

Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: Valder Valeirão, William Farias, Gilney huskie Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

Mariza Mirapalheta assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães Ique de La Rocha André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite MODA

Natalia Sauer TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa EDUCAÇÃO Marisa Cleff GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Lu Ribeiro Matheus Magalhães Tiragem: 5.000 Exemplares Impressão: Parque Gráfico do Jornal Zero Hora. SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro Fone: (53) 3235.6532

Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Curtas Folha Gaúcha Mudança na Rota

Tão logo sejam realizadas as adaptações necessárias já acordadas em reuniões com o DAER e com a Polícia Rodoviária Estadual, todos os ônibus (centro-bairros) deixarão de realizar o trajeto da rótula localizada no bairro Junção. Os veículos voltarão ao itinerário antigo, pela ERS-734, passando por fora da estação de transbordo. Sobre a integração, o titular da SMMUA foi taxativo. Novos Itinerários

O secretário de Mobilidade Urbana e Acessibilidade acentuou o aumento em 100% da fiscalização no transporte coletivo da Cidade, que passou de 3 para 7 agentes no Município e resultou na triplicação das autuações às empresas concessionárias (durante todo o ano de 2012 foram 62 autuações, enquanto que até maio deste ano, apenas cinco meses de atuação da nova gestão, já foram 131). Direito dos Idosos

Foi discutido com os membros de grupos de idosos numa reunião no Salão Nobre da Prefeitura o projeto do Executivo, que pretende criar o Fundo Municipal do Idoso, possibilitando diversas formas de captação de

recursos para garantir o bem estar da melhor idade. O projeto, já enviado à Câmara de Vereadores, também visa ao aumento na qualidade de vida dos idosos, através do fomento de práticas esportivas e culturais. No encontro estavam presentes representantes dos Grupos de Idosos da Quinta, Hidráulica, Parque Marinha e Cassino. Executivo recebe EBR e Fiergs para tratar sobre qualificação de mão de obra

Questões relativas à implantação do empreendimento da Estaleiros do Brasil S.A. (EBR) em São José do Norte são constantes na pauta do executivo municipal. O vice-prefeito Francisco Xavier, acompanhado pelas secretária geral de governo, e secretária de Coordenação e Planejamento receberam a coordenadora de administração de contratos da EBR, Marta Krafta, e o diretor da Federação das Indústrias do RS (Fiergs). Coester ressaltou a necessidade de atendimento dos prazos estabelecidos pela Petrobras, destacando que a instalação de demais indústrias no Município tornar-se indispensável para viabilizar seu crescimento sustentável.

Extravio de Talão Por meio deste comunico a perda do talão com a numeração 001 a 050 da empresa Suprieng-Sul LTDA. CNPJ:09414883/0001-50

uem diria! Durante muitos anos se ouviu falar que em países desenvolvidos, especialmente na Europa, o povo costuma sair às ruas sempre que existe descontentamento. Bem pertinho de nós, “los hermanos” argentinos sempre foram citados como exemplo em contraste ao conformismo dos brasileiros. Pois não é que agora o nosso povo também está indo às ruas protestar, e em grande número, como se tem visto nas recentes manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília? Os principais protestos têm ocorrido contra o reajuste da tarifa do transporte coletivo e a realização da Copa do Mundo no Brasil que, como todos sabem, tem servido para os governos estaduais gastarem milhões de reais em obras superfaturadas de estádios que, em alguns casos, não terão serventia alguma após o campeonato da Fifa. Os manifestantes alegam que o dinheiro gasto com a Copa poderia servir para investimentos na saúde, principalmente, que é talvez o setor que no Brasil mais necessite de atenção, dentre outros problemas que nós temos. Essa novidade na vida dos brasileiros está sendo organizada através das redes sociais que, assim, mostram uma força maior até do que se imaginava. A internet está servindo até para decidir eleições e derrubar governos, como se viu recentemente nos países árabes e nós, brasileiros, já estamos vivendo essa situação de forte influência das redes sociais. Os protestos fazem parte de uma democracia. O bom disso é que o brasileiro, dessa forma, começa a sair da apatia e passa a conhecer a força que tem. Durante muitos anos, governos e também setores empresariais, colocaram goela abaixo da população o que lhes interessava. Serviços essenciais foram privatizados e as agências reguladoras, que deveriam intermediar as relações entre população e empresas, permitem uma série de irregularidades por parte das empresas. É assim que vemos os serviços de telefonia cada vez piores e caríssimos, o mesmo servindo para a televisão paga, todo tipo de transportes, pedágios caríssimos, as verdadeiras extorsões praticadas pelos bancos e cartões de crédito, etc. E o brasileiro aguentando tudo, sempre calado. Pois agora estão aí os protestos. Inicialmente contra o preço da passagem e o péssimo serviço prestado pelas empresas de transporte coletivo nas grandes cidades. Se a moda pega, os protestos não tardarão a chegar a Rio Grande, onde diariamente se reclama contra o transporte coletivo na Cidade e nos péssimos serviços da travessia para São José do Norte. O brasileiro tem o direito de sair às ruas e protestar. Só perde esse direito quando uma manifestação se transforma em baderna, porque a violência, a bagunça, os quebra-quebras não fazem parte da democracia e a história nos mostra em muitas oportunidades que protestos violentos acabaram por justificar períodos antidemocráticos, o que sempre é um grande retrocesso. O bom é que não aconteçam manifestações, mas se elas tiverem que acontecer, e infelizmente o brasileiro tem muitos motivos para sair às ruas e protestar, que aconteçam de forma pacífica, com objetivos e posicionamentos bem definidos. Pode ser uma forma de mudarmos o Brasil para melhor. Se, no entanto, esses protestos tiverem por meta a bagunça e o caos social, também estaremos mudando o Brasil, mas para pior.


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Economia e Opinião

Um Brasil em luta

*Nerino Dionello Piotto

Quase cinco meses de trabalho só para pagar os impostos...

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este ano de 2013 todos nós, brasileiros, trabalhamos 150 dias, só para pagar impostos, taxas e contribui-

ções. Este dado é oficial, publicado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Segundo ainda o mesmo instituto, a carga total está assim dividida: 69,96% de tributos federais, 24,71% de estaduais e 5,33% de municipais. Ainda segundo o instituto, a carga brasileira de impostos bateu o recorde e somou 36,27% do PIB. (R$1,59 trilhão) Um espanto! O presidente do Sinprofaz (Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional), Allan Titonelli, alerta para o fato de que, “na medida em que a cobrança de impostos é alta, sem prestação de serviços à altura como contrapartida, a população enxerga os tributos de forma nociva e, muitas vezes, prefere omitir os ganhos”. Aí vira um jogo de gato e rato. O Sinprofaz criou uma ferramenta, o “Sonegômetro¨. Ele nos mostra que, por fraudes, o País deixou de arrecadar, em média, R$894 milhões por dia. Se mantida a média atual, o valor sonegado ao final de 2013 será de R$324 bilhões. Outro espanto! Protestos de estudantes e populares se agigantam. Em Brasília, Rio, Belo Horizonte, São Paulo e também no exterior – em Nova Iorque, Dublin, Berlin e Montreal brasileiros protestam por melhorias sociais, no transporte público, na saúde, por menos gastos e contra a corrupção que grassa em e desgraça nossa pátria. Soluções existem, como a cantada e encantada reforma tributária. Mas, como nossos políticos, em geral, com exceções honrosas, olham mais para o umbigo e, quando levantam os olhos só vêem eleições na frente e só pensam em como ganhar as próximas... O povo segue pagando caro e recebendo pouco, em contrapartida... Mas tudo tem um limite!!! Agora, com o novo formato das notas ficais, onde deverão aparecer o quanto custa o produto e o quanto pagamos de impostos, talvez seja o caminho para nos estimular a refletir se vale a pena seguir como cegos, acreditando em bla-bla-bás e achando que tudo vai dar certo. Podemos, de imediato, fazer a nossa parte: exigir a emissão de notas fiscais, não omitir ganhos e... Exigir reciprocidade dos governos. O processo se assemelha à pessoa que come, bebe e fuma demais, não se cuida e acha que - com medicação e de uma hora para outra – pode voltar a ser magro e saudável. Ledo engano! O preço do descuido pode ser salgado! Economista* nerinopiotto@globo.com

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ANDRÉ ZENOBINI

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ue ouçam as vozes de um povo heroico, que o sol de liberdade brilhe nesse instante. E que a igualdade percorra o céu da Pátria. Não desafiem o povo brasileiro, pois nossa Pátria é amada, é idolatrada e tudo que queremos é salvá-la. Brasil, um sonho intenso, com amor e esperança teu povo vai à luta. Que este gigante criado pela própria natureza honre o título de forte para que o futuro espelhe a grandeza de homens e mulheres que saíram às ruas em busca de um Brasil melhor. Terra adorada por teus filhos, nossa Pátria amada, és mãe gentil. E iremos à luta por ti, Brasil, para que nossas crianças aproveitem o berço esplêndido. De um país melhor, construído como exemplo ao Novo Mundo. Da terra, temos mais garra e não deixaremos que levem nossas flores e destruam nossos campos. Nossa vida é no teu seio, junto contigo, és nossa Pátria Amada. E faremos a paz do futuro, sem esquecer de nossas glórias do passado. Teu povo se ergue pedindo Justiça e teus filhos não fugirão à luta. O País parece inundado de norte a sul por reclamações das mais diversas sobre a falta de estrutura em todos os níveis de nossa Nação. O brasileiro está acordando e descobrindo que passa meio ano trabalhando para sustentar o governo e que o governo é o primeiro a abandoná-lo. O Brasil deixou de ser um país do povo brasileiro e passou a ser o brinquedo nas mãos de alguns que, endeusados por fiéis seguidores, domaram todas as esferas do País. O povo começou a reagir e está indo às ruas. Nossos governantes, que antes defendiam o livre direito à manifestação, agora se escondem em palácios e não conversam mais com o povo. Povo. Essa palavra que tem incomodado a tanta gente. Só que é a vontade dessas pessoas que deve ser sanada. Vivemos em uma democracia e é preciso ouvir a maioria. A população de São Paulo saiu às ruas e foi duramente combatida pela polícia, aquela que eles juraram proteger. Acho que alguns tipos de pessoas não deveriam chegar nem perto de uma manifestação, pois não sabem se portar. Mas uma das cenas mais lindas que vi veio do povo. O povo tomando o Congresso Nacional. Brasília está onde está no mapa tornando difícil uma invasão à sede do poder por estrangeiros, que precisariam percorrer uma grande extensão do País, podendo ser combatido antes de chegar à capital. O povo chegou e tomou o Congresso. A casa é do povo. E é a vontade do povo que deve ser ouvida. Até agora, todas as reivindicações que ouvi são legitimas. Não há infraestrutura para o Brasil funcionar e somos obrigados a ouvir o Ronaldo comentar que não se faz copa do mundo com hospital. É claro, ele não precisa do Brasil, ele pode fazer tratamento em qualquer lugar do mundo. Queria ver o Ronaldo dizer isso e ter que enfrentar no outro dia a fila do SUS. Queria o ver dizer isso e ter que colocar o Ronald em uma escola pública. O presidente da FIFA, em entrevista, disse que a entidade não impôs a Copa ao Brasil e que o Brasil pediu a

Copa. Um tapa na cara da sociedade. Agora temos que arcar com tudo. Nossos representantes não perguntaram ao Brasil se queríamos deixar de investir alguns muitos bilhões em saúde e educação para construir estádio de futebol, antes da inscrição. Sou a favor da Copa, assim como sou a favor das manifestações. Sou a favor da Copa sendo paga pela iniciativa privada, sem dinheiro público. Se os estádios são dos clubes, que os clubes os reformem ou construam novos. Se os clubes não têm dinheiro, não tem copa. Sou a favor da manifestação pacífica, com ideal, sem bandeira partidária e com foco na solução dos problemas do Brasil. Se querem arruaça, não façam manifestação. Não são somente os 20 centavos de aumento no transporte coletivo. Isso foi a gota d’agua de um país que cansou de ver seu poder de consumo diminuir e nosso governo abrir mão de dívidas de outros países. Cansou do governo permitir termos um dos piores sistemas de transporte e comunicação do mundo. Cansou de termos um dos maiores programas inclusivos de saúde, o SUS, sucateado e hospitais caindo aos pedaços. Cansou de ver o filho chegar mais cedo da escola por falta de professor ou de espaço na sala de aula. A manifestação é tão abrangente que fica difícil falar sobre o tema. O importante é saber que o brasileiro não está satisfeito com o que tem em casa e não quer mais mostrar pra gringo algo que não existe. Não temos infraestrutura para ser um país, muito menos para sediarmos eventos dessa magnitude. A Fifa não foi a culpada pela Copa do Brasil, foram procurados por nós e nos deram o que pedimos. Gritem por um Brasil melhor, saiam às ruas, pois somente com a força do povo é que conseguiremos mudar alguma coisa. Se não mudar nada, ao menos saberão que o povo está descontente e terão mais atenção. Se mudar, sejam mais conscientes e exijam mais daqueles que ganharam o seu voto. Manifestação pacífica é legitima e a voz do povo deve ser escutada.


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Iluminação dos extremos Luminárias na Cidade, ou estão acesas ou apagadas nas 24 horas POR IQUE DE LA ROCHA

de La Rocha Ique

Protestos – Finalmente o brasileiro acordou e está saindo às ruas para exigir investimentos em saúde, educação, segurança pública, protestar contra a corrupção e outras questões. Foram anos e anos esperando pelos nossos políticos cuja maioria, em nome da democracia, está enchendo os bolsos de dinheiro, mas não faz nada pelo povo. Se as manifestações continuarem, muita coisa no País vai mudar para melhor. Só não pode bagunçar e partir para a violência e a depredação, porque aí se deixa de ter razão. Transporte – Em São José do Norte usuários da travessia com Rio Grande realizaram novo protesto contra o péssimo serviço da balsa esta semana. Por aqui, todo dia se ouve reclamações contra o nosso transporte coletivo. As empresas que tratem de atender melhor, porque ninguém aguenta mais.

Foto: Ique de la Rocha

Jandir Martins – Foi com surpresa que fiquei sabendo do falecimento do ex-secretário da Pesca, Jandir Martins, com apenas 56 anos de idade. Lembro-me de quando fui apresentado a ele. Parecia que nos conhecíamos há tempos, tal a forma sincera, atenciosa e educada com que me tratou já no primeiro dia. Uma pessoa que certamente deixou muitos amigos e admiradores.

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o que se refere à iluminação pública, Rio Grande está sendo a Cidade dos extremos. Ou as luminárias ficam acesas nas 24 horas, ou elas simplesmente não funcionam. “Muitas vezes o problema passa despercebido, mas ele se verifica há bastante tempo e só vem piorando com o tempo”, observa o portuário aposentado Carlos Wyse, que durante 100 dias fez um levantamento no centro, bairros e interior do Município. “Apenas nesse período, e somente na área central do Município, pude constatar 3.500 lâmpadas que passam o dia acesas, muitas há mais de um ano”, revela ele, que realizou o mesmo levantamento no ano passado, quando eram 2.500 lâmpadas acesas nas 24 horas. “Minha preocupação é ajudar a Cidade, e não aparecer. Vejo que a situação vai de mal a pior e isso é um prejuízo financeiro e também contribui para agravar a segurança das pessoas”, frisa o portuário. Além das 3.500 luminárias acesas durante todo o dia, Wyse apurou 580 que se encontram “na mais completa escuridão. Na estrada da Barra, do quilômetro zero da BR-392 até os Molhes, todas as luminárias permanecem desativadas. Eram 375 quando instaladas no governo de Wilson Mattos Branco e sei disso porque ajudei a fazer o projeto. Hoje não tem 200 e a iluminação naquela rodovia é de responsabilidade da Prefeitura”. De fato, na época, Wilson Branco adquiriu as luminárias com a participação das empresas da área portuária e Distrito Industrial. O frequente furto de fios acabou por deixar aquela via sem iluminação. O portuário sugere que as luminárias e os postes ainda existentes sejam transferidos para a periferia da Cidade. Bolo de aniversário Carlos Wyse diz que o levantamento dá apenas uma amostragem da situação. “Nesses cem dias o número apurado foi muito maior do que eu imaginava, mas se fizerem uma operação pente-fino o número de lâmpadas acesas e apagadas nas 24 horas será bem maior”. Indagado sobre a região da Cidade com mais irregularida-

des em termos de iluminação pública, o portuário não hesita: “Infelizmente o centro da Cidade é o pior de todos. Nos bairros a situação nem é tanta”. Com relação a alguma região onde a iluminação pública funciona a contento, ele também é direto: “Para ser sincero, não existe nenhuma região sem problemas. Lamento dizer isso. O governo pede para economizar energia e estamos vendo todo o dia luminárias acesas permanentemente e desde a administração anterior essas falhas existem. Se todo mundo começar a observar, verá que o número de lâmpadas acesas nas ruas, durante o dia. É um absurdo. Alguma coisa está falhando”. Para Wyse, no Cassino a situação “é razoável”, enquanto a praça próxima da Rodoviária, entre 24 de Maio, Vice-Almirante Abreu e Canabarro é um dos locais da Cidade onde essa irregularidade acontece com frequência. Terias alguma sugestão a fazer? - Sugiro que a secretaria responsável faça um levantamento, uma operação pente-fino para apurar o número real de luminárias acesas e também apagadas nas 24 horas. Isto é um custo muito alto para o Município. Pensei até em fazer um bolo de aniversário, porque tem muitas lâmpadas acesas ou queimadas há mais de um ano. Tenho até a data delas nos meus arquivos. Carlos Wyse concorda que as luminárias das ruas da Cidade hoje estão fracas, “mais parecendo luz de boate” e admite que o Projeto Reluz, encaminhado pela administração anterior e para ser executado no atual governo, que prevê a substituição de toda a iluminação pública, está sendo providenciado. “Parece que estão trabalhando em cima do projeto, mas tem de arrumar as luminárias que se encontram estragadas”, argumenta. O portuário entende que Rio Grande até poderia figurar no Guiness Book, o livro dos recordes, mas de forma negativa: “Na categoria de Município com maior número de lâmpadas acesas durante as 24 horas do dia. Antes que isso aconteça, pretendo me dirigir à Câmara de Vereadores e à Prefeitura para que as providências sejam tomadas”.

Legislativo - De vez em quando assisto às reprises das sessões de nosso Legislativo pela TV Câmara e confesso que vejo bons vereadores, tanto na situação quanto na oposição, embora discorde da postura raivosa destes últimos, que não deram tempo algum para o governo municipal se adaptar. Estão cobrando em poucos meses o que a nova administração tem quatro anos para realizar e cumprir os compromissos que assumiu. Uma das gratas surpresas tem sido o vereador Peter Botelho (PCdoB), que tem feito suas colocações de forma bem clara e coerente, inclusive chamando a atenção dos companheiros para as picuinhas, como se já fosse um parlamentar experiente. Imóveis – Rio Grande continua com o mercado imobiliário em efervescência. Os preços dos imóveis dispararam para venda e locação. Chama atenção o grande número de imóveis colocados à venda. Parece que as pessoas querem aproveitar o momento de supervalorização, mas a verdade é que a grande maioria não vale o que estão pedindo. Precisamos da construção de novos imóveis para que o mercado se estabilize. São Paulo – Leão do Parque não tem como construir novas arquibancadas para substituir a geral interditada, devido aos inúmeros outros compromissos que tem pela frente, como a montagem da equipe para o Gauchão, as dívidas e alguns melhoramentos no estádio. O dinheiro da TV, que é a receita mais garantida do clube para 2014, não dá para tudo. A solução, pelo menos para o próximo ano, é recuperar as antigas arquibancadas. Praticamente a ocupação da antiga geral em um ou dois jogos de casa cheia, já pagará o investimento. Sejamos realistas. Não adianta sonhar com muita coisa e acabar não fazendo nada.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 22 a 28 de junho de 2013

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Os limites de cada bairro Alfaro Copa do Mundo? Abro mão, quero saúde e educação

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onge de defender a baderna, menos a anarquia, mas pergunto aos meus leitores habituais, se algum deles não fecha com a proposta título deste artigo, uma das palavras de ordem dos movimentos que realizam essa onda de protestos pelo Brasil afora. Bem próximo da dita melhor idade, guardo ainda dentro de mim esse desejo de participar e contribuir para que tenhamos uma sociedade mais justa, já que essas bandeiras reivindicativas foram apropriadas, ao longo da minha juventude, quase sempre, por segmentos sectários e ideologizados. Constato que a globalização dos meios de comunicação, concomitantemente à utilização das redes sociais, criou um novo modo de fazer política, onde as lideranças convencionais são dispensáveis, pelo menos na proposição das reivindicações. Costumamos, conservadoramente, rotular qualquer movimento social diferente do convencional, proposto por nós, de “anarquistas”. É o que ocorreu nos primeiros dias dessas manifestações justificadas por alguns dos líderes do tal MPL – Movimento Passe Livre, que reivindica uma quase utopia, a gratuidade no transporte público, considerando a organização econômica vigente. Na realidade, a grande identidade desses movimentos com o Sistema Anárquico é a responsabilização do Estado, em todos os seus níveis de atuação, pela incapacidade de resolver questões fundamentais à vida das pessoas. Registro que entre esses grupos, subsidiariamente, estendem essa responsabilidade à classe política vigente, expondo isso em vários cartazes, afirmando que “nenhum partido nos representa”. Não vou reprisar frases e chavões históricos a respeito da leniência social vigente, quem é acomodado já deve ter parado a leitura lá pelo segundo parágrafo, mas é forçoso reprisar que o tema de casa não tem sido feito pelos nossos governantes, menos ainda pelos nossos legislativos, e esses tais “interesses difusos” tornam-se, dia a dia, mais coletivos, mais abrangentes, mais claros e perceptíveis. Digna de análise é a constatação de que, entre os manifestantes, a maioria expressiva é de rapazes e moças de condições econômicas privilegiadas, ao contrário do que poderiam supor os analistas de plantão, sempre preconceituosos em suas avaliações. Considerando todas as reivindicações e o momento político vivido no Brasil, tenho mil razões para apoiar essas manifestações e apenas uma para discordar, que é o uso de violência e ataque à propriedade pública e privada. No fundo, a grande chaga dos nossos dias e a grande propulsora de injustiças sociais vigentes é a Corrupção, serpente insaciável e incontrolável, que é a causa de todos esses males e só poderá ser sustada, contida, a partir do povo. Com a palavra, este povo.

Há tempos se fala em fazer um redimensionamento dos bairros

V

POR IQUE DE LA ROCHA

olta e meia surge alguma iniciativa dedicada aos bairros e o primeiro entrave é justamente saber quantos bairros existem em Rio Grande. Associações de moradores são mais de 60, mas não dá para se basear por elas. Muitas dessas entidades representam vilas, às vezes com apenas duas ou três ruas, enquanto um bairro, para ser chamado como tal, não pode ser tão pequeno assim. Em vista dessa desorganização, já que na Cidade não existe um Metade da 15 de Novembro pertence à Cidade Nova. A outra metade, planejamento, apenas es- ao Miguel de Castro Moreira. tudos na Prefeitura para disciplinar a situação, a confusão é grande. Nem se precisa ir tão longe para constatar o problema. A maioria imagina que o limite do Bairro Cidade Nova seja a Domingos de Almeida, mas não. O bairro só vai até metade da Rua 15 de Novembro. A outra metade já passa a ser o Miguel de Castro Moreira (o antigo Municipal). Quais os limites da Junção? A gente imagina que seja toda aquela região do antigo Motel São Cristovão até o Jockey Club, só que aparecem outros bairros no meio do caminho, como as vilas Braz e Eulina. Na área da Cidade, que vai da Avenida Argentina à Rua Paraguai, existem os bairros América e Santana, cada qual com duas ou três ruas, da mesma forma que na região do Mate Amargo, a cada duas ruas, existem o Marluz, Vila Maria e Leônidas, sem falar Em que bairro está situada a Rua 2 de Novembro, frente ao cemitério? que também existe a Associação de Moradores do Mate Amargo. ao cemitério) pertence a que bairro? Na região do aeroporto tem o Bairro Universitário O Cassino foi transformado por lei em bairro da (entrada da Furg), Humaitá I e II e a vila Maria José. Cidade. Não demorou e até mesmo lá surgiram ouTambém existe, ou existia, uma associação que entros núcleos habitacionais, como o Querência, Parque globa os moradores do bairro Trevo e os condomínios Guanabara, Atlântico Sul e os ABCs. residenciais existentes nas proximidades.

Fotos: Ique de La Rocha

Alberto Amaral

Quem sabe os limites do Bairro da Lagoa? Alguém sabe onde se localiza o bairro da Lagoa? Já deram essa denominação a uma zona da Henrique Pancada, mas o difícil é achar. Já o Bairro Rural, confunde-se com a Vila Eulina e o Bairro Frederico Ernesto Buchholz. O Bairro Bernadeth também conta com a companhia do São Luiz, formado por apenas duas ruas. Outro que também tem apenas duas ruas é o Cibrazem. Na Zona do Lar Gaúcho existe a Vila Santinha de um lado e, de outro, o Navegantes, Salgado Filho e Dom Bosquinho, cujo nome verdadeiro é Major Carlos Pinto. Entre a 1º de Maio e Avenida Presidente Vargas, alguns moradores costumam denominar de Bairro Parque. E a Rua 2 de Novembro (defronte

Estudo existe A situação se torna difícil até mesmo para os carteiros. O ideal seria que a Prefeitura realmente fizesse o redimensionamento dos bairros para evitar mais confusão. Em nosso entendimento, as associações de moradores continuariam tendo sua representatividade, mas o que não pode acontecer é essa miscelânea de bairros, que confunde e não ajuda em nada. É uma questão de organização. Há anos a Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento realizou um estudo para redimensionamento dos bairros. Os anos vão se passando e até agora nada foi feito para acabar com essa confusão, que acaba por transtornar, muitas vezes, os próprios moradores.


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 22 a 28 de junho de 2013

Acesso à Furg via Roberto Socoowski é fechado Determinação ambiental do Ibama vai manter o acesso alternativo fechado por tempo indeterminado

Foto: Divulgação

por MATHEUS MAGALHÃES

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Fundação Universidade do Rio Grande (Furg) anunciou que o acesso à universidade através da Avenida Roberto Socoowski, caminho alternativo aberto em março deste ano, seria fechado a partir da última terca-feira, 18, devido a determinação do Ibama. O acesso será fechado devido a processo de regularização ambiental, como explicou nota da universi-

dade referente ao fechamento da via. De acordo com a assessoria da Furg, este fechamento será temporário apesar de ainda não haver previsão para normalização do trajeto. A Secretaria de Município de Mobilidade Urbana e a Polícia Rodoviária Estadual estiveram em contato com a Furg para que haja disponibilização de sinalização adequada para a população.

Furg informa abertura de processo de seleção para cursos a distância Cursos disponibilizados e período de inscrição foram disponibilizados A Furg tornou público edital em que abre as inscrições para alunos interessados em cursos a distância a serem ministrados na faculdade. De acordo com este edital, o processo se dará na forma de 10 provas, sendo uma de redação – equivalente a 40% da nota final. As inscrições para o processo seletivo estarão abertas de 24 de junho até 7 de julho. Estas poderão ser feitas através do endereço eletrônica www.coperse.furg.br, em ficha eletrônica. A homologação será divulgada até dia 10 de julho, com divulgação da lista de inscritos até o dia 5 de agosto, oferecendo informações sobre o local da sabatina. As provas acontecerão no dia 18 de agosto, com início às 8h e duração de até cinco horas. A universidade pede que os candidatos cheguem com antecedência de 30 minutos aos locais onde realizarão as provas. Os cursos de graduação oferecidos são Administração (Bacharelado), Ciências (Licenciatura), Letras Português/Espanhol (Licenciatura) e Pedagogia (Licenciatura). Os polos disponibilizados para a ministração dos cursos serão: Polo Cachoeira do Sul, Polo Mostardas, Polo Picada Café, Polo Santa Vitória do Palmar, Polo Santo Antônio da Patrulha, Polo São Lourenço do Sul, Polo Sapiranga e Polo Sarandi. Quinhentos e noventa e uma vagas serão disponi-

Gotas

de Sabedoria

Pastor Vilela

Você está namorando?

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ssim terminou a coluna da semana passada: Você está namorando? Esta pergunta faço seguidamente nas palestras de família e percebo que muitos casais não levantam a mão! Isto comprova que grande parte dos matrimônios pensam que namoro é coisa para solteiro. Certa vez um casal de meia idade, de uma pequena cidade do interior, estava em crise e, como o esposo tinha saído e demorava a voltar, a esposa saiu a sua procura e o encontrou sentado na praça, no mesmo lugar em que eles se conheceram e costumavam ir para namorar. Ela sentou do seu lado e, lembrando-se de muitos anos atrás, em que ficavam admirando o céu e a lua durante a noite e seu esposo dizia: Olha lá a lua, meu amor, ela está se escondendo com vergonha do nosso amor. Virou para o seu esposo, que estava calado, e disse: Amor, olha lá a lua, por que está se escondendo atrás das nuvens? Ao qual ele grosseiramente respondeu: Você não viu que vai chover, boca aberta?! Por que os casais deixam esfriar o fogo da paixão no relacionamento? Uma grande parte da bíblia foi escrita em grego e neste idioma a palavra amor tem várias conotações. As principais palavras usadas no Grego para denominar a palavra amor são: Phileo, que representa o amor entre amigos e familiares; Eros, que representa o amor baseado na sensualidade, beleza e atração física. Existe até um Deus na Grécia chamado deus Eros; Storge, que representa o afeto natural. Como o amor dos pais para com os filhos; Ágape, que representa o amor puro ou o amor de Deus. Quando se trata do amor entre um casal, tenho observado que muitos relacionamentos se desgastam porque basearam aquele amor em cima do tipo de amor Eros, isto é, uma paixão alicerçada na beleza e atração física. O que passa é que, quando os anos vão passando, as pessoas modificam sua aparência e é aí que os problemas aparecem. Devido à grande ênfase que a mídia dá à aparência física e o culto à beleza, muitos maridos começam a fazer comparações e percebem que sua esposa não está como a Gisele Bündchen. Consequentemente, a mulher ao olhar a novela ou lendo a revista percebe que seu esposo não está tão bem como o Reynaldo Geanecchini, e ai começa o esfriamento do amor... Claro que a beleza e a atração física são importantes, mas o amor que Deus abençoa é o tipo de amor que ele próprio é... Deus é amor e o seu amor é amor Ágape. O amor de Deus não depende das circunstâncias. Quando o ator americano Christopher Reeve, que interpretava o Super Homem, sofreu um trágico acidente ficando tetraplégico em 1995, quase todos os jornais americanos deram por certo sua separação, e até faziam apostas de quanto tempo levaria para sua esposa o abandonar. Mas para surpresa de todos, Dana Reeve permaneceu junto com ele até sua morte, com 52 anos. Em que tipo de amor você acha que se baseava a relação dos dois? MidiaGospel.com.br - Portal gospel com notícias, música, videos, chat, bate-papo evangélico, pregações e muito mais acesse: www.midiagospel.com.br www.estudosgospel.com.br www.centraldepregadores.com.br Continua na próxima semana. PARTICIPE DE NOSSAS REUNIÕES: Qua 8, 15 e 19h/Sáb 19h30/ Dom 8 e 19h. Av. Saturnino de Brito, 501 – Junção – Rio Grande – RS.

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Bacharel em Teologia Formado em Administração de Empresas e Marketing Diretor do Ministério Cristo Vive Pós-Graduado em Gestão de Pessoas E-mail: vileladacosta@ministeriocristovive.org.br


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Voluntárias promovem chá para

o Hospital São Francisco H

á mais de dez anos trabalhando em prol da comunidade nortense, as Voluntárias do Hospital Maternidade São Francisco, de São José do Norte, estão mais orgulhosas do que nunca do seu trabalho. A ala do segundo andar do hospital já recebeu camas e janelas novas das mãos das voluntárias, que podem observar com emoção o fruto dos seus esforços. Com doações e arrecadação de eventos, elas vêm transformando a realidade do Hospital São Francisco. O trabalho, segundo elas, é contínuo. “Não paramos nunca”, afirma Maria Inês Potrich, secretária do grupo. De ação em ação já reformaram a cozinha, banheiros e outras áreas do hospital. A presidente das voluntárias, Maria Madalena Gautério, reforça que a tarefa agora é realizar o mesmo trabalho das camas e janelas no andar térreo do prédio. Para dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito, as voluntárias realizarão mais um evento beneficente este mês. No dia 30, contando com a parceira da Up Cabelereiros, que promete “uma tarde cheia de surpresas, com um show de penteados” e direito a desfile com vestidos de noivas. O Chá Beneficente será realizado às 17h

no Clube Sócrates, em São José do Norte. O ingresso custa R$ 10. Para Caroline Rosa e Éder Sampaio, da Up Cabelereiros, a causa é mais do que justa. “É importante fazer com que mais pessoas além de nós tomem a iniciativa de ajudar uma cidade tão linda, principalmente nós que também somos de cidades pequenas e sabemos as dificuldades enfrentadas nessas localidades”, afirmam, expressando alegria em colaborar com o hospital. O evento contará, ainda, com o apoio de diversas lojas: Gente Miúda, Entre Noivas, Girassol Modas, Greyce Modas, Neti Modas e Lojas Lourdes. Segundo Maria Inês, ainda há muito a ser feito pela instituição. “Precisamos sempre da doação de fraldas, lençóis e cobertores, felizmente a comunidade é parceira, sempre nos apoia, participa dos eventos e faz doações para nos mantermos melhorando o hospital”, declara. Para os interessados em ajudar as voluntárias a continuarem realizando melhorias no Hospital São Francisco, é possível doar pela conta 411928693, da agência 0860 do Banrisul.

Foto: Franciane Wyse

Por Camila Costa

Durante a realização do chá também será lançado um abaixo-assinado que ficará à disposição para assinaturas. “No abaixo-assinado estaremos pedindo pela reabertura da maternidade, melhor atendimento aos pacientes e algumas outras questões”, explica a presidente Maria Madalena.


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Prefeito diz que não aumenta tarifa do ônibus

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m coletiva à imprensa na manhã da última quinta-feira, horas antes da manifestação na Cidade, o prefeito Alexandre Lindenmeyer esclareceu que o executivo tem reforçado a fiscalização com relação ao transporte coletivo para garantir que as tabelas sejam cumpridas sem atraso e sem superlotação. Lindenmeyer ainda destacou que depois de muitos anos, pela primeira vez, Rio Grande não teve aumento de passagem de ônibus e por isso, diferente de outros Municípios, não tem o que reduzir. Ainda segundo o prefeito, diversas ações já foram tomadas para melhorar o sistema, como a gratuidade para pessoas acima de 60 anos, cinco dias de gratuidade da passagem a critério do executivo e a criação do Parque Marinha Expresso, que diminuiu em 50% o tempo de viagem. Já o secretário de Mobilidade Urbana Edson Lopes foi o responsável por anunciar mudanças nas rotas dos ônibus de algumas linhas da Cidade. Para dar melhor fluidez à RS-734, a linha Cassino-Centro não mais entrará na Estação de

Foto: divulgação

Foto: Gilney huskie

Por ANDRÉ ZENOBINI

Transbordo da Junção. Outra linha que irá sofrer modificações é A FURG-IFRS que não mais percorrerá a RS-734 no sentido saída da Furg. A linha deixará a Universidade pela Rua Roberto Socoowski e voltará à RS apenas na rótula da junção. A linha Marluz também será estendida entrando na Vila Maria, passando pela Universidade e atendendo também a Zona Oeste. Outra alteração se dará com a linha Polivalente Portugal que irá iniciar no Profilurb até o Porto do Rio Grande, passando por hospitais, secretaria de saúde e outras importantes instituições. “Comparado a outras cidades, é o Interbairros”, afirmou o secretário Edson Lopes. As alterações nas linhas já foram comunicadas as empresas participantes do consórcio do transporte coletivo em Rio Grande e deverão entrar em vigor a partir de segunda-feira, 24 de junho. As alterações da linha Marluz e IFRS dependem da reabertura da saída da Furg para a Roberto Socoowski.


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O povo

despertou Por Camila Costa

presentes pintaram os rostos como em 1992, no movimento “caras-pintadas”. Os jovens, diariamente criticados por fazerem reclamações somente nas redes sociais, estavam em grande número.

Alternando entre o canto do Hino Nacional e do Estado, adultos, crianças, jovens e idosos estive-

Fotos: José Wotter

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s principais ruas de Rio Grande foram tomadas na quinta-feira, 20, por uma onda verde e amarela. Bandeiras do Brasil e até do Rio Grande do Sul confundiram-se em meio a cartazes que se uniram ao coro nacional de manifestações. Cidadãos de todas as idades estiveram presentes para o ato que iniciou por volta das 17h, com saída do Largo Doutor Pio. Aderindo à série de manifestações nacionais, iniciadas na semana passada com o Movimento Passe Livre, em São Paulo, os rio-grandinos também acordaram para os seus direitos sob o lema nacional “O gigante acordou”. O maior alvo das reivindicações foi o transporte coletivo. A empresa Noiva do Mar e o preço das passagens estavam estampados em cartazes e no grito dos manifestantes. O presidente da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias, Marco Feliciano e a PEC-37 também foram lembrados. Lutando por saúde, educação e segurança, os

ram unidos numa manifestação que uniu a todos. Indícios de violência eram logo vaiados pela multidão, que seguiu seu percurso com tranquilidade até a Prefeitura Municipal. A estudante Laura Bastos, 17 anos, espera que a atual onda de reação da população brasileira não seja passageira, mas teme que os protestos se percam por falta de organização. Ela, que nunca se considerou “revolucionária”, resolveu participar. “Dessa vez me envolvi principalmente porque fiquei muito indignada com a manipulação da mídia escondendo o abuso da polícia e porque há muito tempo o povo vem engolindo muita coisa e finalmente acordou”, explicou. Para ela, o transporte público é apenas um dos problemas que a sociedade é obrigada a enfrentar, mas a saúde também preocupa. “Rio Grande vem crescendo muito e é preciso criar mais postos de saúde, e não sobrecarregar mais a rede hospitalar”, afirmou.


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andre.zenobini@gmail.com

Por: André Zenobini

Clima Junino na SAC

Mulheres Poderosas

No dia 28 de junho, o clima junino entra em cena na SAC. O jantar dançante “Uma Noite Junina” é assinado pelo restaurante A Camponesa. O cardápio será composto por entrada, saladas e terá Arroz à Braga como prato principal. A mesa de doces será um mix das delícias típicas das festas juninas. Para animar a noite, o Dj Ernani promete botar a turma toda na pista, que vai estar super decorada para a ocasião. Não esqueça: é dia 28 de junho, na SAC. Reservas pelo fone 3236.1322.

Três poderosas mulheres do Rio Grande estão presentes nessa foto. Duas delas sendo fotografadas: Milene Sahagoff é destaque no mundo dos eventos e Elisa Silva é a proprietária da Layout Rudnick. A terceira mulher está atrás da câmera. Rita Martins conquistou o mercado rio-grandino e mundial com seus incríveis registros fotográficos.

Boa Leitura

Foi oficialmente lançado o livro “Nó de Gravada”, da jornalista Andrea Muller. O evento de lançamento foi realizado na última semana. Este colunista já leu o livro e só tem elogios a fazer. Andrea já brinda a sociedade com seus textos no Jornal Agora e com o livro pode eternizar sua obra. Parabéns! 2

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Também nos eventos

Muito elogiada a decoração realizada na inauguração do prédio da Justiça Federal. O projeto é assinado pela Inove, de propriedade de Alba Sequeira; Rosalice Laviaguerre e Vera Marcia Masseron. As três vêm se destacando pela qualidade dos projetos apresentados aos clientes e pela realização dos projetos.

1. Michelle e Andrea 1

Para aqueles que reclamam da falta de eventos em Rio Grande, é hora de aproveitar. Chegou mais uma Fearg/Fecis com muitas atrações para Rio Grande. São 450 expositores nas duas feiras, em uma estrutura segura e preparada para bem atender aos visitantes. Sob o comando de Ivone da Rosa, a equipe da Fearg/Fecis abrirá os portões no próximo dia 27 de junho às 16 horas. A abertura oficial será às 20 horas.

Aniversariante

Impossível deixar de registrar que uma das pessoas mais especiais da minha vida esta semana completa mais um ano de vida. Barbara Nunes é daquelas pessoas que o destino nos coloca na vida para completar a nossa família. Mais do que uma amiga, é uma irmã que a vida me deu.

2. Sheron, Eunice e Rosane 3. Michele, Andrea e Maia

Grupo M3

4. Eduardo e Fernanda

Elas já estão no mercado rio-grandino e conquistam cada dia mais a confiança da comunidade. O Grupo M3 também tem o setor de eventos e cumpre com requisitos de qualidade de primeiro mundo. Na foto, Rosana Veledo, Camila Ness, Gerusa Machado e Luciana Peccini junto a um dos organizadores da Feira do Polo Naval, Jayme Ramis.

Fearg/Fecis

sociais 13

5. Sergio Diverio e Ana 6. Andrea e Willy Cesar 7. Elisa, Cristine e Silvia 7

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Competência

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ompetência é uma palavra atual, bastante dita e ouvida. Mas, não tenho certeza se está claro o conceito de competência para todos. Você sabe o que quer dizer quando alguém te fala que você não é competente para a função ou que, sim, você possui competência para desempenhá-la? CHA é a teoria mais utilizada para definir o conceito de competências. Nesta sigla, o C significa Conhecimento, o H vem de Habilidade e o A de Atitude. O conhecimento está ligado à teoria, ao conhecimento formal, acadêmico, que está nos livros e salas de aula. As habilidades estão conectadas ao prático, à execução com domínio do conhecimento; é colocar em prática a teoria. Enquanto que as atitudes estão atreladas ao comportamento humano. Também se costuma resumir para facilitar o entendimento que o conhecimento é o saber, as habilidades são o saber fazer e as atitudes são o querer fazer, a ação. Para você ser considerado competente em algo deve possuir as três coisas. Competência é a intersecção desses três elementos. Não basta conhecer a teoria, você precisa saber colocar em prática. Não é suficiente ter a

teoria e a prática é preciso querer fazer, possuir a atitude e a vontade. Aí sim, você pode dizer que é competente em algo, de verdade. É percebido que desenvolver o conhecimento e a habilidade é mais fácil do que a atitude. Para desabrochar os dois primeiros é preciso que você aprenda a teoria, ouvindo alguém, indo a aulas, lendo ou por outros caminhos e depois colocar em prática: treinar, errar, corrigir, acertar e se tornar hábil em realizar a tarefa aprendida. Agora, atitude é uma característica comportamental e você só terá se quiser desenvolver. Ou seja, para ter atitude é preciso de atitude. Não é impossível de desenvolver, mas é muito mais uma vontade do indíviduo do que um estímulo externo. Gosto de complementar este conceito falando da teoria do ACHA, disseminado por mim e pela minha sócia de trabalho Gessieli Haussen. O A do início se refere a autoconhecimento. Este aspecto é importante para que cada pessoa desenvolva a sua identidade profissional, descubra quais os caminhos mais fáceis para o seu aprendizado, que tipo de coisas gosta de fazer e COMO fará. O autoconheci-

mento se refere à maneira como nós colocaremos em prática o nosso CHA, por isso é tão relevante. Complementando, alguns teóricos vêm definindo competência com a sigla CHAVE: conhecimento, habilidade, atitude, valores e entorno. É mais uma reflexão interessante! Os valores são aquelas coisas da vida importantes para cada um de nós, o que valorizamos e como pensamos. Já o entorno é o ambiente em que estamos inseridos, se este é propício para externar suas competências ou não. Diversas empresas já adotam o modelo de gestão por competências, permitindo que, após mapeadas e descritas as competências, passe-se a mensurá-las e a ter subsistemas como: remuneração por competências, seleção por competências, desenvolvimento de competências, avaliação de desempenho por competências, entre outros. Estas empresas focam no que realmente precisam dos seus colaboradores e possuem um grande diferencial no mercado. Esta é uma forma bastante justa de gestão, pois está conectada com o desenvolvimento e potencial de cada um e não tempo de empresa, como antigamente.


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Foto: Guga VW

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Atraso na vinda de superjumbos ao Brasil P-63: Jรก foi uma das gigantes

Petrobras compra primeira carga de GNL de Angola Petrobras avanรงa no plano de vendas de ativos


Falta de planejamento estatal atrasa vinda dos superjumbos ao Brasil

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e dependesse da vontade das companhias estrangeiras, o Brasil já poderia receber os maiores e mais modernos jatos de passageiros do mundo, o 747-8 da Boeing e o A380 da Airbus. Com mais de 70 metros de comprimento, esses aviões voam mais longe, poluem menos e são mais econômicos do que a velha geração de jatos intercontinentais. A Infraero diz que não tem recursos para fazer as adequações necessárias para receber os superjumbos. Faz mais de dois anos que a Emirates negocia com a Infraero a possibilidade de voar para Guarulhos com o A380. A Luthansa chegou a anunciar, no final do ano passado, que este ano trocaria os 747-4, usados atualmente, pelo 747-8. Com 362 assentos, o novo jato polui 20% menos e é 13% mais econômico que o irmão mais velho. Negociações para certificar Guarulhos e outros aeroportos brasileiros para receber os superjumbos começaram há mais de cinco anos. Apesar de participar de dezenas de reuniões sobre o assunto, a Infraero, que até fevereiro respondia por Guarulhos, nunca entrou com pedido de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Para obter a certificação, é preciso adaptar alguns procedimentos operacionais, medidas que nunca foram tomadas pela Infraero. “Nossa intenção era começar a voar em outubro deste ano, mas perdemos a oportunidade e o avião foi alocado para a rota de Hong-Kong”, diz a diretora geral da Lufthansa no Brasil, Annette Taeuber. A Lufthansa é a primeira companhia no mundo a operar o avião na versão de passageiro e já recebeu sete unidades. O avião entrou em operação em maio de 2012 e o Brasil seria o sexto destino a receber o equipamento. “Agora vai depender de quando vamos receber novos aviões e do novo planejamento da malha.” A mudança aumentaria a oferta de assentos da companhia alemã na rota Frankfurt-São Paulo em 2.400 por mês. Com a privatização de Guarulhos, o novo concessionário, GRU Airport, assumiu as negociações e entrou com o pedido de certificação do avião na semana passada. A Anac diz que está analisando o pedido, mas não deu prazo para a sua conclusão. A intenção de GRU Airport é estar habilitado para operar com o 747-8 e o A380 na inauguração do novo terminal, prevista para maio de 2014, em tempo para a Copa

do Mundo. Segundo a empresa, o novo terminal terá cinco pontes de embarque dedicadas aos dois modelos de avião. Já o concessionário de Viracopos entrou com pedido de certificação em março, apenas para a versão cargueira do 747-8, e foi autorizado sexta. Segundo a presidente da Boeing no Brasil, Donna Hrinak, a fabricante americana iniciou conversas com a Infraero e com a Anac para certificar 14 aeroportos brasileiros para receber o 747-8 em 2008. A fabricante fez isso no mundo inteiro e, quando o avião começou a operar, mais de 300 aeroportos já estavam certificados, incluindo destinos na África. A versão cargueira do jato já voa regularmente para 102 aeroportos. “Tivemos muitas reuniões no Brasil ao longo desses anos, mas as coisas não avançaram.” Por suas dimensões, os superjumbos demandam algumas adaptações nos aeroportos. Entre elas, está a remoção de obstáculos próximos à pista devido ao tamanho das asas. A envergadura da asa do 747-8, por exemplo, equivale a dois 737-700 emendados. A do A380 é ainda maior: 80 metros. Fonte: Defesa Net

Já foi uma das gigantes pOR ANDRÉ ZENOBINI /Colab. Camila Costa e Ag. Petrobras

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á foi embora de Rio Grande uma das gigantescas plataformas de petróleo que estava em construção na Cidade. A P-63 começou a deixar Rio Grande por volta das 4h e às 10h já havia ultrapassado o limite dos Molhes da Barra. A plataforma foi construída em parceria da Quip com a BW Offshore e necessitou de seis rebocadores para deixar o Porto Novo. A P-63 está entre as novas unidades que entrarão em operação em 2013, contribuindo para o aumento da produção de petróleo na Petrobras e o alcance da meta de produção de 2,75 milhões de barris por dia, prevista para 2017. Sendo do tipo FPSO (unidade de produção, processamento e armazenamento de petróleo), a P-63 possui 70m de altura e terá capacidade para uma produção diária de 140 mil barris de petróleo e um milhão de metros cúbicos de gás. Ainda dependendo das condições terrestres, pode ser utilizada no pré-sal. Ao contrário de outras plataformas, a P-63 não irá diretamente para as mãos da Petrobrás. Ela será entregue ao consórcio entre as empresas Queiroz Galvão e a BW Offshore por um período de 18 meses, onde a Quip seguirá prestan-

do serviços de assistência técnica. “A missão da Quip não acaba aqui, mas sim daqui a 18 meses, quando a plataforma finalmente passar para a Petrobrás”, afirmou o diretor de suporte corporativo da Quip, Marcos Reis, que vê a saída da P-63 como um acontecimento natural e que se tornará cada vez mais habitual, dispensando cerimônias e alarde. A conversão de navio para plataforma foi efetuada em Dalian, na China, de onde o casco chegou em janeiro deste ano. A P-63 vai atuar no Campo de Papa Terra, na Bacia de Campos e será operada pelo consórcio. A plataforma, que constitui em um investimento de US$ 1,3 bilhão, deixou Rio Grande com aproximadamente 110 pessoas a bordo, capacidade máxima da embarcação, entre pessoal de operação e de obras. Durante seu funcionamento, 110 funcionários atuarão na plataforma, enquanto outros 110 descansam e assim trabalham em rodízio. Esta é a segunda plataforma concluída em Rio Grande. A P-63 chegou a necessitar de dois mil trabalhadores no ápice do processo de construção. Segundo Marcos Reis, em toda operação da Quip, em determinados períodos, 70% da mão de obra era local e regional. A

primeira plataforma foi a P-53, que iniciou o Polo Naval do Rio Grande, também através da Quip. A Quip realizou cerimônia interna no dia 14 de junho, reunindo seis mil funcionários para comemorar o encerramento de mais um trabalho. Durante o evento um colaborador da empresa realizou uma oração e teve também a presença da Invernada Artística do DTG Estância de São Pedro. O FPSO P-63 atuará junto à plataforma P-61, primeira do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Plataform) construída no Brasil, que está em fase final de obra em Angra dos Reis (RJ). As unidades compõem o Projeto Papa-Terra, que prevê a perfuração, completação e interligação das unidades a 30 poços produtores de petróleo. Toda a produção da P-61 será transferida para o FPSO P-63, responsável pelo processamento, armazenamento e transferência do óleo extraído. Em função da necessidade de alteração do layout submarino dos poços, para atendimento às condicionantes do processo de licenciamento ambiental, serão realizadas obras complementares na P-63 na Ilha de Santana, em Macaé (RJ).

azevedo.fenix@vetorial.net

As mulheres na logística No curso Técnico em Logística da Escola Profissional São Jorge, onde faço parte do corpo docente, mais de 80% serão futuras técnicas em logística. São as mulheres, sim, que dominam o ambiente logístico da formação técnica. Umas das explicações que existem para esse fato é que antigamente a cultura era de que as operações logísticas exigiam um esforço físico não tão adequado para o físico feminino, argumento este que se mostrou sem fundamento no decorrer dos anos. A partir do momento em que a logística empresarial também passou de uma função meramente operacional para uma função tática e estratégica, isto é, incorporando as questões relativas ao planejamento das operações, isto mudou o perfil de profissionais no mercado logístico. Mulheres podem planejar tão bem, ou muito melhor que os homens. O que impressiona e dá veracidade a estas afirmações é que vejo diariamente a grande procura e absorção do mercado pela mão de obra feminina, principalmente na área de comércio internacional e logístico. A grande dedicação em sala de aula das alunas, percebendo a receptividade do mercado em relação a elas é notada, pois sentem que está chegando a sua vez. Como atuo neste ramo logístico e aduaneiro há mais de 18 anos, digo sempre que o que mais importa na

verdade é profissionalismo, competência, comprometimento e responsabilidade, independente de sexo, raça ou religião. Mas, enfim, que sejam muito bem vindas as mulheres na logística. O povo nas ruas Acompanhando no noticiário as manifestações que se espalham pelo País todo, é muito bom ver o povo reivindicando e principalmente mostrando que está ligado e indignado com vários acontecimentos. Políticos vão abusando da nossa paciência, achando que fazem e acontecem e fica por isso mesmo, e já que está raro a presença de autoridade neste País, o povo acordou e acordou numa boa hora, desperta o gigante adormecido. O que não da para entender é como um governo que já foi manifestante, que já esteve do outro lado, atua exatamente como sempre abominou nos seus tempos de esquerda. É claro que houve excesso da polícia, mas vamos tomar o cuidado e deixar claro que a polícia não toma suas atitudes solitariamente, ou seja, se houve excesso é porque alguém determinou que assim fosse feito. Óbvio que dentre os manifestantes existem muitos vândalos que se aproveitam da situação, concordo plenamente, mas, então, quem está errado nos fatos lamentáveis ocorridos? As duas partes têm muitos erros que devem ser consertados, e rápido. O governo e sua polícia não podem

colocar todas as pessoas no mesmo saco, manifestação é uma coisa e vandalismo é outra completamente diferente. Quanto aos manifestantes, devem abolir do grupo, denunciar as pessoas que tenham outros interesses que não sejam manifestar-se pela causa, no que acreditam que deva mudar. Manifestações são normais, acontecem no mundo todo e sempre ocorre alguma distorção que infelizmente descamba para a violência, isso vemos todos os dias nos noticiários, muito embora não se deva aceitar isso de nenhuma das partes. Tudo o que os que de certa forma estão tirando alguma vantagem do Brasil querem é que nos calemos diante das situações, que aceitemos os mais absurdos atos de extorsão à Nação. Inclusive a voz, dita voz do povo e do trabalhador brasileiro, que brigou por muitos e muitos anos e que hoje é governo, repete várias atitudes lamentáveis e absurdas das ideologias anteriores, condenadas por eles próprios, enquanto oposição. Pobre Brasil rico, sem ideais, sem líderes, sem autoridade, sem homens que realmente queiram elevar a vida do seu povo para um nível muito melhor. Então, que a esperança de um País melhor vença o medo de cairmos em outro conto de fadas, onde mudam as ideias de acordo com a posição que se ocupa. Boa Semana a Todos!

Congresso começa a avaliar revisão para Lei dos Caminhoneiros O Congresso começa a preparar uma mudança radical na legislação que regulamentou as jornadas de trabalho dos Caminhoneiros, há menos de um ano. Fortemente influenciada pela bancada ruralista, a comissão especial da Câmara que trabalha nas mudanças começa a votar nesta semana um novo texto para a Lei. Entre as propostas, que ainda terão de passar por outras comissões, está o aumento do tempo ininterrupto máximo de direção permi-

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tido, de quatro horas para seis horas, e também das horas extras diárias, de duas para quatro. A regulamentação do tempo de direção dos caminhoneiros foi apresentada no ano passado pelo governo como forma de ajudar a reduzir os acidentes de trânsito no País. Mas ruralistas e outras grandes empresas produtoras de mercadorias reclamam da nova lei, sob o argumento de que ela aumentaria os custos de logísticas no Brasil.

Para o procurador do Ministério Público do Trabalho Paulo Douglas, as mudanças propostas na Lei são um retrocesso. Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC), diz que a Lei criava condições para uma competição leal no setor, o que não será possível caso as mudanças sejam aprovadas. Fonte: Guia Marítimo


Petrobras compra 1ª carga de GNL de Angola

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Petrobras concluiu, na última sexta-feira, 14/06, a compra do primeiro carregamento de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Angola. A operação comercial foi feita com a Sonangol, empresa estatal angolana, e a carga com 160 mil m³ de GNL, volume equivalente a 96 milhões de m³ de gás natural, saiu do porto de Soyo, em Angola, no domingo, 16/06, no navio metaneiro (navio-tanque que transporta GNL) Sonangol Sambizanga, em direção ao Brasil. O processamento e a liquefação do gás natural para embarque foram feitos pelo consórcio Angola LNG em uma unidade industrial de tratamento de gás natu-

ral construída para aproveitar os recursos da produção offshore angolana por meio de uma parceria entre as empresas Sonangol, Chevron, BP, ENI e Total. Esta é a primeira carga de GNL produzida pela Angola LNG. A entrega do combustível angolano no Brasil deverá ser feita no Rio de Janeiro, onde será regaseificado no Terminal da Petrobras na Baía de Guanabara e injetado na malha de gasodutos da Companhia para atender ao mercado interno brasileiro, suprindo, principalmente, a demanda termelétrica. Com essa aquisição, a Petrobras diversifica seu portfólio de fornecedores, conferindo maior flexi-

bilidade e segurança ao suprimento de gás natural no Brasil e estabelece uma parceria comercial importante no continente africano. “Essa parceria com a Sonangol é importante para a Petrobras, pois aumenta o leque de opções da Companhia para aquisição de GNL no mercado internacional, ampliando as fronteiras de produção e transporte de gás natural por longas distâncias, o que contribui fortemente para o dinamismo desse mercado”, explica o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Alcides Santoro. Fonte: Guia Oil e Gás

Santos sobe participação Petrobras avança no plano na corrente de comércio de venda de ativos

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Foto: Guga VW

porto de Santos avançou um ponto percentual na participação das cargas, em valores, movimentadas no sistema portuário nacional. De janeiro a maio, o porto respondeu por 32,4% dos US$ 152,1 bilhões da corrente de comércio internacional movimentada nos portos brasileiros.w Um ano antes, a fatia foi de 31,4% sobre US$ 151,3 bilhões. O valor agregado médio por tonelada, contudo, caiu de 2012 para 2013. Saiu de US$ 1.576 por tonelada para US$ 1.356 por tonelada, resultado da maior participação da safra agrícola na pauta de exportação do porto. Algumas commodities vêm crescendo a três dígitos

nos últimos meses, como o milho. Essas cargas têm menor valor agregado do que as industrializadas. De janeiro a maio, os portos foram responsáveis por 94% do volume físico do comércio internacional brasileiro e por 79% do cambial. No período, Santos avançou também na participação operacional. Respondeu por 14,1% do total de cargas escoadas pelo sistema portuário, que chegou a 256 milhões de toneladas, 1,7 ponto percentual de aumento sobre a mesma base de 2012. A operação física de janeiro a maio aumentou 15% no porto de Santos quando comparada à mesma base de 2012. Saiu de 38,6 milhões de toneladas para 44,4 milhões de toneladas. A movimentação de contêineres aumentou 7% de janeiro a maio deste ano, chegando a 1,3 milhão de Teus (contêiner de 20 pés). Fonte: Guia Marítimo

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Petrobras conseguiu avançar, no fim na semana passada, no seu plano de venda de ativos, no qual prevê alcançar US$ 9,9 bilhões até 2017. Na sexta-feira, a estatal comunicou dois negócios, o mais importante com o BTG Pactual, que será seu sócio na África. O banco pagará US$ 1,525 bilhão por 50% da Petrobras Oil & Gás, subsidiária que está nas mãos da Petrobras International Braspetro (PIBBCV). A empresa explora e produz petróleo e gás no continente africano. A notícia foi bem recebida pelos investidores e fez com as ações da petrolífera fechassem as negociações no pós-mercado no azul na sexta-feira. As ações preferenciais subiram 1,6%, para R$ 18,35, enquanto as ordinárias avançaram 1%, para R$ 16,70 no “after-market”, após amargarem um pregão de fortes perdas na sessão regular. Além do acordo com o BTG Pactual, o conselho de administração da Petrobras aprovou, na sexta-feira, a venda dos 49% que possui na Brasil PCH para a Cemig por R$ 650 milhões. A Brasil PCH controla 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com capacidade instalada total de 291 megawatts (MW). O Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, já havia antecipado, no início de junho, que a Cemig avaliava o negócio, que faz parte de uma estratégia agressiva de aquisições traçada pela estatal mineira, que não aceitou renovar as concessões de suas hidrelétricas que vencem até 2015. Durante encontro com analistas e investidores no fim de maio, a Cemig afirmou que pretende, com seu plano de aquisições, chegar a “outro patamar” em termos de resultados. O banco contratado pela Petrobras para conduzir seu plano de venda de ativos é o Standard Chartered. O BTG Pactual foi um dos potenciais investidores para os quais o banco ofereceu os ativos da estatal na África, segundo apurou o Valor PRO. As conversas com a Petrobras tiveram início no primeiro trimestre. A partir daí, os recursos

foram captados pela instituição financeira. O negócio foi conduzido pela área do BTG chamada de “merchant banking”, que reúne investimentos, com capital próprio e de terceiros, em participações societárias. O BTG Pactual criou um novo fundo de participações para ser o veículo de investimento na joint venture. A captação do US$ 1,525 bilhão aplicado no negócio foi feita em poucos meses e a quantia foi levantada com recursos do próprio BTG, seus sócios e clientes, segundo fonte a par do assunto. Inicialmente, a estatal pretendia se desfazer totalmente dos ativos africanos, mas as conversas com o BTG evoluíram para um controle compartilhado - modelo já adotado pelo banco. Interessa à joint venture o potencial que os campos de óleo e gás têm em seis países da África. Três blocos - sendo dois na Nigéria e um em Angola - já estão operacionais e produzem 50 mil barris/dia de petróleo equivalente. No total, a Petrobras Oil & Gas (nome da parceria) tem 12 blocos em seis países. Além da Nigéria e de Angola, eles estão em Benim, no Gabão, na Namíbia e na Tanzânia. Para o BTG, o acordo também representa uma volta ao segmento de óleo e gás. No ano passado, o banco se desfez de um investimento na STR, holding que controla a Petra Energia, por R$ 700 milhões. Em outra frente, o BTG tem um acordo de “cooperação estratégica de negócios” com o grupo EBX, que controla a petrolífera OGX. Nesse caso, a parceria prevê a oferta de assessoria financeira, crédito e, eventualmente, capital do BTG para reestruturar o grupo. Apesar disso, o interlocutor ouvido pelo Valor PRO diz que não há conflito de interesses entre a assessoria e a joint venture com a Petrobras. Primeiro, segundo ele, porque o acordo com o grupo EBX não é societário, mas de aconselhamento financeiro. Segundo, porque a “OGX não atua na África”. Fonte: Guia Oil e Gás


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ENTREVISTA 15

Nilton Mendes Machado A gente leva para as autoridades a realidade do pescador.

Colônia de Pescadores da Z-1 completou, no dia 1º de janeiro de 2013, 100 anos de atividades. O Folha Gaúcha conversou com o presidente Nilton Mendes Machado, que assumiu a entidade 12 dias após o centenário. Algumas ações estão sendo preparadas para marcar a data. Nesta entrevista, ele fala sobre a situação da entidade, dos pescadores e da pesca como um todo.

Foto: André Zenobini

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Presidente Colônia de Pescadores da Z-1

Folha Gaúcha - Qual a situação que o senhor encontrou quando assumiu? Nilton Machado - Uma boa situação. A colônia já está em andamento com todo esse tempo sempre administrada por pescadores, o que acho muito importante. A Colônia está de portas abertas, mantida pelos pescadores.

Folha Gaúcha - Essa necessidade de representação surge de um abandono social? Nilton Machado - O cidadão, por si só, vai a um órgão, faz uma reclamação e na maioria das vezes não é ouvido. Quando ele é representado por uma associação, aí já tem uma atenção diferenciada e, às vezes, é ouvido. Com o pescador é a mesma coisa, ele vai sozinho e não tem opção. São muitos órgãos; é o Ibama, a Capitania, o Ministério da Pesca, a Polícia Ambiental. O pescador fica desnorteado. Se não tiver a Colônia, ele fica sem saber o que fazer, por isso ele procura a Colônia e nós buscamos tudo isso. Hoje nós temos inscritos mais de 2,5 mil pescadores. Folha Gaúcha - Como está a situação do trabalho do pescador? Ficou mais difícil? Nilton Machado - O trabalho é dificultado por conta das exigências, e nisso entra a parte da representação. A gente leva para as autoridades a realidade do pescador. Vêm representantes de grandes órgãos na Cidade e eles não conhecem a nossa realidade. Essa exigência da matrícula para renovar a licença do Ibama, por exemplo, muitos pescadores não têm matrícula, porque a Capitania exige escolaridade e eles não têm suficiente, por isso não conseguem se inscrever. A única saída é a Colônia, e nós estamos tentando. Isso dificulta para o trabalhador. As notas também são um problema, não tem organização por parte dos governos para que o pescador chegue com o seu pescado, entregue e tenha a sua nota. Folha Gaúcha - A ideia de cooperativa nunca funcionou aqui?

Nilton Machado - Acredito que sim. Falo sempre nisso. O governo precisa ouvir o pescador. Nós, representantes, no caso. Nós convivemos com os pescadores, estamos dentro da comunidade, sabemos quando a safra vai vir antes, ou depois. O que aconteceu esse ano não é tão simples assim. O pessoal vai pescar o quê para sustentar a família, se o camarão já saiu? O Ibama precisa nos ouvir. O pescador não pode pescar, tiveram redes recolhidas enquanto tentavam se manter. Recebi ligações até de muita gente reclamando que fora daqui muita gente pegou esse camarão que saiu antes para o oceano, o que nos dá a sensação de sermos prejudicados. Folha Gaúcha - A lei acaba excluindo o pescador, ao invés de dar proteção? Nilton Machado - Exatamente. Falei numa reunião isso, e até sugeri a presença de pessoas ligadas não somente ao meio ambiente, mas também de pessoas ligadas à área social. Olham apenas para o meio ambiente, mas, e as pessoas? Como ficam as famílias? Isso traz um problema social. Agora vai ter o seguro-defeso. Começa segunda-feira, dia 24, um mutirão na Colônia, a partir das 13h30, e vai até o dia 28.

Folha Gaúcha - Como está a situação de união dos pescadores em Rio Grande? Nilton Machado - Depois que eu assumi, sempre faço chamamento na rádio, converso com as pessoas e sempre atendo na Colônia. Então, vejo que o pescador está indo lá. Ele não está desencontrado, nós já notamos uma mudança. Faz três anos que trabalho na diretoria da Colônia em outra função e a percebia já a vontade do pescador de ser representado. Acredito que essa consciência da necessidade deles tem feito com que participem.

pOR ANDRÉ ZENOBINI

Nilton Machado - Não funcionou, até em função das notas. Como vai exigir uma coisa do pescador, uma coisa que ele não tem? Alguns conseguem nota, mas a maioria não. Devido a essas exigências, ele se sente pressionado, desestimulado. O pescador que já está há muito na pesca não tem opção. Mas aqueles que veem que podem sair, a gente vê que saem. Folha Gaúcha - Se não tiver incentivo, a pesca artesanal acaba e fica com as indústrias como um serviço terceirizado. Tu achas isso uma coisa ruim, ou pode ser bom? Nilton Machado - Eu não acho que seja bom. O governo precisa dar uma atenção real para o pescador, educar ele em relação a cooperativas e investimentos. Mas não adianta ter a verba e querer fundar uma cooperativa sem estar preparado para administrar aquilo. Nas comunidades, nós vemos que a cada ano eles pensam: “Será que vai dar para continuar?”. Acreditamos que mais cedo ou tarde mais alguma coisa vai ter que ser feita e esperamos que seja dentro da comunidade, para que o próprio pescador possa viver com mais dignidade, produzir, ter uma vida melhor pescando. Folha Gaúcha - A melhor safra ainda é o camarão? Como foi a última safra? Nilton Machado - Sim. Por exemplo, a corvina já faz dois anos que vem negando. Tainha deu alguma, mas não muita. O bagre não deu mais. Tem mais algum linguado, mas o camarão é onde dá mais. A última safra teve o problema do camarão que cresceu antes da liberação da safra e acabou indo para o oceano. Nos entornos da Cidade, todo mundo que não podia ir pescar na lagoa ficou sem safra. Folha Gaúcha - Tu achas que falta ao governo a sensibilidade de haver uma adaptação a cada ano na safra?

Folha Gaúcha - Como ficou o seguro-defeso com relação às mulheres? Nilton Machado - Desde 2011 ele está sendo pago por liminar a partir de uma ação coletiva movida pela Colônia. O juiz ordenou que fosse pago por conta do impacto social que vinha causado. É pago pelas mulheres em regime de economia familiar. É a mulher que vive com o marido, que deve comprovar com a certidão dos filhos, de casamento ou união estável. Se não comprovar isso, não consegue. Não pode ter outro emprego também, o que tira o direito delas. Folha Gaúcha - O valor do seguro-defeso mantém o pescador e a sua família? Nilton Machado - Não é que mantenha, ele segura um pouco a família. É um salário mínimo durante junho, julho, agosto e setembro. Tu ficas limitado. Não tem como fazer uma obra na casa. Folha Gaúcha - Qual é hoje a maior reivindicação do pescador artesanal? Nilton Machado - O que sempre é: o respeito. Ser respeitado dentro dos órgãos que lidam com o pescador. É importante colocar nisso o Ministério da Pesca, porque ele tem se destacado. Não que nos outros órgãos sejamos maltratados, falta é nos ouvirem. Eles recebem o pescador, mas falta o “vamos resolver isso”. E o Ministério da Pesca tem estado no meio do pescador. A Capitania e o Ibama vêm chegando, mas o pescador ainda reclama para ser mais ouvido pelos órgãos de fiscalização. Folha Gaúcha - A Colônia está pronta para a Festa do Pescador? Nilton Machado - A colônia de pescador não vai participar da Festa do Pescador. Não fomos convidados.


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Na era das ciclovias Alternativa barata e sadia para desafogar o trânsito

Foto: Divulgação

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Audiência pública Felizmente a nova administração municipal tem uma nova visão de mobilidade urbana e as ciclovias são fundamentais nesse processo. Tanto que no último dia 13 a Prefeitura promoveu uma audiência pública sobre o assunto, na Câmara Municipal, que teve quatro horas de duração, tal o interesse despertado na comunidade. Com boa participação e dezenas de inscrições, os cidadãos tiveram a oportunidade de apontar onde e como querem ciclovias no Município. Diversas contribuições pertinentes ao tema foram lançadas à mesa composta pelo prefeito em exercício, Eduardo Lawson; secretários de Mobilidade Urbana e Acessibilidade (SMMUA), Edson Lopes, de Coordenação e Planejamento (SMCP), Neuto Jordano Marques, além do arquiteto da SMMUA,

Lu Ribeiro

Um dia de cada vez...

POR IQUE DE LA ROCHA

bsurdamente, Rio Grande, mesmo sendo uma cidade plana e que reúne todas as condições para ter ciclovias, só esteve voltada nos últimos anos para o transporte coletivo. A ERS-734, no trecho entre o Trevo e o Cassino, foi duplicada e em momento algum as lideranças da Cidade, na época da duplicação da rodovia, solicitaram ao Departamento Autônimo de Estradas de Rodagem (DAER), responsável pela obra, a construção também de uma ciclovia naquele trecho. Não apenas o fato de Rio Grande ser plana justifica a construção de ciclovias, mas elas são fundamentais como alternativa para desafogar o trânsito e o transporte coletivo, ainda mais em nossa Cidade, onde ele deixa a desejar e as pessoas são obrigadas a ficar longo tempo nas paradas à espera de um ônibus. Na cidade do futuro, como dizem alguns, retrocedemos no que diz respeito ao transporte coletivo, e as ciclovias, além de possibilitarem às pessoas o deslocamento no horário que bem entenderem, ainda beneficiam o bolso e a saúde dos ciclistas. Lamentavelmente, muitas obras foram feitas pelo Município ignorando essa modalidade de deslocamento. Na Avenida Presidente Vargas, a principal da Cidade, os canteiros foram alargados, e por que não fizeram uma ciclovia? Aliás, ela poderia vir desde o Parque Marinha, utilizando o acostamento das avenidas Itália e Santos Dumont, também conhecidas por ERS-734 no trecho do Trevo ao Pórtico, que está para ser duplicado pelo Governo do Estado. O prefeito Alexandre Lindenmeyer, inclusive, adiantou-se e solicitou ao DAER que no projeto da duplicação conste a ciclovia. Na Avenida Portugal, os canteiros também foram alargados e nenhuma ciclovia construída, da mesma forma que na Henrique Pancada existe espaço suficiente para um investimento desse tipo e nada foi feito. A ciclovia desde a Henrique Pancada beneficiaria os moradores de bairros como o São Miguel, São João e Junção, que poderiam transitar por aquela rua, depois pela Avenida Portugal e ingressando na Avenida Perimetral até o Centro da Cidade.

Ponto de Vista

Paulo Sérgio Camargo. Entre as colocações dos presentes, mereceram destaque apontamentos referentes à segurança dos futuros bicicletários, educação no trânsito, acompanhamento do cronograma das obras e pedidos para que mais bairros possam ser contemplados por ciclovias. Sugestões de vias também fizeram parte dos assuntos abordados no plenário. Na avaliação do secretário Edson Lopes, “essa é a primeira de muitas oportunidades para pensar e discutir a mobilidade urbana em Rio Grande”, destacou. E-mail para sugestões As formas de participação não se restringiram apenas aos pronunciamentos dos presentes. Foram distribuídos mapas da Cidade, que possibilitaram visualizar a rota base de discussão e traçar outras vias que possam receber ciclovias e ciclofaixas. Também usado como recurso, a SMMUA disponibilizou um e-mail para receber críticas e sugestões, o cicloviasrg@gmail.com vai acolher contribuições até o dia 26 de junho. O ativista Wagner Passos apresentou um vídeo sobre as condições da ERS-734 para os ciclistas, onde manifestações por melhorias e a rotina dos usuários são o tema do trabalho audiovisual. O projeto para criação das ciclovias receberá recursos do PAC 2 do Ministério das Cidades. Após receber aditivos oriundos da audiência pública, ele precisará ser apreciado e aprovado pela Câmara Municipal. Mais de R$ 7 milhões estão previstos para serem aplicados nas alternativas de mobilidade no Município. A expectativa é de que as obras comecem no fim de 2013 ou no primeiro semestre de 2014.

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arece simples, mas como é difícil VIVER UM DIA DE CADA VEZ. O estresse do dia a dia tende a nos tirar do comando de nossas vidas e, em geral, sem nos apercebermos, a gente se liga em 220V e acelera tudo e toca ladeira abaixo. Para agora e presta atenção no dia de hoje. Como é nosso dia a dia? Tenta responder coisas simples: - Quantas vezes foste ao banheiro hoje? E atender ao celular? Bebeste água? Que gosto tinha? (risos) Esta é fácil: de água. Mas tu realmente bebeste água? Eu acho que não bebi. Hoje conversei com uma amiga sobre um outro amigo em comum: um menino de 26 anos, mas que já vive como se fosse possível fazer tudo em um dia. Ele é exatamente o que o mundo capitalista espera que seja: gerente de banco, trabalha mais de 10 horas por dia. E com certeza, quando não está trabalhando de fato, sua mente continua ligada. As fórmulas e contratos entram em sua mente e passam como se fosse um filme na telinha do pensamento. O trabalho que nunca acaba, as tarefas que se acumulam. Aquela nefasta sensação de incapacidade, de incompetência. E por que ele, por que nós vivemos assim?? Quer saber por quê? Porque na faculdade não explicam as entrelinhas deste bendito projeto que é viver. Ninguém conta que as tarefas são infinitas e as metas atingidas só servem para definir mais metas. Que ser multifuncional é uma baita pegadinha que os “Cezares” do Planeta Terra criaram para nos fazer desenvolver todas as funções ao mesmo tempo e fazer eles ganharem mais dinheiro. E de consolo, trabalhamos cada vez mais ouvindo como somos bons, como é graças a nós que o mundo continua, de que se trabalharmos “trocentas” horas por dia e atingirmos, mesmo que parcialmente, as famosas metas, vamos poder um dia na aposentadoria, descansar. Putz... Pois é Mané, agora que já passei 32 anos acelerada, acreditando que está certo fazer deste jeito, que trabalhar 12 horas por dia, estudar sempre, depois chegar em casa, atender os filhos, cuidar da casa, fazer o almoço do outro dia; Que tudo isso era a única forma descente de viver. Será?? Mas aí tu descobres que não, que o certo é viver um dia de cada vez, que o trabalho nunca acaba, e o melhor: o mundo não vai parar se tu fechares a tua HD e fores passear de mãos dadas, jantar em casa, tomar chimarrão, ver o futebol, beijar na boca, levar o cachorro para passear, andar de bicicleta (só pra passear, não apenas pra ficar em forma e caber no terno), ler um livro, rezar. Bah! Tem tanta coisa que tu estás deixando de fazer, porque alguém te disse que poderás realizar mais tarde, porque agora tens que produzir. Sei que “conselho se fosse bom, não se dava, se vendia”, mas vou arriscar: Pode parar, desliga, porque se não, o estresse desliga você e quando perceberes, o termo aumentou 10 números; os filhos (não deu tempo pra fazer), a mãe já não faz mais a macarronada de domingo e tu nem lembras a última vez que apareceste sem avisar. Tu nem sabes que a Cidade tem cinema, que o acesso à praia de carro pode ser proibido. Que o mundo seguiu seu processo normal, enquanto tu, na tua mesa, acreditavas que realmente tinhas o domínio da tua vida. A boa notícia é que dá tempo ainda, tens pelo menos a vantagem de 22 anos em relação a esta amiga que te fala. Amigo, trabalha, mas apenas 8 horas por dia. Deixa o trabalho no local do trabalho. Vive um dia de cada vez; amanhã pode nunca chegar! Boa semana a todos.


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Os protestos são do povo e de mais ninguém! O momento é histórico e não podemos deixar que o roubem para fins políticos por MATHEUS MAGALHÃES

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Foto: Divulgação

io Grande precisa protestar contra o transporte público municipal. Não estamos mais em tempo de aceitar o descaso do Executivo Municipal e sua conivência com os interesses de uma empresa privada. Quem sonhou que a mudança de direção na Prefeitura sopraria novos ventos sobre esta questão, enganou-se de forma homérica; os problemas só crescem. Crescem e incomodam. Não há espaço para utopias e, portanto, não há espaço para fantasias socialistas de transporte gratuito. Isto só pode ser proposto por quem quer agitar, e não por quem quer mudanças. A ideia do “passe livre” é pueril, sendo o mais brando possível. O problema não está com os R$0,20, mas sim com o que o vintém representa. É o aumento tarifário de um serviço ruim, muito mal fiscalizado e decadente. O nosso aumento, que ainda não aconteceu, estará perpetuando a aceitação do Executivo para com os interesses da empresa licitada, e não à guisa das nossas necessidades. Faço um apelo: não deixem que partidos políticos, coletivos acadêmicos e sindicatos sequestrem o nosso movimento. Não deixem que braços políticos imponham seus interesses sob nossa reivindicação. De forma nenhuma deixem que politiqueiros ordinários regozijem-se sob os louros das nossas desgraças diárias. A indignação é do povo rio-grandino e não do PCdoB, PT ou PSOL. Em São Paulo, eles se infiltraram e tentaram tomar o controle. Não se deixem incorrer no mesmo erro; por mais que as bandeiras sejam parecidas, os interesses deles são egoístas e particulares. Faço outro apelo: não incorram também no brio da vadiagem e do vandalismo. Não atentem contra o patrimônio da Cidade e contra os nossos meios de transporte. O problema não são as vidraças dos ônibus e nem é fomentado por motoristas e cobradores. O problema é o “patrão” da empresa que monopoliza nosso transporte. Este patrão é conivente e omisso. Prometeu muito para desbancar o outro patrão e agora, no poder, silenciou, se escondendo sob intermináveis audiências públicas que, na prática, são meras extensões de propaganda eleitoral. Eles são os nossos fiscais e estão nos traindo para dormir com o inimigo. São eles a raiz do problema, e não os veículos, objetos inanimados e os trabalhadores que operam no volante e na cobrança das passagens. O povo brasileiro não pode deixar que sua voz seja distorcida e transformada para servir de extensão de cartilha ideológica.

O nosso problema não está na esquerda ou direita, mas na condução do País. Os R$0,20 são produto da inflação, bem como o nosso poder de compra que se esvaiu e fez com que uma nota de R$100 não consiga encher um cestinho de mão no supermercado. Entenda: a culpa não é sempre das empresas que colocam estes produtos no mercado. Excetuando aquelas que formam cartel com o governo, outras acabam presas a centenas de encargos que catapultam o preço final com que seus produtos chegam ao mercado. O tomate não encareceu porque o grande latifundiário ficou mais ganancioso; o tomate encareceu porque o governo é incompetente e vem levando a economia do País para um buraco fundo. O nosso inimigo em comum é o Estado e não o produtor, o caixa do supermercado ou o cobrador do ônibus. É sob o signo da ojeriza ao Estado inchado e incompetente que devemos nos unir para tomar as avenidas das capitais no Brasil. Contratos devem ser honrados. Entretanto, um contrato não estipula que uma empresa não possa sofrer o escrutínio de quem a contratou. Quem a contratou, por sua vez, deveria estar sempre atento ao que seus “acionistas” desejam. Isto continua a não acontecer. Sob uma enxurrada de protestos e desconfian-

ças, a gestão passada deixou a cadeira do Executivo vaga. Quem entrou no lugar, sob promessas revolucionárias e progressistas, deixou a situação da mesma maneira. Segue o desastre da integração, o desastre dos coletivos superlotados e o desastre da falta de pontualidade. A todos, parece que a frota dos coletivos diminuiu, porque a empresa licitada decidiu recolher os ônibus em horários de pico para fazer represália. A demanda cresceu. Agora com o passe estudantil liberado para uso semanal e a diminuição da idade mínima para o uso gratuito dos ônibus, crescerá ainda mais. A galhofa se dá na comparação dos veículos com latas de sardinha. A piada é válida; somos sujeitos a atropelar os outros para não perder a parada de destino. O passe estudantil liberado para uso semanal e a diminuição da idade para idosos utilizarem os coletivos gratuitamente foram uma conquista. Mas uma conquista que vai cobrar a conta. É preciso ter em mente que isto terá reflexo no reajuste da passagem. Esta será a barganha que a empresa de transporte coletivo fará para a Prefeitura. Deixaremos o Executivo aceitar o argumento enfadonho? O nosso protesto precisa ter todas estas situações em mente. Ele precisa ser montado em cima do que é real, sob a sabatina dos fatos, e não em cima de fantasias febris acerca de teorias de laboratório para um mundo melhor. Esta objetividade é o que pode lograr sucesso ao movimento, que se dará na insatisfação com o concreto e não com o jargão ressentido ou a frase de efeito combalida. O problema dos ônibus em Rio Grande não é problema do capitalismo, mas sim problema de ingerência. De certa forma, a falta do livre mercado é um dos fatores que colaborou para este caos. Sem competição e sem fiscalização adequada, temos um monopólio em que a empresa dita as regras e sua “empregadora” não parece contestar. Temos tudo para dar certo. O problema é digno da revolta popular. Entretanto, temos de tomar precauções para que a nossa justa causa não seja sequestrada por oportunistas baratos ou grupos sem a menor noção da realidade que os circunda. Só quem pode falar dos coletivos urbanos é o trabalhador ou estudante que faz suas rotinas diárias nestes veículos. Não é o político, do alto do palanque ou o professor universitário, na condução de sua SUV, que devem ditar o que vamos dizer. Se isto acontecer, boa sorte, Rio Grande, porque esta será necessária. Se impedirmos, teremos a força da união e da verdade ao nosso lado. Basta escolher quem vai bradar as palavras; nós ou eles.


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Educação em

Destaque Por Marisa Cleff

Hoje é o dia de homenagearmos o nosso querido professor e nossa professora chama-se Patrícia Peter dos Santos Zachia Alan. Professora a quem tenho o maior prazer de prestar esta singela homenagem. Conhecendo um pouco sobre sua formação: Graduação em Direito e em Letras Português/Inglês pela UFPEL; Mestre em Literatura Comparada pela UFRGS. Algumas perguntas que foram feitas à professora destaque: O que o levou a ser professor?

A vontade de conviver com pessoas e o desafio de ser parte da formação de meus alunos. O que o motiva e desmotiva na educação atual?

Minha principal motivação é a possibilidade de convivência com os alunos e de constante reflexão sobre os temas estudados. Minha principal desmotivação é o grande afastamento dos interesses dos alunos com relação ao universo escolar e à aprendizagem formal como um todo. Como você enxerga a educação nos próximos anos?

Acredito que, com o acesso à informação cada vez mais facilitado, a educação sofrerá modificações bastante profundas, especialmente com relação ao papel a ser desenvolvido pelo professor. Assim, creio que ele será cada vez mais visto como um introdutor a universos a serem explorados pelos alunos, diferentemente da perspectiva de condutor ao conhecimento, que parece ser a proposta atual. O que você diria a um jovem que está pensando em começar uma carreira de professor?

Acho que é bastante importante que os futuros professores tenham claro que qualquer processo de aprendizagem demanda, entre vários outros

elementos, perseverança. Com isso, é importante destacar que a carreira de professor exige um constante repensar metodológico, mas sempre fincado na importância da realização da tarefa, o que demanda tempo e estímulos constantes. Como você vê a real situação do ensino atual?

se aproximasse do universo de necessidades dos alunos, promovendo melhoria nos dois sentidos: a escola passaria a ser mais atrativa para os alunos e os alunos atribuiriam significado à aprendizagem da escola (além da obtenção de um título). Ainda, penso ser fundamental uma aproximação da universidade à realidade escolar, a fim de preparar o licenciado para sua prática, bem como para a reflexão sobre os conteúdos a serem ministrados e a metodologia. Ainda que não se vá fornecer um manual a ser seguido, é importante que a universidade conheça a realidade da escola e assuma seu papel de agente no processo mais amplo de educação.

Percebo que a educação no Brasil está cada vez mais dividida em dois grupos principais. Há um primeiro, que busca na educação a construção de conhecimentos que o leve a perceber o mundo de maneira especializada. Para este grupo, os ensinamentos aprendidos nas escolas são fundamentais e constituem diversos sentidos, que refinam sua capacidade de compreender o universo que os cerca. O segundo grupo a que me referi acima é o dos estudantes que buscam a titulação que a frequência e aprovação em cursos de educação formal possibilita. Assim, eles eventualmente se interessam por alguns dos tópicos estudados, mas têm clara a ideia de que o importante é a finalização do processo, ainda que de fato não haja nenhuma modificação em sua maneira de perceber o mundo.

A família é um dos elementos do processo educacional dos alunos. Com isso, quero dizer que a maior ou menor participação que ela destinará ao ensino é sempre uma das variantes a serem computadas na maneira como o aluno percebe a sua formação. É fundamental que se tenha claro que, com maiores ou menores dificuldades, a família é sempre parte do processo amplo de formação dos sujeitos.

Qual seria a saída para uma boa educação? No seu ponto de vista.

Qual a mensagem que você deixaria a todos os envolvidos na educação?

No meu ponto de vista, há muitas mudanças profundas necessárias para uma boa educação. Alguns passos importantes já foram dados, mas é necessário que o processo seja contínuo e claramente manifestado, para que possibilite novas reflexões e mudança de comportamento. Há dois pontos que acho importante destacar. O primeiro é a necessidade de uma revisão profunda nos conteúdos a serem estudados e nas maneiras de fazê-lo (ou seja, no aprofundamento que se vai desenvolver nos diferentes adiantamentos da vida escolar). Assim, possivelmente a escola

Como você vê a família em relação à escola?

Novamente, acho importante destacar que a aprendizagem demanda perseverança. Assim, é fundamental que se tenha claro que conhecer é profundamente estimulante, mesmo com dificuldades ao longo do caminho. Mas, para se alcançar o momento desejado do processo, é indispensável seguir em frente. Ainda, que o processo de formação toca todos os agentes envolvidos. Assim, não só formamos os alunos através de nossa prática, mas também eles deixam marcas em nossa formação, nos sujeitos que somos e que queremos ser.


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do e aplaudindo atitudes e decisões políticas com dinheiro público mal investido. Acorda, Brasil, tu mereces mais!

Como vai ser Em pouco tempo todas as atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo, o comércio, as pessoas estarão vivendo as grandes emoções do evento. E mesmo os mais desligados dos jogos, acabam participando de alguma maneira. Ruas, praças, roupas e pensamentos serão pintados de verde e amarelo, num sentimento de “já ganhamos”. Afinal de contas estamos em casa e os jogos acontecem aqui. Alguns têm em mente que a Taça é nossa. Passamos a viver essas emoções, independente do nosso querer. As instituições estarão de portas fechadas e dispensarão funcionários para assistirem os jogos em casa, afinal de contas somos brasileiros e temos que exercer o direito de curtir e vibrar com cada gol, como se isso resolvesse os problemas sociais, a falta de hospitais a ausência de segurança, mas tudo é futebol e os jogos da próxima chave também merecem dispensa por que o resultado será importante para nós.

O comércio começa a se munir de muito pano para confeccionar milhares e milhares de bandeiras, crianças colorem as bikes e outros pintam a cara e unhas de verde-amarelo, embalados no sentimento da vitória. A Coca Cola já saiu na frente e desde já está toda colorida com as cores da copa. E viva o Brasil, que não para de construir estádio de futebol e com zelo e cuidado investe sem parar, e o que mais quer é impressionar os visitantes e coloca cadeiras da melhor qualidade e seguranças por todo lado. Mas um dia já fomos considerados o País do Futebol, tínhamos grandes jogadores que jogavam por amor à camiseta e não brincavam em serviço. Hoje temos um grupo de meninos vaidosos que se preocupam mais com seu umbigo do que com a bandeira que estão de fato representando. Vivemos um momento delicado, onde os valores estão invertidos. Afinal de contas não temos saúde, a educação é precária, segurança zero, mas aceitan-

O que acontece depois Quando planejamos algo em nossas vidas, sempre pensamos na vitória, nunca entramos em algo pra perder, nossos sentimentos estão cem por cento preparados para ganhar. Seja o que for o jogo, até mesmo aquele joguinho de carta entre familiares no final de semana, ao nos propormos a entrar na disputa, entramos pra ganhar. Quando vemos milhares e milhares de pessoas fazendo apostas na Loto, Quina ou seja lá o que for. é com a intenção de ganhar. Tem os que acreditam tanto nessa hipótese que fazem planos e promessas para os parentes e pra si próprios. Errado ou não, esteja preparado porque, e se não der? O que acontece depois com a tua cabeça com os teus sentimentos? Imaginem quem entra na política. Cada um acredita tanto no seu potencial que durante o tempo que está no jogo está acreditando ser um ganhador, e vai além, gasta dinheiro, energia, se compromete com as pessoas, enfim muda a vida em prol de uma possibilidade. Que sentimento é esse que mantém as pessoas fortalecidas, acreditando em algo hipotético, como, por exemplo, ganhar o jogo com uma chance em um milhão? Uma curiosidade Você conhece fermento? Sim, aquele de fazer pão ou bolo, parece algo insignificante algo meio feio, sem graça, não é? Mais parece com grãos de areia, sem cor definida. Mas quanto misturado à massa, torna-a bonita e, se bem sovada, fica vistosa e cheia e vida. Imaginem como seria a massa sem a presença do fermento. Seria apenas um monte sem graça. Baseados nessaw historinha, como nós colocamos? Como massa ou como fermento? Estamos envolvidos nas coisas do mundo ou o mundo está em nós. Vale essa observação: o fermento nunca fica intimidado com o tamanho da massa, ele muda a condição da massa, e nós estamos prontos pra mudar as condições das coisas que se apresentam em nossas vidas. Pense nisso.


moda urbana www.modaurbanarg.blogspot.com

Natalia Sauer

Dicas para o Inverno

A

coluna desta semana vem inspirada na chegada do Inverno, que acontece nesta sexta-feira, 21. Por isto, reunimos algumas peças essenciais que não podem faltar no closet feminino e masculino. Para eles, a jaqueta de couro, que deixou de ser um item fashion, é indispensável, pois além de aquecer, veste com muita elegância. Já para elas, o rol de itens é grande, como a combinação blazer e camisa social, a calça estampada (e não precisa ser colorida, pode ser discreta, preta) e a estampa de cobra (trend da temporada). Nos pés, spikes, salto metálico e cap toe. Aproveitando as dicas, confiram algumas sugestões da Boutique La Vie, parceira da coluna:

Estampa de cobra

Blazer + camisa social

Calça estampada

Cap toe

Spikes + salto metálico Modelos: Michel Ribeiro, Cheinar Correa, Tielen Porto e Mariana Ferreira Fotos: Natalia Sauer

Jaqueta de couro


Nosso colega Luiz Maricá chegou recentemente com nosso grupo de mais de 30 passageiros da cidade de Porto Seguro . Nosso próximo grupo já está confirmado para saída de 27 de agosto com mais de 20 passageiros confirmados . Consulte com um de nossos agentes pois vale a pena ... a alegria é garantida!

Patricia e Antonio já estão preparando as malas para sua Mega Viagem... Não podemos ainda falar o destino...logo logo já estarão via rede social postando fotos.

Nossos amigos Alex e Simone viajaram conosco para Gramado para aproveitar as belezas da Serra Gaucha ... um dia dos namorados mais do que especial ...!

Festa de Arromba Estamos finalizando o projeto Festa de Arromba deste ano . Em nossas próximas Colunas estaremos já com algumas novidades da nossa Mega Festa. The Fevers em Rio Grande novamente...Será???


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o Jogo Jogo Virando o Virando Claudio Galarraga Técnico – Começo a coluna comentando sobre o Sport Club Rio Grande, que deve anunciar o nome de Júlio Batisti como técnico do time para a disputa da Terceirona. Como a coluna é fechada no início da semana, estou jogando com as informações que obtive até a segunda-feira, 17. Mas não deve fugir disso, até porque junto com o técnico poderiam vir alguns jogadores de boa qualidade. Toquinho – Quando a coisa aperta, normalmente o Rio Grande recorre a Luis Carlos Lombardi da Silva, mas parece que desta vez, como sempre acontece quando o tricolor tem a intenção de investir mais no futebol, traz alguém de fora da Cidade. Como já escrevi aqui, gostaria de analisar o trabalho do Toquinho com um grupo de qualidade, coisa que nunca deram a ele. Sempre tirou “leite de pedra”. Opinião – Pessoalmente entendo que o clube é de futebol e por isso tem que seguir jogando. Sem dúvi-

da vai ter que encontrar um meio termo e conseguir realizar as obras necessárias no estádio, sem deixar de jogar. Quem sabe começando pelos vestiários, cabines de imprensa, arquibancadas e por último o gramado, que precisa urgente ser reformado. Talvez nos três meses que antecedem o Gauchão. Crítica – Atacante Ailon criticou duramente as condições do gramado da linha do parque e mais, desabafou dizendo que “ninguém faz nada para melhorar isso”. Falou no microfone da Cultura Riograndina ao final da partida diante do Panambi, empate em 2 a 2. Alê Menezes – Volta a ser tópico da coluna porque retornou ao time do São Paulo e o time voltou a jogar bem. Muita experiência e um entrosamento fantástico com Ailon e agora também com Robert. Dá até para pensar em série A de 2014 mantendo Alê como uma das referências do time. Entrega-se totalmente ao jogo e cumpre também uma função tática na

crjnovo@gmail.com

bola defensiva muito importante. Seleção – Começa bem a Copa das Confederações e como escrevi aqui, pra mim a seleção brasileira é favorita, sim, para conquistar o título, pois quando a bola rola valendo pontos, a camisa canarinho tem um peso grande e sempre é favorita a chegar entre os primeiros. Veteranos – Final de semana com jogos importantes: Villarreal e Palmeira, Real Nortense e Cassino, Piratiny e Santa Bárbara, Barcelona e Nacional, Caxa D’água e São Jorge. A classificação está muito acirrada, com diferença pequena do líder Cassino até o 7º colocado. Em apenas uma rodada tudo pode mudar. Saudação Especial – Pedro Lessa, Guilherme Carinha, Ricardinho Pinheiro, Bilú, Antonio Perez, Everton Aguiar, Cleber (Ótica Visual). E até semana que vem...


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Uma academia que virou realidade Por Camila Costa

U

m sonho que começou em 1985 ainda está vivo. É assim que a proprietária Anna Beatriz pensa sobre a Academia Barra Solo. Na época, recém iniciando a faculdade de Educação Física, ela começou a dar os primeiros passos para o empreendimento, que hoje é uma realidade. Engana-se, porém, quem pensa que a tarefa foi fácil. De lá para cá foram muitos momentos de indecisão, crescimento, problemas e, finalmente, orgulho. A Academia, próxima de completar seus dez anos de criação, viveu diversos momentos para hoje atender à população rio-grandina como ela merece. Anna Beatriz contou um pouco de sua trajetória e dos planos para o futuro.

ideias próprias, entendendo que a atividade é importante para a qualidade de vida e o bem-estar. Nós procuramos ter profissionais competentes que saibam identificar o melhor treinamento para cada um, para que tenham um bom acompanhamento, pois isso é fundamental. A natação é muito procurada pelos jovens e é a atividade mais completa, por trabalhar todos os músculos do corpo e a parte cardiorrespiratória também. A hidroginástica é muito procurada por adultos e idosos. Junto com a musculação, é a prática mais fácil de começar e dar continuidade.

Folha Gaúcha: Como surgiu a ideia da Academia?

Folha Gaúcha: Após os dez últimos anos de trabalho, qual a sensação que fica por ter continuado sozinha com esse sonho?

Anna Beatriz: Em 1985 eu estava iniciando a faculdade de Educação Física em Pelotas e junto com mais duas sócias resolvemos abrir uma academia. Elas já eram formadas, mas eu não, por isso acabava apenas ministrando aulas de ballet, que praticava desde criança. Em 1988 concluí a faculdade, mas nesse mesmo tempo encerrou o contrato do prédio onde estava instalada a academia. As minhas duas sócias precisaram se retirar do negócio para seguirem outros rumos nas carreiras e eu fiquei sozinha. Pensei: “E agora?”. Meu pai acabou cedendo um prédio que ele tinha na Avenida Silva Paes e eu resolvi encarar e abrir ali a academia, que acabou sendo somente para o público feminino, por ser um espaço muito pequeno. Aos poucos ia melhorando tudo, consegui montar uma sala de musculação com alguns equipamentos e contratar profissionais. Bom, isso tudo durou 12 anos, até 2000. Há 10 anos, a Academia realizou outro sonho que era ter um espaço próprio onde pudéssemos ter as atividades na piscina, que percebemos ser de interesse da comunidade do Rio Grande, e estamos conseguindo atender. Folha Gaúcha: Juntamente com a evolução da Academia é possível perceber um maior interesse da população na atividade física? Anna Beatriz: Com certeza. As pessoas estão muito mais conscientes. Elas já vêm muitas vezes com a prescrição do médico indicando o exercício ou com

Foto: divulgação

Anna Beatriz: É muito emocionante! Esses dez anos voaram, às vezes eu nem acredito. Nada se constrói sozinho, aqui somos uma equipe que trabalha desde o atendimento até os professores, tudo é feito da melhor maneira para atender aos alunos, e nada acontece do dia para a noite. Nunca fui de ficar parada, desde criança minha mãe me incentivava a fazer algum exercício, então eu me acostumei nesse ritmo. É gratificante ver o que se construiu, pois acaba envolvendo a família, os funcionários, todo mundo. Tivemos problemas de adaptação no início, mas tudo foi se ajeitando. Parece que só agora, dez anos depois, as coisas estão mais calmas. Folha Gaúcha: E quais os planos para o futuro? Anna Beatriz: O sonho é ampliar mais o espaço. A Cidade cresceu, não apenas com pessoas que vieram de fora, mas os próprios moradores estão procurando mais a Academia. Inicialmente, o que tínhamos era suficiente, mas agora já não é mais. Vamos começar a pensar nisso e buscar recursos.

NOTA: Em virtude das festas juninas realizadas durante as próximas semanas, a Academia Barra Solo informa que o 18º Festival de Natação foi transferido para o dia 3 de agosto.


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Resenha da Semana

Viva Vida por ique de la rocha

Operação Conjunta em São José do Norte - No domingo e madrugada da última segunda-feira, no município de São José do Norte, policiais militares e integrantes do Conselho Tutelar, realizaram uma operação com objetivo de coibir a perturbação do sossego alheio, aglomeração de pessoas e principalmente o envolvimento de crianças e adolescentes em ocorrências. Durante a operação foram abordadas 187 pessoas, 119 veículos fiscalizados, 3 recolhidos, 8 autuações confeccionadas e 13 adolescentes foram identificados e entregues aos pais.

A palestra com o almoço custará R$ 55, sendo que o associado pagará apenas R$ 45.

Inscreva projetos para concorrer ao orçamento do Estado de 2014 - No dia 25 de junho acontecerá a Assembleia Municipal da Participação Popular e Cidadã para elaboração do Orçamento do Estado de 2014. Será no auditório da Escola Juvenal Miller, na esquina Conde de Porto Alegre com Napoleão Laureano, às 18h30. A inscrição de projetos deverá ser feita no dia 24, das 8h às 20h (que serão votados na Assembleia), no auditório da escola. Os projetos devem ser propostos por associações, conselhos municipais, cooperativas e secretarias municipais. Maiores informações pelo telefone 32336087, das 14h às 18h.

Os horários de funcionamento são os seguintes: das 8h às 12h e das 13h30 às 21h. O sistema informatizado de controle dos benefícios entrará em funcionamento nos próximos meses.

Semente Olímpica disputa 5ª Copa da Amizade – Mais um ano de competição sadia para a Escola Semente Olímpica, que está participando da Liga Zona Sul de futsal nas categorias sub-9 , sub-11 A e B , Sub-13 e Sub-15 juntamente com mais 8 equipes da região Sul. Participam Camaquã, Pelotas, Canguçu, Arroio Grande e Rio Grande. Aconteceu dia 16 em Camaquã a 1ª rodada com os seguintes resultados: Sub-9 - Semente Olímpica 6 x 0 Seleção de Camaquã Sub-11 – Seleção de Camaquã 1 x 0 Semente Olímpica Sub-13 - Semente Olímpica 3 x 2 Seleção de Camaquã Destaques da rodada - Árbitro FIFA – Sandro Brechane apitou todos os jogos com muita alegria e entusiasmo. A próxima rodada será em Rio Grande, no Ipiranga Atlético Clube (IAC), dia 30, a partir das 10h. O adversário será o Barcelona de Pelotas nas quatro categorias e o ingresso custará R$3. Dirceu Lopes no “Tá em Pauta” - A próxima reunião-almoço “Tá em Pauta”, promovida pela Câmara de Comércio em parceria com a RBS TV, acontecerá no dia 27 de junho. Na ocasião será palestrante o superintendente do Porto, Dirceu Lopes, que falará sobre “O porto do Rio Grande e as perspectivas de desenvolvimento para a Região Sul”. As reservas já podem ser feitas na secretaria da Câmara de Comércio, pelo telefone 3231.2399 ou pelo e-mail secretaria@camaradecomercio.com.br.

Acadêmicos devem fazer cadastramento biométrico para uso do RU - A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade Federal do Rio Grande (Prae/FURG), através da Coordenação de Alimentação, Alojamento e Transporte Estudantil (Caate) informa que os estudantes da FURG que fazem uso do Restaurante Universitário (RU) devem comparecer na Caate para realizar o cadastramento biométrico.

FURG está presente em 12 Comitês Assessores da Fapergs - A Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs) divulgou a lista dos membros dos 16 Comitês Assessores (CA’s), que foram propostos pela diretoria científica e pela diretora-presidente da Fapergs, a partir de indicações recebidas da comunidade científica. A nominata final foi aprovada pelo Conselho Superior da Fapergs e a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) está presente em 12 Comitês Assessores. Na escolha dos membros para cada comitê, foi utilizado o critério de compatibilidade dos perfis acadêmico-científicos e representação institucional e regional, levando em conta também contribuições dos atuais coordenadores e/ou adjuntos. Os termos de designação, nos quais conste o mandato, serão elaborados e assinados pelo CTA. Em razão disso, a Fapergs solicita a cada um dos membros que envie uma mensagem eletrônica para ca@fapergs.rs.gov.br até o dia 30 de junho de 2013, no qual constem os telefones de contato (incluindo celular) e e-mail preferencial para contatos futuros. “Maninho Degani” assume na Câmara - O suplente de vereador pelo PHS Maninho Degani assumiu uma cadeira na Câmara Municipal na terça-feira,18. A posse aconteceu no Plenário com o juramento, assinatura do Ato de Posse e assinatura da folha de presença. “Maninho Degani” assume na vaga do vereador Paulo Roldão (PRB), que solicitou afastamento pelo período de dez dias para tratamento de saúde, conforme atestado médico juntado ao processo de afastamento. Sessão Solene foi adiada - O presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Renato Mattos Gomes (PPS), em contato com o vereador Flávio Vigilante (PSB), acordou pelo adiamento da sessão solene que seria realizada nesta última quinta-feira, 20, às 19h, e que homenagearia a passagem do Dia do Vigilante. A nova data acertada para a realização da sessão solene é a de 5 de julho próximo, no mesmo horário.

Diga SIM à Vida...!!! “Diga SIM à Vida... Quem sabe um SIM mais firme e decidido-refletido? Diga SIM aos seus talentos que o podem transformar em um semeador-criador de bem e de beleza...! Diga SIM à solidariedade, estendo a mão a qualquer ser vivo que necessite de apoio... Diga SIM à indignação quando perceber algo indigno! Diga SIM à alegria de se amar e de amar a tudo e a todos! Diga SIM sempre à verdade, mesmo que isto lhe seja difícil! Diga SIM ao divino em si e em todo ser vivo! Diga SIM a saber dizer “Não” na hora certa! Diga SIM ao agradecer-ser-crescer, aprendendo sempre o evoluir com consciência e amor!!!” Este poeminha que criei ontem me inspira para este artigo deste 22 de junho, tempo em que está iniciando o Inverno! Será que tenho plena consciência de que posso dizer Sim à Vida em qualquer estação do ano e de minha própria vida??? Será também que sei a hora, também, do Não? Vou agora dizer Sim a uma indignação, entre tantas e tantas que poderia fazer: ...Uma cena vivida por uma querida pessoa próxima a mim, corretíssima e muito amiga, que me tem ajudado (e muito) em minhas caminhadas! Esta pessoa, seu marido e mais um casal amigo mineiro, após irem a um baile, chamaram um táxi (através de uma conhecida radiotáxi), entraram no mesmo e deram a direção desejada. A condutora era uma senhora jovem, loira, que, ao saber que a direção era a Vila Maria, negou-se a levá-los, sendo, mesmo, mal educada e grosseira. Coincidência ou não, os dois casais amigos são de cor parda e negra! E eu me (te) pergunto e pergunto ao Sindicato dos Taxistas, às autoridades municipais, aos direitos humanos, à Lei Afonso Arinos contra qualquer discriminação: isto pode acontecer, sem indignação e as devidas providências jurídicas? (Que já estão sendo tomadas...) Que tempo planetário é este, em que as pessoas e os lugares ainda são discriminados e profissionais se esquecem de seus deveres éticos??? Sei que os assaltos a táxis (e em geral) estão acontecendo muito. E daí? Por isso vamos discriminar??? Escolher quem possa ser ladrão ou bandido, apenas pelas aparências??? Ou as soluções de segurança e mesmo educação e ética precisam ser devidamente revisadas-reformuladas??? Felizmente, o Brasil está acordando de seu berço esplêndido (???) e se manifestando corajosa e firmemente sobre suas inconformidades sociais, políticas, econômicas e educacionais, sem falar no festival de corrupções claramente retratadas no Brasil atual, que vão muito além de aumento nas passagens de ônibus! O povo brasileiro em todo território nacional se une e unido - e pacificamente, em geral - protesta, diz seu basta a tantos desmandos, corrupções, mentiras, descalabros na saúde, educação e segurança públicas, além de toda a injustiça social, em que seres humanos, nossos irmãos, dormem no frio das calçadas e animais diversos sofrem abusos e violências de todos os tipos, até mesmo em rodeios e similares, sem falar nos abatedouros de vacuns, aves etc. e tal! Haveria muitas e muitas indignações a gritar um sonoro e alto BASTA!!!!! Parabéns a esta parcela grande de brasileiros corajosa e consciente do que sejam direitos e deveres, do que seja a esquecida ética, do que seja uma merecida justiça social a todos os seres vivos - pois todos somos terráqueos -, do que seja o respeito a qualquer ser vivo. Aos poucos “insanos” que querem apenas aparecer para sair de sua insignificância, através de badernas e violências... nada a falar, pois estes não merecem qualquer tipo de atenção,mas sim cadeia! Repito: Vamos dizer SIM à vida e aos protestos organizados e Conscientes de uma verdadeira BRASILIDADE!!! Diga SIM à Vida...!!! E, como sempre... Vivavida!!! Almira Lima vivavida7@gmail.com


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Ponto

Crítico

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Encerrando Ciclos

Matheus Magalhães

Mamãe, eu não sou você

http://intervistaracionalilustrada.blogspot.com.br

S

empre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Foto: Divulgação

M

amãe: seu filho não é uma efígie de um deus grego para ser admirada em um museu parisiano. Seu filho não difere em nada de outras crianças que existem por aí e que nasceram no mesmo dia e mesma hora de seu pejo imaculado. Se ele tem olhos verdes e cabelos dourados, a nossa constituição garante que ele não merece nenhum tipo de privilégio por suas raízes germânicas ou sua postura de bebê Johnson. E, principalmente, adoração não é o mesmo que amor e ela tende a criar autoadoradores. Autoadoração é um mal moderno; sua extensão criou até necessidade epistemológica, tamanha a quantidade de jubilosos homens e mulheres pós-modernos que se adoram. Segundo o Dicionário de Etimologia Nova Fronteira, o verbete para adorar encontra origem em “adorare” e seu primeiro significado se dá em “culto à divindade”. Para os cristãos, adoração é uma tarefa dominical. Entretanto, a palavra ganhou adornos terrenos e acabou frutificando a “teologia da adoração”. Não é mais necessário ser uma divindade para ser adorado; você pode ser um mancebo popular e, mesmo assim, ser venerado como uma imagem de São Francisco de Assis. Mesmo que você mesmo seja o adorador, com um espelho na frente. Antes de seus olhos travarem contato com aquela paisagem magnífica do canal veneziano, o celular estará fotografando para, com toques irriquietos, ser postada uma foto no Facebook. Até que os “likes” e comentários de “ihhh tá chique hein” surjam, sua atenção não se desviará da telinha do celular, mesmo com a vista que inspirou as telas de Veronese prostrada à sua frente. Nada vale mais que o recalque emaranhado nos sorrisos amarelos, afinal foi para isto que você irá pagar as parcelas da CVC nos próximos 12 meses, assim que retornar dos 15 dias de “chiqueza” na Europa. Assim como os viajantes do Facebook e Instagram, as mamães narcisistas também são movidas pelo prazer da bajulação; os cinco books anuais e três sessões de fotos mensais do pequeno Júnior não ficarão depositadas em uma estante. O destino destes frescos de Boticceli à Sua Divindade mirim são ser replicados ad infinitum e repassados para a internet, para o celular, para o mp3, para o computador da empresa, para o porta-retratos digital (...). Mas as mamães narcisistas possuem um álibi psicológico mais profundo que um simples ego inchado; elas depositam a carga de casamentos falidos, carreiras malsucedidas, fracassos na vida sexual, desejos reprimidos e falta de interesse dos possíveis amantes para fazer aquela viajem à Toscana, na vida de seus pimpolhos. Como estes são uma extensão de sua persona – para suas psiques danificadas pelo empirismo da vida real – elas passam a construir um mundo próprio para sua prole e os adoram como uma fonte metafísica de sobrevivência. Elas abdicam dos impulsos daquele esforço para mudar de vida e começam a projetar o presente e futuro dos seus rebentos. Sua carga – que pesa toneladas – deixará marcas irreparáveis nas jovens mentes de seus filhos, que irão crescer para se tornarem taciturnos projetos fracassados ou narcisistas irremediáveis que nunca poderão conviver em harmonia com a pantomima do mundo real, o fato de que ninguém lhes dá a mínima e de que o universo não se importará de, qualquer dia, eliminar suas existências banais – algo que acomete à todos nós no mesmo nível de experiência. Vivemos na era da depressão. Todo mundo está deprimido; da empregada doméstica ao alto executivo, da perua socialite ao estudante do interior que se mudou para a capital. Além da depressão, eles cultivam o interesse pela autoadoração e autoimolação frente ao público. Não sofrem calados; despejam tudo no status do Facebook e no “tuite”. Não entendem porque a vida real não possui o botão “like”. Nela, o “like” é substituído pelo “don’t care” ou o “don’t give a f**k”. Get over with it!

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que se tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Por Gloria Hurtado


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Parafalardecinema

Contos da Lua Vaga, de Kenji Mizoguchi por MATHEUS MAGALHÃES

Foto: Divulgação

Esta sessão é destinada para trazer alguns dos nomes de maior relevância da sétima arte nos séculos XX e XXI, bem como evidenciar suas obras máximas e prover alternativas para que estas sejam encontradas para exibição.

O

cinema japonês das décadas de 40 e 50 pode ser definido com uma palavra: humanismo. Akira Kurosawa dirigiria seu mais belo trabalho em “Viver” (Ikiru) de 1952. Yasujirô Ozu marcaria seu estilo gracioso e virtuoso com “Pai e Filha” (Banshun) e, posteriormente, sua outra obra acerca do envelhecimento e a natureza volátil da vida em “Era Uma Vez em Tóquio” (Tôkyô Monogatari). Mikio Naruse lançaria, um pouco mais tarde, seu mais complexo e excruciante estudo acerca das mulheres na sociedade japonesa, em “Quando uma Mulher Sobre as Escadas” (Onna ga Kaidan wo Agaru Toki). Porém, de todos estes nomes que acabaram se tornando proeminentes no cenário mundial, Kenji Mizoguchi foi o que obteve maior êxito em seus retratos realistas e tocantes da vida nipônica no século XIX. Não há dúvidas acerca da técnica apurada do cineasta. Entretanto, sob o aspecto mais vultoso de sua obra, Mizoguchi se destaca pela forma sútil e elegante com que trata de temas como pobreza, ganância, guerra e escravidão. Se o estilo de Akira Kurosawa prima por um formato mais imediato e de efeitos dramáticos – fruto de sua proximidade com o cinema ocidental – a leveza da câmera de Kenji, flutuando dentre os arcos de histórias de suas personagens, é a definição mais cristalina da tradição japonesa, remontando a iconografia minimalista do teatro Noh. Para tal, a trilha sonora, por exemplo, é

feita de instrumentos e mantras típicos daquele país, em determinados momentos surgindo de maneira não diegética, dando a impressão de que aquela sonoridade é parte natural do cotidiano em que seu roteiro se desenrola. Este naturalismo japonês, que aparece também com grande frequência nas obras de Ozu, dá o tom para os dramas morais do diretor. Apesar de prolífica carreira, focaremos este artigo em uma de suas mais representativas obras. “Contos da Lua Vaga” (Ugetsu Monogatari), de 1953, é uma parábola sobre os perigos da ganância e soberba. Nele, dois homens deixam uma vila que está sendo atacada por uma tropa de samurais para vender vasos e utensílios de barro em uma cidade distante. Enquanto estão lá, são seduzidos por ilusões de grandeza e acabam por desgraçar a vida das mulheres e família que deixaram para trás. Genjûrô, o mestre artesão, se apaixona pelo espectro de uma dama rica que lhe prende em uma fantasia, até que ele descobre ser vítima de um espírito atormentado pelo amor nunca consumado em vida. Ohama, o tolo que sonha em se tornar um samurai respeitado, ataca covardemente um soldado e traz a cabeça de um famoso general como troféu, tornando-se um herói local, apesar de contar mentiras sobre seus feitos irreais. Ambos os personagens encontram desfechos sórdidos para suas aventuras: Genjûrô retorna à casa que abandonou para descobrir que sua esposa fora

assassinada por um soldado enquanto aguardava sua chegada. Enquanto celebra os louros de seu pretenso feito, Ohama descobre que sua esposa tornou-se prostituta para poder se sustentar desde que o marido a abandonou por seu sonho de grandeza. Apesar de lhes ensinar duras lições, o destino não falha em lhes oferecer a redenção: o artesão dedica a vida a cuidar de seu pequeno filho, Genichi, enquanto Omaha deixa seus sonhos militares para trás e retorna a uma vida de austeridade na pequena vila de onde sonhava partir. Os valores de Ugetsu Monogatari são, sobretudo, guiados pelo pendão da simplicidade como plenitude para a vida. Enquanto sonhavam com riquezas e glória, os dois homens perderam o suficiente para descobrir que suas existências humildes guardavam a beleza tenra do amor familiar, um amor de subsistência, cultivado na seara de uma vida sofrida, mas suficientemente plena para ser vivida. O longa acaba com uma belíssima imagem do pequeno Genichi levando uma travessa de sopa até o túmulo da mãe e rezando em sua lembrança. O sacrifício da mulher amorosa e resignada mudou a trajetória destas duas personagens. Duas vidas insignificantes, que erraram desconhecidas até a derradeira morte. Entretanto, o sacrifício do amor de Mizoguchi transpõe a ficção e nos locupleta com a inevitável e solitária lágrima de gozo que percorrerá nosso rosto ao fim de tão sublime ode à vida.


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Aromas e Sabores

Culinária 27

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com

Festas Juninas, e o sabor do arraial!

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e acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial. Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo à dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. Todos estes elementos culturais foram, com

o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do País, tomando características particulares em cada uma delas, mas na região nordeste, as Festas Juninas ganham uma grande expressão, sendo superadas apenas pelo Carnaval. E, o mês de junho é dedicado a São João, São Pedro e Santo Antônio, considerado o santo casamenteiro. E, além da apresentação de músicas, danças, fogueiras, balões e arraiais cobertos de bandeirinhas coloridas, o mais expressivo e marcante são as comidas típicas das barracas de quermesses -com doces, bolos e salgados - que

Bolo de fubá com erva-doce

Ingredientes: ½ xícara de óleo 5 ovos inteiros 2 xícaras de açúcar 2 xícaras de fubá 1 e ½ xícara de farinha de trigo 2 xícaras de leite 1 colher de chá de erva-doce 1 colher de sopa de fermento em pó Margarina e farinha de trigo, para untar. Preparo: Bata do liquidificador o óleo, os ovos, o açúcar, o fubá, a farinha de trigo e o leite até ficar homogêneo. Acrescente a erva doce e o fermento, e misture delicadamente. Após, despeje a massa em uma forma de bolo com buraco no meio de 26 cm de diâmetro, untada com margarina e enfarinhada. Leve ao forno médio, pré-aquecido a 180° graus, por mais ou menos 40 minutos, ou até que, ao enfiar um palito, ele saia limpo. Deixe esfriar, desenforme e sirva. Rende: 12 porções.

Dica Saborosa

geralmente são elaboradas com milho, pois é nesta época que ocorre a colheita. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, e bolo de milho. Também fazem parte do cardápio: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, broa de fubá, cocada, pé de moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. E, atendendo pedido de diversos leitores, estou anexando receita de um bolo que minha mãe preparava com muito carinho e de um quentão nutritivo de suco de uva, que eu adoro e que com ela aprendi. E que em vossas famílias, o arraial da alegria seja eterno, com saúde, compreensão e muita felicidade. Bom proveito, e até a próxima semana!

Quentão

Quentão sem álcool

Quentão de vinho

Ingredientes: 1 litro de suco concentrado de uva 2 colheres de sopa de gengibre picado 1 colher de sopa de cravo da Índia 2 pedaços grandes de canela em pau 1 xícara de mel.

Ingredientes: 1 litro de vinho tinto suave 2 xícaras de cachaça 1 e ½ xícara de açúcar 2 pedaços de canela em pau 12 cravos da Índia 8 rodelas de gengibre

Preparo: Em uma panela, coloque o suco de uva, o gengibre picado, o cravo da Índia, os pedaços de canela e o mel. Leve ao fogo e ferva por 5 a 6 minutos. Após, coe e sirva bem quente. Rende: 5 porções.

Preparo: Leve todos os ingredientes ao fogo, em uma panela. Depois que levantar fervura, deixe por mais 10 minutos. Está pronto; é só servir. Tome a bebida quente. Rende: 8 a 10 porções.

O quentão sem álcool, além de ser uma delícia, é nutritivo e estimulante, e reativa o metabolismo protegendo contra o frio e suas consequências. E o mais importante, você pode dirigir depois de beber, sem correr riscos de algum acidente, pois não contém álcool.


Folha gaucha ed 117  
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