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ANO III. 116ª EDIÇÃO R$ 1,50

RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

Por uma sociedade mais opinativa

Nosso bolso

Aeroporto:

paga a conta página 20

Nova localização poderá gerar polêmica

página 10

Apae busca recursos para ir ao Maranhão

página 25

P-63

pronta para a partida Classifolha página 14

PÁGINa 11


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

EDITORIAL

Desenvolvimento

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246)

com qualidade de vida

Diretor Comercial: José Valerão

P

Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: Valder Valeirão, William Farias, Gilney huskie Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

Mariza Mirapalheta assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães, Ique de La Rocha André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini, Wanda Leite MODA

Natalia Sauer TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa EDUCAÇÃO Marisa Cleff GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Lu Ribeiro Matheus Magalhães Tiragem: 5.000 Exemplares Impressão: Parque Gráfico do Jornal Zero Hora. SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro Fone: (53) 3235.6532

Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Curtas Folha Gaúcha Concurso A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) através do Sistema de Bibliotecas (SiB/FURG) está com as inscrições abertas até o dia 10 de julho para o concurso da logomarca do Programa de Fontes de Informações Digitais (FID). No dia 11 de julho serão homologadas as inscrições e será divulgada a data do resultado do concurso. O ganhador será premiado com o valor de R$250,00 e certificado. Convênio A Cooperativa de Pescadores e Pescadoras Profissionais Artesanais da Vila São Miguel - COOPESMI assinou convênio com a FURG para a exploração de espaço físico junto ao Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar) para administrar um armazém de produtos da Economia Popular Solidária. A assinatura ocorreu no dia 5 de junho. O armazém deve ser inaugurado em 30 dias. Encontro O Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic/FURG) em parceria com o CTG Gal. Antônio de Souza Netto, promoverão nos dias 20 e 21 de julho o 1º Acampamento da Arte e Cultura Gaúcha do Litoral Sul. O evento tem por objetivo propiciar espaços para a disseminação das Tradições Gaúchas em momentos de integração cultural, garantindo acesso à comunidade assistida pelo Caic, bem como, para a comunidade em geral. Semana da pós Entre os dias 17 e 20 de junho, os moradores do Rio Grande e região que almejam fazer curso de pós-graduação poderão iniciar seu crescimento profissional, assistindo a palestras gratuitas oferecidas durante a “Semana da Pós”, evento promovido pela Anhanguera Educacional. Profissionais de renome ministram palestras que

serão transmitidas a partir das 19h30, no auditório da Faculdade Anhanguera do Rio Grande, entre eles o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, o presidente da Amazon Brasil, José Nilo e também da escritora e ex-editora executiva da Revista Exame, Cristiane Correa. Todas as palestras serão transmitidas a partir das 19h30, e a participação é gratuita.

Cesto básico O Centro Integrado de Pesquisas (CIP) da FURG realizou um levantamento do custo do cesto básico de maio nos últimos dois anos e verificou uma real elevação sobre os preços dos produtos. Entre 2012 e 2011, a inflação foi de 4% em Rio Grande, 5% em São José do Norte e 8% no Cassino. Já entre 2013 e 2012 a inflação foi de 20% em Rio Grande, 14% em São José do Norte e 17% no Cassino. Segundo o CIP, que é ligado ao Instituto de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Iceac), esse comportamento de elevação nos preços nos últimos 12 meses tem se verificado também no restante do País O produto que mais contribuiu para o aumento foi a batata inglesa que alcançou o índice de 39,37%. Também do setor in natura a maçã e o mamão tiveram variações altas no preço com 29,31% e 16,06%, respectivamente. Futebol Na tarde do dia 12 de junho, o Sport Club São Paulo recebeu da Empresa Expresso Embaixador a doação de um ônibus Volvo 2001/2002 com 44 lugares para transportar o plantel do clube. A doação foi feita pelo diretor presidente da empresa, Sr. Paulo Roberto Machado da Fonseca. A estimativa de entrega é de aproximadamente dois meses. O presidente do São Paulo agradeceu em nome de todos os torcedores rubro-verde o apoio dessa respeitável empresa.

or muito tempo o Município do Rio Grande, da mesma forma que a região, sofreu com a estagnação econômica. Progresso era apenas uma palavra que fazia parte dos sonhos dos rio-grandinos, até que chegou o Polo Naval. Era tudo o que a nossa população queria. Um estaleiro vale mais até que uma montadora de veículos e, de uma hora para outra, foram chegando para cá e São José do Norte dois, três estaleiros, sem falar em outros de menor porte, como o da Wilson Sons, que ainda não saiu do papel. A indústria naval movimenta milhões de dólares, gera milhares de empregos, mas esquecemos, no meio de tanta euforia, que junto com o bônus tem o ônus. Na medida em que foram chegando os trabalhadores de fora, a falta de estrutura da Cidade foi ficando à mostra. De uma hora para outra começaram a faltar vagas nos hotéis, a faltar restaurantes para acomodar tanta gente. O mercado imobiliário inflacionou, a mão de obra local começou a migrar para o Polo Naval, atraída por melhores salários, deixando vários setores à cata de funcionários. O trânsito ficou numa balbúrdia, embora não seja “privilégio” só de Rio Grande; a criminalidade, se não aumentou, tornou-se mais ousada. E agora os rio-grandinos estão se perguntando: Cadê a nossa qualidade de vida? Lógico que desenvolvimento sem qualidade de vida não é desenvolvimento. Mas esse transtorno todo que está acontecendo é reflexo exatamente da falta de infraestrutura de Rio Grande. Os chamados “gargalos” são inúmeros, mas precisamos cuidar com todo o carinho de nossa “galinha dos ovos de ouro”, que é o Polo Naval, da mesma forma que o nosso porto. O que temos a fazer é nos unir para que os problemas sejam solucionados. Uma das soluções passa pela qualificação da mão de obra local. Precisamos de menos discurso e mais ação. Que os cursos realmente preparem as pessoas daqui para os estaleiros. Isso acontecendo, não haverá necessidade de tanta gente de fora. Que também haja mais projetos habitacionais no Município, que até pouco tempo perdia para Bagé em número de unidades construídas, mesmo a Rainha da Fronteira tendo a metade de nossa população. Não podemos esquecer, apesar das dificuldades do momento, que o Polo Naval já nos trouxe muitos benefícios. Temos assistido a investimentos no setor hoteleiro; vários projetos habitacionais estão surgindo, os cursos de qualificação, bem ou mal, estão sendo anunciados; recentemente foi duplicada a BR-392 e também será duplicado o trecho do lote 4, na área portuária e do Polo; dois shopping centers estão surgindo ao mesmo tempo; já se fala com mais embasamento na ligação a seco com São José do Norte; as empresas aéreas já oferecem mais horários e novos destinos; fala-se na construção de um aeroporto regional e de um aeroporto de cargas e muitos empresários e prestadores de serviço locais estão se beneficiando do Polo Naval. De maneira que, apesar dos percalços, temos motivos de sobra para nos orgulhar de sediarmos aqui um Polo Naval que em pouco tempo se tornará competitivo e em condições de atender encomendas de qualquer parte do mundo. Acontece que um empreendimento desse porte necessita que todos façam a sua parte e nós, rio-grandinos, temos de lutar para que também aconteçam os investimentos na infraestrutura do Município. Nós continuamos acreditando que, com o tempo, as melancias irão se acomodar e, aí sim, os rio-grandinos, com muita justiça, irão desfrutar do progresso e da qualidade de vida que nós tanto sonhamos.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

Economia e Opinião *Nerino Dionello Piotto

opinião 3

Precisamos de um plano de investimentos para Rio Grande

pOR ANDRÉ ZENOBINI

Domésticas, cuidadoras, babás... Fique ligado nas novas regras!

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emos comentado sobre a economia de Rio Grande, os problemas do trânsito e mobilidade urbana, meio ambiente, não conclusão de obras. A ligação do esgoto na Cidade Nova é uma novela! A população sofre com o problema e se frustra (foram feitos os dutos e, até onde sabemos, por informação verbal que nos foi dada na Corsan em Rio Grande, estaria faltando a construção de uma elevatória), ausência de ciclovias que poderiam ajudar de imediato no tratamento do estresse urbano... Ufa! E por aí vai. O bom é que soluções viáveis existem!!! Temos o hábito de variar a pauta, para não cansar muito nossos ouvintes e leitores. Os interesses e as faixas etárias são variados. Semana passada, por telefone, conversamos com uma senhora de 87 anos, antenada no que ocorre. Ela disse que nos ouve todas as sextas no Manhã Regional, na Riograndina, agora sob o comando do Jota Vargas. É a Senhora Conceta, amiga de minha segunda mãe Ernesta Dionello (90, mês que vem). E que conversam sobre os temas. Outra senhora, 81, Leda Ruiz, nos disse que toda a semana vai à padaria comprar o Folha e nos lê. Outra, ainda, de Porto Alegre, Sra. Touguinha, nos escreveu dizendo que nos lê. Grato pela atenção, Sras. Conceta, Leda, Touguinha e também a todos os que nos enviam mensagens, que telefonam, sugerindo temas para nossas pautas. Embora longe geograficamente, com as novas tecnologias estamos sempre perto dos leitores/ouvintes. E ouvidos atentos ao que dizem os da melhor idade. Eles sempre têm algo a nos ensinar. A pauta de hoje, para variar, é sobre o trabalho profissional de domésticas, cuidadoras, babás... A nova legislação está sendo consolidada e novas regras deverão ser obedecidas. A relação do empregado doméstico com a família é como a do casal. Tudo vai bem, problema zero. Azedou a relação, sai de baixo. A vida como ela é, assim. Não é mesmo? Atenção com a compensação das horas extras. Como os horários desses profissionais não são rígidos, como o de um empregado do comércio, cuja loja tem hora para abrir e fechar, decidiu-se sobre a possibilidade de compensação de horas extras, por meio de um banco de horas, chamado de “Sistema de Compensação de Horas Extras”. Mas, em quanto tempo se pode compensar as horas extras? As centrais sindicais defenderam o prazo de três meses para a compensação, mas o relator, Senador Romero Jucá, manteve o prazo de um ano e acrescentou uma novidade: a compensação de horas extras só será permitida após a 3.ª hora. As primeiras duas horas extras diárias terão que ser pagas junto com o salário do mês. Muita água ainda vai passar embaixo da ponte. Fique atento às mudanças – consulte sites especializados, contrate um contador (o que muita gente tem feito) para evitar dores de cabeça no futuro que sempre chega. O barato pode sair caro, como diz o ditado! Economista* nerinopiotto@globo.com

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o fazer um breve passeio de carro, podemos perceber várias coisas que necessitam de uma análise quase psicológica de nossa Cidade. Ao que em todos os lugares do mundo seria supervalorizado, nós aqui em Rio Grande viramos as costas. A orla da Cidade que compreende a Rua Henrique Pancada é um dos cenários mais bonitos do Município e não merece nenhum tipo de atenção da nossa sociedade. Não me refiro apenas ao poder público, mas sim, também aos empresários, que não enxergam ali uma oportunidade de iniciar uma vida lucrativa naquela região, que poderia abrigar bares, restaurantes, lojas e várias outras situações de frente para a água. As cidades turísticas pelo Brasil possuem esses espaços, principalmente à noite, para que as pessoas possam ter várias opções de entretenimento. Alguns poderiam dizer que é uma zona perigosa, que seria inviável, mas até que se crie uma cultura positiva para aquela região, vão continuar com esse pensamento. Não somente ali. Já falei várias vezes sobre o Cais do Porto Velho e toda aquela extensão que vai até o CCMar. Somos privilegiados por termos no centro uma área tão bonita, pena que tão sem investimentos. Toda aquela área já era pra ter sido revitalizada e aberta à comunidade como área de lazer. Falam tanto que os empreendimentos precisam sair do centro, então por que o poder público não pode criar um plano de aceleração de investimentos em zonas não centrais, criando metas e incentivos para aqueles que investirem em outras áreas da Cidade? O poder público entra com a infraestrutura básica: pavimentação, iluminação etc., e o empresário entra com o investimento. Para cada tipo de negócio e grau de investimento, o empresário seria recompensado com isenções fiscais. Uma ideia: a prefeitura melhora a iluminação da Henrique Pancada, põe um ou dois pontos de guarda municipal e cria um plano para investimentos: restaurantes com investimento superior a 200 mil, por exemplo, receberiam 100% de isenção fiscal no primeiro ano. Lojas de roupas com o mesmo investimento teriam 90% de isenção, por exemplo.

Isso criaria uma forte onda de investimentos privados na Cidade, gerando emprego e renda para muita gente. Não falo somente desta área, mas se poderia criar esse plano para todo o Município. Basta ter um plano bem regulamentado e com a cidade dividida em áreas, com determinados tipos de incentivo para cada uma delas. Rio Grande cresce no segmento naval e mantém a mesma estrutura de cidade estagnada. É preciso buscar em outros municípios as ideias positivas de áreas de lazer, diversão e consumo. Para gerar atividades de consumo, é preciso que o empresário perca o medo de investir em Rio Grande. Um pouco dessa necessidade de áreas de consumo próximas do entretenimento serão resolvidas com a inauguração dos dois shopping centers que apostaram em Rio Grande. Talvez o sucesso deles possa mostrar ao empresário que há público na Cidade para também investir em outras áreas. No Cassino, por exemplo, são 30 mil habitantes que se aglomeram em um único supermercado. Era hora, já, de termos lá mais restaurantes, bares, cafeterias, supermercados, lojas e todo o tipo de locais de diversão e consumo para as pessoas. Além de mais atuação do poder público na construção dessas áreas de lazer, precisamos que o empresário acorde e veja em nossa Cidade potencial de investimento. Se for um negócio arriscado (independente do que/ onde), cabe à nossa prefeitura dar um empurrão nesse pequeno e micro empresário que quer abrir um restaurante, uma loja ou comércio. O que não podemos mais é deixar que a nossa população fique sem áreas de lazer/consumo porque isso é uma forma de geração de emprego e renda. Não é importante somente a revitalização dos espaços, do dinheiro público, é importante também dar ao empreendedor condições de ele realizar suas ideias. Precisamos de um plano de investimentos privados também, e a única maneira é incentivarmos o empreendedor a acreditar em Rio Grande.


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

Trabalhadores preocupados Sindicato alerta para risco de demissões na Quip

de La Rocha Ique

Foto: Ique de la Rocha

POR IQUE DE LA ROCHA

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Governo Federal prometeu que tudo o que pudesse ser construído no Brasil seria construído aqui, mas a Quip está concluindo três plataformas de petróleo e não há novos projetos para ela. Até agora as novas encomendas estão indo para Suape e para fora do País, como a China e a Indonésia”. A declaração é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande (STIMMMERG), Benito Gonçalves, preocupado com a falta de novos projetos para a Quip/CQG e com a recente notícia de que mais cinco encomendas foram direcionadas para o estaleiro Atlântico Sul, em Suape (PE). Gonçalves lamenta que em Rio Grande tenha sido criada uma grande expectativa com a implantação do Polo Naval, que mexeu, inclusive, com o comércio e o mercado imobiliário locais: “Foram feitos investimentos em várias áreas, como a hotelaria e cursos profissionalizantes. Muitos migraram de seus antigos empregos para os salários mais atraentes do Polo Naval e já temos condições de brigar talvez de igual para igual com a mão de obra de outros estados. Mesmo com tudo isso e a entrega muito em breve dos três projetos da Quip/ CQG (plataformas P-55, P-58 e P-63), a empresa não foi contemplada com mais nada”. A estimativa é que, com a paralisação das atividades da Quip, mesmo que uma parte seja absorvida pela Ecovix, cerca de seis mil trabalhadores ficarão desempregados. O que será da mão de obra local? O presidente do STIMMMERG indaga: “O que será da mão de obra de Rio Grande? Vamos ter mais plataformas? Ou, como já está acontecendo, os projetos irão para Suape e para fora do País? Nosso povo terá de voltar a seus antigos empregos, com seus antigos salários?”

Os sindicalistas chamam atenção para o impacto social que haverá na Cidade caso se confirme a paralisação das atividades na Quip/CQG: “Muitos funcionários já estão procurando o sindicato, pedindo apoio e os empresários não apontam nenhum projeto efetivamente. Eles (os empresários) alegam estar na expectativa de receberem novos projetos. Porém, mesmo que consigam alguma nova encomenda, haverá uma lacuna entre a saída das plataformas e a chegada dos novos projetos”, explica Benito Gonçalves, para quem a situação é tão preocupante “da mesma forma que foi recentemente a tentativa de impedir a vinda do estaleiro da EBR para São José do Norte. Lá o juiz federal permitiu o andamento do empreendimento, mas ainda há muitas pedras no caminho”. “Não podemos nos calar mediante a ameaça da falta de emprego e nem permitir que sejamos usados como massa de manobra política e social. Como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos vi muitos olhos brilharem com o sonho de uma nova vida e hoje já vemos lágrimas de preocupação com o futuro de suas famílias. Como fica a promessa de que Rio Grande receberia continuadamente encomendas de plataformas e que nossa região seria um novo marco da indústria naval no País?”, indaga Benito Gonçalves. O vice-presidente do STIMMMERG, Sadi Machado, observa que se a Quip não tiver novas encomendas “o Polo Naval de Rio Grande irá diminuir em 50% ou mais e nossa preocupação é com a mão de obra local. O pessoal de fora irá atrás das ofertas de emprego, se as encomendas forem deslocadas lá para cima, mas o pessoal daqui é que ficará desempregado. Precisamos de uma posição com relação ao futuro do Polo Naval”.

Instalado o Comitê em Defesa da Indústria Naval Na segunda-feira, 10, o Prefeito Alexandre Lindenmeyer, o superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes e o vice-reitor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Danilo Giroldo, receberam representantes de prefeituras da região sul, de empresas do setor da indústria naval, de vereadores, deputados estaduais e federais, além de representantes dos trabalhadores do setor, para o início da estruturação do Comitê que visa ao fortalecimento da indústria naval do Rio Grande do Sul. O prefeito Alexandre Lindenmeyer destacou a importância do estabelecimento do Comitê permanente em Defesa da Indústria Naval. “Precisamos estar articulados, de forma a darmos respostas, dentro de um planejamento, para que esta indústria tenha longevidade”, ressaltou.

O vice-reitor da FURG, Danilo Giroldo fez a apresentação de um panorama da indústria naval no Rio Grande do Sul, mostrando o contexto atual de mobilização, os desafios e as oportunidades, e também as propostas de políticas para mobilização e desenvolvimento de APLs para o setor de petróleo, gás e naval. Manifestaram- se, ainda, os deputados federais Marco Maia, Fernando Marroni e Ronaldo Zulke, e também a deputada estadual Miriam Marroni. Foi proposta uma governança do Comitê, representada por prefeituras, sindicatos, Sebrae, Fiergs, Petrobras, Porto do Rio Grande, IGPS e legislativo. Em data a ser confirmada, os membros escolhidos farão uma reunião, para definir um diagnóstico do setor naval, e, posteriormente, visitar o universo ligado ao assunto.

Feiras eventuais – CDL voltou a se reunir com as autoridades municipais no sentido de inibir as feiras eventuais que acontecem na Cidade. O problema é que esses vendedores não têm compromisso nenhum com a comunidade. Aparecem de forma oportuna, não pagam aluguel, não têm as mesmas despesas que o comerciante estabelecido, pegam o dinheiro de suas vendas e vão embora. Existe uma lei municipal que coloca exigências para esse tipo de comércio, mas o objetivo é uma atualização da lei ao momento em que estamos vivendo. Diga-se de passagem, muitos lojistas também se posicionam contrários à abertura que eventos como a Festa do Mar e a Fearg dão a esse tipo de comércio. Eventos que deveriam focar mais a cultura, a gastronomia e o artesanato transformaram-se praticamente em feiras, concorrentes do comércio local. TVMar – A emissora de Valdelino Bueno foi adquirida pela empresa TW7, de Porto Alegre. Nos planos, a transmissão em canal aberto. Cabe lembrar que “Seu” Bueno foi incansável para manter a TVMar com uma programação genuinamente rio-grandina. Ótima pessoa, que merece o nosso reconhecimento. Pedestres - Sempre me posicionei contrário a colocarem canteiros com flores no meio das ruas, sem nenhuma passagem para pedestres, como se vê nos cruzamentos da Buarque de Macedo com o Canalete e com a Cristovão Colombo. Da mesma forma, as rótulas são úteis para os motoristas, mas não levam em conta o pedestre. Talvez seja melhor dizer, não levavam em conta, porque a atual administração fez um trabalho simples, mas de extrema utilidade na Duque de Caxias com a General Câmara, abrindo passagens nos canteiros para as pessoas transitarem. Os pedestres começam a ter vez em Rio Grande. O Nó da Gravata - Andréa Muller, que no próximo dia 18 de junho lança seu livro de crônicas “O nó da gravata”, ministrou palestra na escola municipal França Pinto para quatro turmas do EJA. A jornalista falou sobre crônicas e levou uma mensagem de otimismo para a turma, que tinha alunos de 16 a 86 anos. Os convites para o coquetel de lançamento, que dá direito a um livro da autora, podem ser adquiridos na Divina acessórios e na floricultura Cheiro de Mato por R$ 35. O evento acontece dia 18, no Salão Nobre da Prefeitura, às 19h. Em tempo de Copa - Não tem Copa do Mundo, mas aí está a Copa das Confederações. As lojas não perdem tempo e já fazem promoção de televisores. Sou colorado, mas bem que a bela Arena da OAS (não dá pra não tocar uma “flautinha” nos gremistas) mereceria sediar um dos grupos. Desculpem-me, mas não pretendo torcer pelo Brasil, indignado com a corrupção na construção dos estádios, enquanto a Saúde recebe recursos limitados e as pessoas imploram por assistência nas portas dos hospitais. Muita gente também não vai torcer. Como amante do futebol, pretendo assistir aos principais jogos e vou junto com a maioria: os meus favoritos são Alemanha e Espanha, com leve vantagem para a primeira, mas o futebol tem de apaixonante a imprevisibilidade e, de repente, pode surgir uma zebra, até mesmo o Brasil, hoje tão desacreditado. Dia dos Namorados – Conheço um cara tão pão-duro, mas tão pão-duro que, para não ter que gastar com presentes, brigou com a namorada na véspera do Dia dos Namorados para reatar o namoro no dia 13. Pelo que fiquei sabendo, ele não está conseguindo a reconciliação. Se deu mal!


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Alberto Amaral

Questão Indígena: equação complicada

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egundo historiadores, até a chegada dos navegadores europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de nativos, sendo que neste território hoje denominado Brasil somavam cinco milhões. Na carta de Pero Vaz de Caminha a Dom Manuel são descritos como gente boa e de boa simplicidade, passíveis de imprimir-se ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. Aí começa a saga dos nossos índios, jamais respeitados, sempre explorados, maltratados e até escravizados. Nos bancos escolares tomamos conhecimento de uma figura já quase em extinção, resgatada em 1943 quando Getúlio Vargas criou, através de Decreto-Lei, o “Dia do Índio”, 19 de abril. Até hoje comemorado fantasiando as crianças de índios, sem qualquer preocupação com o resgate da história ou discussão sobre a vida dos remanescentes. No Carnaval de 1960, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, eternizaram a marchinha “Índio quer apito”, até hoje presente nos festejos momescos. Pessoalmente, além dessas recordações escolares e de carnavais, vêm-me à lembrança os “Bugres”, maltrapilhos e cambaleando pelas ruas, mendigando algo e assustando as crianças pela aparência e dificuldade de comunicação. Até o advento da Constituição Cidadã de 1988, os índios vinham exercendo papéis de coadjuvantes na história do País, recebendo de todos os governos o tratamento como tutelados, disciplinado pelo Estatuto do Índio. A Carta Magna descortina uma série de inovações que precisam ser assimiladas e trabalhadas por todos. A principal delas foi o reconhecimento do povo indígena como fundamental ao estado brasileiro, o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições. Até aqui tudo ia bem, pois não contrariava interesses. Ocorre que a partir do dia 5 de outubro de 1988, quando da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, no seu artigo 231, são assegurados aos indígenas os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, sendo estas inalienáveis e indisponíveis e os direitos sobre elas, imprescritíveis. Por mais paradoxal que possa parecer, a aplicabilidade desse direito tornou-se, como tantos outros temas ideologizados, num conflito que se anuncia como prolongado e sem perspectiva de equacionamento, já que não envolve disputa por floresta virgem, todos recaem sobre terras produtivas, sob a alegação de que seriam, no passado, indígenas. Dentro dessa conclusão simplista tudo pertenceria aos índios, afinal estão por aqui desde sempre, antes da chegada dos descobridores. Sem autonomia, os índios são manipulados pela FUNAI, pelo CIMI – Conselho Indigenista Missionário e por mais de seiscentas ONGs, nacionais e estrangeiras, que priorizam questões ideológicas e interesses econômicos não muito transparentes e confessáveis em detrimento da verdadeira causa indígena. A questão fundamental é a definição das tais áreas e a sua demarcação, até então sob a égide da FUNAI. Em boa hora, a Presidente Dilma determinou que outros órgãos, como a Embrapa e o INCRA, também opinassem sobre a tal “ocupação tradicional”, demonstrando a desconfiança do governo sobre a lisura e veracidade das decisões até então tomadas. Isso é apenas a ponta do iceberg, vislumbro conflitos cada vez mais explosivos, pois implicam em interesses antagônicos e de difícil arbitragem, já que os proprietários rurais, na sua maioria, possuem títulos de propriedade, e essas invasões chanceladas por órgãos do governo caracterizam-se em verdadeiras expropriações. A respeito das tais “invasões pacíficas” - neologismo criado pelo petismo para justificar os esbulhos possessórios praticados diariamente no País, o Professor Denis Rosenfield, da UFRGS, asseverou: “Já passou da hora de deixar de falar em invasão pacífica. A invasão, por si só é um ato violento”. É efetivamente do passado a ambição do índio por apito, agora o pau vai comer por questões muito mais sérias.

Operação desmonta quadrilha que fraudava CNHs no Estado Por Camila Costa

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artindo de uma solicitação do próprio Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS), a Polícia Civil deflagrou a Operação Teseu, no último dia 11. A operação desarticulou uma quadrilha especializada na venda, falsificação e fraude da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ao todo, 23 municípios estão no mapa da atuação da polícia. A fraude já estava sendo investigada há mais de um ano e sete meses, após o Detran identificar algumas falhas em alguns de seus órgãos, conforme explicou o delegado responsável pela investigação, Guilherme Wondracek. A irregularidade funcionava com a facilitação da liberação da CNH, com a participação de servidores de Centros de Formação de Condutores (CFCs) espalhados pelo Estado. Caso os envolvidos sejam indiciados, poderão responder por crimes como: corrupção ativa, corrupção passiva, fé pública e formação de quadrilha. Cerca de 65 mandados de busca foram realizados e 28 pessoas devem prestar esclarecimentos à polícia. Foto: divulgação

Alfaro

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Servidores do Detran estão entre envolvidos Com a sequência das investigações, foi descoberto, por enquanto, que pelo menos dois servidores do Detran/RS são fortes suspeitos de estarem ligados à quadrilha responsável pelos crimes. Eles seriam examinadores Dentre as irregularidades cometidas, eles abonavam as faltas dos alunos e futuros motoristas, que obtinham a CNH mesmo não realizando a prova prática necessária para aprovação. Os examinadores envolvidos no escândalo recebiam R$ 3 mil para liberar a permissão aos motoristas. O Detran publicou, no mesmo dia, a seguinte nota oficial a respeito do acontecido: “Com relação aos fatos noticiados hoje (11) sobre

irregularidades em Centros de Formação de Condutores, por meio da Operação Teseu, realizada pela Polícia Civil gaúcha, o Detran/RS esclarece: As investigações foram iniciadas pela Autarquia, em novembro de 2011, por meio de cruzamento e análise de dados do sistema informatizado, gerando suspeitas de possíveis fraudes. • 1. Os indícios somados às denúncias foram encaminhados à Polícia Civil para investigação; • 2. O Detran/RS colaborou permanentemente com a Polícia Civil em todo o processo investigatório; • 3. Paralelamente ao inquérito penal, o Detran/RS também procederá aos trâmites de processos administrativos em relação aos credenciados envolvidos para penalização no âmbito administrativo; • 4. Os servidores investigados que estejam exercendo função de chefia já estão sendo dispensados da designação, sem prejuízo da instauração de Processo Administrativo Disciplinar; • 5. O Detran/RS seguirá envidando seus melhores esforços para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização por condutas indevidas.”

Carta do leitor

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rs. Leitores Isto eu vi com meus próprios. Peço para as autoridades refletirem sobre o caso. Quando nós não tínhamos grandes problemas habitacionais, as pessoas encarregadas com as dragagens do nosso porto (Deprec) tomavam mais cuidado com os resíduos retirados do fundo do canal.Tais resíduos eram colocados em batelões e esses eram conduzidos próximo a um baixio e através de canos eram lançados dentro de um perímetro cercado com sacos cheios de areia formando uma barragem. Assim surgiram os bairros Getulio Vargas, Santa Tereza, terreno do Hospital da Furg (estes eu não vi), mas Salgado Filho, parte do Lar Gaúcho (que vi), fora terrenos no Yatch Club, Ilha da Base, etc. Algumas

vantagens: terrenos mais baratos, aumento da área da cidade, aumento do recolhimento do IPTU, despoluição da praia do Cassino, em defesa da natureza, pois o lodo sufoca as pequenas lagostinhas (chamadas de corruptos pelos pescadores), mariscos, caramujos, etc. Também não podemos esquecer dos turistas, que vão embora quando o oceano custa a expulsar tal lodo. O local que sugiro fica atrás das pessoas que hoje ocupam o trajeto do canalete da Major Carlos Pinto. O terreno e casas seriam construídos de comum acordo com a maioria das pessoas e a prefeitura. Assim, estaríamos “matando dois coelhos com uma cajadada só”. Atenciosamente, Celso Alberto Pires de Souza


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

Asmurg deixou a organização da Fejunca, devido à insatisfação dos músicos locais

Gotas

de Sabedoria

Associação deixou claro que está atenta aos interesses dos artistas rio-grandinos

Pastor Vilela

Foto: Divulgação

por MATHEUS MAGALHÃES

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Folha Gaúcha é um jornal democrático e que prima pelo contato com a comunidade rio-grandina como tônica para a direção jornalística que escolheu. A insatisfação da população, isto é, as pessoas que não fazem parte de qualquer tipo de administração municipal ou outro grupo oficial, sempre terá lugar privilegiado nas páginas deste veículo de informação porque nosso conteúdo é direcionado para atender os interesses daquele que não tem voz pública, mas tem muito para falar. Na edição anterior, publicamos matéria referente à insatisfação de parte dos músicos rio-grandinos com a Festa Junina do Cassino (Fejunca) e a estipulação de determinados estilos musicais para compor seu corpo de atrações. Novamente, apesar de não citar nomes a pedido destas pessoas, a missão do jornal constituiu em dar voz a uma insatisfação relacionada a festa que será financiada com dinheiro público e que, no entendimento deste repórter e de parte da comunidade cultural do Município, deveria ser democrática e abrir espaço a todos, repetindo o espaço aberto que sempre foi esteio desta festa em edições anteriores. No último parágrafo da referida matéria, existe uma menção à Associação dos Músicos de Rio Grande (Asmurg), dando conta de informação retirada do release oficial da festa, que fora veiculada em outros grandes canais de mídia do Município. Nela, havia o seguinte trecho: “A seleção dos participantes será feita através da Associação dos Músicos de Rio Grande (Asmurg)”, referindo-se ao fato de que com a associação ficaria o encargo de selecionar os artistas que enviaram seu material para a Secretaria de Município da Cultura. Entretanto, após a veiculação da matéria acima citada na edição anterior deste jornal, a Asmurg, através de deliberação, decidiu se retirar do processo de seleção. A partir de informação obtida em conversa com um membro da associação, a mesma se retirou do processo de seleção, mas preferiu manter isto em sigilo no período inicial para evitar constrangimentos com os músicos. Os membros da Asmurg se sentiram ofendidos com o teor da matéria, alegando que ela possuía uma informação ultrapassada. Portanto, como forma de seguir nossos preceitos democráticos e nosso amplo e irrestrito diálogo com a comunidade rio-grandina, decidimos veicular neste espaço esta informação para que fosse feita justiça à honra e integridade de tal associação e seus membros, tudo isto sempre mantendo a civilidade e sem apelar

para ataques de ordem pessoal, situação que é comum em outras plataformas, como a internet. Como se sabe, houve uma repercussão negativa substancial ao fato de a Fejunca ter limitado as inscrições de suas apresentações musicais a determinados estilos. Tendo em vista que a festa é uma realização do Executivo Municipal, estas reclamações se justificam e foram representativas o suficiente para ganharem espaço nas páginas do Folha Gaúcha. No ano passado, o Folha ouviu e deu voz às reclamações dos músicos locais com respeito ao fato de a edição da Festa do Mar de 2012 não oferecer cachê para atrações do Município. Muitos destes vieram depois a integrar o quadro de gerência da Asmurg, bem como outros se tornaram membros da associação. O jornal esperava uma maior repercussão junto à classe dos artistas que estavam reivindicando naquela épocam mas, de qualquer maneira, seguimos atentos aos desfechos de tal questão polêmica. Quando a Asmurg foi criada, o jornal veiculou notícia com destaque e desejou dar apoio a tal associação, por sua natureza importante e totalmente necessária para a classe no Município. De forma alguma desejamos ofender ou minimizar a importância desta iniciativa, mas, apegados aos princípios deste veículo, decidimos que a reclamação destes músicos que se sentiram excluídos da festa pública procedia e merecia menção. Agora, novamente atentos aos preceitos democráticos da publicação, estamos veiculando esta nota para esclarecer que a Asmurg se retirou da organização da festa, presumidamente devido ao conflito de interesses de seus gestores e dos músicos locais, expressado pelas reivindicações assistidas ao longo deste mês. O Folha se manterá sempre atento a nossa farta e talentosa comunidade cultural. Ficamos satisfeitos em aplaudir e incentivar projetos e organizações que desejam fomentar esta atividade essencial para o espírito humano. Devido a isto, não é incomum que informações para inscrições e divulgação de eventos, sem que haja qualquer compensação financeira, surjam nas páginas de cultura deste semanário. Entretanto, assim como temos apreço pelo fomento da cultura, temos apreço por ouvir a comunidade e suas pautas, mesmo que eventualmente elas agridam determinados grupos. Caso estes grupos se sintam alvejados, estamos sempre de portas abertas para ouvi-los e trazer suas palavras ao domínio público, para que haja o esclarecimento de tais situações.

Está namorando?

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ssim terminou a coluna da semana passada: A família é plano de Deus! Quando Deus a criou, estava pensando na felicidade do homem. Pode-se ter todo o dinheiro do mundo, saúde, fama, e sucesso profissional, mas sem uma família nunca se chegará nem perto da felicidade plena. “Adote seu filho antes que o traficante o adote!” Esta frase nos faz refletir na necessidade de os pais investirem mais tempo nos filhos. Se você não investe tempo para passear, comer com seus filhos e dar atenção a eles, outras pessoas, com ideias diferentes, o farão. O pior é que grande parte destes problemas, são desencadeados pelo abandono físico e emocional a que muitos filhos são sujeitos. Creio que os pais têm a maior culpa nisto! Temos deixado nossos filhos “largados”. Com isso, outras pessoas, ideias e forças têm conquistado seus corações e mentes, nos distanciando deles. Por exemplo: pessoas como ídolos; filmes e novelas que trazem ideias perniciosas como o ficar; Influências de amigos, etc. Não deveríamos estar andando em direções opostas aos nossos filhos. Nossa família estará suscetível às diversas maldições se, como pais e filhos, não nos voltamos uns aos outros. Precisamos de arrependimento hoje para não vivermos uma outra profecia: “Um irmão entregará à morte o seu irmão, e um pai, seu filho; e filhos se levantarão contra os pais e os matarão” (Mt 10:21). Como pais, vamos iniciar esse processo de restauração. Perdoemos e peçamos perdão aos nossos filhos neste momento. Se nos voltarmos para eles de todo o nosso coração, certamente eles se voltarão para nós! Você está namorando? Esta pergunta faço seguidamente em minhas palestras de família e percebo que muitos casais não levantam a mão! Isto comprova que grande parte dos matrimônios pensam que namoro é coisa para solteiro. Certa vez um casal de meia idade de uma pequena cidade do interior, estava em crise e, como o esposo tinha saído e demorava a voltar, a esposa saiu a sua procura e o encontrou sentado na praça, no mesmo lugar em que eles se conheceram e costumavam ir para namorar. Ela sentou do seu lado e lembrando-se de muitos anos atrás em que ficavam admirando o céu e a lua durante a noite e seu esposo dizia: Olha lá a lua meu amor, ela está se escondendo com vergonha do nosso amor. Virou para o seu esposo que estava calado e disse: “Amor olha lá a lua, por que está se escondendo atrás das nuvens?” Ao que ele grosseiramente respondeu: “Você não viu que vai chover boca aberta?” Por que os casais deixam esfriar o fogo da paixão no relacionamento? Sobre isto, vamos falar na próxima semana. Continua na próxima semana. Bacharel em Teologia Formado em Administração de Empresas e Marketing Diretor do Ministério Cristo Vive Pós-Graduado em Gestão de Pessoas E-mail: vileladacosta@ministeriocristovive.org.br


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

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Em muitos locais

predominavam as chácaras POR IQUE DE LA ROCHA

Foto: Divulgação

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io Grande cresceu de forma desordenada, mas cresceu. Os únicos bairros planejados foram o Cidade Nova, o antigo Municipal (atual Miguel de Castro Moreira), posteriormente o Lar Gaúcho, os núcleos habitacionais da antiga Cohab (sendo o principal deles o Parque Marinha) e o Jardim do Sol. Antes dos anos 70 eram poucos bairros, sendo que atualmente temos mais de 60, conforme a União Rio-Grandina de Associações de Bairros (Urab). Hoje a Cidade está emendada com a BR392 (rodovia Rio Grande-Pelotas), tanto na região dos Carreiros como na do Parque Marinha, mas antigamente não era assim. Na década de 60, por exemplo, se contava nos dedos os bairros de Rio Grande. Para o lado do porto havia, além do centro, os bairros Getúlio Vargas e o Santa Tereza, que contava com poucas residências, as famosas Casas Pretas do pessoal que trabalhava no porto e os tanques das empresas de petróleo, como a Esso e a Texaco. O BGV já era populoso e muito afamado naquela época. Uma fama estadual, diga-se de passagem, negativa, por ser taxado de violento. Também naquela região, na Avenida Honório Bicalho, defronte ao Porto Novo, se concentravam as casas de prostituição da época. Situavam-se em casas precárias, mas se destacavam pelos letreiros em neon (a nossa Las Vegas). Nos anos 60 à volta da Refinaria Ipiranga, e tam-

bém ao redor da antiga Casa de Bombas, situada atualmente ao lado do Hiper Guanabara, só havia areia. Toda aquela região era formada por cômoros. Somente em 67 surgiu o Lar Gaúcho, impulsionando o desenvolvimento habitacional para aquela região da Cidade. Da Cidade Nova até o Bosque Saindo-se do Centro, passando o canalete da Major Carlos Pinto, havia o Cidade Nova e o Municipal. Este último iniciou com uma casa aqui, outra ali, sendo a maior concentração nas proximidades da Rua Domingos de Almeida. Dali em diante, em toda a volta da antiga Hidráulica era tudo areia. Depois dali, a maior concentração de casas verificava-se na Junção e Vila Braz, especialmente na Rua Saturnino de Brito, que era o corredor de chegada para o Jockey Club. Verificava-se, ainda, casas à margem da Henrique Pancada, até o antigo Matadouro. Também da Saturnino de Brito em diante era tudo areia, até o Bosque, onde existiam algumas chácaras. Não havia o Bairro São Miguel, nem o São João, que mais tarde começou a surgir apelidado de Vila João Coragem. Tanto este último, como o São Miguel, nasceram devido à remoção das casas do BGV para lá, quando de obras para a expansão portuária. O Bosque era um local muito bonito. Não havia casas na beira da praia e sim uma gostosa prainha, que era denominada de Cassino dos Pobres. Os banhistas

partiam da zona central e iam de bonde até lá. Naquele tempo não havia perigo de assalto. Poucas linhas de ônibus Do Pórtico ao Trevo (Trevo é citado aqui como ponto de referência, porque naquela época nem existia) havia algumas casas esporádicas. O mais comum, especialmente na região da atual Avenida Santos Dumont e na Avenida Presidente Vargas, era a existência de chácaras. Também começava a surgir a Vila Maria. Outra curiosidade é que havia poucas linhas de transporte coletivo, embora um número maior, ou no mínimo igual, de empresas que hoje. A primeira delas foi a Galgo Negro, de Rubens Gatti. Depois foram surgindo outras, como a Irmãos Porto, a Cacique, Apache e Xavante, estas três últimas de propriedade da família Cozza. Rio Grande é uma cidade de passado muito rico, mas nos limitamos a abordar algumas curiosidades de um tempo não muito distante (décadas de 60 e 70). Foram tempos bons, lembram os saudosistas, quando aqui havia bastante emprego nas empresas de pesca e nossas avenidas, como a Portugal, pareciam um formigueiro de gente com roupa branca no horário de entrada e saída das fábricas. E a violência era mínima. Podia-se deixar os veículos com as janelas abertas que o único perigo era os moleques tirando os decalques dos vidros.


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Aeroporto regional em discussão Escolha da localização poderá gerar polêmica

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implantação do Polo Naval do Rio Grande colocou não só o Município, mas toda a região em evidência. Em consequência, também aumentou significativamente a demanda para cá, o que justificou a ampliação de horários das linhas aéreas e a chegada de uma nova empresa do setor, que está fazendo voos diretos para Pelotas. Mesmo assim, os voos até a Princesa do Sul são alvo de reclamação, uma vez que 80% ou mais dos passageiros têm por destino Rio Grande. Grandes executivos têm se mostrado descontentes com o fato de, após uma longa viagem desde o Rio de Janeiro ou São Paulo, ainda terem de percorrer via rodoviária mais 60 quilômetros para chegarem ao destino final. Tem estado cada vez mais em evidência a necessidade de um novo aeroporto. Muito se fala na criação de um aeroporto regional, que também serviria para cargas, e há quem aponte como a melhor localização as imediações do Povo Novo, entre Rio Grande e Pelotas. Recentemente a deputada estadual Míriam Marroni (PT) reiterou essa necessidade, em reunião com a diretoria da Câmara de Comércio, mas evitou falar na localização, limitando-se a dizer que deveria ficar “no meio do caminho”. Como antes ela vinha falando no eixo Porto Alegre-Rio Grande, ficou a dúvida se o “meio do caminho” a que se referia era entre as duas principais cidades da Zona Sul ou se era da capital até aqui, o que levaria a crer que estaria sendo direcionado para Pelotas que, inclusive, já possui um aeroporto construído pela Infraero. Reuniões Nesta semana esteve na Câmara de Comércio o secretário municipal de Desenvolvimento Eco-

nômico e Turismo de Pelotas, Luiz Fernando Estima, que também deu ênfase à questão do aeroporto regional. Ele chegou a propor que Rio Grande e Pelotas se unam no sentido de que a discussão seja eminentemente técnica, a cargo da Infraero e da Aeronáutica, sendo sua decisão acatada pelos dois principais municípios da região. A questão ficou em aberto e nos próximos dias outra reunião deverá acontecer na Cidade, por iniciativa da Prefeitura e Superintendência do Porto para apresentação de uma nova localização do aeroporto regional, na área da antiga Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em nosso Município. Entre os pontos favoráveis está o fato da movimentação de passageiros e de cargas não sobrecarregar ainda mais a BR-392. Muitos não concordam com a localização na referida área e a expectativa agora está direcionada aos argumentos que serão apresentados para justificar o novo aeroporto, seja junto ao Distrito Industrial, no Povo Novo, em Pelotas ou em outro local. Na Vila da Quinta não há condições, porque é vetada a construção num raio de 10 quilômetros em torno do aterro sanitário. Usuários também consultados Uma discussão deve sempre levar em conta as questões técnicas, mas os usuários das linhas aéreas para a região também deveriam ser ouvidos. Afinal, se 80% ou mais dos passageiros têm por destino Rio Grande, ficará difícil justificar a localização em Pelotas, a 60km de distância, mesmo que lá já exista um aeroporto pronto. Para Rio Grande não seria um bom negócio o aeroporto regional na vizinha cidade, pensam alguns. Seria como tirar a Cidade do mapa, uma vez que nos

Fotos: Ique de la Rocha

Fotos: divulgação

POR IQUE DE LA ROCHA

Reunião na Câmara de Comércio abordou a questão

grandes aeroportos se veria o nome de Pelotas e não de Rio Grande nos painéis de viagens. Muitos poderiam confundir a localização do Polo Naval, sem falar que o aeroporto em Pelotas poderá ser uma forte justificativa para que os futuros empreendimentos fiquem no outro lado do canal ou que a sede das operações da Petrobras na Bacia de Pelotas, que mais dia menos dia irá acontecer, também seja a vizinha cidade. Nos próximos dias o assunto irá evoluir. Por enquanto, existe a certeza da necessidade do aeroporto regional e a dúvida com relação à sua localização.


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P-63 deixará o Porto Novo Por Camila Costa

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de indústria que depende de contrato”, explicou ele, acrescentando que há uma preferência por manter funcionários que sejam importantes para disseminar o conhecimento adquirido. Quanto ao fim dos contratos da Quip e o medo que se instala caso a empresa encerre suas atividades no Município, o diretor argumentou que o trabalho não acaba com a conclusão das plataformas. “Além de seguir prestando assistência técnica e outros serviços, a Quip está na concorrência da licitação das plataformas P-75 e P-77, apesar de terem sido apresentados projetos muito qualificados e quase em igualdade, mas somos confiantes no nosso trabalho.” A licitação das futuras plataformas está em fase de análise entre nove concorrentes, já aprovados na pré-qualificação. Ainda a respeito dos trabalhadores e dos acidentes de trabalhos registrados nas últimas semanas no Polo Naval, ele ressaltou que a empresa possui políticas sérias e rigorosas relacionadas à segurança,

Fotos: André Zenobini

gigante está se despedindo. Durante esta semana, a plataforma P-63 estará deixando o canteiro da empresa Quip S/A, responsável pela sua construção, na ponta sul do Porto Novo. Fruto de uma joint venture –associação de empresas- entre a Quip S/A e a BW Offshore, a P-63 chegou a Rio Grande no dia 31 de janeiro deste ano em direção à Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para atuar no Campo de Papa-Terra. A partir do dia 15, dependendo somente de condições burocráticas e climáticas, a plataforma estará apta a deixar Rio Grande. Sendo do tipo FPSO (unidade de produção, processamento e armazenamento de petróleo), a P-63 possui 70m de altura e terá capacidade para uma produção diária de 140 mil barris de petróleo e 1 milhão de metros cúbicos de gás. Ainda dependendo das condições terrestres, pode ser utilizada no pré-sal. O diretor de suporte corporativo da Quip, Marcos Reis, fez questão de destacar que este é o primeiro projeto 100% brasileiro do início ao fim da sua montagem. Tal projeto passou por inúmeras fases, incluindo o detalhamento inicial, a conversão do navio para o molde atual, processo de compra do material, construção dos seis módulos e a entrega. Conforme Reis, foi exigida, acima de tudo, uma grande flexibilidade da empresa para a concretização do que se havia planejado. “O projeto é grandioso, o que exigiu que ele fosse pensado dia a dia de uma forma nova e diferente, corrigindo as falhas de percurso.” Ao contrário de outras plataformas, a P-63 não irá diretamente para as mãos da Petrobrás. Ela será entregue ao consórcio entre as empresas Queiroz Galvão Óleo e Gás e a BW Offshore por um período de 18 meses, onde a Quip seguirá prestando serviços de assistência técnica. “A missão da Quip não acaba aqui, mas sim daqui a 18 meses, quando a plataforma finalmente passar para a Petrobrás”, afirmou Reis, que vê a saída da P-63 como um acontecimento natural e que se tornará cada vez mais habitual, dispensando cerimônias e alarde. A preocupação pela entrega do empreendimento é com a situação dos trabalhadores que estão empregados na obra. Segundo Marcos Reis, esse é um problema que está sob controle. “Em último caso, esses trabalhadores são realocados em outras obras, a maioria é itinerante, o ideal seria olhar esse emprego como algo em longo prazo, mas esse é um tipo

mas também estão sujeitos a anomalias e procuram tomar as medidas necessárias para que não se repitam. Aproximadamente 70% dos trabalhadores que estiveram participando da construção da P-63 são de Rio Grande e região. Marcos Reis comentou o atual cenário brasileiro e principalmente gaúcho na indústria naval, que vem se desenvolvendo com força. “Essa é uma indústria que desde os anos 60 e 70 não era mais explorada no Brasil e renasceu nos anos 2000, especialmente a partir de 2005. O Polo Naval é uma realidade em Rio Grande, veio e vai ficar”, disse, lembrando também que nenhuma outra cidade no País realiza, simultaneamente, a construção de três plataformas petrolíferas, onde pode ser considerada que está concentrada cerca de 25% da produção de petróleo do Brasil. Outras duas plataformas ainda estão sendo construídas na Cidade: a P-55 e a P-58. A última já se encontra quase 70% concluída.


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RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

andre.zenobini@gmail.com

Por: André Zenobini

Novo Prédio da Justiça Federal

Estava muito bonita a inauguração do novo prédio da Justiça Federal, que ocorreu na tarde do dia 13, às 16h30. A solenidade contou com presenças ilustres do meio, como a desembargadora Marga Barth Tessler, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e do juiz federal Eduardo Picarelli, diretor do Foro da Justiça Federal do RS (JFRS). A nova sede da Subseção Judiciária do Rio Grande, localizada a Rua Capitão-Tenente Heitor Perdigão, possui 9.300 m² divididos em seis pavimentos e uma estruturada voltada à acessibilidade. Agora, além de um grande serviço prestado, a Justiça também está acomodada em um amplo e belo espaço para melhor servir à comunidade do Rio Grande e região.

Advogada

Já está com a carteira da OAB a mais nova advogada rio-grandina. Barbara Lopes conquistou o título depois de muito estudo e dedicação. Parabéns pela conquista.

Presidente da Câmara de Vereadores do Rio Grande Paulo R.Gomes e o Diretor do Museu Oceanográfico Lauro Barcellos

Juiz Federal Eduardo Picarelli e a Desembargadora e Presidente do Tribunal Regional Federal Margha Tessler

Autoridades

Titular da 2ª Vara Federal da subseção e coordenador do processo eletrônico da 4ª Região Sergio Tejada Garcia

Ir. Jorge

Juiza Federal e Diretora da Justiça Federal em Rio Grande Andréia Castro Dias

Vice-Prefeito de Rio Grande Eduardo Lawson e o Diretor da Escola Marista Irmão Jorge Corrêa

Presidente da seccional da OAB no Rio Grande, Everton Matos

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Ir. Jorge Fernandes Correa foi homenageado do jantar do chapéu promovido pelo Rotary Cassino. Ir. Jorge é o responsável pelo ensinamento de gerações de pessoas em Rio Grande e tem o imenso carinho de toda a comunidade. Este colunista o sauda pela homenagem e pelo centenário do Colégio São Francisco

Aniversariante Comemorou na última semana mais um aniversário, Beatriz Olinto. Ela é a mais nova universitária e está se acostumando ao novo título. Na foto está acompanhada de Paola Marques e Paula Puaresma.

Primeira-filha

Sempre muito sorridente a primeira filha do Municipio de Rio Grande, Mariana Lindenmeyer. Com seu carisma e entusiasmo vai ainda muito longe.


Entre as atrações apresentadas pela Biblioteca estará o projeto “Trilha dos Sentidos: encontro com a natureza através dos sentidos”. A atração será apresentada pela primeira vez em um evento não acadêmico e possibilita a reflexão e construção do pensamento/ação ambiental. O projeto visa a sensibilização e conscientização dos participantes, despertando o senso de responsabilidade individual e coletiva em relação à preservação do meio ambiente. Além do “Trilhas dos Sentidos” outras atividades lúdicas e recreativas estarão disponíveis no espaço Recreação Infantil. A Fearg/Fecis ocorre de 27 de junho a 14 de julho no Centro Municipal de Eventos. A realização é da Associação das Micro, Pequenas e Médias Empresas do Rio Grande (AMPERG).

Fearg/Fecis irá eleger Embaixatriz da Melhor Idade

Sala Verde da FURG estará na Fearg/Fecis

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35ª Feira do Artesanato do Rio Grande (FEARG) e 18ª Feira do Comércio, Indústria e Serviços (FECIS) irá possuir uma área de Recreação Infantil localizada no antigo espaço da Gastronomia. Entre as atrações que estarão disponíveis está a Biblioteca Setorial da Pós-Graduação em Educação Ambiental – Sala Verde Judith Cortesão, da Universidade Federal do Rio Grande.

Em parceria com a Secretaria de Município de Cidadania e Assistência Social realizam no próximo dia 20 de junho a escolha da Embaixatriz da Melhor Idade da Fearg/Fecis. O evento ocorrerá a partir das 15 horas no CTG Mate Amargo. Como tradicionalmente acontece, a seleção da Embaixatriz da Melhor Idade da Fearg/Fecis irá proporcionar um baile agregando todos os grupos de convivência destinados à terceira idade da cidade. A escolha da embaixatriz será feita através de um concurso e a vencedora irá representar a Melhor Idade em todas as atividades oficiais da Fearg/Fecis. Para concorrer basta estar presente no baile e realizar a inscrição. Não é necessário fazer parte dos grupos para participar.

Fearg/Fecis

Vai ocorrer de 27 de junho a 14 de julho de 2013, no Centro Municipal de Eventos. A realização das feiras é Associação das Micro, Pequenas e Médias Empresas do Rio Grande (Amperg).


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Petrobras quer acabar com atrasos em obras Data Magna da Marinha Brasileira

Iniciam-se as obras em Lula Nordeste Indústria Naval se consolida como polo de atração de investimentos no Rio


Petrobras quer acabar com atrasos em obras

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Petrobras intensificou o cerco aos responsáveis pela construção de plataformas e equipamentos de produção de petróleo para tentar evitar uma nova queda no volume extraído em 2013. A empresa planeja fechar o ano com sete novas unidades em operação, com as quais espera reverter o mau desempenho dos primeiros quatro meses do ano. Na área de refino, a companhia vem se esforçando para produzir o máximo com as refinarias existentes, para compensar parcialmente o atraso nos novos projetos, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), adiado novamente. A pressão junto aos fornecedores inclui reuniões frequentes, inclusive em fins de semana e feriados, e visitas às instalações onde estão sendo construídas as unidades. Segundo fontes, a direção da companhia se reuniu com representantes de empresas prestadoras de serviços no último feriado, para garantir o cumprimento dos cronogramas de entrega. Há grande preocupação na estatal com o risco de a produção cair pelo segundo ano consecutivo. Das sete plataformas previstas para 2013, três já entraram em operação e uma teve atraso confirmado. A Cidade de Paraty, do campo de Lula Nordeste, estava prevista para maio e começou a operar ontem, segundo comunicado divulgado pela companhia. A P-62, do campo de Papa Terra, na bacia de Campos, no RJ, foi adiada para setembro, atraso de dois meses com relação à última previsão. Em entrevista concedida anteontem, durante a posse do novo diretor industrial da Fábrica de Fertilizantes do Paraná, Edmir Bitencourt de Souza, a presidente da Petrobras, Graça Foster, reafirmou a expectativa de fechar 2013 com o mesmo volume de produção do ano passado,

em torno dos dois milhões de barris de petróleo por dia. Na média dos quatro primeiros meses do ano, porém, a empresa produziu 1,913 milhão de barris por dia, volume 6,2% inferior ao verificado no mesmo período do ano anterior. “É muito difícil recuperar até o final do ano os níveis de produção de dois anos atrás. Há, de fato, cinco plataformas em fase final de conclusão para entrada em operação. Essa é uma das frentes da Petrobras para acelerar a produção. No entanto, nem todas entram em operação neste ano e as que começam a operar não atingem os níveis de capacidade plena rapidamente”, diz Ricardo Correa, diretor da Ativa Corretora. Ontem, a empresa comunicou novo recorde de processamento de petróleo em suas unidades de refino em abril, com a marca de 2,1 milhões de barris por dia. Para Correa, da Ativa, a empresa está muito perto do máximo de capacidade de suas refinarias e terá perdas com o novo adiamento do Comperj para agosto de 2016. “A Petrobras vai continuar convivendo com desequilíbrio entre oferta versus demanda de combustíveis versus capacidade de refino por alguns anos”, concorda o analista da SLW Corretora, Pedro Galdi É o quinto adiamento das obras do projeto que, pelo cronograma original, deveria ter iniciado as operações em 2011. Carência de mão de obra, greves, problemas com fornecedores e até mudanças de projeto por con-

ta da descoberta de diversos sítios arqueológicos permeiam a trajetória tumultuada do complexo. Uma das razões para o novo atraso é a demora na chegada de equipamentos pesados por um erro do projeto, que não previu a logística de transporte entre o porto do Rio e a área onde está sendo construída a refinaria, em Itaboraí, na região metropolitana da capital fluminense. Atualmente, a empresa constrói um porto no município vizinho de São Gonçalo e uma estrada ligando o porto ao complexo para conseguir transportar os equipamentos pela Baía de Guanabara.

Fonte: Brasil Econômico / Portos e Navios

azevedo.fenix@vetorial.net

Apagão da mão de obra no comércio. Culpa de quem? Conversando na semana que passou com a gestora de um estabelecimento comercial, questionei sobre a falta de pessoas que queiram trabalhar no nosso comércio, descobri que temos algumas histórias diferentes das que andamos ouvindo. Não temos falta de mão de obra, me disse a gestora, pelo contrário temos mais de 500 currículos em nosso banco de talentos e todos os dias recebo em mãos em torno de três a cinco currículos. Fiquei surpreso ao ouvir esta afirmação e, não convencido, continuei questionando, inclusive me foram citados mais dois ou três estabelecimentos que também não passam por este problema de falta de mão de obra. No final da conversa, ficou a questão na minha cabeça, por que em alguns estabelecimentos comerciais muitas pessoas querem trabalhar e em outros, não? Fácil de responder! É claro que se trata de gestão, políticas da empresa, valorização do colaborador, bom ambiente de trabalho, etc. Deduzimos, então, que, aqueles estabelecimentos comerciais, que estão com o cartaz na fachada já faz algum tempo, e reclamando que não arrumam ninguém para trabalhar, têm algum problema de gestão em alguns pontos, mas principalmente gestão de pessoas. Pois então, amigo gestor, amigo comerciante, se você

esta passando por este problema de falta de mão de obra, quem sabe a culpa não está apenas no polo naval, quem sabe grande parte da culpa é da sua gestão também. Hora de voltar as atenções para como a empresa está agindo em relação aos seus colaboradores, se existe uma preocupação em valorizá-los, se existe uma gestão de pessoas satisfatória dentro da sua empresa. Por que não tomar como exemplos estes estabelecimentos onde sobram currículos e as pessoas demonstram a vontade de querer trabalhar? Planejar, Executar, Controlar e Agir Grande parte de empresas que estão ativamente envolvidas com a melhoria contínua, treina suas equipes para utilizar o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act) planejar, executar, controlar e agir, a fim de melhorar procedimentos. Esta sequência de ações deve ser utilizada para controlar processos, pois é uma ferramenta administrativa sensacional para quem necessita organizar um processo ou projeto. O planejamento começa com a análise do processo. Várias atividades são realizadas para uma análise eficaz, levantamento de fatos, levantamento e análise de dados, elaboração do fluxo do processo, identificação dos itens de controle, elaboração de uma análise de causa e efeito, colocação dos dados sobre os itens de controle e estabelecimen-

to dos objetivos. Em poder destas informações, é possível iniciar a elaboração de procedimentos que garantirão a execução dos processos de forma eficiente e eficaz. Na execução, colocam-se em prática o que os procedimentos determinam, mas para atingir sucesso, é preciso que as pessoas estejam extremamente comprometidas. Checar. É nesta fase que se verifica se os procedimentos foram claramente entendidos, se estão sendo corretamente executados. Esta verificação deve ser contínua e pode ser efetuada da observação e do monitoramento dos índices de qualidade e produtividade. Se durante a checagem ou verificação for encontrada alguma anormalidade, este será o momento de agir corretivamente, atacando as causas que impediram que o procedimento fosse executado conforme planejado. Assim que elas forem localizadas, as medidas corretivas devem ser adotadas, isto é, as ações que vão evitar que o erro ocorra novamente. Quando a lógica do PDCA se tornar uma rotina comum nos procedimentos administrativos, será percebido que, em muitas situações, não só na vida empresarial, mas também no dia a dia, as melhorias sempre acontecerão. Boa Semana a Todos!!!

Data Magna da Marinha Brasileira

O Comando do 5º Distrito Naval comemorou junto a toda Marinha Brasileira, na última quarta-feira (11) sua data magna em alusão ao 148º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo. A homenagem tradicionalmente ocorre no Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande e conta com a imposição da Medalha da Ordem do Mérito Naval e do desfile militar. Autoridades civis e militares saudaram o comandante do 5º DN, vice-almirante Paulo Cezar de Quadros Küster, pela passagem da data. A Força Naval brasileira comandada pelo Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva estava fundeada no Rio Paraná, próximo à Cidade de Corrientes, na noite de 10 para 11 de junho de 1865. O plano do nosso opositor era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11 de junho, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para Humaitá. No dia 11 de junho, a Força Naval brasileira avistou os navios rivais descendo o rio e se preparou para o combate. A força opositora passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo, onde ficou aguardando. Após suspender, a Força Naval brasileira desceu o rio, perseguindo os inimigos, e avistou-os parados nas proximidades da foz do Riachuelo. Desconhecendo que a margem estava artilhada, Barroso deteve sua capitânia, a Fragata Amazonas, para cortar possível fuga. Com sua manobra inesperada, alguns dos navios retrocederam, e o Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sofrendo o fogo concentrado do inimigo e, após passar, encalhou propositadamente, para não afundar. Corrigindo sua manobra, Barroso, com a Amazonas, assumiu a vanguarda dos outros navios brasileiros e efetuou a passagem, combatendo a artilharia da margem, os navios e a chatas, sob a fuzilaria das tropas adversárias que atiravam das barrancas. Completou-se, assim, aproximadamente às 12 horas, a pri-

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meira fase da Batalha. Então, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo. Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar navios paraguaios e vencer a Batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros. Antes do pôr do sol de 11 de junho, a vitória era brasileira. A esquadra oponente fora praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria o recebimento de armamentos do exterior, por parte de nossos adversários. O desfecho da Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida no dia 11 de junho de 1865, representa uma das vitórias mais relevantes da história militar do Brasil, tornando-se, assim, um dos principais eventos a serem rememorados.

Medalha

Foram agraciados com a Medalha da Ordem do Mérito Naval 18 pessoas, entre militares e civis. Durante a cerimônia, apenas 17 compareceram. O comandante do 5º DN foi o paraninfo dos que receberam a outorga. A Medalha da Ordem do Mérito Naval, criada em 11 de julho de 1934 pelo decreto nº 24.659, se destina a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis,

Fotos: André Zenobini

nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes. E também personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que tenham prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil.

Foram agraciados: No Grau de Comendador: 1. O General de Brigada Antônio André Cortes Marques No Grau De Oficial: 2. O Coronel Antonio Eleazar De Moraes No Grau De Cavaleiro: 3. O Capitão de Mar e Guerra Hilbert Strauhs 4. O Capitão de Mar e Guerra Nilson Seixas dos Santos 5. O Capitão de Mar e Guerra Francisco Dantas de Almeida Filho 6. O Servidor Civil Carlos Cantanhede 7. O Senhor Valdemar Sandri 8. A Senhora Doris Helena Baumgartner 9. O Senhor Osmar Tiburcio Maresia da Silva 10. O Senhor Nicola Ferraiuolo 11. O Senhor Péricles Antônio Fernandes Gonçalves 12. O Senhor Paulo Renato Möller Paradeda 13. O Suboficial (ES) Alvacyr Santos Gomes 14. O Suboficial (MR) José Hugo Honorato de Souza 15. O Suboficial (CN) Herbert Cleves Rosa 16. O Suboficial (EL) Jorge Gonçalves Vianna 17. O Suboficial (AD) José Benedito Freitas de Aquino

18. O Subtenente (CAV) Carlos Augusto Furtado Bettim


Petrobras inicia produção em Lula Nordeste A Petrobras informa que entrou em operação no último dia (6), o navio-plataforma Cidade de Paraty, dando início à produção comercial da área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova plataforma faz parte do conjunto de projetos de produção programados para este ano no Plano de Negócios e Gestão (PNG 2013-2017). A plataforma Cidade de Paraty é uma unidade do tipo FPSO (unidade que produz, armazena e transfere petróleo). Ela está ancorada em profundidade de 2.120 metros, a cerca de 300 km da costa e tem capacidade para processar, diariamente, até 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de m³ de gás. O poço 7-LL-11-RJS, primeiro a ser interligado à plataforma, tem potencial de produção de 25 mil barris por dia. A produção no primeiro mês de operação, entretanto, será de cerca de 13 mil barris de óleo por dia, sendo aumentada progressivamente à medida em que forem sendo comissionados os sistemas para processamento e reinjeção do gás natural. O petróleo produzido na área de Lula Nordeste é de elevada qualidade e de média densidade (29º API) e será escoado por navios aliviadores. O gás produzido será enviado para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), localizada em Caraguatatuba, no litoral paulista, pelo gasoduto Lula-Mexilhão. Outros 13 poços (sete produtores e seis injetores) serão interligados à plataforma ao longo dos próximos meses. A previsão é que

o pico de produção, de 120 mil barris de petróleo por dia, seja atingido no segundo semestre de 2014. O campo de Lula tem volume recuperável total estimado em 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo mais gás) e começou a produzir em 2010 com o navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, quatro anos e meio após a sua descoberta, ocorrida em 2006. O módulo de Lula Nordeste é o segundo dentre os dez módulos definitivos de desenvolvimento do campo de Lula (incluindo a área de Iracema) contemplados no PNG 2013-2017. O bloco BM-S-11 é operado pela Petrobras (65%) em parceria com a BG E&P Brasil Ltda. (25%) e a Petrogal Brasil S.A. (10%). Fonte: Guia Oil e Gás

Sem investimento, Brasil tende a aumentar importação de químicos O engenheiro químico Otávio de Carvalho, da Maxiquim se mostrou preocupado, durante sua apresentação na 15ª Reunião Latino-americana de Logística da Apla, com a desindustrialização do Brasil na área de produtos químicos. Ele alertou para o fato de que as empresas que produzem no Brasil estão comprando cada vez mais matérias primas importadas. “Se não tomarmos cuidado, podemos perder outros elos da cadeia”, disse ele referindo-se à indústria

de insumos intermediários, de embalagens e de insumos como polietileno, PVC e PET. “E assim podemos ter prejuízo em outras áreas que estão conectadas”. Carvalho alertou que essas áreas têm perdido espaço para produtos vindos de países como Estados Unidos, China, e Alemanha. O déficit do setor entre janeiro e dezembro foi de US$ 28 bilhões e nos 12 meses até maio já passa de US$ 30 bilhões. “Precisamos fazer alguma coi-

sa logo porque, caso contrário, não se colhe no futuro”. Entre as áreas que precisam de investimentos, segundo ele, estão: infraestrutura e logística, que tende a melhorar com a aplicação da MP dos Portos e outras como: investimento em novas plantas de energia, refinarias e plantas petroquímicas. Fonte: Guia Marítimo

Indústria Naval se consolida como polo de atração de investimentos no Rio Após um processo de retomada, a Indústria Naval no Estado se consolida com a otimização da cadeia produtiva, ampliação da oferta, qualificação de mão de obra e investimento em inovação tecnológica. Para os próximos anos são esperados mais de R$ 3,4 bilhões na instalação de novos estaleiros. As informações são da Secretaria de Comunicação do Estado. Atualmente, 22 estaleiros estão em operação no Rio e empregam mais de 37 mil trabalhadores. O diretor de Política Industrial e Novos Negócios da Codin, Alexandre Gurgel, acredita que medidas de apoio do Estado foram fundamentais. - O Governo do Estado atentou para a necessidade da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para o aço naval, a rápida liberação das licenças ambientais, além do apoio e entendimento das demandas empresarias do setor naval e offshore explicou Gurgel. O Rio de Janeiro, que concentra 62% da mão de obra brasileira do segmento, é responsável também por 55% do aço consumido nos estaleiros do País. As encomendas de embarcações para apoio às atividades do setor crescem a cada ano. No estaleiro Aliança, são três PSV (Plataform Supply Vessel); no Inhaúma estão encomendadas quatro plataformas; o Mauá tem contratos para a construção de 15 embarcações e o Rio Nave, 12. O EISA construirá 18 navios e 16 PSVs. De acordo com o diretor da Codin, os

investimentos em pesquisa e desenvolvimento deram ao setor uma carteira de encomendas que garante a atividade no Estado por mais uma década. - O Rio tem capacidade para produção desde supply-boats (pequenas embarcações), passando por petroleiros, plataformas de produção e sondas de perfuração. O desafio para tornar essa indústria mais competitiva é a atração dos demais elos da cadeia, no setor de navipeças e subsea - afirmou Gurgel.

Oportunidade de emprego na área

Dono do maior parque de tecnologia offshore do mundo, o Rio também tem como vantagem a proximidade do mercado consumidor e dos fornecedores de matéria-prima. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico também oferece apoio para definição de localização e estabelecimento do negócio, além da expansão e modernização. Terminando o último ano do curso técnico de Máquinas Navais na Escola Técnica Estadual Henrique Lage, Fellipe Brito, de 17 anos, conta que o dia a dia das aulas definiu seu futuro profissional: “Eu gostava muito da Aeronáutica, mas depois que comecei o técnico, vi que valia a pena investir na área. No fim do ano, vou fazer vestibular e pretendo cursar a faculdade de Engenharia Naval“ disse Fellipe. Fonte: Portos e Navios


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ENTREVISTA 15

Ivone de Carvalho da Rosa Não há como cansar de um trabalho que te dá prazer e consegue passar um sentimento tão bom para as pessoas.

á 12 anos comandando a Feira de Artesanato do Rio Grande e a Feira do Comércio, Indústria e Serviços, Ivone de Carvalho da Rosa é uma das grandes responsáveis pelo sucesso dos eventos. Com sua equipe e o respaldo da Associação de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Rio Grande, coordena e prepara um dos maiores eventos da metade sul do Estado. A 35ª Fearg e 18ª Fecis estão prestes a abrir as portas, do dia 27 de junho a 14 de julho, e apresentar ao público um evento com qualidade, seriedade e grandes atrações. A diretora-geral das feiras, Ivone da Rosa, fala sobre o novo desafio para 2013. A Fearg/Fecis ocorre no Centro Municipal de Eventos, em Rio Grande. Folha Gaúcha - Uma feira anual tem sempre problemas em apresentar novidades. Como se dá essa busca? Ivone - A novidade começa pela concepção das feiras. Ao mudarmos a forma de divulgação, trocando a corte pelas embaixatrizes culturais, já garantimos ao público uma novidade a cada ano no tema do evento. Com a embaixatriz representando uma etnia, montamos uma estrutura étnica para que as feiras possam ter a demonstração cultural, tornando assim, a feira numa atração própria. Além da busca de novos parceiros, que sempre acabam apresentando novidades durante o evento. As atrações artísticas também devem ser conduzidas para chamar a atenção do público e, por isso, catalisamos colegiado musical para selecionar as melhores atrações para ocuparem espaços nos palcos. Os shows nacionais e as atrações infantis também acabam sendo eventos que dão destaque às feiras. O importante é trabalhar com boas parcerias que possam agregar novidades. Folha Gaúcha - Uma homenagem à cultura árabe, como foi esta escolha? Ivone - A escolha da etnia acontece pelo site da feira, ou seja, a escolha da homenagem foi feita pelo próprio público e nós apenas evidenciamos da melhor maneira para que possa, de verdade, dignificar tão importante grupo. A cultura árabe é muito rica, o que deixa o trabalho muito mais fácil, estamos preparando apresentações árabes para estarem junto do público com inserções em diversos

momentos. Será uma festa muito bonita. Folha Gaúcha - Quantos expositores farão parte das feiras?

pOR ANDRÉ ZENOBINI

Ivone - Rio Grande vem crescendo indubitavelmente nos últimos anos e estas pessoas que aqui chegam necessitam de atividades de lazer diferenciadas e também boas ofertas de compras. Para isso, teremos 450 expositores entre as duas feiras para atender a todo esse público. Sem contar que dentro do evento temos uma grande relação de expositores com produtos típicos da época do ano em que estamos, ou seja, produtos bons e com preços acessíveis para serem usados no inverno. A Fearg e Fecis têm esse papel de facilitar ao público o acesso a bons produtos da região sul em um só lugar. Os comerciantes e artesãos acreditam na Fearg e na Fecis e no trabalho que a organização desenvolve ao longo do ano, por isso, tão cedo já nos procuram para garantir espaço nas edições do evento. Temos uma lista de espera de mais de 160 empresários que aguardam um local na feira. Isso mostra a importância no mercado e a credibilidade que a feira possui. As feiras tornaram-se um canal de desenvolvimento sociocultural, gerando mais de 1000 empregos e negócios em torno de R$9 milhões. Folha Gaúcha - Com tanto tempo a frente de um evento, se torna cansativo depois de um número x de edições? Ivone - Não. Não há como cansar de um trabalho que te dá prazer e consegue passar um sentimento tão bom para as pessoas. O trabalho que antecede o evento, com busca de patrocínio, fechamento de espaços, procura de parcerias acaba te surpreendendo no sorriso de uma criança que está se divertindo naquilo que tanto trabalhamos para mostrar. O modelo de gerenciamento que adotamos na Fearg/ Fecis permite a distribuição de tarefas, a ajuda mútua e o trabalho cooperativo. Gerenciar uma equipe que funciona tão bem deixa as coisas mais fáceis e quando um dos pés não vai bem, o grupo se ajuda para resolver o problema. Todos torcem pelo sucesso das feiras, então trabalham forte para que resulte no melhor para o público. Folha Gaúcha - O que se pode destacar para este ano? Ivone - Podemos destacar o nosso aprimora-

mento nos espaços infantis. Nosso público

Foto: Divulgação

“ H

Diretora-geral FEARG/FECIS

é muito heterogêneo, então temos que pensar uma feira para todas as pessoas. Desde a Melhor Idade, que sempre destacamos, inclusive, escolhendo uma Embaixatriz, até os pequenos, que terão um espaço com infláveis e recreação. As crianças, adolescentes, e adultos até, ainda terão o parque de diversões para aproveitar bons momentos dentro das feiras. Os shows nacionais foram especialmente selecionados para Rio Grande e nossos palcos estarão recheados de atrações locais para aqueles que apreciam os mais variados estilos. As feiras estarão lindas e com muitas atrações para os visitantes, são elaboradas com muito carinho para o público.


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Obras públicas para fins privados

assombram a Copa do Mundo Promiscuidade entre os setores fez com que quase 90% das obras fossem pagas pelo contribuinte

O

ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, prometeu que nenhum estádio da Copa do Mundo de 2014 receberia dinheiro público. Na teoria, era o discurso que todos os brasileiros queriam ouvir. Na prática, a guisa do estilo de comando do governo que está no poder, a promessa foi quebrada. Até o último levantamento, feito em novembro de 2012, dos R$ 6,7 bi gastos com a reforma e construção das arenas para a copa, 89% vieram diretamente de recursos públicos. Em Salvador, por exemplo, cidade que abriga o Estádio da Fonte Nova, 80% de toda a obra está sendo bancada pelo Governo Federal. O BNDES chegou a criar uma modalidade específica de empréstimos visando o mundial. Não é incomum que governos façam as chamadas PPPs (parcerias público-privadas) em virtude de grandes eventos que trarão desenvolvimento para seus países. Entretanto, a promiscuidade e falta de controle acabam delegando ao tesouro público a maior fatia dos gastos, bem como a responsabilidade pela feitura destas obras dentro dos prazos estabelecidos. As PPPs deveriam funcionar da seguinte forma: empresas ou consórcios procurariam parcerias na área privada e empréstimos com garantias corporativas para concretizar a obra e, em troca, a gestão pública liberaria a concessão e direito à exploração do local. No caso, Pernambuco, Bahia e Ceará receberam mais de R$ 1 bi do BNDES, em obras que, conjuntas, custarão R$ 1,76 bi. Desta maneira, o empréstimo é repassado para os estados, que repassam para os consórcios, que concretizam as obras colocando muito pouco, ganhando, assim, o direito de explorar os estádios sem gastar quase nada e deixando a dívida contraída para o Estado.

Estádio do Distrito Federal foi o mais caro e problemático O Estádio Mané Garrincha, por exemplo, ganhou a alcunha de “monumento ao desperdício”. Sozinho, custou R$ 1 bi. Dos cofres públicos, contando com a execução de todos os contratos que incluem obras no entorno da arena,

Foto: Divulgação

POR IQUE DE LA ROCHA

foram retirados R$ 1,5 bi. O jogo mais importante que o estádio receberá será a disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. O projeto do Mané Garrincha foi outro motivo de galhofa; o estádio comporta 71.400 espectadores, sendo que o campeonato brasiliense registrou, em 36 jogos somados, 33.209 pessoas, sem descontar o número de pessoas que foram a mais de uma destas partidas. O motivo alegado para número tão expressivo foi que o estádio estava concorrendo para ser palco para a abertura da Copa e precisaria de uma capacidade expressiva para tal. Todo brasileiro sabia que, ficando o Maracanã com a final, obviamente o estádio de São Paulo seria o palco de abertura. Na maquete original, o estádio possuía um belo mosaico azul, verde e amarelo pintando a arquibancada. O governador brasiliense petista Agnelo Queiroz decidiu, de última hora, mudar tudo para vermelho, as cores de seu partido. Em uma auditoria em março deste ano, o Tribunal de Contas do Distrito Federal registrou prejuízo de R$ 72 milhões aos cofres públicos, em gastos excessivos com a cobertura do estádio. Nela fora aplicada uma membrana de proteção. Porém, se os outros estádios também a possuem, o Mané Garrincha fez questão de ter duas camadas o que, de acordo com os técnicos, é totalmente desnecessário. Outra situação, ainda mais preocupante, apurada pela auditoria foi de uma mudança de orçamento entre as etapas de realização do projeto. Apesar de inicialmente possuir um orçamento fixo, este número foi flutuando e aumentando enquanto a obra prosseguia. Os estádios privados da Copa também receberão um empurrão público. O Governo de São Paulo deu total isenção fiscal para a construção do “Fielzão”, estádio paulista para a Copa do Mundo. O dinheiro que iria para o pagamento de tributos, este que não foi descontado da Arena Palestra no mesmo estado, será utilizado para ampliar a capacidade de público visando à abertura do evento. De acordo com levantamento do portal R7, o montante “perdoado” para o futuro estádio do Corinthians poderia construir 787 unidades de saúde, 100 escolas de ensino fundamental ou 420 creches. O Beira-Rio, estádio gaúcho para a Copa, também

teve mão amiga do setor público; R$ 271,5 milhões para a reforma, cerca de 71,8% do valor total. Do valor, além do BNDES, o Banco do Brasil e o estatal gaúcho Banrisul também arcaram com a despesa. A construtora Andrade Gutierrez, através de intercessão da presidente Dilma, conseguiu os empréstimos sem apresentar as garantias necessárias para valor tão alto. O Banrisul, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, também entrou na festa com parcas garantias, mas com a mão de ferro, chancelada pelo governador do Estado.

Elefantes brancos Quando o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, foi ao programa Roda Viva para discutir sobre a Copa do Mundo, o jornalista Mauro Cezar Pereira, integrante da equipe do canal pago ESPN, lhe perguntou acerca dos estádios da Copa construídos em praças onde o futebol não possui tradição para que haja uma renda mensal suficiente para a manutenção dos mesmos. Dentre os referidos, Pereira citou a Arena Pantanal, em Cuiabá e a Arena de Manaus como os dois maiores exemplos de propensão à inutilização, após o fim do mundial. Rebelo contra-argumentou dizendo que os jornalistas do Sudeste e Sul estavam se opondo aos estádios no Nordeste devido a um preconceito histórico contra esta área brasileira, sem comentar os fatos expostos pelos integrantes da mesa. Hoje o estado de Manaus não possui nenhum clube na série A, B ou C do Campeonato Brasileiro. O futebol de Cuiabá possui dois clubes na série C. A média de público do Cuiabá Esporte Clube, em 2013, foi de 360 pessoas. O Luverdense Esporte Clube, também do mesmo estado, registrou número melhor, 1.892. O estádio do Penarol, clube amazonense participante da série D, possui capacidade para 2.710 pessoas. A Arena da Amazônia terá capacidade para 44,5 mil pessoas, 400 vagas para estacionamento, sistema de aproveitamento da água da chuva e camarotes. A gestão da arena conseguirá manter todos estes atributos com um público de 1000 pessoas por jogo?


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Pedágios no RS, reload... Foto: Divulgação

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ira e mexe e o assunto volta. Particularmente para pessoas que, como eu, passam pelas praças de pedágio todas as semanas na ida e vinda a Porto Alegre. É verdade, lembro de andar nas estradas gaúchas antes dos pedágios e, sinceramente, a conservação era péssima, antes. Mas também é fato: só conservação teve. Quem se lembra da BR-116 até Porto Alegre, ou até mesmo a BR-392 até Pelotas, antes dos pedágios, recorda do que estou falando. De Rio Grande até a Quinta eram placas de concreto que, em dado momento, estavam tão desgastadas que criaram-se várias crateras e trafegar por ali dava inveja ao Paris-Dakar. Ai o Estado arrumou a estrada e entregou a concessão para a iniciativa privada por vários anos, para que essa administrasse a via, cobrando pedágios. Até aí, a lógica é boa. O grande problema é que os contratos foram construídos de maneira desinterassante aos usuários e hoje o que se tem, anos após, são estradas com mera conservação, sem investimento, e onde se pagam pedágios absurdos de nove reais em cada praça, ou seja, ir e voltar a Porto Alegre de carro despende, só em pedágios, aproximadamente oitenta reais. Vieram-se após o Britto, que entregou as estradas à iniciativa privada sob os péssimos contratos, outros tantos governos os quais, em campanha, prometeram rever os contratos. Foi assim com o Olívio, com o Rigotto, com a Ieda e agora com o Tarso. Falácias e mais falácias e a gente, que usa a estrada, pagando a conta que, junto com as palavras, foi ficando mais e mais cara. Porém, os contratos precisavam ter um termo final, até porque nenhuma obrigação é eterna. E esse termo final se avizinha. E agora o governo Tarso, num dos tantos arroubos de dourar a pílula como melhor lhe convém, diz que vai acabar com os pedágios. Mas não é que ele não fica nem vermelho de vergonha por mentir dessa maneira? Sim, porque pedágio algum vai acabar, a exceção do de Farroupilha. Todos os outros continuarão existindo e continuaremos pagando a conta. Duvido, aliás, que o preço reduza. Hoje, a concessionária é responsável e responsabilizada pela conservação da via. Sob a tutela do Estado, eu sei que o Estado será responsável, mas jamais será responsabilizado faticamente pela falta de conservação. Se agora algum dano acontecer no meu carro por conta da falta de conservação na via, vou a

Justiça, cobro e recebo da concessionária a reparação do meu prejuízo. Na administração do Estado, irei à Justiça, cobrarei, mas jamais receberei a indenização porque recairei no precatório o que, igual, a solução é uma outra falácia de todas as campanhas eleitorais. Por isso, e ademais, a diferença é que ao invés de pagar a conta para a iniciativa privada, vamos pagar ao cofre público. Feliz eu estaria se soubesse que esse recurso, assim como todo o recurso que pago ao cofre público, voltasse em serviços e melhorias. Mas aos quarenta e seis anos já não me permito mais acreditar em Coelhinho da Páscoa tampouco Papai Noel, Sr. Tarso. Essa agência, ou empresa, estadual, que o Senhor ventila aos quatro ventos que irá administrar as praças de pedágio, nada mais é do que uma das muitas formas de inchaço do Estado e logo ali estarão mais tantos cargos em comissão passíveis de serem preenchidos com a companheirada, seja ela da estrela, do tucano, do bem-te-vi, dos raios que o parta. E, logo ali adiante, veremos mais um escândalo com desvio dos recurso angariados com as praças de pedágio. Mais uma CPI. E aí muda a leitura da forma de administração do Estado e mais um “choque de gestão” privatiza a tal agência, e o ciclo, mais uma vez, se fecha, porque a história sempre

se repete. E a estrada? Quiçá a tenhamos até então. E nós? Bom, nós continuamos pagando a conta, seja para a iniciativa privada, que pelo menos mantém a estrada, ou para o Estado que, pelo seu histórico, deixará a estrada sucatear porque os recursos serão desviados para outros fins, como sempre acontece. Portanto, Senhor Governador, antes de criar mais um “cabide de empregos” para os agentes políticos a serviço dos partidos, pense em que, estando os contratos em seus termos finais, seria a hora de negociar as cláusulas de eventual renovação ou nova licitação. Pense, ademais, que todos os contratos podem ser revistos judicialmente quando quebrada a sua base negocial. Pense grande. Pense no povo e esqueça, ao menos por ora, de ser tão populista em seu discurso e pouco popular no seu agir. Esqueça sua campanha à reeleição e administre o Estado para os Gaúchos. Aliás, para terminar, alguém sabe me dizer porque continuo pagando pedágio na via da BR-392 Rio Grande-Pelotas, a qual utilizo em mais de noventa por cento na via nova, construída com recursos públicos e sem um centavo de investimento da concessionária de pedágios? Fernandez Junior Advogado e Professor Universitário.


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Educação em

Destaque Por Marisa Cleff

A importância de vislumbrar novos horizontes mercado de trabalho, uma vez que existem muitos negócios sendo realizados com falantes da Língua Alemã. Tratarei por último, porém não vendo uma menor importância, a procura pela Língua Espanhola. Estamos colados com essa cultura e, ainda assim, muitos não dão o seu real valor. O mercado mostra-se aquecido com o espanhol. Temos, afinal, a declaração do ministro Bruno Bath (chefe do Departamento de Mercosul do Ministério de Relações Exteriores) de que: “O resultado de duas décadas de integração entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai pode ser considerado um ‘êxito retumbante’”. (www.senado.gov.br/noticias/Especiais/mercosul20anos/entrevista-Bruno-Bath.shtml). Não deixando dúvida sobre o quão valioso é aprender esse idioma. Pois bem, espero ter consegui estatuir as variadas procuras por esses idiomas para entendermos melhor o leque de possibilidades que existe. Gostaria de finalizar, agradecendo a cada um dos profissionais de L.E., os quais trabalham com excelência para o desenvolvimento do ensino de línguas. Terminando com um trecho do livro de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière, chamado “_não contem com o fim do livro” onde Jean Philippe de Tonnac diz: “Os usos e os costumes coexistem e nada nos apetece mais do que alargar o leque dos possíveis.” (pág .8). Para que, assim, todos possamos refletir sobre o espaço necessário e real de todos os idiomas. Forte abraço. Foto: Divulgação

S

into-me impelida a verbalizar o quanto um idioma pode enriquecer nossas vidas. Aprender um idioma não é apenas entender a sua gramática ou conseguir falar e ouvir o que é dito, mas é também ter a possibilidade de entender e ter contato com outra cultura, com novas e diferentes formas artísticas, costumes. Digo isso, pois sempre ouço, aqui e ali, o valor de saber falar Inglês, entretanto, sinto-me orgulhosa em dizer o quanto aumenta, diariamente, a procura por outros idiomas nas escolas. Mesmo sendo bastante relevante, em nossa sociedade, o ensino da Língua Inglesa já não é mais a única prioridade das pessoas. Vamos fazer o seguinte: falaremos da realidade da nossa Cidade – RIO GRANDE – para conseguirmos vislumbrar tamanha modificação, tanto no mercado de trabalho, quanto na busca pelo conhecimento de uma língua estrangeira. Hoje em dia, temos um mercado aquecido pela indústria naval em nosso porto. E, ao contrário do que se pensa, o Inglês não é o idioma que permanece intocado e único. Não, pois, temos muita procura pela Língua Francesa, por exemplo. A busca por esse idioma é grande e temos no mercado empresas que exigem o conhecimento do francês. Nem irei entrar no mérito sobre o quanto é linda a língua, de quão rica em cultura, costumes e história ela é. Posso dissertar, ainda,

sobre a enorme procura pela Língua Alemã, outra grande eleita em nossa Cidade, por sua magnitude, por sua exuberância, cultura e, claro, por ser um enorme diferencial em um currículo. Tal idioma traz consigo uma carga positiva para atuar no


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Pedalar faz bem Outro dia estava lendo um artigo sobre os dez motivos para andar de bicicleta e achei muito interessante. Os motivos citados eram: 1 - Andar de bicicleta alivia o estresse e serve como antidepressivo; 2 - Fortalece a musculatura e afasta as infecções; 3 - Faz bem para o coração e melhora o sexo; 4 - Tira você do trânsito e poupa o tempo; 5 - É um veículo barato; 6 - É o meio de transporte mais econômico; 7 - Reduz os custos com estacionamento; 8 - Ciclista não briga; 9 - O planeta agradece; 10 - Para os solteiros: eles (as) piram! Depois de todas essas dicas, vamos ficar na torcida para que as ciclovias e ciclofaixas sejam realmente implantadas em Rio Grande, mas com a devida seriedade e segurança que o tema exige. Inauguração I Estudos apontam que o chocolate proporciona felicidade. Verdade ou não, o que importa é que os chocólatras rio-grandinos estão mais felizes. Inaugurou na última semana a Chocolates Brasil Cacau, que tem à frente, a empresária Roberta Daoud. Para-

béns à família Daoud. Que esse seja mais um empreendimento de sucesso! Inauguração II Quem não gosta de espaços bem planejados, bonitos e atraentes? Pois a partir do dia 20, o Instituto da Construção estará oferecendo o curso de Decoração de Ambientes, com formação profissional. Uma excelente oportunidade para quem deseja investir no segmento de decoração. Inauguração III Ainda falando em inauguração, no último dia 13 foi inaugurada a nova sede da Justiça Federal em Rio Grande. A solenidade contou com a presença da Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargadora Marga Tessler. As obras do novo prédio tiveram início em 2005, porém ficaram paralisadas por mais de três anos, tendo sido retomadas em 2011. O preço da felicidade Estava conversando com uma amiga sobre felicidade. Qual o preço da felicidade? Há pessoas que dizem, sem ressalvas, que fariam qualquer coisa para serem felizes. Às vezes, felicidade se confunde com segurança. Penso que ser feliz é ser o que se é com o que se tem.

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moda urbana www.modaurbanarg.blogspot.com

Natalia Sauer

Dicas clássicas para a estação

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coluna desta semana contou com a participação de Mariana Ferreira, do blog rio-grandino Fora da Gaiola. Juntas, escolhemos algumas peças e tendências clássicas que você, leitora, poderá usar por vários invernos e que nunca saem de moda. O trench coat com estampa de poá, a saia de renda longa transparente, o mix de estampas discreto, as peças e calçados com detalhes metalizados e tachas são algumas delas. Confiram alguns looks da Boutique La Vie e aposte no casual chique sem medo de errar: Trench Coat + Vestido

Metalizados

Mix de estampas e bolsa

Fotos: Natalia Sauer

Saia longa com transparência

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Modelo: Blogueira Mariana Ferreira


Cancún, um dos principais destinos do mundo, une o melhor do México com a beleza incomparável do Caribe. Dispõe de excelente localização geográfica, clima agradável o ano todo e paisagens extasiantes. Por ter sido planejada para o turismo, Cancún ganha atenção também pela excelente infraestrutura, que abriga praias de areias brancas, palmeiras e águas de diferentes gradações de azul.

Geovana Veiga e Júlio Santana Depois de alguns anos no Jornal Agora estou aqui muito feliz para trazer dicas de viagens e acontecimentos sociais . Esperamos que a parceria seja forte e duradoura . Junto comigo na condução dessa Coluna Geovana Veiga .... Será que essa mistura vai dar certo por aqui??

Larissa Pinho Em Cancun

Minha amiga Alice Ernest

Reunião Pré viagem Grupo Punta Cana

Minha amiga Alice Ernest junto com seu esposo andaram lá pelas bandas de Porto Seguro esse mês ... Oh coisa boa !!!!!!!!!! Porto Seguro é Show !!!!!!!! Nosso próximo grupo embarca dia 08 de Agosto por apenas R$ 732,00 em 10x sem juros !!!!!!!

Nosso Grupo de Punta Cana embarca no próximo dia 19 em ritmo de muita alegria e descontração . Em nossas próximas colunas fotos do nosso Mega grupo com mais de 40 passageiros confirmados .

Acabei de chegar da Africa do Sul com um mega grupo de aperfeiçoamento do roteiro que promete ser TOP oferecido pela Planalto Operadora .... A África do Sul vai muito além de montanhas, savanas e safaris. Municípios desenvolvidos comoJoanesburgo e Cidade do Cabo apresentam uma infinidade de atividades de lazer durante o dia, além de vida noturna agitada nas boates espalhadas pelas principais vias. Não perca os passeios para contemplar a natureza nem deixe de descobrir mirantes incríveis. ... Isso tudo é + Mega Disney Nossos Grupos de Disney estão bombando ainda ..... Próxima coluna estaremos colocando as meninas que vão aproveitar suas férias de julho esse ano lá por aquelas bandas!!!!!!!!!!!!!!!!

Fantour África do Sul


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Jogo Virando Virando o o Jogo Claudio Galarraga Liga de Veteranos – Começo a coluna da semana comentando sobre a igualdade de pelo menos sete equipes na Liga de Veteranos. Com seis rodadas disputadas, o líder tem onze pontos, quatro equipes têm dez e mais duas têm nove pontos. O líder é o Cassino, mas logo abaixo estão Santa Bárbara, Barcelona, Piratiny, Caxa D’água, Real Nortense e Nacional, com uma diferença mínima de pontos entre elas. São Paulo – Ainda sonolento, venceu a primeira no segundo turno e está tão fácil que, em caso de vitória diante do Panambi, vai para a última rodada ainda com boas chances de classificar entre os quatro que disputarão a final do segundo turno. Copinha – Confirmada a presença rubro-verde para a competição do segundo semestre.

Rio Grande – Aguardando para montar o grupo da Terceirona e também para decidir se disputa a copinha. Vai depender da tabela, segundo a direção.

Copa – A das Confederações começa neste final de semana e, ao contrário do que tenho ouvido por aí, acho que o Brasil é favorito. Valendo é diferente.

Grêmio – Com o investimento que fez, mostra-se um time muito covarde, principalmente quando joga fora de Porto Alegre, mas também aqui, pois quando faz um gol, tira atacante, mete volante e chama o adversário para o seu campo. Mesmo assim, deve brigar pela Libertadores, afinal, os concorrentes não são tão bons.

Posição – A seleção é questionada o tempo todo por causa da queda no ranking da FIFA. Os críticos esquecem que o Brasil não está disputando competições oficiais, que dão a maior pontuação. As seleções que ultrapassaram o Brasil, todas elas disputam eliminatórias. Lógico que o Brasil ia cair.

Internacional – Parece-me que pensa ter mais time do que realmente tem. Perder para o Bahia e empatar com a Portuguesa é, no mínimo, preocupante. Aliado a tudo isso, o time joga sempre fora de casa, o que complica mais ainda.

crjnovo@gmail.com

Saudação Especial – Cardozinho, com sinceras condolências, João Protas, Deloir Bereta, Antoninho Silva, recuperando da cirurgia. E até semana que vem...


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Barra Solo promove Festival de Natação por Camila Costa

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Academia Barra Solo realizará, no próximo dia 22, às 14h, a 18ª edição do Festival de Natação. As atividades ocorrerão nas dependências da academia, na área da piscina. Pais e familiares são convidados a prestigiar a evolução dos alunos e confraternizar neste momento especial. Anna Beatriz, proprietária da academia, faz questão de salientar a importância da prática da natação para o desenvolvimento e a qualidade de vida. “É um esporte que desenvolve diversas habilidades como: coordenação motora, agilidade e destreza”, destaca. Indicado por médicos, o esporte é um grande auxiliador para o tratamento de problemas respiratórios, fortalecimento muscular, aumento da concentração, perda de peso e até a disciplina. O Festival, que nasceu junto com a Academia há 10 anos, foi uma ideia da própria direção, como conta Anna Beatriz: “Começou para mostrar aos pais a evolução dos filhos e aproximar uns aos outros, trazer a família para perto e também incentivar os nossos alunos a interagirem.” A novidade desde o ano passado é a realização de um torneio onde os alunos competem entre si. Todos receberão medalhas de participação, além da premiação na disputa de colocação no torneio e distribuição de brindes. O evento tem ainda um cunho social: junto com uma pequena taxa de participação, também é solicitada a

Foto: Anna Beatriz

entrega de um agasalho, que será posteriormente doado para uma instituição de caridade. O dia se estenderá com o torneio e ao fim será realizada uma confraternização entre os participantes. “É um momento para estimular a concentração, aprender a ganhar e perder, competir e formar vínculos de amizade”, explica Anna Beatriz. O Festival de Natação é voltado para os alunos infanto-juvenis e contará com a apresentação de quatro tipos de nado: crawl, costas, peito e borboleta. Cerca de 60 alunos são esperados para o dia. Até o fim do ano, mais uma edição do Festival é aguardada.


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Viva Vida

Resenha da Semana

Almira Lima vivavida7@gmail.com

por ique de la rocha

Pescadores realizaram protesto na BR-392 A resolução do Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente, referente à pesca de emalhe da anchova, que proíbe nas produções dos barcos mais de 5% da anchova, considerada como fauna acompanhante, provocou um grande protesto na última quinta-feira, 14. O protesto dos pescadores trancou, com redes e outros materiais, a BR-392 na Ponte dos Franceses e nos quilômetros 8 e 9. O movimento aconteceu desde as 5 horas da madrugada, provocou engarrafamentos de vários quilômetros e impediu o acesso de grande número de trabalhadores ao Polo Naval e às empresas do Distrito Industrial. Secretário de Desenvolvimento de Pelotas na Câmara de Comércio – Na reunião de diretoria da Câmara de Comércio, segunda-feira, 10, diversos assuntos constaram da pauta dos trabalhos, dentre eles a realização da próxima reunião-almoço “Tá em Pauta” e a formação de duas comissões de diretores: uma para tratar do jantar de aniversário da entidade, em setembro, e outra para a definição dos homenageados naquela ocasião, que receberão o Troféu Câmara de Comércio e o título de Rio-Grandinos Ilustres. Foram relatadas pelo presidente Renan Lopes as diversas atividades da entidade e a situação das obras no condomínio. Os diretores também salientaram a importância das entidades de classe da Cidade permanecerem unidas, já que todas têm por objetivo principal o crescimento do Município do Rio Grande. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Luiz Fernando Estima, convidado para o encontro, abordou as ações do prefeito Eduardo Leite em Pelotas, que diminuiu de 21 para 11 secretarias municipais e também reduziu 1.500 CCs (Cargos de Confiança). Falou na criação de um novo Distrito Industrial em Pelotas, cuja área de 100 hectares pertence a um particular. Denominado Eixo Sul, ele possui toda a infraestrutura, como rodovia de acesso, energia, água e licença ambiental, estando preparado para atender a todo tipo de instalação industrial e logística. Já conta, inclusive, com uma indústria metal-mecânica, uma empresa de implementos agrícolas e outra da área de logística. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo informou que o Parque Tecnológico de Pelotas será instalado no bairro Areal e que há interesse de ver sobre o que o de Rio Grande irá tratar, para não fazer igual. No vizinho município, o Parque Tecnológico estará voltado para a Saúde, Tecnologia da Informação (TI) e agronegócios. Luiz Fernando Estima também falou na necessidade de ser definido o aeroporto regional. Estande da AGDI se transforma em ponto de encontro dos gaúchos na Brasil Offshore - Os gaúchos presentes na Brasil Offshore 2013, realizado até sexta-feira, 14, em Macaé (RJ) tiveram no estande da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) um ponto de encontro. Um dos encontros serviu para dar prosseguimento à aproximação entre a empresa de engenharia de manutenção e instalação de climatização São Carlos, de Esteio, e a fabricante de móveis SCA, de Bento Gonçalves, para o fornecimento de sistemas de climatização da São Carlos para os módulos de acomodação fabricados pela SCA.

Quem também passou pelo estande da AGDI foi a Cim Componentes, de Caxias do Sul, que está na feira com a parceira irlandesa Suretank. A partir da experiência de fornecimento de contêineres offshore de acordo com a norma DNV 2.7.1 - que garante estrutura mais reforçada -, a dupla está agora divulgando a fabricação de tanques para transporte de químicos offshore. “O fato de serem equipamentos fabricados localmente gera bastante interesse aqui na feira”, afirma o diretor comercial da Cim, Leandro Fagundes. Também presente na Brasil Offshore, a Join Supply - com unidades em Porto Alegre e no Rio - está prestes a fechar parceria com a inglesa IFS. A brasileira está identificando e certificando empresas do País para fabricação de partes e peças com metais especiais comprados aqui e transformados na Inglaterra. Essa é uma carência do mercado nacional. Moradores da Torotama assinam contrato para construção de casas - Na segunda-feira, 10, na Ilha da Torotama, depois de quatro anos na espera, 57 pescadores assinaram o contrato para a construção das moradias. O sonho, que parecia distante para muitos moradores que sobrevivem da pesca, está mais próximo. “As minhas esperanças aumentaram, as casas estavam demorando pra sair. Agora sei que vou conseguir”, disse a aposentada Ivonezia Gonçalves Santos, casada com um dos pescadores da Ilha que assinou o contrato para a moradia. Na cerimônia esteve presente o vice-prefeito Eduardo Lawson, que parabenizou os pescadores e falou sobre a importância do momento. “Essas moradias são mais que um lugar, é a casa de vocês”, destacou o vice-prefeito. Furg presente na instalação da Comissão de Expansão Hospitalar - A FURG esteve presente, através do reitor em exercício e da diretora do Hospital Universitário, à reunião da Câmara Municipal do Rio Grande, que deu posse à Comissão Especial sobre Expansão Hospitalar no Município, quarta-feira, 11. Danilo Giroldo e Helena Vaghetti explanaram sobre os projetos para expansão do HU. Através de apresentação em power point, o professor Danilo mostrou as obras de reforma e ampliação que estão sendo realizadas pela Pró-Reitoria de Infraestrutura no atual prédio do HU. E também a projeção da segunda etapa do prédio atualmente em construção, na esquina das ruas Comendador Vasco Vieira da Fonseca e General Canabarro. Além disto, apresentou também aos vereadores, autoridades e público o projeto do HURG-FURG, uma extensão do Hospital Universitário no Campus Carreiros, para ser uma unidade de urgência. O projeto mostra um prédio horizontal, com três entradas para os pacientes e toda a estrutura necessária a atendimentos emergenciais, cirurgias, UTI e áreas de internações. Este projeto foi apresentado ao Ministério da Educação em abril e está em processo de análise. Danilo Giroldo, assim como a diretora Helena Vaghetti, reafirmou a disposição da FURG em discutir e apresentar soluções para os problemas do setor de Saúde no Município. Ele afirmou também que todos precisam ter em mente a missão prioritária do Hospital Universitário: formar novos profissionais do setor, com qualidade para atendimento à população.

A história de Violeta

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uem será a Violeta, que merece destaque especial neste artigo? Violeta é um ser muito especial, exemplo de resiliência, de superação, de amor e fidelidade, de coragem e de amor imenso pela vida! O quanto podemos aprender com ela e sua história rara?! É também parte muito valiosa da história de Violeta, uma pessoa também especial - a Eliane, exemplo verdadeiro e corajoso de verdadeira solidariedade e compaixão! Por onde começar esta história real e comovente? Violeta é uma gata que até anda pelo Facebook, de cor cinza, adulta, que, há uns dois meses levou um tiro na coluna, dado por algum insano “ser humano” (???) que, quem sabe, se divertia fazendo “tiro ao alvo e que, um dia, receberá o retorno deste seu ato!!!! Acolhida por pessoas generosas, chegou à Eliane, que a adotou, cuidou, encaminhou ao veterinário, ao raio x, à cirurgia e a todos os cuidados possíveis e impossíveis para salvá-la! E como está hoje a querida Violeta? Viva, sem uma das patas traseiras, que foi amputada, usando fraldas e, quando precisa, caminhando aos pulos com as duas patas da frente que lhe restaram sadias! Eliane, a generosa mãe adotiva que a carrega na bolsa, coloca e tira suas fraldas, dá-lhe carinho e todos os cuidados é professora da escola Maria Luzardi de crianças autistas, na Marechal Deodoro. E imaginem! Violeta agora é a mascote e também “cuidadora” (curadora) das crianças, que a recebem a cada dia com alegria e amor. Eliane e as demais abnegadas mestras têm observado a melhora de algumas crianças autistas pela presença da querida Violeta!!! Acredito que Violeta é disputada de colo em colo!!! Eliane se dá ao trabalho diário de levar a Violeta em uma bolsa para a escola, pois ela passou a ser parte integrante, necessária e muito valiosa de cura e de afeto nesta escola! Se alguém achar que estou “inventando uma historinha”, passe na escola e veja a cena e converse com a Prof.ª Eliane, filha de minha querida amiga Bete e irmã da Ângela, diretora da Casa da Lua, um espaço lindo e que também realiza uma bela obra educacional com crianças de jardim e berçário, onde já tive o privilégio de realizar alguns workshops em minha área da psicologia e aonde pretendo retornar ainda este ano, com nossa dançaterapia, meditação e arte de evoluir-ser! São Francisco de Assis, onde esteja, com certeza está sorrindo feliz em saber da historia da Eliane e da Violeta, agora mascote da Escola Maria Lucia Luzardi, dedicada ao apoio às crianças autistas. A própria Maria Lucia Luzardi, onde esteja também, e que foi uma idealizadora e grande líder desta escola, também deverá estar, ao lado do São Francisco, sorrindo! Que a história da violeta invada as salas de aula, as empresas, as famílias etc. e tal e fortaleça, em cada um de nós, a solidariedade pelos queridos animais e a solidariedade em geral por qualquer ser vivo deste planeta!!! E que nossas autoridades estejam analisando uma nova e eficiente política pública pró-animais... E por qualquer ser vivo esquecido pela justiça social!!! E Vivavida!!!


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Crítico Matheus Magalhães

O Deus inconveniente

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Padre Gil Júnior, daqui da Cidade, andou sendo apedrejado via internet. O motivo foi ter sugerido a seus irmãos em fé que doassem cobertores para os trabalhadores que migraram para a Cidade devido ao Polo Naval. Pedras rolaram. O púpito de colerosos apóstatas emergiu e a ordem de execução se confundiu dentre as vaias e risadas. À égide da cruz erguida, bradaram escárnios e treva. “Tenho sede”, disse o Cristo. “Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:‘Tudo está consumado”’. (João 19: 29-30). Está consumada a era da estupidez; o catolicismo ruiu e, em seu lugar, a mimese deu origem ao culto da vaidade – a teologia do marketing pessoal. Aprendemos desde cedo a fazer propaganda de virtudes embevecidas em nossa moral personalizada. O racismo é feio, quando alguém está olhando. A usura é o mal do século, chavão sempre bem-vindo nas conversas de diretório acadêmico. A míngua das crianças africanas rende álbum de fotos no face. Quando a culpa não é deles – como ensinou, com açúcar e afeto, o excelentíssimo ex-presidente da república petista- recai na primeira pessoal do plural, um nós que virou cognato do pronome original e transfigurou-se em pronome indefinido. O filho do homem chorou. Seu calvário, parece, só ensinou a necessidade do cinismo. Nosso traquejo social evoluiu até percebermos que o comportamento de grupo dita o limite de nossos preconceitos públicos. Em nossa bucólica cidade sulista, já aprendemos que não se pode chamar um negro de “crioulo” e que é falta de educação se referir às lésbicas como “sapatonas”. Internalizamos estes vícios para que possam influenciar em nossos círculos sociais e profissionais, mas, aos olhos de Deus, somos delicados como margaridas. Há pouco, uma horda de “baianos” penetrou os anais de nosso povoado com ares de Texas à John Wayne. Consultamos nosso manual fleumático e conduzimos experimentos epistemológicos para, em sindicância especializada, decidir se os forasteiros entrariam na lista de “não suporto, mas faço de conta que adoro”. A deliberação não veio tardia: não, é permitido o ódio coletivo aos baianos e afins. Deu-se na mixórdia, o cândido louro do ódio como força centrípeta para a união; os rio-grandinos se uniram na ojeriza comum aos forasteiros. Para Monstesquieu, os negros não tinham alma e sua condição lhes lograva a escravidão como consequência natural. Para o cidadão papareia, os “baianos” são os desalmados da vez e não merecem nossa compaixão – curiosamente, grande maioria de negros e mulatos. O Padre Gil despertou a besta que esgueirava, mas ainda não mostrava a face. Comentários imódicos surgiram para evidenciar nossa doutrina odiosa. “Padre, faça uma campanha para expulsar esta escória da Cidade”, bradou um velhaco qualquer. É acalentador ir até um orfanato com uma sacola cheia de brinquedos e ganhar afáveis abraços de gratidão. Panaceia maior para o ego dos teólogos da virtude moderna, não há. Mas aquele inconveniente Cristo preferia a companhia das prostitutas e pecadores moribundos. Indesejados compunham o corpo místico do Seu séquito. O excelso Francisco de Assis lavava as feridas purulentas dos leprosos, ungido em lágrimas jubilosas ao trazer conforto aos enfermos de corpo, mas sãos de alma. Eram os irmãos abandonados que o nobre da Úmbria italiana vinha a cobrir com seu imperecível amor pela obra do Pai Criador. Os baianos de Rio Grande são os indesejados. O comportamento irrequieto e desmedido de alguns alopra a virtude da compreensão e a política da boa vizinhança. O ladrão na cruz, à direita do Cristo, ascendeu aos céus com o Senhor. O bêbado, o irrequieto, o pobre e o revoltado estão à nossa direita. Se, entre vinte, dois deixarão de passar frio com os cobertores doados, a via crucis não foi em vão. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”. (Mateus 7:21-27) http://intervistaracionalilustrada.blogspot.com.br

Apae-Rio Grande rumo ao Maranhão Por Camila Costa

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oi com o espetáculo “Cinderela” que a Apae do Rio Grande trouxe mais orgulho para a comunidade. A escola foi campeã estadual do Festival de Arte em Porto Alegre. A surpresa foi maior ainda ao vencer com dois grupos: teatro e dança. O desafio agora é a verba para representar a Cidade e o Estado no evento nacional, que ocorrerá entre os dias 14 e 18 de novembro, no Maranhão. O professor de teatro da escola, Marlon Britto, lembra as dificuldades de adaptar a apresentação campeã às regras. “O regulamento exige que não se ultrapasse oito minutos e nós poderíamos tranquilamente ir a quinze, mas conseguimos respeitar o tempo”, lembra. Com um grupo de 11 alunos, dos 11 aos 50 anos, Marlon enxerga no teatro a evolução de cada um. “Muitos deles que não tinham expressão, agora têrm, assim como aqueles que não falavam, agora conversam e interagem.” Segundo ele, o diferencial do grupo é ter conseguido dar ao espetáculo uma verdadeira interpretação, indo além da repetição habitual que se vê. Durante as aulas, os alunos trabalham habilidades como a concentração, disciplina e expressão corporal. “Apesar da compreensão inicial deles ser mais lenta que o normal, o resultado é igual a qualquer outro, a entrega deles é muito maior, por isso flui naturalmente”, afirma Marlon. Classificada para participar do Festival em nível nacional, a Apae parte para a busca da viabilização do sonho. A professora Lucia Bello diz que o título era buscado desde 2003. “Nós sempre ganhávamos a etapa regional com o teatro, mas nunca a estadual, e agora conseguimos também com a dança logo no primeiro ano que os levamos!”. Para custear as despesas da viagem até o Maranhão, o projeto montado pela escola prevê a arrecadação de R$ 32 mil. Somente a inscrição custará mais de R$ 7 mil. A verba está sendo buscada em órgãos públicos, como a Câmara de Vereadores e a Prefeitura Municipal, a iniciativa privada e a comunidade, que é a maior colaboradora da entidade. Lucia conta que todas as roupas utilizadas na apresentação em Porto Alegre foram customizadas por voluntários. “Reaproveitamos

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todas as roupas que tínhamos por aqui de outras festas e fomos muito elogiados.” Ela ainda aponta duas realidades vividas na escola: uma, com as dificuldades financeiras, e outra, com o potencial dos alunos sendo explorado com totais condições de ganhar nas competições em que participam. “Não podemos deixar de levá-los a outras experiências e vivências por causa das nossas dificuldades, não podemos deixar de acreditar neles”, explica. Escola vive mesma situação de anos anteriores Ano após ano a Apae busca ajuda para suprir suas necessidades. A diretora Maria Alice afirma que a escola não está operando no negativo, mas o controle é grande. “Trabalhamos no nosso limite, recebemos a mesma verba de dez anos atrás, mas os tributos, por exemplo, aumentaram.” Atualmente são atendidos 210 alunos e 44 estão na fila de espera por uma vaga, que não pode ser oferecida pela falta de possibilidade de contratação de mais funcionários. De acordo com Maria Alice, a ida da escola ao Maranhão é muito mais do que a disputa por um título. “É importante que os nossos alunos conheçam o mundo e tenham autonomia”, defende. O serviço de telemarketing, por onde a comunidade pode fazer sua colaboração, é o carro-chefe para a instituição. Mesmo assim, problemas como a manutenção do prédio ainda esperam por soluções. A diretora cita a falta de um banheiro para cadeirantes como uma falta grave dentro da escola e lamenta a carência de fundos para solucionar o problema. Para ela, as doações são bem-vindas em qualquer valor. “De passo em passo alcançamos nosso objetivo e somos muito felizes pela ajuda que a comunidade nos presta desde sempre.” Para os interessados em ajudar a Apae, basta ligar para o telemarketing no telefone (53) 3235.4617. No dia 23 de junho haverá apresentação no Teatro Municipal, às 18h, do espetáculo “As aventuras de Super Rafa”, um dos mais premiados da Cidade, e a comunidade está convidada a prestigiar.


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Carlos Latuff e o “artivismo” estarão em Rio Grande Cartunista radical expõe seus pontos de vista e acumula elogios efusivos e críticas severas por MATHEUS MAGALHÃES

não estiver de acordo com sua agenda ideológica e político-partidária. Ganhou fama mundial com sua expressão socialista e prêmios como o segundo lugar em uma exposição iraniana que tinha como tema a negação, ridicularização ou inversão do holocausto nazista através de cartuns enviados por artistas de todo o mundo. Seu “artivismo” é uma extensão natural da diatribe esquerdista e governista, sem o mesmo brilho da imparcialidade sempre afiada de gênios maiores na arte do cartum, como o inesquecível Millôr Fernandes. Entretanto, claramente não se pode dizer que o artista está em cima do muro, como diversos outros de sua geração. A exposição “Artivista – Cartuns de Carlos Latuff” estará aberta para o público em geral até o dia 30 de julho, no anfiteatro do IFRS, localizado no Campus Rio Grande. No dia 17, o próprio artista estará na Cidade e promoverá uma mesa redonda para comentar sua arte e visões. A entrada é franca.

Foto: Divulgação

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rtivismo. Esta é o neologismo com que o cartunista Carlos Latuff define seu trabalho. O carioca é um ativista de esquerda, que iniciou sua carreira desenhando para boletins sindicais e acabou viajando o mundo com sua arte provocativa. Atualmente, o cartunista chamou atenção por seus desenhos em apoio à causa palestina, resultando em acusações de promotor de ódio e o título de terceira organização ou pessoa mais antissemita do mundo, em lista elaborada por ONG israelense. Latuff estará em Rio Grande para celebrar a exposição de sua obra no dia 17, segunda-feira. Recentemente seus desenhos estamparam murais na Venezuela e estiveram nas mãos de manifestantes pelo mundo, desde os turcos na Praça Taksim até berlinenses contra o governo do presidente egípcio Mubharak. Apesar de celebrado, Latuff não faz concessões quanto a demonstrar suas convicções políticas e, claramente, só satiriza e critica quem

Para falar de cinema

Umberto D. de Vittorio De Sica O cineasta italiano Vittorio De Sica, junto de Roberto Rossellini e Luchino Visconti, formou a tríade que iniciou o período do neorrealismo italiano. Em contraste com as obras hollywoodianas e suas suntuosas produções, estes três diretores saíram às ruas com equipamentos rudimentares e filmaram a realidade italiana do pós-guerra. Dos três diretores, De Sica foi o mais proficiente tecnicamente, ao menos durante este período. Esta superioridade técnica fica clara em seus filmes, contando com uma polidez rara no gênero. Junto de “Os Ladrões de Bicicleta”, Umberto D. levou a produção italiana do início dos anos 50 para o mundo inteiro, sendo reconhecido com grande entusiasmo pela crítica norte-americana. Umberto é um homem orgulhoso; trabalhou para o estado durante 30 anos e viu, como de camarote, a Itália ser raptada, transformada e destruída. Sem utilidade, o velho passa a ser um fardo. É assim que o personagem segue, sem contribuir para ninguém, tomando o espaço da pensão onde vive. Entretanto, o catalisador do humanismo de Umberto é Flike, seu pequeno cão. É um serviçal obediente, que não espera, não chora e não demanda. Sua oferta a Umberto é um amor irrestrito, que se traduz na expressão de plenitude em sua diminuta face. O egoísmo do suicídio, contemplado por Umberto em diversos momentos, é sempre evita-

do pelo zelo do cão. A metáfora do cineasta é potente; a Itália pós-guerra vivia em calamidade, lançando seus cidadãos mais pobres à sorte em um cenário de inflação e descontrole econômico. O serviço social nada podia fazer para dar conta dos milhares de idosos em Roma que viravam pedintes nas esquinas ou, assim como Umberto, contemplavam a morte como escapatória para o terror da míngua. Umberto D. não é um homem, mas um exemplo. Os personagens menores que surgem na tela, grande maioria idosos em situações semelhantes, representam uma geração que comeu o pão que o diabo amassou e sobreviveu para se ver tornar um fardo à pátria-mãe. É o fim de uma era, capítulo triste e negro da história da Europa. Porém, apesar de marcar o fim da geração do fascismo, Maria representa as sequelas. Uma jovem, sem perspectivas, trabalhando para uma empregadora abusiva e hostil. Grávida, não sabe quem é o pai de seu filho, não retorna à casa porque teme a família e sabe que, quando sua patroa souber da gravidez, será despejada. O futuro de Maria é tão incerto quanto o futuro de Umberto. Assim prostrava-se o futuro da Itália no pós-guerra. A Itália do fascismo morreu. A Itália devastada seguia se debatendo, em busca de um renascimento. A identidade dos Umbertos e Marias era a fundação desta nova sociedade.

Foto: Divulgação

Esta sessão é destinada para trazer alguns dos nomes de maior relevância da sétima arte no século XX e XXI, bem como evidenciar suas obras máximas e prover alternativas para que estas sejam encontradas para exibição.

Outros filmes da época, como Europa 51, Accattone, La Terra Trema e Stromboli, Terra di Dio coexistiam na mesma existência incerta de Umberto D. Estes bastiões do neorrealismo italiano dedicavam-se a esmiuçar o ambiente contemporâneo daquele país através dos olhos da classe operária ou dos desvalidos como velhos e crianças. Este interesse surgia na inquietude do que acontecia com o cidadão comum, da qual ninguém sentiria falta, caso desaparecesse. O cinema de De Sica, Visconti, Pasolini e Rossellini entendia que eram estas centenas de “ninguéns” que compunham a sinfonia do renascimento europeu.


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Aromas e Sabores

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*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com

Sustentabilidade e reaproveitamento de alimentos

P

or simples curiosidade fui visitar a Semana Municipal do Meio Ambiente, pois ao passar frente à Prefeitura, vi em exposição diversos vasos com temperos verdes. E fui informado que este projeto de horta domiciliar está sendo desenvolvido em uma escola, com muito sucesso. Este sistema de cultivar condimentos em casa é bastante comum em muitos países europeus. Trabalhei na França, Dinamarca e Noruega, onde horta e jardim são irmãos gêmeos. Em Paris, inúmeras sacadas de apartamentos estão cheias de vasos com “persil” (salsinha), “ciboulette” (cebolinha), “basilic” (manjericão), “la menthe” (hortelã), e tantos outros... Certa vez, perguntei a um chef de cozinha porque eles cultivam especiarias em casa, e ele sabiamente respondeu-me: “Nous sommes les

enfants de la nature, et tous les aliments sains est le goût de la terre...” (Nós somos filhos da natureza, e todos os alimentos têm o gosto da terra...) O olfato e o paladar são sentidos fundamentais ao consumir um alimento. Para apreciarmos um bom prato, é necessário que ele tenha uma boa aparência, que seja colorido e que tenha perfume, tornando-o apetitoso, atraente e requintado. O sabor dos alimentos é muito importante, pois estimula a salivação, colaborando com o processo de digestão. E, aí é que entram as ervas aromáticas, pois elas dão um toque especial, proporcionando um intenso prazer degustativo. E, além disso, usamos uma erva bem fresca, e sem correr o risco de ter algum agrotóxico. Um exemplo: a salsinha é muito nutritiva, rica em vitaminas A,

Arroz Biro-Biro

Ingredientes:

4 xícaras de arroz cozido (sobras) 1 colher sopa de óleo 100 g de bacon picado 150 g de batata palha 4 ovos inteiros Salsinha picada, a gosto Preparo:

Coloque óleo em uma panela e deixe aquecer. Junte bacon bem picadinho e frite até ficar levemente dourado. Após, coloque os ovos, sempre mexendo por 3 minutos. Adicione o arroz cozido e a salsinha. Misture a batata palha, revolvendo bem os ingredientes na panela. Sirva com uma salada verde. Rende: 5 porções.

B1, B2, C e D, e sais minerais. O chá da raiz é um santo remédio contra cistite, gases do estômago, dores do fígado e baço. Conversei com profissionais desta área, sobre a conscientização das pessoas com o desenvolvimento ambiental, recursos hídricos, poluição atmosférica etc. E, também falamos sobre as constantes sobras de alimentos que são descartados por mercados e feiras, enquanto milhares de pessoas necessitam... E, que poderíamos transformar, reaproveitando sobras de uma maneira prática, rápida e sustentável. E, me pediram receitas de sobras de arroz e macarrão. E a vocês, meus estimados leitores, desejo-lhes grandes realizações e muita paz em seus lares. Bon appétit, et jusqu’à la semaine prochaine. Bom apetite, e até a próxima semana.

Torta de Macarrão

Ingredientes: 400 a 600 g de sobras de macarrão (pode estar com molho, não tem problema) 4 ovos (claras separadas) 1/2 copo de requeijão cremoso 150 g de presunto picado 1 xícara de queijo ralado 1 colher sopa de margarina 1 colher sopa de azeite Sal e tempero verde picado a gosto 1 gema para pincelar Queijo ralado para polvilhar Preparo: Misture o macarrão, as gemas, o requeijão, o presunto, a margarina, o queijo ralado, o azeite e os temperos. Adicione as claras em neve, incorporando à mistura. Coloque a massa de macarrão em uma assadeira untada e polvilhada. Pincele com uma gema. Polvilhe o queijo ralado. Leve ao forno pré-aquecido a180ºC por 20 a 25 minutos. Rende: 5 a 6 porções.

Dica Saborosa Pessoas hipertensas que não podem usar sal, ou mesmo aquelas que desejam evitar consumo exagerado, devem abusar de ervas frescas, que temperam, adicionam mais nutrientes e oferecem um paladar bastante agradável, substituindo os malefícios do sal de cozinha.


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de junho de 2013

Seis meses

estamos na metade do ano. O tempo voa para uns, se arrasta para outros. O que nos leva a ter diferentes percepções sobre um recurso que é igual para todos? Aspectos ambientais e psicológicos afetam a nossa noção de tempo. Quando estamos nos divertindo e aproveitando, a sensação é de que o tempo está passando muito rápido. Enquanto que se estamos envolvidos em uma atividade monótona e chata a sensação é de que as horas estão se arrastando. Com certeza você já passou por isso e teve esse sentimento diversas vezes. Outro motivo para sentirmos que os dias estão passando muito rapidamente é quando a nossa rotina anda extremamente igual, quando todos os dias fazemos as mesmas coisas, na mesma ordem e de forma parecida. Não termos incluídas novidades em nosso dia a dia faz com que tenhamos a sensação de tempo voando. Passados seis meses do início do ano, como você sente que o seu tempo está passando? Ele voa? Arrasta-se? Parando para pensar, você observa que vem cumprindo as metas que determinou para você mesmo para 2013? Como está o seu plano para este ano? Já se passaram seis meses e agora temos metade do

ano para cumprir aquilo que determinamos para nós mesmos, para alcançar as metas almejadas e concretizar os sonhos. Certamente, quem ainda não começou, desperdiçou este recurso chamado tempo, mas ainda existe a chance de chegar lá. Utilize este recurso com inteligência! Independente de ter a impressão de o tempo estar passando devagar ou rápido, tenha a sensação de produtividade, de estar percorrendo o caminho que você quer. Não seja devorado pela rotina. Tem uma música do O Rappa chamada O que Sobrou do Céu que diz: “Todas as cores escondidas nas nuvens da rotina”. Coloque luz e cor no seu dia a dia, inove, invente, faça diferente. Não viva um dia após o outro como se fosse o mesmo, repetindo a cada dia as mesmas atividades e comportamentos. Quando você possui dias repetitivos demais, o seu cérebro passa a economizar energia e não é estimulado, registrando como se todos os dias fossem a mesma coisa e isso que dá a sensação de um ano voando, mas que ao final você percebe que não realizou nada. Dê brilho e cor a sua vida hoje! Você tem seis meses para chegar mais próximo dos seus sonhos. Tente, invente e comemore!

Inaugurada nova sede da Justiça Federal do Rio Grande Nova sede da Justiça Federal do Rio Grande vai qualificar o atendimento do público

F

oi inaugurado na última 5ª o novo prédio-sede da Justiça Federal, Subseção Judiciária do Rio Grande. A nova sede, localizada na Rua Capitão-Tenente Heitor Perdigão, nº 55 tem uma área total de 9.300m² distribuídos em seis pavimentos. O edifício conta com dois elevadores e acessibilidade por meio de rampas no andar térreo, onde ficam a recepção, a Central de Mandados (Ceman) e a sala da OAB. Nos outros andares estão distribuídas as duas varas federais e o Juizado Especial Federal (JEF) da Cidade, auditório, salas de audiências, salas de perícias médicas, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon), o Espaço do Memorial da J.F., a Central de Atendimento ao Público (CAP), entre outros setores. Nova estrutura trará benefícios ao jurisdicionado Para o presidente da seccional da OAB no Rio Grande, Everton Matos, o prédio possui a estrutura ideal para oferecer maior conforto e funcionalidade no atendimento aos jurisdicionados, atendendo também às necessidades de trabalho de magistrados e servidores. “São essas pessoas competentes que conduzem essa Justiça de maneira célere e competente. É nessas pessoas que se encontra o grande patrimônio da J.F. Continue sendo essa a Justiça de excelência que temos visto ao longo dos anos”, declarou. Segundo o diretor do Foro da JFRS, juiz Eduardo Picarelli, a mudança para a nova “casa” se refletirá na melhoria do ambiente de trabalho, na produtividade e na satisfação de todos. “É assim que nós, na Justiça Federal, nos sentimos em relação a nossos foros, como se fossem casas, casas nas quais nos empenhamos em receber a todos que buscam uma solução para os seus

conflitos, a todos que buscam por Justiça”, afirmou. O vice-prefeito de Rio Grande, Eduardo Lawson, compartilhou sua impressão sobre o empreendimento. “Certamente estamos todos encantados com este grande momento, pelo prédio em si, mas principalmente pela valorização do nosso Município pela Justiça Federal. Gostaria de cumprimentar aos sonhadores, idealistas e realizadores por essa grande obra”, parabenizou. No encerramento da solenidade, a desembargadora Marga Tessler, presidente do Foto: Sylvio Sirangelo/JFRS TRF4, agradeceu a todos os que, direta e indiretamente, inaugurada quando o Município completava 250 anos participaram do processo de planejamento e construção de fundação. A Subseção Judiciária foi novamente pioda nova sede da JF no Rio Grande. “Gostaria de agradeneira ao ser a primeira unidade da J.F. no interior do País cer especialmente, em nome de todos os nossos magisa receber um JEF, no ano de 2002, e por ter sido a pritrados e servidores, aos operários que aqui se dedicaram meira cidade a utilizar o processo judicial eletrônico na extraordinariamente para a construção desse prédio. A 4ª Região, o e-Proc v2. cidade do Rio grande precisava de uma sede da Justiça A Justiça Federal está estruturada no Município com Federal à altura de sua importância”, finalizou. duas varas federais, uma vara do JEF e uma unidade avançada em Santa Vitória do Palmar. A subseção tem Interiorização da J.F. no Estado teve início no Rio jurisdição sobre os municípios de Chuí, Rio Grande, Grande Santa Vitória do Palmar e São José do Norte. Rio Grande foi a primeira Cidade do interior gaúcho a receber uma vara federal, criada pela Lei 7.583/87 e Colaboração Sylvio Sirangelo/JFRS

Folha gaucha ed 116  
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