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ANO III. 145ª EDIÇÃO  R$ 1,50

RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

Por uma sociedade mais opinativa

Especial • 6 a 9

Superação: A história de quem venceu a morte e deu uma lição de vida

Perícia

Rio Grande merece mais respeito, enfim terá um perito próprio

Principal • 10

Emergência do Hospital Municipal foi entregue à comunidade

Culinária • 27

Uma alimentação básica para o verão

TURA NA

2 3 5 -6

5 3 2 3 AN

OS

Matrículas para rede pública de ensino poderão ser feitas on line

São José do norte • 20

ASSI

Educação • 17

I C ÚN


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

EDITORIAL Prudência e responsabilidade no verão

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246)

V

Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: Valder Valeirão William Farias Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite

Curtas Folha Gaúcha Uma semana Anime-se, torcedor rubro-verde! Faltam apenas sete dias para a estreia do São Paulo na primeira divisão do Campeonato Gaúcho. O adversário é o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, mas a equipe deve ir para cima e buscar um resultado positivo, pois no dia 22/01 a final da Divisão de Acesso será revivida. São Paulo e Brasil de Pelotas se enfrentarão com a expectativa de casa cheia na Linha do Parque. Chuveiros no Cassino A partir de agora os veranistas do Balneário Cassino poderão contar com os tradicionais chuveiros da Corsan na saída da praia. Os equipamentos já estão em funcionamento e conforme informações da Companhia de Saneamento, foram disponibilizados no Cassino cinco, dos dezoito que foram instalados nas praias da região Sul. A superintendência alerta para o uso consciente deste mecanismo para que todos possam usufruir do benefício ofertado.

Final de semana de shows no Cassino Os próximos dias 10 e 11 serão reservados para a música. Os cantores Lulu Santos e Benito di Paula desembarcarão no Cassino para apresentações no Campo do Praião e Sociedade Amigos do Cassino, respectivamente. Os ingressos já estão sendo comercializados e podem ser encontrados nos postos de venda devidamente identificados. Programa Auxílio Vestuário A Prefeitura do Rio Grande divulgou no último dia 2 o Programa Auxílio Vestuário. O objetivo é facilitar o acesso de quem precisa e estruturar a Campanha do Agasalho de 2014. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa, onde estiveram presentes o prefeito Alexandre Lindenmeyer e a primeira-dama Eunice. A primeira doação será realizada pela Receita Federal. O órgão irá fazer o repasse de roupas e calçados que estavam retidos no Porto desde 2008. Com isso, cerca de três mil famílias serão beneficiadas pela doação.

TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Impressão: Parque Gráfico Jornal Correio do Povo SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Leitor registra uma vista privilegiada de nossa cidade.

ocê sabia que o Cassino é a praia mais segura do litoral gaúcho? Não se trata de propaganda, e sim de estatística. Os dados são da Operação Golfinho. Chegamos a passar uma temporada inteira sem registrar uma única morte na praia por afogamento. Estas estatísticas, de posse da Brigada Militar, permitem que afirmemos o seguinte: só se afoga no Cassino quem quer, quem for imprudente ou irresponsável. Claro que uma criança pode se afogar, mas depende dos maiores serem responsáveis por ela. Havendo a devida precaução e obedecendo o aviso das bandeiras, não tem problema. O problema mesmo são as pessoas que se acham as tais, que podem ignorar os avisos. Rio Grande é uma cidade de pescadores, de gente que ganha o seu pão de cada dia no mar. E eles, por mais destemidos que sejam, não avançam o sinal e justificam: “Com o mar não se brinca!”. Desafiar o mar, então, nem pensar. Outra questão que nos vem agora, quando está iniciando a temporada de veraneio, é com relação à direção de veículos com bebida que, como todos sabem, é uma mistura que não combina. O trânsito no Brasil chega a matar mais que muita guerra por aí. No Rio Grande do Sul, apesar das campanhas de prevenção, a cada feriado a contabilidade dos mortos nas estradas só vai subindo. Famílias inteiras são dizimadas de uma só vez. Crianças ficam órfãs de uma hora para outra. Sem falar nas sequelas que ficam nos sobreviventes. E você sabia que as estatísticas policiais apontam que Rio Grande é uma das cidades com mais registros de motoristas embriagados ao volante? Agora imaginem o que não se dá na praia, onde o pessoal bota música, faz churrasco, com todo aquele calor. Quem vai resistir a uma cervejinha bem gelada, com todo o clima de festa que existe na beira da praia? É muito difícil resistir, mas o problema não é a cervejinha. É tomar várias cervejas, ou outra bebida mais forte, como as destiladas, desde a manhã ou durante toda a tarde, por várias horas, para depois sair dirigindo. Aí, quando o cara já se acha o dono do mundo, que nada vai lhe acontecer, é que as coisas acontecem. Não queremos estragar a festa de ninguém. Muito pelo contrário, o que mais desejamos é que todos tenhamos uma temporada de verão das melhores. Com muita festa, alegria, quem sabe o surgimento de novos amores para alguns. Até com bebida, por que não? Neste caso é só se precaver para outro assumir a direção. O que não se pode é dar chance para o azar. Todos os que foram vitimados no trânsito ou por afogamento na praia, cometeram imprudência. Também acharam que nada aconteceria com eles, mas aconteceu. E não estamos falando de algo sem embasamento. As estatísticas provam. O lado positivo das estatísticas é o fato do Cassino ser a praia mais segura do litoral gaúcho, mas precisamos sempre respeitar o mar, como nos dizem os mais experientes pescadores. Não se esqueça: “Com o mar não se brinca”. Da mesma forma, no lado negativo das estatísticas figuram os motoristas rio-grandinos, entre os que mais infringem a legislação, a chamada “lei seca”. Sabemos que todos os anos muitas famílias, que tinham tudo para serem felizes, são infelicitadas pelas tragédias que a todo momento o noticiário nos mostra. De nossa parte, temos tudo para desfrutar de um ótimo veraneio em 2014, da felicidade de termos quem queremos ao nosso lado. Só precisamos ter prudência e responsabilidade para não sermos nós a engordarmos as tristes estatísticas que a todo ano apontam para acidentes de trânsito e afogamentos causados pela imprudência e a irresponsabilidade.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

Economia e Opinião *Nerino Dionello Piotto

Opinião

Cassino: ainda é difícil ser bem atendido

2014... Mais do mesmo?

N

a área federal, assistimos, em 2013, um espetáculo econômico deprimente, ou, nas palavras do Ministro Mantega, uma economia que anda, mas... mancando as duas pernas. O governo se acovardou em não promover as reformas necessárias e foi um gigante na promoção do protecionismo e intervenção no livre mercado. Não causaram espanto o derretimento do valor da joia mais valiosa, a Petrobrás, e o desmoronamento do império “X”. Aqui em Rio Grande, uma empresa segue desafiando uma das principais leis da economia de mercado: A “C 3 És” é um espanto de perseverança negativa. Entra ano, sai ano e segue teimando. Não se dá conta de que a Lei da Oferta e da Procura é irrefutável: onde há demanda, há oferta. Até nas atividades ilegais ela funciona!!! Com a CEEE, não! Agora, corro, por insegurança, para concluir este artigo... Estão ocorrendo alguns relâmpagos aqui no Cassino. E isto é sinal de que, a qualquer momento fica-se sem energia, sem internet... Nas últimas 48 horas, minha casa ficou quase a metade sem energia. Um horror! Nem tudo é incapacidade e desleixo. Fui ontem à cidade para registrar queixa (o 0800 mais parece uma pegadinha,. tentem...) e as mensagens via celular são respondidas de forma rápida, mas... tudo indica, para escapar das multas da ANEEL. Protocolei queixa, pois tinha sob minha guarda dois idosos, um com 91 e outro com 81 anos. Entendo que a situação era de risco! Prot. N. 307.455.201.3121. Atendimento dez! Funcionário educado, conhecedor do assunto... Ah! se assim funcionasse o sistema CEEE... Uma andorinha não faz verão. E... Duas andorinhas não fizeram e não farão verão... a menos que... Prefeito Alexandre LIndenmayer e vice Eduardo Lawson – um monge tibetano em equilíbrio e sempre pronto ao diálogo - se dispam da postura FHC/LULA (“law profile”) e adotem uma postura, digamos, Dilma, de administrar. São profissionais preparados, com raízes familiares melhores impossível e discurso, até aqui, a meu ver, corretos. Mas... na prática, os resultados foram pífios. Os bairros pedem SOCORRO!!! E O CENTRO DA CIDADE TAMBÉM!!! O que já não era bom ficou muito pior e, se assim continuar, teremos um caos completo. Asfalto (buracos, falta de), esgoto (falta de) e insegurança, dentre outras mazelas, estão a exigir ação mais efetiva. A equipe do Folha prestou à comunidade um serviço inestimável. Competentes, os jovens e um não tão jovem (“midle age”) jornalistas do FG. em matéria sob o título “2013 em tópicos” (Ed. Especial, 144) foram brilhantes e imparciais, como deveria ser todo o jornalista comprometido com a verdade e mostraram de forma contundente os pontos positivos e negativos, que, ao ver e sentir desses jovens, ocorreram neste ano de 2013. Parabéns aos profissionais Camila Costa, Matheus Magalhães, André Zenobini (que deu outro show em artigo de sua lavra publicado na mesma edição, onde elege a palavra “SUSTENTABILIDADE...”), Ique de La Rocha e Rodrigo de Aguiar (que tocou na “ferida” de mazelas papareias). Bueno, feliz ano de 2014 a todos que nos acompanharam em 2013. E... pelo amor de Deus, que ele seja sem mais do mesmo!!!

Economista* nerinopiotto@globo.com

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arece que o Cassino é sempre pego de surpresa com o verão. O calendário não ajuda a nenhum empresário e os finais de semana surgem na vida deles como por um acidente imprevisto e que jamais poderia acontecer. Até quando a maior praia do mundo vai ter um serviço tão precário nos diversos estabelecimentos comerciais? Durante os finais de semana é extremamente difícil conseguir um restaurante, padaria, farmácia ou qualquer outro tipo de serviço que necessite de atendimento. Primeiro, porque os funcionários quase não gostam dos clientes. Acho que eles atrapalham o papo que poderiam ter uns com os outros, caso o restaurante estivesse vazio. No último final de semana iniciei um martírio atrás de uma pizza. Foram muitos os lugares visitados e muitos que recusaram atender. “Não temos condições”; “Acabou a comida”; “Está demorando cerca de duas horas”. Isso é inaceitável para que uma área turística que quer se desenvolver. Parece que não se preocupam em fidelizar o cliente. Após muito rodar pelo Cassino e de aguentar cerca de 30 minutos numa fila, em pé, consegui uma mesa. Quando pensei que tudo estaria bem, recebo a notícia que terei que esperar para poder beber, por falta de copos. Faço a pergunta, “não tem algum de plástico?” e a resposta óbvia: “Não”. Lá se foram mais alguns minutos até chegarem copos para a nossa mesa. Dos copos até a pizza, o conturbado atendimento só prosseguiu até finalmente conseguir comer. Ao final, a exorbitante conta não deixou eu mentir: o Cassino está caro e não está preparado para a temporada de verão. O que é algo impensável, já que o verão

Foto: Divulgação

acontece todo ano na mesma data. Era preciso uma política de incentivo para abrir novos restaurantes e comércios no bairro-balneário. Quem sabe, desconto em impostos municipais para quem abrir um empreendimento fora da Avenida Rio Grande. Aos empresários, que pensem que não se fideliza cliente com atendimento caro e ruim. É preciso oferecer qualidade para o consumidor. Pena que no Cassino são tão escassas as opções que fica quase impossível escolher. Falei tanto dos locais pagos, que esqueci de dizer que a prefeitura também não foi avisada de que o verão chegou. Esqueceram completamente que há muito mais carros em Rio Grande do que a avenida principal consegue suportar e que é necessário dar mais espaço às pessoas, fechando a avenida. Também as pessoas não entenderam a placa na ligação da RS-734, que diz “Siga Livre”, faltou um agente de trânsito explicando. O verão chegou, mas esqueceram do principal: avisar àqueles interessados em faturar e em gerir o município. O público compareceu, lotou o balneário dia e noite, mas tenho certeza que muitos têm alguma reclamação sobre as experiências que tiveram. Espero que entendam que isso não é apenas uma crítica, é uma forma de mostrar aquilo que precisa ser melhorado. Quando vamos a outros lugares, somos bem atendidos e, mesmo com o grande movimento, há espaço para todo mundo. O Cassino tem todo o potencial para ser a melhor praia do mundo para o verão, mas é preciso colaboração dos agentes públicos e privados. PS: esse final de semana ao qual me refiro foi o de 28 e 29 de dezembro. André Zenobini

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Alfaro

Alberto Amaral

Eder Rabello Nunes, o Filósofo do Concretismo e o Réveillon de 2014

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Praia do Cassino ganha banheiros e latas de lixo Até agora, estas são as medidas concretas tomadas pela SMC para a temporada 2014

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Secretaria de Município do Cassino (SMC) busca equipara melhor o bairro-balneário para a temporada de veraneio que se inicia. Para tentar remediar um problema crônico que assola o Cassino durante todo o ano, sobretudo na alta temporada, a SMC iniciou, nesta primeira semana, um trabalho de colocação de latões para depósito de lixo à beira-mar e diversos banheiros químicos na praia. Inicialmente, serão 80 banheiros químicos, que estarão espalhados pela praia e pelo bairro-balneário, em contraste com os 50 disponibilizados na temporada passada. Durante as comemorações do ano novo, já era possível avistar diversos banheiros pela praia, número que deve aumentar gradualmente nas próximas semanas. Apesar de não estimar um número exato, a Prefeitura Municipal também deverá disponibilizar mais latões de lixo do que no ano passado. O esforço visa conter o depósito de lixo nas areias da praia, o que causa um enorme acúmulo de entulho e provoca danos ambientais, bem como proporciona um mau cheiro. Tempos atrás, o Folha Gaúcha flagrou um sofá deixado em uma duna, o que demonstra o desrespeito que impera com o mau uso da praia. Projetos Nando Ribeiro, titular da pasta, confirmou, em entrevista recente ao Folha Gaúcha, alguns projetos visando não apenas a temporada 2014 mas já projetando à médio e longo prazo mudanças na forma de organização da praia e o oferecimento de serviços. Um dos projetos inclui o zoneamento da praia, de forma com que haja espaços específicos para a prática de esportes, banho dentre outras atividades. O que já se pode ver na praia são os banheiros e as chamadas “marachas” – os morros de areia que delimitam e preservam um espaço entre a beira do mar e o corredor para o estacionamento de carros. Violência A escalada brutal da violência no bairro-balneário assustou tanto moradores quanto turistas que, jocosamente, vinham se referindo ao Cassino como “faixa de gaza” nas redes sociais. Uma reunião no dia 10 de dezembro cobriu o assunto mas não foi conclusiva a respeito de qualquer atitude a ser tomada para brecar as ocorrências. Porém, como é da natureza das operações policiais, a primeira providência – e única real solução ao problema – foi tomada no fim de 2013: a Operação Ano Novo, deflagrada no dia 31 de

MATHEUS MAGALHÃES

Foto: Divulgação

este 31 de dezembro de 2013, tenho compromisso de coluna com o meu www.blogdoalfaro.com.br e com a Folha Gaúcha, e todos que escrevem desejam sair do lugar comum dos textos de finais de ano, que geralmente tratam de: Retrospectiva; Os melhores do Ano; Perspectivas, etc. Idealizei inicialmente uma crônica tendo como base o discurso da Presidente Dilma Rousseff, onde ela tangenciou espertamente todas as crises que enfrentamos, tratando-as como: “alguns problemas localizados, já equilibrados, que garantem a tranquilidade do planejamento das famílias e das empresas”, desisti para não comprometer o meu fígado e os dos que me leem. No final da manhã na nossa Empresa, na tradicional troca de cumprimentos, fui surpreendido com votos até então nunca recebidos: nosso gerente comercial e amigo, Eder Rabello Nunes, desejou-me que tivesse felicidades nos “Três S’s”. A única expressão parecida que havia experimentado na minha vida até então era a dos “Cinco S’s”, que adotávamos nos cursos e treinamentos do SENAI, reproduzindo o que os programas de qualidade japoneses preconizavam, desde a década de 50. Não era, tratava-se de uma tirada, de uma criação do querido colega de trabalho, muito, prático, objetivo e também muito espirituoso, qualidades fundamentais para que os executivos tenham sucesso. Pois bem, aí veio a explicação sobre os tais “Três S’s”: “Saúde, Sexo e $”, argumentando, de forma firme e convicta, que se esses três aspectos estiverem equilibrados e resolvidos, todo o resto dos problemas que aparecerem são fichinha, encontrarão um individuo pronto a enfrentá-los e vencê-los com disposição e energia. Em contrapartida, qualquer situação de desequilíbrio em algum dos itens apontados é infelicidade e desestruturação física e emocional na certa. Este desafronto do Eder em pensar e propor é característica básica aos que querem ser protagonistas, aos que querem dar um sentido maior à difícil arte de viver. Vejam, até na definição do seu nome após o casamento com Sabine, inovaram: ele assumiu o Nunes dela, e Ela assumiu o Rabello dele, ficaram: Sabine Abel Nunes Rabello e Eder de Oliveira Rabello Nunes. Portanto, ao denominá-lo de “Filósofo do Concretismo”, movimento de vanguarda surgido na Europa em 1945, que defendia a racionalidade e rejeitava o acaso e a abstração lírica e aleatória, desejo estar homenageando ao Eder e a todos que repudiam a mesmice e que valorosamente se atrevem a criar. Desejo que o Réveillon tenha sido de encontro, amor e paz, e que 2014 seja repleto de novos e bons motivos para viver.

dezembro, pôs fim a uma célula do crime organizado que operava, com diversos integrantes, uma rede de tráfico de drogas na cidade. A quadrilha esteve sob investigação por cinco anos e foi desmantelada. Diversas ramificações das operações do crime eram situadas no Cassino. Como se sabe, o crime cometido por menores de idade é epidêmico no município. É sabido também que a leniência da justiça acaba por tornar inúteis ambiciosas operações policiais para deter os meliantes. Resta esperar que estas quadrilhas e gangues sigam a ser desmanteladas pelas forças policiais, sem que a justiça e seu excesso de amor pelo bandido – e excesso de descaso pela vítima -, não atravesse o caminho das operações.


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Réveillon na praia marca início da temporada 2014 no Cassino Praia recebeu milhares de pessoas para celebrar o início do novo ano ao som de artistas locais e da banda Cidadão Quem MATHEUS MAGALHÃES

Inicio Oficial da Temporada

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o ano de 2013 acabou. Como manda a tradição, milhares de rio-grandinos foram até a praia do Cassino para comemorar o ano que passou e saudar o que entra. Seja acompanhados das famílias ou amigos, diversas pessoas escolheram, novamente, a praia como o lugar ideal para romper o ano e se divertir. Para tal, seguindo o ritual estabelecido há mais de uma década, a Prefeitura Municipal utilizou o bairro-balneário como palco para um calendário de atrações. O tradicional Campo do Praião abrigou um palco que ofereceu música ao vivo até o início do primeiro dia de 2014. Aberto às 22h do dia 31, o palco contou com as presenças de Veloir e Banda, Clima Novo e, a partir das 0h, uma sequência de artistas locais como Gabriel Her-

nandes e Axel Antunes, enquanto a contagem regressiva era feita. Após a tradicional queima dos fogos, um tanto atrasada devido a problemas técnicos, DJs tomaram conta da festa até a 1h30, quando a grande atração da noite chegou. O Cidadão Quem, uma das bandas mais celebradas no Sul do País, fez um show marcante para as milhares de pessoas que estavam no local. A banda se reuniu, após cinco anos de inatividade, para comemorar os 20 anos de carreira e encerrou o ano em grande estilo, tocando no Cassino. Após o show, com direito aos clássicos da banda como “Pinhal” e “Dia Especial”, a música não parou e novamente a festa continuou com som mecânico. Às 3h, o Réveillon 2013/2014 no Cassino estava oficialmente encerrado.

No dia 31, antes da grande festa, uma solenidade marcou o início da temporada de veraneio 2014. A abertura da Casa de Governo do Cassino contou com a presença do prefeito Alexandre Lindenmeyer, bem como o vice-governador Beto Grill e outras autoridades locais. Ambos saudaram o público e acrescentaram que a casa, que abre durante a temporada, dedica servidores públicos para o oferecimento de serviços a moradores e turistas. A Casa de Governo, dentre outras situações, oferece a confecção da carteira de identidade e do CPF. Além disso, outros serviços oferecidos são a emissão de segunda via de contas, pedidos de alteração cadastral e religação da CEEE e Corsan, pedido de certidão de quitação eleitoral, informações diversas sobre a CNH (Carteira de Habilitação), informações sobre matrículas na rede pública e registro de ocorrências por perdas e furtos. O órgão também realiza ações de cunho educativo, como campanhas de prevenção e vigilância epidemiológica, realizadas pela Secretaria de Saúde local; internet de acesso gratuito através da Procergs; informações meteorológicas sobre todo litoral gaúcho e presença de representantes da Polícia Civil, Brigada Militar e IGP.


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FOLHA GAUCHA

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Superação: Camila enfrentou a leucemia e dá uma aula sobre a vida ANDRÉ ZENOBINI

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Difícil Adaptação

“Os dois primeiros anos foram muito difíceis. Eu não conseguia me adaptar à cidade e o lugar que eu mais gostava era a rodoviária, quando eu estava vindo (Camila concedeu a entrevista direto da capital) à POA! Guriazinha da capital, criada vendo o shopping Iguatemi pela janela, não podia gostar fácil de Rio Grande, né? Mas fiz muita festa e estudei muuuuito (sic) e comecei a perceber que eu vivia coisas em Rio Grande que Porto Alegre nunca me proporcionaria”, recorda ela. Entre esses presentes da Noiva do Mar, estão os amigos que Camila irá levar para sempre. “Fiz amizades para vida toda, amadureci, tive experiências incríveis durante as aulas e Rio Grande e a FURG foram entrando no meu coração para nunca mais sair. A relação que temos com os professores é de pais e filhos: 90% dos alunos têm o telefone de 90% dos professores. Frequentamos as casas deles e temos qualquer porta do hospital aberta para aprendermos o que quisermos”. Mas foi no último ano de faculdade que a difícil missão de diagnosticar bateu à porta e Camila, utilizando os recursos que lhe foram ensinados, logo reconheceu o que estava acontecendo com ela. Nesse momento, Camila passou a enfrentar o próprio corpo pela sobrevivência: no diagnóstico, constava Leucemia e no coração, a vontade era uma: vencer.

Antes da descoberta

“Onde existe fim, eu vi um começo”, essa é uma das tantas frases marcantes de Camila Colao Merlo. Porto-alegrense e estudante da Universidade Federal do Rio Grande, ela se viu, durante o curso de medicina, como muitos brasileiros: na fila por uma doação de medula óssea. A história dela ganhou uma página linda no dia que deveria ser de sua formatura, quando um Cidec-Sul lotado a salvou em palmas e de pé ao receber uma homenagem de sua turma, depois de ter vencido uma grande batalha contra a leucemia. Nascida no dia 10 de abril de 1986 na capital gaúcha, Camila sempre se considerou uma “nerd” no quesito escola. Concluiu o Ensino Médio no Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário e conta que sempre foi um sonho ser aprovada para um curso de medicina. “Sempre tive essa ideia de fazer medicina desde pequena, mas só fui amadurecer essa vontade no ensino médio mesmo. Eu fiz todo meu ensino fundamental em colégio estadual. Este só tinha turmas

até a oitava série, então eu teria que ir para outro colégio no ensino médio. Escolhi o Rosário pelos bons resultados dos alunos nos vestibulares, principalmente para medicina”, relata. Filha de Ivo Ersi e Dolores Colao Merlo, Camila tem mais dois irmãos mais velhos. Foram algumas dúvidas na cabeça até bater o martelo sobre a escolha na hora da inscrição: “eu, então, estava convencida a fazer biomedicina, mas não decidida. Até que chegou o momento da inscrição e eu não tive outra opção, o que eu queria mesmo era medicina, e não queria mais fugir daquilo que meu coração me chamava para fazer. Coloquei na cabeça que não importava o tempo que demorasse, eu queria ser médica e estava decidido”, conta ela. Quatro anos de cursinhos preparatórios e cinco anos de vestibulares, todos com o mesmo objetivo. Nos três primeiros anos, apenas as universidades da capital eram as escolhidas e depois as do interior começaram a aparecer nas listas de Camila. Não foi por falta de oportunidade que ela não iniciou os estudos no curso que tanto queria. Os recursos financeiros impediram que logo após seis meses do colégio começasse a cursar a Ulbra. Logo em seguida, veio a aprovação na Puc-RS. “No terceiro ano de cursinho comecei a prestar vestibular para a Federal de Pelotas e FURG. Fui bem naquele ano, mas por duas questões não passei na FURG. No quarto ano de cursinho, o ano mais light devido à bagagem de estudo que eu já tinha, relaxei e fui bem em todas. Não passei em Porto Alegre por detalhes e por causa das cotas (eu não era cotista). Na Federal de Pelotas fui chamada e na FURG, passei no listão!! Posição 51!”, comemora ao recordar o momento em que conseguiu aprovação para o início do sonho.

Foi em uma viagem ao Rio de Janeiro durante o mês de férias entre o 5º e o 6º anos que a vida de Camila começou a mudar. No passeio ela estava acompanhada por duas amigas: Francieli e Melina. “Um dia, ao acordar, notei ecmoses nas minhas pernas (são manchas roxas tipo batida). Fiquei preocupada, mas também achei que não era nada de mais, pois às vezes, principalmente em mulheres, podem aparecer essas manchas sem motivo aparente, ou por estresse. O que me incomodava é que eu achava elas meio grandes”, recorda. Mesmo tendo os ensinamentos em medicina, Camila, como qualquer outra pessoa, não pensou no pior e seguiu com sua rotina. Já de volta ao Rio Grande do Sul, começou o estágio na emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Durante o curso de medicina, há um semestre para estágios optativos e alguns alunos optam por fazê-lo fora de Rio Grande. Ao retornar para a Capital, Camila foi morar com os colegas Francieli e Thiago. “Durante o mês de fevereiro, as ecmoses não desapareciam, pelo contrário, apareciam novas e começaram a surgir pelos braços. Achei que fosse alguma interação medicamentosa com os remédios que eu estava tomando e resolvi então perguntar a um médico, preceptor da emergência onde eu era estagiária, o que ele achava. Após pesquisarmos em um programa americano conectado na internet que tem os mais atuais artigos do mundo, ele chegou à conclusão que último ano de medicina era assim, e que eu estava estressada. Os meses foram passando e uma dor de cabeça passou a incomodar a vida de Camila. A concentração acabou sendo consumida pela dor e o cansaço tomou conta de sua vida. “Atribui o cansaço a isso. Até que um dia me automediquei com um remédio para enxaqueca o qual não me fez bem e eu fui até a emergência do hospital de clínicas consultar. Lá me pediram exames, mas não foi pedido hemograma. Tomei algumas medicações e aguardei o mal estar passar. Isso foi um domingo. Durante a semana seguinte uma dor na perna direita não me deixava dormir e me in-

comodava muito durante o dia. Era uma dor forte

e insuportável, comecei a me medicar novamente com hipóteses minha de causas dessa dor, que só piorava.

A descoberta Com as dores aumentando, Camila resolveu fazer um exame de sangue que seria de rotina. “Isso foi numa quinta. Na segunda, dia 26 de março, eu passei o dia com minha amiga de infância no cemitério. Nos despedíamos da mãe dela, que havia morrido de câncer. Ao chegar em casa recebo um telefonema do laboratório onde eu havia realizado meu exame, avisando que eles não disponibilizariam o exame via internet, pois nele havia observações”, recorda. Nesse momento, o sentido de médica pulsou em Camila, que foi logo buscar o resultado do exame. Já era passado o horário de funcionamento do laboratório e a funcionária a aguardava na porta. “Com o exame na mão e o laboratório fechado, eu gelei”. A primeira reação, ao conferir o resultado que segurava, foi conversar com uma médica endocrinologista que a atendia há 13 anos e, por isso, já mantinham uma relação de amizade. Da conversa ficou marcado o encontro para o outro dia pela manhã. “Porém o telefone logo voltou a tocar e era ela, dizendo que iria ligar para um hematologista amigo dela e já me retornava novamente. Quando o telefone voltou a tocar pela segunda vez, as recomendações eram: vai agora para a emergência do hospital Mãe de Deus! Liguei para minha mãe, que estava no apartamento próximo ao nosso e pedi para a Fran me levar, porque eu estava nervosa. No elevador do prédio, indo pegar o carro para irmos ao hospital, falei: “se preparem, que estou com leucemia” A negação de minha amiga veio na hora. Mas dessa vez eu acertava o diagnóstico! Na mesma noite eu internei”. A experiência em medicina e os sintomas que antecederam esse momento deram essa certeza a Camila. Ela já sabia o que estava ocorrendo com ela.


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FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

Vaidade

Tratamento Imediato “Meu estado já era mais debilitado ainda e as transfusões de sangue começaram naquela noite mesmo. Isso foi em uma segunda-feira. Na terça pela manhã fiz biópsia, na quinta comecei quimio e na sexta à noite eu estava na CTI com sérias complicações pulmonares e respirando por oxigênio. No sábado de manhã já fui entubada, e o drama de 40 dias na CTI, entre a vida e a morte estava apenas começando. Entrei em sepse (infecção generalizada), choque séptico, falência múltipla de órgãos e tive que fazer hemodiálise”, revela ela sobre os primeiros dias no hospital. Com estado de saúde muito debilitado, Camila foi uma batalhadora por passar por todas as etapas de seu tratamento. “Nesse período (em que esteve sedada) foi feita uma grande campanha de doação de sangue, pois precisei de muuuuitas transfusões e o hospital não tinha tanto estoque. Minhas amigas foram para a mídia e hoje eu tenho uma lista de mais de 300 pessoas, entre as que conheço e outras que não faço ideia de quem são, que foram doadoras. Nesse período foi vista uma campanha de fazer o bem sem ver a quem muito grande e emocionante. E a corrente de orações e fé foi tamanha que até hoje descubro pessoas do Brasil todo que rezaram por mim de todas as religiões possíveis!”. Camila é muito agradecida por todas as pessoas que participaram desse momento de sua vida.

Tratamento Foram cinco meses de tratamento. Três deles, Camila ficou internada sem interrupção e depois foram duas altas: uma de dez dias e outra de sete dias, intercaladas por um mês de quimioterapia. “O tratamento em si não é doloroso. Mas a passagem de cateter dói muito, e eu ainda fiquei com uma escara sacral que me fez sofrer muito com dores horríveis. Quando acordei, não sabia mais caminhar e não conseguia mais me mexer na cama sozinha, tamanha minha fraqueza muscular. E também não podia falar, pois estava com traqueostomia”, revela. A visão foi outro fator importante para o tratamento de Camila: “eu sentia inveja que as pessoas caminhavam, podiam se agachar para pegar uma caneta, podiam respirar sem oxigênio e meu maior desejo era ver a luz do sol. Meus médicos e todos os funcionários da CTI nesse momento foram pessoas mais que maravilhosas. Aprendi o que é ser humano, que um bom médico não é aquele que sabe tudo, mas aquele que pega na mão do paciente e diz: estamos felizes por tu estares aqui conosco melhorando. Isso não tem preço, a força psicológica que isso traz para um paciente é melhor que qualquer medicação administrada para a recuperação de alguém”. Nesse período de tratamento, a força que Camila mostrou para superar os desafios é algo incomparável. “Senti muita sede, ganhei cubos de gelo do meu médico para matar a sede, passei frio e muita dor, mas a vontade de sair dali era muito maior e eu sabia que a corrida estava apenas começando, porém uma batalha eu já ganhara, sobrevivi à tempestade. O tratamento não foi fácil: fisioterapia intensa, aprender a andar e comer novamente, pulmões ainda debilitados, novas quimios pela frente e muita, muita paciência”. E para enfrentar tudo isso, o apoio daqueles que a amam foi fundamental para esse processo de recuperação. “Família: a palavra que para mim significa união, força coragem. Com eles, colocamos em prática o que sempre foi ensinado: a palavra desistir não faz parte do nosso vocabulário. Estávamos todos naquele barco!!! Família é tudo, nesse momento:

é o remédio, é o impulso, a energia diária, o alicerce. Tudo!!! Outra questão muito importante é a fé. A religião, independente de qual seja, para mim foi essencial!”.

Lição de Vida Mesmo debilitada e com tantas preocupações, Camila viu, no meio do turbilhão de sentimentos que estava vivendo, que era preciso fazer algo para ajudar o mundo a entender melhor o que ela estava passando. Foi através de um vídeo filmado dentro do hospital que ela fez a alegria de muita gente e ainda passou uma bela mensagem de força e fé. “Na minha primeira alta após os três meses de internação ininterrupta, eu finalmente ficaria dez dias em casa (literalmente), mas já era uma glória. Nesse período, meu irmão Rodrigo me mostrou um vídeo filmado no Hospital Nossa Senhora das Graças em Curitiba. Esse vídeo havia sido inspirado no primeiro gravado no Seattle Children’s Hospital e a trilha sonora era a mesma: Stronger, de Kelly Clackson. Refrão: “O que não te mata te deixa mais forte” Enlouqueci, precisava muito mostrar às pessoas que no nosso hospital não havia crianças, mas havia pessoas também cheia de sonhos, vida, coragem, força e muita alegria! Eu precisava também informar mais às pessoas sobre doação de medula óssea. Meus colegas e profissionais da área me perguntavam a respeito e eu notava que, se nós da área da saúde e frequentadores de uma faculdade de medicina não sabíamos quase nada a respeito, imagina os ‘leigos’. Fora isso, me senti envergonhada. Muito fácil pegar um canudo e dizer: ‘Eu sou médico(a), salvo vidas’, e o mais simples para salvar, não fazer. Me perguntava, quantos dos meus colegas de profissão eram doadores de medula, ou tinham o hábito de doar sangue. Salvar vida não é somente um ato médico!”. A iniciativa de Camila tomou conta do hospital porto-alegrense. “A terapeuta ocupacional do hospital, emocionada após ver o vídeo, quis levar a ideia adiante. No início enfrentamos algumas barreiras, mas não nos impediram de seguir em frente.

O hospital consentiu a filmagem e precisávamos de alguém que filmasse. Detalhe: não tínhamos recursos financeiros. Mas aí surgiu a Mari, amiga de uma enfermeira e formada em cinema. O dia mais importante foi quando juntamos todos os pacientes e um grande número de funcionários. Nesse dia, eu pude ver o luto deixando alguns pacientes, o sorriso surgindo nos rostos de alguns que não sorriam, mas que foram contagiados pela união de todos. Nesse momento eles puderam ver que não estavam sós e que ali havia pessoas na mesma luta, também presos e bombas de infusão, com máscaras, com cateteres e sem cabelo!!! Para mim foi o auge do vídeo esse momento!”, conta ela.

Sempre um ponto muito importante na vaidade de uma menina/mulher, o cabelo é um dos primeiros afetados pelo câncer. “O cabelo foi o de menos. Tive muitos episódios engraçados por isso e sempre levei muito na esportiva! Principalmente no dia que retornava para o hospital para minha terceira quimio (no total foram quatro) - cabeça que dava para lustrar - e eu recebi dois kits do hospital, pois eu passaria mais de 15 dias internada e um só não dava. No kit vinha pente, toca para não molhar o cabelo, shampoo e para salvar o kit, escova de dente!!! Mas eu tinha a minha. Olhei para a moça e disse: muito obrigada, sem esse kit eu realmente não teria como ficar no hospital. Caímos todos em risada... não tinha outra alternativa”, revela. Conversar com Camila é um ensinamento. “minha vida nunca mais será a mesma, eu não sou mais a mesma e meus pacientes futuros receberão isso tudo em troca. Como eu disse aos meus colegas: é repetitivo quando as pessoas falam para darmos valor às pequenas coisas do dia a dia, mas é a mais pura verdade. Eu tive inveja do menino que limpava o suporte de álcool gel com água. Eu queria muito poder beber água! No dia em que fui para o quarto eu pude ver a chuva e para muitos era um dia feio, mas para mim era a mais bela paisagem, que meus olhos podiam ver naquele momento. Temos que dar valor por sermos “perfeitos”, podermos caminhar, respirar, podermos ter escolhas, direito de se deslocar para onde bem entendemos. E sempre, sempre devemos deixar as pessoas com palavras verdadeiras de amor e carinho se é isso que sentimos por elas, e não supor que elas saibam! E não reclamar por trabalharmos e chegarmos cansados. Eu por muito tempo daria tudo para poder fazer isso!”, conclui.

Homenagem O dia 14 de dezembro de 2013 será sempre inesquecível para Camila, que vai lembrar de seus colegas e de amigos e desconhecidos que a aplaudiram de pé. Recuperada do tratamento, a turma que deveria ter Camila entre seus membros fez uma belíssima homenagem a ela durante o discurso do orador. Na presença da Reitora da Universidade do Rio Grande Cleuza Dias, apresentaram o vídeo feito por ela durante o tratamento e comemoraram a sua recuperação. Ano que vem será o ano de conclusão para ela, mas tenho certeza que essa cerimônia nunca será esquecida. “Não tenho palavras que definam o que eu senti. Foi uma emoção muito forte e uma surpresa incrível, pois devido à rigidez da universidade com a cerimônia de colação, eu nunca imaginei que algo assim fosse acontecer. Meus colegas não sabem o que fizeram para mim naquele dia. Eles não têm dimensão do presente que me deram. Nunca esquecerei esse dia e talvez ano que vem, na minha formatura, não me sinta tão feliz como me senti”, conclui. Decidida por se especializar em pediatria com hematologia, Camila sabe a importância do médico humano, preocupado com seus pacientes e

o quanto isso significa em um tratamento. Para os que enfrentam uma situação igual à dela e facilmente aproveitada por todas as situações, ela deixa uma mensagem: “Como diria Gonzaguinha: Viver e não ter a vergonha de ser feliz! Quando achamos que não podemos mais, ainda podemos muito!!! A força de cada um não é finita e mensurável. Tudo nessa vida tem um propósito e tudo tem um lado bom, por piores que as coisas pareçam ser no momento. Fé em Deus e coragem. Quero hoje dizer a todos que nada foi em vão... que o AMOR existe, e que vale a pena se doar às amizades e às pessoas. ONDE EXISTIA FIM, EU VI UM COMEÇO!”

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Rio Grande deverá contar com perito legista em 2014 Reivindicação antiga pode ter fim com a vinda de profissional em contratação emergencial

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ais uma reivindicação histórica do município encontrou um final feliz: Rio Grande deverá contar com um perito especializado para o Instituto Geral de Perícias (IGP). Apesar de não haver confirmações de nomes, já foi acertado que a cidade contará com um profissional a partir deste mês, pondo fim a um suplício de anos, onde a cidade dependia de peritos de municípios vizinhos, aumentando, assim, o tempo de espera para a liberação dos corpos e a dor dos familiares. Os vereadores José Antônio da Silva (Repolhinho), Giovani Moralles, Dirnei da Motta e Paulo Roldão se reuniram com o diretor do Departamento de Perícias do Interior, Alexandre Dênega, na sede do IGP em Rio Grande. Na ocasião, Dênega confirmou que a unidade rio-grandina deverá ter um perito próprio, através de contratação emergencial, que atenderá o município e região. Histórico de descaso O vereador Repolhinho apresentou requerimento ao governo do Estado, na ocasião chefiado por Yeda Crusius, pedindo a designação de um perito legista para o município. Na época, o vereador observou que haviam sido convocados 99 profissionais através de concurso público, sob efeito da Lei 11.770, que estipula um número base para a quantidade de profissionais ligados à perícia criminal. Depois de diversas reuniões e súplicas da comunidade rio-grandina, Rio Grande recebeu um perito. Mas, foi por pouco tempo; o profissional foi deslocado apenas um ano depois, o que trouxe a carência de volta. Desta maneira, em casos de acidentes fatais ou homicídios, se fazia necessário o deslocamento da equipe de Pelotas para a cidade, o que tornava o processo extremamente demorado. De acordo com Repolhinho, uma das vozes mais ativas acerca do assunto, a cidade não pode aceitar ser dependente de uma município vizinho para que as perícias e a liberação dos corpos sejam realizadas: “Nossa cidade está em pleno crescimento, não podemos aceitar que corpos fiquem estirados na faixa, muitas vezes por mais de quatro horas, à espera de um perito que venha a se deslocar de outra cidade até Rio Grande”. O vereador completou, falando sobre os transtornos causados à comunidade pela falta do profissional: “Isto causa, também, grande sofrimento aos familiares da vítima, que ficam sem poder fazer nada”.

Foto: Gui Paranhos

Matheus Magalhães


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Nova licitação no transporte coletivo? Se Justiça confirmar irregularidades, novo processo licitatório poderá ser realizado

“Licitação da Cinderela” Como se recorda, a licitação feita no governo anterior colocou muitas interrogações nos que acompanharam a audiência pública que apresentou as linhas gerais do edital. O processo chegou a ser chamado, por um vereador da oposição na época, como a “licitação da Cinderela”, porque só cabia num pé, justificava ele. No edital, constavam exigências que dificultavam a participação de empresas de fora da cidade, acusavam alguns - e nenhuma se habilitou. Para tratar da licitação, primeiro foi realizada uma audiência pública, que ocorreu no dia 18 de abril de 2011, na Câmara de Comércio. Enquanto a audiência pública para licitar o transporte coletivo em Pelotas teve a presença de um Promotor Público como mediador, aqui isso não ocorreu. Na Princesa do Sul foi formada uma comissão tripartite para avaliar questões do edital e no site da Prefeitura de lá foi aberto espaço para a população enviar sugestões. Na audiência de Rio Grande, houve um grupo que chegou a sugerir a quebra do monopólio no setor, mas a proposta não foi levada em conta.

Foto: divulgação

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as costumeiras entrevistas de final de ano à imprensa, o prefeito Alexandre Lindenmeyer (PT) declarou que poderá ter de decidir pela realização ou não de uma nova licitação do transporte coletivo na cidade. Como o próprio Chefe do Executivo diz que desde o início de seu governo vem mantendo uma “queda de braço” com as empresas, acredita-se que alguma novidade poderá ocorrer referente a essa questão, já que a licitação, realizada em 2011, encontra-se na Justiça. Com uma nova licitação, inclusive o Município poderá faturar bem mais que os R$ 6 milhões pagos pelas empresas para terem as concessões, quando se sabe que em outras cidades o valor atingido pela outorga foi superior. Também especula-se que poderão ser criados mecanismos no edital para evitar o monopólio.

IQUE DE LA ROCHA

Vencedores teriam de absorver as frotas No edital feito pela Prefeitura do Rio Grande em 2011 constava que os vencedores da licitação teriam de absorver, pelo prazo de um ano, 90% da mão de obra das empresas que já atuavam em nosso transporte, bem como teriam de absorver os veículos delas e todos os bens reversíveis. Deveriam ter, ainda, uma garagem com capacidade para guarda da frota. Por ocasião da audiência pública, em 2011, e diante da afirmativa do técnico contratado para preparar a licitação, de que os futuros prefeitos não teriam como mudar as regras, chegamos a comentar: “Esperamos que os prefeitos não fiquem engessados e a população, refém do sistema. Que o edital contemple os interesses dos empresários (por que não?), mas, acima de tudo, os da população”.

Alguns problemas do transporte coletivo * Lentidão das viagens, que ocorrem também quando o trânsito está normal. * Falta de ônibus após a meia-noite (deveria ter ao menos duas linhas “Madrugadão”: uma para o lado da avenida Itália e outra pela Roberto Socoowski, com um ou dois horários entre 2h e 5h da manhã). * A capacidade permitida de pessoas em pé nos coletivos é superestimada e não corresponde ao espaço existente. Por mais que o ônibus lote, dificilmente excederá a lotação permitida. * A falta de mais horários em algumas linhas ainda é a maior reclamação dos passageiros.


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Aniversário Furg FM A Furg FM, mais conhecida pelo seu antigo nome Rádio Universidade, com-

pletou 25 anos de fundação em 2013. A festa acumulou o aniversário do Museu Nume – Núcleo de Memória Francisco Martins Bastos, presidido pelo Profº Oswaldo Barbosa. A Furg FM está sob coordenação da jornalista Rosane Borges Leite. Entre os grandes nomes que passam e passaram pela Furg FM estão: Célio Soares, Willy César, Otto Bender, Péricles Gonçalves e tantos outros que por ali passaram. Otto Bender infelizmente já nos deixou, mas marcou época no radiojornalismo da região. Sempre muito polêmico e cheio de histórias para contar, era um verdadeiro rei do microfone em seu RU Rádio Café. Tive o prazer de trabalhar e aprender com ele enquanto estagiário da emissora universitária. A ele - Otto -, Péricles, Rosane Borges, Célio Soares, devo muito do que aprendi sobre rádio e sobre jornalismo. Parabéns a essa emissora que é um lar de bons profissionais e uma escola aos que lá passam.

Fotos: Folha Gaúcha

André Zenobini - andre.zenobini@gmail.com


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Fotos: Fernando Terra


Dilair José: um gaúcho de palco e campo Rodrigo de Aguiar

Fotos: Fernando Terra

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m homem polivalente. De suboficial aposentado da Marinha Mercante a um dos grandes nomes do tradicionalismo: estamos falando de Dilair José. Este rio-grandino nascido na costa do rio São Gonçalo e mais precisamente em um local chamado Barrancas do Capão Grande, em Domingos Petroline, é filho de Ary Pereira das Neves e de Nair Monte das Neves. O dia 20 de fevereiro de 1952 marca o nascimento de uma personalidade dos pampas dotada de um talento ímpar, um ícone da cultura gaúcha. Neto de Raul Gonçalves do Monte, sobrinho do Coronel Plínio do Monte, que foi quem cedeu as terras para a criação da localidade de Domingos Petroline, Dilair morou no campo até os 12 anos, quando, então, veio para a cidade. Sua passagem pelo meio urbano foi rápida. Um ano depois ele voltou a morar com a avó e foi estudar em Pelotas. Aos 18 anos voltou para o município, onde serviu ao exército. Embora esta vida campeira esteja intrínseca em seu DNA, dois fatos chamam a atenção no meio desta história: no ano de 1973, Dilair foi campeão amador pelo Esporte Clube Esperança e também foi maquinista de navio por 20 anos, onde aposentou-se como suboficial da Marinha Mercante. A escrita também é um dos fortes deste mestre. Dilair

escreveu o livro “Tiro de Laço”, em parceria com seu compadre Plínio Prestes do Amaral, obra esta que espalhou-se rapidamente e conta com exemplares até na Líbia. Muito orgulhoso, ele conta que na Noruega a história contada em seu livro foi traduzida para o idioma oficial daquele país. Sua carreira conta, ainda, com diversos títulos em festivais, que foram conquistados com letras compostas por ele e em parcerias com outros amigos. Durante quatro anos Dilair foi patrão do CTG Galpão do Xirú, na Quarta Secção da Barra, e ainda dos CTGs Raphael Pinto Bandeira, Mate Amargo, Sentinela do Rio Grande, entre outros. Além de todas estas atribuições, Dilair foi ainda apresentador de programas de televisão local e apresentou na Festa do Mar, tradicional evento do município, um dos grandes nomes da música tradicionalista: o Gaúcho da Fronteira. A cultura gaúcha não tem limites de expansão, e para corroborar com isto estão os convites que Dilair costuma receber para inaugurações de CTGs pelo país a fora. Um bom exemplo foi na cidade paulista de Sorocaba, distante 107km da capital São Paulo e 1103km de Porto Alegre. No Uruguai, Dilair desfilou com a bandeira do Brasil no município de San Carlo, no dia de comemoração da independência daquele país e foi ainda o precursor das caval-

gadas da Barra do Rio Grande à Barra do Chuí. Ele é casado com a senhora Vera Lúcia Rosa das Neves, com quem teve quatro filhos. Atualmente também realiza a narração de rodeios. Segundo ele, a vida como narrador começou na Vila da Quinta, no CTG Raphael Pinto Bandeira, com o patrão Gilberto. Na ocasião, havia sido convidado para exercer a função de palanqueiro, que serve para segurar o cavalo contra o palanque. Por um acaso do destino, o narrador de um desses rodeios, em Domingos Petroline, faltou e o senhor Ireno dos Santos Veiga improvisou um rádio com um microfone amarrado na porteira, para que a narração pudesse ser feita. Na atualidade, Dilair comanda diariamente o programa Noites de Ronda, na Rádio Cultura Riograndina, mas sua trajetória nas ondas do rádio remonta o ano de 1995. O começo se deu justamente na Cultura Riograndina, quando foi trazido por Alcides Pinto e Glei Santana. Logo após teve passagem por outras emissoras locais e recebeu o convite de uma do estado de São Paulo, mas preferiu continuar no município, onde estava consolidada sua família. Desde aquela época, todos os programas apresentados por ele possuem este estilo e os ouvintes são convidados a interagir e tomar um bom chimarrão.


O narrador de três bandeiras A

Rodrigo de Aguiar

De acordo com Dilair, um rodeio crioulo é formado por provas de gineteada, tiro de laço, rédea, paleteada, pialo (que atualmente está proibido), prova do couro, chasque, vaca parada, shows e apresentações artísticas. A montagem de um espetáculo como este geralmente é demorada e leva de dez a 15 dias, tendo um custo aproximado de R$ 70.000,00 (setenta mil reais). Em torno deste evento existe também uma grande logística: gados e tropilhas (cavalos) devem ser trazidos de caminhão, com um frete custando aproximadamente R$ 5,00 (cinco reais) por quilômetro. As estruturas de palco, sonorização e pirâmides, assim como narradores, julgadores e demais profissionais envolvidos também demandam custos. “A apresentação de um artista conhecido gira em torno de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), cada monta de cavalo custa aproximadamente R$ 300,00 (trezentos reais), temos ainda que ter veterinários responsáveis, seguro de vida e a liberação de alvarás para a abertura do evento, o que demanda certo investimento”, disse Dilair, que completou: “Quem fizer com menos valor pode fazer uma festa campeira, mas não um rodeio, são muitos gastos”. Os rodeios crioulos possuem um grande significado para a nossa cultura, pois se não houver o contato com o campo e o resgate das lidas campeiras, os CTGs perdem o sentido e as novas gerações não saberão verdadeiramente

a tradição gaúcha. “O rodeio é a representação artística da lida diária do campo, onde a gaita, o violão e as danças típicas completam este conjunto.”, concluiu Dilair. Entusiasmado com o convite, ele disse que a expectativa está sendo muito boa e finalizou brincando, ao dizer que estava no lugar certo e na hora certa quando recitou o verso, que por lá se chama pallada.

Foto: Rodrigo de Aguair

lém de narrar na 6ª região, que compreende os municípios de Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí, Dilair já narrou em várias localidades do estado e também no Uruguai. Agora ele prepara-se para mais um desafio: narrar um rodeio na Argentina. O convite para atuar no país vizinho surgiu no Uruguai. Após Adalberto Clavillo cumprir com sua tarefa na prova, Dilair proferiu o seguinte verso: “Jinete igual Don Clavillo no hay por las esquinas. Después que sobe para arriba trama las manos las crinas. Pasa um año, passa otro ainda voy encontrar un potro levando un Clavillo en cima.”. Neste momento o pallador, que tocava violão, gritou no microfone: “Este brasileño és un loco!” foi quando Techera Moralles, um dos grandes nomes do rodeio argentino, lhe fez o convite. Ao responder que sim, ele recebeu a notícia de que iria a Córdoba relatar em Las Criojas. O rodeio de Córdoba é um dos maiores do mundo e, guardadas as proporções, sua participação pode ser facilmente comparada com uma convocação para a Seleção Brasileira. A expectativa é de que mais de 50 mil pessoas circulem pelo espaço que será montado sobre um campo de futebol. Serão oito dias de movimentação, sendo que os três primeiros são de atrações musicais e artísticas e os demais possuem como foco principal a prova de gineteada em todas as suas modalidades.


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Gotas de Sabedoria Pastor Vilela

Depoimento de Vida SACERDOTE DAS TREVAS LIBERTO E COM VIDA RESTAURADA!

COMPROMISSO

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a hora dos votos de casamento os noivos falam um para o outro: “Faço contigo um compromisso e uma aliança...” É Lindo!!! Mas, atualmente o COMPROMISSO está desvalorizado... Algum tempo atrás, quando estava para começar um namoro as coisas não eram como está hoje. Começava com os olhares, em alguns casos até se enviava carta. Se a coisa caminhasse para mais sério, então tinha que falar com pai da noiva, cunhado, sogra etc. Começava o namoro, geralmente se viam uma vez por semana, quando saiam tinham que levar o cunhado, isto quando a própria mãe não ia junto a passeio. Depois de um tempo e a conquista da confiança da família, então vinha o noivado... Agora, as pessoas se conhecem às 22h e ainda na mesma noite já estão na cama!!! A moda agora é não ter compromisso... Quanto menos compromisso, melhor! James Hanter, o escritor de O Monge e o Executivo, define: COMPROMISSO é se manter ou sustentar as escolhas que foram feitas... • Quantos compromissos você já fez e não cumpriu? Deus é um Deus de compromisso!!! Compromisso entre 2 ou mais pessoas (é aliança). Eclesiastes 5:4-5 diz: Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo. Ele não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues. Tolo é a pessoa que Deus não pode levar a sério porque NÃO CUMPRE COMPROMISSO. João 2:24: Mas Jesus não confiava neles, pois a todos conhecia... (este texto dizia respeito aos escribas e fariseus). Pergunto agora: Quantos Confiam em Deus? E Deus confia em você? Aí entendemos porque Deus ainda não nos entregou algumas coisas que pedimos... Existem três grupos de pessoas e você estará incluído em um deles!!! 1º OS QUE NÃO SE COMPROMETEM; 2º PESSOAS QUE TINHAM COMPROMISSO E DESISTIRAM DELE; 3º OS QUE ASSUMEM COMPROMISSO. OBS: Deus se compromete conosco na mesma proporção em que nós nos comprometemos com Ele.

Flaviane

“Me encontrava derrotado. Comecei com o vício do cigarro, fui para o álcool, passando para a a manconha, até chegar à cocaína. Tinha casa de encostos em minha própria casa e trabalhava tentando ajudar as pessoas, mas eu não conseguia ajudar nem a mim próprio. Hoje vejo que eu estava engandado e procuro alertar as pessoas que elas estão sendo enganadas também. Trabalhava, mas gastava todo o dinheiro em drogas. Causei grandes problemas para minha família. Muitos me falavam de Jesus, mas precisei chegar ao fundo do poço. Fiquei depressivo e com síndrome do pânico. No desespero, pedi a a Deus uma oportunidade e que me livrase da morte. Quando cheguei ao Ministério Cristo Vive, tudo começou a mudar. Hoje retomei minha vida, quero ajudar as pessoas que estão na mesma situação que um dia eu estive. Retornei ao convívio da família. Estou crescendo espiritualmente e ganhando minha família para Jesus. Hoje trabalho como voluntário no Ministério Cristo Vive Rio Grande, ajudando as pessoas e fazendo parte da equipe de voluntários dos Prs. Vilela e Celenita Costa.”


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Nova administração toma posse na Câmara de Vereadores Vereador Giovani Moralles – PTB foi eleito com grande parte dos votos e ocupará a presidência da Câmara até o fim do ano Camila Costa

Fotos: Gui Paranhos

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câmara de vereadores mais antiga do Rio Grande do Sul tem uma nova mesa diretora. Em meio à felicidade de estar na lista das dez câmaras mais transparentes do estado, a posse do novo presidente foi cercada por elogios e comemoração entre os partidos. Eleito presidente da câmara ainda em 2013, no dia 18 de dezembro, com 16 dos 21 votos possíveis, o vereador Giovani Moralles – PTB permanecerá no cargo até 31 de dezembro. Ao seu lado foram eleitos, ainda, outros experientes vereadores do município: José Antônio da Silva, “Repolhinho” – PSDB (vice-presidente), Wilson Batista Duarte Silva, “Kanelão” – PMDB (segundo vice-presidente), Paulo Roldão – PRB (primeiro secretário), Charles Saraiva – PMDB (segundo secretário). Na cerimônia, que ocorreu na quinta-feira (2), estavam presentes figuras marcantes na política rio-grandina, como o ex-prefeito e atual representante do PMDB na cidade, Fábio Branco, vereadores em exercício do mandato e o atual prefeito, Alexandre Lindenmeyer – PT. Até então, a Câmara Municipal era presidida pelo vereador Renatinho – PPS, que foi elogiado por todos os colegas durante os discursos de posse. O prefeito Alexandre Lindenmeyer fez questão de reforçar a importância do ato. “O que estamos vendo neste momento é o fortalecimento do processo de democracia”, afirmou ele, que ainda exaltou a eleição de Giovani como presidente. “O vereador Giovani Moralles não chegou aqui por acaso, tem um forte trabalho com a comunidade e a maior votação das últimas eleições.” Para os vereadores Charles Saraiva e Paulo Roldão, a posição da Câmara de Vereadores como uma das mais transparentes no estado precisa ser comemorada e é um motivo de orgulho para a população. “A nossa Câmara vem dando exemplo em termos de administração e seriedade entre tantas cidades do nosso estado, tudo isso é fruto de um trabalho realizado em conjunto”, destacou Charles Saraiva. Em seu discurso de posse, Giovani Moralles agradeceu a todos que colaboraram com a sua caminhada política, além da sua família, que diz ser a peça mais importante de sua vida. Após 12 anos, onde passou por suplências até a sua eleição, o vereador assume a cadeira de presidente voltando

sua administração para o eleitor. “A administração pública lida com o dinheiro do povo, com responsabilidades grandes, por isso precisa começar pela disciplina, temos que trabalhar para o povo”, exclamou. Segundo ele, a ideia agora é melhorar ainda mais o serviço prestado e buscar em exemplos próximos um espelho para seguir crescendo. “As câmaras de Caxias e Canoas ficaram à frente da nossa na transparência, então vamos até lá visitar, aprender com eles, ver o que há de bom para também implantarmos aqui”, explicou. A Câmara Municipal do Rio Grande possui mais de 260 anos, sendo considerada a mais antiga do estado. Por ela já passaram ex-prefeitos e grandes políticos rio-grandinos, além de ter acompanhado grande parte da história da cidade e dos momentos fundamentais que a construíram.


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de La Rocha Matrículas para rede pública de ensino Já estamos em 2014 - Em toda a troca de ano costumo lembrar que desde criança se imaginava chegar ao ano 2000 com o cumprimento de previsões futuristas. Que a vida seria como de Os Jetsons, a família de uma história em quadrinhos futurista, praticamente o contrário de Os Flintstones, que viviam na idade da pedra. Na minha cabeça, a vida nos anos 2000 seria que nem a dos Jetsons e o carro seria substituído por veículos voadores. Como todos sabem, nada disso aconteceu, ao menos por enquanto, mas era inevitável observar na virada do século: “Quem diria! Já estamos no ano 2000”. Pois agora cabe dizer: “Já se passaram 14 anos do ano 2000”. O tempo passa mesmo.

poderão ser feitas via internet Recurso oferece opção para pais e alunos sem precisar sair de casa

por MATHEUS MAGALHÃES

Fotos: Gui Paranhos

Ique

Lentidão do transporte e rodoviária no Cassino Nesta semana ouvi um ouvinte ligar para uma emissora de rádio e reclamar que é uma vergonha o ônibus levar uma hora até o Cassino e também da nova localização da rodoviária no bairro-balneário. Lá pelas tantas disse mais ou menos assim: “Está ficando pior com eles”, referindo-se à atual administração municipal. Com relação a essas duas situações, cabe esclarecer que tanto a lentidão do transporte coletivo quanto a rodoviária praticamente na Querência foram projetos do governo anterior. A primeira medida já estava implantada e a segunda em construção. Mas cabe o alerta à própria administração para que não deixe esse tipo de confusão se criar na comunidade. E pelo menos com relação à vagareza dos ônibus, que são obrigados a cumprir horário, de fato entendemos que eles poderiam andar mais rápido. Já comentamos, há cerca de dois meses, que essa lentidão não tem nada a ver com o crescimento do trânsito e das péssimas condições da avenida Itália, como os ligados ao governo anterior tentam justificar, embora isso também atrapalhe. Tanto que em certo sábado à tarde peguei um ônibus em direção ao Trevo. Em determinados momentos a faixa estava livre à frente do motorista e ele não acelerava, pois tinha de cumprir horário, enquanto todos passavam por nós. A SMOU realmente precisa rever essa questão. A temporada no Cassino - E por falar no Cassino, está aí mais uma temporada. Estou muito curioso para ver se a rodoviária próximo à Querência foi uma boa ou não. Também para ver como se sairá a Secretaria do Cassino, porque meses atrás as ruas do Cassino eram muito precárias. O bom de tudo é que o Cassino é sempre Cassino e se as pessoas ajudarem, não tivermos motoristas irresponsáveis e embriagados, se todo mundo respeitar uns aos outros, viverem harmonicamente, teremos mais um excelente veraneio e cada vez mais orgulho do nosso Cassino, o primeiro balneário marítimo organizado do Brasil e a praia mais segura do litoral gaúcho. E o turismo? - O Cassino não é nenhuma praia paradisíaca, mas proporciona muitas peculiaridades que a tornam realmente atraente. Rio Grande é uma cidade histórica, a mais antiga do Rio Grande do Sul. Ou seja, temos duas importantes justificativas para atrairmos turistas. Sem quase nenhuma propaganda, temos recebido anualmente veranistas de toda a Metade Sul e até do exterior. Imaginem que daria para se obter um retorno bem maior nessa área se tivéssemos um projeto de turismo para valer no município. Antes do Polo Naval muito se falou em desenvolver o turismo aqui. O Polo surgiu, de cima para baixo graças ao Governo Federal, não por iniciativa nossa, e ninguém fala mais em turismo, quando deveríamos estar focados em desenvolver também esta área.

Liquidações - Muitos consumidores já estão antena-

dos, aguardando as liquidações das grandes redes passadas as festas de final de ano. Passado o Natal, praticamente nada aconteceu de liquidação. Vamos ver a entrada do ano novo, mas o gerente de uma grande loja me disse que, no caso deles, a orientação é para liquidar somente na mesma época do “Liquida Porto Alegre”.

E

stá se aproximando a abertura do ano escolar e os pais e alunos poderão fazer suas rematrículas utilizando a internet. Trata-se de um convênio firmado entre a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul que possibilitará, através do site da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a inscrição e rematrícula on line dos alunos da rede pública de ensino. Desta maneira, as famílias poderão ter acesso ao sistema de rematrículas em casa ou algum local que ofereça internet e realizar o pedido de vaga (para os 1ºs anos dos Ensinos Fundamental e Médio) ou transferência para outra escola. Qualquer operação irá gerar um código de acesso, que servirá para consulta futura no site ou na escola pela qual o aluno foi matriculado. O endereço é www.educacao.rs.gov.br. O ano letivo 2014 terá início em 24 de fevereiro e término previsto para 19 de dezembro. As férias escolares (recesso julhino) irão de 19 de julho a 3 de agosto. O calendário propõe uma carga horária de

800 a 1000 horas de aula, em 200 dias letivos. A Seduc informou que o período da Copa do Mundo não apresentará mudanças e nem recesso. Caso seja decretado feriado nacional relacionado a jogos da seleção brasileira, os dias perdidos serão repostos no calendário posteriormente. Central Além da internet, os pais e alunos terão mais uma forma de efetuar as rematrículas e pedir informações acerca das escolas e do calendário escolar. A Central de Matrículas, regida pela 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), foi criada a partir de convênio entre o executivo rio-grandino e o governo do estado. A novidade reúne em um espaço a coordenação das matrículas da rede pública, organizando-as entre rede estadual e municipal, para oferecer um maior controle. A Central de Matrículas se localiza na Av. Presidente Vargas, logo ao lado do Estádio Aldo Dapuzzo.


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Plataforma P-55 entra em operação no campo de Roncador

Fotos: divulgação

A saída da plataforma de petróleo P-55 de Rio Grande aconteceu no dia 6 de outubro de 2013. Cumprindo a meta estabelecida pela Petrobras ela entrou em operação no último dia do ano. Esta plataforma é um dos projetos estratégicos do seu Plano de Negócios e Gestão 2013-2017. A P-55 está em atuação no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A P-55 é parte integrante do projeto Módulo 3 do campo de Roncador. Nela serão interligados 17 poços, sendo 11 produtores de petróleo e gás e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos conectados da plataforma até a rede de escoamento de petróleo e gás da Bacia de Campos. A P-55, unidade do tipo semissubmersível, instalada em local onde a profundidade é de 1.800 metros, foi projetada para processar 180 mil barris de petróleo por dia, comprimir seis milhões de metros cúbicos por dia de gás natural e injetar 290 mil barris de água por dia. Com 52 mil toneladas, 10 mil m² de área, a P-55 é a maior plataforma semissubmersível construída no Brasil e uma das maiores do gênero no mundo. A obra da P-55 integra o Plano de Aceleração do Crescimento - PAC - do Governo Federal. A construção e a integração dos módulos da plataforma foram feitos integralmente no Brasil, o que contribuiu para que o índice de conteúdo local chegasse a 79%. As obras geraram cerca de 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos. A nova unidade trabalhará em conjunto com as plataformas de produção P-52 e P-54, já instaladas no campo de Roncador, e com a plataforma P-62, que deixou no dia 30/12/13 o Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE) e está a caminho da sua locação no Módulo IV do Campo.

Dados Técnicos sobre a P-55: Dimensões do casco (compr. x larg. x alt.): 94 m x 94 m x 43 m Peso total do Topside (convés/módulos): 26 mil toneladas Conteúdo Local: 79% Produção de petróleo: 180.000 barris por dia Compressão de Gás: 6.000.000 de m³ por dia Injeção de água: 290.000 barris por Plataforma P-55 entra em operação no campo de Roncador


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E foi dada a largada de 2014 No Brasil tudo começa ou recomeça após o Carnaval. Existem muitas razões que nos levam a comprovar isso: muita gente de férias, muita gente na praia, parece que tudo fica mais devagar quase parando. São os indícios de que geralmente o ano começa em março. Então, neste período há quem enxergue oportunidades - e não são poucas. Verão traz outra dinâmica e quem sai na frente aproveitando este período para qualificar-se já fica dois meses à frente dos demais na disputa dentro do mercado de trabalho. È comum ouvirmos das pessoas que vão aproveitar o verão e depois que vão correr atrás de alguma qualificação ou alguma colocação de emprego. A grande verdade é que não interessa se é começo de ano, final de ano, frio, calor, interessa, sim, é estar sempre correndo na frente das pessoas que podem ser seus concorrentes. Então, quais seus planos para 2014? Existem várias oportunidades abertas, só que elas não batem à sua porta, você tem que se levantar e correr atrás delas. Tá esperando o quê? Férias, um pesadelo para os que ficam Sem dúvidas período de férias nas empresas tem os dois lados: pessoal que sai de férias e os que ficam na empresa, claro que dentro do possível sempre existe um revezamento, mas o que quero dizer é que quase nenhuma empresa está preparada para o

período de férias, ou seja, pobres dos colaboradores que ficam, pois a estes cabe acumular funções dos que saem, tarefa às vezes que sobrecarrega, e muito, em todos os sentidos. Realmente é muito complicado este assunto e muito complexo, ninguém tem gente sobrando dentro das empresas, e ao mesmo tempo a legislação garante 30 dias de férias a cada ano trabalhado, vamos ao exemplo: Uma empresa com 12 colaboradores e todos aptos a tirarem suas férias, ficará todo ano com 11 colaboradores, em virtude de que sempre se terá um de férias, portanto é complicada a vida de gestor, tentar manter sempre a empresa operando com qualidade. E de maneira nenhuma sou contra as férias, não, pelo contrário, mas são desafios que geralmente ninguém se dá conta dos malabarismos que nós gestores temos que fazer para que tudo ande na mais perfeita ordem. Alguém deve ganhar um bom dinheiro com isso Servem de exemplo as padronizações das tomadas de três pinos que nos empurraram goela abaixo, um absurdo, mesmo que tentem nos convencer que é mais seguro, quem não tem vários adaptadores em casa que atire a primeira pedra. Quem já viu as notas de dois reais, cinco reais, minúsculas, deve se perguntar, assim como eu, alguém deve estar ganhando um bom dinheiro com estas mu-

danças, porque não é possível que se mudem as notas por mudar, como mudam as notas nesse país, reflexo de uma moeda fraca em que uma gripe pode matá-la. Agora sairão moedas comemorativas à Copa do Mundo, quem será que paga essa conta? Alguém lembra do kit de primeiros socorros que fizeram todos os motoristas comprar certa época, se não a multa pegava o cidadão, certamente alguém influente estava precisando de grana, inventaram a tal lei, o cara vendeu milhões de kits e nós contribuintes acuados tivemos que comprar, porque não existe outra explicação. Década de 90 os tais selos pedágios, um assalto no bolso do trabalhador, também. Então estes pequenos exemplos mostram o país em que vivemos, de modismos, de leis absurdas que são aprovadas, de comemorações. Muito legal, se não fôssemos nós que tivéssemos que pagar essa conta, a farra e o desrespeito com os trabalhadores é revoltante. Povo tá cansado de não ser levado a sério e principalmente de ser extorquido por governos gastadores, mal administrados, sem gestão e não adianta dizer que o caminho para acertar são as urnas - já se viu que não -, enquanto o sistema não mudar, urnas de nada adiantarão. Eles governam para se manterem no poder e não para o bem estar do povo. Uma Boa Semana!


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RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

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Chuva para conter o calor

Apontamentos IQUE DE LA ROCHA

IQUE DE LA ROCHA

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exemplo do que ocorreu em todo o Rio Grande do Sul, o último final de semana e a passagem do Ano Novo foram marcados pelas altas temperaturas, que chegaram próximas de 40ºC. Quem pôde foi à Praia do Mar Grosso e muitos dos que estavam na cidade procuraram se refrescar com bebida gelada ou com sorvetes e picolés. Na tarde de quinta-feira uma chuva forte caiu na região, o que contribuiu para arrefecer o calor. O mau tempo não chegou a causar maiores prejuízos nas ruas da cidade. Nos bairros, onde praticamente não existe pavimentação, no momento da intempérie algumas poças de água chegaram a se formar, como na rua Jorge Futuro, no bairro Carlos Santos, e na avenida Presidente Getúlio Vargas, mas a água escoou com normalidade.

Emergência do Hospital Municipal foi entregue à comunidade A emergência do Hospital Municipal foi entregue à comunidade nesta última segunda-feira pelo prefeito Zeny Oliveira. Ela conta com sala de estabilização e quatro leitos para recuperação de pacientes. Destinada à estabilização de pacientes graves, a sala vermelha garante maior segurança e eficácia no primeiro atendimento médico, oferecendo condições adequadas para o traslado até Rio Grande, em casos de média ou alta complexidade. Nos casos mais simples, após a estabilização, o paciente é encaminhado à sala amarela, que conta com a estrutura completa para a recuperação. O Chefe do Executivo nortense disse que a marca deste primeiro ano de sua gestão é a mudança na forma de gestão do Hospital Municipal. “Decidimos enfrentar a questão e intervir na administração da casa de saúde com a contratação de uma instituição que tem amplo conhecimento na área, a Fundação Hospitalar Getúlio Vargas. Como resultado, hoje temos um hospital 100% SUS, cada vez mais qualificado para melhor atender à população”.

Prefeito sanciona leis no final de 2013 O prefeito Zeny Oliveira encerrou as atividades de 2013 com a sanção de leis que versam sobre a gestão de pessoal e regulamentam ações do Poder Executivo. Os seis projetos foram aprovados por unanimidade na Câmara Municipal A LM 677/2013 institui a Galeria dos ex-Prefeitos e Intendentes, no Gabinete do Prefeito. O auxílio-moradia e alimentação para os médicos participantes do Programa Mais Médicos foram instituídos por meio da LM nº 678/2013, que estabelece o valor mensal mínimo de R$ 500,00 e máximo de R$ 1.000,00 para moradia, e de R$ 371,00 para alimentação. Já a LM 679/2013 cria o cargo de tradutor e intérprete de Libras, enquanto a LM 680/2013 institui a feira da

Foto: Ique de La Rocha

agricultura familiar e de pescadores artesanais no Município. A LM 681/2013 concede reposição de 5,83% aos vencimentos e subsídios dos servidores públicos municipais ativos, inativos, pensionistas, agentes políticos e estagiários, passando a contar de 1º de janeiro de 2014. Também foi promulgada a LM 682/2013, concedendo ganho real de 100% no valor do auxílio-alimentação dos servidores públicos do Poder Executivo, a partir de 1º de janeiro de 2014.

Prefeitura implanta horário de verão

Orçamento municipal beira R$ 70 milhões para 2014 A proposição da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2014, encaminhada ao Legislativo no final de dezembro último, evidenciou a evolução das finanças na Prefeitura de São José do Norte. Com previsão orçamentária que beira os R$ 70 milhões de recursos próprios e externos, o Projeto de Lei nº 034/2013 estima a receita e fixa a despesa, compreendendo o Orçamento Fiscal dos Poderes do Município, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e dos órgãos do Poder Legislativo.

Horários diferenciados na Saúde Os horários nas várias repartições ligadas à Secretaria Municipal da Saúde serão os seguintes, nos meses de janeiro e fevereiro: Segunda a sexta-feira, das 8h às 14h - Setor Administrativo e Vigilância Sanitária; Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h - ESF Veneza, ESF Cidade Baixa, ESF Carlos Santos, Posto Central, Farmácia Básica de Saúde, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, Clínica Municipal de Fisioterapia e Reabilitação Pulmonar, Programa Primeira Infância Melhor (PIM) e Centro de Atenção Psicossocial (Caps Atalaia); Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h - ESF Hélio Rossano; Segunda a sexta-feira, das 9h às 16h - ESF Bujuru.

Desde quinta-feira, 2, o horário de expediente na Prefeitura de São José do Norte é das 8h às 14h. O horário de verão estará em vigor durante janeiro e fevereiro e tem por objetivo a economia no consumo de energia e também proporcionar aos servidores um melhor aproveitamento do turno da tarde, que poderão até mesmo desfrutar da Praia do Mar Grosso. Considerando a natureza essencial dos serviços de saúde prestados à comunidade, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) editou as Portarias n° 668/2013 e 669/2013, que estabeleceram horários diferenciados nos postos de saúde e demais setores daquela pasta.

São José do Norte 21

Novo ano promete O ano de 2014, cuja chegada ainda estamos comemorando, será muito importante para São José do Norte. Poderá ser até um divisor de águas na história do município, com a entrada em funcionamento do EBR. Quem sabe não passaremos a dizer “antes e depois do estaleiro”? Assim como foi em Rio Grande, a chegada desse grande empreendimento é cercada de grande expectativa. Muito provavelmente a falta de infraestrutura da cidade será sentida como nunca, da mesma forma como aconteceu na comunidade rio-grandina. Embora representantes do estaleiro afirmem que será privilegiada a mão de obra local e da região, a verdade é que em tudo existe uma lógica e, em nosso entendimento, a realização dos cursos profissionalizantes deveria ter acontecido há mais tempo. Rio Grande também dormiu no ponto e não preparou sua gente com a devida antecedência, sem falar que também alguns cursos deixaram muito a desejar e as pessoas saíam para o mercado de trabalho despreparadas. Haverá tempo hábil para os nortenses fazerem os cursos de qualificação e estarem preparados até a entrada em funcionamento do EBR? Temos nossas dúvidas. Aí restará aproveitar os trabalhadores nortenses que já estão no Polo Naval, estimados em cerca de 500. Alguns de Rio Grande e outros de fora. Queremos ver como se comportará a cidade com a chegada de executivos e trabalhadores de fora, principalmente no aspecto da moradia, mas não somente nele. Existirão muitas outras demandas, como a travessia entre Rio Grande e São José do Norte. O progresso também tem seu preço, mas em nosso entendimento ele é sempre positivo. Desde, é claro, que as autoridades competentes providenciem o atendimento às novas demandas que surgirão. Neste caso, não dependerá apenas da Prefeitura de São José do Norte, mas também dos governos estadual e federal que precisarão dar o suporte necessário para que a comunidade nortense tenha desenvolvimento com qualidade de vida. Acreditamos que surgirão problemas de início, mas depois tudo irá se acomodar. Por isso, cremos que o novo ano que está começando poderá ser muito positivo e marcar o início de uma era de prosperidade para a comunidade nortense.

Praia do Mar Grosso II A cada temporada de veraneio mais gente de fora acaba conhecendo a praia de São José do Norte. Neste verão não será diferente. As excursões e os turistas já estão se fazendo presentes. Por isso a Praia do Mar Grosso merece uma atenção muito especial da Municipalidade.

O fato negativo de todos os anos

Nova secretária na Saúde

Maria Isabella Haslett Garcia é a nova secretária da Saúde de São José do Norte. Ela foi empossada no último dia 27 pelo vice-prefeito Francisco Xavier e substitui Aline Alves, que fez concurso e foi chamada na Prefeitura do Rio Grande. Ambas são enfermeiras. Isabella foi coordenadora das ESF (Estratégia de Saúde da Família). Valorização dos servidores A secretária-geral de Governo, Juliana Castro, ressalta as medidas de valorização dos servidores nortenses, como a concessão de abono salarial aos profissionais da atenção básica em saúde que aderirem ao PMAQ; o aumento de 100% no auxílio-alimentação a partir de janeiro de 2014; a regulamentação do horário de expediente especial de verão na Prefeitura e a realização de estudo para concessão de ganho real ao funcionalismo municipal. Hotel Swan em São José do Norte

Entra ano e sai ano, a situação de São José do Norte até piora no que diz respeito ao transporte hidroviário com Rio Grande. Estamos em pleno 2014, onde as comunicações aproximam as pessoas e esperamos que também aqui, no extremo sul do Brasil o progresso se torne uma realidade. Tem tudo para acontecer, quando o estaleiro EBR prepara-se para funcionar em breve e a precária travessia da balsa não pode continuar sendo empecilho para nosso desenvolvimento.

A Prefeitura liberou a instalação do Hotel Swan em São José do Norte, através da Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento (SMCP) e Secretaria do Meio Ambiente (SMMA). As obras de-

Monitoramento da Fepam no Litoral Sul Nesta temporada de veraneio, o Projeto Balneabilidade da Fepam estará monitorando 85 pontos no Estado, em 44 municípios, para determinar os que estarão impróprios para banhos. São 34 pontos de monitoramento no Litoral Norte, 19 no Litoral Médio, cinco no Litoral Sul, 15 na Região Hidrográfica do Guaíba e 12 na Região Hidrográfica do Uruguai. O projeto tem como base legal as resoluções do CONAMA (nº274) que classificam águas destinadas a recreação de contato primário em categorias, em função do índice colimétrico, e tem por finalidade fornecer informações ao público sobre as condições de balneabilidade das praias. Um local será considerado impróprio para banho quando, em pelo menos duas amostras de cinco realizadas, apresentar valores acima de 1.000 coliformes fecais por 100ml de água ou o valor obtido na última amostragem for superior a 2.500 coliformes fecais por 100ml de água. Estará próprio para banho quando, em pelo menos quatro de cinco amostras, forem detectados valores inferiores a 1.000 coliformes fecais por 100ml de água.

Forasteiros na cidade A cada dia os nortenses notam a circulação de pessoas desconhecidas da comunidade pelas ruas da cidade. É gente interessada em trabalhar no EBR e também investidores, que já estão procurando informações sobre o município, mas ainda de forma silenciosa. Praia do Mar Grosso Há quem aposte que no futuro a melhor praia da região será a do Mar Grosso, em São José do Norte. Uma praia tranquila, limpa e com praticamente tudo a ser desenvolvido. Comenta-se, inclusive, que com a lotação dos balneários no litoral norte gaúcho a tendência é dos loteamentos serem feitos na direção do litoral sul. Com a BR-101 em condições, isso acontecerá mais dia, menos dia. É só questão de tempo.

vem iniciar nesta primeira quinzena de janeiro. O hotel será construído numa área de 5.000m², próxima ao estaleiro EBR, seguindo o modelo Express da rede Swan, semelhante ao hotel construído em Rio Grande.


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E vai começar a caminhada do Leão do Parque no Campeonato Gaúcho Rodrigo de aguiar

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stá chegando a hora, torcedor rubro-verde. A espera de 12 anos está exatamente a sete dias de terminar. A bola começará a rolar pelo Campeonato Gaúcho no próximo final de semana e o São Paulo terá sua estreia fora de casa e diante de um grande adversário: o Juventude, em Caxias do Sul, dia 19, às 19h30. De 19/01 a 23/03 serão 15 rodadas e o São Paulo irá disputar oito partidas no estádio Aldo Dapuzzo, oportunidade para o torcedor conhecer o trabalho que está sendo desenvolvido pelo técnico Agenor Piccinin e seus comandados. Pensando na comodidade dos são-paulinos e dos rio-grandinos apaixonados por futebol, o jornal Folha Gaúcha está trazendo a tabela dos jogos que o Leão do Parque irá realizar na temporada de 2014:

19/01- Juventude x São Paulo (Estádio Alfredo Jaconi) 22/01- São Paulo x Brasil de Pelotas (Estádio Aldo Dapuzzo) 26/01- São Paulo x Esportivo (Estádio Aldo Dapuzzo) 29/01- Internacional x São Paulo (Estádio Beira Rio) 02/02- Aimoré x São Paulo (Estádio Cristo Rei) 05/02- São Paulo x Lajeadense (Estádio Aldo Dapuzzo) 09/02- São Paulo x Veranópolis (Estádio Aldo Dapuzzo) 16/02- São José - POA x São Paulo (Estádio Passo D’areia) 19/02- São Paulo x São Luiz (Estádio Aldo Dapuzzo) 23/02- Pelotas x São Paulo (Estádio Boca do Lobo) 01/03- São Paulo x Grêmio (Estádio Aldo Dapuzzo) 05/03- Caxias x São Paulo (Estádio Centenário) 09/03- São Paulo x Novo Hamburgo (Estádio Aldo Dapuzzo) 16/03- São Paulo x Cruzeiro-POA (Estádio Aldo Dapuzzo) 23/03- Passo Fundo x São Paulo (Estádio Vermelhão da Serra)

Obras no estádio As obras no estádio Aldo Dapuzzo seguem normalmente. A previsão da diretoria é reinaugurar a casa rubro-verde no próximo dia 13, com a realização de um jogo amistoso com adversário a ser definido no decorrer da semana. O gramado está recebendo tratamento especial e tem mais de 60% das obras concluídas. O clube convoca neste momento o seu torcedor para auxiliar também na recuperação do campo de jogo, com a instalação de mais uma bomba para irrigação da grama paralela à Rua América. Outra importante obra que está sendo realizada é a das torres de iluminação. A empresa rio-grandina Comel deu início aos trabalhos de reparos nas luminárias e no sistema como um todo, o que irá garantir a possibilidade da realização de partidas no período da noite. Reparos nos pilares de sustentação da grade que envolve o gramado, construção de vestiários e banheiros também são ações que estão sendo executadas na Linha do Parque.

www.radioculturariograndina.com.br


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Tráfico de drogas é um dos desafios da Polícia Civil de São José do Norte Fotos: divulgação

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eis inspetores e um delegado. Este é o efetivo da Polícia Civil de São José do Norte, que tem um grandioso trabalho de atender a toda região. O tráfico de drogas e a exploração infantil são dois dos muitos temas observados pela polícia nortense, que possui mais de três mil inquéritos em andamento. O delegado Leandro do Amaral Pelletti, responsável por coordenar o andamento da Polícia Civil na cidade, diz que o grande número de apreensões que são realizadas mostra que a instituição voltou-se para o combate dessa criminalidade. “Com o passar do tempo nos especializamos. Hoje tem o DENARC e esta é uma especializada diante das outras delegacias”, afirma ele. Segundo o delegado Amaral, não é o volume de drogas que aumentou, “é uma crescente, sim, mas estamos especializados no combate e cada vez mais nos especializando”. O problema da atividade policial nortense é que o número de casos é grande demais para a estrutura da cidade. “São 30 núcleos de tráfico aqui em São José do Norte, passando pelo pequeno, médio e grande portes. O problema é que somos sete e que não lidamos apenas com o tráfico. Outra situação é a falta de tecnologia, como câmeras noturnas, que nos ajudariam a reunir material comprobatório. Precisamos empreender um grande esforço para conseguir prender um traficante”, garante. Segundo Amaral, não há tempo para uma investigação, mas, mensurando, diz que “seis meses é um tempo curto para uma investigação”. A estrutura é desproporcional à quantidade de trabalho, o que acaba dificultando a ação policial. “Conseguimos apreender bastante coisa, fizemos a identificação de várias pessoas e conseguimos entender o tráfico. Montar a estrutura”, salienta. A chegada da droga no município está aqui em Rio Grande. “É lá (fazendo referência a Rio Grande) que está o Porto. A travessia Rio Grande-São José do Norte é uma fronteira aberta, assim como a do Brasil. Depois que passa a travessia, são 200 km sem policiamento para subir para o resto do Estado. Isso é muito preocupante, pois estimula a região a ser uma rota”, conta. Visualizando a situação de uma maneira mais ampla, o

ANDRÉ ZENOBINI

Delegado Amaral avalia que essas apreensões não interferem no sistema do tráfico. “A diretoria do tráfico funciona como uma empresa, que já coloca na conta o prejuízo dessas apreensões. Somos a despesa incluída”, garante. Amaral ainda defende a liberdade da instituição: “a polícia é vinculada ao estado e a política e somos os garantidores dos direitos. Enquanto políticos passam de quatro em quatro anos, eu como delegado vou passar por vários políticos que têm visões e direcionamentos diferentes. Por isso se busca a liberdade da polícia para que não se tenha esse vínculo”, avalia, e conclui: “a sociedade tem que abrir os olhos”.

Os números do tráfico são alarmantes. Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos divulgados pela Folha de São Paulo, em 22 dos 27 estados do Brasil o número de jovens envolvidos com drogas aumentou muito. No Rio Grande do Sul, de 2002 para cá, o aumento chegou a 20,7%. Exploração sexual e drogas – tudo interligado “O número de meninas se oferecendo por bobagem como dinheiro, presentes e drogas é alarmante. Nesse contexto está o crack e com o crack vem a submissão total. Elas viram reféns de quem tem a droga e se mandar matar elas vão, se mandar fazer suruba, elas vão”, avalia o delegado Amaral. Segundo ele, a exploração sexual infantojuvenil mudou de padrões nos últimos anos. “A exploração sexual infantil mudou e está mais camuflada. Tu não vai ir a um ambiente determinado, até há massa prostituição infantil está mais individual”, explica ele a respeito das próprias meninas acabarem se oferecendo em troca de algo. “O homem é extremamente agradável na hora de galantear, a menina ao descobrir que com o corpo ela consegue coisas, acaba se envolvendo e uma hora ela se entrega. Aos 12 anos tu descobres o sexo, queres praticar sempre. É um evento natural como dar uma caixa de doce: a criança vai comer inteira”, exemplifica. O combate nesse tipo de situação é muito mais difícil e é um problema que vem velado por inúmeros outros problemas sociais. “O controle é muito difícil, pois o volume de pessoas que nascem numa família de baixa renda é grande. Uma mulher viciada e explorada desde cedo não morre, pois o corpo se adapta às mais diversas situações. Até os 40 anos essa mulher já vai ter posto muitos filhos no mundo. É uma situação complicada”, conclui. Mesmo com pouco efetivo e muito trabalho, a Polícia Civil de São José do Norte tem se destacado pelo trabalho nessas duas áreas e em outras. Estes problemas são grandes e toda a sociedade precisa ajudar a resolver, principalmente passando informações corretas e precisas para a polícia sobre suspeitas e indícios que possam levar a uma investigação mais profunda e que implique na prisão de quem comete tais crimes.


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Resenha da Semana

Viva Vida

ique de la rocha

do de antecedentes, perícia criminal; e do Tudo Fácil, que irá disponibilizar a solicitação de CPF primeira e segunda vias, além da regularização, emissão de folha corrida estadual e federal, consulta cadastral de CPF e titulo de eleitor. O serviço de Telecentro gratuito será oferecido com cinco computadores. Servidores da Corsan, IPE, Detran e da Secretaria de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe) também esclarecerão dúvidas, auxiliando para a adesão de programas de governo, como o Microcrédito Gaúcho. Outras secretarias de Estado estarão realizando serviços paralelos, em datas que podem ser conhecidas no site do programa Verão numa Boa (www.veraonumaboa. rs.gov.br).

Polícia Civil combate abigeato - A Operação Boi Gordo 3, coordenada pelo Delegado Rafael Patella Amaral, titular da 2º DP de Rio Grande, realizada na semana passada, resultou na apreensão de 779 quilos de carne, nove armas e cinco ovelhas vivas. A ação aconteceu na zona rural das localidades de Sarandi, Ilha da Torotama, Quinta, Povo Novo e em estabelecimentos comerciais dos bairros Santa Rosa, São João, São Miguel e Castelo Branco. Segundo Patella, participaram desta operação 93 policiais da 7ª região, contando ainda com os policiais que estão atuando no reforço de verão. A Operação Boi Gordo teve o objetivo de combater o abigeato, o abate clandestino e a fiscalização de estabelecimentos comerciais.

Casa de Governo em atividade no veraneio - A Casa de Governo da praia do Cassino, localizada no município do Rio Grande, Região Sul do Estado, foi inaugurada na virada do ano pelo vice-governador Beto Grill e o coordenador do programa Verão numa Boa, Rodrigo Oliveira. A casa está localizada na Avenida Rio Grande, s/nº, e o horário de funcionamento é de terça a domingo, das 13h às 19h. "O programa Verão numa Boa reflete o esforço da atual administração em proporcionar toda a estrutura para os nossos veranistas, através de um esforço coletivo articulado entre vários órgãos e secretarias. Este é o papel do Governo do Estado: prestar serviços públicos com qualidade e respeito ao cidadão onde quer que ele esteja", disse o vice-governador. Conforme ele, outras ações que merecem destaque são as operações Balada Segura e Viagem Segura, que representam o engajamento do Governo do Estado na luta contra as mortes no trânsito. "Nessa virada de ano, estamos fazendo um esforço contínuo de 15 dias para que possamos diminuir ainda mais o número de acidentes em nossas estradas", ressaltou. Para o coordenador do programa, Rodrigo Oliveira, neste ano pode-se destacar os R$ 16 milhões investidos na área da saúde que proporcionarão uma resposta mais eficaz nos atendimentos de urgência e emergência no período do veraneio. Como funcionará - Na Casa de Governo do Cassino, serão oferecidos serviços do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para a confecção de carteiras de identidade, atesta-

Progep tem nova titular - A partir do dia 13 de janeiro de 2014, a Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Progep) terá novo titular. A atual chefe de Gabinete, Maria Rozana Rodrigues de Almeida, passa a ocupar o cargo. O anúncio foi feito pela reitora Cleuza Maria Sobral Dias, durante a confraternização de final de ano entre os servidores lotados na Reitoria, Pró-Reitorias e representantes de unidades acadêmicas e administrativas. A Chefia de Gabinete será ocupada, interinamente, pela servidora Aline Goulart da Costa. FURG lança edital para empresa âncora do Oceantec - A Universidade Federal do Rio Grande – FURG - já publicou o Aviso de Chamamento Público 003/2013, da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração - Proplad. O edital refere-se à seleção de empresa âncora do Parque Científico e Tecnológico do Mar - Oceantec, conforme deliberação do Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Administração - Coepea. A abertura das propostas será no dia 16 de janeiro de 2014, às 15h, na Diretoria de Administração de Material, avenida Itália, km 08, prédio da Proplad, Campus Carreiros, Rio Grande/RS, CEP: 96.203-900. A íntegra do edital está à disposição no site www.furg.br, área Licitações e se dirige a Empresas de Base Tecnológica (EBT) da área da indústria oceânica interessadas em instalar laboratórios e/ ou centros de pesquisa no Oceantec, para outorga de Permissão Onerosa de Uso de áreas situadas no Parque Tecnológico.Segundo o edital, a habilitação da empresa compreende a parte jurídica, regularidade fiscal e trabalhista, comprovação de cumprimento ao disposto no art. 7º, inc. XXXIII, da Constituição Federal e qualificação econômico-financeira, cujos parâmetros são os mesmos dos artigos 27 a 29 da Lei Federal 8.666/93. Mais informações podem ser obtidas na Coordenação de Compras, também no prédio da Proplad, telefones (0XX53) 3233.6813 ou 3233.6828, e-mail: edital.duvidas@furg.br, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Programa facilitará doações de vestuário às famílias carentes - Nesta última quinta-feira, 2, foi anunciado pela Prefeitura o Programa Municipal de Auxílio ao Vestuário para Famílias Carentes, que servirá como carro chefe para a Campanha do Agasalho 2014. A ação tem como principal objetivo criar um espaço fixo que ofereça auxílio ao vestuário para as famílias de baixa renda, independente da estação. Os gestores públicos comunicaram também que a Receita Federal já fez uma doação de 12 toneladas de agasalhos e calçados para todas as idades. Segundo o prefeito Alexandre Lindenmeyer, o primeiro passo agora é encontrar um local no centro da cidade para que todos tenham acesso mais fácil. Para ter acesso às roupas, serão usados os mesmos critérios da Campanha do Agasalho: ter inscrição no programa Bolsa Família e no Cadastro Único. Segundo a primeira dama Eunice Lindenmeyer, “essa é uma ação inovadora, que prevê o fácil acesso aos vestuários, já que a nossa proposta é ter um local fixo exclusivamente para doações. Adotamos a mesma dinâmica da Campanha do Agasalho 2013, onde as pessoas tiveram o livre acesso na escolha das peças de roupa”, disse Eunice.

Nós nos importamos...?

E

ntro num super do qual sou cliente há mais de vinte anos (na Napoleão Laureano), preciso ir ao banheiro e... quase desmaio por lá pela estufa, que devia estar passando os 40ºC, sem um único ventilador...! Sigo pelo super para uma poucas compras e o calor continua, mesmo, agora com uns ventiladores RAROS aqui e acolá! Saio voando e entro na Panvel ao lado, com portas até se comunicando... E um paradisíaco ar condicionado inunda a todos os funcionários e clientes que, sentindo bem estar, fazem suas compras tranquilos! Exemplos clássicos e reais de empatia e falta de empatia! No primeiro caso, falta de empatia de sua liderança, empatia com seus clientes, esse importar-se com o que os mesmos estejam sentindo... (ou não importar-se) acredito que uma megaempresa do porte desta rede de supermercado poderia (pode?) providenciar melhores condições para o bem estar de seus funcionários e de seus clientes! Por que não o faz??? Quem sabe seus líderes reflitam este artigo em reunião? No segundo caso, da farmácia, exemplo clássico de empatia de seus líderes, que estão se importando com o bem estar de seus clientes e funcionários! Sabemos também elogiar o que está correto? Elogiar, celebrar também é empatia! As críticas e elogios deste artigo sobre empatia ficam como um alerta ao comércio em geral, às empresas todas e a todos nós! Dois potinhos (com água e ração) que se avistam na frente de muitas casas aqui em Rio Grande, a partir de uma campanha que também organizei, é exemplo de empatia com os animais. Mas vivemos um perfil planetário atual de pressas, consumismos e tecnologias, vivendo muitos de nós uma vida on line e não real... Neste espaço haverá tempo e consciência para sermos empáticos? Ou isto é puro romantismo de uma psicóloga “que se importa”? E sem empatia conseguiremos um bem viver um evoluir-ser? O que queremos viver neste ano de 2014? Ajudar em nossas casas a dona da casa (ou mesmo a nossa auxiliar) em suas tarefas, colaborando, arrumando sua própria cama, enxugando louça, deixando o banheiro arrumado e limpo depois do banho... etc. e tal... Exemplo de empatia dos membros da família! E como isto está na tua família? Presídios superlotados sem oferecer mínimas condições de salubridade e higiene aos presos... Exemplo de ausência total de empatia das autoridades públicas e carcerárias! E assim podemos continuar refletindo como anda esta tal de atitude chamada empatia, que significa “me colocar no lugar de outro ser vivo e fazer algo por ele... seja outro ser humano, seja um animal, seja uma planta...” Consumismo e desperdícios desnecessários são total falta de empatia com o planeta e com a humanidade, onde uma grande parcela dos mais de sete bilhões de habitantes (sem contar animais e vegetais) passam necessidades e mesmo privações...! Mas uma Copa do Mundo vem por aí, com seus bilhões de gastos e de lucros... Lucros, mesmo, para quem? Como anda esta tal de empatia em nossas vidas??? Vamos pensar nisto com cuidado, em nossa consciência e em nossos grupos? E Vivavida! Almira Lima vivavida7@gmail.com


C

Competência

ompetência é uma palavra atual, bastante dita e ouvida. Mas, não tenho certeza se está claro o conceito de competência para todos. Você sabe o que quer dizer quando alguém te fala que você não é competente para a função ou que, sim, você possui competência para desempenhá-la? CHA é a teoria mais utilizada para definir o conceito de competências. Nesta sigla, o C significa Conhecimento, o H vem de Habilidade e o A de Atitude. O conhecimento está ligado à teoria, ao conhecimento formal, acadêmico, que está nos livros e salas de aula. As habilidades estão conectadas ao prático, à execução com domínio do conhecimento; é colocar em prática a teoria. Enquanto que as atitudes estão atreladas ao comportamento humano. Também se costuma resumir para facilitar o entendimento que o conhecimento é o saber, as habilidades são o saber fazer e as atitudes são o querer fazer, a ação. Para você ser considerado competente em algo deve possuir as três coisas. Competência é a intersecção desses três elementos. Não basta conhecer a teoria, você precisa saber colocar em

prática. Não é suficiente ter a teoria e a prática é preciso querer fazer, possuir a atitude e a vontade. Aí sim, você pode dizer que é competente em algo, de verdade. É percebido que desenvolver o conhecimento e a habilidade é mais fácil do que a atitude. Para desabrochar os dois primeiros é preciso que você aprenda a teoria, ouvindo alguém, indo a aulas, lendo ou por outros caminhos e depois colocar em prática: treinar, errar, corrigir, acertar e se tornar hábil em realizar a tarefa aprendida. Agora, atitude é uma característica comportamental e você só terá se quiser desenvolver. Ou seja, para ter atitude é preciso de atitude. Não é impossível de desenvolver, mas é muito mais uma vontade do indíviduo do que um estímulo externo. Gosto de complementar este conceito falando da teoria do ACHA, disseminado por mim e pela minha sócia de trabalho Gessieli Haussen. O A do início se refere a autoconhecimento. Este aspecto é importante para que cada pessoa desenvolva a sua identidade profissional, descubra quais os caminhos mais fáceis para o seu aprendizado, que tipo de coisas gosta de fazer e COMO fará. O au-

toconhecimento se refere à maneira como nós colocaremos em prática o nosso CHA, por isso é tão relevante. Complementando, alguns teóricos vêm definindo competência com a sigla CHAVE: conhecimento, habilidade, atitude, valores e entorno. É mais uma reflexão interessante! Os valores são aquelas coisas da vida importantes para cada um de nós, o que valorizamos e como pensamos. Já o entorno é o ambiente em que estamos inseridos, se este é propício para externar suas competências ou não. Diversas empresas já adotam o modelo de gestão por competências, permitindo que, após mapeadas e descritas as competências, passe-se a mensurá-las e a ter subsistemas como: remuneração por competências, seleção por competências, desenvolvimento de competências, avaliação de desempenho por competências, entre outros. Estas empresas focam no que realmente precisam dos seus colaboradores e possuem um grande diferencial no mercado. Esta é uma forma bastante justa de gestão, pois está conectada com o desenvolvimento e potencial de cada um e não tempo de empresa, como antigamente.


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

Balanço da cultura:

a missão do Folha Gaúcha em 2013 Divulgamos, ouvimos os artistas e brigamos ao lado, pela valorização da arte local MATHEUS MAGALHÃES

de Município de Cultura (SMC) de procrastinação, mas talvez falte uma maior ambição, enquanto destila orçamento em feirinhas e festinhas minúsculas, que acabam contando com baixa participação do público. Existem rádios, isto é, veículos privados que têm de lutar por apoio financeiro para fazerem funcionar seus projetos, que organizam eventos muito maiores e muito mais populares entre o público da cidade, do que os eventos públicos. Como sabemos, são estes eventos que movimentam a cultura local, já que, na maioria dos casos, eventos privados grandes buscam trazer artistas de fora. A cena cultural rio-grandina não precisa ter sua Prefeitura gastando para trazer cartunistas cariocas antissemitas e incitadores de violência. O que precisamos são voos mais altos, para fugir da mesmice, eventos que coloquem a cidade em um mapa cultural gaúcho. Temos grandes artistas, sobretudo músicos, na cidade. Porém, não temos nem onde assisti-los, já que os pouquíssimos bares que oferecem espaço para os artistas estão sendo fechados por não possuírem um pedaço de papel que diz o que podem e não podem fazer em suas casas, que não recebem um centavo daqueles que fazem estas regras. Enfim, foi um ano conturbado, para o bem e para o mal. Esperamos que, em 2014, estas páginas estejam mais cheias de eventos, novos artistas, velhos artistas e a anunciação de uma mudança de comportamento de uma cidade que ainda está longe de valorizar seus talentos. Não queremos ter de comunicar novos e velhos problemas mas, caso eles surjam, a cultura local pode continuar contando com um aliado dedicado.

Foto: Divulgação

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m ano novo começa e, como é o costume, sempre se esperam mudanças em alguns aspectos e, sobretudo, a correção de erros passados. No espaço de cultura do Folha Gaúcha, priorizamos a divulgação de eventos de artistas locais, bem como exposições e informações sobre editais e espaços, públicos ou privados, para a valorização da arte rio-grandina. Entretanto, também nos preocupamos em denunciar situações de descaso e desrespeito. Enquanto outros veículos de informação preferiram manter-se isentos acerca de algumas questões, seja por decisões de cunho editorial ou comercial, este espaço dedicado à cultura da cidade fez questão de não apenas trazer a público reivindicações que acabaram se tornando internas por falta de destaque, mas, também, alinhou-se, na maioria das vezes, com a voz dos artistas, mesmo que tomando sempre cuidado para não alienar o direito do outro lado de resposta. Nesta jornada, o Folha manteve-se atento a questões como a recente onda de fechamento de estabelecimentos com música ao vivo na cidade. Trouxemos a voz dos músicos que estavam sendo afetados e divulgamos a causa, que só ganhava força na internet. Em tempos passados, nos empenhamos em trazer ao público toda a discussão sobre a situação com a Festa do Mar e a falta de pagamento de cachê, ponto crucial para uma mudança geral de mentalidade que se estendeu à Prefeitura, agora aumentando os cachês para artistas participantes de seus projetos. Nem sempre tivemos o reconhecimento que esperávamos. Situações curiosas como a de um músico que reclamou porque sua banda estava sendo divulgada no jornal somam-se aos “causos” que a página de cultura do Folha Gaúcha tem para contar. Entretanto, crucialmente, procuramos nos empenhar para levantar a bandeira da cultura na cidade, mas, infelizmente, alguns grupos são muito fechados e acabam por criar as chamadas “panelinhas”, onde uns recebem maior favorecimento e outros, nenhum reconhecimento. A cultura em Rio Grande ainda vive um momento ruim. Basta viajar para cidades vizinhas para perceber que eventos, sobretudo públicos, são muito maiores, mais organizados e mais prolíficos que os nossos, na maioria das vezes varzeanos, com aquela cara rústica, típica do que é feito com pouco dinheiro. Não se pode acusar a Secretaria


FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

Aromas e Sabores

Culinária 27

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com jesusculinarista@gmail.com

Uma alimentação básica para o verão

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urante este verão quente, com o aumento excessivo da temperatura ambiente, torna-se importante um cuidado maior com a hidratação do corpo, uma vez que as perdas de água pelo organismo tornam-se maiores. Em condições normais, o organismo de uma pessoa adulta perde em média 2,5 litros por dia, considerando as perdas pelo suor, urina, fezes e na perspiração (perdas de água, na forma de vapor, pela pele e pulmão, que não são percebidas). Portanto, é necessária a reposição diária desta água, considerando-se que seja ingerida pura ou na forma de alimentos líquidos ou sólidos, como sucos, chás, caldos, sopas, pois existe água em todos eles, sendo que em alguns as concentrações são bastante altas em seus compartimentos celulares.

Evite o uso excessivo de café, refrigerantes e bebidas alcoólicas, pois contém cafeína ou álcool e levam a uma perda maior de água. Quando as perdas de água tornam-se maiores do que a reposição, o organismo entra em processo de desidratação, o que é extremamente perigoso e, em casos extremos, pode ser fatal. Basta lembrar que sem água não há vida. Ela participa e é essencial em todos os processos metabólicos vitais para o organismo, como na circulação do sangue, na manutenção e equilíbrio da temperatura corporal, funcionamento dos rins e dos intestinos, manutenção do tônus muscular, etc. Vale lembrar que a sede é um sinal tardio da falta de água, o que ocorre quando o organismo já esgotou algumas de suas reservas. O ideal é ingerir pequenas quantidades,

Camarão na moranga Ingredientes: 1 moranga de 3 kg 1kg de camarão médio, limpo 7 camarões cozidos com casca para enfeitar 4 colheres de sopa de azeite de oliva 1 cebola média picada 2 dentes de alho picados 1 xícara de molho de tomate 1 lata de creme de leite, sem soro 1 copo de requeijão cremoso 50g de queijo parmesão ralado Sal e salsinha picada, a gosto Preparo: Abra a moranga, retirando a tampa, e com uma colher de sopa tire todas as sementes. Lave, seque e besunte por dentro e por fora com algumas gotas de azeite. Enrole em um papel alumínio e leve ao forno médio para assar por uns 45 minutos. Em uma panela, aqueça o azeite, refogando a cebola e o alho por dois minutos, junte o camarão e deixe cozinhar por mais três minutos. Adicione o molho de tomate, o requeijão e o creme de leite, mexendo bem. Quando levantar fervura, retire do fogo, junte a salsinha e corrija o sal. Coloque o creme de camarão na moranga, polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno pré-aquecido por 10 minutos para gratinar. Enfeite com os camarões cozidos e sirva. Rende: 6 a 7 porções.

várias vezes durante o dia. Apenas evite a água durante as refeições, pois o excesso pode dificultar a digestão, diluindo parte das enzimas digestivas. Frutas cítricas são uma boa opção para matar a sede durante o almoço e o jantar. Reduza ao máximo o consumo de gorduras, frituras e carnes gordas, abuse das saladas, consuma frutas, mas não se esqueça de algumas fontes importantes de proteínas e minerais, como carnes, leite, queijo, feijão, que sempre devem estar presentes, mesmo que em quantidades menores. Dê preferência aos alimentos pobres em gordura e prepare as refeições com o mínimo de óleo e sem exceder nos temperos preparados. Portanto, muita água, sucos naturais e uma alimentação leve e saudável, meus estimados leitores. E, até a próxima semana.

Filé de linguado assado ao molho de leite de coco

Ingredientes: 6 filés de linguado 1 cebola em rodelas 4 tomates picados 2 colheres de sopa de coentro picadinho 2 dentes de alho picado 1 vidro de leite de coco – 200 ml Sal, pimenta-do-reino branca, suco de limão e queijo parmesão ralado, a gosto Preparo: Tempere os filés com sal, pimenta e suco de limão. Deixe descansar. Doure a cebola no óleo. Junte os tomates picados sem pele e sem semente, o alho, o coentro e acrescente o leite de coco. Unte uma fôrma refratária retangular com manteiga. Arrume os filés e por cima despeje o molho. Salpique com bastante queijo ralado. Leve ao forno por 30 minutos. Rende: 6 porções.

Salada de legumes com atum Ingredientes: 3 latas de atum ralado – 170g cada 4 batatas em cubinhos 1 maço de agrião 1 lata de ervilhas 4 ovos cozidos 1 sachê de maionese – 200g Sal, azeitonas pretas e salsinha picada, a gosto Preparo: Cozinhe a batata até ficar macia. Escorra e reserve. Em outra panela, cozinhe os ovos, por mais ou menos uns 8 minutos, descasque e corte em fatias. Em uma saladeira, coloque o atum escorrido (sem o líquido), a batata, o agrião, a ervilha, a maionese, as azeitonas, o sal e a salsinha, e misture bem. Finalize enfeitando com ovos cozidos. Rende: 6 porções.

Dica Saborosa O processo de elaboração de fritura ou cozimento do camarão não deve exceder cinco minutos, pois corre o risco de perderem todo o líquido e ficarem duros e borrachudos.


Contracapa

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 4 a 10 de janeiro de 2014

Aumenta o salário e aumentam os gastos Notícia do aumento do salário mínimo vem acompanhada de uma série mudanças na economia Camila Costa Foto: Divulgação

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aumento do salário mínimo foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff no fim de 2013 e já causou polêmica. Os brasileiros mais atentos à economia puderam perceber que junto com o salário maior virão também mais tributos, que pesarão ainda mais no bolso da população. Historicamente, o ano inicia no Brasil com a notícia do aumento de salários. Anualmente, os governantes deixam para anunciar em meados de novembro e dezembro os reajustes no valor do salário mínimo para o próximo ano. Assim como ocorreu em 2013, quando o acréscimo ficou em 9%, passando de R$ 622 para R$ 670, o ano de 2014 também começa com o setor da economia agitado. Desta vez, o salário mínimo subirá para R$$ 724, o que significa 6,78% de aumento. O reajuste, porém, é apenas o primeiro de muitos que os brasileiros irão perceber ao longo do ano, mas nem todos serão positivos. A Presidente da República fez uso da sua conta na rede social Twitter para anunciar que havia assinado o decreto que estipulava a mudança. O cálculo do salário mínimo é realizado com base na inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Entre as consequências que o trabalhador brasileiro poderá acompanhar, a maior está no número de contribuintes com o Imposto de Renda (IR), ou seja: mais pessoas pagarão imposto durante 2014, graças à mudança no salário. Considerado como “primeiro andar” do IR, o valor de R$ 1.710,78 estipula que quem ganha menos do que esse valor não paga imposto. Quem ganha igual ou mais, já se torna contribuinte. Para entender com números, é preciso analisar que aqueles que ganhavam R$ 1.710 e são isentos do IR, agora ganharão R$ 1.809, com os salários corrigidos pela inflação, e passarão a ser contribuintes. Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), as faixas do IR não acompanham a inflação desde 1996. Se assim fosse, somente pagariam impostos aqueles que com salários

superiores a R$ 2.758, e não os R$ 1.787 de quem passará a pagar. Outros serviços importantes da rotina do povo brasileiro também serão afetados. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que havia diminuído pelo governo para estimular o consumo, voltará a subir. Para carros populares, a alíquota anterior de 2% passa para 3% até junho de 2014, quando haverá uma nova análise do governo.

Tarifas de ônibus em xeque Motivos iniciais das grandes manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil em 2013, as tarifas de ônibus também correm risco de aumento. Esse assunto, contudo, tornou-se delicado. Muitas prefeituras justificam que seguraram o aumento em 2013 e agora precisam reajustar os preços, mesmo sob a mira da fúria popular.


Folha gaúcha ed 145