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ANO III. 135ª EDIÇÃO R$ 1,50

RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

Por uma sociedade mais opinativa

Vila Maria:

Santa Casa:

Insatisfação e lixo são encontrados neste bairro

Faltam profissionais de enfermagem página 15

Foto: Camila Costa

páginas 16 e 17

Peso no bolso: conta de luz ficou mais cara

PÁGINas 10 e 11


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

EDITORIAL

A importância de ouvir a população

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246) Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: Valder Valeirão William Farias Financeiro: Viviane Rubira

Curtas Folha Gaúcha

Assinaturas:

Projeto Sesc Projeto Sesc Teatro a Mil traz a Rio Grande novas sessões gratuitas. A atração será o espetáculo “Pandorga da Lua”, com apresentações nos dias 28 e 29/10, no Auditório do Instituto Estadual de Educação Juvenal Miller, com lotação já esgotada. Mais informações podem ser obtidas no Sesc Rio Grande, localizado na Avenida Silva Paes, 416, Centro, ou pelo telefone (53) 3231-6011.

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo

Gestão de Riscos à Saúde na Indústria do Petróleo A Unimed Litoral Sul e a Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho, com o apoio a AMRIGS, promovem no dia 1º de Novembro, às 18 horas, no auditório da Unimed Litoral Sul evento, com a presença do Dr. Cristiano Motta Lima - médico do trabalho especialista em Medicina off-shore, que abordará o tema: “Gestão de Riscos à Saúde na Indústria do Petróleo”. Gestão de Riscos à Saúde na Indústria do Petróleo II O evento é um esforço conjunto da Unimed Litoral Sul, da Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho e da Associação Médica do Rio Grande do Sul, cujos Presidentes e respectivos pares de diretoria estarão presentes em Rio Grande para prestigiar esse acontecimento. As inscrições,

limitadas, podem ser feitas pelo telefone 3231-9605, com Kelen ou Ângela, ou pelo email dso@unilis.com.br. CREA-RS A Inspetoria do CREA-RS realizou o Programa Intensivo de Fiscalização em Rio Grande. A ação teve como foco as áreas de construção civil e de postos de combustível. Os resultados foram apresentados na Inspetoria da cidade, com a presença do supervisor, do Inspetor chefe e dos fiscais que participaram da ação. O programa totalizou, em cinco dias de fiscalização, 459 serviços, o que corresponde a cerca de 91 fiscalizações por dia. CREA-RS II Foram emitidas 7 notificações por falta de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e 62 notificações por exercício ilegal de pessoa física. Nos postos de combustíveis foram verificados a manutenção de bombas, tanques, elevadores veicular e ar comprimido e o recolhimento, transporte e disposição de resíduos como óleos, filtros, embalagens, graxas, estopas. Nesta área foram emitidos 40 Termos de Requisição de Documentos e Providências (TRDP). O PIF, que ocorre em todo o Estado, tem por objetivo dar maior visibilidade às ações de fiscalização do CREA-RS.

ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Matheus Magalhães Impressão: Parque Gráfico Jornal Correio do Povo SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Foto-legenda

Lama e buracos desagradam moradores da Vila Maria

Foto: Gui Paranhos

A cidade já se mostra mais alegre e bonita com a presença da primavera, estação que inevitavelmente encanta a todos e inspira tantos poetas. A primavera, obviamente, também é um indicativo de que se aproxima a estação mais aguardada do ano: o verão, que para Rio Grande tem ainda um significado maior, pelo fato de sermos uma cidade litorânea, que conta com a mais importante praia da Metade Sul do estado e uma das maiores e mais famosas do mundo por constar no Guiness Book. Sem dúvida, Rio Grande é a melhor cidade do Rio Grande do Sul no verão, por estar cercada de água e pela brisa que vem do mar, que ameniza o calor. A relação dos rio-grandinos com a praia começa em tenra idade e se prolonga pelo resto da vida. A paixão pelo Cassino é cantada em prosa e verso e existem motivos de sobra para isso, pelas peculiaridades que possui. Um desses motivos é a imensidão de nossa faixa litorânea e o fato de se poder chegar à beira-mar de automóvel, o que não se consegue em nenhuma outra praia. Apesar dos transtornos que o grande número de veículos pode causar, especialmente da parte daqueles que colocam o som não para ouvir música, mas para se exibirem, além dos perigos de acidentes devido à imprudência de muitos motoristas, a população já adquiriu este hábito. Podemos até afirmar que trata-se de uma questão cultural. Em recente entrevista a este veiculo de comunicação, o secretário Nando Ribeiro, da Secretaria Especial do Cassino chegou a anunciar um estudo para o fechamento de um determinado trecho da praia, mas devido a grande repercussão pela comunidade voltou atrás e afirmou que, após fazer pesquisa por estudiosos, isso poderá acontecer. O Chefe do Executivo, Alexandre Lindenmeyer, disse a uma emissora de rádio que caso essa situação tivesse que vir a ser modificada, iria ouvir a comunidade. A rigor, a lei não exclui Rio Grande: é proibido o uso de veículos na orla das praias. Em Rio Grande, a geografia da praia permite e por isso se criou a cultura do uso dela como via, estacionamento, sendo isso uma das grandes diferenças do Cassino. Afinal, a utilização da praia pela população da Metade Sul se dá em apenas dois meses, restando dez meses para o ambiente se recuperar das situações prejudiciais que podem ocorrer no verão. É importante ouvir a comunidade mas não se pode fazer demagogia em cima do assunto. A polêmica dos carros na orla do Cassino é antiga. Não é uma mudança que os rio-grandinos gostariam e, caso tomada, tornaria difícil o acesso à orla da praia, já que seria necessário atravessar dunas etc. Em época de populismo, essa medida não é simpática junto à comunidade. Quanto aos mais fervorosos defensores do meio ambiente, o bom senso deve ser sempre levado em consideração.


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Economia e Opinião *Nerino Dionello Piotto

Decisões dos Senados Alívio nos EEUU com o acordo e... Preocupação por aqui... com a farra dos municípios!

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Senado americano, após 16 dias de apagão administrativo no Governo Obama (até os museus fecharam as portas), que ficou sem dinheiro para pagar as contas, fechou um acordo para reabrir o governo até 15 de janeiro do ano que vem. O mundo respirou aliviado! Todos seríamos afetados, não fosse o acordo. Tu, caro leitor, eu, todos nós, em nossas aplicações financeiras nos bancos e o Brasil, como um todo, na receita de importações. Os títulos americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo. Todos os Bancos Centrais estão sentados em cima de trilhões de dólares de treasures, como são chamados os títulos da dívida pública americana. E aí reside o perigo! Não há para onde correr ou escapar, em caso de calote. Embora o mundo tenha passado a examinar alternativas de onde colocar o dinheiro, elas não existem. A Alemanha e o Japão, sítios seguros também, não detém escala para abrigar tanto dinheiro. Para se ter uma ideia do problemão que o Brasil enfrentaria, basta olhar o ranking dos principais credores/aplicadores em treasures: Somos o terceiro; só perdemos para o Japão e para a China. Até a Venezuela, que blefa sobre o inimigo imaginário americano, quebraria de vez, pois é aplicadora assídua em treasures e fornecedora de petróleo aos EEUU. Já o Senado Brasileiro abriu uma baita porteira para uma farra de municípios. Como há muitos anos tenho abordado o tema emancipação do Cassino, e em razão da recente decisão de nosso Senado de ter delegado às assembleias estaduais o poder de criar mais de 400 cidades, fui questionado por ouvintes e leitores. Para entender o assunto, bom lembrar que, até então, só uma lei federal poderia permitir a criação de um novo município, com no mínimo 20% de aprovação da população em plebiscito. Agora, a exigência baixou para 10% e não precisa mais de lei federal. Basta a assembleia estadual chancelar. No sul, basta a candidata ter mais de 11.995 habitantes, atender aspectos legais sobre a expectativa de receitas próprias, transferências e despesas com base nos últimos três exercícios e pronto. O Cassino preenche todos os requisitos. Com sobra! Minha opinião não mudou: seria um erro crasso a criação de uma nova cidade, a cidade do Cassino. Apesar de o Cassino sofrer muito com a cultura vigente que trata o bairro como uma praia de movimento sazonal, seria erro maior emancipá-lo. As despesas com o custeio de pessoal da máquina (vereadores, secretários...) seria de tal monta que impediria os investimentos imprescindíveis e necessários ao Cassino. Seria uma vitória de “Pirro”. O que os cassinenses poderiam fazer, entendo, seria usar a poderosa arma da possibilidade de emancipação para exigir mais investimentos em segurança e, notadamente, em infraestrutura, carentes barbaridade no bairro-balneário. . Economista* nerinopiotto@globo.com

Opinião

Será que ele é médico? S

erá que a situação no Brasil é tão complicada que vamos ter que começar a nos perguntarar se aquele contratado pelo município, estado ou União é realmente médico para nos atender? Daqui a pouco vamos questionar os diplomas dos engenheiros, advogados, professores e tantas outras profissões porque não dá mais para confiar nos modelos de contratação pública. O caso rio-grandino chama atenção pela complexidade, gravidade e pouco caso feito sobre o assunto. Um “médico” (sem registro) atuava em nossos postos de saúde atendendo diretamente à população sem ter um registro legalizado. Na tribuna da Câmara de Vereadores, o Ver. Spotorno apresentou uma cópia do diploma de uma universidade cubana em nome do suposto médico e também do pedido de registro dele no Brasil. O Conselho de Medicina do Rio Grande do Sul, através da delegacia de Rio Grande, informou em resposta oficial a Vereadora Luciane Compiani que nunca teve nenhum registro em nome do ex-funcionário contratado da administração pública. A secretária da saúde em entrevista a um jornal local informou que o médico tinha um período em que poderia atuar no país. O vereador já mencionado disse que havia uma liminar que garantia ao médico a possibilidade de trabalhar. O que é preciso ser esclarecido é que ele não estava trabalhando pelo programa do Governo Federal Mais Médicos e sim como contratado pela Organização Saúde Sustentável, que é responsável por contratar médicos para atuar em Rio Grande, serviço concedido pela Prefeitura. A discussão se ele é ou não é médico fica secundária quando alguém autorizou a contratação de uma pessoa que está sem a documentação necessária para tal função. Se realmente ele é formado e queria clinicar, que fizesse isso de forma particular, e não atuando para uma instituição pública. O governo ao fazer uma contratação, seja através de concurso público ou através de empresas, deveria ser extremamente criteriosa na análise dos documentos. Numa rápida consulta ao Google pelo

nome da pessoa, se encontra diversas referências sobre ele, salvo nomes homônimos, há menções na Prefeitura Municipal de André da Rocha, onde atuou, e também na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, aonde consta um pedido de revalidação do diploma médico como indeferido. A situação é grave, pois um médico que não consta nos registros dos Conselhos de Medicina não pode atuar em território brasileiro e um que esteja sendo analisado não deve ser contratado por entidades públicas até o fim do processo de averiguação. Os diplomas das universidades estrangeiras precisam ser inspecionados em sua veracidade, assim como também estudado o programa de cada instituição para que seja compatível com as normas brasileiras. Enquanto esperava o desenrolar dessa história, fui surpreendido com a notícia de que foi desmontado um esquema de fraude na revalidação do diploma de médicos, quando a Universidade Federal de Mato Grosso foi confirmar a veracidade da informação e descobriu que aquelas pessoas nunca cursaram ou concluíram o ensino fora do país. Não apenas uma, mas 41, um número muito significativo. A ideia dessas pessoas era entrar no programa Mais Médicos. Os mandados de busca e apreensão contra as 41 pessoas identificadas foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de Mato Grosso. As buscas foram feitas em Alagoas, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os casos, mesmo que não se entrelacem, são preocupantes em função de estarem muito próximos da população. Por isso, o que é público precisa ser extremamente rigoroso na hora de contratar alguém para atender à população e o governo precisa ser rigoroso na análise e busca pela veracidade das informações antes de liberar alguém para atuar no Brasil. André Zenobini


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Com redução nos voos, índice de passageiros diminui no

Aeroporto do Rio Grande

Troca da frota, saída das plataformas de petróleo e concorrência com o aeroporto de Pelotas são apontados como os principais fatores para a baixa Rodrigo de aguiar

Foto: Sarah Magalhães/Arquivo FG

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aeroporto do Rio Grande vem registrando nos últimos meses uma queda no número de voos para a capital e este acontecimento acaba consequentemente acarretando em baixa na quantidade de embarques e desembarques no município. Muito utilizado por empresários e executivos do Polo Naval, o local acabou ganhando destaque e gerando discussões sobre a necessidade de ampliação do terminal e fortalecimento da pista, para o recebimento de aeronaves de maior porte. De acordo com informações obtidas junto ao guichê da Brava Linhas Aéreas no terminal, houve de fato uma redução de quatro para três voos diários, número pequeno, mas que simboliza uma queda de cerca de 130 passageiros por mês. O motivo apontado para esta supressão de horários é a troca da frota, ou seja, a aquisição de novos aviões, mas outros dois fatores corroboram diretamente para esta situação: a saída das plataformas de petróleo e a operação de outra companhia no aeroporto de Pelotas. Atualmente, apenas uma aeronave está em operação, realizando decolagens de Rio Grande para Porto Alegre, sem escala em Pelotas, às 09h52, 13h05 e 17h41. A partir de novembro, o último horário sofrerá uma alteração e passará a decolar da cidade às 16h41. No entanto, para o presidente da companhia aérea, Jorge Barouki, os voos continuam acontecendo normalmente. O executivo informou que foi solicitada para a Agência Nacional de Aviação Civil uma autorização para a realização da linha com um Embraer 120, mais conhecido como Brasília, com capacidade para 30 passageiros. Barouki confirmou a troca da frota e o início da operação da empresa Azul em Pelotas como um dos fatores para a redução do número de usuários. A utilização do Brasília ainda está sendo inviabilizada em virtude de problemas estruturais no aeroporto, entre eles a falta de um caminhão de bombeiros e de um efetivo qualificado para garantir a segurança necessária no momento da operação da aeronave na pista. Ainda segundo ele, outras pequenas modificações precisam ser realizadas. A empresa planeja adquirir mais cinco aviões, equipamentos estes que serão incorporados à frota no decorrer das atividades e não descarta a criação de uma linha para o Rio de Janeiro, que dependerá, ainda, de autorização dos órgãos reguladores.


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de La Rocha Coqueiros da BR-116 são replantados Juvenal Miller - Vanderci Mendes, ex-presidente da URAB, por questões de saúde não pôde comparecer às comemorações do centenário do Instituto de Educação Juvenal Miller e pede que a gente faça o registro do imenso amor que ele sente por aquela escola. Disse-nos que foi estudar lá em 1943, no primeiro ano do atual prédio na Andrade Neves e que tem na memória todos os professores, que lembra com carinho, desde o primeiro até o último que lhe deu aula. Também recorda que era época da II Guerra Mundial e que na entrada os alunos cantavam o Hino Nacional e na saída, o Hino à Bandeira. O padre Caio ainda orientava os alunos a rezarem pelos pracinhas da FEB. Certamente “seu” Mendes, da mesma forma que todos os alunos, viveu lá alguns dos melhores momentos de sua juventude. Estudo é a base - Não estudei no Juvenal, mas tive uma prima lá e sempre ouvia falar na excelência do ensino, nos tempos aúreos da Dona Julinha, que deve ter plantado uma semente que germina até hoje. O Juvenal, mesmo sendo uma escola pública, era seguramente uma das melhores, senão a melhor escola da cidade. Dizendo isto presto a minha homenagem a essa escola que tanto nos orgulha. Lembro também do Lemos Junior, onde estudei, outra escola pública do mais alto nível, com um timaço de excelentes professores. O estudo é mesmo a base de tudo. Rio Grande crescendo - A competente jornalista Michelle Rossettini vibrando com o início das obras de terraplenagem do Parque Shopping Rio Grande, que atrasaram devido à burocracia. Ela confirma a previsão de inauguração, para o primeiro semestre de 2015. Michelle também nos convidou para a inauguração na Marechal Floriano, da Top Solda, especializada em EPIs, ferramentas e consumíveis de solda, de Paulo Roberto Vallado e do rio-grandino Luis Alfredo Touguinha Thomé.

em área central do município Remoção visa a obra de duplicação da rodovia

MATHEUS MAGALHÃES Foto: PMRG

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tão esperada duplicação da rodovia na BR116 ganhou uma nova ação: seis coqueiros que estavam plantados em sua margem e impossibilitavam o avanço das obras foram removidos e replantados no Bairro Getúlio Vargas, atualmente alvo de ações que preveem melhorias em uma das vias mais importantes do município. A ação conjunta que reuniu as secretarias do Meio Ambiente (SMMA), Infraestrutura (SMI) e Serviços Urbanos (SMCSU), possibilitou uma renovação visual na altura do quilômetro dois da BR-392, trazendo assim uma maior presença da fauna natural da região para uma área central da cidade. Os coqueiros, da espécie gerivá, devem ser uma das primeiras atrações para o local, que já está listado para se tornar um ponto de lazer. Eles foram retirados de trecho que fica na altura dos municípios de Turuçu e São Lourenço do Sul e foram trazidos para o bairro. De acordo com a Prefeitura, a medida não apenas serve para alavancar as obras de duplicação mas também é uma forma de valorizar a fauna nativa

da cidade, já que os coqueiros desta espécie podem ser encontrados com certa abundância na região sul do Rio Grande do Sul. A medida foi possibilitada por parceria da Prefeitura Municipal e Departamento Naciuonal de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que hoje é responsável pela duplicação da estrada. A STE S.A., empresa que cuida da gestão ambiental da obra de duplicação, ficou responsável pela consultoria técnica. Para os técnicos da Prefeitura, a medida possibilitou um menor desgaste ambiental, já que, caso estes coqueiros não tivessem para onde ir, seriam cortados e eliminados. O secretário adjunto da SMMA, Wagner Silveira, crê que o plantio dos coqueiros foi central e consoante com a política de sua pasta: “As árvores, que seriam suprimidas no processo de duplicação, foram reaproveitadas para arborização do Município do Rio Grande”. Ele ainda acrescentou que, dentre as propriedades desta espécie, é comum que haja a atração de outras espécies, o que pode resultar em uma fertilização do terreno onde foram replantadas.


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Prefeito e comandante do 1º Batalhão da BM discutem nova política para a pesca Embates entre os fiscais da Patrulha Ambiental e pescadores motivaram o Executivo a debater MATHEUS MAGALHÃES

muitos anos vejam certo exagero por parte da gestão ambiental, censurando práticas que são passadas de geração para geração e nunca causaram grandes danos, se comparados a outros desastres ambientais que nada têm a ver com a ação dos pescadores. É desejo do prefeito Alexandre que as conversas se estendam e o próximo encontro deve trazer as secretarias do Meio Ambiente e Pesca para o debate. Seria interessante que o sindicato dos pescadores pudesse ter voz, já que é ele que pode trazer a pauta dos pescadores para a conversa, reivindicações que podem não ficar tão claras se deixadas apenas nas mãos da pasta da pesca.

Foto: José Wotter

Foto: PMRG

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o último dia 22, o prefeito Alexandre Lindenmeyer esteve junto do coronel Ângelo Antônio Vieira da Silva, comandante do 1º Batalhão da Brigada Militar, e outros representantes da força para discutir sobre uma nova política de pesca, com interesse na preservação do meio ambiente e apoio a comunidade pesqueira da cidade. O diálogo deve marcar o início do projeto, que demonstra uma preocupação do executivo e do prefeito para com os pescadores, esquecidos na gestão anterior. Dentre as pautas discutidas no encontro, houve um foco pronunciado em questões ligadas à fiscalização ambiental, pertinentes à Brigada Militar, A discussão acerca das políticas ambientais que resultam em apreensão de material dos pescadores, devido ao descumprimento da legislação específica se deu no ensejo de criar alternativas visando a questão ambiental, mas levando em conta que, devido às necessidades do ofício, os pescadores não podem ser prejudicados por imposições e punições muito duras. A Patrulha Ambiental (Patram) é a responsável pela fiscalização e, através do diálogo, o prefeito espera chegar a uma solução que agrade tanto os fiscais quanto os pescadores. Existe uma disputa histórica no município acerca desta questão, com grande insatisfação por parte dos pescadores devido à rigidez dos órgãos ambientais que, muitas vezes, impedem que estes trabalhadores busquem seu ganha-pão. Recentemente, uma enorme vitória marcou o fim de uma luta de anos: a pesca de emalhe foi regulamentada e permitida na região. Porém, ainda assim, outras questões tornam tensa a convivência entre os trabalhadores e os fiscais. O coronel Ângelo frisou que o trabalho da Patram é de “somar forças para beneficiar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, a vida do pescador”. Ele ressaltou que, caso não haja fiscalização para garantir o respeito ambiental, existe grande possibilidade de geração de enorme impacto negativo na própria safra, o que resultaria em desastre para os pescadores. Apesar disto, é natural que pescadores que estão no ofício há


Mudança de rota: carreira

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uitos dos clientes que chegam ao meu escritório são profissionais que já trilharam alguns anos de carreira e não se encontram satisfeitos com onde chegaram. A maioria deles não fez um planejamento profissional e foram, simplesmente, seguindo o curso da vida, aproveitando as portas que se abriram no caminho, porém sem se questionar se aquela porta servia. No filme Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, o gato diz para a menina: “Se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve.”. É o que acontece com muita gente por aí, não só com os clientes que chegam ao escritório. Muitas vezes têm carreiras ditas bem-sucedidas por outras pessoas, pois têm um bom salário, estão numa grande empresa, são valorizados, mas falta o essencial: sentir-se realizado, pondo em prática um propósito de vida e encontrando felicidade no que faz. Neste momento, é preciso conscientizar-se da situação e encontrar coragem para mudar a rota e ir em direção a outro rumo de carreira. O importante é visualizar que nunca é tarde para mudar, sempre é possível fazer essa transição, mes-

mo que o medo e a ansiedade possam surgir. A coragem virá de um bom planejamento, que deixará essa mudança estruturada e bem preparada para diminuir os riscos a serem corridos. Pense que pelo menos oito horas do seu dia você passa em seu trabalho, então esta atividade precisa gerar prazer, estar alinhada com seus objetivos de vida e valores. Neste planejamento é extremamente interessante pensar na parte financeira, fazer uma reserva de no mínimo seis meses de salário é o ideal para poder se sustentar enquanto a nova carreira ainda está em fase de amadurecimento e não está oportunizando os seus frutos. Assim, o profissional em transição consegue se manter calmo e no seu mesmo padrão de vida. Se você se sente completamente perdido, ou seja, tem a certeza que não está feliz onde está, entretanto não sabe que outra carreira terá sentido ou o fará feliz, é essencial procurar ajuda e orientação. Um Coach de Carreira poderá ser fundamental neste processo. A primeira etapa será a de autoconhecimento: você precisa saber suas características, seus talentos, seus gostos, seus valores para costurar isso com a sua carreira, aumentando em vários

níveis as suas chances de sentir-se feliz e ser bem-sucedido. Para quem se assusta com guinadas radicais, existe a possibilidade de levar duas carreiras em paralelo por um tempo. É certo que neste período você trabalhará dobrado, porém pode dar a oportunidade da carreira nova começar a deslanchar um pouco para assumi-la como a sua principal, diminuindo a sua ansiedade e o medo de não dar certo. Questione-se: • Como me sinto quando desperto para o trabalho? Motivado? Cansado? Triste? Irritado? • Gosto do que faço hoje? Do que gosto e do que não gosto? Que lado pesa mais? • Como me imagino nos meus próximos anos (um, três e cinco anos)? • Existe paixão pela carreira que realizo hoje? Sinto-me realizado profissionalmente? De 0 a 10, qual o meu nível de satisfação com o meu trabalho atual? • Vivo irritado, mal-humorado ou triste? As pessoas a minha volta dizem que meu único assunto é reclamar do que faço profissionalmente?


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Título de eleitor exige cuidado aos prazos Eleições de 2014 já movimentam os cartórios e atraem os jovens

O Foto: André Zenobini

ano de 2014 será marcado por mais uma disputa eleitoral no Brasil. Desta vez, os brasileiros irão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Para isso é preciso estar em dia com o seu título. E até os jovens dispensados do voto obrigatório estão provando sua cidadania. O prazo para quem deseja efetuar mudanças no título, como transferência de local de votação e revisão, ou solicitar a 1ª via do documento, é de até 150 dias antes das eleições, para ficar em dia com a justiça eleitoral. Como a data da votação está marcada para 5 de outubro,

Giovane Brandão , chefe de cartório da 163ª Zona Eleitoral o prazo final é até o dia 7 de maio. Para a 2ª via do título, é possível realizar o requerimento até dez dias antes da eleição. Segundo dados de abril desse ano, o país tem um eleitorado de mais de 141,1 milhões de pessoas. As últimas eleições registraram em Rio Grande de 12 a 14% de abstenção. Os jovens, entretanto, não são os maiores culpados por esse índice. Conforme o chefe de cartório da 163ª Zona Eleitoral, Giovane Brandão, cerca de 40% do público que comparece ao cartório atualmente está em busca da primeira inscrição, ou seja, possui entre 16 e 18

Camila Costa

anos. “Essa é nossa maior procura, e muitos procuram jusdão prevê que tudo ocorra normalmente. “Quem não tamente porque precisam para outros documentos, como a realizar o recadastramento biométrico vai poder votar carteira de trabalho, por exemplo.” Brandão ressalta que o como sempre.” O novo método identificará os votantrabalho dentro das escolas é muito importante e que por tes através de suas digitais. duas oportunidades nos últimos meses já palestrou com No Brasil o voto é obrigatório para quem possui enestudantes sobre a importância do voto, mesmo na sua não tre 18 e 70 anos e facultativo para pessoas acima de 70 obrigatoriedade. anos, entre 16 e 17 anos e analfabetos. Para a emissão A estudante Laura Bastos, 18 anos, apesar do intedo título, é necessário comparecer ao cartório eleitoral resse nas eleições municipais de 2012 só retirou o título portando os seguintes documentos originais acompaesse ano, antes de completar a maioridade. “Precisava nhados de um comprovante de domicílio: carteira de ter o título de eleitora para a inscrição da faculdade, identidade, carteira emitida pelos órgãos criados por lei mas fiz somente esse ano, porque perdi o prazo em 2012 federal, controladores do exercício profissional, carteipara poder votar nas eleições”, explica. Laura está inra de trabalho, certidão de nascimento/casamento, certiserida em uma população entre 16 e 18 anos que ainficado de quitação do serviço militar obrigatório ou de da representa menos de 1% dos eleitores aptos ao voto prestação do serviço alternativo. em Rio Grande, com 1058 Foto: Divulgação eleitores de um total de 148.197. A faixa que lidera os números está entre os 45 e 59 anos, com 37.816 votantes. A maior preocupação de Brandão no momento é com a situação da população flutuante que passa pela região. “O pessoal que vem de fora faz o registro aqui, vai embora antes da eleição e depois não muda o cadastro, por isso aumenta o número de abstenção”, salienta. A novidade em termos eleitorais vem do recadastramento biométrico. O novo sistema, porém, ainda não chegou a Rio Grande. Giovane Brandão acredita que a partir de 2014 o recadastramento já se encontrará disponível no município, mas lembra que ele acontecerá de forma gradual, sem um prazo estipulado. Para as próximas eleições, BranNa tabela acima é possível visualizar informações sobre os eleitores rio-grandinos.


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Depoimento de Vida

Gotas de Sabedoria

LIVRE DAS DROGAS E VIDA PROFISSIONAL RESTAURADA!

Pastor Vilela

Pela falta de honra muitos pais morrem mais cedo!

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uantos pais ainda estariam vivos se seus filhos os tivessem honrado? Já parou para pensar nisto? E você, tem honrado seus pais? Honrar não e apenas pedir “a bênção, pai”, ou “a bênção, mãe”. Honrar é mais do que isto... Honrar, segundo o dicionário, é também: respeito, dar, querer o melhor para tal pessoa. Moro ao lado de um posto de saúde na Av. Saturnino de Brito, em Rio Grande e fico pasmo ao ver, pela madrugada, muitas pessoas idosas sentadas em cadeiras de praia e algumas pelo chão, esperando o posto de saúde abrir às 8h para buscarem uma ficha de atendimento para um exame, que às vezes será marcado para daqui a seis meses. Exame este que muitas vezes é de urgência e de vital importância para a saúde daquela pessoa. Quantos pais que, depois de darem toda uma vida por seus filhos, agora estão passando por esta situação, sendo que na maioria dos casos, os filhos poderiam se unir, fazendo uma vaquinha, para pagar o exame particular e, assim, agilizar o tratamento, ou até mesmo o procedimento cirúrgico que iria proporcionar àquele pai ou mãe, mais uns 10 ou 15 anos junto aos seus filhos. A Palavra grega para honra significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito, não apenas pelo mérito, mas pela posição. Deus nos exorta a honrar nossos pai e mãe. Ele tanto valoriza honrar aos pais que incluiu esse princípio nos 10 mandamentos (Êxodo 20:12) e novamente no Novo Testamento: Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra (Efésios 6:1-3) IMPORTANTE: Não devemos esquecer, ainda, que quando dois jovens se casam, duas famílias se unem passando a ser uma só família. Sendo assim, os pais da noiva não perderam uma filha, e sim ganharam um filho, consequentemente, os pais do noivo não perderam um filho, mas sim ganharam uma filha. Por que digo isto? Tenho atendido muitas famílias que estão sofrendo e muitos pais e avós machucados em seus sentimentos, devido à falta de honra. É imprescindível o genro e a nora entenderem que têm que fazer esforço para buscar honrar seu sogro e sua sogra. Se não honras tua sogra ou sogro, estás ofendendo e machucando a teu esposo ou esposa, porque estás, nada mais e nada menos, que machucando seus pais! Queiras ou não queiras, isto trará influências negativas e atingirá teu matrimônio. Tenho podido ajudar a muitas famílias que estavam com problemas gravíssimos nesta questão da honra. Muitos genros e noras que, com barreiras com seus sogros, os privaram de estarem mais perto de seus filhos e, principalmente, netos... A propósito, querem ver um avô ou avó triste e por terra é impedir ou dificultar seu acesso e contato com os netos. Diga-se de passagem, uma das maiores, se não a maior alegria da 3ª idade é poder curtir e desfrutar dos filhos dos filhos. Honre-os tanto com suas ações como com suas atitudes (Marcos 7:6). Honre seus desejos, tanto os que eles expressaram como também os que não expressaram verbalmente. O filho sábio (ouve) a correção do pai, mas o escarnecedor não ouve a repreensão. (Provérbios 13:1) Costumo dizer que Arrependimento e Remorso são muito parecidos, mas com uma grande diferença! Arrependimento é um sentimento de tristeza e reconhecimento que fez algo mal, que foi egoísta com alguém, que não investiu o tempo correto para algo ou alguém que era importante, sendo que é possível fazer correções e restituir ou recuperar o tempo perdido. Já no Remorso é tudo isto e mais um pouco, sendo que já é tarde demais. Continua na próxima semana.

Pastor Vilela da Costa Formação: Bacharel em Teologia Formado em Administração de Empresas e Marketing – Pós-Graduado em Gestão de Pessoas – Diretor do Ministério Cristo Vive

Tiago Santos da Silva

Me encontrava derrotado. Tudo começou com a maconha, cigarro, álcool, terminando na cocaína. Trabalhava, mas gastava todo o dinheiro em drogas. Causei grandes problemas para minha família, pois roubava deles para comprar drogas. Muitos me falavam de Jesus, mas precisei chegar ao fundo do poço, quando tive uma overdose. No desespero, pedi a Deus uma oportunidade e que me livrasse da morte. Cheguei ao Ministério Cristo Vive e tudo começou a mudar. Hoje retomei minha vida, quero ajudar as pessoas que estão na mesma situação que um dia eu estive. Retornei ao convívio da família. Estou crescendo espiritualmente e ganhando minha família para Jesus. Hoje trabalho como voluntário no Ministério Cristo Vive Rio Grande, ajudando as pessoas e fazendo parte da equipe de voluntários dos Prs. Vilela e Celenita Costa.


FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

Alfaro Conta de Luz mais cara para o consumidor Alberto Amaral

Desafiando o destino, Guerreiro forjado na persistência

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emanalmente, faça chuva ou faça sol, tenho compromisso com os espaços midiáticos e, principalmente com os que me leem e escutam. Exponho em artigos e crônicas as minhas ideias, posicionamentos e sentimentos, que ultimamente, em função do momento que vivemos, têm se caracterizado por um viés político. Nesta semana, em que pesem os milhares de motivos para continuar na mesma temática, o coração me levou para uma homenagem a um homem que orgulha a nossa gente, pelo exemplo de vida que nos proporciona. Antes, vou contar brevemente a história de um menino, caçula de uma família classe média, composta por um casal e oito filhos, que residiam aqui em Rio Grande/RS, com todas as condições de levar uma vida modesta, mas honrada, considerando os parâmetros sociais e econômicos da década de 50. O destino, às vezes surpreendente, de inopino, num daqueles dias para serem esquecidos, ceifou do seio dessa família o jovem e futuroso patriarca e mantenedor da família, deixando a viúva com a prole, todos menores, composta de quatro meninos e quatro meninas. A vida, como sempre, continuou, tal qual o tempo, que sempre continua. Cinco anos depois, mais uma tragédia, faleceu a Mãe, coincidentemente, com a mesma idade que havia falecido seu marido, 44 anos. Imagine, em qualquer contexto, o desarranjo em que se viu metido esse núcleo familiar, sem pai e mãe, todos menores. Esse menino, objeto desta homenagem, perdeu o pai aos três meses de idade e a sua querida mãezinha, da qual guarda tênue lembrança, aos cinco anos. Pessoalmente, o conheci na adolescência, quando aos domingos, pela manhã, atuávamos nas equipes infantis do Ipiranga Atlético Clube. Não fomos colegas de colégio e nunca nos visitamos, convivemos por alguns anos sem saber absolutamente nada um do outro, focados apenas nas competições em que participávamos. Registro que só tomei conhecimento dessa saga vivenciada por essa família no dia de hoje, 23 de outubro de 2013, em contato com a Professora Maria de Lourdes Santos Cruz Abreu, irmã desse meu colega. Ela que com apenas 13 anos, assumiu a responsabilidade da casa, da orientação e educação de todos os irmãos, menores do que ela. Posteriormente, ao completar 18 anos, assumiu juridicamente como tutora. Desse jovem que deixou a cidade com 14 anos, aprovado em seleção para o Colégio Militar, só tive noticias há poucos anos, já na posição de General do Exército Brasileiro, quando chefiava a MINUSTAH da ONU, na estabilização do Haiti. Carlos Alberto dos Santos Cruz desafiou o destino, surprendeu-o, óbvio que com a participação inestimável da sua querida irmã-mãe, Maria de Lourdes. Atualmente, o General Santos Cruz é o Comandante da Missão de Paz da ONU, na República Democrática do Congo, onde chefia mais de 20.000 homens de 14 países diferentes. Dias atrás, o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em homenagem realizada no Palácio Piratini, outorgou-lhe a Medalha do Ponche Verde, no Grau Grã-Cruz, reconhecendo, em nome dos gaúchos, a trajetória brilhante desse Grande Guerreiro. Para um país que precisa de exemplos, aí está o nosso querido conterrâneo. Cada dia mais focado nas suas atribuições e missões, cada dia mais solidário e humilde, deixando por onde passa um rastro brilhante de esperança e confiança no nosso Brasil, no nosso povo.

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urou muito pouco a felicidade dos brasileiros com a redução do preço da conta de luz. A medida amplamente divulgada pelo Governo Federal em janeiro, que baixou os preços ganhou direito a pronunciamento da Presidente da República em cadeia de rádio e televisão, fato que politicamente foi favorável à presidente. Agora, acabou o sonho. A conta de luz dos usuários da CEEE vai voltar a subir, e muito. Desde a última sexta-feira já estão em vigor os novos preços da conta de luz dos consumidores da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). O reajuste para quem utiliza energia de baixa tensão (residências e pequeno comércio) é de 13,45% e foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Em fevereiro, quando entrou em vigor

o desconto de 18,13%, a população comemorou, mas agora, desse desconto ficaram menos de 5%. O novo aumento implica diretamente nos recursos dos consumidores residenciais e também pequenos e médios comerciantes. Apenas para os consumidores residenciais, o aumento também é de 13,3%, mais do que o dobro da inflação do período medida pelo IPCA. Serão 5 milhões de consumidores em 72 municípios do Rio Grande do Sul. Já para as indústrias, que utilizam tensões maiores, o reajuste é de 16,61%. A motivação do aumento, segundo a explicação dada pelo setor, é o câmbio, já que o dólar tem oscilado muito aumento o custo da energia gerada. Além disso, a tarifa sofre influência da inflação, que recebe a carga das mudanças do câmbio. O presente dado com o desconto que era advindo do bom momento energético brasileiro agora vira um Cavalo de Tróia para o consumidor, pois o alívio durou pouco e veio quase nas festividades de final de ano, quando as pessoas costumam gastar mais.

Alta tensão é prejudicial a quem mora em volta

A Energia Elétrica é indispensável a vida das pessoas, mas requer alguns cuidados na hora de montar uma rede de distribuição de energia para que garanta a segurança das pessoas. Uma linha elétrica, chamada também de linha de transmissão de energia elétrica, é o meio de condução de energia das usinas geradoras de energia até as subestações localizadas perto dos locais mais populosos. Linhas de transmissão interligadas podem se tornar redes de transmissão de alta voltagem para fornecer luz elétrica para uma grande metrópole. Como a energia pode se perder em transmissões de longa distância, altas voltagens de 110kV ou acima são usadas. Cidades com sistemas mais sofisticados usam linhas de transmissão subterrâneas em seus centros urbanos e zonas de perigo, mas este processo é significantemente mais custoso e sua operação é limitada. Os perigos maiores são das linhas de alta tensão, antes de chegar a uma subestação. Linhas de transmissão e suas torres transmitem eletricidade por grandes distâncias, então há um certo receio de que suas propriedades eletromagnéticas e os ímãs usados na sua condução possam ser fonte de problemas de saúde. Linhas de transmissão de alta voltagem emitem campos eletromagnéticos, expondo qualquer coisa ao redor à radiação eletromagnética. Normalmente a voltagem das linhas está entre 25 e 65 kV. Por anos, as pessoas acreditaram que viver perto de linhas de energia de alta voltagem era prejudicial à sua saúde. Um relatório de 1989 do Departamento de Energia dos Estados Unidos constatou que existem certos efeitos biológicos devidos à exposição. Estudos de epidemiologia revelam que a exposição a campos eletromagnéticos causa muitos problemas físicos de saúde, como leucemia em crianças, alguns tipos de câncer, ritmo cardíaco alterado, abortos espontâneos, nascimentos prematuros, defeitos de nascença e outras condições fatais. Foi até sugerido que campos eletromagnéticos de baixa frequência podem acelerar o crescimento de tumores e obstruir a comunicação entre as células. Os efeitos danosos da radiação dependem do grau de exposição. Quanto mais perto estiver o objeto, maior a quantidade de exposição. Embora não haja respostas explícitas para as perguntas sobre os efeitos danosos, alguns estudiosos concordam que a distância de 500 m de uma fonte de radiação seja, talvez, perigosa. Se você mora perto de uma fonte, pode medir a distância e verificar se há fiação defeituosa em sua casa. Um nível alto de magnetismo estaria entre 50 e 60 Hz.

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sultado mostrou que as incidências de tumores cerebrais entre os residentes perto das antenas de transmissão no topo de Lookout Mountain aumentou significantemente. Incidências de leucemia infantil podem ser usadas como prova de que a exposição à radiação é a fonte desta doença. Em 1979, dois pesquisadores, Nancy Wertheimer e Ed Leeper, publicaram os resultados de seus próprios estudos epidemiológicos, que avaliaram que havia um número elevado de crianças com leucemia numa vizinhança em Denver, nos Estados Unidos, perto de uma usina elétrica. Estudos na Suécia (1992) e no México (1993) descobriram que mais casos de leucemia infantil ocorrem quando elas moram perto de linhas de transmissão. Um estudo dinamarquês de 1993 relatou uma relação estreita entre a presença de campos eletromagnéticos e câncer infantil. Um estudo finlandês revelou que os campos eletromagnéticos causam tumores no sistema nervoso em crianças. Houve oito estudos sobre o risco de câncer em adultos que moram perto de linhas de energia. Apesar dos estudos sobre os efeitos de linhas elétricas na saúde, nenhuma conclusão concreta fez avançar a noção de que os campos eletromagnéticos são danosos ou inofensivos às pessoas. Até a Organização Mundial da Saúde afirma que mais estudos devem ser feitos para chegar a conclusões mais consistentes Como resolver A distância mais segura é mais de 600 metros. Mantenha as crianças longe das linhas de energia, radares, transformadores e outros objetos que emitam campos eletromagnéticos. Se estiver construindo uma nova casa, escolha um local longe de linhas de energia ou torres de transmissão. Estas torres são usadas por companhias de telecomunicações para transmitir sinais.

Leucemia é um dos problemas causados

Em um estudo realizado em 2005, o “Draper Report”, patrocinado pelo Departamento de Saúde do Reino Unido, revelou que crianças que viviam a 200 m de linhas de energia tinham uma chance 70% maior de desenvolver leucemia do que as que viviam a mais de 600 m de distância. Os estudiosos afirmam que isso resultaria em cinco casos mais, ou 1% dos 400 casos de leucemia diagnosticados em crianças durante um ano. O National Institute of Environmental Health pediu à Universidade Estadual do Colorado que estudasse os efeitos da exposição à radiação em centenas de moradores de Lookout Mountain. Esse estudo foi um prosseguimento de uma pesquisa anterior feita pelo Colorado Department of Public Health and the Environment, em julho de 2004. O re-

André Zenobini / Informações e conteúdo Aneel, Ehow Brasil, Superinteressante

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André Zenobini - andre.zenobini@gmail.com

Prédio histórico é a sede da TOPSOLDA Muito prestigiado por autoridades, convidados e familiares dos empreendedores Luís A.Touguinha Thomé e Paulo Roberto Vallado, o coquetel de inauguração da loja TOPSOLDA, empresa especializada no segmento de EPI´s, ferramentas e consumíveis de solda, foi um sucesso. Todos que passaram por lá ficaram encantados com a beleza da restauração realizada no prédio histórico, na Marechal Floriano 170. Além da loja, no local será disponibilizada para clientes e parceiros a locação de uma sala de treinamentos. A iniciativa dos empresários é um bom exemplo em prol da preservação do patrimônio da cidade. Parabéns!!

Lançamento O proprietário da Super Distribuição Automotiva Ltda.

recebeu convidados para apresentar o novo produto da Iveco. O coquetel foi realizado em grande estilo e pode mostrar o produto que chega ao mercado para conquistar fãs e admiradores da marca. O Iveco Hi-Way que foi lançado é um veículo desenvolvido sob a ótica do condutor. Isso significa que a equipe de engenharia da empresa utilizou o que há de mais moderno para tornar a cabine do caminhão um sinônimo de eficiência e ergonomia, tanto nos momentos de trabalho quanto no descanso do motorista.

Ao centro Paulo Costabeber (proprietário da Super Iveco), e Marcelo Castro (Repres. Com. da Iveco)

Railander Machado (consultor de vendas Super Iveco), Duani Arruda (RCA Transportes), Rui Celso Arruda (RCA Transportes) e, Stefanello (Ger. de Vendas Super Iveco)

Júlio (Transmiguel), Rodrigo Barcellos (Consultor de Vendas Super Iveco), Rogério (Transall), Flamarion (Herian Transportes Santa Maria)

Letícia Oliveira ( Assistente de Vendas), Anamelli Cavalcanti (Marketing Iveco), Cíntia Araújo (Assistente financeiro) e Virgínia Reck (Gerente Adm. Financeiro)

Boa Leitura Recentemente o escritor Isaias Munhos esteve

em Rio Grande para o lançamento do seu livro “Ética no Trabalho – Comportamento Laboral Adequado...”. Para quem aprecia uma boa leitura, essa, sem dúvida, é mais uma excelente opção. O escritor, que é natural de Quaraí, reside atualmente em Balneário Camboriú.


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Libra pode ser paga sem alta da gasolina Mais um gigante sairá do Porto de Rio Grande

Leilão de Libra

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ANP anuncia 30 novas áreas em Sergipe


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presidente da Petrobras, Graça Foster, disse no último dia 23 de outubro que a empresa tem recursos suficientes para pagar sua parte no bônus que é devido ao governo pela exploração do campo de Libra, sem necessidade de reajustar o preço dos combustíveis. Ela também afirmou que não será necessário aporte da União na companhia. O leilão do pré-sal foi vencido por um superconsórcio liderado por Petrobras (10%, mais os 30% obrigatórios), Shell (20%), Total (20%) e as chinesas CNPC e Cnooc (10% cada uma). A estatal precisa bancar R$ 6 bilhões dos R$ 15 bilhões de bônus. O restante será pago pelas demais empresas do consórcio vencedor. “A Petrobras tem caixa para pagar os R$ 6 bilhões sem reajuste [de combustível], sem precisar do Tesouro”, disse Foster ao deixar o Ministério da Fazenda. A presidente da estatal se reuniu por três horas com o ministro Guido Mantega, que é também presidente do conselho de administração da Petrobras. Segundo Foster, eles conversaram apenas sobre os investimentos em Libra e não discutiram o reajuste do preço interno dos combustíveis, que estão defasados em relação ao preço internacional. “Não tem data, não tem data [para o reajuste]”, disse. Ela ressaltou que a empresa terá mais recursos gerados pelo aumento da produção nos próximos meses. Disse também que os investimentos iniciais em Libra não são expressivos. “Nos primeiros dois, três anos, os investimentos de Libra não são expressivos, e a nossa produção começa a aumentar no quarto trimestre. Quem produz mais petróleo, produz mais geração operacional, precisa de buscar menos recurso no mercado”, afirmou. Foster argu-

mentou que não poderia dar mais detalhes sobre os investimentos da estatal porque o resultado da companhia no terceiro trimestre sai na sexta-feira.

Rating A agência americana de classificação de risco Standard & Poor’s informou ontem que os “ratings” atribuídos aos papéis da Petrobras não são afetados pelos resultados do leilão para exploração da reserva de Libra, de acordo com comunicado.

De acordo com a S&P, os “ratings” atribuídos à Petrobras já incorporam o modelo de parceria para desenvolvimento da reserva. “Além disso, nossas projeções financeiras mais recentes para a Petrobras e a avaliação do seu perfil de risco financeiro como significativo’ já refletiam o desembolso de caixa de aproximadamente R$ 6 bilhões que a empresa tem de pagar referente a esse leilão”, afirmou. Fonte: Canal do Transporte

Os primeiros portos privados autorizados pela nova legislação do setor vão iniciar suas obras no início de 2014, afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Atualmente, segundo ela, 64 projetos de terminais privados já tiveram chamada pública lançada e aguardam autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A previsão do governo é que eles resultem em obras de R$ 10 bilhões. “Muitos têm investimentos a partir do início de 2014”, afirmou Gleisi, durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado. Antes da nova Lei dos Portos, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em junho, portos privados só podiam ser construídos quando as empresas responsáveis pelos projetos tivessem carga própria suficiente. A distinção entre carga própria e carga de terceiros acabou. Para sair do papel, um projeto de

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Investimentos privados em portos começam em 2014, afirma Gleisi porto privado deve passar por chamada pública, realizada pela Antaq. A agência abre um prazo para que outras empresas demonstrem interesse em construir um terminal na mesma área de influência do projeto anunciado. Gleisi defendeu ainda a centralização do processo de licitação de 117 arrendamentos, com contratos vencidos ou a vencer até 2017, em portos públicos. Ela lembrou que, nos últimos dez anos, apenas 11 áreas foram arrendadas. A ministra defendeu as licitações de áreas em Santos e no Pará, que fazem parte do primeiro bloco de arrendamentos de terminais portuários, mas não entrou em detalhes de mudanças feitas pelo governo para viabilizar as licitações. Fonte: Guia Oil e Gás

Mais uma gigante sairá do Porto do Rio Grande

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m breve, a plataforma P-58 deixará o município do Rio Grande em direção a um dos campos de petróleo no Brasil. Pela primeira vez a Quip realizou em seu canteiro de obras uma conversão parcial do casco de uma plataforma. Para tanto, foram gerados 2,5 empregos diretos com pico de 5 mil trabalhadores. Indiretamente, foram 20 mil pessoas envolvidas na conversão. A P-58 que é uma plataforma do tipo FPSO que foi convertida a partir do casco do navio VLCC Welsh Venture com módulos fabricados no Brasil e integrados pela Quip. Nesse projeto a Quip atuou como engenharia, suprimento e suporte à gestão da CQG Construções Offshore S/A, do Grupo Queiroz Galvão. Uma gigante das águas, já que a plataforma é o segundo maior navio a atracar no Porto do Rio Grande. O primeiro lugar ainda está com a primeira plataforma papareia, a P-53. Destaque na paisagem Rio Grande a P-58 está pronta para ser entregue à Petrobras para atuar no Campo da Baleia Azul, no Espirito Santo. A plataforma tem condições de produzir 180 mil barris por dia e 6 milhões de m³ de gás. Além disso, 71% em seus 330 metros de comprimento têm conteúdo nacional. A consolidação do Polo Naval rio-grandino é uma verdade incontestável, para o desgosto dos descrentes, que tinham esperanças que o projeto fracassasse. Hoje, Rio Grande vê os frutos com as entregas das gigantes ao mar. Já saíram pelo nosso Porto a P-53, P-55 e P-63. A empresa que realiza desde a integração da plataforma, passando pela Engenharia do Detalhamento, Suprimentos e a Construção de Módulos, mantém um grande número de funcionários especializados para aplicar o que tem de mais moderno em tecnologia e recursos humanos. O momento de Rio Grande é ímpar e combinado com a Região Sul encabeça o desenvolvimento gaúcho. São José do Norte, do outro lado do canal, já está vendo seu estaleiro ganhando forma e colocando a região sul num dos maiores polos de produção naval do Brasil e do mundo. A produção naval não irá parar com a saída da última das gigantes que esteve concomitante na cidade. A Quip já tem assinados os contratos para as próximas plataformas: a P-75 e P-77, que serão instaladas na Bacia de Campos.

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ANP anuncia 30 áreas em Sergipe para a 12ª rodada

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Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou as áreas da 12ª rodada de licitações em Sergipe. Serão 30 blocos terrestres localizados em 14 municípios: Brejo Grande, Divina Pastora, Ilha das Flores, Japaratuba, Japoatã, Laranjeiras, Maruim, Neópolis, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu, Riachuelo, Santo Amaro das Brotas e São Cristóvão, totalizando 938,22 quilômetros quadrados. A 12ª. Rodada, marcada para os dias 28 e 29 de novembro, ofertará um total de 240 blocos exploratórios terrestres com potencial para gás natural em sete bacias sedimentares, nos estados do Amazonas, Acre, Tocantins, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão, Paraná, São Paulo, totalizando 168.348,42 quilômetros quadrados. A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, faz nesta quarta-feira a apresentação dos blocos sergipanos, na Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies). Serão 110 blocos em áreas de novas fronteiras nas bacias do Acre, Parecis, São Francisco, Paraná e Parnaíba, como forma de atrair investimento para regiões ainda pouco conhecidas ou com barreiras tecnológicas a serem vencidas, permitindo o surgimento de novas bacias produtoras de gás natural e de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais. Também foram incluídos 130 blocos nas bacias maduras do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas, com o objetivo de dar continuidade à exploração e produção de gás natural a partir de recursos petrolíferos convencionais e não convencionais contidos nessas regiões. Na Bacia Sergipe-Alagoas, além dos blocos localizados em Sergipe, também serão ofertados outros 50 em Alagoas. Fonte: Guia Oil e Gás

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Libra pode ser paga sem alta da gasolina, diz Petrobras


Leilão de Libra ocorreu e foi vencido por consórcio A Companhia considera que a integração das habilidades e experiência dos consorciados em Libra, em especial Shell e Total, que por sua ampla atividade internacional em oportunidades em águas profundas e pela grande experiência em gerenciamento da concepção e implantação de megaprojetos na área de energia, virão contribuir de forma significativa para a obtenção de resultados mais eficientes na implantação da melhor solução para a produção da acumulação. A participação das companhias chinesas CNPC e CNOOC complementa os requisitos exigidos para um consórcio forte e atuante, pela robustez financeira apresentada e pelo histórico de relacionamentos anteriores de empresas chinesas com outras áreas de negócios da Petrobras. A Petrobras afirma sua confiança no sucesso do desenvolvimento de Libra, suportado pelo expertise desenvolvido, desde 2006, com a descoberta e implantação dos projetos no pré-sal, que hoje atingem produção total superior a 330 mil barris de petróleo por dia (bbl/d) , bem como acredita que Libra é uma das acumulações mais promissoras da área do pré-sal. As ações e estratégia empreendidas na licitação foram bem sucedidas e alinhadas aos fundamentos do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 da Petrobras, focando disciplina de capital, gestão integrada do portfólio e prioridade para os projetos de exploração e produção no Brasil. Os indicadores físico-financeiros do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 seguem vigentes e serão Fotos: Divulgação

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Petrobras informa que o consórcio formado por Petrobras (10%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) foi o vencedor da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal, realizada no último dia 21 de outubro pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com esse resultado, o consórcio adquiriu direitos e obrigações referentes ao bloco de Libra. O contrato de exploração e produção a ser celebrado para este bloco será na modalidade de partilha de produção, conforme estabelecido pela Lei n.º 12.351 de dezembro de 2010, que dispõe sobre contratação de atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nos termos da Lei acima referida, estabeleceu em 30% a participação a ser adquirida diretamente pela Petrobras. Com o resultado da licitação, a participação final da Petrobras no consórcio será de 40%, com os direitos e obrigações proporcionais a esta participação. O consórcio vencedor do bloco ofereceu 41,65% de excedente em óleo para a União. Esse percentual refere-se ao excedente em óleo a ser pago no cenário de referência entre US$ 100,01 e US$ 120,00 por barril de petróleo e produção por poço produtor ativo compreendida entre 10 mil e 12 mil barris por dia. Esse percentual pode variar de acordo com o preço internacional do petróleo e a produtividade dos poços, conforme tabela definida pela ANP. Um bônus de assinatura no valor de R$ 15 bilhões deverá ser pago em parcela única, cabendo à Petrobras o valor de R$ 6 bilhões, referente à sua participação no consórcio. O contrato a ser assinado estabelece que a fase exploratória do bloco terá duração de quatro anos. Nesse período o consórcio deverá realizar as atividades do programa exploratório mínimo, que prevê levantamentos sísmicos 3D em toda a área do bloco, a perfuração de dois poços exploratórios e a realização de um teste de longa duração. O consórcio também deverá cumprir percentuais mínimos de conteúdo local global em cada fase do projeto, da seguinte forma: 37% para a fase exploratória; 55% para o desenvolvimento de sistemas de produção previstos para começar a operar até 2021 e 59% para os sistemas com primeiro óleo a partir de 2022. O bloco de Libra está localizado em águas ultrapro-

fundas da Bacia de Santos, no polígono do pré-sal, sendo considerado um prospecto de elevado potencial. A área possui 1.547,76 km2 e foi descoberta com a perfuração do poço 2-ANP-0002ARJS, em 2010. A Petrobras ressalta que estimativas sobre o volume de óleo recuperável, custos, investimentos e cronograma dos sistemas de produção desse bloco, serão oportuna e paulatinamente divulgados, à medida que a evolução do programa exploratório mínimo se desenvolva.

oportunamente revisados, no momento em que houver a incorporação dos parâmetros associados ao desenvolvimento de Libra. A Petrobras reafirma o compromisso de continuar investindo em novas áreas exploratórias no Brasil de forma a garantir a recomposição de seu portfólio, disponibilizando os volumes de petróleo e gás natural necessários para a sustentabilidade da curva futura de produção. Fonte: Agência Petrobras


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Coren-RS verifica adequação dos serviços de

Enfermagem da Santa Casa de Rio Grande

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Foto: Camila Costa

a manhã da última terça-feira, 22 de outubro, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RS), Ricardo Rivero, juntamente com o setor de fiscalização, esteve em Rio Grande realizando visita fiscalizatória na Associação de Caridade Santa Casa de Rio Grande. Esta é a terceira visita do ano e teve como objetivo averiguar a correção das irregularidades notificadas extrajudicialmente pelo Coren-RS. O Hospital foi notificado pela ausência de profissionais de Enfermagem em número suficiente para cumprir a legislação, que prevê um dimensionamento que garante a assistência segura e de qualidade aos pacientes e pela inexistência da execução do Processo de Enfermagem. O Coren-RS notificou a instituição no dia 18 de fevereiro de 2013, determinando um prazo para o cumprimento da notificação jurídica. Contudo, na visita do dia 20 de maio de 2013, após conferir que somente parte dos itens foram regularizados, o processo foi encaminhado para o Departamento Jurídico do Conselho para notificação extrajudicial. O presidente do Conselho esteve presente na Santa Casa para providenciar uma solução para as irregularidades, com o objetivo de oferecer o mais rápido possível a toda sociedade o atendimento em obediência à legislação.

Amperg é solidária à municipalização do Centro de Eventos A Associação das Micro, Pequenas e Médias Empresas do Rio Grande, que realiza a Fearg/Fecis no Centro Municipal de Eventos, defende que é de extrema importância para a Cidade do Rio Grande que a estrutura seja repassada ao município. “Aquele é um lugar de grande importância, não só para as feiras como para a comunidade já que poderia ser utilizado o ano inteiro para sediar as mais diversas atividades”, salienta a diretora geral das Feiras, Ivone de Carvalho da Rosa. Para a realização da Fearg/Fecis, a Amperg obteve do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura Municipal do Rio Grande o alvará que permitiu a realização das feiras no ano de 2013 no Centro de Eventos. “São muitas as exigências que tivemos que cumprir para conseguir o documento e a garantia de que teríamos um espaço seguro. Os esforços humanos e financeiros a cada ano são grandes para conseguir dar esta garantia às autoridades”, explica Ivone. O evento que ocorreu entre junho e julho deste ano

cumpriu as necessidades estabelecidas para obtenção do documento. A organização da Fearg/Fecis realiza anualmente diversas melhorias estruturais nos pavilhões do Centro de Eventos para garantir a segurança dos visitantes das feiras. Este ano, inclusive, realizou a colocação do sistema de para-raios, uma das exigências do Plano de Prevenção de Incêndio do prédio. “A Prefeitura do Rio Grande, dentro do que é possível ser gerido mesmo sem ser o dono do prédio, não tem medido esforços para garantir a utilização do espaço. Por isso, se torna tão importante a municipalização, para que, então, possa ser elaborado um projeto de restauro que já faça a adequação do prédio às normas de segurança”, afirma Ivone. Ciente do Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura do Rio Grande, a Amperg pelo uso do espaço sempre busca deixar algum beneficio para a comunidade. Durante o período das feiras, o Centro de Eventos passa a ser sinalizado com saídas de emergência,

pinturas especificas e ainda conta com uma equipe de prevenção de incêndio durante todo o período. “O que precisa ser explicado é que o motivo da interdição não é a estrutura do prédio. Hoje uma das necessidades são as saídas de emergência que não são em número suficiente para eventos de grande público. É acordado com o Corpo de Bombeiros que durante toda a feira as aberturas fiquem todas abertas e desobstruídas”, afirma a diretora. A organização da Fearg/Fecis informa que ainda mantém um controle de público dentro do evento, já que a bilhetagem é eletrônica e é possível saber em tempo real o número de pessoas dentro dos pavilhões, para que não supere o que é determinado pelo Corpo de Bombeiros. “Em função de não ter um Plano de Incêndio definitivo, as feiras realizam a elaboração de um plano específico para as feiras, já que, além do prédio, ainda são colocadas outras estruturas na área do complexo do Centro de Eventos”, conclui Ivone da Rosa.


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

O lixo invade as ruas Moradores da Vila Maria vivem entre lixo e valetas que empobrecem o bairro

Fotos: Gui Paranhos

Camila Costa

A Lixo é depositado pelos próprios moradores

ssim como muitos bairros da cidade do Rio Grande que já receberam a equipe de reportagem do Jornal Folha Gaúcha, a Vila Maria tem problemas já conhecidos. A maior reclamação dos moradores não é apenas com relação às valetas e ao calçamento. O lixo é tem a “preferência” negativa da comunidade. Um dia após a chuva que pegou muitos de surpresa depois uma onda de calor na região, as ruas pelo Bairro Vila Maria denunciavam buracos e perigos aos motoristas que transitam pelo local e precisavam ter a atenção redobrada na direção. O bairro, formado em volta da entrada do campus Carreiros da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), serve de passagem para o transporte coletivo que realiza a rota até a universidade, trafegando pela rua asfaltada.

Na Rua Prof.ª Elaine Nunes Freire, situada próxima aos fundos do bairro, vive a família de Geverson Pacheco, que mora há 36 anos na Vila Maria. Para ele e a mulher, acostumados com a realidade da Vila Maria, o passar do tempo trouxe poucas mudanças. “Aqui a situação só piora, e a gente fala isso sem ter nenhuma preferência política, mas parece que antes cuidavam um pouco mais do bairro”, afirma Geverson. Ele e a esposa mostram a valeta bem em frente à residência e contam que em dias de chuva intensa a água chega até a porta de sua casa e a rua fica alagada. “A gente já reclamou muitas vezes para a prefeitura dessas valetas entupidas, mas não muda nada.” Geverson acredita que o bairro precisa de calçamento para que o transtorno em dias chuvosos possa diminuir. “Só tem asfalto na rua do ônibus, o resto é tudo assim, areia e cheio de buraco”, lamenta, acrescentando que o transporte coletivo “só funciona por causa do fluxo da universidade”. Opinião contrária tem a comerciante Marta Ruth, moradora há 47 anos no local. Para ela, muitas mudanças já aconteceram. “Nesses últimos dez meses melhoraram muito as condições aqui, principalmente a iluminação e algumas valetas”, salienta. Proprietária de um minimercado no bairro, ela considera que a situação da segurança está pior no centro da cidade. “Já foi pior aqui, mas hoje em dia não se vê tanto caso de assalto aqui como no centro.” Geverson e Marta possuem uma opinião em comum e a apontam o problema como um dos piores na Vila Maria: o lixo depositado pelos próprios moradores na rua. Ele está em valetas, esquinas e, principalmente, na área mais próxima ao caminho de entrada para a FURG. Segundo os dois moradores, é comum encontrar até geladeira, fogão e sofá entre o lixo abandonado. “As pessoas aqui não se importam muito com a limpeza, a gente encontra de tudo espalhado”, exclama Marta, que diz não ter reclamações com a coleta por parte do poder público: “o caminhão do lixo passa todos os dias”. Geverson afirma já ter visto o caminhão da prefeitura municipal recolhendo o material que polui as ruas, mas sabe que a questão vai além. “A prefeitura até limpa de vez em quando, mas isso é com os moradores, o pessoal aqui não tem consciência e coloca o lixo espalhado por tudo, mesmo que a gente deixe a nossa casa limpa, tem gente que não se preocupa”, revela. Na Rua Jorge Ruffier, por exemplo, foi possível constatar em imagens o que Geverson e Marta retrataram em palavras: madeira, pedaços de porta e até de eletrodomésticos foram encontrados a céu aberto. Para Marta, a solução é simples: “se cada um mantiver pelo menos a frente da sua casa limpa, já ajuda a manter o bairro mais limpo”.

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Ruas sem asfalto ficam alagadas após a chuva

Marta fala das condições precárias do bairro

Valetas transbordam em dias chuvosos

Geverson reclama da valeta em frente à sua casa


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Artigo

Um lugar chamado lembrança

Sandra Miranda

Foto: Divulgação

S

omos feitos de memórias e de sonhos. Somos feitos de paisagens, de prédios, de cheiros, sabores e sons. Existe em mim alguém que sonha e alguém que faz. Um é livre e desconhece barreiras, o outro apenas age, ou reage buscando se adequar ao momento. Não sou quem desejei ser, sou o que a vida fez de mim. Trago em minhas lembranças imagens perdidas do que já vivi e cidades encantadas onde já morei em algum momento de alguma vida que não me pertence mais. Gosto de rever as fotos amarelecidas de gente que amei, que fez parte da minha história e partiu para algum lugar que desconheço. Fotografias que revelam as muitas faces e corpos que já tive. Não sei mais quem sou, pois já me transformei tantas vezes que perdi a conta de quantos eus existem em mim. Não sei se sou feliz ou se a tristeza que às vezes pressinto é apenas o sopro da saudade que de vez em quando fustiga meus pensamentos. Sei que estou em Paz e que um dia esse momento será lembrança. De repente caminho pelas ruas de uma cidade antiga e misteriosa que existe em algum lugar do planeta. E sei que nessa cidade fica a minha casa. Sinto a chuva molhando as pedras da calçada e as árvores nuas me falam que a Primavera há de cobri-las de nova folhagem e que a vida apenas adormece para despertar em um novo dia de sol.


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tineiras, têm a intenção de fazer uma coisa e fazem outra bem diferente do que planejaram, e geralmente confundem seus próprios pensamentos, transferem para outras pessoas suas ideias, pedem opiniões e adiam decisões, na maioria das vezes tornam-se frustrados por não conseguirem alcançar seus objetivos. É melhor correr risco por ter feito e não ter dado certo do que se arrepender por não ter tentado. Mergulhar no vácuo da espera por algo que nunca vai acontecer por não ser tentado.

Transferências Em muitas circunstâncias os seres humanos têm por hábito confundir as coisas mais ro-

Busca É constante a busca por paz e prosperidade pelas pessoas, mas o que dá pra perceber é que ninguém quer pagar o preço para poder fazer parte desse universo. Vejo pessoas vivendo com medo da própria sombra, se sentindo a última das criaturas, e alimentando circunstâncias de pavor, transformando a vida num abismo. Se esconder de si mesmo não resolve, melhor mesmo é reagir e transformar as amarguras em deliciosas experiências. Aprendi nos caminhos da vida que algumas coisas não têm volta a “palavra dita é a flecha lançada”, portanto viver em paz tem um custo, mas é a melhor coisa que tem.

Outubro rosa Uma campanha de conscientização que acontece no mundo todo entra com força total no país e tudo se transforma em rosa, inclusive a consciência das pessoas, especialmente as mulheres, as maiores vítimas dessa cruel doença que vem ceifando vidas. Aqui na cidade foi grande a campanha, e com muito êxito, contemplando centenas e centenas de mulheres que tiveram a oportunidade de fazer o exame papanicolau e mamografia, além de muitos esclarecimentos, uma atitude de carinho que não custa nada e que faz toda a diferença na vida das mulheres. Que, mesmo o mês chegando ao fim, fique na consciência das pessoas a necessidade de continuar os cuidados com a saúde.

Dores As dores na alma podem se manifestar no físico, muitas das vezes as pessoas criam situações de doenças por não resolverem as aflições de casos mal resolvidos. Os medos, as ausências, as saudades, a solidão e a falta de atenção geram doenças, as tais psicossomáticas, que, se não for resolvidas, viram de fato doença física. Portanto, se tiver que gritar, grite; se tiver que chorar, chore. Se for o caso, dê um soco no parede, mas libere todas essa raiva incontida dentro de você, porque a maior sacada é ser feliz.


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Ensinar para qualificar A preocupação é qualificar. Com essa filosofia o Instituto da Construção vem ganhando cada vez mais espaço no cenário rio-grandino. A construção civil, uma das maiores demandas da cidade, recebe atenção exclusiva na escola, formando profissionais que pensam além das paredes e pisos. A escola funciona há apenas seis meses, mas já conta atualmente com 280 alunos e professores graduados e técnicos. O proprietário Wagner Gularte Pinheiro explica de onde surgiu o negócio empreendedor. “Faz uns dois anos que já procurava uma forma de entrar neste mercado de trabalho da construção civil, até que surgiu a ideia da franquia”. O Instituto da Construção foi formado em 2011, no estado de São Paulo, e hoje possui franquias espalhadas por todo o país. Wagner explica ainda que a construção civil é uma urgência na região, que perdeu muitos trabalhadores para o Polo Naval e deixou o setor “abandonado”. Para Wagner, o mais importante é qualificar o aluno que chega à escola em busca de um dos cursos oferecidos, e não apenas dar a ele um certificado. “Muitos chegam aqui apenas com o conhecimento que aprenderam na vida, na prática, mas nunca buscaram se qualificar, e a necessidade de mão de obra em Rio Grande dá esse interesse maior de fazer um curso com a possibilidade de depois ter um salário maior”, ressalta Wagner. O Instituto oferece cursos de mestre de obras - voltado para quem já possui experiência na área -, eletricista, pedreiro azulejista, pintor de obras, gesso acartonado, pedreiro assentador, instalador hidráulico, paisagismo, jardinagem e poda e decoração de ambientes. A duração é de aproximadamente sete meses. As aulas são teó-

ricas e práticas, inclusive com instruções básicas de Meio Ambiente, Primeiros Socorros, Segurança do Trabalho e Organização Financeira, dando suporte completo aos alunos. O grande diferencial da escola está na possibilidade de aprender até para os mais leigos no assunto. “A aprendizagem aqui é do zero, qualquer um pode começar”, frisa Wagner. A curiosidade fica por conta do público feminino, representando cerca de 20% do quadro de alunos, principalmente no curso de Decoração de Ambientes. A aluna mais velha tem 79 anos e está há 22 tentando finalizar a obra da casa onde mora. Essa dificuldade de contratar serviços para a realização de obras também é um fator atrativo para muitos que procuram o Instituto, além daqueles que estão se preparando para o mercado de trabalho. “Temos advogados, empresários, pessoas de todos os setores aprendendo para acabarem as próprias casas, devido à falta de profissionais na cidade e o alto preço”, conta o proprietário. Apesar do apoio de grandes empresas para viabilizar os cursos, Wagner sente falta de um acolhimento em algumas entidades locais. “Temos parceiras, sim, mas seria fundamental que mais empresas e até o poder público entenderem a necessidade de qualificar o trabalhador da construção civil e não trazer mais gente de fora”, alerta. Mesmo com apenas meio ano de funcionamento, os planos do Instituto são de “gente grande”. “Queremos oferecer cursos técnicos, ampliar as ofertas com que estamos trabalhando já e expandir para São José do Norte”, finaliza Wagner Gularte.

Fotos: Wanda Leite

Construção civil na cidade tem no Instituto da Construção um pilar para a sua demanda


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Fim do ano aquece economia Mesmo com o aumento de 1% no desemprego, o período do Natal é a esperança para muitos setores

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fim do ano vai se aproximando e o país começa a contabilizar o seu saldo econômico, se preparando para uma época de intensa movimentação. Com a chegada do Natal o comércio e a indústria se animam para o período de maior lucro do país e geração de empregos. A novidade na última semana ficou por conta da alta na taxa de desemprego. O índice, que teve alta de apenas 0,1%, foi publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal de Emprego. Antes situado na margem dos 5,3% durante o mês de agosto, o desemprego fechou em 5,4% em setembro – a mesma registrada em 2012. Estima-se que 1,3 milhão de pessoas esteve desocupada no país no último mês da pesquisa. Apesar disso, outra alta nos números foi bem recebida: o salário médio do brasileiro cresceu 1% na comparação mensal. A boa notícia para ao Estado do Rio Grande do Sul é que Porto Alegre segue como a capital com a menor taxa de desemprego e abaixo da média nacional, com 3,4%. Na capital, a renda média do trabalhador ficou em R$ 1.860 mil. Expectativa para o Natal A expetativa a partir deste mês começa a se voltar

Camila Costa

para as contratações de vagas temporárias para o Natal e atrativos para aumentar as vendas. Muitas lojas já estão preparando suas vitrines e seus produtos para a chegada das festividades do fim de ano e reforçando a equipe para atender à demanda. Considerada como a data que mais aquece a economia brasileira, o Natal deve gerar cerca de R$ 31,8 bilhões nesse ano. Para que a quantia possa circular, é preciso um contingente de trabalhadores, por isso se justifica o otimismo da Pesquisa Mensal de Comércio, também do IBGE, que estima a criação de 124 mil novos postos de trabalho no país. Os segmentos que devem liderar a lista de contratações são as farmácias, perfumarias, cosméticos, vestuário e calçado. Dessas vagas todas, 20 mil devem ser efetivadas. As vendas online prometem movimentar o mercado ainda mais. Com índices crescentes a cada ano, a modalidade de e-commerce já conquistou clientes fiéis e investiu pesado para o Natal de 2013, preparando-se desde o início do ano. Conforme o site

Foto: Arquivo FG

especializado no segmento, www.ecommercebrasil. com.br, as empresas estão se adequando para oferecer plataformas mobiles de compra, onde o cliente pode efetuar a sua procura pelo smartphones e outros dispositivos, e viabilizar o frete grátis, que beneficia o e-commerce em relação a concorrência.


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Skatistas rio-grandinos tiram recursos do próprio bolso

para construção de pistas para manobras De acordo com estudos realizados, existem, somente em Rio Grande, mais de 4.500 skatistas Rodrigo de aguiar

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Fotos: Gui Paranhos

skate como forma de esporte e como hábito de vida: esta é a ideia defendida pelos integrantes da Associação dos Skatistas do Rio Grande, a ASK-RG. Fundada em 1991, a instituição é mais antiga que a própria federação gaúcha, porém o momento é de reconstrução. O espaço localizado no Centro Municipal de Eventos foi cedido no ano 2000 e nos dois últimos anos esteve fechado para reforma do prédio e preparação das pistas. De acordo com estudos realizados pela associação, existem, somente em Rio Grande, mais de 4.500 skatistas e dentre eles estão pessoas que já venceram diversos campeonatos nacionais e internacionais, mesmo sem um lugar adequado para treinamento.

Outro ponto negativo e que vem sendo combatido pela direção da ASK-RG é a utilização do espaço por moradores de rua para o consumo de drogas. Para isso, os integrantes uniram-se em um mutirão para tentar recuperar o local, evitando assim a prática reiterada do vício e dos furtos de fios e materiais empregados na construção do espaço. Segundo o presidente da associação, o professor de ética e filosofia Rogério Fonseca Póvoa, a intenção é de retomar a

organização com fichas e carteirinhas. Ele lembrou ainda que as principais marcas de materiais ligados ao esporte já realizaram diversas demonstrações para os adeptos rio-grandinos e o objetivo é possibilitar que isso aconteça novamente para as novas gerações. O skate é o segundo esporte mais praticado no Brasil e abrange todas as faixas etárias, tornando-se mais uma forma de união entre os praticantes. Dentro das mais diversas modalidades do esporte, Póvoa destacou o ingresso cada vez maior de mulheres, principalmente na conhecida como long board, utilizada na grande maioria das vezes como meio de transporte. Por falar em transporte, o vice-presidente, o advogado César Wojciechowski Filho, lembrou o uso, muitas vezes irregular, nas ruas e avenidas da cidade. Os dois responsáveis defendem a criação de políticas públicas que possibilitem uma convivência harmônica com todos os meios de locomoção. O skate é um bom exemplo de transporte alternativo, destacou César. O que acaba por entristecê-los é a rotulação injusta da sociedade de que todo o skatista é um viciado. Esta imagem acabou sendo associada muito por conta dos Estados Unidos, que vinculava drogas e skate na grande maioria dos filmes e séries. Atualmente, os praticantes estão buscando limpar essa má impressão e mostrando que a droga não é um problema único desta modalidade, mas sim enraizado na população com um todo. Mesmo fechada e com as pistas em fase avançada de construção, a direção já planeja o futuro. O projeto social “Ollie

para o futuro”, que leva o nome de uma manobra, tem como principal objetivo as redes sociais. Através das imagens capturadas e gravadas das crianças de 8 a 12 anos, eles planejam a criação de uma revista digital, trabalhando em cima do princípio da ação e diversão. A ASK-RG trabalha atualmente com recursos dos próprios integrantes e nesse período já foram investidos mais de 30 mil reais. O Tecon Rio Grande vem prestando um apoio com a doação de madeira, componente principal para a confecção dos obstáculos. De acordo com eles, os empresários rio-grandinos estão enxergando o skate atualmente com outros olhos, o que pode favorecer o fornecimento de patrocínio para a conclusão da estrutura. A expectativa é liberar o espaço até o final do ano, e, depois de prontas, as pistas serão consideradas referência na região, por terem sido inspiradas nas mais importantes pistas do mundo.

Jogo Virando Virando o o Jogo Claudio Galarraga Classificação – São Paulo agradece ao Farroupilha por mais uma vez não ter ficado de fora na chave de cinco times, onde quatro classificavam. No primeiro turno o São Paulo ficou em quinto, atrás do Bagé e do próprio Farroupilha.

Rio Grande – Deu a volta por cima, conseguiu uma classificação heroica e pegou o Nova Prata. Os jogos acontecendo essa semana, após o fechamento da coluna. Depois da conquista que era considerada quase impossível, não duvido mais nada do veterano.

Avaliações – Acredite quem quiser, mas ao contrário do

Descaso – Acontece em todas as esferas do futebol, desde o amador, passando por categorias de base e chegando ao profissional, quando só aparece bastante gente para trabalhar quando tem dinheiro. Sofremos isso no amador, acontece no São Paulo e no Rio Grande também. Uns falam publicamente, outros não. É só essa a diferença.

que eu mesmo escrevi aqui na semana passada, o segundo semestre pode ter sido bem proveitoso para o Leão do Parque. Pode ter servido para provar que muitos dos que hoje fazem parte do plantel não podem jogar uma primeira divisão.

Críticas – Alguns dentro da linha do parque não conse-

guem assimilar as críticas como uma situação normal do futebol. Quando os resultados não aparecem, é lógico que explicações sejam buscadas, atletas e comissão técnica sejam questionados e até a questão se valeu a pena ou não disputar o segundo semestre. Aquilo que se passa nos bastidores, muitas vezes a gente até sabe e poupa muita gente. Caso contrário, o “estouro” poderia ser bem maior.

Barcelona – Já faz um tempo que gostaria de escrever algumas coisas sobre a Sociedade Esportiva Barcelona, que completará 22 anos em 2014. Hoje, um clube diferente, onde a maioria da “velha guarda” já desistiu. Seria muito bom se cada um dos que viveram momentos felizes dentro daquele clube retribuísse só um pouquinho, ajudando para não deixar desaparecer uma instituição que ao longo dos

crjnovo@gmail.com

anos passou a ser respeitada por todos.

Liga de Veteranos – Na categoria 50 anos, Camponês,

Cassino, Piratiny e Vim pra Ficar são os semifinalistas. Já na categoria 40 anos, Santa Bárbara x Nacional, Piratiny x Caxa D’água, Cassino x Barcelona, Real Nortense x Palmeira fazem as oitavas de final.

GreNal – E para encerrar, um comentário positivo sobre

o GreNal, que ao contrário do que vinha acontecendo, foi jogado no campo. Quando os atletas resolveram jogar futebol, os torcedores ganharam com um espetáculo de qualidade, sem pontapés e brigas. Esse valeu... Saudação Especial – João, Olga, Rafael, Brenda e Lara Novo, que seguraram no último mês a onda do Raul, com muito carinho, cuidado e dando força para um desfecho feliz. Raul Novo, voltando para ter, se Deus quiser, uma vida com saúde, alegria e muito amor da família.

E até semana que vem...


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Resenha da Semana

Viva Vida

ique de la rocha

lada e deverá ser analisada pelos vereadores, a fim de que uma posição seja tomada pelo Legislativo.

Foto: Ique de la Rocha

Regulamentada a Tribuna Popular - Será na terça-feira, 5 de novembro, a primeira edição da Tribuna Popular na Câmara Municipal do Rio Grande. Criada em 5 de novembro de 2012, e assinada pelo então presidente Wilson Batista Duarte Silva, o “Kanelão”, do PMDB, um ano depois será implantada pelo vereador Paulo Renato Mattos Gomes (PPS). Em todas as primeiras terça-feiras de cada mês, as entidades que rerequiserem por escrito, com antecedência mínima de três dias, poderão utilizar a Tribuna pelo espaço de dez minutos. Na solitação devem estar identificadas as entidades, o nome do representante que usará a fala em seu nome e o assunto a ser tratado. A resolução foi lida na tarde desta segunda-feira, 21 de outubro e, a partir de agora, o protocolo da Câmara já está recebedo as inscrições das entidades.

Campeão de Taekwondo palestra para alunos do Centro de Referência Esportiva - Nesta última segunda-feira, 21, os alunos de taekwondo do Centro de Referência Esportiva Petrobras tiveram uma grata surpresa: foi a presença do jovem rio-grandino José Felipe Gonçalves da Silva, de apenas 14 anos, que venceu o Campeonato Brasileiro realizado em Brasília e foi terceiro colocado no Pan Americano do México. Semana retrasada ele retornou do Amazonas, onde foi campeão do Manaus Open Norte. José Felipe da Silva foi recebido pelo mestre Rogério Mendes, que integra a equipe da Fundação Sócio Cultural Esportiva do Rio Grande (Funserg) neste projeto patrocinado pela Petrobras. O jovem campeão propôs, inclusive, a integração do taekwondo do Centro de Referência Esportiva com os seus alunos da escola Santana, já que desenvolve o projeto “Mais Educação” naquela instituição, onde também estuda. O atleta rio-grandino mostrou a cada um dos alunos as medalhas que recebeu e disse que, havendo dedicação, todos podem alcançar os resultados que ele vem obtendo. “Podemos mostrar o mesmo potencial que os atletas lá de cima”, salientou ele. José Felipe ressaltou que “o estudo nunca pode ser deixado de lado. Todo mundo pode tirar duas horas por dia para estudar. No meu projeto, a primeira coisa que cobro são as notas na escola. Se tirarem nota vermelha, ficam de gancho e não podem treinar. Em caso de agressão, o aluno é suspenso do taekwondo na mesma hora. Não tem por que brigar, se estão aprendendo uma filosofia de vida, uma arte marcial. O principal que se aprende com o taekwondo é a disciplina”. Horário do comércio poderá ser debatido na Câmara Municipal - O presidente do Sindicato dos Comerciários Paulo Arruda, acompanhado da sua diretoria, esteve na Câmara Municipal esta semana, sendo recebido pelo presidente Paulo Renato Mattos Gomes, o “Renatinho”, do PPS, e diversos vereadores. A visita não havia sido agendada, mas mesmo assim eles puderam entregar à Câmara uma minuta de lei que venha a contemplar o litígio entre comerciários e patrões, no que diz respeito à abertura do comércio aos domingos e feriados. A minuta de lei também deverá ser entregue ao prefeito Alexandre Lindenmeyer (PT) e pretende regrar a abertura do comércio aos finais de semana, incluindo supermercados e os shoping centers, bem como as atividades durante o veraneio no Cassino. A minuta foi protoco-

Piscina térmica do S.C. Rio Grande está recebendo melhoramentos - Na semana que passou as aulas de natação do Centro de Referência Esportiva Petrobras tiveram de ser paralisadas, mas por um fato positivo. É que a piscina térmica do S.C. Rio Grande está recebendo investimentos importantes. Novas dependências estão sendo construídas, anexas às atuais, inclusive com novos sanitários, e dentro de aproximadamente 20 dias será instalada a nova caldeira que já encontra-se no Centro Esportivo da Avenida Itália. Segundo os responsáveis pela obra, em aproximadamente um mês os praticantes de natação do S.C. Rio Grande e os alunos do Centro de Referência Esportiva já poderão usufruir desses melhoramentos. CDL esteve no primeiro Encontro Estadual da AGV - A Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio Grande participou do I Encontro Estadual da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), na segunda-feira, 21, que reuniu em Gramado mais de cem lideranças do movimento lojista no Rio Grande do Sul e que contou com a presença, também, de Renato Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, empresa que gerencia o banco de dados do SCPC, o maior da América Latina. O evento, liderado pelo presidente da AGV, Vilson Noer, teve diversas palestras voltadas para o varejo e foram tiradas diversas resoluções que resultaram na elaboração da Carta de Gramado. O ponto mais destacado neste documento foi a vitória obtida pelo movimento lojista, com a derrubada da lei estadual que instituía o diferencial de alíquota (Difa) de ICMS para os lojistas adeptos do Simples. O vice-presidente da AGV, Gilberto Sequeira, destacou que o encontro “consolidou cada vez mais nossa entidade como representante dos lojistas”, enquanto o presidente da CDL do Rio Grande, Renato Juliano Lima, salientou que “a Difa não existe mais, estamos livres dela e caberá ao lojista decidir que providências tomará a respeito”.

Desperdício? ...Ou consumo consciente...??? “A VIDA é (ou deve ser?) busca constante de equilíbrio...” já nos falava o sábio Jean Piaget, mestre na área de uma educação libertadora. O DESPERDÍCIO (de qualquer natureza, em qualquer área de nossas vidas, é não saudável e prejudicial a cada um de nós e ao Planeta... E nós? Sabemos cultivar um consumo consciente, ou desperdiçamos sem a menos preocupação de estarmos praticando algo errado e prejudicial a nós e ao Planeta??? Dizem estudiosos de uma ecologia planetária que, em breve, se não mudarmos nossos hábitos de consumo, geradores de lixos, precisaremos de dois planetas para acolher (suportar?) estes lixos! Já imaginaram a megamontanha de lixos e entulhos a poluir nosso amado-sofrido Planeta e, em consequência, a poluir nosso corpo, mente e alma? Imaginemos um dia que, por acaso, os abençoados lixeiros não passem e recolham os nossos lixos? Ainda em termos de lixos, literalmente falando, desperdiçamos um terço de nossos alimentos, comprando mal, cozinhando mal, nos alimentando mal e ainda, ao final, colocando muita comida saudável no lixo! E temos um momento planetário em que metade dos mais de sete bilhões de habitantes passam fome... (sem pensar nos queridos animais...) Os supermercados são “vendedores de ilusões, de felicidade” sempre ao alcance das mãos e dos olhos. Como foi tua última ida ao super? Compraste o essencial, o que realmente precisavas, ou mais da metade de tuas compras eram supérfulos ilusórios e aumentadores dos lixos e desperdícios? Assim, nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas falas (sabemos escutar???), nossos gestos, nossos relacioamentos, nossos projetos de vida: sabemos vivê-los com SABEDORIA e PARCIMÔNIA (economia, bom senso, poupança...), ou...? Tenho uma filha muito sábia que sempre diz: “O menos é mais” e seguidamente, dá um up grade em nossa casa e muitos acúmulos, e mesmo lixos, são considerados excessos, desnecessários e mesmo enfeiadores do ambiente... Penso que meu último projeto, o do Muro Solidário tem também como intenção um consumo consciente, o desapego e, é claro, a solidariedade... E quando vamos fazer um sopão da energia, sabemos lavar bem os alimentos e colocá-los na panela com as cascas, que é onde realmente estão os nutrientes? Ou achamos que casca é casca e seu lugar é no LIXO? E quando escrevemos, sabemos aproveitar os dois lados das folhas (verso e reverso??) Estimulamos nossos filhos e alunos a terem consciência do uso dos cadernos... que vêm das árvores amigas? Damos preferência ao papel reciclado? E nossos projetos? E nossos relacionamentos? São conscientes ou desperdiçados neuroticamente? E o uso da água? Da energia em geral? E os famigerados copinhos de plástico nas empresas para os cafezinhos, não poderão ser substituídos por copos pessoais e de vidro? Imaginem numa pequena empresa de 30 funcionários, tomando cada funcionário três cafezinhos (ou água) por dia, ao final da semana, 540 copinhos de plásticos irão para a megamontanha de lixo! Atendemos ao simpático chamado musical diário: ”Separa o lixo, põe prá reciclar...”? Vamos refletir seriamente esta questão do consumo consciente e não desperdício? E Vivavida!!!

Almira Lima vivavida7@gmail.com


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Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pelotas obteve liminar em ação civil pública (ACP), proposta contra a empresa MG Empreendimentos Imobiliários Ltda. (Construtora Pedrão), obrigando-a ao cumprimento de normas de saúde e segurança no trabalho na construção civil. A sede da construtora fica em Pato Branco (PR), entretanto, as obras fiscalizadas e investigadas estavam sendo realizadas no Município do Rio Grande (RS). A ré também deverá cumprir outras obrigações trabalhistas que não vinham sendo observadas, relativas à jornada de trabalho e descanso, ao pagamento de salários e de verbas rescisórias e ao recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em caso de descumprimento, incidirá multa de R$ 500,00 por irregularidade e por trabalhador flagrado em situação irregular, nos termos das obrigações e em cada verificação, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Os processos ajuizados tramitam na 3ª Vara do Trabalho rio-grandina e as liminares foram concedidas pelo juiz do Trabalho Edenilson Ordoque Amaral.

A ação foi proposta a partir de Relatório de Fiscalização e documentos correlatos remetidos pela Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Rio Grande (GRT/RG), que revelaram uma série de irregularidades presentes nos canteiros de obras vistoriados, atingindo, no mínimo, 180 trabalhadores. Alguns operários são oriundos do Haiti e da região nordeste do estado. A procuradora do Trabalho Rubia Vanessa Canabarro, autora da ACP, já havia ingressado com ação cautelar visando ao bloqueio dos numerários existentes em favor da construtora, provenientes dos seus contratos em vigor. O objetivo era o de salvaguardar tais importâncias para o custeio do pagamento dos salários e demais verbas trabalhistas dos empregados lesados. Nesse caso, também foi deferida a medida liminar, sendo que inúmeros trabalhadores que individualmente litigam em face da mesma construtora já pediram a habilitação dos seus créditos.

Onde está a fiscalização ? Observo que em virtude do polo naval e do transporte de seus trabalhadores, aparecem cada vez mais ônibus sem bandeira, ou seja, transitam em nosso meio, vários ônibus que não sabemos de onde saem, de onde vêm, se estão regulares ou não, se têm equipamentos de segurança ou não. Preocupa porque geralmente alguns são mais atrevidos do que deveriam ser no trânsito e, em função do seu tamanho, qualquer acidente se torna uma tragédia de grandes proporções, portanto fiscalizar é urgente, antes que aconteça algo grave. Horário de verão Concordo com várias opiniões que ouço sobre o polêmico horário de verão, quem acorda cedo se sente prejudicado e tem razão, pela função de anoitecer mais tarde e, por consequência, deitar e dormir mais tarde. E também concordo que se consegue fazer mais coisas após o trabalho, que o anoitecer mais tarde proporciona viver mais o dia, fazer mais atividades físicas, se consegue ir a praia na tardinha, o dia fica mais longo. Como tudo na vida tem prós e contras, confesso que não tenho opinião formada de contra ou a favor, para mim é bom em algumas situações e ruim em outras e segue a vida.

Show Black Sabbath em Porto Alegre Tive o prazer de ir ao show do Black Sabbath em Porto Alegre, um dos shows da turnê deles no Brasil e América do Sul. Foi uma das melhores coisas que já vi na vida em termos de música ao vivo, perfeito, sensacional, a energia dos “velhinhos” é impressionante, dificilmente verei algo que supere eles. Agora, falando da organização, havia trinta mil pessoas, claro que tinha engarrafamento no entorno, mas o acesso a pé, perfeito, sem filas nas catracas, sem apertamento, sem estresse algum, muito policiamento, show começou dez minutos antes da hora marcada, perfeita a organização. Assim dá gosto de participar. Dar Tempo ao Tempo As pessoas esta cada vez mais estão no piloto automático,correria, sem paciência, querendo tudo para ontem e é claro que não é fácil esperar pelas coisas. Certas coisas demoram um tempo para acontecer é preciso dar esse tempo. A gente presencia colaboradores que desejam promoção com meses dentro das empresas e já utilizando o discurso de que não são valorizados, presenciamos alunos que começaram curso, faculdade agora e já querem o emprego dos sonhos. As coisas não são

Foto: Divulgação

MPT: Construtora Pedrão terá que cumprir normas de saúde e segurança em Rio Grande

assim, as conquistas levam tempo e suor, nada vem fácil, nada vem do nada, tudo é com esforço, dedicação e perseverança. A sabedoria está em saber dar este tempo. Qual tempo seria? Cada um tem que saber seu ponto, seu tempo exato e isso realmente é muito difícil. Rever Conceitos Vivemos num mundo onde as mudanças são constantes e tudo acontece muito rápido, conceitos que temos como definitivos muitas vezes precisam ser revistos, a capacidade do ser humano de rever seus conceitos mostra o seu nível de amadurecimento. Quanto mais idade, as pessoas tendem a ser menos flexíveis em relação a isso, hoje precisamos a todo momento estar revendo nossas posições e conceitos para nos adequarmos ao mundo atual. A Pergunta da Semana Até quando ocorrerão mortes brutais no trânsito rio-grandino? Boa Semana !


26 cultura

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

Alunos do E.M.E.F. Assis Brasil promovem exposição fotográfica Fotos, tiradas pelos alunos do oitavo ano, exibem a realidade da “vila” MATHEUS MAGALHÃES

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Foto: Divulgação

nfelizmente, a situação de alguns bairros, que na linguagem informal ganham a alcunha de “vilas”, é desoladora. O maior problema está no fato de se tornarem invisíveis aos olhos do público e dos governantes, seja por falta de acesso, conhecimento ou mesmo descaso. Porém, iniciativas culturais podem, ao menos, mostrar ao mundo a situação em que algumas pessoas vivem na busca por abrir os olhos de quem pode oferecer perspectivas de mudança. Este foi o trabalho para os alunos do oitavo ano da E.M.E.F. Assis Brasil, escola do Bairro Santa Rosa. Munidos de uma câmera, os alunos puderam capturar a realidade do lugar onde moram. A escola Assis Brasil completou 70 anos e foi, recentemente, homenageada na Câmara dos Vereadores. As fotos, que retratam a realidade não apenas da escola, mas também dos alunos, são uma forma de trazer o nome da instituição para o conhecimento público. O trabalho, agora, será exposto para o público rio-grandino. A exposição “Vila (In)visível” trará as fotos que fizeram parte da experiência promovida pela escola. A entrada é franca e a exposição foi aberta no dia 23 de outubro, começando a funcionar a partir das 18h. Não feche os olhos, você também.

In Absenthia deve fazer seu primeiro show em novembro Após EP, banda deverá subir aos palcos para apresentar seu trabalho autoral

Foto: Letícia Carrasco A cena rio-grandina recentemente ganhou muito com a adição de uma banda com uma proposta, até então, inédita na cidade: o doom metal. O In Absenthia surgiu apenas neste ano, mas já causou impacto e, com o lançamento do EP “Amongst the Lovers”, ganhou reviews entusiasmados de órgãos de imprensa especializados no Brasil, Argentina e Portugal. Formada por Bruno Braga (vocais e guitarra), William Farias (baixo), Rick RK (bateria) e Gélisson Amaral (teclados), a banda deve começar a se apresentar nos palcos gaúchos, após bem sucedida empreitada em estúdio. Eles já estão com presença confirmada no festival “Songs of Darkness”, que acontecerá em Santa Maria em novembro. E a ideia é não parar por aí. Em relação ao festival, o grupo preparou uma excursão que deve levar fãs para prestigiarem o primeiro show da In Absenthia. Se você estiver interessado, basta procurar no facebook a página da banda, que possui um link com as informações sobre preços e ingresso.

Extravio de Talão Por meio deste comunico o extravio de talão (Nota fiscal) da Empresa Transportes Alex Ltda, CGC 5921772000180, Nota Inicial 001, Nota Final 050 Comunicante:Luis Alex Lima Correa


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

Aromas e Sabores

Culinária 27

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com jesusculinarista@gmail.com

Frutas, verduras e legumes, uma delícia!

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a semana passada, eu estava no Atacadão, mais precisamente no setor de hortifruti, quando me deparei com alguns cartazes descrevendo o valor nutricional detalhado de diversas frutas e verduras. Achei extremamente interessante a atitude daquele mercado, que, preocupado com a saúde de nossa população, através de sua nutricionista, orienta o consumo de legumes e frutas daquele setor. Alguns legumes podem ser consumidos crus ou cozidos, como a cenoura, o pimentão e o aipo, enquanto

que outros, como a batata, são tradicionalmente cozidos ou assados. Podem ser consumidos em uma grande variedade de formas, nas refeições como pratos principais, acompanhamentos, aperitivos ou em forma de sucos. O conteúdo nutricional dos legumes varia consideravelmente, embora contenham geralmente uma pequena percentagem de proteínas e de gorduras, e uma percentagem elevada de vitaminas, dietéticos minerais, fibras e hidratos de carbono. Muitos dos legumes contêm também fotoquímicos, compostos fundamentais para a saúde do or-

ganismo com características antioxidantes, antibacterianas, antifúngicas, antivirais e anticancerígenas. Quando trabalhei na França e na Noruega, os fornecedores nos passavam informações nutricionais básicas sobre quase todos os produtos que estávamos consumindo. E, para finalizar, apresento um Panaché de legumes, (termo francês que se refere a misturas de ingredientes de diferentes cores) que nada mais é do que uma salada quente. E que esta semana seja tranquila e iluminada em seus lares. E até a próxima!

Panaché de legumes

Gratinado de brócolis e couve-flor

Abobrinha recheada

Ingredientes: 1 xícara de vagens cortadas em rodelas 1 xícara de cenouras cortadas em rodelas 1 xícara de buquês de couve-flor 1 xícara de buquês de brócolis 1 xícara de chuchu picado 1 xícara de ervilhas frescas ou congeladas 1 colher chá de sal 1 colher de sopa de manteiga picada Queijo ralado, á gosto. 1/2 xícara de nozes ou amêndoas trituradas (opcional). Preparo: Em uma panela de água fervente com o sal, cozinhe os legumes até ficarem macios e escorra bem. Coloque ainda quentes em um refratário, e sobre eles despeje a manteiga picada e queijo ralado à gosto, misturando bem. Arrume e decore a seu gosto em um prato de salada, servindo ainda quente como acompanhamento de carnes, aves ou peixes. Rende: 8 porções. Se quiser dar um sabor crocante aos legumes, adicione nozes ou amêndoas.

Dica Saborosa

Ingredientes: 1 brócolis cortado em buquês 1 couve-flor cortada em buquês 1 caldo de legumes dissolvido em 2 litros de água 500 g de presunto magro picado 1 colher sopa de manteiga 2 colheres de sopa de cebola picada 2 colheres de sopa de farinha de trigo 400 g de queijo parmesão ralado (separar 200 g para polvilhar) ½ litro de leite Sal e pimenta do reino à gosto. Preparo: Cozinhe o brócolis e a couve-flor com o caldo de legumes até ficarem macios, por mais ou menos 8 minutos. Reserve. Em uma panela, aqueça a manteiga e acrescente a cebola, deixe fritar até amolecer. Enquanto isso pegue um pouco do leite e dissolva a farinha e coloque no refogado de cebola. Após, junte o restante do leite, sempre mexendo para não formar grumos, e acrescente o sal e a pimenta a gosto. Quando começar a engrossar, acrescente metade do queijo ralado e desligue o fogo.

Ingredientes: 4 abobrinhas médias 1 cebola picada 2 dentes de alho amassados 2 colheres de sopa de óleo ou azeite 300 g de carne moída 100 g de bacon picado 2 tomates picados 50 g de queijo parmesão ralado Tempero verde, sal, pimenta-do-reino e orégano, à gosto.

Montagem: Unte um refratário com um pouco do molho, coloque o brócolis e a couve-flor cozidos, espalhe o presunto por cima, o resto do molho e polvilhe com o restante do queijo ralado. Leve ao forno pré-aquecido até derreter o queijo, e ficar levemente dourado.

Preparo: Corte as abobrinhas ao meio no sentido do comprimento, e com uma colher de sopa, tire cuidadosamente a polpa e reserve. Cozinhe as abobrinhas em água fervente, até ficarem macias, por uns 8 minutos. Prepare o recheio, refogando a cebola e o alho no óleo ou azeite, e acrescente o bacon, fritando bem. Após, adicione a carne moída, a pimenta, o sal e deixe fritar. Acrescente o tomate e a polpa picada da abobrinha, e cozinhe até apurar bem, por uns 15 minutos. Por último, junte o tempero verde. Recheie as abobrinhas com a carne moída, salpique fartamente com o queijo ralado, e se gostar, finalize polvilhando com orégano e leve ao forno para gratinar.

Rende: 10 porções.

Rende: 8 porções.

Além de ricas fontes de nutrientes essenciais para nossa saúde, com variados tipos de vitaminas e antioxidantes, podemos ainda elaborar inúmeros pratos decorados e gostosos com as verduras, legumes e frutas que muito contribuirão para nossa saúde e nosso bem estar!


Contracapa

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 26 a 31 de outubro de 2013

Taxa Referencial é questionada como índice de correção das contas do FGTS Somente nos anos de 1992, 1994, 1995, 1996, 1997 e 1998 a Taxa Referencial ficou acima dos índices de inflação, gerando um pequeno ganho na conta do empregado

no ganho na conta do empregado. É fato que todos os trabalhadores neste período acabaram sofrendo uma supressão no que lhes era de direito, mas não é possível dizer com certeza de quanto foi esta perda, até por que o tempo de serviço é individual, mas o direito de pleitear o retorno destes valores as respectivas contas é inerente a cada trabalhador. De acordo com o advogado e professor universitário Ênio Fernandez Jr., que recebeu e analisou diversos materiais relacionados ao assunto, existe a possibilidade do ingresso de uma ação na justiça para buscar estes valores perdidos e assim fazer com que os valores depositados na conta do FGTS possam acompanhar o andamento do custo de vida atual e, assim, proporcionar a igualdade nos rendimentos entre as quantias que são depositadas, por exemplo, em uma conta poupança e no Fundo de Garantia. É importante ressaltar que o ingresso com a demanda na justiça é plenamente possível, no entanto o ganho da causa não é extremamente garantido. Situação diferente ocorre com a ação dos planos econômicos, onde a Caixa Econômica Federal não aplicou os índices de correção, ao passo que nesta a Taxa Referencial foi aplicada, mas foi insuficiente para corrigir o saldo. Mesmo com a liberdade de se ingressar com ações junto ao judiciário, a questão é complexa e precisa ser discutida em profundidade. Por en-

Foto: Divulgação

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nstituído em 1967 pelo Governo Federal para proteger os trabalhadores demitidos sem justa causa, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) consiste em uma conta, aberta em nome do empregado, que é abastecida mensalmente com o equivalente a 8% do salário pago pelo empregador e também serve, como o próprio nome sugere, de garantia para a pessoa que, de uma hora para outra, se vê desligada do local onde trabalhava. Acrescido de juros e correção monetária, o FGTS possibilita ao trabalhador a oportunidade de criar um patrimônio que pode ser sacado em momentos especiais, como para a compra da casa própria ou a aposentadoria. Dentro do âmbito da moradia, ele também pode ser utilizado para a quitação de débitos decorrentes do financiamento do imóvel, seja construção, liquidação ou amortização dos juros oriundos de contrato habitacional. A grande problemática deste assunto está intimamente relacionada com o acréscimo de juros e correção monetária no saldo do FGTS. Desde 1991 até os dias atuais, ou seja, há 22 anos, os saldos das contas do Fundo de Garantia passaram a ser corrigidos pela Taxa Referencial, conforme o entendimento do STF e STJ, na orientação sumular número 252 do Superior Tribunal de Justiça. Acontece que, nesse período, tudo que foi corrigido pela Taxa Referencial ficou abaixo do índice de inflação, ocasionando prejuízo ao trabalhador, que não viu o valor depositado render o que realmente deveria. Somente nos anos de 1992, 1994, 1995, 1996, 1997 e 1998 a Taxa Referencial ficou acima dos índices de inflação, gerando um peque-

Rodrigo de Aguiar

volver direito de todos os trabalhadores, será necessária uma definição geral, para evitar que cada empregado interponha ações individuais - assim contribuindo ainda mais para o inchaço do sistema - e ainda corra o risco de não conseguir alcançar o que realmente pleiteia.

Folha gaúcha ed 135  
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