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ANO III. 120ª EDIÇÃO R$ 1,50

RIO GRANDE, de 13 a 19 de julho de 2013

Por uma sociedade mais opinativa

Positivo ou Negativo?

11 de Julho:

Confira o saldo geral da Fearg/Fecis

O dia em que o Brasil parou

Foto: José Wotter

página 10

Homem do campo Legislativo barra projeto de 360 mil que seria a solução para os agricultores

página 3

página 32

Correios Classifolha página 14

Atendimento ruim é motivo de reclamações

PÁGINa 11


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 13 a 19 de julho de 2013

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

EDITORIAL Ainda as manifestações populares

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246)

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Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: Valder Valeirão, William Farias, Gilney huskie Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite MODA

Natalia Sauer TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa EDUCAÇÃO Marisa Cleff GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo

NUTRIÇÃO Juliana Freitas GERAL

Alberto Amaral Alfaro Lu Ribeiro Matheus Magalhães Tiragem: 5.000 Exemplares Impressão: Parque Gráfico do Jornal Zero Hora. SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Curtas Folha Gaúcha São Paulo Na quarta-feira foi apresentado no Aldo Dapuzzo, Maurício Rech, que chega para assumir a função de diretor executivo do clube, o que representa a primeira ação dentro da implementação deste novo processo de profissionalização do clube. Clássico Neste sábado acontece amistoso Rio x Rio, para comemorar o aniversário dos dois clubes que, juntos, somam 217 anos de história do futebol rio-grandino: Rio Grande, 113 anos e Riograndense, 104 anos, ambos neste mês, o Tricolor no dia 19 e o Guri Teimoso no dia 11.

pios, entidades assistenciais e aldeias indígenas. Só em roupas, a subchefia de Defesa Civil da Casa Militar contabilizou 381.673 peças, além de calçados, cobertores, alimentos e colchões. O pedido continua sendo para que as roupas doadas estejam em boas condições de uso. A expectativa é de que a campanha ultrapasse o número atingido em 2012, de um milhão de donativos.

Ônibus O presidente do Sport Club São Paulo, Paulo Costa, os vereadores Jair Rizzo e Flávio Vigilante foram até a sede da empresa Expresso Embaixador, em Pelotas, para conhecer o ônibus modelo Volvo 2000/2001, com 44 lugares, que será entregue ao Sport Club São Paulo, tão logo a Clássico II O jogo amistoso será realizado no Estádio Ar- documentação esteja regularizada, concretizando thur Lawson, às 15h. Os ingressos serão vendi- assim um antigo sonho do clube. dos apenas nas bilheterias do estádio, ao valor de R$5,00 (cinco reais), preço único. Sócios em Dia do Comerciante Dia 16 acontece jantar do Dia do Comerciante. dia dos dois clubes não pagam. Um troféu será colocado em disputa, homenagem ao desportista, na Churrascaria Leão, onde serão homenageados torcedor do Sport Club Rio Grande e presidente os associados que completam décadas de fundação, do último citadino, realizado em 2009, Dr. Flá- um convite do presidente do CDL Renato Lima. vio Cardone. O troféu será oferecido pela loja UNISPORT e entregue ao vencedor. Em caso de Programação A Cultura Riograndina apresenta, nas tardes, o empate, será decidido nos pênaltis. programa Tarde Livre, com o conceituado Juares Martins, comunicador com larga experiência na Clássico III Esse Clássico será transmitido ao vivo pela Cultura Região, que tem alegrado as tardes da zona sul. Riograndina, com a narração de Jota Vargas, comentários de Antônio Azambuja Nunes, reportagens de Programação II O Programa Riograndina Repórter mudou de Everton Aguiar e Genildo Coutinho, plantão de Carlos dia e horário, indo ao ar agora aos sábados pela Magno e técnica de Dionatas Assumpção. manhã, com Luiz Fernando Oliveira, na estreia, centenas de ligações e participações de todos os Funserg Durante dois dias esteve na Cidade o represen- bairros da Cidade do Rio Grande, São José do tante do Ministério dos Esportes, Newton Koji Norte e demais Cidades da Região. Uchida, que é coordenador de Acompanhamento e Monitoramento da Execução de Projetos da Lei de Manifestação Quando a manifestação foi realizada por joIncentivo ao Esporte. Ele veio conhecer os projetos de atletismo e paratletismo, desenvolvidos pela vens que não aceitaram a participação de partidos Fundação Sócio Cultural Esportiva do Rio Grande políticos, tivemos uma grande concentração de (Funserg), denominados respectivamente “Campe- pessoas nas ruas, com faixas e cartazes. Na manifestação realizada pelas centrais sindicais, que ões Olímpicos” e “Campeões da Vida”. sempre foram ligadas a partidos políticos, antes de esquerda e que já há algum tempo aderiram Agasalho A Campanha do Agasalho ultrapassou o núme- à direita, apareceram apenas os partidários, e em ro de 400 mil donativos distribuídos aos municí- pequeno número.

uinta-feira última, mais uma paralisação de trabalhadores e da população em geral, dessa vez organizada pelas centrais sindicais, foi feita em protesto a várias questões que hoje preocupam o trabalhador e o povo brasileiro. A surpreendente onda de protestos no Brasil, onde se dizia que o povo era acomodado, vem acontecendo desde a véspera da Copa das Confederações. Acreditava-se que ela poderia arrefecer passado o torneio de futebol, mas pelo que se viu nesta última quinta-feira os manifestantes continuam dispostos a sair às ruas para reivindicar pelos seus direitos. A sociedade brasileira tem inúmeras questões para reivindicar, o que demonstra como os governantes, ao longo de vários anos, vêm se mantendo distantes dos anseios da população. Nesta última manifestação, segundo os organizadores, o motivo principal foi a luta por conquistas trabalhistas em tramitação no Congresso Nacional. Desde o início dos protestos, a sociedade tem apoiado os manifestantes. Mas ao mesmo tempo, demonstra temor com a evolução dos acontecimentos e até onde poderá se chegar com isso. Eles são válidos, mas quanto mais forem realizados, e dependendo do grau de tranquilidade ou de violência dos participantes, estarão também propensos a prejudicar o País, tanto em sua economia, quanto no sistema democrático que hoje desfrutamos após muitos anos de luta para acabar com o regime ditatorial que se implantou no Brasil em 1964 e se prolongou até 1986. Os protestos fazem parte de um país que vive uma plena democracia, mas eles não podem descambar para a violência, a bagunça ou infringirem a ordem. Em Rio Grande, tivemos recentemente paralisações que visaram impedir a passagem dos trabalhadores para o Polo Naval. As causas eram justas, como as dos pescadores, que se sentem tolhidos de trabalhar devido a portarias, especialmente do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Também tivemos manifestações de trabalhadores do Polo Naval. O problema é que os manifestantes têm fechado a passagem através da Ponte dos Franceses para o Distrito Industrial e setor portuário e praticamente toda a economia do Município sofre com isso. O setor portuário e milhares de trabalhadores não podem paralisar por qualquer protesto. Os prejuízos para as empresas do Distrito Industrial, do Superporto e do Polo Naval por um dia de paralisação são imensos e se nossa Cidade e o País continuarem nesse ritmo, em breve a própria sociedade, que hoje é favorável, poderá mudar de opinião e perdendo o apoio popular, as manifestações deixam de fazer sentido. Esperamos que essa mobilização e essa indignação do povo brasileiro continuem a se manifestar e que as passeatas, quando necessárias, sejam um instrumento para isso, mas não para dar vazão a outros objetivos, de baderneiros, bandidos e dos que têm habilidade em manobrar as massas para servirem a seus próprios interesses.

Assinaturas

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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 13 a 19 de julho de 2013

Artigo 3

Economia Paralisação nacional promove momento e Opinião *Nerino Dionello Piotto

Desgraça pouca é bobagem... Legal... Mas... Ético?

único na história recente do País Atos em nível nacional marcaram o dia em que o Brasil parou

Rodrigo de Aguiar

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Brasil foi acordado para a realidade pelo clamor das ruas. É inacreditável como o Governo Federal insiste na crença da incapacidade de o brasileiro ver a realidade dos fatos. Óbvio que os com bolsa não conseguem entender. Mas os sem bolsa, trabalhadores em geral, passaram a não acreditar mais no que os marqueteiros orientam os políticos a dizer. O céu não é de brigadeiro e o mar não é de almirante, como o governo quer nos fazer crer. É uma ofensa à inteligência do povo o que se tem feito via e com o BNDES- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Ele foi criado para financiar investimentos. Nos últimos tempos tem se metido em operações pra lá de polêmicas. O Tesouro estrutura operações para receber mais dinheiro de suas estatais por um lado e, por outro, as financia ou capitaliza com dinheiro público. A dívida do BNDES com o Tesouro é de R$378 bi (8,3% do PIB) e era, em 2007, R$6,6bi (0,22% do PIB). Mágicas contábeis, ilusionismo, há algo podre no ar. É como o diabetes. A gente não percebe o estrago que fazem os açúcares e, quando nos damos conta... Segundo Stéphane Garelli, do IMD (destacada escola de gestão europeia), o ajuste dos mercados financeiros mundiais está apenas no começo. Disse que o Brasil seria um dos mais atingidos pelo ajuste. Estava, lamentavelmente, certo. Nos últimos dias, pelo menos sete empresas e bancos adiaram captações nos mercados interno e externo, da ordem de R$23 bi: Votorantim Cimentos, Banco do Brasil, Azul, Odebrecht Óleo e Gás, CEF, Minerva e BNDESPar. E o Governo Federal, no ímpeto de tentar brecar a queda de popularidade, coloca na mesa um projeto antigo, de difícil entendimento para o público e, convenhamos, tarefa dos parlamentares: a reforma política via plebiscito. Nítida tentativa de desviar o foco. A Ministra Carmen Lucia, presidente do STE-Superior Tribunal Eleitoral, em nota, advertiu para os perigos da caminhada, citando Carlos Drummond de Andrade: “Cuidado por onde andas, pois é sobre meus sonhos que caminhas”. Disse, ainda, que o “O sonho do povo brasileiro é a democracia plena e eficiente”. Mas, com os políticos/autoridades que temos, fica difícil. Com os presidentes do Senado e da Câmara usando jatos da FAB para participarem de eventos particulares, por exemplo. Pode ser legal, mas... é ético? Os números da economia não mentem. Não há robustez fiscal, como apregoa o governo. A expansão dos gastos públicos se dá por meio de mágicas contáveis. Não há mais como esconder. Todo sabemos que os números de nossa contabilidade não são o que parecem ser. Rio Grande é testemunha de uma mágica contábil: construiu a P-63. Ela não saiu e nem vai sair do Brasil. Mas foi vendida para a unidade da Petrobrás no Panamá e engordou a contabilidade de nossas exportações em R$1,6 bi. Pode ser legal, mas... é ético? Vamos pensar nisso? Até a semana que vem!

Economista* nerinopiotto@globo.com

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m dia que entrará para a história! O Brasil promoveu, no dia 11 de julho, uma situação que apenas foi vista e vivida no auge da ditadura militar e do movimento dos caras-pintadas: os trabalhadores saíram às ruas e cruzaram os braços em prol de um novo País. Desde as primeiras horas da manhã, já era possível perceber que este seria um dia diferente. As transformações no cenário urbano começaram já na madrugada, quando piquetes foram montados em frente às garagens das empresas de transporte coletivo urbano e de fretamento. A intenção dos sindicalistas era evitar a saída dos veículos que diariamente realizam o transporte de passageiros, para, assim, diminuir a quantidade de trabalhadores e promover força ao movimento nacional. Na hidroviária do Rio Grande, que conta com um grande movimento de pessoas vindas da vizinha São José do Norte, o movimento foi baixo. O serviço de transporte por lanchas não foi afetado e os poucos passageiros fizeram tranquilamente a travessia entre os dois Municípios. Ainda na hidroviária, funcionários de empresas do Distrito Industrial que já estavam atrasados para o início do turno de trabalho também apoiaram a realização do ato, e informaram que esta seria a única forma de se buscar uma solução para a situação enfrentada pelo País. Trabalhadores do Polo Naval reuniram-se em frente a uma das empresas junto com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do Município. Segundo o presidente da instituição, Benito Gonçalves, a ação paralisou cerca de 18.500 profissionais nas mais variadas regiões da Cidade. Na BR-392 foram registrados dois pontos de bloqueio. O primeiro, na ponte dos franceses, impediu que empresas de segurança deixassem seus funcionários nos postos de trabalho, o que causou descontentamento por parte de alguns. Estavam autorizados a passar apenas moradores da Vila Mangueira, pessoas caminhando, ambulâncias e viaturas policiais. O outro aconteceu no trevo de acesso aos terminais retroportuários, onde, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação, Reginaldo Rodrigues, passavam apenas os caminhões que entraram à noite para descarregar nas empre-

sas da Barra. Na BR 392, no trecho Rio Grande-Pelotas, a baixa movimentação de veículos impressionava. Policiais rodoviários federais informaram nunca ter presenciado uma situação como esta na rodovia, que contou, ainda, com a paralisação do transporte intermunicipal por determinação do DAER. Na ERS-734, o Batalhão Rodoviário da Brigada Militar constatou uma baixa circulação de veículos durante a manhã. Segundo o Capitão Castro, militares da corporação realizavam patrulhas constantes a fim de manter a ordem na rodovia que liga o Centro ao bairro-balneário. O aeroporto do Rio Grande operou normalmente os voos com destino a Porto Alegre. De acordo com o gerente da empresa Brava Linhas Aéreas, Mauro Cunha, os quatro horários foram mantidos e os passageiros não foram afetados nesta modalidade de transporte. Funcionários dos Correios também aderiram à paralisação nacional. Os profissionais estiveram reunidos em frente ao prédio mantido pela instituição, na Avenida Presidente Vargas, onde reivindicavam a questão de contratação de novos servidores e questões pertinentes ao plano de saúde da categoria. No centro da Cidade, o comércio também aderiu ao movimento e mudou a paisagem de um dos lugares mais movimentados do Município. Poucos foram os estabelecimentos que mantiveram suas portas abertas. Por volta das 17h, um ato público foi realizado no Largo Dr. Pio, reunindo as principais entidades sindicais e profissionais das mais diferentes classes profissionais. No local, dirigentes sindicais e representantes de movimentos estudantis fizeram discursos. Integrantes do Movimento Livre Unificado preferiram aguardar o final das explanações na Avenida Silva Paes, saindo, logo após, em direção ao prédio da Prefeitura Municipal. Até o fechamento desta edição, fomos informados de que o paço municipal havia sido invadido pelos manifestantes, que cobravam melhorias no transporte coletivo. O prefeito Alexandre Lindenmeyer atendeu aos manifestantes, que informaram que iriam passar a noite no prédio e só dali sairiam quando os pontos pleiteados fossem atendidos.


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 13 a 19 de julho de 2013

Secretário pede que comerciantes

coloquem o lixo somente pela manhã Nilson Pinheiro reuniu-se com presidentes da CDL e Câmara de Comércio

Foto: Gilney huskie

POR IQUE DE LA ROCHA

de La Rocha Ique

Teatro Municipal – Esses dias se comentava a apresentação do sambista Benito de Paula, no Teatro Guarany (1.200 lugares), em Pelotas. Se ele se apresentasse em nosso Teatro Municipal (400 lugares), teria de ser cobrado três ou quatro vezes o valor do ingresso de lá, proporcional ao tamanho das duas casas de espetáculos. O que se deduz é que nosso teatro já não está mais de acordo com o tamanho da Cidade e sua capacidade limitada há tempos impede a vinda de grandes artistas do circuito nacional, e até internacional, que só chegam até Pelotas. Seria interessante que o governo municipal estudasse a possibilidade de ampliação daquela casa de espetáculos com a construção de um mezanino ou fizesse um novo teatro. Não daria para instalar um teatro, com todo o conforto e estrutura num dos armazéns do Porto Velho, até agora sem nenhuma utilidade, a não ser durante a Festa do Mar? Festa do Mar – Por falar em Festa do Mar, estudam-se mudanças no evento, que poderia até mesmo deixar as dependências do Porto Velho. Uma das alternativas a serem estudadas é que o evento aconteça no entorno do Rincão da Cebola, incluindo na programação o Mercado Municipal e o CCMar.

Coleta seletiva acontece pela manhã Inicialmente o secretário falou sobre o sistema de coleta seletiva e domiciliar no Município. A seguir, falou de sua preocupação com o lixo largado pelos comerciantes, especialmente dos restaurantes e traillers de lanches, que acabam ficando esparramados nas ruas, causando um péssimo aspecto à Cidade. Pinheiro solicitou apoio das entidades de classe para a conscientização desses comerciantes.

“Conversamos com a Câmara de Comércio e a CDL sobre a importância do nosso comerciante ter uma nova consciência com relação ao horário de colocar o lixo. A coleta seletiva acontece sempre pela manhã na área central e pedimos que o lixo também seja colocado naquele período”, declarou Nilson Pinheiro. O secretário de Controle e Serviços Urbanos também alertou para o fato dos contêineres de lixo domiciliar só comportarem 100 litros e não serem destinados ao comércio: “Na medida em que o empresário coloca isopor, papelão e plástico nos contêineres, está tirando espaço do usuário”, esclareceu ele, que faz um apelo também à população: “Pedimos aos moradores para não colocarem o lixo durante o dia na rua, quando o caminhão só passa à noite”. Foto: Ique de La Rocha

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io Grande é uma das poucas cidades do Brasil onde o caminhão de coleta de lixo domiciliar passa diariamente em toda a zona urbana e de forma alternada no interior do Município. A ampliação para outros bairros ainda não se realizou, mas isso acontecerá em breve, com uma nova tecnologia a ser empregada. Além disso, existe a coleta seletiva, realizada na área central e, uma vez por semana, nos bairros. Mesmo com todo esse investimento do Poder Público Municipal, o maior problema enfrentado pelas autoridades é cultural: a falta de conscientização não apenas da população em geral, mas também dos comerciantes, que largam os resíduos nos contêineres, que deveriam ser utilizados apenas pelos moradores, ou em plena via pública, à noite, mesmo que a coleta só vá acontecer no dia seguinte. A questão do lixo, especialmente na zona comercial da Cidade, preocupa o secretário municipal de Controle e Serviços Urbanos, Nilson Pinheiro, que juntamente com o secretário adjunto Wainer Flores e a dirigente de Coleta e Tratamento de Resíduos, Neusiane Chaves de Souza, se reuniu esta semana com o presidente da Câmara de Comércio, Renan Lopes, e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Renato Juliano Lima.

Fearg/Fecis – Já está consolidado como um dos grandes eventos da Cidade e muito dos méritos devem ser atribuídos à Ivone Carvalho, presidente da Amperg. No entanto, a Fearg/Fecis merece algumas considerações: os lojistas da Cidade continuam não se conformando com a presença de feirantes de fora nesse período, que aqui vendem roupas de inverno. O prejuízo para o comércio local, que investe para vender nessa época do ano, não é pequeno. Tem muita gente que aguarda para comprar roupa na Fearg/Fecis. Em nosso entendimento, a prioridade do evento deveria continuar sendo o artesanato, que nos últimos anos vem perdendo espaço para as feiras. Centro de Eventos – É outro local que necessita passar por ampla revitalização para merecer o título que ostenta. Interior abandonado – Quando se criou a Secretaria Municipal da Pesca, os vereadores da situação, na época, aprovaram alegando que seria boa para a categoria. E nesses anos todos de existência, nada foi feito pelo pescador, a não ser encaminhamento de documentação para seguros e outros, o que já era feito pela Colônia de Pescadores. E ninguém contestou os gastos. Por que agora a Secretaria do Interior não será boa para o interior do Município? Só porque esses mesmos vereadores agora são do contra? A desculpa de gastos com quatro ou cinco CCs não cola, porque só um gabinete de vereador tem quase o gasto de toda a secretaria. Nessa ânsia de quererem continuar mandando e desmandando em Rio Grande, quem está levando a pior é o povo do interior. Em outubro vai fazer um ano que o rio-grandino optou por uma nova forma de governo. Deixem o homem trabalhar! Não caiu a ficha, ainda?


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Alfaro

Alberto Amaral

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Comércio rio-grandino promove liquidação com preços atrativos em pleno inverno

A irresponsabilidade do “ídolo” Anderson Silva

Por Rodrigo de aguiar

Fotos: Gilney huskie

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ndependente da atividade exercida, o sucesso transforma os protagonistas esportivos, culturais e até políticos em referências, ídolos. Só alcançam esse patamar, essa distinção, os que realmente agem e fazem com qualidade. O caminho é muito árido, com desafios permanentes, tanto com relação ao seu desempenho profissional como na sua vida particular e em sociedade. O ídolo passa a ter seus passos seguidos, todos os olhares voltados ao que veste, come, fala bem como os locais que frequenta e com quem se relaciona, além de precisar manter excelência na atividade que o alçou a essa condição invejável. A idolatria responsabiliza o ídolo, particularmente, pelos exemplos que deve passar aos seus fãs e seguidores. Nossa cultura é de ídolos efêmeros, poucos conseguem perdurar ao longo do tempo, menos ainda tornarem-se imortais. Uma carreira, um nome consolidado durante uma existência esfarela-se no primeiro passo em falso, na primeira fraqueza, no primeiro fracasso. Nestes últimos anos, frutos de um talento extraordinário, numa nova modalidade de competição, o MMA, artes marciais mistas, um vale tudo que se popularizou de tal modo que já rivaliza com o tradicional Box, surgiu a figura carismática de Anderson Silva. Arrasador no octógono, logo se transformou no queridinho do Brasil. Aparições em todos os meios de comunicação do mundo, contratos publicitários e vida de milionário em Los Angeles - EUA, davam a evidência de que era mais um daqueles fenômenos que vinham para ficar. Parecia, até que chegou a fatídica noite de 7 de julho de 2013, quando Anderson defenderia seu cinturão enfrentando o norte americano Chris Weidman, na condição invejável de favoritíssimo. Iniciado o combate, tudo o que se anunciava e esperava acontecia com tranquilidade. O brasileiro conduzia a luta com a técnica e habilidade que o consagraram, até que começou a exagerar em requebros, sacolejos e rebolados, muito acima da irreverência com que sempre se comportou. Esse comportamento irresponsável, em dado momento, custou-lhe um gancho de esquerda que o levou à lona. Perder é uma situação recorrente na vida de quem joga, arrisca, mas essa derrota de Anderson Silva traz como consequência um corolário de desdobramentos, especialmente tratando-se de um ídolo, até então reconhecido por todos. Descortinou-se nela um Anderson desconhecido, prepotente, soberbo e irresponsável. A falta de respeito com o adversário e com os milhões de fãs deverá lhe custar muito caro. Ainda, para completar o quadro dantesco, a polícia de Las Vegas e o Gaming Control Board iniciaram investigações a respeito de uma “entregada” do brasileiro, tendo como objeto a divulgação de uma aposta no valor de US$ 1 milhão na vitória do norte-americano. Em se confirmando essa suspeita, o termo “irresponsabilidade” para definir o comportamento do ex-campeão perde a validade e o sinônimo ou enquadramento deverá ser outro, o que sob todos os aspectos é profundamente lamentável.

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uem nessa época do ano circula pelo Calçadão da Rua General Bacelar, certamente já deve ter observado que a maioria das lojas ali instaladas já apresentam liquidações atrativas e que, geralmente, eram apenas vistas no final do inverno. São produtos dos mais variados setores que estão em promoções que atingem de 50% e até 70% de desconto. Mas, afinal, o que estaria acontecendo para motivar este torra-torra tão precoce? Inúmeras são as lojas que ostentam em suas vitrines cartazes com a porcentagem concedida nas compras realizadas, o que atrai, assim, a atenção do consumidor e que, ao mesmo tempo, suscita dúvidas acerca das facilidades ofertadas. Para responder a esta pergunta, a equipe de reportagem do jornal Folha Gaúcha esteve conversando com comerciantes para saber, do ponto de vista deles, o porquê da realização destas promoções. Atuante no ramo de calçados está a empresária Alessandra Pires de Souza. Proprietária da loja Dondoka, ela disse que cada vez mais há a necessidade do comerciante de reaver o dinheiro preso no estoque. Segundo ela, a instalação do Polo Naval não proporcionou todo aquele movimento aguardado pelo comércio, o que ocorreu apenas em determinados setores, como hoteleiro, imobiliário entre, outros, menos o calçadista. Ela observa, ainda, que está havendo um congelamento do mercado; atualmente as pessoas estão pesquisando mais os preços antes de finalizarem as compras. Compartilhando da mesma opinião estava a gerente do estabelecimento, Patrícia Vieira, que reiterou o comentário de que a instalação da indústria naval no Município fomentou apenas outros setores econômicos, mas não o ramo em que atuam. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio Grande (CDL), Renato Lima, esta ideia mostrou maturidade do comerciante, pois realizar liquidações no final da estação, como anteriormente acontecia, não representa todo aquele impacto almejado. Assim, o empresário pode oferecer uma maior variedade de roupas e calçados, pois tem a certeza de que não manterá para a próxima temporada certa quantidade de produtos que possam, de um ano para o outro, sair de moda ou não tenham, futuramente, a mesma procura por parte do cliente. Ele acredita, ainda, que esta tática deverá ser mantida pelos comerciantes para as próximas estações do ano.


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CCO informa em tempo real localização exata dos ônibus do transporte coletivo Tecnologia existe desde 2011 e, atualmente, toda a frota é abrangida pelo sistema

Foto: José Silveira

Por RODRIGO DE AGUIAR

Na sala trabalham cinco funcionários por turno atendendo uma média de cem ligações por dia

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a última semana, o jornal Folha Gaúcha apresentou uma enquete com a opinião dos usuários do transporte coletivo, onde foram apresentados os principais problemas que envolvem o serviço, na visão de quem diariamente o utiliza. Atrasos e lotação são pontos discutidos nas principais cidades brasileiras, o que mostra certo despreparo do poder público com relação a este modal. Afinal, de quem é a culpa? O transporte coletivo deve ter prioridade sobre o individual, pelo menos é assim que está expresso na Lei de Mobilidade Urbana, 12.587/2012. Entretanto o que se observa é exatamente o contrário, inúmeras são as facilidades apresentadas pelo governo para incentivar e impulsionar o transporte individual, que, cada vez mais, incha nossas ruas e avenidas, contribuindo também para o aumento da quantidade de gases poluentes lançados na atmosfera. Não seria melhor possibilitar estas vantagens ao transporte público e, assim, torná-lo mais eficaz? A Cidade do Rio Grande vem apresentando um elevado número de veículos em circulação e diariamente podemos observar congestionamentos que antes eram apenas visualizados em grandes centros urbanos. Em meio a este caos está o transporte urbano, um mecanismo voltado para a solução, mas que se torna vítima da falta de estrutura e planejamento dos Municípios. Em Rio Grande, os mais de 150 ônibus do sistema contam com monitoramento por GPS. O mecanismo mostra, em tempo real, todos os detalhes do desempenho diário de cada veículo e pontos causadores de atrasos e demais problemas. A equipe de reportagem do jornal Folha Gaúcha conheceu o Centro de Controle Operacional (CCO), instalado na garagem da empresa Noiva do Mar. Implantado no ano de 2011, o sistema tem como objetivo servir de ferramenta de gestão para proporcionar um melhor atendimento ao usuário. De acordo com o gerente administrativo, Osvaldo Silva, nem sempre é possível oferecer um serviço qualificado, diante da falta de uma infraestrutura adequada que possibilite a fluidez do trânsito e que os veículos atinjam uma velocidade média. O administrador disse, ainda, que falta no Município uma política para o transporte, e não o transporte para uso político.

Ainda segundo ele, estes pontos apresentados se agravam mais ainda nos horários de pico, baixando a produtividade e afetando diretamente no atendimento dos usuários. Na sala do CCO trabalham cinco pessoas em turnos de revezamento. Lá, os dados do sistema são atualizados a cada sete segundos e informações como velocidade, adiantamento e atrasos são facilmente detectadas. Diariamente são atendidas, em média, 100 ligações de usuários, que solicitam informações ou realizam sugestões, elogios ou reclamações. Apenas em junho deste ano foram atendidas 13.541 ligações e neste mês, até agora, 3.200 pessoas já solicitaram ou receberam informações de linhas e horários. O sistema utilizado proporciona ao passageiro saber sobre um coletivo que irá passar ou porque passou e não parou. Quem também ganha com isso são os cadeirantes. Através do CCO, é possível saber intervalos e os horários precisos da circulação de veículos adaptados com plataformas elevatórias. Enquanto realizávamos nossa reportagem, pudemos comprovar consultas de passageiros ao sistema. Em um deles, uma passageira solicitou informações sobre a linha Parque São Pedro, tendo sido informada com relação à exata localização do ônibus que aguardava na parada. Rio Grande foi a segunda Cidade do Estado a contar com esta tecnologia e a primeira a ter o equipamento instalado em toda a frota urbana. Em breve os usuários poderão ter acesso às informações através da internet. Atualmente a empresa realiza, de segunda a sexta, o monitoramento de cerca de 2.000 horários e todos os ônibus possuem um terminal de dados, onde o motorista informa ao CCO, por meio de um teclado, os acontecimentos. As informações lançadas do coletivo, tão logo recebidas, são repassadas pelos funcionários da sala aos fiscais, via telefonia móvel, fazendo com que as alterações necessárias possam ser realizadas. Às 17h30 visualizamos, pelas telas dos computadores, que os coletivos da linha Barra estavam atrasados nos dois sentidos. O motivo era o grande congestionamento na região do Distrito Industrial, oriundo da saída dos funcionários que trabalham no Polo Naval, o que também contribui na questão da lotação, levantada pelos usuários entrevistados.

Ponto de Vista Lu Ribeiro

O corporativismo escancarado do legislativo e...

É

um ato natural e até instintivo que leva os semelhantes a se unirem para melhor se protegerem. É este o princípio fundamental do corporativismo e, se conduzido de forma ética e moral, tem papel regulador e até protetor da sociedade. Só que não é isso que estamos vendo, atualmente. Não tem nada de ético o comportamento de grande parte da classe política que, escancaradamente, boicota a possibilidade do plebiscito indicado pela Sra. Presidenta, o qual poria à prova a tão necessária reforma política. Assim agem porque sabem que muitos estariam dando tiro no próprio pé e decretando o fim de suas carreiras políticas, criadas a partir da manipulação de coligações e legendas de aluguel. Sabem que deliberar ao povo o direito de manifestar-se é uma coisa, mas o direito de votar diretamente complica. Imagina se o povo descobre que, além de espernear e jogar pedra, também pode opinar de verdade e definir como quer eleger seus representantes. E assim, querem nos convencer que só eles têm competência para definir as regras, efetuar a REFORMA POLÍTICA que eles mesmos terão que obedecer. Piada de mal gosto! A mesma situação se desenha quanto à classe médica, para a qual o corporativismo age organizada e evolutivamente: (as situações a seguir são hipóteses, em nada a ver com fatos reais) - É o único profissional com habilitação para atuar na saúde, limitando a atividade de outros profissionais da saúde (enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos) e eliminando a atividade de pessoas sábias que cuidavam de suas comunidades (parteiras e benzedeiras). - Só eles podem prescrever tratamento e medicamentos e, em geral, se mudar o plantonista, muda a medicação, pois não há consenso. - Considerando os contratos de trabalho, os convênios e mais o consultório, se realmente cumprissem as horas pactuadas, alguns trabalhariam mais de 30 horas por dia. - Sabem que o contrato da PSF, que assinaram, é com empresas frias, geralmente sediadas em municípios distantes, contratadas por prefeituras de gestão duvidosa, mas acomodam-se e só reclamam quando o salário não entra. - Não aceitam trabalhar em localidades de difícil acesso; - Querem fazer especialização em cirurgia plástica; - Recém-formados não aceitam trabalhar por R$ 10.000,00; - Não admitem que profissionais de outros países possam cumprir os espaços vagos; E se unem à voz do povo, pedindo melhorias para a saúde. Pergunto a estes: Quantos dos ditos profissionais de medicina que se envolveram em fraudes ou outros crimes foram efetivamente cassados ou mesmo suspensos pelo CFM? Quantos médicos inescrupulosos, desatualizados, que têm na profissão a certeza da riqueza e do status social, sem que saibamos a verdade? Penso que podemos até ser corporativistas, mas devemos primeiro proteger a sociedade dos “homens de MÁ FÉ”, que se apresentam falsamente como profissionais e homens de bem. Então, que seja: provas de validação profissional aplicada a todos os nacionais e estrangeiros em todas as profissões regulamentadas! Aí a coisa fica séria. Boa semana a todos!


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Junção pode ganhar revitalização de praça

Saúde Mental

Área de lazer do bairro está nos planos da Prefeitura, segundo o secretário Luiz Parise

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oradores do Bairro Junção estão pleiteando uma revitalização de área de lazer local. Para ouvir esta demanda, o prefeito Alexandre Lindenmeyer, o superintendente Jorge Gaubert e os secretários Luiz Parise (Secretaria de Município do Turismo, Esporte e Lazer) e Jomar Lima (Unidade Gestora de Projetos) visitaram a praça localizada entre as ruas Henrique Dias e Arthur Rocha, como forma de avaliar e discutir um projeto adequado para a recuperação deste ponto de lazer do bairro. A visita se deu devido ao pedido de Gil Bordão e João Nunes, moradores do bairro. De acordo com eles, os moradores já haviam repassado abaixo-assinado para a gestão anterior e vereadores dando conta

por MATHEUS MAGALHÃES

do pleito. “Renovamos as esperanças de ter aqui uma praça que atenda às necessidades das nossas crianças e dos nossos jovens, com a chegada do Alexandre”, ressaltou um dos moradores a respeito do interesse demonstrado pela gestão atual. O resultado deste encontro foi a promessa de Luiz Parise de agilidade na elaboração de projeto que vise não apenas a revitalização da área esportiva da praça, como também o entorno da mesma. De acordo com o titular da pasta de Turismo, Esporte e Lazer, as possíveis obras entrariam com caráter de urgência no cronograma da Prefeitura. Agora, resta esperar que o Executivo dê o devido retorno para a comunidade, que pleiteia este processo a muito tempo.

Concurso com 24 vagas para profissionais de saúde tem vagas abertas até o dia 19 Foto: Divulgação

Prefeitura ressalta que a reabertura do concurso se deu pela falta de médicos

A Prefeitura Municipal anunciou, por intermédio da Secretaria de Município de Saúde, que foram abertas 24 vagas para médicos, vagas estas que preencherão o espaço vazio deixado pela baixa procura do concurso realizado no início deste ano. O novo processo de seleção visa contratar quatorze médicos generalistas destinados à saúde da família e dez médicos generalistas para as unidades básicas de saúde. Segundo o edital disponibilizado, os médicos generalistas para a estratégia de saúde da família se dividiriam em dois grupos: um de onze profissionais, com carga horária de 40h e remuneração de R$ 8.730,16

e outro formado por três médicos, com carga horária de 20h e remuneração de R$ 6.336,76. Já os profissionais interessados no trabalho em unidades básicas de saúde 24h teriam carga horária de 20h e salário de R$ 3.943,35. Para este cargo, existem dez vagas disponíveis. As inscrições estarão abertas até o dia 19 de julho e podem ser feitas na Secretaria de Administração da Prefeitura Municipal, das 13 às 17h. Para assinatura do contrato, o candidato aprovado deve satisfazer os requisitos presentes na versão integral do edital (disponível no site da Prefeitura Municipal), ser brasileiro ou naturalizado e ser maior de 18 anos.

Sérgio José Weiss

A Psiquiatria

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psiquiatria é uma especialidade médica e sua área de atuação pode ser tanto no sistema público como no privado. Nos primórdios, acreditava-se que as doenças mentais eram causadas por possessão demoníaca e punição pelo pecado. Sabe-se, hoje, que a maioria das doenças mentais tem origens genéticas, ambientais e em alterações da neurotransmissão. A psiquiatria relaciona-se com outras áreas do conhecimento e outras especialidades médicas, como a neurologia, a cardiologia, a clínica geral, enfim. Relaciona-se com a psicologia, com a terapia ocupacional, com a assistência social, com a enfermagem, com o direito, a psicopedagogia, a arteterapia, entre outras. Também já existem, dentro da psiquiatria, áreas mais específicas do conhecimento, como a psiquiatria da infância e juventude, a psiquiatria geriátrica, a psiquiatria forense e a psicoterapia. A psiquiatria carrega um estigma muito significativo na relação médico-paciente e nas relações sociais. Isso prejudica muito, pois pessoas que poderiam se beneficiar enormemente com tratamentos psiquiátricos não o fazem por puro preconceito. Hoje existe a chamada psicofobia, que tem sido bastante debatida. É a psicofobia um prejuízo para a sociedade, pois ela corrobora para não tratamento das doenças mentais, além de estigmatizar aquelas pessoas que fazem tratamentos psiquiátricos. Há uma ampla abrangência de tratamentos da psiquiatria. Podemos citar as demências, os transtornos por abuso de álcool e outras drogas, a depressão, o transtorno bipolar, a esquizofrenia, os transtornos ansiosos, os transtornos de personalidade, os transtornos da infância e adolescência (autismo, transtorno de conduta, TDAH). Durante as próximas semanas, iremos abordar algumas delas. A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns e acomete cerca de 10% dos brasileiros. Dezessete milhões de pessoas, ou 9% da população brasileira sofrem de transtorno mental grave. Das crianças brasileiras, 12,6% apresentam sintomas de transtornos mentais importantes. A dependência do álcool é um problema frequente, que atinge cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira. Portanto, são doenças altamente prevalentes e que carecem de atenção e tratamento. Essas doenças precisam de cuidados do médico psiquiatra, pois muitas vezes há necessidade do uso de medicamentos, cujo custo-benefício sempre deve ser avaliado. Isto quer dizer que todas as medicações podem ter seus efeitos colaterais, mas o médico psiquiatra, juntamente com o paciente ou seu familiar poderá avaliar o benefício de cada tratamento. No mundo, conforme dados da Organização Mundial de Saúde - OMS (2006), 450 milhões de pessoas sofrem ou sofrerão de problemas mentais, neurológicos ou comportamentais ao longo da vida. Três mil pessoas tiram a própria vida todos os dias. O problema está entre as três principais causas de morte entre pessoas de 25 a 44 anos. Então, nota-se que as doenças mentais existem e não devem ser escondidas ou minimizadas. Elas precisam de atenção e de tratamentos corretos, jamais estigmatização. Assim, diminui-se o sofrimento dos indivíduos mentalmente enfermos e da sociedade. Fonte de consulta dos dados: Manual para a Imprensa – Associação Brasileira de Psiquiatria Médico psiquiatra, CRM. 21658


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Gotas de Sabedoria Pastor Vilela

Amizade, Namoro, Noivado e Casamento Assim terminou a coluna da semana passada: “[...] Devido à grande ênfase que a mídia dá à aparência física e ao culto à beleza, muitos maridos começam a fazer comparações e percebem que sua esposa não está como a Gisele Bündchen. Consequentemente, a mulher, ao olhar a novela ou lendo a revista, percebe que seu esposo não está tão bem como o Reynaldo Geanecchini, e aí começa o esfriamento do amor... Claro que a beleza e a atração física são importantes, mas o amor que Deus abençoa é o tipo de amor que ele próprio é... Deus é amor e o seu amor é amor Ágape. O amor de Deus não depende das circunstâncias. Quando o ator americano Christopher Reeve, que interpretava o Super Homem, sofreu um trágico acidente ficando tetraplégico em 1995, quase todos os jornais americanos deram por certo sua separação, e até faziam apostas de quanto tempo levaria para sua esposa o abandonar. Mas para surpresa de todos, Dana Reeve, permaneceu junto com ele até sua morte com 52 anos. Em que tipo de amor você acha que se baseava a relação dos dois? Um dos principais motivos que leva atualmente os casamentos a durarem tão pouco é a queima das etapas num relacionamento. Segundo a bíblia,

a maneira de Deus é: um bom período de amizade (no mínimo seis meses) um bom período de namoro (no mínimo seis meses), um bom período de noivado (no mínimo seis meses) e, então, ir ao casamento. Hoje, temos visto as pessoas em uma noite se conhecerem, namorarem, e terminarem na mesma noite em uma cama e, às vezes, no mesmo mês já morando juntos. Quantas pessoas me dizem no aconselhamento matrimonial: “Mas eu não sabia que ele era assim”, outro me diz: “Não dá mais para aguentar ela!” O que passa é que só ficaram realmente conhecendo verdadeiramente aquela pessoa, seu temperamento e suas manias depois de casados, e por quê? Porque queimaram as etapas. Se tivessem desenvolvido um bom período de amizade, teriam descoberto mais coisas e bem provável que nem teriam chegado ao namoro, ou, se não pudessem perceber durante a amizade, tornar-se-ia mais claro durante o namoro, que não daria certo e o melhor seria não ir em frente, causando um trauma maior no futuro. Mas é no noivado que se aprofunda a identificação, os ajustes dos objetivos incomuns e o planejamento do casamento propriamente dito. Quais são os sinais de alerta que mostram que não vão ir muito longe no casamento?”

Posso afirmar, pela experiência em aconselhamento de família, que 80% dos casamentos que não deram certo poderiam ter sido evitados se os namorados ou noivos tivessem observado alguns sinais de alerta, entre eles: a) Ciúmes e sentimento possessivo, que interferem excessivamente nas amizades que o outro já possuía antes de começar o namoro; b) Pressa pelo sexo, queimando, assim, etapas que iriam fortalecer e dar alicerce para um amor mais sólido e verdadeiro; c) Desrespeito e barreiras com os pais do noivo ou da noiva; d) Sinais de agressividade e descontrole no temperamento, com crises emocionais; e) E, principalmente a queima de etapas propriamente ditas. Segue-se, aí, uma regrinha básica: Continua na próxima semana. Bacharel em Teologia Formado em Administração de Empresas e Marketing Diretor do Ministério Cristo Vive Pós-Graduado em Gestão de Pessoas E-mail: vileladacosta@ministeriocristovive.org.br


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Balanço geral da Fearg/Fecis foi, enfim, positivo Evento apresentou aspectos negativos, mas apostou e teve grande êxito com a cultura e o comércio

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este domingo, 14 de julho, encerra a 35ª edição da Feira do Artesanato do Rio Grande e 18ª Feira de Comércio, Indústria e Serviços. Com grande estilo, embaladas pelo sucesso nacional do grupo Roupa Nova na noite de encerramento, as duas feiras somaram mais de 90 mil pessoas de público durante os dez dias, número aproximado baseado no levantamento que a organização liberou publicamente.

Os pontos positivos

Cultura local: O tradicional evento, que já acontece há 35 anos, provou estar engajado com a cultural local, através da contratação remunerada de bandas para se apresentarem nos palcos disponibilizados no entorno do Centro de Eventos, bem como sarais de poesia e teatro. Esta foi a tônica; o interesse da organização em promover os artistas locais, certamente uma lição de respeito e comprometimento para outros eventos privados que esperam que os músicos se apresentem de graça ou eventos públicos em que o Executivo pratica segregação por estilos musicais. Seiva da Terra: Lar do já tradicional festival, a Fearg/Fecis levou a premiação a sério e acabou recebendo grande público nas três noites. Além de remuneração relativamente generosa para os padrões do Município, os vencedores terão direito a gravação de música, que estará presente em disco comemorativo. Este estará à disposição do público na próxima edição das feiras. Diversidade: Ainda na música, os eventos culturais fomentados demonstraram que a cidade possui plenas condições de abrigar diversos estilos e que há públicos específicos para todos. Além das três categorias do Seiva da Terra, o palco Teatro promoveu a noite do hip-hop, trazendo os grupos ¼ Records, Thugs, Mr. Diones, Missão 21 Cruzeiros e Dirth South. O estilo que, para muitos, pode parecer não ter representatividade na Cidade, acabou trazendo para o evento centenas de fãs que já acompanham o trabalho destes rappers e outros que se sentiram atraídos pela profusão musical e lírica do estilo. É bom lembrar que este foi mais um dos gêneros musicais esnobados pela edição deste ano da Fejunca, festa organizada apenas com recursos públicos. Variedade de oferta: Como já é tradicional, a Fearg/Fecis é um chamariz de expositores de todas as cidades do Estado, oferecendo ao público rio-grandino alternativas em artesanato e comércio que faltam no Município. Estandes de órgãos de imprensa e cultura locais também estiveram presentes, cobrindo a festa e demonstrando à população seus serviços e predicados. Shows nacionais: Os critérios de avaliação para os shows

Por Matheus Magalhães

desta edição das feiras certamente foi muito mais democrático e abrangente do que aquele que rege outros eventos locais. A agenda foi aberta com Seu Jorge, que trouxe vasto público para a Arena de Shows. Em seguida, Péricles, o cantor de pagode que está em carreira solo, levou ao público, não menos expressivo, duas horas de seus maiores sucessos e simpatia. Estima-se que o show do Roupa Nova também seja de grande sucesso, sobretudo pelo encerramento do evento. Temática elaborada: Com o tema “Uma homenagem à cultura árabe”, as feiras apresentaram aspectos desta etnia, seja nas roupas típicas que adornaram as rainhas e representantes, seja na gastronomia. Um dos estandes mais exóticos foi o de doces árabes, trazendo o gosto da cultura homenageada para o evento. Gratuidade – Uma das tradições da Fearg/Fecis é a abertura dos portões das 16h às 19h em todas as segundas-feiras. Neste ano, não foi diferente e a iniciativa foi apreciada pela comunidade. É de destacar também o preço sensível do ingresso, frente a outros eventos locais, que cobram muito caro pela entrada.

Os pontos negativos

Falta de luz: Certamente um dos pontos mais negativos desta edição se deu pela falta de luz que ocorreu no dia 5. Esta ocorrência prejudicou severamente a organização do evento, que teve de cancelar e mudar a data da primeira noite do Festival de Arte e Cultura Seiva da Terra. Outros shows programados para a gastronomia, palco Acústico e palco Nossa Terra, Nossa Gente tiveram de ser movidos ou mesmo cancelados. Entretanto, o dano maior foi para os lojistas, que tiveram de assistir passivos à diminuição do público consumidor e a demora para que o problema fosse solucionado. Interdição da área gastronômica: Outro fato lamentável se deu pela interdição da gastronomia por ação da Vigilância Sanitária, no dia 2. As quatro lancherias presentes no local tiveram de fechar suas portas ao público, devido à confusão causada pelo sistema de gás instalado no pavilhão. A situação mostrou despreparo da organização e enorme negligência do Corpo de Bombeiros que expediu autorização sem checar com maior cuidado as condições do espaço. Frente a recente memória da tragédia em Santa Maria, é de espantar que uma cidade que organiza força-tarefa para investigar possíveis irregularidades em casas noturnas deixe passar uma situação desta natureza, em uma feira com estimativa de ser visitada por 100 mil pessoas. Relógios: A notícia surpreendeu: a coordenadoria de defesa do consumidor apreendeu 123 relógios falsificados em um estande. Palestras acerca da procedência dos produtos e a exigência da nota fiscal foram ministradas, mas faltou uma fiscalização mais rigorosa quando os estandes já estavam instalados. Fica a lição para a próxima edição da feira, apesar de ser

importante frisar que apenas um lojista apresentou este tipo de irregularidade. Estrutura defasada: O Centro Municipal de Eventos é a casa tradicional da Fearg/Fecis, mas passam-se os anos e os seus problemas persistem. Cedido pela Prefeitura Municipal, o espaço está velho, em péssimas condições estruturais e está esteticamente feio. Recentemente, foi formado um Grupo de Trabalho (GT) para o estudo de uma reestruturação do Centro. O mesmo pertence à Rede Ferroviária Federal e é cedido ao Município. Banheiros químicos: Diversas pessoas reclamaram do estado insalubre dos banheiros químicos instalados na feira.

Saldo foi positivo ou negativo?

A organização da Fearg/Fecis acerta o tom quando aposta no fomento da cultura local e o respeito com os artistas e talentos rio-grandinos. Neste quesito, a comunidade tem de dar parabéns para a iniciativa e é muito importante que o Executivo Municipal passe a adotar esta postura como um modelo para futuros eventos que vá patrocinar com cessão de patrimônio público e verba. No que tange ao comércio, a feira trouxe diversos estandes de artesanato, confecções, mobília e tecnologia, agregando uma diversidade maior e possibilitando o acesso a produtos e serviços que não fazem parte do itinerário do Município, uma vez que diversos lojistas e artesãos do Rio Grande do Sul e de outros estados estiveram presentes. É sabido que alguns dos problemas descritos acima são pontuais; a feira sofreu com a impérvia da condição climática e, sobretudo, com os problemas de estrutura do Centro Municipal de Eventos. Entretanto, situações como a interdição da gastronomia, venda de mercadorias falsificadas e, especialmente, a falta de luz são muito negativas e ferem a imagem de um evento que demonstrou grande potencial. Se estas lições forem aprendidas para as futuras edições, a feira só crescerá. Enfim, levantando os prós e contras e levando em consideração situações que fogem do controle da organização, é possível afirmar que o saldo foi, sim, positivo. A valorização da cultura, bem como o balanço com atrações de renome nacionais deram o tom certo para eventos desta natureza em Rio Grande. Sem dúvidas, outras festas têm muito a aprender com este modelo de sucesso. As atrações da Fearg/Fecis de 2013 superam os pontos negativos, mas é importante ressaltar que alguns problemas poderiam ser evitados e outros foram de alta gravidade, até mesmo colocando a vida dos presentes em risco. Por estes motivos, a Fearg/Fecis está no caminho certo para se tornar o maior evento cultural e de comércio do Município, mas a atenção em detalhes cruciais será bem-vinda para as futuras edições.


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Atendimento ineficiente dos Correios é alvo de reclamação de rio-grandinos Em teste feito pela reportagem, nenhum número ligado às duas principais agências da Cidade foi atendido por MATHEUS MAGALHÃES

Fotos: divulgação

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xistem muitas pessoas que defendem a privatização de determinados setores como uma alternativa para melhores serviços. No Brasil, dentre os órgãos estatais mais visados, estão os Correios, empresa que monopoliza o serviço de transporte e entregas de cartas, envelopes e mercadorias. Devido à falta de concorrência, o serviço desta estatal deixa muito a desejar e acumula críticas pelos usuários, que não possuem outra alternativa se não contratar o serviço ruim disposto pelo governo. No website Reclame Aqui, destinado a arquivar reclamações de usuários de serviços públicos e privados, os Correios somam cerca de 23.000 incidências. O número não é muito alto se comparado a outras empresas, mas um fato chama a atenção: destas 23.000, zero foram respondidas, uma vez que o site oferece para as empresas um canal de contato com os consumidores que registraram suas reclamações. Este fator deixa claro que os Correios, com sua proteção estatal e monopólio, não parecem se importar com a insatisfação de seus consumidores. Dentre as reclamações, as mais comum constam da demora da entrega – o que ocasiona atrasos em pagamentos de contas e recebimento de documentos importantes, extravio e o fato de os carteiros não visitarem as casas, forçando o consumidor a ir buscar a encomenda nas agências, sendo que parte do que pagaram pelo serviço seria pela conveniência de receber no endereço do destinatário. Em casos extremos, as encomendas são retornadas para quem enviou. Para agilizar este processo, os Correios oferecem um acompanhamento virtual das encomendas. Através de um código, o consumidor pode acessar um histórico de envio e transporte, que é atualizado para informar a situação do objeto em trânsito. Dois problemas práticos ocorrem neste processo: o rastreamento virtual não possui um sistema que registra a hora exata da saída dos carteiros para a entrega e, muitas vezes, nem mesmo lista a atividade. Este repórter, em um passado recente, esperou uma encomenda durante uma semana, sendo que o rastreamento virtual registrou a saída do carteiro para a entrega em um primeiro dia, entrega que não ocorreu por “motivos operacionais” – isto é, o objeto esteve em trânsito, na rua, e por algum motivo sem explicação não foi entregue – e nos dias seguintes, seguindo o prazo de três tentativas de entrega, o rastreamento não listou a atividade, levando a acreditar que o produto nem mesmo saiu da agência!

Mesmo com a modernidade, que oferece os mais variados serviços pela internet, o telefone surge como o meio mais eficiente para se conseguir uma informação em tempo real, sobretudo com o sistema desorganizado dos Correios. A reportagem do Folha Gaúcha fez um teste para saber a qualidade do atendimento por telefone das duas principais agências de Rio Grande. Para cada número, fizemos três tentativas. Em uma busca no website TeleListas.Net, foram identificados três números de telefone referentes a agência da General Netto. Em nenhum deles houve atendimento. O Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) Cidade de Águeda, responsável pelo atendimento em todo o Município no que tange a pacotes e envelopes volumosos, não apresentou resultados melhores: de dois números ligados ao CDD, um não foi atendido e outro não existe. O website Apontador.com, destinado a oferecer a localização e o contato de serviços públicos, em sua

página destinada à agência da General Netto, abriga uma baixa qualificação por parte de usuários, que reclamaram da falta de atendimento por telefone. Em uma das qualificações, um usuário relata que ligou cerca de 50 vezes em um dia, tendo retorno do atendimento em apenas quatro vezes, sendo que nestas os atendentes não puderam oferecer a informação ou colocaram no mudo. Na mesma página, outros quatro consumidores respaldam a reclamação sobre a falta de contato via telefone. Se o rastreamento virtual é confuso e ineficiente e o contato por telefone é de difícil acesso, fica a questão pertinente: como consumidores que não podem ir até as agências devido aos seus compromissos profissionais durante o dia podem se informar da situação de suas encomendas? Mesmo que pudessem, o serviço que pagam inclui o suporte ao consumidor, elemento que não está sendo respeitado em nosso Município.


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RIO GRANDE, de 13 a 19 de julho de 2013

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andre.zenobini@gmail.com

Por: André Zenobini

Aniversário Bella Boutique No dia 9 de julho de 2013 a loja Bella Boutique da

Teatro em Destaque A Cia. Teatral Era uma vez, dirigida por Marlon

Brito, tem se destacado no cenário estadual. Foi a equipe vencedora dos festivais de Arroio dos Ratos, Três Coroas e Itaqui Já no Festival Internacional de Teatro de Rosário do Sul, o grupo conquistou, de uma vez, onze prêmios das doze categorias. O grupo venceu: melhor espetáculo, melhor diretor (Marlon Britto), melhor ator (Bruno Acosta), melhor atriz (Lara Lago), melhor ator coadjuvante (Leano Jensen), melhor atriz coadjuvante (Ludmila Maioli) cenografia, iluminação, trilha sonora, figurino e o júri popular, além das indicações nas categorias maquiagem e para a atriz coadjuvante (Luiza Dalbosco). Parabéns pelo trabalho.

Proprietária Michele Naconechny completou um ano na Cidade do Rio Grande e para comemorar este grande sucesso a loja realizou um coquetel de comemoração. Confira alguns flashws desta comemoração.

Ex-Alunas Santa Joana d’Arc A Associação de Ex-Alunas Santa Joana d’Arc, do

Colégio Bom Jesus Joana d’Arc, tem nova diretoria desde o dia 12 de junho. Assumiu a presidência a ex-aluna Marilúcia Gaspar Farias, que será assessorada pela vice-presidente Angela Beatris Vitória. Ainda compõem a diretoria as secretárias Lucy Ennes Cardone e Maria Helena Magalhães e as tesoureiras Neusa Ribeiro Costa e Eda Maria Santos Henriques. Os departamentos serão coordenados por Wlady Aguiar dos Anjos, Laci Martins Baldino, Maria Isabel Xavier da Silveira e Vera Maria Coimbra Hiltl. A presidente do Conselho Deliberativo é Ivette Delfino Guimarães.

Teatro II O grupo cênico da Escola Helena Small apresen-

tou seu mais novo espetáculo “Noite de Esquetes parte 2 - Eu sei, sempre soube e sempre saberei o que vocês fizeram no semestre passado”. A peça conta com vários esquetes teatrais, e uma peça Teatral “Os jovens e as Drogas“, além de textos de Luis Fernando Veríssimo. O grupo há três anos se reúne todos os sábados, com uma preparação de oficina, trabalhando desde a concentração até a construção de personagens. A direção do grupo e do espetáculo é de Vinicius Diniz.

Quase no TCC Verônica Marandini já está rumo a Frederico

Westphalen, para a defesa de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). É a última etapa para que ela conquiste o título de Relações Públicas. Verônica estuda no campus de Frederico Westphalen da Universidade Federal de Santa Maria. Todos torcemos por ela e, com certeza, este colunista irá embarcar para conferir a colação de grau.

Presidente na Fearg Esteviveram visitando os pavilhões da 35ª Feira de Artesanato do Rio Grande e 18ª Feira do Comércio Indústria e Serviços, o presidente da Câmara Municipal de Vereadores Renato Mattos Gomes (Renatinho), o presidente da Câmara de Comércio Renan Lopes e o empresário Clóvis Klinger. Eles participaram de um coquetel que estava sendo realizado em um dos estandes das feiras.

Tecon recebe Prêmio da ADVB/RS No último dia 8 de julho, Paulo Bertinet-

ti, diretor presidente do Tecon, recebeu o prêmio de Destaque Serviços de Suporte à exportação, na 41º edição do Prêmio Exportação RS promovido pela ADVD/RS. O evento teve como tema a Valorização da Competitividade da Cadeia na Internacionalização, Desenvolvimento e Resultado das Empresas no Mercado Exportador.

Café Colonial As Amigas do HU estão organizando um Café Colonial. A primeira edição será

no dia 3 agosto às 18 horas, no Salão Nobre da Câmara de Comércio do Rio Grande. O buffet contará com variedades de pães, doces, salgados e bebidas típicas. A organização do evento é por conta das próprias Amigas, em prol do Hospital Universitário. Os ingressos, no valor de R$35,00 por pessoa, poderão ser adquiridos com as Amigas. Mais informações pelos telefones: (53)9952.5102, (53)9962.6600, (53)8421.9768 ou (53)9123.3100.

Varal Cultural Ainda na Fearg/Fecis, Vania Oliveira, do Berga-

mota Cultural, conseguiu realizar uma bela exposição, que tem chamado a atenção dos visitantes das feiras. A mostra é realizada junto ao palco Nossa Terra, Nossa Gente, próximo à entrada da Buarque de Macedo. Parabéns a ela pelo trabalho.

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Como pedir um aumento salarial?

ntes de chegar à sala do seu chefe e pedir um aumento salarial, é importante verificar se a empresa possui uma política de plano de carreira, pois, se ela possuir, é preciso se informar como funciona e quais são os critérios para promoções e aumentos. Se este não for o caso, se não houver um plano estruturado para crescimento dentro da organização, é preciso seguir algumas dicas na hora de solicitar o desejado aumento. Em primeiro lugar, é importante avaliar a situação da empresa. A empresa está solidificada e em um bom momento para que o meu salário possa ser aumentado? Qual a situação financeira da empresa? Se a organização estiver passando por dificuldades ou momentos de crise, este não é o momento ideal e você ainda corre o risco de ficar mal visto. Caso a empresa esteja num momento ok, preocupe-se em escolher um momento adequado para a conversa. O ideal é quando o ambiente estiver mais tranquilo e calmo, sem tantas tarefas. Se você está sendo elogiado e reconhecido pelo seu chefe, pares e subordinados, também é uma boa ocasião para a conversa. Lembre-se de não enrolar na conversa, vá ao ponto e não misture outros assuntos junto com a questão do aumento salarial.

Outro aspecto importante a considerar antes desta conversa é pesquisar como anda o mercado. A remuneração que o mercado paga é similar a minha? Como está o meu salário comparando ao mercado? Além disso, é relevante ter uma proposta em mente, qual o valor que seria justo para esse reajuste? Porém, permaneça aberto para negociar. Evite cometer gafes que podem comprometer o seu objetivo: blefar dizendo que você tem uma proposta melhor é um tiro que pode sair pela culatra. É possível que o seu chefe lhe deixe ir mesmo, você pode se dar mal. Não se compare com colegas, cada um tem a sua forma de trabalhar e suas próprias metas, este não é um bom argumento. Além disso, assuma a responsabilidade pelo seu sucesso. Argumentos como “você não aprecia o meu trabalho” ou “a empresa não me reconhece” não são válidos. Aja com maturidade e profissionalismo. É compreensível que você queira comprar sua casa, um carro ou pagar a faculdade, mas motivos pessoais tampouco são bons argumentos na hora de solicitar um acréscimo no seu salário. Havendo aumento de desempenho, o aumento de salário pode ser solicitado! Pergunte-se: Sou produtivo? Meu de-

sempenho se destaca como acima da média? Estou fazendo além da minha obrigação? Contribuo com a equipe, minha liderança e área? Durante a sua argumentação, mostre o valor que você traz para a empresa e os resultados que entrega, de preferência em números. Você só será merecedor de um aumento se entrega além do estabelecido para você, vai além das expectativas que recaem sobre você. Não chegar atrasado e não faltar fazem parte da sua obrigação, não são argumentos válidos. Pense em fazer uma lista com os resultados que já entregou para estar bem preparado para a argumentação. Ao final, se obtiver a resposta positiva, agradeça e continue se superando e entregando o seu melhor. Não se esqueça de continuar mostrando que a empresa tomou uma decisão certa ao lhe conceder um reajuste. Se a resposta obtida for um não, mantenha um bom trabalho para tentar novamente em outra oportunidade. Aliás, aproveite a ocasião para questionar o seu chefe o que você precisa fazer e em quanto tempo, para conquistar o aumento. Caso a resposta do seu chefe seja um não definitivo, hora de ajeitar o currículo e vislumbrar novas possibilidades no mercado!


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Presidente da Petrobras Biocombustível reafirma investimentos Os desafios de Eike Batista

Petrolífera de Eike sofre novo revés em planos de exploração Brasil aposta em satélite e cabos óticos para segurança da internet


Ethanol Summit: Presidente da Petrobras Biocombustível reafirma investimentos para expansão da produção de etanol

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Petrobras Biocombustível investirá US$ 1,9 bilhão para elevar a produção de etanol nos próximos anos. A afirmação é do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, durante o Ethanol Summit, realizado nesta quinta-feira (27/6), em São Paulo. “Neste ano, já estamos investindo mais de R$ 1 bilhão para a expansão da produção e para a qualidade de nossas usinas. Encerramos o ano passado com moagem de 21 milhões de toneladas de cana e trabalhamos para atingir 25 milhões em 2013”, destacou. Rossetto informou que a meta da Companhia é participar de 15% do mercado nacional de etanol em 2017, e que a estratégia de expansão se dará por meio de três estratégias: expansão de capacidade instalada, novos projetos e aquisições. “Compartilhamos gestão em três grupos empresariais (Guarani, Nova Fronteira e Total), participamos da gestão de nove usinas de etanol aqui no Brasil e vamos continuar expandindo esses investimentos”. O presidente ressaltou que um dos projetos em curso é a expansão da usina Boa Vista, da Nova Fronteira, localizada em Goiás. “Tínhamos no ano passado capacida-

de de moer 2,5 milhões de toneladas e, neste ano, já estamos moendo 4 milhões de toneladas”, informou Rossetto, acrescentando ainda que a produção deve ser ampliada também com a implantação da usina comercial de etanol de segunda geração em 2015. Para o presidente, as energias renováveis fazem parte de uma agenda definitiva na Companhia. “A Petrobras reafirma por meio no seu Plano de Negócios e Gestão que a agenda de bicombustíveis é definitiva e crescerá ao longo dos últimos anos. No Brasil, biodiesel e etanol são combustíveis complementares ao diesel e à gasolina, e trazem qualidade à matriz energética brasileira”, ressaltou. O executivo participou da plenária “Cenários 2020: Por que Investir no Setor Sucroenergético?”, no Ethanol Summit, considerado o principal evento realizado no Brasil com foco em energias renováveis, particu-

larmente as que originam da cana-de-açúcar. O evento é realizado a cada dois anos pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Fonte: Agência Petrobras

Produção de petróleo e gás natural em maio A Petrobras informa que bateu, no último dia 18 de maio, novo recorde de produção no pré-sal, com 322 mil e 100 barris de petróleo por dia (bpd). Esse volume foi 11 mil barris por dia superior ao recorde anterior, alcançado em 17 de abril, quando a produção havia chegado a 311 mil e 500 bpd. Além dos bons números do pré-sal, outra boa notícia foi o recorde registrado em maio na produção da companhia no Espírito Santo, que atingiu a média mensal de 322 mil e 700 bpd, superando o recorde anterior, ocorrido em dezembro de 2011. A produção de petróleo (óleo, mais líquido de gás natural - LGN) de todos os campos da Petrobras no Brasil, atingiu, em maio, a média de 1 milhão 892 mil barris por dia (bpd), volume 1,7% abaixo do produzido em abril (1 milhão 924 mil barris). Incluída a parcela operada pela empresa para seus parceiros, a produção exclusiva de petróleo no Brasil chegou a 1 milhão 942 mil bpd. Essa queda foi compensada, em parte, pela contribuição crescente das áreas do pré-sal, que tem se somado aos resultados consolidados da produção. A produção total (petróleo e gás natural) dos campos nacionais em maio foi de 2 milhões 267 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), volume 2,1% menor que o extraído no mês anterior. Incluída a parcela operada pela Petrobras para empresas parceiras, o volume total produzido foi de 2 milhões 359 mil boe/d. Somado à produção da empresa no exterior, o volume total de óleo mais gás natural produzido pela Petrobras atingiu, em maio, a média de 2 milhões 500 mil boe/d, 2% abaixo da produção total de abril.

Paradas programadas

O decréscimo no volume produzido decorreu de paradas programadas para manutenção das plataformas P-25 e P-31, instaladas no campo de Albacora, na Bacia de Campos, e do FPSO Cidade de Angra dos Reis, que opera no projeto-piloto do campo de Lula, na Bacia de Santos. A parada programada no FPSO Cidade de Angra dos Reis ocorreu em paralelo à da Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba - UTGCA - para adequação da planta, que permitirá o processamento da crescente produção de gás, mais rico, proveniente do pré-sal. Essa parada permitiu, também, a inspeção preventiva e rotineira das caldeiras e vasos de pressão da planta de processo do FPSO, que já voltou a operar normalmente. Produção de gás natural A produção de gás natural - sem liquefeito - dos cam-

Os desafios de Eike Batista

Ele já foi considerado uma das figuras mais importantes do País e um dos homens mais ricos do mundo, figurando entre os grandes da lista da Forbes. As empresas de Eike Batista passam por uma grave crise de confiança, levando o empresário a ter que vender partes do conglomerado de negócios que construiu. Ex-marido de Luma de Oliveira, Eike Batista é empresário e midiático na mesma intensidade. Das revistas de fofocas até os grupos de discussões mais importantes da economia nacional, Eike tem retirado seu nome das empresas X para conseguir salvar os negócios e continuar bilionário.

Petrolífera de Eike sofre novo revés em planos de exploração

pos da companhia no Brasil alcançou 59 milhões 722 mil metros cúbicos por dia, volume 2 milhões 702 mil metros cúbicos abaixo do realizado em abril, devido à parada do campo de Mexilhão concomitante à parada da UTGCA, em Caraguatatuba. A produção total de gás no Brasil, incluída a parte operada pela empresa para seus parceiros, foi de 66 milhões 349 mil metros cúbicos por dia, mantendo-se nos mesmos níveis de abril. Produção no exterior A produção total de petróleo e gás natural no exterior, em maio, foi de 233 mil e 345 boe/d, correspondendo a uma redução de 1,3% em relação ao mês de abril. Desse total, foram produzidos 144 mil e 303 barris diários de petróleo, com uma diminuição de 1,7% na comparação com o mês anterior. A produção internacional de gás natural chegou a 15 milhões 128 mil metros cúbicos/dia, 0,6% abaixo do volume produzido em abril. A queda na produção internacional decorreu, principalmente, da parada para manutenção na plataforma de Nakika, no Campo de Coulomb, nos EUA. Informação à ANP A produção total informada à ANP foi de 9.040.864,09 m³ de óleo e 2.169.168,76 mil m³ de gás em maio de 2013. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora. Fonte: Agência Petrobras

Em meio a uma grave crise de credibilidade, a petrolífera OGX, do grupo do empresário Eike Batista, parece ter sofrido um novo revés em seus planos para levar adiante recém-anunciados projetos de exploração na área de petróleo e gás. No último dia oito, a OGX anunciou estar negociando parcerias para explorar os blocos que arrematou sozinha na 11ª rodada de leilões de petróleo e gás, realizada em maio. O anúncio foi feito semanas antes do prazo final para a empresa apresentar para a Agência Nacional do Petróleo (ANP) as garantias financeiras pelas áreas arrematadas nesse leilão - e dava a entender que a parceria ajudaria a conseguir tais garantias. Mas uma declaração feita em Londres pela diretora da ANP, Magda Chambriard, parece descartar essa possibilidade. “A regra diz o seguinte: não é possível ceder o direito (de exploração para parceiros) antes de

assinar o contrato. Qualquer coisa em relação à cessão de direitos tem de ser feita após a assinatura de contratos. Houve uma oferta baseada em uma participação e aquela proposta tem de ser honrada daquela forma”, disse Chambriard, em entrevista à BBC. “Nesse momento eles (a OGX) não têm licença (de exploração) nenhuma, apenas uma expectativa de direito. Para eles terem a licença vão ter de submeter a garantia financeira e assinar o contrato. A partir do momento que assinarem esse contrato, aí sim podem buscar parceiros”, havia explicado em uma entrevista coletiva, pouco antes. “E se não forem capazes de submeter tais garantias, o que vamos fazer é chamar o segundo lugar (no leilão).” Segundo Chambriard, a ANP quer fazer uma “assinatura simbólica” dos contratos da última rodada de leilões no dia 6 de agosto. Mas poderia flexibilizar esse prazo em alguns dias para companhias que tenham “dificuldade de apresentar as garantias”. “Não vou prejudicar uma companhia ou outra por causa de uma semana ou quinze dias”, afirmou.

Crise da OGX

Mergulhada em uma grave crise de credibilidade desde o anúncio de inviabilidade comercial de quatro dos campos de petróleo que explorava na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, a OGX viu seu valor despencar nas bolsas de valores nos últimos dias e está tendo de lidar com endividamento e falta de recursos para investir. Pelo direito de explorar as dez áreas conseguidas no leilão de maio, situadas em bacias no Ceará, na foz do rio Amazonas e no rio Parnaíba, a empresa precisaria depositar R$ 377 milhões em bônus (pagamento para assegurar a licença). Além disso, para explorar tais blocos, também teria de fazer um investimento mínimo de R$ 2,6 bilhões. “A companhia está trabalhando na solução para garantir o programa exploratório mínimo dos blocos arrematados e acredita ter condições de apresentar essas garantias”, afirmou a OGX, em comunicado na segunda-feira. “Como é prática na indústria do petróleo, negocia parcerias para os blocos que arrematou sozinha”, completou. Questionada sobre se haveria alguma preocupação com a capacidade da OGX de apresentar as garantias no dia 6, Chambriard foi enfática: “Se ela não assinar o contrato, outra assina.” A diretora da ANP também negou, em entrevista à BBC, que haja apreensão sobre a possibilidade de os problemas da empresa de Eike Batista contaminarem as perspectivas do mercado sobre o setor petrolífero brasileiro. “As oportunidades brasileiras estão chamando a atenção do mundo todo. Em todo o mercado seja ele de automóveis, bebidas ou brinquedos há companhias que dão certo, outras que dão errado, empresas grandes que viram médias e médias que viram pequenas. Isso faz parte do jogo”, disse. “Eu não atuo no mercado financeiro. Sou uma profissional do setor de petróleo. Quando o Brasil crescia 7,5% todos os analistas diziam ‘esse crescimento não é sustentável’. Depois, com 1%, também reclamaram. Esse humor do mercado é uma coisa muito volátil e nós somos uma indústria de médio e longo prazo.”

Pré-sal

Chambriard esteve em Londres para promover a 1ª Rodada de Leilões do Pré-Sal, que será realizada em outubro e na qual será ofertado o campo de Libra, na bacia de Santos. Será o primeiro leilão realizado sob o chamado “regime de produção compartilhada”, aprovado em 2010, que garante a presença da Petrobras em todas as jazidas e amplos lucros para o Estado sobre a produção do pré-sal. A expectativa é que Libra seja capaz de produzir de oito a doze bilhões de barris de petróleo, o que transforma o campo na maior descoberta de petróleo na história do País. Segundo a diretora da ANP, ele poderia começar a produzir em cinco anos e chegar a uma produção de um milhão de barris por dia em pouco mais de dez anos. “O que estamos ofertando é muito especial. Não há nada parecido no mercado”, disse Chambriard. Pelas novas regras, a Petrobras explorará um mínimo de 30% do campo e os outros 70% serão levados a leilão. De acordo com a ANP, o governo terá uma participação total de 75% na receita do projeto. Isso incluiria 40% do lucro do petróleo - o que sobra do valor de cada barril, quando são descontados os custos de produção e royalties -, R$ 15 bilhões em bônus que o consórcio vencedor terá de pagar de antemão pelo direito de exploração e o imposto de renda e contribuições sociais que incidirão sobre o projeto. Também há regras quanto ao conteúdo nacional do projeto (percentual mínimo de componentes nacionais que devem ser usados na operação), que teria de ser de 37% na fase de exploração, 55% na fase de desenvolvimento até 2021 e 59% depois desse ano. A expectativa, segundo Chambriard, é que a exploração do campo de Libra e do pré-sal em geral ajude a ativar amplos segmentos da indústria brasileira e do setor de serviços de alto valor agregado, contribuindo para uma mudança estrutural na economia do país no médio e longo prazo. “Em média 50% dos bens e serviços que vamos usar (nesses projetos) terão de ser adquiridos na indústria local. E vamos precisar de plataformas de águas profundas, equipamentos sofisticados. Isso significa uma (oportunidade de) inserção tecnológica importante para o Brasil”, opina. “Também teremos a obrigação de investir 1% do faturamento bruto desses campos em pesquisa e desenvolvimento. Nos últimos 15 anos investimos US$ 3,5 bilhões (R$ 7,9 bilhões) nessa área. Nos próximos dez anos, serão dez (bilhões).” Fonte: BBC Brasil/ Folha de São Paulo/Portos e Navios/G1/


Portos paranaenses terão sistema de monitoramento eletrônico A Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) acaba de implantar um sistema que permite o monitoramento, em tempo real pela internet, dos totais embarcados nas balanças de fluxo dos terminais interligados ao Complexo Corredor de Exportação. Através do portal é possível acompanhar a medição dos produtos que estão sendo embarcados nos navios e a recepção de carga nos terminais. O portal, que foi desenvolvido por técnicos da Appa e da Celepar, atende a uma determinação da Receita Federal e dá mais transparência ao sistema de embarques, garantindo a exatidão dos números informados, além de ser capaz de avisar, em tempo real, possíveis falhas ou panes no sistema de embarque. O sistema de monitoramento vai facilitar a programação de navios uma vez que a visão dos estoques de cada terminal estará mais clara. Além disso, a produtividade de cada terminal poderá ser medida, pos-

sibilitando correções do fluxo de embarque quando estiver fora dos padrões estabelecidos. Os terminais integrados ao corredor terão acesso ao portal Infoger através de senha registrada pelo CNPJ. Antes desta ferramenta, os estoques de cada terminal eram informados durante as reuniões de atracação, realizadas diariamente em Paranaguá. Com base nestes dados eram estabelecidas as quotas diárias de caminhões liberados para descarregar no porto, com como a programação dos navios. Ao todo, sete terminais privados e dois públicos estão interligados ao Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá. Um complexo que soma 32 quilômetros de esteiras rolantes interliga os terminais aos shiploaders que abastecem os navios. Na saída de cada um dos terminais, existem balanças instaladas nas esteiras, que fazem a aferição da carga que está sendo embarcada nos navios. Fonte: Guia Marítimo

Brasil aposta em satélite e cabos óticos para segurança da internet O governo trabalha em três frentes para tentar garantir a privacidade e a segurança da internet no país: o lançamento de um satélite brasileiro, a construção de dois cabos submarinos e a instalação de um Ponto de Troca de Tráfego (PTT) internacional - centro dados em que todas as estradas da internet se encontram. Mas, apesar de minimizarem os problemas, para especialistas não há garantia de que as medidas acabem com a vulnerabilidade da internet porque trata-se de uma rede mundial. A iniciativa mais adiantada é o lançamento do satélite. Até o fim do mês deve ser divulgado o nome da empresa que vai fornecer o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), e a expectativa é de que ele seja lançado em meados de 2015. A Telebras e a Embraer formaram uma parceria e criaram a empresa Visiona Tecnologia Espacial. Ela fez uma licitação internacional para fornecimento do sistema de satélite, e três empresas foram pré-selecionadas: a Mitsubishi Electric Corporation-MELCO; Space Systems/Loral; e Thales Alenia Space. A proposta é a construção de dois cabos submarinos de fibra ótica pela Telebras em parceria com outras empresas privadas nacionais ou internacionais. O modelo poderá ser o mesmo utilizado para o lançamento do satélite. O primeiro deles fará a ligação Fortaleza-Caribe-Europa, e o outro, Uruguai-Brasil-África-Europa. O centro de dados, chamado de PTT internacional, deve-

rá ser instalado em Fortaleza. Atualmente o país só conta com pontos de trocas nacionais. Os PTTs internacionais em operação estão instalados em Estados Unidos, Japão e Europa - são por eles que passam todas as informações dos usuários de internet brasileiros, quando vão acessar qualquer site cujo provedor esteja em outro país: por exemplo, ao conectar-se ao Facebook ou ao Google, está fazendo uma conexão internacional para os EUA. Violação de dados já é crime O governo quer ainda incentivar a construção de anéis óticos na América do Sul para tentar evitar que o trá-

fego de dados da internet precise passar pelos EUA. O primeiro a ficar pronto foi em Santana do Livramento (RS), no mês passado, com a interconexão da estrutura de fibra ótica entre o Brasil e o Uruguai, parceria entre a Telebras e a Antel, empresa de telecomunicações uruguaia. Está sendo negociada a parceria com os governos da região, a próxima é a ligação entre as redes da Telebras e da empresa argentina Arsat. Para uma fonte do governo, as medidas não vão assegurar totalmente a segurança, mas ou o país se isola do mundo ou haverá sempre o risco de invasão da internet. Um especialista do mercado concorda. Ele disse que espionagem é crime, coisa de ladrão. Ele defende um trabalho conjunto em várias frentes, inclusive com cláusulas de sigilo nos contratos. O ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros disse que já existe penalidade prevista no artigo 5º da Constituição para quem viola dados, que é reclusão de dois a quatro anos e o pagamento de multas. Mas isto somente para a empresa que estiver instalada no país - uma vez que não se pode processar uma companhia estrangeira. “A exigência de ter o Ponto de Troca ajuda porque garante que a empresa possa ser penalizada pela lei brasileira, mas não garante a segurança e a privacidade. A segurança será sempre violável em termos tecnológicos”, disse ele. Fonte: DefesaNet

Rolls-Royce fecha contrato de R$ 38 milhões com estaleiro brasileiro Na quinta feira (04/07), a Rolls-Royce informou o fechamento do contrato de cerca de R$ 38 milhões com o estaleiro Aliança S/A Indústria Naval e Empresa de Navegação, uma subsidiária da Fischer Group, e o armador Asgaard Navegação S.A. O acordo prevê o projeto e o fornecimento de equipamentos para duas embarcações offshore da Asgaard. Os navios OSRV, modelo UT 535 E, possuem sistemas projetados para evitar danos causados por derrames de óleo e têm a capacidade de transferir o óleo

recuperado para o descarte adequado em terra. O presidente da Rolls-Royce na América do Sul, Francisco Itzaina, destacou que a encomenda marca a continuação de uma longa cooperação entre a Rolls-Royce e a Aliança, que ressalta a força e a capacidade do Grupo britânico no mercado brasileiro. Além do projeto das embarcações, o contrato compreende a entrega de pacotes de equipamentos, incluindo sistemas de propulsão, propulsores, sistemas de posicionamento dinâmico, sistemas de energia elé-

trica, sistemas de automação e controle, maquinário de convés e motores MTU. O estaleiro Aliança pertence à CBO (Companhia Brasileira de Offshore) e já havia construído dez embarcações projetadas pela Rolls-Royce para a própria frota da companhia. Os navios da Asgaard têm previsão de entrega para 2015, e o acordo ainda contempla a construção de duas embarcações adicionais. Fonte: Guia Marítimo


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É, Brasília, tremei...

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notado o total medo que ronda as rodas políticas. O ex-Presidente Lula está completamente afastado do cenário político. Por dolo ou culpa, não sei, mas sumiu. Vez por outra aparece, assim meio que de relance, dá um ‘pitaco’ e se recolhe. Vai saber o que se passa na cabeça da velha raposa. Mas esse não é meu espaço de fala de hoje. Há alguns anos conheci o gosto pela leitura da história política do Brasil, em especial os fatos que culminaram com o suicídio de Getúlio Vargas e os posteriores que conduziram ao golpe de 1964 e as externalidades que daí derivaram. Dessas leituras, notei que a eleição do local para a construção de Brasília não se deu por questões meramente geográficas, como, aliás, sempre lecionaram de maneira tendenciosa durante meus anos de educação formal, em plena época da ditadura militar. Antes, a eleição do local em que foi erigida Brasília se deu justamente porque era o meio do nada, com acesso a lugar nenhum, primeiro, porque ali era possível estabelecer uma grande obra, longe do controle de gastos de quem quer que fosse. Segundo, porque uma vez ali estabelecido o poder, somente circundaria os palácios a população diretamente ligada ao poder, ou seja, os servidores públicos que necessitaram mudar-se para Brasília para trabalhar. Terceiro, porque tudo o que acontecesse em Brasília estaria longe do conhecimento dos grandes centros urbanos, em especial Rio de Janeiro e São Paulo, em razão de que naquela época toda e qualquer forma de comunicação era, senão inexistente, totalmente precária. E lá, no meio do nada, com acesso a coisa alguma, totalmente isolada de comunicação com o resto do Brasil surgiu Brasília, imponente, na forma de um

avião. Majestosa. Cidade a ser conhecida. Porém, os tempos mudaram. A Capital Federal não é mais longe de tudo e de todos. É fácil chegar ou sair de Brasília. Mais fácil ainda, saber o que ali se passa e a ode da luxúria deixou de ser uma ilha. Se Brasília se afastou do Brasil, agora o Brasil chegou até Brasília. Não mais circundam os palácios apenas os servidores públicos. Agora, caminham pelas suas largas avenidas uma população heterogênea, ora totalmente desafeta do poder, ora servindo-se desse para, à margem da legalidade, sobreviver como verdadeiros parasitas. O rock de protesto dos anos 80 saiu de Brasília para o mundo. Dali surgiu a Legião Urbana e a Plebe Rude e seu rock ácido, com letras questionadoras e provocativas. As lentes da democracia se voltaram, de maneira definitiva, ao meu sentir, para Brasília, com o processo do impeachment de Fernando Collor. Vimos de Brasília, em tempo real, o Julgamento do Mensalão e agora vemos caminhar sob o teto do Congresso Nacional uma multidão em protesto, pisando num símbolo outrora épico, cenário de Ulysses Guimarães, de Paulo Brossard, de Mário Covas e tantos outros, na defesa da redemocratização. Agora vilipendiavam o reduto da corrupção para colocar em verdadeiro temor os Congressistas. É como que a população, ensandecida, dizendo aos seus governantes: “Não faz muito tempo que vocês fugiram de mim, agora eu vim atrás de vocês, para cobrar aquilo que seria natural, mas que vocês não enxergam”. É, Brasília, tremei. E tremei muito mais ainda porque não sabeis o que dizer ao teu povo, que clama por justiça social, por ética, por lisura, premissas básicas

que nunca conhecestes muito claramente. Reinventai-vos, Brasília. Redescobri-vos. Entendei que hoje não mais é possível sustentar esse discurso que, historicamente, fizestes de maneira vaga e imprecisa. Tomai teu lugar essencial no País. Não apenas como centro geográfico, mas como centro político. Conduzi-nos aos preceitos básicos de nossa República. Parai com os subterfúgios semânticos e enfrentai o anseio do teu Povo. Se não compreendeis o que ele fala, é porque não tendes razão existencial. Se não sabeis o que fazer, não adiantará essa discussão estéril de proposta de uma reforma política mediante plebiscito ou referendo, até porque, de maneira bastante cética, não imagino que as reformas que precisamos possam ser concretizadas mediante esse sistema legislativo autofágico que aí está. Virão, como já vimos outras vezes, tantas discussões político-ideológicas que creio que a ultrapassada briga entre capital e trabalho na doutrina marxista sucumbirá à necessidade básica da população por medidas concretas e efetivas e que essa atenção venha, ante a total falta de sensibilidade dos poderes legitimamente investidos, por meio de regimes excepcionais. A história não se cria. Ela se repete, de maneira adaptada. E, no meu sentir, está, justamente neste momento histórico, tangenciando perigosamente a paciência popular. Acautelai-vos e nos conduzi por dias tranquilos, sob pena de, desconhecendo-vos a vós própria e não mantendo qualquer interlocução com vosso povo, nos submergir, novamente, em dias negros de exceção. Enio Fernandez Junior Advogado e Professor Universitário.


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FOLHA GAUCHA

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Nando Ribeiro – Secretário Especial do Cassino A solução para o Cassino é a pavimentação das ruas, não resta alternativa!

s habitantes que fazem do bairro-balneário Cassino seu local de moradia durante todo o ano vivem, principalmente no inverno, momentos críticos com relação à locomoção nas ruas mais afastadas da Avenida. Em dias de fortes chuvas a situação se agrava ainda mais, deixando-as praticamente intransitáveis. Com as redes sociais, não é difícil encontrarmos imagens que mostram a situação dos moradores nessa época do ano e todos aguardam ansiosamente por explicações. Em virtude disso, a entrevista desta edição é com o Secretário Nando Ribeiro, que recebeu nossa reportagem, em sua sala, na sede da Secretaria Especial do Cassino. Ribeiro assumiu a titularidade da pasta em maio deste ano, quando a mesma era administrada pelo atual vice-prefeito Eduardo Lawson.

Por Rodrigo de aguiar

Fotos: Joaé Wotter

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FOLHA GAUCHA

FG: As ruas sofrem também por conta do entupimento de bueiros e outros locais para o escoamento da água. Desde o início da gestão foram realizados mutirões de limpeza? O que foi encontrado nestes pontos? NR: Na verdade muitos locais como estes não eram limpos há muitos anos, mas quando realizamos atividades com este objetivo encontramos os mais variados objetos ali jogados. Como exemplo podemos citar: colchões, cobertores, televisores velhos, pedaços de móveis e até animais mortos.

Folha Gaúcha: Quando o senhor assumiu a pasta, o que encontrou de maquinário à disposição? Nando Ribeiro: Quando assumimos a secretaria, encontramos uma retroescavadeira de propriedade da SEC e uma moto niveladora (patrola), que estava quebrada. Isso demonstra que o executivo quando assumiu no início do ano já encontrou este maquinário obsoleto. Diante deste problema não vimos outra solução, a não ser a locação de maquinário para a realização das obras emergenciais. Com a locação, incorporamos em nossa frota, por 15 dias, mais uma patrola e outra retroescavadeira.

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FG: Qual o preço pago por este aluguel? Não seria melhor investir esta verba na compra de maquinário próprio?

FG: Vem sendo feito algum tipo de conscientização dos moradores para evitar que problemas como estes se repitam?

NR: O valor gasto em um período de 15 dias chega a R$ 8.000,00 para cada uma, trabalhando cerca de oito horas por dia. A escolha por realizar a locação ao invés de compra de maquinário próprio se deu, principalmente, pela diferença de preço entre o aluguel e a licitação, além do tempo de espera ser menor. FG: O vem sendo feito pelo Executivo Municipal para minimizar este problema enfrentado pela SEC? NR: Cerca de seis milhões de reais serão investidos para a compra de maquinário pela Prefeitura e para nossa secretaria devem ser destinadas duas patrolas, duas retroescavadeiras, um caminhão para a manutenção elétrica e, quem sabe, uma caçamba. FG: A SEC conta, hoje em dia, com quantos trabalhadores para atender às demandas do bairro-balneário? NR: Atualmente a mão de obra da SEC conta com os serviços de apenados. A contratação de trabalhadores terceirizados esbarra na burocracia do setor público.

Secretário assumiu a titularidade da pasta em maio deste ano

Programa de Pavimentação Comunitária, onde uma grande parcela das vias será contemplada. Nossa ideia é pavimentar cada rua que dá acesso aos principais bairros do balneário. Assim, em direção ao ABC, a rua contemplada seria a Beira Mar, em direção à Vila do Camping, a Sérgio Daniel Freire e em direção ao Stela Maris, a Avenida Querência.

FG: Um assunto que não pode passar despercebido e que merece atenção especial tem relação com a atual situação das ruas do Cassino. O que será feito para melhorar este cenário?

NR: A situação das ruas de nosso balneário, além das condições climáticas da estação, tem relação com o grande fluxo de ônibus que transportam funcionários das empresas do Polo Naval. Diariamente cerca de 70 ônibus destroem o solo para embarcarem e desembarcarem passageiros. O que também influi para as más condições das ruas é o tráfego intenso de caminhões que transportam resina para a fabricação de detergente e desinfetante. Eles possuem como principal rota as ruas da Querência. FG: Se o ponto é este, o que deverá ser feito para amenizar? NR: Pretendemos realizar, junto aos empresários responsáveis, uma reunião para definir o trajeto que estes coletivos devem seguir. Nestas ruas em que circulam os coletivos, buscaremos firmar parcerias com as empresas para realizar a pavimentação dessas vias. FG: Nas ruas em que os ônibus não circulam e que estão afetadas, o que será feito? NR: Em caráter emergencial, iremos realizar a colocação de saibro tão logo a água baixe, e logo após, faremos uma parceria com a SMOV para a pavimentação das demais com unistein. A solução para o Cassino é a pavimentação das ruas, não resta alternativa! Almejamos realizar este serviço dentro do

NR: Estamos fiscalizando estes locais para buscar coibir estes tipos de ações e estamos usando esta atual situação para buscar conscientizar o morador dos problemas que podem ser causados pelo entupimento de bueiros. Outro ponto que merece destaque é a questão da coleta seletiva do lixo; aqui no Cassino esta modalidade vem encontrando cada vez mais participantes.

FG: Secretário, outro assunto que está gerando dúvidas e descontentamentos da comunidade é com relação à obra da nova rodoviária. O que pode se dizer sobre ela? NR: A rodoviária do Cassino já está praticamente toda pavimentada. Quando assumimos encontramos ela na areia, apenas com as estruturas erguidas. O lado direito da Avenida Atlântica receberá mais duas quadras de pavimentação e o lado esquerdo seguirá até o local conhecido como campo das bases. Construiremos também em um local próximo uma academia ao ar livre, semelhante a que encontramos na Avenida Rio Grande. Esperamos entregar a estrutura para o uso da comunidade, se as condições climáticas permitirem, no mês de setembro, mas não podemos afirmar com certeza. FG: Quem precisar falar com o senhor na secretaria, como deve proceder? NR: A comunidade tem prioridade no atendimento, quando não estou pela secretaria, alguém de minha equipe irá atender com toda a atenção e respeito o morador cassinense. Sempre busco ouvir as reclamações de todos, mas nem sempre é possível, diante de outros compromissos voltados para a melhoria de nosso bairro-balneário. As imagens mostram a situação enfrentada por moradores e motoristas em várias ruas do bairro-balneário


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Empresários apresentarão sugestões para minimizar problemas no lote 4 POR IQUE DE LA ROCHA

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Foto: Divulgação

presidente Renan Lopes, juntamente com os diretores Antônio Carlos Bacchieri Duarte e Wilson Rackow, reuniu-se, na Câmara de Comércio, com representantes da Petrobrás, Tecon e o secretário municipal de Segurança, dos Transportes e do Trânsito para levantar sugestões de melhoramentos no trecho do lote 4 da BR-392, que vai da Honório Bicalho até o entroncamento da Termasa/Tergrasa, enquanto não acontece a obra de duplicação, que poderá levar até quatro anos. Uma das possibilidades é a ligação da Valporto diretamente com a BR-392 para minimizar o problema existente no entroncamento com o bairro Santa Tereza e acesso à refinaria. Também foram sugeridas passarelas frente ao Polo Naval e definição de horários para passagem do trem, entre outras. A Câmara de Comércio marcará em breve uma reunião com a participação da Ecosul, América Latina Logística, ANTT, DNIT, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e SMSTT, quando um documento com as reivindicações será entregue aos representantes desses órgãos e empresas.

Educação em

Destaque Por Marisa Cleff

Quando e por que os professores devem usar L1 na sala de aula?

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ários são os fatores que deveriam levar o professor a recorrer à L1 em sala de aula, especialmente com crianças; pois quanto menor o nível linguístico do aluno, maior a recorrência à L1. Butzkamm (2003) defende que: “Using mother tongue, we have (1) learnt to think, (2) learnt to communicate and (3) acquired an intuitive understanding of grammar. The mother tongue opens the door, not only to its own grammar, but to all grammars, in as much as it awakens the potential for universal grammar that lies within all us. This foreknowledge is the result of interactions between a first language and our fundamental linguistic endowment, and is the foundation on which we build our Selves. It is the greatest asset people bring to the task of foreign language learning. For this reason, the mother tongue is the master key to foreign languages, the tool which gives us the fastest, surest, most precise, and most complete means of accessing a foreign language.” O ponto crucial neste uso é a quantidade de L1 usada. A L1 deve ser usada de forma comedida, sistemática e seletiva, e nunca de forma preguiçosa, comodista e ilimitada. Uma vez que o uso da L1 pelo professor é recorrente e ele traduz sempre em L1 o

que diz em L2, corre-se grande risco de que as crianças entendam que não precisam escutar em L2, pois a versão em L1 vem logo depois e, consequentemente, não necessitam atenção ou esforço para compreenderem o que está sendo comunicado em L2. Entre os motivos citados pelos teóricos e os que encontramos na relação com nossas salas de aula, achamos importante usar a L1 como recurso para: • Esclarecer o significado de conceitos difíceis de serem ilustrados por outros recursos, termos abstratos e palavras de difícil compreensão; • Garantir e verificar a compreensão dos alunos (checking questions); • Algumas questões de organização da sala de aula e do grupo, como negociações e acordos para as aulas; • Manter o fluxo de ideias e discurso; • Construir laços entre as crianças e professor; • Permitir que o aluno diga o que quer dizer, mesmo que tenha que recorrer à L1 para isso; • Explicar atividades a serem realizadas em L2. [Simone Sarmento (Org.) 163]. As crianças se sentem muito mais seguras quando entendem o que o professor pede, elevando a autoes-

tima e autoconfiança para desenvolver a tarefa em L2. Quando se usa L1, a probabilidade de se alcançar uma atmosfera mais favorável para a aprendizagem é maior. Para que as crianças possam reproduzir algo, elas precisam estar familiarizadas com o que se pretende que ela reproduza. Como irão dizer algo que nunca ouviram? Quando e por que os professores devem usar L2 em sala de aula? O objetivo do professor de L2 é justamente que a criança aprenda L2. Como ela irá aprender a se comunicar na L2, uma vez que ela e o professor não utilizam L2 na maior parte do tempo possível em aula? Os alunos precisam ser expostos à L2. Papa (1997), coloca que: “A aprendizagem de língua ocorre quando o aprendiz encontra oportunidades para se comunicar em situações sociais significativas para ele, tais que, as situações comunicativas vivenciadas fora de sala de aula. Se a negociação de sentido ocorrer em LE, o aprendiz estará tendo oportunidade de aprender como negociar e interagir com seu interlocutor naquela língua, estará vivenciando um momento comunicativo espontâneo de contextos fora de sala de aula.”


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Big Brother Somos vigiados vinte e quatro horas, não importa por onde andemos sempre tem alguém nós filmando. Não importa se somos avisados ou se, simplesmente, em qualquer lugar, tem uma câmera registrando tudo. Considero esse dispositivo uma das grandes sacadas dos tempos modernos. Quem não deve não teme, e vê essa inovação como algo positivo. Nos últimos tempos, roubos em estabelecimentos, acidentes de trânsito, brigas ou qualquer coisa do tipo, não ficarão impune, porque basta colocar o pé fora da porta da sua residência que lá estão elas, as câmeras, registrando tudo. Uma beleza, e aí, mais uma vez, quem não deve, não teme. Sempre tem alguém vendo suas atitudes e comportamentos, não estamos sós. Apesar da sociedade corrida em que vivemos, compartilhamos constantemente dos mesmos recursos.

Diga com quem andas... Conhecido ditado popular “diga-me com quem andas e te direi quem és” se aplica muito bem no dia a dia. Dificilmente coisas boas se misturam com coisa podre e, como água e azeite, cada um na sua. Podem até ser colocados no mesmo copo, que vão se manter separados. Assim são as pessoas, quem tem educação, respeito e princípio de família não cultiva amizade com qualquer um que venha desmoralizá-lo e causar constrangimento. Cuidado com as amizades, para que esse tradicional dito popular não venha a ser aplicado a ti. Crueldade ou defesa? Esta semana correu por todas as redes sociais a foto dos dois rapazes lutadores de MMA que estavam num bar em Santa Catarina e mexeram com uma moça que entrava no local e não contentes com a falta de respeito, um deles deu um tapa no rosto dela, resultando em uma briga generalizada causando o coma de um dos lutadores de MMA. Quando saíram as primeiras notícias, fiquei chocada e pensei que eram vítimas de uma gangue de covardes em agredir um atleta, mas quando vi o vídeo no Youtube, percebi que não eram tão inocentes e que aquele grupo estava defendendo a honra da namorada de um deles e enfrentaram com fúria. Algo inconcebível, que é o famoso “meter a mão” e ainda agredir, realmente sinto muito pela mãe desse rapaz, que por certo não esperava esse tipo de atitude do filho amado, que um dia sonhou e embalou nós braços. Parabéns Quero cumprimentar a empresaria Michele Bazanella, proprietária da Bella Boutique, que comemorou em alto estilo o primeiro aniversário da loja. Regada a boa música e com desfile de peças de alta qualidade e bom gosto, a festa contou com muita gente bonita, que passou por lá e aproveitou para adquirir produtos de alto conceito. Parabéns!

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Foto: Divulgação

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Conscientização Popular A força que emana do povo é algo lindo de viver. E finalmente é colocado em prática o que sempre ouvimos dizer: “Povo unido jamais será vencido” e a prova esta aí: mobilização geral em todas as categorias. Um basta nessa vergonha nacional, onde temos uns com tanto e outros sem nada. O povo está reagindo e mostrando a sua força e repudiando esse disparate social. O trabalhador ganha salário mínimo e com a força do seu trabalho move o País, enquanto os políticos fazem o mínimo e ganham grandes valores salariais e adquirem vantagens, como plano de saúde, auxílio moradia e outras tantas regalias. Finalmente o povo acordou.


moda urbana

www.modaurbanarg.blogspot.com Natalia Sauer

Tarde da Moda

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conteceu no domingo, 7 de julho, a Tarde da Moda, no CCMar, promovida pelo Grupo de Mãos Dadas e com desfiles de oito lojas, com produção desta colunista. A Boutique La Vie, parceira da coluna, apresentou algumas sugestões de looks para esta estação. Da moda casual à festa, a passarela ficou recheada de tons de dourado e verde, estampas geométricas e inspiradas na arte sacra. Confere aí:

Fotos: Eduardo Beleske


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o Jogo Jogo Virando o Virando Claudio Galarraga Zona Sul – Terá, de fato, três representantes na primeira divisão de 2014. O Brasil conseguiu a vaga antecipadamente, mesmo antes de decidir o segundo turno diante do Aimoré. Uma classificação mais do que justa, pela campanha que fez o Xavante, sempre encarando a competição com muita seriedade. Ganha, e ganha muito, o futebol gaúcho. Rio Grande – Formando um plantel, na minha opinião modesto, para a disputa da terceira divisão. Tomara que eu esteja enganado e que ao final de um dos turnos eu tenha que escrever aqui, assim como aconteceu com o São Paulo, que eu estava enganado. Parabéns – Aos torcedores, dirigentes, funcionários, atletas e simpatizantes do clube de futebol mais antigo deste País, Sport Club Rio Grande, pela passagem dos seus 113 anos, que serão completados no dia 19 de julho, dia do futebol. Decisão – Semana de decisão da Segundona.

Fecho a coluna sem saber o adversário do São Paulo, sabendo ao certo que o Leão vai decidir jogando a primeira em casa e a segunda fora. Prefiro um clássico diante do Brasil, pois rende mais financeiramente e chama muito mais a atenção de todos, por se tratar de um dos maiores clássicos do futebol gaúcho.

Colorado – Parecia que ia sobrar, diante do Vasco. Mas aí vieram os gritantes problemas defensivos. Tirando isso, do meio para frente parece que é um dos melhores desse campeonato e ainda com o D’Alessandro jogando sem marcação, fica muito fácil. O gringo é marrento, mas joga muito.

Liga de Veteranos – As chuvas que têm castigado a região obrigaram a Liga de Veteranos a transferir duas rodadas da competição. Com o calendário apertado, os jogos terão que ser realizados ao final do turno e se houver mais alguma transferência, certamente chegaremos ao final do ano disputando jogos. Não havendo feriados em meio de semana, as coisas ficaram complicadas para os jogos atrasados.

Pelotas – Assim como pretendem São Paulo e Brasil, o Pelotas também vai utilizar o segundo semestre para formar uma base visando ao Gauchão 2014. Paulo Porto estará no comando na Avenida Bento Gonçalves, enquanto que o Brasil e o São Paulo também têm nomes de respeito comandando o grupo de jogadores. Que em 2014 a zona sul possa ser destaque positivo. Acho que o caminho está correto.

Renato – Reestreia sem brilho do Grêmio no Campeonato Brasileiro, agora com novo técnico. Do meio para trás até me pareceu um time com muita disposição, só que os atacantes continuam sem vontade. É um absurdo ganharem o que ganham e não terem vontade de correr.

Saudação Especial – Jaime (Transportes Martini), Rudinei (Brigada Militar – S.José do Norte), Selmo Júnior, João Ferreira (TV Mar).

crjnovo@gmail.com

E até semana que vem...


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Uma qualidade reconhecida por quem faz parte Por Camila Costa

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verdadeiro reconhecimento vem com o tempo: a Academia Barra Solo sabe disso. No mês em que completa dez anos, a academia recebe homenagens de diversas formas, mas o maior reconhecimento vem dos próprios alunos que frequentam o local, principalmente dos mais antigos. Para eles, o prazer de fazer parte desta família , que é a Barra Solo vai além dos benefícios que a prática de exercícios físicos fornece à saúde e qualidade de vida. Durante os dez anos de atividades, muitos passaram pela academia, deixando um pouco da sua história. Alguns permanecem até hoje, enquanto outros foram chegando pelo caminho. Todos contribuem para que a história de sucesso siga crescendo e agregando novas pessoas a um grupo de alunos que aprende a encarar uma rotina de atividades físicas de uma maneira leve e descontraída. E para provar a qualidade da Academia Barra Solo, nada melhor do que o depoimento dos próprios alunos.

Janice Olinto – Pratica musculação. “Pratico musculação há dez anos, o que me proporciona saúde, além de bem-estar e bom humor.”

Ângela Beatris Vitória – Está na academia há dez anos e pratica hidroginástica. “A prática da hidroginástica me trouxe uma maior qualidade de vida, uma vez que a água me proporciona momentos de relaxamento total.”

Rita Furlanetto – Está na academia há quase dez anos e pratica hidroginástica “Vim por recomendação médica. Gosto dos colegas e professores e me sinto muito bem no ambiente da academia.”

Alessandra Soares – Está na academia desde 2009 e pratica ginástica. “Adoro a Barra Solo, pois os professores são muito animados, o que nos motiva a fazer os exercícios, além de os funcionários serem muito gentis.”

Jorge Kwecko – Está na academia há dez anos e pratica natação. “Pratico natação há 15 anos e estou na Barra Solo há 10. É um lugar que me proporciona um ambiente familiar, de alegria, amizade e uma ótima prática esportiva, indispensável para o dia a dia.”

Ângela Sopezki – Pratica hidroginástica Marina Zanotta – Pratica natação “ Faço natação há 5 anos. Gosto muito porque é divertido e é um dos esportes mais completos. Exige fôlego e ajuda no meu crescimento.

“A academia tem um ambiente agradável, com professores e funcionários excelentes e faz muito bem para a saúde.”


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Resenha da Semana por ique de la rocha

Empresários pedem ao prefeito agilização no trâmite dos processos - Após reunião no sábado passado com lideranças dos setores da construção e imobiliário, o prefeito Alexandre Lindenmeyer encaminhou o documento com sugestões recebido dos empresários para análise de sua equipe. A finalidade principal do documento é para que haja maior agilidade no trâmite dos processos nas várias secretarias da Prefeitura, principalmente na Coordenação e Planejamento (SMCP) e Meio Ambiente (SMMA). O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande, Hugo Santana, lembrou que o encontro teve a presença de outras entidades como a Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio Grande (Searg), Conselho Regional de Engenheiros (CREA), Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Câmara de Comércio e Sindomóveis, dentre outros. “Unificamos nossos interesses e percebemos que há possibilidade de mudanças para melhor fluxo dos documentos de investidores na Prefeitura do Rio Grande. Foi uma reunião de franco diálogo, com uma atenção diferenciada do prefeito conosco”, comentou Santana, que viu uma sinalização positiva do Chefe do Executivo para diversas questões reivindicadas pelas entidades e empresários presentes ao encontro, dentre eles investidores, loteadores e incorporadores.

Representante do Ministério dos Esportes conhece cursos da Funserg - Durante dois dias esteve na Cidade o representante do Ministério dos Esportes, Newton Koji Uchida, que é coordenador de Acompanhamento e Monitoramento da Execução de Projetos da Lei de Incentivo ao Esporte. Ele veio conhecer os projetos de atletismo e paratletismo desenvolvidos pela Fundação Sócio Cultural Esportiva do Rio Grande (Funserg), denominados, respectivamente, “Campeões Olímpicos” e “Campeões da Vida”. Recepcionado no Centro Esportivo do SC Rio Grande pelo presidente da Funserg, Emílio Louzada, e o coordenador técnico do projeto, Alexandre Antônio Dalla Vecchia, o representante do Ministério dos Esportes conheceu a estrutura oferecida aos atletas. Explicou que viaja por todo o País para monitorar os projetos que se utilizam da Lei de Incentivo ao Esporte. As empresas patrocinadoras destinam 1% do Imposto de Renda devido e esse valor é abatido em 100% no IR. Os projetos da Funserg conhecidos por Newton Uchida, que retornou nesta quarta-feira, 10, para Brasília, disponibilizam 200 vagas para o atletismo e 60 no paratletismo e tem o patrocínio do Badesul, Quip, Banrisul, Eletrobras e Corsan. Emílio Louzada destacou a importância da visita do representante do Ministério dos Esportes. “Viemos recepcioná-lo e mostrar não apenas as atividades em andamento, mas temos um novo projeto em elabora-

ção que chamamos de Atletismo II”, informou o presidente da Funserg, que também destacou o projeto do Centro de Referência Esportiva do Rio Grande, que beneficia cerca de 600 alunos da rede pública de ensino. Formação da rede multiplicadora – Por outro lado, o Centro de Referência Esportiva do Rio Grande promoveu mais uma importante atividade nesta sexta-feira, 12. Às 9h30, no Hotel Atlântico Cassino aconteceu mais um encontro de formação da Rede Multiplicadora de Esporte Educacional, dessa vez dirigido aos professores do Município. A formação é feita por representantes do Instituto Esporte Educação (IEE), presidido pela ex-atleta de vôlei Ana Moser. O Centro de Referência Esportiva do Rio Grande é um projeto da Funserg e conta com o patrocínio da Petrobras. Rio Grande recebe Encontro Regional do PMDB - Rio Grande recebe, no próximo dia 3 de agosto, às 9h, no Plenário da Câmara Municipal, o encontro regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O evento faz parte do programa “O PMDB Que Eu Quero” já visando às eleições do ano que vem. A ação dá sequência ao Planejamento Estratégico adotado pelo Diretório Estadual, em parceria com a Fundação Ulysses Guimarães (FUG), que lançou em junho, em Porto Alegre, a edição de 2013 do seu programa “O PMDB Que Eu Quero”. A série de 15 encontros regionais, que mobilizará o partido de todas as regiões do Rio Grande do Sul, tem como objetivo ouvir os correligionários sobre as suas expectativas em relação às eleições de 2014, bem como formalizar as sugestões de cada coordenadoria para o Plano de Governo. “O PMDB Que Eu Quero” é a segunda etapa do tripé que sustenta o planejamento estratégico, do qual também fazem parte os Encontros Microrregionais e o “Rio Grande que eu Quero”, previsto para ocorrer no segundo semestre do ano. Na primeira fase, mais de 500 encontros foram promovidos em todas as regiões do Rio Grande do Sul, quando os correligionários se reuniram para debater os rumos do partido e responder à pesquisa elaborada pela Fundação Ulysses Guimarães por meio de questionário. Paralisações - Ao comentar as manifestações reivindicatórias que estão acontecendo no País, o presidente do Sinduscon Rio Grande diz que “são momentos para também refletirmos sobre a alta carga tributária e o Custo Brasil, que dão impacto direto no bolso das pessoas e repercutem em necessidades básicas, como a conta de luz, da água. Os tributos engolem os salários do trabalhador e, o pior, os encargos sociais arrecadados não retornam para melhorar a vida do trabalhador. É preciso que haja melhor uso do dinheiro público e que os investimentos proporcionem retorno para uma condição de vida melhor dos brasileiros, que tenhamos um melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para Rio Grande. Precisamos de melhor qualidade de vida para todos. Eu quero isso para meu funcionário. Que ele tenha melhor poder aquisitivo, habitação, educação e saúde dignas. Infelizmente, no Brasil recebemos quase nada pelo muito que pagamos”. Hugo Santana salienta que “as greves e manifestações são um direito, mas não devem interferir na liberdade de ir e vir. Devemos, ainda, distinguir o clamor popular manifestado de forma espontânea das manifestações promovidas por centrais sindicais ou partidos políticos”.

Viva Vida Da compaixão... Como anda a nossa? Novamente a brilhante revista Bons Fluidos, em um de seus artigos, me inspira e espero que inspire também o coração de cada leitor amigo! Fazemos, a maioria de nós, uma boa confusão entre piedade e compaixão, mas não são a mesma coisa e nem o mesmo sentimento. Ter piedade por algo ou por alguém é sentir pena, sentir-se penalizado com o que viu ou escutou ou mesmo viveu. COMPAIXÃO é também sentir piedade, mas ir além... Fazer algo por aquela pessoa, animal ou situação!!! Vivi há poucos dias uma verdadeira compaixão por um homem caído ao chão em meu caminho, ao sair do Hiper, o que já foi bem divulgado na Carta do Leitor de nosso Agora e no artigo deste Folha Gaúcha no sábado passado, quando falamos nos “Seres Invisíveis!!!”. Já um grupo está se organizando, com a Secretaria de Ação Social, Procon e outras equipes(entre elas, eu e quem mais quiser!), para dar um basta neste “pecado mortal” que é a INDIFERENÇA ao sofrimento e dor alheios de qualquer terráqueo! (de qualquer ser vivo que vive neste Planeta Terra!) Só a verdadeira COMPAIXÃO é capaz de fazer transformações e resolver problemas! Daniel Goleman e seu belíssimo Livro Inteligência Emocional nos faz refletir bem sobre como anda a nossa compaixão, a nossa sanidade emocional-espiritual! (Recomendo!). Lembro aqui também do maluco beleza, que viveu muitos anos no Rio, “passando por louco”, de camisolão branco, cabelos brancos e também longos e que pregava em um cartaz: “GENTILEZA GERA GENTILEZA” (Maluco Beleza) Hoje há o projeto Rio Gentil, inspirado neste abençoado senhor, que até internado como louco foi! E gentileza é essência também da compaixão! A neurociência social explica, em várias pesquisas sérias e bem fundamentadas, que a compaixão alavanca circuitos cerebrais que, por padrão, nos solicitam neurologicamente a ajudar, a viver compaixão e que isto só se poderá realizar, interagindo com outros seres. o funcionamento do nervo vago, que se origina no topo da espinha dorsal, está associado aos cuidados amorosos que despertam sensações de bem estar no tórax e, eu acrescentaria, em nossa alma! Assim, pessoas com alta ativação nesta área cerebral são mais propensas a desenvolver compaixão, gratidão, amor e felicidade... Imagino eu, e também imaginemos todos nós, como seria este mundo se todos fôssemos compassivos, olhássemos e percebêssemos realmente a vida em suas imensas possibilidades de evoluir-ser-ajudar! É uma questão de foco: se focamos em nós e nossos apegos e desejos, não conseguiremos ter compaixão nem por um homem dormindo ao relento numa noite fria, nem por um cão abandonado e faminto pelas ruas, nem por matanças de animais para nos alimentarmos de seu sofrimento! E etc., etc. e tal! Lembram o artigo: “A história de Violeta”??? Aquele foi um forte ato de compaixão, quando a gatinha, que recebeu um tiro, foi acolhida e cuidada pela Eliane e hoje anda com ela, de fraldas, de lá para cá... E a última pergunta: temos tido compaixão por nós e um cuidado amoroso com nosso corpo e nossa alma??? Mas sempre é tempo de se aprender a ter compaixão... E para isso será preciso pararmos de julgar mal aos seres, de fazer discriminações preconceituosas, de guardar rancores e raivas, sem saber perdoar, etc. e tal... E, é claro, nos libertarmos dos apegos insanos ao mundo material!!! E VIVAVIDA... Com muita COMPAIXÃO!!!

Almira Lima vivavida7@gmail.com


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Estatuto da Juventude aguarda sanção da presidente por CAMILA COSTA

(CIE) com renda familiar de até dois salários mínimos e que estejam registrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Serão reservados 40% dos ingressos de todos os eventos para os jovens de 15 a 29 anos,

não sendo obrigatório ser estudante, caso possua a renda exigida. A meia-passagem é direcionada a ônibus intermunicipais e garante o pagamento de 50% do valor integral para estudantes, independente da finalidade da viagem e sem restrição de número de assentos, que havia sido proposto pelo Senado. Esse é um dos pontos em debate do projeto e defendido pela deputada Manuela d’Ávila, que justificou a decisão de defender a meia-passagem para todos os estudantes com maior veemência a partir da onda de protestos que tomou conta do País, no último mês. A questão, contudo, ainda pode ser vetada pela presidente. Outras medidas importantes para os jovens também estão incluídas no Estatuto da Juventude. O texto garante, por exemplo, o ensino para alunos com deficiência como dever do Estado, assegurando-lhes atendimento educacional especializado gratuito, preferencialmente na rede regular de ensino, o estímulo à profissionalização para incentivar o primeiro emprego e a busca de preparo para o mercado de trabalho pelo Poder Público e proíbe a participação de menores de 18 anos em propagandas de bebida com teor alcoólico. Serão formados “conselhos de juventude” com a finalidade de tratar das políticas públicas de juventude e da garantia do exercício dos direitos do jovem. Foto: Divulgação

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oi aprovado na última terça-feira (9), na Câmara de Deputados, o Estatuto da Juventude. Jovens de 15 a 29 anos podem começar a comemorar: terão direito a pagar somente meia-entrada em eventos culturais e meia-passagem em transporte público. O Estatuto era um sonho antigo. Uma das referências na luta pelo Estatuto e relatora da proposta, a deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB/RS) comemorou a aprovação nas redes sociais. Em seu twitter ela escreveu: “O tempo passa. Vi o Estatuto da Juventude nascer quando era da UNE, o debati enquanto vereadora e relatei como deputada. Hoje aprovou!”. O projeto inicial sofreu alterações no Senado e retornou à Câmara, que resolveu não modificar mais o texto. Agora, ele aguarda apenas a sanção da presidente Dilma Rousseff, que ainda concluirá algumas definições a respeito do custeio dos gastos da meia-passagem, programado para ser arcado pela divisão entre os governos municipais, estaduais e federal. Os benefícios do Estatuto estendem-se às meias-entradas. Quanto a elas, a concessão de meia-entrada em cinemas, espetáculos musicais, apresentações teatrais e demais eventos culturais e esportivos (exceto eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016) para estudantes portadores de Carteira de Identificação Estudantil

azevedo.fenix@vetorial.net

Falta gestão na administração pública Em um bate papo na roda de amigos, não poderia faltar o assunto que agora faz parte de muitos bate-papos, que é administração pública. Argumentei que, se fossem feitas auditorias privadas administrativas, contábeis e organizacionais, talvez - eu acho que nenhuma, mas talvez - contássemos nos dedos de uma mão as administrações públicas que seriam aprovadas. Apenas um exemplo: a grande maioria da população nem sabe quantas secretarias tem a nossa prefeitura. O órgão é público, mas a mentalidade administrativa deveria ser privada. Informações do tipo: Quem são? O que fazem? Quantos colaboradores tem cada secretaria? Quanto ganham? O que produzem? Quais os resultados? Deveriam ser informações públicas e disponíveis a qualquer cidadão pagador de impostos, portanto, agente financiador da máquina pública. Toda empresa privada vive em função dos resultados e por que a empresa pública não? Creio que, no dia em que se abrirem as informações para que todos saibam as várias questões colocadas acima, teremos a resposta de muitas outras questões que muitas vezes não entendemos porque acontecem, ou melhor, porque não acontecem. O sistema é podre, os conceitos são tortos, o pensamento está errado, a lista de favores é grande, não é cobrado resultado algum de ninguém e ninguém é responsável por nada. Falta gestão, gestão, gestão e gestão.

Quer um bom exemplo? Faça isso numa empresa privada: coloque colaboradores em cargos de confiança apenas para cumprir favores, não cobre resultados de ninguém, não exija produtividade, não tenha metas e objetivos, não avalie semanalmente a relação custo-benefício, não controle nada, não equilibre as contas e você verá o que acontece. Quem administra qualquer coisa, seja uma grande empresa ou uma carrocinha de pipoca, ou até a sua própria residência, sabe do que estou falando. E alguém ainda acha que um plebiscito com meia dúzia de perguntas vai resolver alguma coisa? Dê motivos em comum e una sua equipe Exemplo de gestão em pessoas é o Técnico Felipão, pois ele tinha um grupo com bons jogadores, apenas que não se encaixavam em campo, a seleção não se encontrava. Felipão, ao assumir, conseguiu colocar objetivos em comum na cabeça de cada um dos jogadores, criando a chamada família Scolari, com certeza usou o momento atual do País a favor da sua equipe, ele sabe como ninguém fazer isso. Felipão é um gestor de pessoas nato, tem a capacidade de transmitir confiança a seus comandados e seu estilo “paizão” com grande coração e muitas vezes durão agrada a todos, com certeza. Então, “por que ele não deu certo em algumas equipes?”, o amigo leitor deve questionar. Sim, esta receita de formar uma equipe com objetivos em comum, pode não dar certo por vários fatores. O mo-

mento muitas vezes pode não ser propício, pode-se não achar a verdadeira motivação em que o grupo se encaixe naquele momento, interesses pessoais acima dos interesses da equipe, vaidade pessoal, ambiente ruim, e às vezes não encaixa, mesmo. A tarefa não é nada fácil no mundo corporativo também, cada vez está mais difícil de se achar colaboradores que sejam comprometidos com o seu trabalho, o rodízio de colaboradores nas empresas está cada vez maior, entra e sai de funcionários não é bom, perde-se muito tempo treinando pessoal, sem falar no custo das recisões etc. Quando temos uma equipe encaixada e motivada, muitas vezes fatores externos como a saída de um colaborador por um convite melhor de outra empresa ou qualquer outro fator externo que subtraia algum colaborador, já mexe em todo planejamento e, consequentemente, no resultado. Mas, falando de pessoas, percebo que cada vez mais as pessoas estão sem paciência de investir em suas carreiras, de ficar um tempo na empresa e aguardar os devidos reconhecimentos, promoções, enfim. A coisa está um corre para lá e corre para cá, poucos estão pensando no futuro e muitos pensando no imediatismo, onde pagam melhor tô indo, o amanhã não importa. Infelizmente é a impressão que tenho, principalmente na nossa região, onde a oferta de emprego multiplicou-se nos últimos anos. Vamos ver no que dá isso, no futuro. Boa semana a todos!


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7ª edição do Seiva da Terra premia talentos locais na categoria musical Festival levou grande público à Fearg/Fecis e somou mais de trinta atrações

noite foi “Alma Brasileira”. Interpretada por Marquinho Brasil (voz e viola); Ottoni de Leonc (baixo); Igor Santos (bateria) e Felipe Saraiva (pandeiro). A música ficou com o primeiro lugar e o prêmio principal da categoria. “O som da tua voz”, “Deja Vu” e “Circo” compuseram a lista de vencedoras da noite. Rodrigo Madrid ganhou o prêmio de “Melhor Intérprete”; Felipe Saraiva como “Melhor Instrumentista”; “Melhor Arranjo” foi para a música vencedora; “Melhor Letra” para “Circo”; “Melhor Torcida” para a música “Marcinha Infortúnea” e “Música Mais Popular” foi para “O som da tua voz”. A edição contou com algumas polêmicas. Algumas competidoras da categoria rock foram desclassificadas, por não observarem o edital que proibia para a competição músicas que não fossem inéditas no que tange à gravação. Um dos jurados fazia parte de uma das bandas competidoras, o que gerou insatisfação e medo de uma possível falta de isonomia. Devido a isto, o corpo de jurados sofreu mudanças.

Foto: Divulgação

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urante os dias seis e sete deste mês, aconteceu a sétima edição do Festival de Arte e Cultura Seiva da Terra. Como parte das atrações culturais promovidas pela 35ª Feira do Artesanato do Rio Grande - FEARG e 18ª Feira de Comércio, Indústria e Serviços – FECIS, o festival premiou artistas de música e poetas. Na primeira, dividiu a premiação em três categorias: rock, nativista e MPB. A grande vencedora da categoria nativista foi “Quando a água divide destinos”. “Alma Pampeana”, “Eu canto assim, meus senhores” e “Lunarejo” ficaram com a segunda, terceira e quarta posições, respectivamente. “Melhor interprete” da noite foi para Francisco Oliveira; o “Melhor Instrumentista” foi Carlos de Césaro; “Melhor Arranjo” foi para a música vencedora do concurso; “Melhor Letra” para “O Pária”; “Melhor Torcida” e “Música Mais Popular”, para “Eu canto assim, meus senhores”. Na categoria MPB, a grande premiada da

por MATHEUS MAGALHÃES

Marquinho Brasil - 1º lugar na categoria MPB

Nitrovoid vence na categoria rock A Nitrovoid foi a grande vencedora da categoria rock do Seiva da Terra. Formada em 2006 e atingindo sua formação atual em 2011, a banda se destaca pelo trabalho autoral e sua política de só trabalhar com estas músicas próprias, um importante passo a frente, em uma cena que ainda possui mentalidade mais voltada aos covers e bandas tributo. Formada por J.F. Costa (vocais e guitarra), Erlon M. (guitarra e vocais), William Farias (baixo) e Alex Castanheira (bateria), a banda já lançou disco e prepara seu terceiro EP, “Bivalente”. A música escolhida para concorrer o troféu foi “Cartomante”, que deve constar neste futuro lançamento. O grupo recebeu prêmio de R$ 1,5 mil e troféu personalizado, bem como terá sua canção gravada em um disco em que constarão os vencedores das demais categorias do Seiva da Terra. Todas as músicas dos dois EPs anteriores estão disponíveis no endereço https:// soundcloud.com/nitrovoid. Junto da vencedora “Cartomante”, que também venceu “Melhor Arranjo”, a canção “Do que você tem medo?” ficou com o segundo lugar. “O Ateu” e “SOS” completaram o podium, com terceiro e quarto lugares, respectivamente. O prêmio de “Melhor Interprete” ficou com Thiago Costa; “Melhor Instrumentista” ficou com Rodrigo Fre-

do; “Melhor Letra” foi para a música “O Ateu” e “Melhor Torcida para “Bailarine”. A “Música Mais Popular” foi “Caminho Cruzados”.

Nitrovoid - 1º Lugar e melhor arranjo na categoria Rock

J.F. Costa - Vocalista da Nitrovoid

Thiago Costa - Melhor intérprete com a canção “Do que você tem medo?” na categoria Rock


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Aromas e Sabores

Culinária 27

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com

Lasanha: uma iguaria irresistível...

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esde o mês passado tenho recebido alguns pedidos de receitas de pratos calóricos, pois, com a chegada do inverno, que indubitavelmente vai transformando o clima, sentimos necessidade de saborear comidas com maior conteúdo de carboidratos e que gerem mais energia para que nosso organismo possa reagir ao frio e realizar suas funções normais. E, entre eles, o mais solicitado foi a Lasanha! D. Patrícia quer a receita de Lasanha à Bolonhesa, e D. Quelen solicitou uma elaboração rápida para o almoço de domingo. A todos os leitores e leitoras, meu

muito obrigado pelas solicitações, pois, dentro do possível, estarei sempre às suas ordens! A Lasanha (ou Lasagne) é uma iguaria italiana mundialmente conhecida. Feita de massa cortada em largas fatias, o prato é preparado em camadas, alternando massa, o ingrediente escolhido, molho e queijo. Talvez a mais tradicional e conhecida seja a Lasanha à Bolonhesa ou Lasagne Alla Bolognese, no original. A base é o molho à Bolonhesa, também chamado de ràgu bolognese. Originário de Bolonha,na Itália, é constituído de carne moída e tomates. Além do molho vermelho com carne, é comum encontrar na

Lasanha a Bolonhesa com Molho Branco Ingredientes 500g massa de lasanha 500g carne moída 2 caixas creme de leite 3 colheres de sopa de manteiga 3 colheres de sopa de farinha de trigo 500g presunto magro em fatias 500g mussarela em fatias Sal a gosto 2 copos de leite 1 cebola média ralada 3 colheres de sopa de óleo ou azeite 1 caixa de molho de tomate 3 dentes de alho amassados 200g de queijo parmesão ralado Orégano, noz moscada, cebolinha e salsinha a gosto. Preparo Massa Cozinhe a massa ao dente. Após cozida, passe um pouco de manteiga, para não grudar. Reserve. Molho a Bolonhesa No óleo ou azeite, doure a cebola e o alho e, após, a carne moída. Acrescente o molho de tomate, a cebolinha e a salsinha. Deixe cozinhar por 10 minutos. Reserve. Molho Branco Derreta a margarina, acrescente a noz moscada, e adicione a farinha de trigo misturada com o leite, sempre mexendo até engrossar bem. Desligue o fogo, acrescente o creme de leite e mexa bem. Aqueça por mais 3 minutos e desligue o fogo. Montagem Em uma forma, coloque um pouco do molho a bolonhesa, após uma camada de massa, uma camada de molho branco, uma camada de presunto, uma camada de mussarela, uma camada de molho bolonhesa... Repetindo a sequência: massa, molho branco, presunto, mussarela, e molho a bolonhesa... Salpique o queijo ralado por cima com um pouco de orégano Leve ao forno 180ºC para assar, por mais ou menos 15 minutos. Rende: 12 a 15 porções.

Dica Saborosa

mesma lasanha, um molho branco, chamado Béchaem italiano, que é feito de manmel, ou teiga, leite, farinha de trigo e condimentos. Existem várias receitas e formas de preparar uma lasanha. Com o passar do tempo, a lasanha tranformou-se em um prato muito popular e amado no mundo todo. Hoje ela tem os mais diversos tipos de recheios, desde os tradicionais, até nossas invenções caseiras. Que tal, reunirmos a família neste domingo, e saborearmos uma lasanha, tomando um bom vinho ou a bebida de nossa preferência? Pense nisso! Uma semana iluminada a todos e até a próxima!

Lasanha de Frango

Ingredientes Molho 4 colheres de sopa de manteiga 1 cebola pequena ralada 6 colheres de sopa de farinha de trigo 4 xícaras de leite Sal, pimenta e noz-moscada ralada a gosto. 1 caixa de creme de leite Recheio 2 colheres de sopa de óleo 1 cebola média ralada 4 xícaras de frango cozido ou assado desfiado Sal e pimenta a gosto 500g de massa de lasanha cozida 2 xícaras de mussarela 1 e 1/2 xícara de molho de tomate Queijo parmesão ralado a gosto para polvilhar. Preparo Molho Leve ao fogo a manteiga, a cebola e a farinha, mexendo por dois minutos. Junte o leite aos poucos, mexendo sempre, até engrossar. Adicione sal, pimenta e noz-moscada. Ponha o tablete do caldo e misture até dissolver. Retire do fogo e junte o creme de leite. Mexa e reserve. Recheio Aqueça o óleo e doure a cebola. Junte o frango e tempere com sal e pimenta. Refogue por dois minutos, mexendo sempre. Montagem Monte a lasanha em um refratário, alternando camadas de molho branco, lasanha cozida, frango, molho branco, mussarela e molho de tomate. Finalize com a massa e o molho branco. Polvilhe o queijo ralado e leve ao forno, pré-aquecido a 180° graus por mais ou menos 15 minutos. Sirva a seguir. Rende: 8 porções.

Em todos supermercados tem massa pré-cozida, que torna a elaboração de uma lesanha mais rápida e muito prática, pois dispensa cozimento... Manjericão é uma erva que, com o queijo, dá um sabor diferenciado e marcante a qualquer lasanha!


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 13 a 19 de julho de 2013

Quem defende o interior do Município? Oposição na Câmara rejeitou criação da Secretaria do Interior

Até os bairros seriam beneficiados A Secretaria do Interior acabaria por beneficiar todo o Município, inclusive os bairros da Cidade. Acontece que hoje, como todo mundo sabe, as dificuldades para atendimento às diversas regiões da Cidade são inúmeras. A administração municipal alega que não tem como atender a todas as solicitações de imediato porque recebeu um maquinário sucateado do governo anterior. E a mentalidade administrativa da Prefeitura do Rio Grande não evoluiu nos últimos anos. A Cidade cresceu, mas a Prefeitura continuou com apenas um parque de máquinas para o atendimento de toda a demanda. Dessa forma, o atendimento à população sempre foi precário e muitas vezes o Executivo teve de apelar para a locação de máquinas, o que também não resolveu o problema. Por isso, o prefeito Alexandre Lindenmeyer pretende buscar recursos para a aquisição de veículos, máquinas e equipamentos. Nos últimos anos, os moradores e líderes comunitários tinham de andar com “pires na mão”, como que implorando, para conseguirem que as máqui-

Foto: Divulgação

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esta semana o clima esquentou na Câmara Municipal, com a rejeição, por parte dos vereadores da oposição, ao projeto do Executivo para criação da Secretaria do Interior, tão aguardada por muitos moradores dos distritos e das ilhas do Município. A Secretaria do Interior é um dos compromissos de campanha do prefeito Alexandre Lindenmeyer. A nova pasta foi idealizada baseada nas necessidades e anseios das comunidades. Trataria, inclusive, de agilizar questões referentes à saúde, educação, segurança, transporte, iluminação e outras que têm a ver com o Executivo Municipal; buscaria um maior apoio ao homem do campo, inclusive aproximando dele órgãos de pesquisa, como Fepagro e Emater; busca de recursos junto aos governos federal e estadual e uma de suas principais iniciativas seria a aquisição de maquinário exclusivo para o interior do Município.

POR IQUE DE LA ROCHA

nas da Prefeitura visitassem suas ruas. Eleitoralmente, isso pode ter sido bom para governantes e vereadores, que fizeram carreira política priorizando o atendimento aos seus eleitores, mas a situação sempre foi prejudicial à maioria da população. Assim, quando alguém pedia para a máquina passar em seu bairro, muitas vezes ouvia a negativa, porque as máquinas estavam no interior do Município. Quando o pessoal do interior pedia, muitas vezes o maquinário estava nos bairros. O Cassino também, frequentemente tem de apelar para o único parque de máquinas existente na Cidade, já que o existente no bairro-balneário é insuficiente. Com essa precariedade toda, a população acaba sendo mal atendida, e essa dificuldade sempre existiu. Com a nova secretaria, uma das principais ações seria a aquisição de um parque de máquinas exclusivo para o interior do Município. Os bairros ficariam com o maquinário existente na Cidade, que não mais precisaria se deslocar para outros pontos, enquanto o Cassino, em breve, também estaria melhor estruturado para atender a sua população. Interior não merece investimento anual de R$ 360 mil? Acreditava-se que o projeto passaria com tranquilidade, até porque a bandeira de muitos vereadores tem sido a defesa do interior do Município. Mas o bloco da oposição, que alguns chamam de “turma do

quanto pior melhor”, esqueceu até de seus eleitores do interior, ao barrar o projeto. Viu-se vereador que no passado defendia a Secretaria do Interior votando contra. “A oposição tinha de achar alguma justificativa para evitar que o Executivo realizasse o que eles, quando situação, não fizeram em dezesseis anos e quem sairá perdendo será o povo do interior”, desabafou um vereador defensor da nova pasta. A justificativa para a rejeição foi que a nova secretaria criaria quatro ou cinco cargos de confiança, o que daria um gasto aproximado de R$ 360 mil anuais em salários. Quer dizer, todos os melhoramentos que poderiam acontecer no interior do Município não valem um investimento de R$360 mil por ano? Só um vereador custa cerca de R$ 234 mil anuais Enquanto o Legislativo barra o projeto para não gastar R$360 mil anuais com o interior, o gasto anual de um gabinete com apenas um vereador atinge mais de R$ 234 mil anuais (R$ 10 mil mensais do salário do vereador, R$ 8 mil mensais de salários de quatro assessores, mais o 13º salário, sem falar na cota para telefone, xerox, diárias e o vale-refeição de R$ 300/mês). Cabe lembrar, ainda, que o gasto com o aumento de 13 para 21 vereadores é muito maior do que a criação da Secretaria do Interior e nenhum parlamentar demonstrou estar preocupado com essa despesa. Os gastos anuais com os oito vereadores a mais fica por volta de R$ 1 milhão anuais, sem contar as diárias. Interior mal representado O que se constata, com tudo isso, é que a população do interior, ao ter rejeitada uma iniciativa de seu grande interesse, mostrou que está muito mal representada no Legislativo Municipal. Parece que os vereadores da oposição não digeriram a derrota nas urnas e, sem respeitar a vontade popular, buscam tudo que é motivo para mandar contra e impor o seu “estilo” de governar, rejeitado nas urnas pelos rio-grandinos. Nem que para isso acabem prejudicando a população, que são os seus eleitores. Incrível!

Folha gaúcha ed 120  
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