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ANO III. 156ª EDIÇÃO  R$ 1,50

RIO GRANDE, de 22 A 28 de março de 2014

Por uma sociedade mais opinativa

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Lixo:

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Um grave problema de nosso município

Caderno

Beleza & Saúde

2014 entra para história: O carnaval do adiamento

principal • 10

Foto: José Silveira


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de março de 2014

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

EDITORIAL

Nós também temos culpa

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246)

C

Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: William Ramos Jairo Lopes Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Vicente Pardo Colunistas: COMPORTAMENTO

Almira Lima Érica Halty ECONOMIA

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite TEOLOGIA

Curtas Folha Gaúcha Comemoração Neste domingo (23) o Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen comemora 29 anos de atividades.Para marcar esta data, o projeto “Arte na Rua” será levado ao Artesanato Papareia, no Cassino. Além dessa atividade o evento terá: teatro, danças, música ao vivo, exposições fotográficas e diversas atividades para as crianças.O evento começa ás16h00. Eleição de conselhos A Previdência do Rio Grande (Previrg) homologou as inscrições para eleição dos Conselhos Deliberativos e Fiscais do órgão. As eleições ocorrerão no dia 25 de março das 9h às 17h no ginásio Írio Figueira Sucena (Ginásio do Sismurg, localizado na Rua General Vitorino, n°419). Maiores informaçõesacessem: www.riogrande.rs.gov.br.

Unidade SestSenat Nesta semana houve uma reunião na prefeitura com a apresentação de uma proposta de construção de um espaço para implantação de uma unidade do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT).O projeto tem como objetivo a busca permanente da melhoria dos padrões de vida do trabalhador do transporte e seus dependentes, de forma a desenvolver, executar e apoiar programas voltados à promoção social, por meio de assistência médica e odontológica, bem como a preservação do meio ambiente e aprendizagem do trabalhador, por meio de campos de preparação, treinamento, aperfeiçoamento e formação profissional. Durante a reunião, o prefeito Alexandre Lindenmeyer enfatizou que está comprometido com esta pauta, já que é de extremo interesse social para o município.

Pastor Vilela da Costa GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Impressão: Parque Gráfico Jornal Correio do Povo SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro

Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Foto-legenda

Foto: Rodrigo de Aguiar

A água abraça o mercado público que necessita de sua plena restauração

ada vez mais o povo reclama da corrupção, do aumento da criminalidade, dos governos, da violência das pessoas e, principalmente, da podridão da classe política. Ficamos pasmos de ver a que ponto chegou nosso querido Brasil que, infelizmente, ainda tem muito para piorar. Acontece que cada um de nós, por mais boa vontade que demonstre, tem culpa nessa situação. Primeiro porque votamos mal, mas não é só isso. A gente reclama dos políticos que lá estão, mas eles não são, de certo modo, um espelho de nós mesmos? Não gostaríamos que fossem, mas toda a transgressão começa quando tem alguém querendo levar vantagem em alguma coisa. E o que vemos em nosso dia a dia? Pegando o trânsito como maior exemplo, vocês já viram o que certos motoristas são capazes de fazer? Começa que respeito não existe para muitos deles e é fácil notar quando, em alguns, a imbecilidade e a animalidade estão para estourar a qualquer momento. Assim como os maus elementos na direção, também ainda existe nas filas de supermercados quem tente levar vantagem, seja passando com o carrinho cheio no caixa expresso ou aqueles que deixam um “representante” na fila e saem a passear pelo supermercado. Nos bancos o fura-fila terminou, porque agora o sistema é por fichas, senão... Chamou atenção, na edição passada do Folha Gaúcha, a foto de um sofá junto a um contêiner de lixo. Já vimos pior, um sofá dentro do contêiner; também sofás dentro de valetas. E aí a gente se pergunta: será que as pessoas que fazem isso, se estivessem em algum parlamento, não agiriam da mesma forma que os parlamentares atuais? Claro que é uma infração pequena, se comparada a roubos e outros crimes, mas essas pessoas também estão dando mau exemplo. Se queremos a mudança, essa mudança tem de começar por nós. Se formos na onda de “os outros fazem, por que não vou fazer?” ou coisas desse tipo, a situação só irá piorar. Está na hora da população em primeiro lugar dar o exemplo. Se a cidade for limpa e todo mundo cuidar dela, os sujismundos terão vergonha de agir,. Irão se sentir constrangidos. Eles só agem quando há clima, ambiente para tal. Da mesma forma, se formos mais seletivos na hora de votar, conseguiremos enxergar, mesmo que eles tentem esconder, quem presta e quem não presta na política. O mentiroso, o ficha suja, aquele que prometeu e não fez, os que procuram se perpetuar no poder ou os que prometem e não cumprem só conseguem se eleger porque têm quem vote neles. O brasileiro que se acha tão esperto no trânsito, na fila do supermercado ou jogando um sofá no lixo, por que não mostra que é esperto também na hora de votar? Se nosso povo escolhesse melhor, não chegaríamos ao ponto de termos um governo que considera mais importante gastar numa Copa do Mundo com obras superfaturadas do que na saúde da população, quando se sabe que diariamente tem gente morrendo ou sofrendo nos corredores.


FOLHA GAUCHA

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RIO GRANDE, de 22 A 28 de março de 2014

Economia e Opinião *Nerino Dionello Piotto

Opinião

Você apertaria o botão? Foto: Divulgação

Um Brasil, vários países

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amentável, mas tive de partir de Rio Grande, como de praxe, em direção ao Rio de Janeiro, onde vários compromissos me esperam. Sai de carro, com minha mulher e nosso cachorro Pedro, via BR-101. Pernoitamos em Mostardas, visitamos a região do Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Lindo! Perfeito, não fosse o estado deplorável da estrada, após Mostardas, em direção à Porto Alegre. Buracos em profusão, retrato da infraestrutura brasileira em geral, que está deplorável. Há um trecho da Rodovia Federal Regis Bittencourt, na Serra do Cafezal, em São Paulo, que está em obras de duplicação há mais de 10 anos. É um trecho pequeno, de 30 km, que anda em ritmo de obra de igreja. Um inferno! Não há verba. Mas, para portos em Cuba e obras de bilhões em republiquetas de esquerda, há. Visitamos uma bela cidade em Santa Catarina, Pomerode, onde literalmente se vive como se vivesse em outro país. É um outro Brasil. Até passaporte a gente recebe ao chegar no hotel. As crianças estudam alemão e português na escola pública. Os índices de analfabetismo e desemprego são de zero! A cidade é limpa, bem organizada. Perguntei a algumas pessoas de que partido era o Prefeito. Não souberam dizer. Só que “o cara é trabalhador, honesto e cuida bem da cidade”. Pra que mais? Há ciclovias que cruzam toda a cidade. Como nas demais cidades ao entorno, como Jaraguá do Sul, dentre outras. Claro, comeram um pedaço da pista central das vias. Mas... e daí? O povo adora e usa muiiiiito. E aí fico pensando em Rio Grande. Por que não somos capazes? Como cidades tal Pomerode, em Santa Catarina, ou mesmo Gramado, no Rio Grande do Sul, conseguem funcionar bem e se manter limpas? Bueno, elas não ficam, com certeza, perdendo tempo nem dinheiro com DATCs da vida! Focam nos objetivos precípuos. Administrar uma cidade é como administrar uma casa. Requer cuidados especiais e permanentes. Não espasmódicos, no estilo “mutirão” ou de “apagar incêndio”. No Cassino, nosso bairro-cidade-balneário, se o secretário anterior permanecesse mais um tempo, a promessa do “valeta zero” certamente seria cumprida. Pelo assoreamento. E as águas correriam pelas vias. Ou, pior, como ocorreu nos dias de feriado do Carnaval, ficaram paradas, em poças que eram verdadeiros poços sumidouros, onde vários carros ficaram atolados. Um fiasco administrativo sem precedentes. Mereceria um trabalho de conclusão de curso de Administração da FURG com o título “Como Não se Deve Administrar”. Ainda bem que um novo chefe da Secretaria tomou posse e, tudo indica, já está mostrando a que veio. Economista* nerinopiotto@globo.com

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erá que ainda há esperanças na sociedade? Às vezes fico me perguntando se todos não estamos corrompidos por dentro, algo que não pode mais ser mudado. Os crimes que diariamente são registrados assustam a qualquer ser humano de bem, ou não assustam mais? Tenho medo quando situações atípicas passam a ser rotina e me dá medo ao ver que as pessoas pararam de se importar com a dor dos outros, para seguirem a vida. Em meio a um crime, corpos estirados ao chão e as pessoas simplesmente passavam sem perceber o que estava acontecendo ali. Os que paravam, numa ânsia de “comunicar”, postavam as imagens nas redes sociais sem nenhum critério. Um show no Facebook de sangue e estupidez. Afinal de contas, precisa ser muito frio para postar uma imagem desse nível sem nenhum critério. Os veículos de comunicação que divulgam essas fotografias precisam de todo o cuidado antes de publicar, enquanto isso as pessoas, pelo “olha que interessante”, fotografam e postam. A sociedade, às vezes, me decepciona. Ninguém é perfeito, mas há casos que sinto que a humanidade está corrompida. Mas a grande pergunta é: você apertaria o botão? Pergunto isso, pois, na última semana, assisti a um filme que me deixou pensando a respeito dessa situação. O filme chama-se “A Caixa” e tem Cameron Diaz no elenco e, embora o final seja sobrenatural demais, o que vale é a mensagem que ele passa. Envolta em problemas financeiros, um estranho sujeito lhe entrega uma caixa em que a única coisa que ela tem é um botão vermelho. Logo depois, ele aparece e explica que aquilo funciona como uma proposta. Caso ela apertasse o botão, um estranho, alguém que ela nunca viu ou falou iria morrer. Em troca, ela ganharia um milhão de dólares. E a pergunta que faço é: você apertaria? Caso alguém no outro lado do mundo pudesse morrer e você ficar rico? Vale a pena? Mas, será que nós conhecemos bem as pessoas para

garantir que, em caso de apertar o botão, que ela não morreria? Você conhece as pessoas com quem lida diariamente? O porteiro, sua vizinha, seu colega de escritório, todos eles. Será mesmo? No mundo de hoje, talvez não consigamos mais conhecer quem mora na mesma residência. Todos os avanços tecnológicos acabaram com a conversa familiar, o que me leva a duvidar se mães e pais verdadeiramente conhecem seus filhos. Tenho muita impressão que boa parte dos pais não têm a menor noção de como seu filho/filha é em casa ou o que ela faz através do celular, tablet e pc. Sem contar que não tem mais nenhum controle sobre o que faz no dia a dia. Os pais deixam os filhos nas mãos de taxistas, motoboys, pais de amigos ou à forma como eles conseguem se virar, já que não têm mais tempo para o diálogo ou convivência. Será que, se você apertasse o botão, seu filho estaria a salvo da morte? A vida de uma pessoa desconhecida é tão pequena perto de uma pequena fortuna? São dúvidas que me surgem e eu deixo a você, leitor, o convite para pensar comigo. Você apertaria o botão? E será que outro desconhecido também o apertaria e aí você poderia ser o alvo? O fato de ser o dono de uma vida sobre aquele botão não o exime de ter outro botão esperando por você. A analogia do botão serve para que a humanidade pense no seu próprio egoísmo. Enquanto as pessoas apertarem o botão, a raça humana sempre será limitada. Enquanto o pensamento individual superar o coletivo, teremos uma sociedade rachada por interesses pequenos. E, a cada dia mais que passa nos afastamos daquilo que temos que ficar perto. Deixamos de conhecer nossos pais, filhos, amigos e colegas. Não damos bola para o porteiro, caixa de supermercado ou dono da banca de jornal. Precisamos ser mais humanos, mostrar que a nossa humanidade supera a solidão do mundo atual e decidir: apertar ou não o botão. O que você faria? André Zenobini


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FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 22 A 28 de março de 2014

RIO GRANDE, de 22 A 28 de março de 2014

Reajuste no ônibus virou nova polêmica Manifestantes invadiram o Legislativo para protestar contra tarifa de R$ 2,75 ique de la rocha

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transporte coletivo urbano de Rio Grande continua sendo uma verdadeira novela, que nesta semana teve mais um capítulo com a invasão do prédio da Câmara Municipal por integrantes do Movimento Livre Unificado (MLU), formado por estudantes e trabalhadores. A causa principal do protesto, que impediu o funcionamento do Legislativo por três dias, foi o recente reajuste da tarifa, que desde o domingo passado, 16, passou de R$ 2,60 para R$ 2,75. Desde que assumiu, em 1º de janeiro de 2013, o prefeito Alexandre Lindenmeyer (PT) não havia concedido nenhum reajuste. Em seu primeiro ano de governo, o Chefe do Executivo deixou a tarifa congelada e somente agora, após dois anos, aceitou conceder um aumento de 5,91%, que representa a reposição da inflação no período, considerado imprescindível para o equilíbrio financeiro da prestação do serviço. Reajuste foi o menor possível As empresas solicitaram uma nova tarifa na ordem de R$ 3,05 à Secretaria de Município de Mobilidade e Urbana e Acessibilidade (SMUA). As informações repassadas pelo consórcio prestador do serviço foram avaliadas por pesquisadores da Furg e pela Comissão de Avaliação da Tarifa, que constatou, desde o último reajuste tarifário, aumentos relevantes em alguns itens, como o óleo diesel (5,45%) e o salário dos rodoviários (8,65%). A Comissão de Avaliação da Tarifa também se deparou com distorções no cálculo, já que os dados operacionais, como número de passageiros pagantes e quilometragem rodada são fornecidos pela própria empresa sem que a SMMUA possa controlar de forma censitária, sendo viável apenas o controle amostral (por isso a bilhetagem eletrônica, que apura os dados do sistema, deveria ser gerenciada pela Prefeitura e não pelas próprias empresas). Esses fatores impossibilitam a avaliação segura sobre a utilização da própria Planilha de Cálculo Tarifário utilizada. Durante os debates do Conselho Consultivo de Transporte e Trânsito foi sugerido que o valor do reajuste não deveria ser superior a R$ 2,84. Ainda assim, o prefeito Alexandre Lindenmeyer indicou que fosse utilizado o parâmetro da inflação para tornar o aumento mais transparente possível no momento, quando se chegou ao valor de R$ 2,75. Posteriormente, a administração municipal pretende estabelecer tabelas próprias com critérios que refletem a realidade da cidade para definir os reajustes. Descontentamento e invasão O valor do reajuste na tarifa não foi dos maiores, levando-se em conta que em anos anteriores eles eram bem mais significativos. Mesmo assim, a reação dos usuários foi negativa. Pelo que apuramos, não tanto pelo valor da passagem, mas pelo entendimento de que o transporte coletivo de Rio Grande ainda deixa a desejar. Os espaços de tempo entre um coletivo e outro aumentaram depois da implantação da chamada “Integração”, as viagens são demoradas e os ônibus estão mais cheios, reclamam os usuários. No final da tarde de terça-feira, 18, portanto dois dias após a implantação da nova tarifa, integrantes do Movimento Livre Unificado (MLU) invadiram a Câmara Municipal. Ao chegarem ao Legislativo, a sessão estava em andamento e o vereador Paulo Roldão (PRB), que a presidia, autorizou a veiculação das imagens pela TV Câmara. Os invasores entregaram cópia do manifesto encaminhado ao prefeito Alexandre Lindenmeyer, que foi lido em Plenário. Logo a seguir, o presidente da Casa, Giovani Moralles (PTB), assumiu os trabalhos e conversou com os manifestantes, pedindo que a ocupação fosse pacífica e sem a depredação do patrimônio público, o que de fato aconteceu. Eles solicitaram que o Executivo intermediasse uma reunião com o prefeito, que, na quarta-feira, 19, foi até a Câmara. Na ocasião, Lindenmeyer reiterou a disponibilidade da Prefeitura para diálogos com o grupo e explicou

GERAL 5

Acordo para a desocupação

Finalmente na quinta-feira, 20, foi realizada uma audiência conciliatória. A juíza Fúlvia Thormann esteve no Plenário da Câmara Municipal, em reunião com as partes. No primeiro momento, os manifestantes não aceitaram acordo. Com a negativa, a juíza disse que o pedido de reintegração de posse seria assinado. Por volta de 16h20 eles aceitaram deixar o prédio, mediante a proposta de elaboração de uma ata judicial contendo as reivindicações para serem encaminhadas ao Ministério Público e ao prefeito, que terá um prazo de 48 horas para apresentar em Juízo as planilhas com os dados da composição da tarifa em Rio Grande. O encaminhamento de propostas como o passe livre para estudantes e a reativação do DATC, com a finalidade de ser o fiel da balança no transporte municipal, bem como as demais constantes no documento fazem parte da ata. De terça a quinta-feira a Câmara Municipal ficou com as portas fechadas e sem expediente externo. Os manifestantes, que inicialmente eram 24, ficaram no Plenário por 46 horas, onde dormiram e também cozinharam até o final da tarde desta quinta-feira. Na sexta-feira o Legislativo retomou as atividades normais. Foto: Divulgação

Prefeitura entrega plano para novo processo licitatório Foto: Divulgação

sobre os critérios utilizados para o aumento do valor das passagens do transporte coletivo para R$ 2,75. Também respondeu questionamentos e reforçou que o acréscimo no valor dos bilhetes é o menor possível, “seguindo somente a reposição da inflação no período, que representa 5,91%, e imprescindível para o equilíbrio financeiro da prestação do serviço”. Sobre o retorno do Departamento Autárquico de Transportes Coletivos (DATC), o prefeito explicou que não há possibilidade de transferir completamente o serviço de forma imediata, porém ressaltou que a comunidade será consultada sobre o modelo ideal de transporte coletivo para o município no momento oportuno e que essa possibilidade poderá ser debatida. “A Prefeitura estabeleceu o transporte coletivo como prioridade na atual gestão e já realizou uma série de melhorias. Ainda assim, entendemos que há muitos itens para melhorar e já temos novos planos para 2014. Pretendemos adequar o sistema do transporte coletivo para atender às novas demandas da cidade”, declarou o Chefe do Executivo.

Judiciário

Os manifestantes mantiveram a exigência de só sair do Plenário da Câmara Municipal com o cancelamento do reajuste, o que não ocorreu. Diante do impasse, ainda no final da tarde de quarta-feira, a Câmara Municipal protocolou na 3ª Vara Cível da Comarca do Rio Grande um pedido de manutenção de posse das dependências ocupadas pelos manifestantes. A juíza substituta da 3ª Vara Cível, Fúlvia Beatriz Thormann, não concedeu a liminar sob alegação de que primeiro teriam de ser identificados os manifestantes, segundo declarou à imprensa o presidente Giovani Moralles, que mostrou-se surpreso com a decisão: “Como vamos fazer isso, se eles não querem se identificar?”. O presidente do Legislativo já tinha antecipado que, caso não houvesse a saída dos manifestantes, na segunda-feira ele iria convocar os vereadores e fazer a sessão mesmo assim, “nem que seja no Plenarinho. O protesto é legítimo, mas não podemos virar reféns. Nossa parte, de tentar mediar o impasse foi feita e é preciso deixar claro que os aumentos de passagem não passam pela Câmara de Vereadores”.

N

a manhã da última sexta-feira (21) o prefeito Alexandre Lindenmeyer ao lado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Acessibilidade Edson Lopes apresentaram o cronograma do procedimento licitatório do sistema de transporte coletivo urbano de Rio Grande. A concessão do transporte foi tornada nula no último dia 7 de fevereiro quando o executivo entendeu que alguns itens do processo desequilibravam a licitação. Com a decisão de tornar o contrato de concessão nulo, o executivo passou a buscar alternativas para o transporte urbano. A primeira ação foi verificar a vontade do consórcio que estava operando em continuar com suas atividades como permissionária. As empresas Cotista e Noiva do Mar permaneceram operando e devem seguir com suas atividades até que o novo processo licitatório seja concluído, possivelmente em meados de 2015.

André zenobini

No cronograma apresentado serão necessárias sete etapas e 275 dias para que o executivo possa publicar o edital de licitação. Ou seja, isso deve ocorrer entre o final de dezembro de 2014 e início de 2015. Para uma primeira ação, o cronograma exige a contratação de uma consultoria especializada para a elaboração do novo modelo de gestão do sistema de transporte urbano. Essa etapa deve durar 30 dias. Na sequência, o executivo planeja realizar um diagnóstico do atual modelo identificando os pontos positivos e negativos e indicar as diretrizes que serão seguidas pelo novo modelo. Essa avaliação deverá consumir mais 30 dias de processo, no acumulado de 60 dias. Nesse contexto serão analisados todos os pontos do transporte. A terceira etapa deve iniciar com a definição do novo Modelo Institucional de Delegação e Gestão do Sistema de Transporte Coletivo Urbano. Este item do cronograma

recebeu oito subitens que passam por: 1º definição dos papéis dos entes públicos; 2º definição das linhas, pontos de embarque/desembarque, frota x linha, tabelas horárias; 3º definição da forma de construção e manutenção do mobiliário do sistema; 4º política tarifária; 5º modelo de concessão e remuneração das empresas operadoras; 6º modelo de operação, controle e fiscalização; 7º sistema de informação ao usuário e; 8º modelo de financiamento do transporte, criando o Fundo de Transportes. Através dessa terceira etapa é que a maior parte das novas definições do futuro do transporte coletivo rio-grandino serão decididas e analisadas pontualmente. Essa etapa deverá durar 60 dias para que seja possível verificar cada item. A quarta etapa é a elaboração da legislação pertinente e do edital de licitação do novo sistema de transporte coletivo que deverá nortear o edital final do processo.


6 GERAL

FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, DE 22 A 28 DE MARÇO DE 2014

RIO GRANDE, DE 22 A 28 DE MARÇO DE 2014

Insegurança e mais buracos no Parque Coelho Fotos: André Zenobini

ANDRÉ ZENOBINI

Pavimentação Drenagem, saneamento e pavimentação numa cidade voltada ao progresso é um dever, para o verdadeiro desenvolvimento. Faltam naquela região exatamente esses três itens. As ruas em períodos de chuva ficam intransitáveis e precisam de uma atenção da secretaria competente. “As ruas estão cheias de buracos, tá horrível. Prometeram mudar tudo e até agora, nada. Os vizinhos da minha rua que se juntaram e colocaram um aterro para dar uma melhorada”, relata Neusa. A solução encontrada pelos moradores para resolver o problema até pode ajudar a amenizá-lo enquanto a solução não aparece. Porém, essas iniciativas, mesmo que louváveis, exigem diversos cuidados, pois um material errado pode acabar prejudicando ainda mais o acesso às residências e uma posterior melhora do espaço público. ERS-734 Problema recorrente em todos os bairros às margens da ERS-734, os moradores dessa região também não evitam falar dos problemas da rodovia. A falta de um acostamento decente e de condições melhores da estrada obrigam os moradores a fazer as maiores manobras para poderem chegar em casa. Em horários de pico é impossível fazer o retorno, que só é possível na rótula da Junção. Com essa necessidade, o tempo para chegar em casa chega a ultrapassar os 30 minutos em cima da rodovia. Outra questão é que na rótula da Junção o retorno também é complicado, o que exige dos motoristas muita calma e perseverança. Iluminação Questão visível das ruas que cruzam a Osvaldo Aranha é a pouca iluminação que o bairro oferece. Os moradores reclamam dessa questão e não são atendidos. À noite, segundo eles, a escuridão toma conta já que não são tantos postes de iluminação quanto deveriam e nem todos funcionam da maneira correta. Algumas lâmpadas queimam e demoram a ser substituídas. Buracos Os buracos que existem nas ruas não pavimentadas necessitam de uma nivelação por parte do município, que além de resolver a mobilidade do bairro também ajudaria na questão da água empossada. Muitos casos dos alagamento são em função do desnível das ruas. Nos pontos mais baixos, a água acumula prejudicando os moradores, tanto os que andam a pé, quanto os que se utilizam de veículos automotores. Os problemas dos moradores do Parque Residencial Coelho não são diferentes de tantos outros bairros aos quais o Folha Gaúcha já visitou. Para dar uma atenção especial aos moradores, talvez uma nivelação das ruas resolvesse parte dos problemas. A questão da pavimentação precisa ser resolvida em toda a cidade. Rio Grande está crescendo economicamente e precisa fazer esse crescimento chegar a sua população, através de um desenvolvimento de qualidade.

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ada vez que chove é uma tortura para os moradores do Parque Residencial Coelho. A situação é a mesma há vários anos. Com apenas uma via pavimentada, o resto do bairro sofre com o descaso do executivo. Os moradores mais indignados temem não ver as promessas de campanha cumpridas e aguardam pelas melhorias. Mesmo dizendo que não têm visto o chefe do executivo mostrar serviço, muitos têm fé que até o final do mandato do prefeito Alexandre Lindenmeyer a situação do bairro irá melhorar. Entre as principais reclamações dos moradores, questões como segurança, pavimentação e saúde são lembrados pelos moradores como os principais problemas daquela região. Jussara Pereira mora há 42 anos no bairro e fala sobre a situação: “Está bem mais ou menos. As ruas estão cheias de buracos e para sair é uma grande dificuldade. São curtas as ruas e elas poderiam ser pavimentadas”. As afirmações de Jussara são confirmadas por diversos moradores que conversaram com nossa reportagem.

Segurança Sobre a segurança do bairro, eles afirmam que mesmo com a polícia passando muitas vezes, as confusões ocorrem para o interior do bairro. “Policiamento, não tem. Brigas, temos mais lá para baixo, mas não se vê policial”, afirma Jussara. Já Neusa Afonso diz que o policiamento comunitário tem trazido um pouco mais de agilidade às necessidades do bairro: “Eu ainda não usei, mas pelo que me disseram, se ligar, rapidinho eles estão no local”. Outros moradores que não quiseram ter o nome divulgado garantem que a questão da segurança é complicada na região e que muitas coisas acontecem que não chegam ao conhecimento da polícia. Posto de Saúde Há 49 anos que ela mora na região e precisa utilizar o posto de saúde do bairro Bernadeth. É assim a rotina de quem não tem um posto de saúde próximo para ser atendido. Com relação ao atendimento, Jussara afirma que a situação também não é fácil. “O atendimento não é grande coisa, às vezes elas estão de mau humor e dizem que não tem médico, não tem especialista”, afirma ela. Sobre a agente comunitária: “Ela não visita o pessoal. Foi uma vez na minha casa porque eu tinha ido ao posto, e nunca mais apareceu”, conclui. Transporte Coletivo Mesmo muito criticada, a Integração do transporte coletivo trouxe alguns benefícios para a comunidade. “Tem o ônibus circular gratuito que passa de 20 em 20 minutos e facilita a vida das pessoas. Principalmente em função das crianças que têm que ir para o colégio. E quando quer ir para outro lugar, vai para a integração e tem ônibus”, afirma Neusa. A situação do transporte coletivo naquela região é elogiada pelos moradores que dizem que o sistema tem funcionado.

GERAL 7

de La Rocha Ique

Mordi a língua

No início do ano escrevi que não acreditava em treinador ou empresário de futebol que se encarrega de trazer um pacote de jogadores. Na ocasião cheguei a comparar a um pacote de frutas já embalado, adquirido no supermercado, onde vêm algumas boas e outras ruins. Pois o São Paulo confiou no pacote do empresário e acabou se dando bem. Mordi a língua. Fiz críticas à diretoria do clube por surgir somente depois do São Paulo ter subido para o Gauchão Também por iniciar tardiamente as contratações. Na verdade a diretoria teve seus motivos para iniciar tardiamente o trabalho. Escrevi que o rubro-verde estava mais para cair. Mordi a língua de novo. Confesso que se tivesse de voltar atrás escreveria quase tudo novamente. Continuo não acreditando em alguém, uma única pessoa, que traga um pacote de jogadores, mas o São Paulo acabou contrariando a lógica do futebol, nesta questão da contratação dos atletas, bem como no início tardio dos trabalhos. Mesmo assim o Leão, depois de estar quase rebaixado, recuperou-se espetacularmente.

Toquinho foi decisivo

Para escapar do rebaixamento foi decisiva a atitude do presidente Domingos Escovar, ao demitir Agenor Piccinin e contratar Toquinho. Inegavelmente o grande nome da recuperação rubro-verde foi o ex-craque do próprio São Paulo. Casualmente, creio que uns dois meses antes dele ser contratado, peguei um táxi onde ele era motorista. Identifiquei-me como um grande fã de seu futebol e ele, na ocasião, me falava com absoluta convicção que, se tivesse alguma oportunidade, faria carreira no futebol. Só não tinha se projetado mais porque só era lembrado pelos nossos clubes na hora do “sufoco”. Toquinho teve a oportunidade agora e com a maior visibilidade que o Gauchão dá, não duvidem que apareça alguma boa proposta de fora, o que poderá atrapalhar a renovação com o Leão.

Querem avacalhar com o Gauchão

Imprensa de Porto Alegre dá como certo o Gauchão de 2016 com apenas 16 clubes. Para isso, em 2015 serão rebaixados nada menos que seis clubes e virão dois da Segundona. Penso que o interior não pode aceitar. O presidente do Juventude já disse que é contra e os demais clubes não podem ser cordeiros de Noveletto e Cia. A dupla Gre-Nal que se lixe. Já não basta menosprezarem o campeonato, agora querem acabar com os clubes do interior? Que joguem com suas equipes B como já vêm fazendo ou, melhor ainda, que não disputem mais o Gauchão. Eles vivem ameaçando, mas é só da boca pra fora, porque o título do Gauchão também é importante. Senão, vão ganhar o quê? O Gauchão dá as vagas para a Copa do Brasil (campeão, vice e terceiro). Então, deixem com a gente. O São Paulo tem de se alinhar ao Juventude nessa.

A dupla Gre-Nal

A dupla Gre-Nal só lembra do interior quando é para pedir dinheiro, quando se trata de construir estádios ou fazer grandes contratações. Por isso, é interesse deles vir ao interior, onde ambos possuem a maior parte da torcida e do quadro social. E, como já disse, se não vierem não farão tanta falta.

Parque Shopping Rio Grande

Com o término da terraplenagem e estaqueamento, a Partage já se prepara para a próxima fase da obra que vai erguer o Parque Shopping Rio Grande. Com a confirmação da Construtora Guarany na execução, março deve marcar o início da construção do mais novo shopping da cidade. Michelle Rossettini, que mostra toda a sua competência na assessoria de imprensa do empreendimento, adianta que nos primeiros cinco meses a previsão é do emprego de 150 trabalhadores da cidade, devendo chegar a 450 no decorrer da obra.


8 Artigo

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 22 A 28 de março de 2014

Onde estão os bons homens, que não carregam bandeiras, mas não desistem dos seus ideais?

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nde estão os bons homens, que não carregam bandeiras, mas não desistem de seus ideais, aqueles homens de bem que, ao invés de armas ou siglas, carregavam o giz e com ele nos ensinaram a ler e escrever? Distante dos palanques, distante dos muros do poder, distante do glamoroso mundo da política, há um mundo frágil em fase de desconstrução. Nestas ruínas se avista apenas lembranças vagas dos tempos áureos de bons homens, que, diante ou próximo das tribunas escolares, eram considerados ilustres mestres; aqueles bons homens que não carregam bandeiras, mas não desistem dos seus ideais, aqueles homens de bem que nos ensinaram a ler e escrever, onde estão? Longe das escolas, se perderam no destino da vida ingrata que lhes tirou o giz e lhes cedeu outras ferramentas menos gloriosas, porém que lhe proporcionam o sustento. Com novos instrumentos de trabalho, o bom homem, que outrora foi educador, passou a ser explorado no mercado capitalista. O giz deixou de ser um instrumento que garantia o sustento familiar. E lá se foi o bom homem atrás de outras ferramentas que lhe deem condições de alimentar sua prole. Indiferentes à ausência destes homens, que fazem falta à sociedade, outros tantos se preocupam com seus interesses. E, precisamente para lograrem êxito, são causadores de tantos casos de conflitos políticos no Brasil. Querem que a Educação não estrague seus planos, por isso diminuíram o salário do professor para nos afastar do conhecimento. Querem nos recrutar para manifestações, querem nos provocar até nossos mais primitivos instintos aflorarem e depois irão nos trancar a sete chaves. Querem nos proibir de pensar e afastaram de nosso convívio esses bons homens, que nos ensinavam a interpretar textos, que nos faziam perceber em meio às palavras a intenção maléfica de inescrupulosos políticos, que colhiam as nossas assinaturas através de plebiscitos e referendos para perpetuarem seus interesses. Agora em meio à escuridão, sem aqueles bons homens, não separamos mais as palavras que nos aprisionam daquelas que nos libertariam. Ficamo-nos distantes do conhecimento, da decodificação dos símbolos cognitivos administrados pela gramática e pela linguística, estamos órfãos e entregues às mãos destes representantes, que mal-intencionados têm o nosso aval, o que os torna legalmente nossos políticos representantes. Tudo na mais alta legitimidade. Sem a luz do conhecimento, assistimos, passivamente, um fato histórico em que os conflitos são protagonizados pelos partidos de coalizão. Sim! Já vimos todos os tipos de prélios entre partidos, e nestes desentendimentos aconteciam as maiores baixarias. Lembramo-nos que estes episódios fazem parte do cenário político, no caso do Fernando Collor que trazia à tona a rixa dos conservadores contra os excessos dos esquerdistas, que com os punhos cerrados agredia Lula com palavras ásperas, nas eleições de 1989. Neste período ele levan-

tara a bandeira de caçar os marajás, aqueles servidores públicos que recebiam fortunas. E aos berros enfrentava seus adversários com um fervor jamais antes visto. Mas, todas estas disputas decorriam em meio à corrida eleitoral, onde de um lado figurava um partido de oposição e do outro um partido que defendia os interesses da situação. Lembram-se das eleições de 2002? O candidato de oposição era o Lula e da situação era o José Serra e nesta guerra deu-se de tudo, foi pugna total; lavaram roupa suja na mídia e o José Serra foi nocauteado por denúncias de fraude nos órgãos públicos. Porém, o ápice da rusga na esfera política na atualidade diz respeito ao partido coligado que compõe diretamente o poder no Brasil, o PMDB. Assim, mudam os motivos, mas as denúncias de fraude continuam, mesmo que tais denúncias partam dos aliados. No caso o PMDB, que ocupa a cadeira de vice-presidente. Que, através de Michel Temer representa os interesses do partido e, além de vice- presidente da República é a figura política mais expressiva do partido. E esta aliança política é fundamental para a reeleição de Dilma. Então, por qual motivo eles guerreiam, e jogam sujeira no ventilador? Claro! Brigam por espaço, querem que mais pessoas de suas relações pessoais possam se transferir para detrás das muralhas destes castelos, que abrigam e separam da plebe, os nobres gestores pú-

blicos. Mas, para seus objetivos serem alcançados, os integrantes desta base aliada pediram investigações na Petrobrás sobre alegações de fraude nos contratos de plataformas particulares na exploração de petróleo. Bom! Se isso não for rompimento das relações políticas é, no mínimo, uma forma explícita de exigir maior espaço político no poder. Agora nos resta entender como estas alianças políticas podem ser tão frágeis. Particularmente eu suponho que estas instituições jurídicas de caráter privado perderam as suas convicções e fazem de tudo para aumentar as suas cercas fronteiriças sobre os demais partidos aliados com chantagens e ameaças de auditorias nas empresas públicas. Porque lá se encontram os cargos em comissões dos partidos que estão no poder, neste caso o PT. Enquanto ficamos aqui embaixo, atrás do muro das resistências sociais, apenas observando esses ilustres senhores dividirem o esbulho, lá eles debochadamente nos mostram o quanto não estão preocupados conosco, o povo. Enfim, como traremos de volta os nossos bons homens, que não carregam bandeiras, mas não desistem de seus ideais, aqueles homens de bem que, ao invés de armas ou siglas, carregavam o giz e com ele nos ensinaram a ler e escrever? Se eles voltassem, não haveria os excessos do poder e, esta é a maior razão para os atuais políticos não permitirem que voltem. Nery Porto Fabres Professor e Corretor de Imóveis


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Sozinhos no Mundo E tem gente que ainda acha que está solitário neste mundo quando falamos em termos de trânsito. Não sinalizam nada, não respeitam ninguém, simplesmente param do nada, dobram quando se menos espera sem a mínima noção ou respeito às regras básicas de se viver em sociedade e de acordo com as regras do trânsito. Seres humanos não nasceram para viver isoladamente, Os seres humanos não conseguem viver isoladamente. No decorrer da vida, vamos desenvolvendo uma série de habilidades para nos relacionarmos com o mundo que nos cerca. Assim formamos o nosso jeito de ser, nos desenvolvemos intelectualmente e aprendemos a viver com outras pessoas, das quais necessitamos para concretizar nossos projetos. Parece-me que muita gente não tem a essência deste conceito engajado em si. Quando falamos em viver em sociedade, o trânsito serve apenas como exemplo de que muitas vezes as pessoas vivem apenas olhando para si mesmas, sem levar em consideração o que está na sua volta. Bastam alguns minutos dirigindo que já se observa vários motoristas que se acham no direito de pensar que vivem sozinhos no mundo, não respeitando as pessoas que vivem ao seu redor. Infelizmente isso não é novo e precisamos conviver com absurdos que este tipo de gente faz.

Ponto de Vista O modo de enxergar as coisas depende muito do ponto de vista de cada pessoa e a maneira com que cada uma interpreta a sua maneira de ver, o exemplo do copo com metade de água, onde muita gente enxerga o copo meio cheio são os ditos positivistas

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otimistas e quem descreve o copo meio vazio são os ditos pessimistas. A maneira de se portar diante do mundo, a visão de mundo de cada pessoa pode estar ligada à visão do copo com metade de água. Questione-se: de que maneira você vê as coisas? De maneira otimista (copo meio cheio) ou pessimista (copo meio vazio)? Ainda vejo duas variantes nestes conceitos de otimismo e pessimismo. O realista muitas vezes é considerado pessimista, pois o realista analisa todas as possibilidades de algo dar certo ou errado e computa estes resultados tirando a sua conclusão. E temos o otimista que acha que tudo vai dar certo, mas não tem a ação embutida no seu otimismo. Só achar que tudo vai dar certo não basta, tem que fazer por onde dar certo. Suba nos preços Impressionante a suba dos preços nos nossos supermercados. A cada dia que vamos, as coisas estão mais caras e qualquer comprinha básica a gente sente no caixa a desvalorização dos salários em relação ao aumento dos preços dos produtos. Não sei qual conta o governo faz de índice de inflação, mas certo que os reajustes salariais não chegam nem perto da realidade que andamos vivendo. Boa Semana!


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Adiamentos só aumentam o descrédito

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o menos não será no dia 1º de abril, mas o Carnaval oficial rio-grandino, que inicialmente foi transferido para os dias 28 e 29 de março, quando o período certo seria no início deste mês, acaba de sofrer novo adiamento. Agora será nos dias 4 e 5 de abril. A comunicação foi feita pela Secretaria de Município de Comunicação e Relações Institucionais, através de notícia publicada no site da Prefeitura e distribuída à imprensa. A informação não entra em maiores detalhes sobre a nova transferência. Tendo por título “Prefeitura, LIEESA e escolas de samba definem nova data para o Carnaval”, diz a nota: “A Prefeitura Municipal do Rio Grade e a Liga Independente das Escolas e Entidades do Samba do Rio Grande (LIEESA) definiram, durante reuniões, uma nova data para o Carnaval 2014. A folia rio-grandina estava marcada para os dias 28 e 29 de março e foi reagendada para os dias 4 e 5 de abril. A Prefeitura aproveitará o período para articulação com as empresas que prestarão serviços de infraestrutura para o evento. A decisão foi aprovada também pelas escolas de samba, que terão o prazo estendido para confecção de fantasias e alegorias. A abertura oficial do Carnaval 2014 ocorrerá na noite de sexta-feira, 4, com a presença do prefeito Alexandre Lindenmeyer para passagem da chave da cidade à nova Corte do Carnaval 2014”. Faltou explicação Por se tratar de um evento que costuma atrair multidões e que já causou grande polêmica no ano passado, o certo seria que a Prefeitura ou a própria Liga esclarecessem o porquê de mais uma transferência. A falta de esclarecimentos dá margem a todo tipo de especulação e, principalmente, à conclusão bastante coerente com o passado recente de trapalhadas, de que nem as escolas, nem a infraestrutura do evento estavam prontas a tempo. Dessa forma, o Carnaval oficial, que já vem de um grande abalo de crédito com as confusões do ano passado, fica ainda mais desacreditado. Parece que um ano está sendo pouco para as nossas escolas se prepararem, e aí, cabe perguntar: será que depois de tantos adiamentos, as entidades ainda se atrasarão para entrar no Sambódromo? Espera-se que, depois de tanto suspense, as entidades surpreendam e correspondam à expectativa do público, caso contrário, ficará evidente que os adiamentos terão sido fruto da desorganização.

IQUE DE LA ROCHA

Fotos: Divulgação

Primeiro, o Carnaval foi adiado para o final de março. Agora ficou para abril

Tem de melhorar Rio Grande era para se orgulhar de ter o Carnaval oficial das escolas no Sambódromo, o popular da Cristovão Colombo e o familiar do Cassino. Chegamos a ter os três de boa qualidade, mas aí o do Sambódromo sofreu interferência política, os desfiles passaram a atrasar consideravelmente e isso mata qualquer carnaval, pois as pessoas não aguentam mais ficar até o dia clarear para ver quase nada. No passado recente, as entidades e o próprio público queixavam-se da Associação Rio-Grandina das Entidades Carnavalescas (ARGEC). Com o apoio da Prefeitura, na época, tiraram a ARGEC da jogada e criaram a Liga Independente das Escolas e Entidades do Samba do Rio Grande (LIEESA). O discurso era bom, parecia que finalmente haveria organização no Carnaval oficial, mas foi aí que tudo piorou. No Carnaval de 2012 quiseram inovar e trouxeram a ex-chacrete Rita Cadilac para abrir o evento. Até aí

tudo bem, só que atrasaram todo o desfile e, por volta de meia-noite, recém estava sendo entregue a chave da cidade à Corte do Carnaval. Choveram críticas. Em 2013, então, a desorganização do Carnaval bateu todos os recordes. A atração da LIEESA era Neguinho da Beija-Flor. Só que, tirando ele, pouco mais se viu. Os desfiles atrasaram quase quatro horas e não havia nada decidido para a entrega das urnas com as notas dos jurados. As contas, especialmente a aplicação da verba destinada pela Prefeitura, não foram prestadas devidamente e foram parar no Ministério Público, onde estão até hoje. A posse de Chico Santos na presidência da Lieesa deu um novo alento e a esperança de que as coisas começarão a melhorar. O próprio prefeito Alexandre Lindenmeyer tem demonstrado interesse em apoiar o Carnaval do Rio Grande. Vamos torcer para que nosso tradicional evento engrene, mas, pelo menos até agora, isso ainda não aconteceu. Ninguém merece os atrasos Na hora das principais entidades desfilarem, no Carnaval passado, aconteceu o que já era de se prever com os atrasos: as arquibancadas estavam vazias. Uma injustiça para aqueles dirigentes das entidades carnavalescas que trabalham seriamente durante todo o ano e quando chega o grande dia de mostrar o seu trabalho não tem público para assistir. A verdade é que as pessoas perdem a disposição com os atrasos. É comum mulheres levarem crianças de colo para o Carnaval, e como essa gente vai fazer se tiver de ficar até o dia clarear? Dito pelo próprio pessoal das entidades, no Carnaval passado até mesmo integrantes das escolas tiveram de desistir dos desfiles, devido ao horário tardio. Entre os que ficaram, teve quem aproveitasse para dar uma cochilada antes de entrar na passarela. Esperamos que, no mínimo, as entidades carnavalescas em 2014 desfilem no horário certo. Isto é básico, no Carnaval. Caso contrário, a maionese irá desandar mais uma vez.


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Alfaro

Alberto Amaral

Diploma pelo diploma, perigos

Falta de educação também causa

transtornos em dias de chuva

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cabo de receber honroso convite vindo do Centro Educacional ASSPE, que abriga aqui no sul do País o Polo da UNOPAR – Universidade Norte do Paraná, para paraninfar 28 formandos de vários cursos superiores. A solenidade será no próximo dia 22 de março no Ipiranga Atlético Clube. Como sempre, a par da emoção pela distinção e responsabilidade da escolha, aproveito o ensejo para provocar uma reflexão aos meus afilhados e leitores. As oportunidades da vida, para os que têm compromisso com a cidadania e os destinos do nosso País, são sempre únicas. Portanto, considerando as excelentes avaliações das entidades citadas, sinto-me à cavalheiro para reafirmar que a proliferação de cursos superiores no País tem se prestado a duas situações ambíguas: a oportunidade de um novo patamar profissional e a decepção pela seletividade do mercado. Óbvio que sempre é uma vitória pessoal a obtenção de uma graduação superior, porém esse fato, isolado, não significa obrigatoriamente a abertura de portas no mercado de trabalho, tendo em vista que este é cada vez mais exigente e as dificuldades do formando já começam na hora do estágio ou contratação como treinee, quando o peso da sua instituição de ensino e as suas avaliações do MEC, através do Índice Geral dos Cursos – IGC, contam muito. O acadêmico deve entender e trabalhar preventivamente com essas nuances, sabendo identificar o conceito da sua faculdade perante os indicativos acima expostos, não relaxando, no caso das bem avaliadas, nem desanimando, no caso contrário. Deve levar em contas sempre que a cultura e experiências adquiridas e acumuladas ao longo da vida são fatores decisivos para o sucesso pessoal e profissional. A experiência nos dois lados, antes como concorrente à oportunidade, hoje como empresário selecionador, me autoriza a propor algumas providências que desequilibram, favoravelmente, independentes da origem do diploma, para que o formando tenha chances reais, tanto na área privada, como no setor público, este através de concursos. Cursos de extensão relacionados à formação pretendida, idiomas, intercâmbio no exterior e se mostrar atualizado, acompanhando o que acontece no mundo, além de desenvolver capacidade para relações interpessoais, farão a diferença. Em quaisquer das situações expostas, um diploma deveria representar a habilitação para o exercício pleno de uma profissão, a realidade não é essa, muitas vezes a busca irresponsável por uma graduação a qualquer preço representa, logo ali, frustrações e desencantos. Diploma pelo diploma, não é o caminho, busque orientação, aconselhamento e direcione responsavelmente o seu futuro. Aos meus afilhados da UNOPAR/ASSPE desejo toda a sorte de felicidades, que todas as dificuldades enfrentadas para a obtenção desse galardão sejam compensadas com uma carreira profissional plena de sucessos e realizações. Por aqui, terão sempre um conselheiro, um amigo, um torcedor, sempre disponível, sempre vigilante. Alberto Amaral Alfaro Advogado, Empresário e Corretor de Imóveis.

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ANDRÉ ZENOBINI

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odo mundo já ouviu na escola que é errado jogar lixo no chão. Pena que muita gente não aprendeu essa lição e continua depositando nas ruas da cidade os seus dejetos. Em uma rápida análise das bocas de lobo da cidade do Rio Grande a constatação é rápida: há muita sujeira acumulada. E nesse caso, não se pode culpar esse ou aquele político pela situação, todos são responsáveis por manter as ruas limpas. A grande quantidade de sujeira encontrada nas bocas de lobo dificulta a entrada de água em dias de chuvas. Na última semana, Rio Grande teve momentos complicados com relação aos alagamentos que, diante da grande quantidade de chuva, não teve vazão suficiente. Além dos problemas já típicos de nossa cidade, a grande quantidade de lixo que se acumula pelas ruas é outro grande vilão.

Questão básica de educação, o lixo precisa ser trabalhado desde a infância. Não somente culpa da sociedade, falta empenho dos governantes para incentivar a coleta seletiva. No Parque Marinha, por exemplo, os moradores reclamam que não vem mais o caminhão do “lixo limpo”. A coleta desse tipo de resíduo tem sido ineficaz em muitos pontos da cidade o que pode aumentar as chances de alagamentos em dias de chuva. Cidades grandes como Porto Alegre e Rio de Janeiro já colocam em prática projetos que podem auxiliar no combate do lixo ao chão. A capital gaúcha já apresentou seu Código Municipal de Limpeza Urbana, que deve começar a valer a partir de abril. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, o projeto Lixo Zero já ajudou a diminuir 60% da quantidade de lixo em determinadas regiões da cidade.

Fotos: Carlos Wyse

Chuva X Bombas A cada chuva que cai em Rio Grande surge a dúvida na população quanto ao fato de as bombas localizadas na Rua Salgado Filho estarem ou não ligadas. Segundo a defesa civil, as bombas têm sido acionadas mediante a necessidade. A grande quantidade de chuva que caiu na cidade do Rio Grande na última semana chegou a 86,2mm. Desde o início do mês, o volume acumulado chega a 151,2mm. Bastante diferente do que foi registrado em 2013, quando em todo o mês de março foram registrados apenas 27mm. As informações são da Universidade Federal do Rio Grande. A ação do executivo também precisa ser reforçada com uma maior atenção às valas e valetas do município que nos bairros são formas de vazão, assim como a limpeza dos canaletes da Salgado Filho e Major Carlos Pinto. Ainda é necessário reforçar a limpeza das bocas de lobo para que casos de alagamento não aconteçam com tanta frequência. Mas não é só o executivo que precisa trabalhar. Consciência ambiental é um dever de todos que serve para o bem de todos.

Compare os números Volume de Chuvas por mês 2013

Janeiro 78,8 mm 192,3 mm Fevereiro Março (total) 27 mm

2014

Janeiro 217,8 mm 157,6 mm Fevereiro Março (total) 151,2 mm


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Escola Hebe Marsiglia está em novo endereço

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de Caxias, número 578, entre João Alfredo e Senador Corrêa.

Fotos: Divulgação

esde o último dia 19 os alunos da Escola de Ensino Fundamental Hebe Marsiglia estão de casa nova. A tradicional instituição, que ficou conhecida por sua localização estratégica, entre as ruas Duque de Caxias e Vice-Almirante Abreu, conta hoje com um novo espaço, que chega para melhor atender à comunidade escolar. De acordo com a diretora da instituição, Mônica Salomão Dias, estudam na escola cerca de 120 alunos nos dois turnos, sendo as séries iniciais com aulas na parte da tarde e as finais, no período da manhã. O diferencial da escola, segundo ela, passa pelo número reduzido de alunos, o que proporciona uma melhor qualidade de ensino e de atendimento aos pequenos. A decisão pela troca foi tomada por conta da questão histórica da casa, pois ela não poderia receber determinadas obras de modificações, o que inviabilizaria o funcionamento da escola. Atualmente a nova estrutura recebeu adequações para facilitar a acessibilidade e permite que os alunos tenham mais espaço e conforto.

Uma história de 59 anos de ensino Fundada no dia 16 de novembro de 1955 com o nome de Cantinho Infantil, a escola iniciou suas atividades apenas com o oferecimento do jardim de infância, vindo mais tarde a implantar parte do que hoje conhecemos como Ensino Fundamental. No ano de 1974, as séries iniciais foram completamente instaladas, ampliando e melhorando a qualidade de ensino no município. Já em novembro de 2003, a instituição passou a chamar-se Escola de Ensino Fundamental Hebe Marsiglia, forma encontrada pela direção de homenagear sua fundadora.

Dentro de sua programação de ensino, a instituição mantém o turno integral, onde os estudantes utilizam o tempo ocioso da manhã ou da tarde para realizar atividades extraclasse, como brincadeiras, aulas de dança, reforço escolar, oficina de arte, apoio pedagógico e educação ambiental com o cultivo, inclusive, de uma pequena horta no pátio. A diretora disse, ainda, que o antigo prédio deixará muitas saudades, pelo fato da escola ter permanecido naquele local por um período superior a quarenta anos. A instituição se encontra hoje na Rua Duque

Grupo Guanabara abre novo supermercado em Rio Grande Nova loja terá investimento de cerca de R$ 8 milhões e será no Praça Rio Grande Shopping Center, que inaugura dia 23 de abril, às 10h supermercado, 250 novos postos de trabalho serão abertos e os interessados podem fazer seu cadastro em www. smguanabara.com.br. Fonte: Assessoria de Imprensa RioGranacci Consulting and Business

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Guanabara Plus, como será chamada a nova loja do grupo, ocupará quase 4 mil m² no Praça Rio Grande Shopping. Ela terá a proposta de trazer um novo conceito de supermercado para a cidade. O montante investido deve chegar a R$ 8 milhões e as áreas de treinamento de pessoas, instalações, acabamentos, formato de loja e a modernização do sistema serão os focos de melhoria na operação.

Todo o investimento se justifica em decorrência do mercado rio-grandino estar em processo de evolução em demanda e qualidade. O Guanabara Plus é a primeira loja do grupo dentro de um shopping center e, por isso, já nasce com alguns diferenciais como segurança e estacionamento. “Estamos investindo forte em um ambiente e numa operação que Rio Grande já merece há muito tempo e que agora será realidade a partir do dia 23 de abril”, explica Luiz Carlos Carvalho, presidente do Grupo Guanabara. Segundo a direção do grupo, eles estão encarando um grande desafio em função da mão de obra, que está escassa na região. Apesar de eles serem o grupo que mais emprega pessoas na região, algumas medidas como investimento em RH, treinamento e até ônibus que buscam os funcionários em outras cidades, já estão sendo feitas. Para o novo


Editorial

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eleza e saúde caminham juntas. A harmonia entre ambas é uma das maiores conquistas que podemos almejar. Pensando assim, o Jornal Folha Gaúcha traz nesta edição o caderno Beleza & Saúde. Mensalmente estaremos levando aos nossos leitores informações, dicas, cuidados com a saúde, orientações profissionais, tudo para deixar a vida mais bela e saudável. Nesta primeira edição, você vai conhecer alguns cuidados básicos para ter uma alimentação saudável. Vai saber um pouco mais sobre os tratamentos para a temida celulite e também para a assustadora queda de cabelos. Quer ter uma pele saudável? A gente mostra que ela exige muito mais que tratamento com cremes. Beleza & Saúde foi planejado com carinho para mostrar que não existem limites para buscar a harmonia entre o corpo e a mente, que cuidar da saúde é acima de tudo sentir-se belo por inteiro e que o único padrão a ser seguido é o do respeito aos limites do corpo. Boa leitura!

Unhas perfeitas: siga as dicas

Conheça alguns

cuidados básicos para uma boa alimentação Nutricionista destaca que uma boa dieta é aquela balanceada, onde todos os tipos de alimentos estão presentes

VICENTE PARDO

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obesidade é um dos grandes problemas da sociedade moderna. Falta de cuidados com a alimentação e dietas desbalanceadas estão entre as principais causa do sobrepeso. Segundo a nutricionista do Hospital Universitário do Rio Grande, Ângela de Siqueira Camejo, as pessoas precisam ter consciência de que uma boa dieta é aquela que dá ao corpo todos os nutrientes necessários, de forma variada. “Tudo é um equilíbrio. Se tu comeres um pouco de cada tipo, tu estás bem, pois terás todas as vitaminas, nutrientes e sais minerais de que o corpo precisa”, afirma Ângela que também destaca que a presença de gorduras, de forma controlada, exerce papel importante em uma dieta balanceada. “Cortar por completo as gorduras irá gerar uma carência nutricional. Mas é preciso cuidado, já que cada grama de gordura produz 9 calorias, o dobro de carboidratos e proteínas”, conclui.

Para a nutricionista, diversificar as refeições em uma dieta é simples, principalmente se a pessoa tiver sempre frutas, legumes e vegetais em casa. “Quanto mais colorido for o prato, mais saudável ele será. Também não se deve esquecer o feijão, que é fonte de proteína. Ele, junto do arroz, completa tudo que é necessário em um prato”.

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em sempre é possível estar na manicure, mas com alguns cuidados básicos podemos ter unhas perfeitas e saudáveis. No livro Allure, Confissões de um Editor de Beleza (Bulfinch), de Linda Wells, há algumas dicas incríveis para manter as unhas lindas e saudáveis. Confira: - Unhas no formato oval ficam bem na maioria das pessoas; - O melhor comprimento é cerca de 0,2 cm além da ponta dos dedos; - Não corte as cutículas. Hidrate-as e empurre-as todos os dias; - A base cria uma superfície lisa e evita que o esmalte saia; - Passe três camadas finas de esmalte, não apenas uma grossa, em cada unha; - Se você não quer borrões, espere ao menos 30 minutos para que as unhas sequem; - Reaplique extrabrilho todos os dias para evitar que as cores lasquem; - Se suas unhas amarelarem ou lascarem, admita o problema e remova todo o esmalte; - Vá à manicure no mínimo uma vez por mês. 2 | Rio Grande, de 22 a 28 de março de 2014

Também é importante dizer que a dieta deve ser condizente com o estilo de vida que a pessoa segue. Por exemplo, um sedentário deverá consumir menos alimentos do que uma pessoa cuja vida é mais corrida.

O consumo de água é outro aspecto diretamente ligado à boa alimentação, já que ela participa diretamente de diversos processos do organismo. Para saber o consumo diário correto, a nutricionista explica um cálculo simples. “Basta a pessoa multiplicar o seu peso por 35 ml. Do resultado, deve-se descontar aquela quantidade de líquido ingerida através de alimentos. Normalmente, para um adulto, a média diária é de 2 litros de água”, explica.

Ela também destaca uma grande preocupação com a dieta, principalmente com aquela seguida pelos gaúchos. A presença de carne nas refeições deve ser balanceada, já que o excesso de proteínas pode acarretar problemas no futuro. “Principalmente problemas renais, pois tudo é filtrado pelo rim e acaba sobrecarregando este órgão. Também existem, atualmente, diversos estudos que ligam as dietas hiperproteicas ao surgimento do câncer”, alerta Ângela. Rio Grande, de 22 a 28 de março de 2014 | 3


Invista em você R

io Grande conta agora com Daya Stúdio Hair, um local diferenciado onde você cliente tem um tratamento especial, além de desfrutar de muito conforto e ser atendida por funcionários qualificados e com produtos de primeira linha. O Daya Stúdio Hair dispõe, além de tudo que os outros salões oferecem, o espaço Kids e a Suíte da Noiva. A Suíte da Noiva é um espaço reservado a você em um dos dias mais especiais de sua vida: o de seu casamento ou o dia dos seus quinze anos. Proporcione a quem você ama um dia de SPA, tornando essa data ainda mais incrível, pois a suíte tem ambiente climatizado, banheira de hidromassagem, adega, massagem, espaço de maquiagem e o espaço perfeito para sua produção. Você, com tratamento de princesa!

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Equipe Daya Stúdio Hair:

Daiane Coutinho (cabeleireira e proprietária); Enrique Moreira (cabeleireiro); Micael Machado (cabeleireiro); Andreza Chim (cabeleireira); Dayane Soares (manicure/pedicure/depilação); Danieli Àvila (manicure/pedicure/depilação); Ana Nunes (manicure/pedicure/depilação); Fabiana Castro (manicure/pedicure/depilação); Viviane Fernandes (auxiliar de cabeleireiro); Margareth Coutinho (auxiliar geral); Marcelo Borges (auxiliar administrativo); Ladiele Lunkes (gerente administrativo). Texto e fotos: José Valerão

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CELULITE

Queda de cabelos: como evitar queda de cabelo, além de causar um grande desconforto, é motivo de preocupação para muitos. As causas podem ser diversas, vão desde alterações hormonais, estresse até a falta de vitaminas decorrente de dietas restritivas. Com o tratamento correto, ou mesmo preventivo é possível reverter o quadro. Diariamente uma pessoa perde 120 fios de cabelo dos aproximadamente 150.000 que tem o couro cabeludo. Por isso, achar cabelo no ralo do banheiro ou na escova é normal, já que o folículo sofre um trauma nessas ocasiões e se rompe. Quando o volume é notadamente maior, aparecendo no travesseiro, no chão da casa ou na mesa do trabalho, é hora de investigar o motivo. Para isso a ajuda de um médico é fundamental, pois pode ser um sintoma de que algo anormal está acontecendo. Para o organismo, a única função do cabelo é proteger o couro cabeludo. Em uma situação em que é necessário economizar nutrientes e energia, no caso de uma doença, os fios são deixados em segundo plano. Fragilizados, eles caem, mas não é apenas nesses casos; a sutil queda é normal devido a seu ciclo biológico, porém pode se intensificar ou mesmo parar de crescer, pela deficiência de vitamina D, ferro e variações nos níveis de estrogênio. A vitamina D é essencial para o crescimento do cabelo. Segundo a farmacêutica Ingrid Melgar, da Farmácia Terapêutica São José – manipulação de fórmulas, “a queda de cabelo aumenta durante o outono e o inverno, período em que os níveis de vitamina D se reduzem no organismo devido à baixa exposição solar”. O ferro pode ser considerado o nutriente mais

importante para a saúde dos cabelos, pois o crescimento dos fios exige grande fornecimento de sangue, por isso a deficiência de ferro, mesmo na ausência de anemia, está associada à queda. “As desordens estéticas que implicam alterações na pele, cabelo e unhas podem estar intimamente relacionadas a alguma carência nutricional”, complementa Ingrid. As vitaminas do complexo B são as principais responsáveis por um cabelo saudável, elas não são produzidas pelo organismo, mas sim oriundas de alimentos como carne, ovos, leite e vegetais de folhas verde-escuras. Essas vitaminas são importantes para o funcionamento correto do metabolismo celular, responsável pela divisão das células e, consequentemente, pelo crescimento do cabelo. “As vitaminas do complexo B podem ser consideradas as mais importantes para a saúde dos fios”, diz Ingrid. Suplementos vitamínicos e minerais são excelentes para o tratamento da queda capilar, além de promoverem o fortalecimento das unhas. Uma combinação especial de aminoácidos, proteínas e vitaminas do grupo B fornece aos cabelos e unhas os nutrientes necessários para estimular o crescimento e o fortalecimento dos fios.

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Fotos: Divulgação

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Fotos: Divulgação

Deise Mattoso

Como combater essa inimiga

Deise Mattoso la pode ser considerada um dos maiores pesadelos das mulheres, motivo este que as levam a constantes buscas por tratamentos para combater ou mesmo amenizar os transtornos visuais que causam à pele. A celulite, como vulgarmente a chamamos, é uma infecção da gordura localizada abaixo da pele, provocando uma aparência semelhante a uma casca de laranja. O aspecto ondulado é causado pelo inchaço das células de gordura que tracionam as fibras que prendem a pele aos planos mais profundos e causam esse enrugamento. As causas do aparecimento da celulite podem ser muitas: hormonais, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, entre outros. Talvez por isso que se diz que toda mulher tem celulite, até mesmo as magrinhas. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 85% das mulheres com mais de 35 anos convivem com a terrível celulite. Esse tipo de inflamação está dividido em três graus: Nível 1, aparece quando a pele é pressionada; no nível 2 ela é perceptível sem nenhum estímulo e, no nível 3, mais grave, apresenta furinhos profundos, largos e em grande quantidade, podendo provocar sensação se dor. Apesar de todos os transtornos que ela provoca, as clínicas estéticas oportunizam opções de tratamento para combater essa inimiga da beleza. Segundo a esteticista Roberta Mattos, da Clínica A Flor da Pele, “é importante lembrar que nenhum tratamento estético funciona sem que haja alterações na dieta e prática de atividade física, além disso, é preciso reduzir o consumo de açúcar e gordura e ingerir muita água. O ideal é que seja feita uma dieta orientada por nutricionista.” Conheça dez dos tratamentos estéticos que você pode escolher para deixar a pele lisinha outra vez. Drenagem Linfática – é uma massagem voltada à eliminação de líquidos acumulados nos tecidos. Ela é indicada para todos os níveis de celulite. “A partir desses movimentos, as toxinas e outros resíduos metabólicos são expelidos, estimulando a circulação sanguínea”, afirma a esteticista. Massagem modeladora – enquanto a drenagem linfática estimula a eliminação do líquido acumulado no corpo, a massagem modeladora atua tanto no sistema linfático como sobre as placas de gordura. Ela é indicada para todos os graus de celulite, desde que esteja associada à gordura localizada. Creme anticelulite – ele pode ser considerado um excelente auxiliar, conforme a esteticista Roberta, “seu uso deve estar associado a outros tratamentos e hábitos saudáveis para surtirem efeito”. Endermologia – é um tratamento não invasivo feito com o uso de um aparelho composto por um sistema de sucção e dois rolos, cujos movimentos estimulam a circulação e promovem a drenagem linfática. Recomendado para graus moderados e graves. Mesoterapia – é uma técnica que utiliza um coquetel de medicamentos para diminuir a gordura no local tratado. É fundamental associar o tratamento a um treino regular, alta ingestão de líquidos e uma alimentação equilibrada. Laser - no tratamento com laser, é aplicada anestesia local na área que vai ser tratada e, por meio de duas pequenas incisões (do tamanho da ponta de uma caneta), são inseridas cânulas com a fibra ótica do aparelho. O laser destrói a gordura localizada, quebrando os septos fibrosos. O procedimento ainda estimula a produção de colágeno, deixando a pele mais firme. Carboxiterapia – a técnica foi criada para tratar úlceras na pele – a injeção de carbono melhorava a circulação sanguínea e a oxigenação dos tecidos, fazendo com que as feridas se fechassem rapidamente. Ela passou a ser usada no meio estético com a ideia de que a ação vasodilatadora também reduz a flacidez e as irregularidades decorrentes da celulite, porém nem todos os dermatologistas apoiam o tratamento. Ultrassom – ele tem sido bastante usado no combate à celulite e à gordura localizada. Possui potência maior que o ultrassom convencional e, geralmente, é

acompanhado de um gel que auxilia a movimentação do aparelho, facilitando a penetração da onda sônica. Gesso Liporredutor – é uma mistura de substâncias que endurecem quando aplicadas sobre a pele, provocando aquecimento, vasodilatação e melhor penetração dos princípios ativos. O método é recomendado para graus mais avançados de celulite.

Radiofrequência – O aparelho de radiofrequência utiliza uma radiação eletromagnética de alta frequência que faz com que as células de água se agitem, aumentando a temperatura. Ele estimula a produção de colágeno, sendo indicado para todos os graus de celulite, principalmente para os casos em que há flacidez associada.

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Ter uma pele saudável exige muito mais que tratamentos com cremes Farmacêutica destaca que saúde da pele está diretamente relacionada ao estilo de vida

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Vicente Pardo

ode-se dizer que as preocupações estéticas não são mais uma exclusividade do público feminino. Tanto mulheres quanto homens procuram, hoje, alternativas para amenizar os efeitos do tempo. Muitos recorrem a tratamentos à base de cremes, logo cedo. Para a farmacêutica Rosário Bica, responsável pelas farmácias Dermaco, o importante é cuidar do corpo desde sempre. “A pele transmite tudo aquilo que se fez ao longo da vida”, afirma. Cuidados para manter uma pele saudável e retardar os efeitos da idade devem ser tomados ao longo de toda a vida. Cuidados estes que vão desde uma boa alimentação, pautada por legumes, frutas e verduras, até boas noites de sono. A farmacêutica destaca que a pele é o maior órgão do corpo humano, o que demanda a ela um enorme cuidado. Por consequência, um dos maiores vilões da saúde atual é, também, uma grande preocupação para quem busca uma pele saudável: o cigarro. O hábito do fumo faz com que as células do nosso corpo envelheçam, causando prejuízo ao DNA. Rosário alerta que, além de manchas cutâneas, o cigarro está diretamente ligado a diversos casos de câncer. Outro ponto que colabora para a saúde da pele são os cuidados tomados antes de ir ao sol. Rosário indica que aquelas pessoas que pretendem passar por grandes exposições, devem procurar um protetor solar cuja proteção contra os raios UVA seja completa. Ela comenta que, atualmente, se vive uma “indústria do engano” no que diz respeito a esta parte da estética. Muitas pessoas pensam que, com apenas alguns cremes, uma pele maltratada por anos rejuvenescerá. A farmacêutica afirma que o tratamento mais aconselhado é aquele feito com nutricosméticos de via oral, que promovem melhorias cutâneas. Rosário destaca o resveratrol, um polifenol com concentrado do vinho tinto, e também o pycnogenol, antioxidante natural que colabora para a redução de manchas. Fotos: Divulgação

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Artigo 13

Mobilidade Urbana

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om a pretensão de fazer chegar a todos os moradores de nossa cidade, rio-grandinos ou não, os problemas oriundos da mobilidade urbana no que diz respeito ao transeunte, permito-me, novamente, reproduzir o meu descontentamento com a falta de atenção que a mobilidade urbana recebe dos mandantes municipais. Entra governo e sai governo, e continuamos com o descaso de quem teria, por direito, o dever de, pelo menos, minimizar tal situação. Não é, Senhor Prefeito? Todavia, os procedimentos, tanto da Prefeitura Municipal como da Câmara de Vereadores, levam-nos a entender que esse assunto passou despercebido como uma a questão de prioridade. Ou seja, mostrou não ser visto como prioridade! Tratando-se do princípio de que cada um de nós tem o direito e o dever de contribuir para um mundo melhor, e entendendo que há questões urgentes cujos prazos para resolvê-las estão mais curtos a cada dia que passa e a proteção aos riscos contra a vida humana não pode esperar, atrevo-me em emitir um clamor que, certamente, representa o pensamento de nossos conterrâneos. Queiram ou não queiram, as calçadas e os passeios públicos continuam sendo as áreas mais importantes de nosso urbanismo contemporâneo. Não se trata de membros da cultura urbanística, mas, sim, de um símbolo da natureza. Devemos atentar que a mobilidade urbana tem por princípio o direito de ir e vir de seus munícipes, sempre voltado para a preservação da vida. Aqui em nosso município, pela Mobilidade Urbana implantada e, pela sua continuidade, nos leva a crer que a prioridade foram e, pelo visto, continuam sendo, os automóveis, ônibus e motos. Pedestres, nem pensar! Nosso município apresenta duas situações relacionadas ao descaso que impera sobre as nossas calçadas. A primeira é que os proprietários dos imóveis, por se julgarem os donos das ruas, fazem o que bem entendem das calçadas, com um grande histórico de ocupação irregular. Usam as mesmas para implantação de “canteiros de obras”, onde ocupam a maioria das calçadas, pisos inadequados com desníveis, ocupação por mesas oriundas de bares e restaurantes e alguns até com co-

bertura que chega atingir toda a calçada. A segunda é que o Executivo Municipal, por não exercer de fato uma fiscalização atuante e os senhores Vereadores por ignorarem esses descasos, nada falam, certamente preocupados com coisa de maior interesse público ou com receio em perda de votos. Nossas calçadas tornaram-se o “cartão postal negativo” de nossa cidade, onde, certamente, refletem a cultura de nosso povo, como também, de políticos com mandatos. Os proprietários dos imóveis deveriam entender que a sua calçada não é a continuidade de seu imóvel, pertence à comunidade. Vê-se, também, através da fiscalização municipal, a personificação dos três macacos: nada vi, nada ouvi e nada disse. Simples, não é? Na grande maioria das ruas, andar nas calçadas é mais perigoso do que andar na faixa de rolamento. Se

para uma pessoa normal já é difícil, imaginem para um cadeirante, um deficiente visual, um idoso ou até para uma mãe com carrinho de bebê. É quase que impossível a circulação com segurança nos espaços que, a priori, são dos pedestres. Com todo o caos de nossas calçadas, essas pessoas ainda possuem condições de identificar qual será o caminho menos ruim. Todavia, os deficientes visuais, esses, meus caros, não possuem nenhuma oportunidade para locomoção. Perguntar-se-ia, então, será que o deficiente visual terá que ficar confinado em sua casa, em face da omissão de nossos órgãos públicos? Com a palavra o Paço Municipal! Diniz Maciel da Silva Engenheiro Civil, Sanitário e Urbanista


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André Zenobini

Formatura

Formatura II

Mais uma jornalista ganha as ruas da Cidade do Rio Grande. Marcela Lorea Gomes concluiu o curso de jornalismo na Universidade Federal de Pelotas. Marcela tem conquistado o público através de suas reportagens na TV Mar. Beleza e carisma ela tem e pode ir muito longe. Parabéns Marcela!

Na Universidade Federal do Rio Grande, recebe o título de engenheira, Clara Marques. Depois de passar pelo Marista São Francisco, pelo Colégio Técnico Industrial e pelo curso de Engenharia Civil, agora Clara é diplomada neste sábado. Parabéns a ela pelo esforço e dedicação. Será mais uma grande engenheira de nossa cidade.

Foto: Divulgação

Na última quarta-feira(19), a tarde na Bella Boutique foi de muita beleza e alegria com o evento realizado em homenagem ao mês das mulheres.Durante a comemoração as convidadas prestigiaram uma bela exposição de orquídeas da Floricultura Natureza Viva que pertence a Proprietária Tatiane Rodrigues. A tarde também contou com a exposição das mais lindas e brilhantes jóias da empresária Sandra Jóias e também com a apresentação da nova coleção de outono/inverno da Bella Boutique que tem como proprietária Michelle Bazzanella. Fotos: Tatiane Rodrigues

Fotos: João Paulo


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Desconto maior para os cebolicultores Dívida do Pronaf tem abatimento maior que os 18% iniciais

Apontamentos IQUE DE LA ROCHA

IQUE DE LA ROCHA

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comunidade nortense e de toda a região continua mobilizada para amenizar a situação dos agricultores em função da frustração na safra da cebola. Mês passado já havia acontecido uma reunião sobre o problema na Câmara Municipal de São José do Norte, quando se buscou a renegociação das dívidas do financiamento agrícola conhecido por Pronaf. São recursos destinados pelo Banco do Brasil para o plantio e que normalmente são pagos logo após a safra. Na ocasião, os agricultores não aceitaram a proposta do governo No início agricultores estavam otimistas, mas o clima agravou ainda mais a situação da cebola que era de desconto na ordem de 17,38% na dívida do Pronaf para chuvas. O calor e a umidade fizeram o produtor descartou o produto em quem quisesse pagar na hora. O pre- com que a cebola derretesse nos gal- razão dele não apresentar mais quasidente do Sindicato dos Trabalha- pões. Não bastasse isso, infelizmente lidade de mercado”. dores Rurais de São José do Norte, o sustentáculo do setor primário em Pinheiro acredita que as reuniões e Charles Amaral Silveira, foi um dos São José do Norte são a cebola e o a decretação de situação de emergência que protestou: “Esta proposta não camarão e não tivemos safra de ca- no município já estão dando resultado: condiz com a nossa realidade. Teria marão também. Isso fez com que a “Vínhamos fazendo um levantamento de ser maior”. comunidade, o Executivo, Legisla- quanto às áreas que utilizam o Pronaf, Os agricultores nortenses rei- tivo, Emater, sindicatos e a comuni- devido à preocupação dos agricultores vindicavam um desconto de 60% dade se mobilizassem em torno do com este financiamento que começava na dívida do Pronaf e conseguiram momento. Algumas reivindicações a vencer em março e que apresentava 43,55%, desde que o teto do descon- foram encaminhadas aos ministé- um desconto muito baixo, apenas de to não ultrapasse os R$ 5 mil. Charles rios, Conab (Companhia Nacional de Silveira entende que agora a situação Abastecimento) e à Superintendência “melhorou. Grande parte está pagan- Regional do Banco do Brasil e a situdo e acho que será limitado em 15% ação levou o prefeito Zeny Oliveira a ou 20% quem não conseguirá pagar. decretar situação emergência no sesituação da cebola na região Nesses casos, talvez tenham que fa- tor primário”. poderá ser debatida em nízer uma nova negociação”. Sobre o baixo preço de comerciavel federal, o que deverá dar Mais de 60% da safra foi perdida lização da cebola, o secretário coO secretário municipal de Agri- mentou: “Os baixos preços da nossa maior visibilidade ao problema que cultura e Pesca, Umberto Pinheiro, cebola no mercado são a grande ra- os agricultores vêm enfrentando. observa que “estamos vindo de um zão de mais de 60% da safra ter sido Quem está apresentando a proposta trabalho longínquo desde fevereiro, jogada fora. Ano passado estivemos é o deputado federal Alceu Moreira através do Conselho Municipal de num seminário sobre cebolicultu- (PMDB). Produção, quando se fez um levan- ra, em São Paulo, e lá foi dito que, O parlamentar gaúcho propôs à tamento nas associações rurais sobre quando nossa safra começasse, sairí- Comissão de Agricultura da Câmaa cebola no município e constatamos amos aqui com o preço entre 20 e 25 ra Federal que seja realizada uma que mais de 60% da safra foi perdida centavos. Isso fez com que produtor audiência no estado e indicou que após a colheita e o processo de arma- se reservasse um pouco, mas não se ela aconteça em São José do Norte, zenagem, por causa das temperatu- esperava que tivéssemos esse verão em data e local a serem indicados. ras elevadas, que chegaram a atingir tão quente e com precipitações aci- Para isso, ele alega que no Brasil até 47ºC na roça. Depois vieram as ma dos níveis normais. Então, hoje são produzidos 1,4 milhão de tone-

18%, conforme o programa de garantia de preço da agricultura familiar. Não entendíamos esse desconto tão baixo. Acontece que eles se nortearam pelos preços praticados dentro da Ceasa, bem acima do valor de mercado de nossa região (São José do Norte, Tavares, Mostardas e Rio Grande). Foi mostrado que na região sul a cebola entra no mercado a partir de novembro. Portanto, nossa região precisa ser consultada a partir deste período para saber a nossa realidade. A Conab reconheceu o erro e o desconto do Pronaf para março evoluiu para 43,55%. Isso permitirá que alguns agricultores consigam saldar suas dívidas. Não todos, porque alguns tiveram perda total”. A Secretaria de Agricultura e Pesca continua fazendo um levantamento das famílias prejudicadas com a safra da cebola (até agora são 290, mas existem mais) para os dados serem repassados aos órgãos envolvidos. Dia 26 uma nova reunião sobre o assunto deverá acontecer, quando também será tratada a situação do agricultor que não fez o financiamento e que ficou com o prejuízo.

Câmara dos deputados fará audiência em SJN

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ladas de cebola por ano, sendo 225 mil em São José do Norte, Tavares e Mostardas. “Mesmo com produção suficiente para o consumo interno, o setor sofre com a entrada de cebola importada e com problemas de estocagem, por ser altamente perecível”, justifica o deputado. Alceu Moreira aproveita para destacar que, “como defensor dos produtores, venho trabalhando há mais de um ano com a Embrapa no estudo de melhorias genéticas para o produto, o que envolve desde a armazenagem da cebola colhida, até novas variedades”.

São José do Norte 13

Tombamento do Centro Histórico virou um problema

Casa da Pesca estaria tombada

Todo município deveria conservar seus prédios históricos, como forma de manter vivo o seu passado. Infelizmente no Brasil poucos são os municípios que receberam a devida atenção das autoridades governamentais para a manutenção desse rico patrimônio. Cidades mineiras, como Ouro Preto e Diamantina, conseguiram manter as características originais do tempo do Brasil Colonial. Cidades nordestinas, como São Luiz no Maranhão, também ainda têm muito o que mostrar. Aqui no Rio Grande do Sul várias cidades da Zona Sul e Fronteira também tiveram um passado rico, mas infelizmente poucas ainda conservam seu patrimônio histórico. As cidades gaúchas que mais chamam atenção pela conservação dos seus casarões são Jaguarão e principalmente Pelotas. Rio Grande e São José do Norte tinham muito o que mostrar. Na Noiva do Mar destacava-se o conjunto de prédios da rua Riachuelo ou da avenida Rheingantz. Salvou-se a Catedral de São Pedro, o prédio da Alfândega, o antigo Quartel General e não muito mais do que isso.Em nossa “Mui heroica vila” o conjunto de prédios na área central era um verdadeiro museu a céu aberto. Lamentavelmente, depois que muito se perdeu, foi que surgiram as exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). Sem falar que, se de um lado o Governo proporciona a possibilidade de restaurar imóveis com o patrocínio de empresas através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC Estadual) ou da Lei Rouanet (de âmbito federal), podendo abater os recursos nos impostos, de outro lado, os profissionais credenciados acabam por fazer projetos de restauro que exigem o desembolso de somas vultosas. Tombamento extrapolou? No momento em que a cidade deverá crescer significativamente com a chegada do Estaleiro EBR, o tombamento do Centro Histórico de São José do

Sobrado dos Imperadores necessita de restauro

Norte está sendo um problema ao invés de solução. A Igreja Matriz e mais alguns prédios estão em bom estado de conservação, enquanto outros estão sendo ou para serem recuperados. O que requer maior atenção é o Sobrado dos Imperadores, que se não tiver um patrocinador para a obra, corre mesmo o risco de desaparecer. Os nortenses concordam com a preservação do patrimônio histórico, mas discordam dos exageros que estão sendo feitos, praticamente “engessando” a área central da cidade, pois alegam que determinados prédios não têm o valor que lhes está sendo dado. Tanto que no início deste mês a Procuradoria Geral do Município (PGM) apresentou à Secretaria Estadual da Cultura pedido de reconsideração quanto ao tombamento do Centro Histórico de São José do Norte feito pelo IPHAE, devido à amplitude do perímetro abrangido. Impugnação parcial Aliás, em novembro último a PGM fez uma impugnação parcial ao perímetro tombado, onde estariam incluídos até mesmo depósitos de pescado próximos à Hidroviária. A intenção foi de questionar os limites propostos no estudo do IPHAE, entendendo que diversos prédios situados neste trecho não apresentam características necessárias para preservação na intensidade pretendida. Secretário ratifica decisão do IPHAE Em resposta à impugnação parcial feita pelo Município, que questionou a forma como foram feitos os tombamentos, o secretário estadual da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, enviou a Portaria de Tombamento nº 012/2014, publicada no Diário Oficial do Estado (DOU), no dia 19 de fevereiro, que ratifica a decisão do órgão e determina o registro no Livro Tombo do IPHAE, além da averbação no registro de imóveis competente. O procurador-geral do Município, Alexandro Gonçalves, explica que a Prefeitura é favorável ao tombamento, desde que sejam obedecidos os critérios e requisitos necessários. “Queremos a preservação do nosso patrimônio. Contudo, a realidade da história local deve ser considerada nesse processo”, acrescenta. A Prefeitura continuará insistindo, através da PGM, para que sejam tombados os prédios que realmente tenham valor histórico, mas sem causar prejuízos ao desenvolvimento da área central da cidade. Ocupações irregulares na orla O vice-prefeito, Francisco Elifalete Xavier, esteve reunido com secretários municipais, diretores e representantes do Ministério Público Federal, Marcio Santos e Marcio Martins; da Patrulha Ambiental, Elizeu Foscarini, da Polícia Federal, delegado Gabriel Leite, e a procuradora da União, Daiane Abreu, para traçar um plano de ação, visando coibir ocupações irregulares em São José do Norte. Dentre os assuntos abordados, a solução para invasões em terras da União e em Áreas de Preservação Permanente (APP) foi elencada como prioritária, surgindo a necessidade de mapeamento para identificação dos locais e o desenvolvimento de ação conjunta com limpeza, sinalização orientações à comunida-

de. A Prefeitura já solicitou oficialmente à Marinha o suporte necessário para efetuar o levantamento fotográfico aéreo dessas áreas. Nova reunião será marcada para apresentação dos dados e durante este período, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e da Mulher (Smascim) fará um levantamento socioeconômico das famílias. Roçadeira em atividade no interior Recentemente adquirida pelo Município, a roçadeira hidráulica acoplada ao trator da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (SMOU) trabalha intensamente nas estradas do interior, substituindo o trabalho manual de poda das árvores, com o devido licenciamento ambiental. A rapidez e eficiência da máquina proporciona grandes melhorias no controle da vegetação nativa que se prolifera à beira das vicinais. Prefeito assinou PL Polo Naval Durante a abertura oficial da 3ª Feira do Polo Naval (FPN), em Rio Grande, dia 12, o prefeito em exercício, Francisco Xavier, e os prefeitos Eduardo Leite, de Pelotas; Alexandre Lindenmeyer, de Rio Grande, e Cláudio Vitória, do Capão do Leão, assinaram o Arranjo Produtivo Local (APL) Naval. O documento foi entregue ao coordenador-geral de Petróleo, Gás e Naval, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, João Rossi, que elogiou a iniciativa e união das quatro prefeituras municipais, por conseguirem estabelecer, em consenso, lista com 27 obras de infraestrutura prioritárias para o desenvolvimento da região, com foco no Polo Naval. O planejamento do APL, que contou com equipes técnicas das prefeituras, foi articulado pela Furg. Pagamento do IPTU A Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) informa que a criação do código de barras específico para recepção dos pagamentos do IPTU 2014, que tornaria a Caixa Econômica Federal (CEF) receptora exclusiva destes valores, não foi efetuada devido a problemas técnicos, de modo que o pagamento da taxa única ou da primeira parcela de 2014 poderá ser efetuado até o dia 31 demarço nas agências do Banrisul, Banco do Brasil e Banco Postal, sem prejuízo ao contribuinte. Segunda-feira a 1ª Ação Comunitária Devido à chuva constante, a 1ª Ação Comunitária de 2014, que seria realizada quarta-feira, 19, foi transferida para esta segunda-feira, 24, a partir das 14h, na rua Marechal Floriano. Conforme programado, o evento promovido elas Secretarias Municipais da Saúde (SMS) e de Educação e Cultura (SMEC), contará com mostra de produtos das artesãs nortenses e exposição de trabalhos feitos pelos participantes das oficinas do CAPS Atalaia e pelos alunos da APAE São José do Norte. O escritório municipal da Emater/Ascar também fará parte da ação, juntamente com a equipe da Vigilância Sanitária, que prestará serviços e orientações aos participantes e a unidade móvel da Saúde, que levará atendimento médico, odontológico e serviços de enfermagem aos cidadãos.


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Gauchão 2014:

uma análise da campanha do Leão Rodrigo de aguiar

Fotos: Divulgação

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oram quase dois meses de bola rolando. O torcedor rubro-verde voltou a sentir o prazer de disputar uma primeira divisão do Campeonato Gaúcho depois de 12 anos. Famílias inteiras foram ao estádio Aldo Dapuzzo acompanhar o São Paulo neste grande desafio, em que a permanência na elite do futebol gaúcho era o objetivo principal da direção e dos jogadores que compuseram o plantel. Rio Grande merecia um time na divisão principal do Gauchão, o povo rio-grandino é por natureza apaixonado pelo futebol e não é à toa que o primeiro clube do Brasil encontra raízes em solo papareia. Em uma campanha inicialmente não muito animadora, o São Paulo era um dos grandes favoritos ao rebaixamento. Sua atuação desencontrada e com sucessivos resultados negativos levou à demissão tardia do técnico Agenor Piccinin e com isso Luis Carlos Lombardi, o Toquinho, foi chamado para tentar reverter a delicada situação. Teve como primeiro desafio, além de reerguer a autoestima dos jogadores no vestiário, encarar em seus domínios o time titular do Grêmio. A estreia foi animadora, o São Paulo venceu o time de Enderson Moreira jogando muito bem e foi a partir dali que o Leão começou a mudar sua postura em campo e, consequentemente, sua posição na tabela. Os resultados positivos passaram a acontecer e o clube passou de favorito ao rebaixamento para um dos cotados à classificação para a próxima fase. Enfim, para contar mais detalhes desta façanha rubro-verde, o jornal Folha Gaúcha convocou um dos comentaristas da rádio Cultura Riograndina, o ex-jogador Antônio Azambuja Nunes, o Nico, para fazer uma avaliação desta temporada do Sport Clube São Paulo, que foi marcada por quatro vitórias, cinco empates e seis derrotas. De acordo com ele, o caminho percorrido pelo São Paulo deve ser analisado em dois momentos: o primeiro, sob o comando de Agenor Piccinin e o segundo, após a chegada de Toquinho ao comando rubro-verde. Com o time e os esquemas montados por Agenor, o Leão do Parque obteve apenas uma vitória e atuações que oscilavam entre sucessivos empates e derrotas dentro e fora de casa. A vinda de

Toquinho rendeu ao clube a sua primeira vitória em casa e renovou o ânimo dos jogadores no vestiário. A partir disso, na visão de nosso comentarista, começou a surgir um São Paulo mais consistente em suas atuações e a recuperação dentro do campeonato passou a ser possível e o torcedor voltou a acreditar que aquela situação poderia ser revertida. “A permanência do São Paulo na primeira divisão passa fundamentalmente pela chegada do Toquinho ao clube, que conseguiu renovar as esperanças dentro do vestiário”, completou Nico. Perguntado sobre como planejar o futuro, Nico respondeu que isto é uma decisão que deve envolver todos os setores do clube, desde o torcedor até o conselho deliberativo, sendo importante que os sócios não deixem

de apoiar apenas pelo fato do final do campeonato. “Se vivenciarmos novamente o que aconteceu neste ano, continuaremos tendo que conviver com os mesmos problemas. As pessoas que hoje fazem parte da diretoria, mesmo que não continuem, devem seguir apoiando o clube de outras formas”, apontou o comentarista. Nico acredita que Toquinho pode ser o técnico do São Paulo para a disputa do Gauchão de 2015 e disse, ainda, que, se fosse um dos dirigentes do clube, a primeira pessoa com quem ele faria contato seria justamente com o comandante desta temporada. Além disso, possibilitaria que Toquinho pudesse conhecer cada jogador que fosse compor o novo plantel, passando, assim, por uma avaliação positiva ou negativa do treinador.


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Projeto da EJA busca aproximar a realidade dos estudantes aos temas debatidos na sala de aula Projeto “Olhares Sul-Rio-Grandenses na Formação Continuada de Jovens e Adultos” visa uma educação pautada pelo diálogo Vicente pardo

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Núcleo de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria de Município da Educação de Rio Grande (SMED), retomou no último dia 14 de março as atividades do projeto “Olhares Sul-Rio-Grandenses na Formação Continuada de Jovens e Adultos”. O evento, realizado no auditório do Hospital Universitário, contou com a presença do pró-reitor de Assuntos Estudantis e Coordenador Geral do Projeto, Prof. Dr. Vilmar Pereira; pró-reitora de extensão Profª. Drª. Angelica Miranda; coordenadora da formação continuada na FURG – PROEXT, Profª Drª Sabrina Barreto; coordenadora da 18ª CRE, Profª Esp. Neila Silva; superintendente pedagógica da

Fotos: Flávia Gonzales

SMED, Profª Msc. Juliane Alves, além de 200 professores atuantes na EJA. O projeto visa, primeiramente, dar aos educadores da EJA fundamentos teóricos e metodológicos, proporcionando a eles acesso a conhecimentos que subsidiam a compreensão da realidade dos estudantes que procuram na Educação de Jovens e Adultos uma alternativa educacional. Com isso, os docentes podem aproximar as temáticas da sala de aula à realidade dos discentes. O resultado também se mostra positivo para os estudantes, que veem suas vivências e memórias serem contempladas no ambiente escolar. O projeto também tem como objetivo uma educação pautada pelo diálogo. Criando um processo não só de aprendizado unilateral, mas de construção contínua da cidadania, a partir da conversa e da troca de experiências. A proposta de formação envolve educadores dos municípios do Rio Grande, de São José do Norte, de Santa Vitória e do Chuí. “Ações como essas reforçam a possibilidade concreta de trabalharmos de forma articulada e em parceria, aproximando ainda mais três grandes esferas públicas comprometidas com a educação crítica e emancipadora: FURG, 18ªCRE e SMED”, afirmou o coordenador geral do projeto, Prof. Dr. Vilmar Pereira.


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Gotas de Sabedoria Pastor Vilela

Quando a dúvida te visita! Mt. 11:2. E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, 3. A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro? 4. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: 5. Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados... Pense comigo, foi João Batista que disse: Eis o Cordeiro de Deus! Foi João que disse: O que vem após mim é mais poderoso do que eu; Foi João que disse: Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo. Ele próprio batizou Jesus. Viu a pomba descer dobre ele. Ouviu a voz do céu etc. POR QUE DUVIDA AGORA? Se sou discípulo de João, questionaria: Mas você mesmo afirmou!!! Disseste-me que era ele! Tu o Batizaste, etc.... Porque duvidou? Talvez a pergunta mais correta seria: Quando duvidou? Quando estava no Cárcere!!! Seu presente era angústia, prisão, perseguição, perigo, etc. Durante a dor, crises, revés, grandes lutas, doenças, costumam vir conflitos! João Batista pensa: Por que estou no cárcere, se sou um servo de Deus? Não fiz nada mal, amo a Jesus, preguei arrependimento de pecados, confrontei Herodes. Se ele fora mesmo o Senhor, porque estou aqui? Com todos acontece!!! Até com o maior dos Profetas... Tenho dizimado, ofertado, ajuda na obra, sou obreiro, oro etc. Onde estás? Jesus faz muitos milagres e manda recado: Diga a João que eu sou quem ele disse que eu era e que estou fazendo o que ele disse que eu iria fazer!!! Que não duvide... Jesus sempre repreendeu a dúvida... Mat. 6:30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Na tempestade, os discípulos dizem: Não te importas que vamos perecer? E Jesus diz: Por que temem, homens de pouca fé? Quando Pedro afunda e pede socorro, Jesus diz: Por que duvidaste? Dá-me uma razão??? Para haver milagres, primeiro terá que haver problemas para Deus operar!!! Queres vitórias? Primeiro terás que levantar-se um inimigo para ser derrotado por ti!!! DEUS PERGUNTA HOJE: POR QUE TE ABATES COM MEDO? Quando te deixei sozinho? Diga-me uma vez que falhei contigo? De quantos problema já te tirei? Quantas vezes já te ajudei? E voltas a duvidar... OBS: A única pessoa que encontro FÉ é aquela que está falando ao seu FUTURO... Sal 23:1 O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. 2. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. 3. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. 4. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. 5. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. 6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.


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Iª Conferência Municipal sobre Migrações e Refúgio

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Prefeitura Municipal do Rio Grande, através da Secretaria de Município da Cidadania e Assistência Social - SMCAS, o Gabinete de Gestão Integrada Municipal - GGIM e em parceria com o Centro de Referência de Direitos Humanos /FURG e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Social e Cultural da Comunidade Negra convidam para a Iª Conferência Municipal sobre Migrações e Refúgio, que ocorrerá dia 24 de março de 2014, das 17h

às 22h, no Teatro do Instituto Federal do Rio Grande do Sul - IFRS, localizado na Rua Alfredo Huch, nº 475. Com o objetivo de contribuir para o debate, bem como elaborar propostas e diretrizes para subsidiar as políticas públicas para migrantes, refugiados e vítimas de tráfico de pessoas, a Iª Conferência Municipal sobre Migrações e Refúgio terá como eixos temáticos: a igualdade de tratamento, acesso à serviços, direitos e acolhimento; inserção social, econômica e

produtiva; cidadania cultural e reconhecimento da diversidade; abordagem de violações de direitos e meios de prevenção e proteção; a participação sociocidadã e a transparência de dados. O evento representa um importante avanço, nos assuntos que envolvem os migrantes e refugiados no Município do Rio Grande. Maria Cristina Carvalho Juliano Secretaria de Municipio de Cidadania

Projeto Teatro na escola da Unimed:

Helena Small é a primeira escola a receber o projeto

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lhados pelos docentes, gerando assim uma maior reflexão sobre os temas abordados”, comenta a assessora de comunicação da Unimed, Luciana Pacheco. Para a diretora da escola Helena Small, Andrea Escovar, o projeto dá oportunidade ao aluno de ter conhecimento dos temas abordados, que são atuais e importantes no seu cotidiano. Estes temas são passados pelo teatro de maneira lúdica e descontraída, a qual os alunos apreciam muito, dando aos mesmos oportunidade FotoS: Divulgação

escola municipal Helena Small recebeu nesta segunda-feira, 17, a peça “Qualquer pessoa pode praticar esportes”, integrando o Projeto Social Teatro na Escola, da Unimed Litoral Sul. Em torno de 300 alunos assistiram à peça. O Projeto ocorre em parceria com a Cia. Teatral Sobrinhos de Shakespeare e, neste primeiro semestre do ano letivo, se destina aos alunos de 5º ao 9º ano. Completando dez anos do projeto, o mesmo, que atendia somente escolas do município é estendido às escolas da rede estadual e particulares. A peça destaca a importância do esporte na vida dos jovens e conta a história de um menino que precisa realizar uma cirurgia urgente nas pernas. A família de origem humilde, sem condições financeiras, não medirá esforços para tentar realizar o sonho do jovem: ser jogador de futebol. O projeto tem o objetivo de levar temas de cunho social aos alunos, através do teatro, uma das formas mais legítimas de expressão. Durante esses dez anos, diversos temas já foram abordados, como: higiene, álcool e direção, drogas, gravidez na adolescência, reciclagem e outros. “Considerando as crianças e adolescentes multiplicadores de conhecimento, oportunizamos para que os temas sejam desenvolvidos e traba-

de participar emitindo opiniões e relatando suas próprias experiências de maneira interativa. “A Unimed está de parabéns pela parceria com a Cia. Teatral Sobrinhos de Shakespeare, que consegue atingir tanto crianças quanto pré-adolescentes, com uma mensagem simples e atrativa”, comenta a diretora. Ainda segundo ela, os temas abordados no projeto são de grande valia, pois sempre fica uma sementinha para o aluno melhorar suas atitudes com o meio ambiente, animais, relações interpessoais, diversidade cultural e tantos outros temas abordados. “O tema deste semestre é muito importante, pois incentiva-os a acreditarem nos seus sonhos mantendo o foco em seus objetivos e não desistirem nunca, mesmo diante dos problemas que possam surgir”, finaliza. No elenco, Guilherme Corrêa, Dilan Felipe e Léa de Paula. O texto é de Alerrandro Cardoso, letra e música de Dilan Felipe e a direção geral é de Vinicius Diniz. Agendamentos podem ser feitos pelo telefone 3231.3766 - ramal 2055, com Luciana.


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Viva Vida

Resenha da Semana

Almira Lima vivavida7@gmail.com

IQUE DE LA ROCHA

Na “Era da Informação”... Qual a escolha?

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Professores da FURG estiveram com o coordenador Carlos Patrício Centro de Referência Esportiva terá parceria da FURG na introdução de tecnologia nos esportes educacionais Os professores Rodrigo Andrade de Bem e Rafael Augusto Penna dos Santos, do Centro de Ciências Computacionais da FURG, visitaram na tarde desta terça-feira, 18, o Centro de Referência Esportiva Rio Grande (RS). Recebidos pelo coordenador geral, Carlos Eduardo Patrício, eles manifestaram o desejo de promover ações de extensão em parceria com o projeto executado pela Fundação Sócio Cultural Esportiva do Rio Grande (Funserg) e que tem o patrocínio da Petrobras. Para isso, eles terão recursos do Proexte, que é um programa do MEC para financiar ações de extensão. Inicialmente os professores da FURG ouviram uma explanação sobre o funcionamento e os objetivos do Centro de Referência Esportiva e conheceram as instalações do Centro Esportivo do Rio Grande, onde são realizadas as atividades. Souberam, por exemplo, que o CREEP trabalhará com 600 alunos este ano, proporcionando atividades em seis modalidades esportivas, mais o atendimento psicopedagógico e as aulas de reforço escolar aos estudantes da rede pública dos sete aos dezessete anos de idade. Tem, ainda, a Rede Multiplicadora em nove municípios da região, que está disseminando a metodologia de esporte educacional a cerca de 8.500 alunos. Auxílio ao ensino e treinamento esportivo - Rodrigo de Bem e Rafael dos Santos adiantaram que pretendem implantar, em parceria com o Centro de Referência Esportiva, o Projeto “Treinar”, desenvolvido pelo Centro de Ciências Computacionais da FURG, “que consiste na introdução de tecnologia nos esportes educacionais”, como sensores e análise biomecânica de atletas. “Serão aplicadas tecnologias computacionais para auxílio ao ensino e treinamento esportivo”, explicaram eles. Os recursos já chegaram para o projeto, que se encontra na fase de contratação de oito bolsistas (três de Educação Física e cinco de Computação e Automação). Existe previsão, ainda, da compra de alguns equipamentos, para em cima deles construírem outros, como os sensores, para serem utilizados no esporte educacional.

Foto: Divulgação

A ideia é iniciar o trabalho no Centro de Referência Esportiva no máximo em dois meses: “Mesmo que não tenhamos o desenvolvimento tecnológico de saída, poderemos iniciar de uma forma mais simples. Queremos ter um desenvolvimento tecnológico em paralelo aos bolsistas de Educação Física, que já vêm para o CREEP fazer ações de extensão e ver o que será interessante, em termos de necessidades e demandas”, explicaram os representantes do Centro de Ciências Computacionais da FURG. Prefeito será palestrante do primeiro “Tá em Pauta” de 2014 - O prefeito do Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), será o primeiro palestrante da reunião-almoço “Tá em Pauta” de 2014. O evento é realizado pela Câmara de Comércio com apoio da RBS TV e tradicionalmente quem abre o ciclo de palestras no ano é o Chefe do Executivo rio-grandino. O “Tá em Pauta” estará acontecendo na próxima quarta-feira, 26 de março, no horário das 11h45 às 13h30, no Salão Nobre da entidade, situado no 5º andar de seu edifício. Na ocasião, Lindenmeyer falará sobre “Realizações e desafios de uma cidade em desenvolvimento”. Os convites custarão R$ 60, sendo que os associados da Câmara de Comércio pagarão apenas R$ 50. Informações e reservas pelo telefone 3231.2399 ou pelo e-mail: secretaria@camaradecomercio.com.br. Centro de Referência Esportiva traz Lenine a Rio Grande - A produtora cultural Valesca Athaides esteve quarta-feira, 19, na Prefeitura para convidar oficialmente o prefeito Alexandre Lindenmeyer a assistir ao show do músico Lenine em Rio Grande. O cantor dá início a uma turnê por 12 projetos socioambientais pelo Brasil para encontros com as comunidades, gestores, técnicos e, claro, para fazer o que mais gosta: música. “A arte é um instrumento de aproximação poderoso por uma sociedade mais justa, gosto de acreditar que a minha música vai além do que meramente canto”, explica o “cantautor”, que também é botânico autodidata, colecionador de orquídeas e apoiador engajado de grupos de preservação ambiental. Os “Encontros Socioambientais com Lenine” percorrem as cinco regiões do país e já passaram pelo projeto “Floresta Sustentável” na Praia do Forte, (BA) e “Orquestra Jovem” e “Tecendo uma Rede de Cidadania” (MG). As próximas paradas serão o Centro de Referência Esportiva Rio Grande (RS), “Mantas do Brasil” (SP), “Pé de Pincha” e “Bois Vermelho e Azul” (AM), “Caranguejo Uça” e “Projeto Diferentes Talentos” (RJ), “Pesca Solidária” (CE), “Meros” (ES), “Bichos do Pantanal” (MT), “Encauchados” (AC), “Comunidade Produção e Renda” (MA) e “Cerrado Vivo” (GO). Toda essa extensa agenda conta com a parceria e o patrocínio da Petrobras. Serão dois dias de ações em cada destino. Em Rio Grande o show será na próxima quinta-feira, 27, ás 19h no Largo da Prefeitura. A ação será oferecida gratuitamente.

ivemos em um tempo planetário, neste século XXI, de informações quase instantâneas, de teclas para compartilhar, curtir, comentar, deletar... de relacionamentos on line, ilusórios de amor de verdade, tablets, I-pads, etc. e tal... Mesmo com todo este aparato tecnológico, com máquinas “pensantes”, a ignorância advinda de medos e apegos ainda impera em muitas mentes e corações. Parece que os homens estão passando o privilégio de “pensamentos alargados” para as máquinas... Nosso Joaquim Barbosa, em final de sua liderança no STF, visita nosso Presídio Central em Porto Alegre e sai de lá mais sério e indignado do que normalmente é, dizendo em alto e bom tom: — “A dignidade das pessoas está sendo aniquilada!” Mais de cinco mil presos em um espaço (de péssimas condições de salubridade e adequação) que pode abrigar (reeducar?) apenas metade, ou seja, dois mil e quinhentos SERES HUMANOS (?). E esta situação aviltante é a mesma por todo este “maquiado BRASIL de desenvolvido e feliz!” Vou além, e no Agora desta terça passada, em página quase inteira: ”Cães são abandonados no antigo lixão da Roberto Socoowski”. E os animais – também seres vivos que sentem e pensam, mas não podem falar e se defender, estão sendo desrespeitados em sua dignidade animal, semelhante aos seres humanos... Pesquisas recentes feitas na Irlanda evidenciam que o funcionamento cerebral de animais e humanos é bastante semelhante e que os animais sentem e pensam, dentro de sua dinâmica. Livro como: ”Todos os animais merecem o céu”, de Marcel Benedeti, também faz sérias referências, inclusive ao mundo espiritual dos nossos animais! E aqui não estamos trazendo outras tantas realidades aviltantes da dignidade de seres vivos. A inteligência dos leitores saberá também refletir estas tantas outras situações de desrespeito às dignidades! Não será tempo, e tempo urgente, de os homens todos e especialmente as autoridades deste sofrido e paradoxal país de desigualdades, injustiças sociais e corrupções (quase sempre perdoadas ou perdoadas por um sistema jurídico fragilizado e, em especial, por proteções de lideranças governamentais) ..escolherem a sabedoria, se libertando das ignorâncias todas? E uma sabedoria que não tem nada a ver com mestrados e doutorados ou poderes econômicos ou políticos, mas tem a ver com ética, respeito a todos os seres vivos e justiça social incondicional...! Mais: pelo taoismo, “sabedoria” tem a ver com “limpar os entulhos do corpo e da alma”. Imaginem a grande faxina a se fazer nas mentes em geral e, muito especialmente, nas mentes de nossos governantes! Imaginemos, também, se parte dos cento e cinquenta mil reais de renda mensal de nossos senadores (apenas um exemplo entre muitos) fosse direcionada para melhorias aos sistemas prisional, educacional e de saúde... uma saúde também bucal, que permitisse ao povo brasileiro sorrir mostrando dentes cuidados e uma alegria de viver com dignidade? Vamos pensar com seriedade em nossos grupos, escolas, familias e reuniões políticas, quem sabe mesmo no Planalto, este tema e estas considerações? E Vivavida!!!


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Aromas e Sabores

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com jesusculinarista@gmail.com

Delícias no Happy Hour!

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CULINÁRIA 23

Patê de camarão com ricota

ma leitora solicitou informações sobre a realização de um “Happy Hour” em sua casa, pois quer retribuir a celebração de uma amiga, na qual tinha quitutes, vários petiscos, aperitivos, bebidas e alguns molhos e patês oriIngredientes: ginais que não existem no comércio para vender. Perguntou: “Posso servir apenas 1 xícara de camarão cozido salgadinhos (canapés, empadinhas, pasteizinhos, bolinhos, coxinhas, torradinhas, 1 xícara de ricota fresca queijos, frios, azeitonas), acompanhados de alguns patês? Qual o tipo de patê que 2 colheres de sopa de catchup poderei servir e como fazer?” 1 colher de chá de mostarda Minha estimada leitora, o “Happy Hour” que em inglês quer dizer literalmente 1 colher de chá de orégano “Hora Feliz”, é um hábito criado pelos americanos que foi facilmente incorporado 3 colheres de sopa de creme de leite pelos brasileiros, principalmente nas grandes cidades; e que após saírem do trabaSal e pimenta do reino, a gosto. lho, se reúnem para tomar um drinque acompanhado de petiscos, durante um bate-papo relaxante, num bar de sua preferência ou em suas próprias casas. Portanto, elabore ou encomende seus salgadinhos na proporção de 12 unidades por pessoa, enquanto queijos e frios, 100g por convidado. Também tenha em sua mesa cocadinhas, brigadeiros e quindins para adoçar a boca de seus convidados, com alegria e bom humor. Tenha cerveja, vinho, whisky e caipirinha, sem esquecer-se de água mineral, sucos e refrigerantes, pois nem todos vão de bebida alcoólica. E, embora sendo um encontro informal entre amigos, use sua imaginação, pois não há regras, e o grande segredo elaboraOs patês, por serem é pensar bem nas melhores combinações e escolher com caito mu sensíções de ingredientes rinho os salgadinhos, os doces e as bebidas. ixar descanveis, recomenda-se de Quando preparamos uma festa, logo pensamos nas en10 a 12 horas, sar na geladeira por tradas, que devem ser leves, gostosas, mas muito saborosas. ladar serão pois o sabor e o pa E todos vão amar essas delícias de patês especiais que estou te. apurados sensivelmen anexando para torradinhas e canapés. Que sua festa seja um momento de eterna alegria, um congraçamento divino com vossos amigos, com um ar infinitamente alegre, gostoso e intimista! Que Deus sempre nos ilumine, e até a próxima semana.

Preparo: Cozinhe o camarão já descascado e limpo por 5 minutos. Deixe esfriar, e bata com todos os ingredientes no liquidificador até obter uma massa cremosa. Tempere com sal e pimenta e leve a geladeira até servir.

Dica Saborosa

Patê de tomate seco

Patê de atum Ingredientes: 3 latas de atum 1 colher de sopa de salsinha picada 1 colher de chá de molho inglês 1 colher de sopa de catchup 1 cebola bem picadinha 250g de maionese Sal e pimenta do reino, a gosto

Preparo: Abra as latas de atum, e escorra muito bem. Após, desfie o atum com a mão ou com um garfo, em uma tigela média, adicionando, em seguida, a salsinha, o molho inglês, o catchup, a cebola bem picadinha e a maionese. Misture bem até formar uma pasta homogênea. Tempere com sal e pimenta, e leve a geladeira.

Ingredientes: 300g de tomate seco em conserva 200g de ricota 1 caixinha de creme de leite, s/ soro. 1/2 copo de catchup 1 pitada de noz moscada ralada Sal a gosto Preparo: Pique a ricota e o tomate seco em pequenos pedaços, para bater melhor e coloque todos os ingredientes no liquidificador, batendo até formar um creme bem homogêneo. Tempere com sal e leve à geladeira até o momento de servir.


Contracapa

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Como o ser humano supera acontecimentos chocantes? Psicólogo explica porque a sociedade tende a superar tragédias rapidamente

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Fotos: Divulgação

o último dia 10 de março, um crime passional chocou a sociedade rio-grandina. Na manhã daquela segunda-feira, um homem tirou a vida de sua ex-companheira e suicidou-se logo em seguida. Tudo isso no centro da cidade, aumentando ainda mais os traços de brutalidade do evento. Tal ato seria, em qualquer contexto, extremamente chocante. Porém, a proximidade com o acontecimento faz com que a comoção seja maior, ainda mais por combinar-se com um sentimento de alerta. É o que explica o psicólogo Bira Lopes. “Ficamos mais tocados quando isso acontece próximo de nós, como foi esse caso recente em nosso município. Isso nos mistura ao risco, com o pensamento de que poderia acontecer conosco, o que traz a apreensão”, explica Lopes. Em casos como este, é sempre muito complicado precisar um conceito que explique todos os acontecimentos e seus reflexos psicológicos na sociedade. A violência já é parte comum do dia a dia, ocupa lugares nas manchetes e, por consequência, já não nos afeta tanto. O que, é claro, não diminui a barbárie de alguns casos. “Não significa que nos conformemos com isso, mas não temos alternativa a não ser conviver com os fatos e manter um alerta, para tentar evitar nos tornarmos vítimas”, afirma o psicólogo. Esta “imunidade” faz com que a sociedade aparente que superou os atos rapidamente. Que, logo no

Vicente Pardo

dia seguinte, as pessoas estejam seguindo suas vidas, caminhando pela mesma calçada que no dia anterior testemunhou um homicídio. “Pode parecer que as pessoas superam muito rápido, e seguem suas vidas aparentando superação, mas não é simples assim... A vida continua, é bem verdade, mas porque tem que continuar sendo vivida. As pessoas vão encontrando suas estratégias para isso”. Para Lopes, tragédias como esta devem servir de ponto de partida para uma reflexão do mundo em que estamos vivendo. “É importante que se reflita sobre o que pode estar acontecendo com toda essa população que está perdendo as suas referências de respeito humano, no sentido amplo da palavra”, conclui.


Folha Gaúcha ed 156