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ANO III. 152ª EDIÇÃO  R$ 1,50

RIO GRANDE, de 22 a 28 de fevereiro de 2014

Por uma sociedade mais opinativa

geral • 6 e 7

Caderno

Skate e trânsito: Uma combinação que dá certo

Cassino Muito Mais Verão

principal • 10

Governo do Estado

não duplica a ERS-734 mas irá restaurar 52 km na região de Caxias

Foto: José Valerão


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FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 22 a 28 de fevereiro de 2014

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

Dá EDITORIAL para acreditar na ligação a seco?

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246) Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: William Farias Financeiro: Viviane Rubira Assinaturas:

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Curtas Folha Gaúcha Carnaval 2014

Almira Lima Érica Halty

Depois de muito impasse, o convênio entre a prefeitura municipal com a LIEESA foi finalmente firmado. Dessa forma, as entidades carnavalescas podem voltar a pensar na folia de momo deste ano, que estava prejudicada até os últimos dias por conta do impasse das prestações de contas.

ECONOMIA

Nova data para o brechó

Reportagem: Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Vicente Pardo Colunistas:

COMPORTAMENTO

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

A diretoria do Asilo de Pobres informa que a data para a realização do brechó, inicialmente marcada para o mês de março, foi antecipada para o próximo dia 26. O motivo, segundo os responsáveis, seria a falta de recursos financeiros que a instituição vem enfrentando atu-

almente. Como existem roupas em excesso, esta ação será realizada e cada pessoa poderá adquirir as peças pelo valor de R$ 2,00. Calçadas irregulares

As calçadas de nossa cidade, principalmente as do centro, são um desagradável convite ao desenvolvimento de lesões. Basta caminharmos para constatarmos os problemas, que muitas vezes saltam aos nossos olhos. Veiculamos uma reportagem no início do ano sobre o programa Calçada Legal, que deverá ser implantado, em breve, em Rio Grande. Fica, agora, a torcida para que o método seja eficaz e busque contornar esta situação.

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Impressão: Parque Gráfico Jornal Correio do Povo SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro

Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Foto-legenda

Foto: Regys Macêdo

Em meio a era digital em fotos, nossa Cidade, mantêm uma maneira simples de fotografar, sendo algo admirável e que tem marcado inúmeras gerações.

Como todos recordam, a presidente Dilma Rousseff em sua última estada no Rio Grande foi entrevistada com exclusividade pela diretora da Rádio Cultura Rio-Grandina e Folha Gaúcha, Wanda Leite. Na ocasião, a Primeira Mandatária da Nação informou que tinha determinado um estudo de viabilidade econômica sobre a ligação a seco entre Rio Grande e São José do Norte e também que fosse indicada a melhor opção, se túnel ou ponte. Lógico que um estudo de viabilidade econômica não garante a ligação a seco. Pode ser que os técnicos do governo considerem mais viável uma ligação por balsas e lanchas, como ocorre hoje, só que com muito mais eficiência. Eles não estariam tão errados assim. Pena que temos razões de sobra para acreditar que esse anúncio da Presidente da República tenha mais uma finalidade eleitoral do que de se concretizar essa grande obra. Afinal, uma ponte ou túnel entre as duas cidades custaria milhões de reais e temos experiência em promessas que não se cumprem. Voltando no tempo, todos lembram que, embora seja na esfera estadual, vários governadores anunciaram a duplicação da ERS734, no trecho do Trevo ao Cassino. Teve quem até lançasse edital para a obra em véspera de eleição, mas quem realmente executou a duplicação foi a então governadora Yeda Crusius. Mesmo assim, seus adversários ainda acusam que a rodovia não foi totalmente duplicada. Com relação ao trecho entre o Trevo e o Pórtico só Deus sabe quando sairá. Não é um trecho longo. Se a duplicação acontecesse do Trevo à Junção já resolveria, uma vez que a Prefeitura tinha projeto de tornar mão única a avenida Santos Dumont (sentido Junção-Pórtico). A duplicação seria feita em cerca de seis quilômetros apenas, mas o projeto dorme em alguma gaveta do DAER (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) e não se vê nenhuma sinalização de que a obra acontecerá em breve. Em nível federal, vemos a imensa dificuldade que está sendo a duplicação do lote 4 da BR-392, que compreende nossa zona portuária e industrial, desde a avenida Honório Bicalho, no Porto Novo, até o trevo da Termasa-Tergrasa, abrangendo o Polo Naval. São entre sete e oito quilômetros beneficiados e a previsão da obra acontecer é, no mínimo, de cinco anos, conforme já foi debatido na Câmara de Comércio. Se obras de pequeno porte, que compreendem seis ou oito quilômetros, não saem nunca, como acreditar que o Governo Federal irá construir ponte ou túnel entre Rio Grande e São José do Norte? Nós, que há anos clamamos por um aeroporto em condições, por linhas aéreas entre Rio Grande e o centro do país, pela ligação do município com Santa Izabel, no município de Arroio Grande e não vemos nada disso acontecer, teremos força política para que saia a ligação a seco?


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Economia e Opinião

Opinião

Coitados dos chineses, se dependessem dos rio-grandinos

*Nerino Dionello Piotto

Região Metropolitana da Zona Sul Os búfalos e os leões...

O

projeto do deputado estadual Catarina Paladini (PSB), de criação da Região Metropolitana da Zona Sul, me trouxe três lembranças: da atuação dos búfalos que, sentindo que uma de suas crias ou membro mais velho ou fraco da manada é ameaçada pelos leões (predadores naturais), rapidamente se fecham em círculo e os mais fortes se posicionam de frente para os leões, que, evidentemente, recuam, não raro desistindo do ataque; da diferença entre pessoas e partidos proativos e reativos; e do aborto da usina de gás do aterro sanitário. O deputado Paladini é catarinense de nascimento e pelotense de criação. E, tudo indica, tem mente aberta e é proativo. Explico: o proativo, na busca pelo seu estado confortável ou preferido, administra sua circunstância; o reativo gasta sua energia e não raramente o tempo alheio - culpando sua circunstância pelas suas dificuldades ou até frustrações ao longo daquele mesmo procedimento. Ou, o proativo diz: “deve haver uma melhor forma de o fazer” (No caso, o projeto original da deputada Mirian Marroni. Era bom, mas poderia e está, agora, reestruturado de forma inteligente, melhor). O reativo diz: “sempre fizemos assim, não há outra maneira”. O projeto merece o apoio incondicional de toda a zona sul do Estado. Sua ideia não é nova (E DAÍ?), mas é inovadora barbaridade. Para ele, os interesses regionais estão acima dos interesses bairristas e ideológicos que só favorecem os leões. Há alguns anos, o ex-prefeito de Rio Grande, Fábio Branco, outro que é proativo barbaridade, tentou operacionalizar um projeto dentro do conceito de região metropolitana, agora prestes a se materializar ao ser aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado: O de extração de gás proveniente de aterros sanitários. Teria de ter escala. E era necessário a junção de esforços entre Rio Grande e Pelotas para se ter volume de lixo suficiente para explorar comercialmente o gás que, hoje, contamina o solo. Se a ideia de Paladini já tivesse sido implementada, poderíamos ter um tratamento do lixo mais barato (os custos seriam divididos) e menos insalubre para as duas cidades e com um ganho marginal com a venda do gás. Mas, por questões de ideologias e bairrismos que flertam com o atraso... Quem sabe, breve, essas duas ótimas cabeças não cerram fileiras na Assembleia do Estado para brigar por uma integração proativa da zona sul? Só teríamos a ganhar. Pensem nisso. Economista* nerinopiotto@globo.com

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em coisas que não dá pra entender na terra dos rio-grandinos. E coitados dos chineses se dependessem de nós para construir uma muralha, não sairia nem um simples muro. A questão que veio à tona pela mídia na última semana mostra toda a dificuldade das gestões públicas em resolver problemas. Não conseguem construir um simples muro. Esse muro que deve ser uma construção babilônica para necessitar de tanto processo licitatório para construir. Não consigo crer que a secretaria de obras não possui material suficiente para subir um muro em poucos dias e que não se possa comprar o que é necessário dispensando licitação. Oito mil reais não constroem um muro? Se é o que querem me dizer, eu acredito. A falta de resolutividade por parte das esferas públicas se resume a isso: foi mais fácil construir um megaposto de saúde, comprar mobília, contratar equipe do que construir um muro. Será que não é de interesse de alguém não entregar esse posto antes do aquecimento das eleições para o governo do Estado, já que boa parte da obra veio custeada por Tarso Genro? Ou será que simplesmente esse posto ainda não está em atividade porque descobriram que teriam que dizer que quem tinha construído era o governo anterior, que deixou praticamente todas as parcelas da obra pagas? Falavam tanto em hospital, etc. para a zona oeste da cidade e agora, lá está: apodrecendo. Sendo invadido pelos marginais que veem naquele espaço um prédio abandonado. Mas o problema não é nada disso, o problema é o muro. Porque é obvio que será uma obra com uma engenharia mais complexa do que a dos Molhes da Barra. Nessas horas é que me pergunto em que mundo vivemos. A “burrocracia” (sim, com dois erres, de burro) em que vivemos é algo que perdeu o limite da vergonha na cara de homens e mulheres que governam esse país. A cada momento, mais dificultam a vida dos governantes para que não possam simplesmente realizar projetos. Os caminhos, cheios de pedregulhos (poderiam utilizá-los para o muro), emperram a vida de qualquer administração. Querem apenas que o povo engula que todos esses caminhos servem apenas para resguardar o dinheiro público, mas

quando há interesse, há meios e fins para que os desvios aconteçam. A burocracia não atrapalha a corrupção. A burocracia é usada, muitas vezes, como artifício para atravancar a vida de determinado político de partido contrário. Falta aos administradores baterem na mesa e mandarem executar a obra, falta coragem dos administradores de questionar o sistema e iniciar uma grande reforma burocrática e ética. Se os homens fossem éticos por natureza, não precisaria de tanto sistema de proteção. Mas parece que gostam, pois quanto mais instituições, órgãos e agências, mais pessoas podem ser empregadas, mais favores podem ser cobrados e menos o povo é beneficiado. A culpa do posto fechado talvez não seja do Alexandre, talvez não seja do Fábio, muito menos das secretárias que ocuparam a pasta da saúde. A culpa desse posto fechado é deste Brasil engessado que nunca em sua história iria construir um muro ou uma muralha. E viva os chineses que sabem construir muros como ninguém. Os alemães construíram um muro. É quase necessário um engenheiro internacional. O posto de saúde era para estar aberto com muro ou sem muro. Que o executivo bata na mesa: coloque segurança particular, coloque viatura da guarda municipal 24 horas por dia e a faça funcionar. A saúde pública precisa de ação, e não de muro. Quando quis liberar a pesca do camarão, Wilson Branco, ainda na Colônia de Pescadores, levou até o governador Colares o bicho para mostrar como estava. Decisões de gabinete não mudam a vida das pessoas. Decisões “burrocráticas” fazem o povo definhar na fila dos hospitais. Indigna-me ver políticos e partidos utilizando fotos e falas de pessoas que nunca conseguirão se aproximar, como o Brizola, que ainda brilha nas propagandas eleitorais vez por outra. É hora de ação, comprem o material e coloquem os apenados a construir o muro. Ajudá-los-á na pena e ajudará a comunidade a ter o posto de saúde. O que não pode é continuar nessa situação em que o povo fica sem o serviço. O dinheiro público se perde em um prédio parado, que em breve já vai precisar de manutenção. Coloquem isso para funcionar com ação, gestão e menos papo, afinal, é só um muro.

André Zenobini

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Alfaro

Alberto Amaral

A encruzilhada da Copa de 2014 II

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Volta às aulas: a dura tarefa de economizar com qualidade

Foto: Divulgação

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om a proximidade do retorno das aulas nas redes pública e particular de Rio Grande, o movimento nas papelarias é cada vez maior. O momento é de escolha do material escolar e nessa hora todo cuidado parece pouco para quem procura aliar economia com a eficiência do desempenho destes materiais ao longo do ano letivo. As prateleiras dos estabelecimentos já se encontram abastecidas e todos os anos novos produtos vão surgindo no mercado, cabendo aos pais o controle das compras para que o orçamento na hora do pagamento não seja estourado. Nossa equipe de reportagem esteve visitando uma papelaria do centro para saber dos comerciantes uma avaliação da procura neste mesmo período, em comparação com o ano passado e também quais as técnicas que estão sendo utilizadas pelos pais para economizar na hora da compra e não voltar para casa com a insatisfação dos filhos. De acordo com Gerson, gerente do estabelecimento, a procura por parte dos clientes pode ser caracterizada como boa. O que acabou atrapalhando as vendas no mês de janeiro e início de fevereiro foram as altas temperaturas, que prenderam as pessoas na beira da praia. Segundo ele, a maior incidência de movimento se dá na parte da tarde e o que já se pode observar é que os pais estão realmente fazendo economia. Muitos deles estão reaproveitando materiais do ano passado e comprando somente o necessário. A procura maior está concentrada nas mochilas e cadernos personalizados, que acabam atraindo a atenção dos pequenos. O que também está tendo bastante saída são umas espécies de bolsas, que estão substituindo as mochilas e se tornando mania entre os jovens. Essa mudança de comportamento começou no ano passado e em 2014 está tomando conta dos gostos dos adolescentes. Por conta da baixa procura do mês de janeiro, a esperança dos comerciantes é de que as expectativas de vendas sejam superadas nos próximos dias. Gerson disse ainda que, antigamente a volta às aulas tinha um período mais definido: janeiro, fevereiro e março. Agora, a volta das escolas particulares mais cedo e a universidade federal com o calendário alterado por conta da greve modificam este panorama, o que interfere também nas vendas.

Rodrigo de aguiar

Outro fator que contribuiu para a diminuição do movimento nas papelarias é a iniciativa da prefeitura de repassar para os alunos das escolas da rede municipal o material escolar, o que acaba deixando os pais em casa a espera do que vier a faltar. Por conta desta baixa movimentação, a papelaria, localizada na rua 24 de Maio, não está trabalhando com horário diferenciado durante a semana, apenas aos sábados, quando o horário de fechamento passou das 17h para as 19h. Quem estava por lá comprando o material escolar para o filho de um ano e quatro meses era o empresário Felipe Marques Souza. Ele disse que a escolinha liberou a lista do material e algumas coisas eles estão ponderando, como a quantidade de folhas de ofício, e vendo assim o que sai mais em conta. Juntamente com a esposa, Souza optou por comprar o material no mesmo local em uma tentativa de fazer economia. Segundo ele, os preços não estão tão caros e nem muito baratos, estão na margem, mas alguns materiais de marca encontram-se com valores elevados. “Como ele ainda é muito pequeno, nós ainda conseguimos comprar o material sem a escolha dele”, finalizou Souza.

texto abaixo foi escrito no dia 19 de julho de 2010, volto a publicá-lo a 120 dias do início da Copa do Mundo, para que possamos avaliar o que ocorreu nos últimos quatro anos e já prepararmos para outra sangria nos cofres públicos daqui a dois anos, nas Olimpíadas brasileiras. Até hoje não temos absolutamente nada de concreto com relação aos benefícios que tamanho investimento trará ao País. Falam em vantagens intangíveis, bem estas de acordo com o próprio nome são abstratas, as vê e vende quem quer, o que não é o meu caso. Vamos ao artigo: ”Se correr o bicho pega, se parar o bicho come, esse é o sentimento dos brasileiros, tal qual este Blogueiro, que são, no mínimo, céticos com relação a todas as vantagens vendidas à população, pelo fato de organizarmos a próxima Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Promovemos, no início dessa fanfarra de tornar o Brasil uma nação do primeiro mundo, os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, com problemas sérios de mau uso do dinheiro público, já que eram previstos gastos na ordem de R$720 milhões, e as contas fecharam em mais do que R$4 bilhões. Os defensores da Copa no Brasil argumentam que os nossos aeroportos serão modernizados, que obras estruturais facilitarão a mobilidade urbana e que até nos nossos precários recursos de saúde pública haverá investimentos. Óbvio, todos os benefícios prometidos são bem-vindos, mas porque condicioná-los à organização de um megaevento, que se sabe não tem retorno financeiro, muito pelo contrário, os números da África do Sul estão aí para comprovar. Creio que a grande motivação dos governantes, além do propalado destaque internacional e de um ufanismo próprio dos populistas, são as medidas já anunciadas de flexibilização nas liberações de recursos, ou seja, dispensa de licitações e descompromisso com os princípios constitucionais da administração pública. Para comparação e reflexão, vou pinçar o caso de Brasília, uma das cidades-sede da Copa, onde a adaptação do Estádio Mané Garrincha está prevista para sair por R$702 milhões, quando a construção de uma Arena, modelo FIFA, na Europa, com centro de convenções, shoppings, espaços culturais e hotel, custa US$400 milhões. Ah, não esqueçam que depois da Copa de 2014 vem a Olimpíada de 2016, se as nossas finanças aguentarem”. Quem viver verá.

Advogado, empresário e corretor de imóveis alfaro@simcard-rs.com.br


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Superlotação e desconforto: a realidade do transporte público rio-grandino Usuários de coletivos na cidade reclamam de ônibus que, em alguns casos, parecem transportar mais passageiros que o ideal

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ndependente do lugar, o transporte público parece ser uma das questões que sempre causará debate entre a população e aqueles que são responsáveis por sua organização. Na cidade do Rio Grande não poderia ser diferente. Nos últimos anos, o município vive uma ascensão demográfica, com diversas pessoas mudando-se para a cidade em busca de melhores oportunidades. Um crescimento populacional tão acentuado afeta, diretamente, os serviços prestados à sociedade.

Vicente pardo

O transporte público na cidade do Rio Grande nunca foi unanimidade entre seus usuários. Muitas destas reclamações se devem às altas tarifas que, supostamente, deveriam refletir em um serviço com o padrão um pouco mais alto do que aquele que é oferecido. Para muitos passageiros, isto se deve ao fato da Viação Noiva do Mar não ter concorrentes diretos na cidade. Para os usuários, um dos grandes problemas encontrados nos coletivos da cidade é a superlotação. Ônibus que, em certos horários de pico, circulam lotados, causando desconforto aos milhares de passageiros que dependem desta forma de transporte para seu deslocamento básico diário. Seja para trabalho, estudo ou lazer. Segundo o mecânico Francisco Alves, de 63 anos, “é complicado, ainda mais para as pessoas que têm que andar de pé, fica muito desconfortável quando o ônibus está muito lotado”, ele ainda completa dizendo que, em muitos casos, parece que o coletivo está com uma lotação muito maior do que a considerada limite. “Se eles ainda tivessem algum concorrente, esse problema seria menor”, completa. Para muitos usuários o maior problema se encontra no fim do dia, quando grande parte das pessoas que se deslocou até o centro da cidade para trabalhar, retorna aos bairros, quase que na mesma hora. Além deste ponto, outro agravante é o grande fluxo de estudantes que se dirige ao campus da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para as aulas no período da noite. “De manhã é melhor, mas à tardinha é bem complicado. No fim da tarde é bastante cheio. Pela manhã é mais tranquilo, porque faz pouco tempo que voltaram as aulas. Mas acho que daqui a pouco será outro problema”, afirma a assistente de importação Vanessa Oliveira, de 21 anos, que utiliza o transporte coletivo diariamente para se deslocar ao local de trabalho. Vanessa também salienta que, muitas vezes, o coletivo aparenta não respeitar o limite supostamente aceitável de passageiros. “O motorista não vê a hora de parar. Tem uma hora que não tem mais como botar passageiro no ônibus, e eles não param de colocar gente pra dentro! Aí o pessoal vai apertado, que nem sardinha”, conclui a jovem, que admite o desconforto em utilizar o transporte coletivo nestas condições. Obrigações maiores fazem com que, diariamente, milhares de passageiros se submetam a este tipo de situação desgastante, após um dia de trabalho. Passageiros estes que, acima de tudo, são clientes de uma empresa que se dispõe a prestar um serviço, e cobra por ele. O mínimo que o usuário espera, além de um transporte público eficiente, é o conforto necessário para que esta atividade cotidiana não se torne um inconveniente.


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FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 22 A 28 de fevereiro de 2014

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Rio Grande x Skatistas: dá para conciliar?

História de Luiza

A grande quantidade de veículos, pessoas, bicicletas e skates tem transformado o trânsito da cidade do Rio Grande num verdadeiro caos. O estresse de muitos motoristas misturado à imprudência de todos os condutores de veículos (motorizados ou não) transformam a vida de quem está no trânsito num verdadeiro “inferno”. A ouvinte da Rádio Cultura Luiza Silveira passou por uma situação constrangedora, ao andar de bicicleta: ao tentar defender um skatista de um motorista, acabou quase apanhando. “Eu estava na Avenida Pelotas na contramão, bem pelo canto para não atrapalhar ninguém, mas para ser vista, quando vi um carro na minha direção querendo me atropelar. Foi quando entendi que a birra dele não era comigo, e sim com um esqueitista”, revela ela. Ao perceber que o esqueitista estava por ser agredido fisicamente, gritou, e “[...]ele veio para cima de mim e só parou quando a esposa, mulher que estava com ele, interveio e ele resolveu ir embora. O menino estava muito assustado, e eu também”, conclui. A história de Luiza não é uma novidade no

causa e efeito, se não tem onde andar tem que ir pra rua, pra calçada e não existe nenhuma legislação que proíba a prática do skate na calçada”. A falta de pistas de skate e o descaso do poder público com a situação são retratados por Franco com bastante frequência: “é inadmissível que o 4º PIB do Rio Grande do Sul não tenha pistas de skate, é um grande descaso”. Sobre a pista recém-construída da Perimetral (que segundo o secretário Luiz Parise – SMTEL – deve ganhar melhorias este ano), Franco é sincero: “deram uma repaginada na praça e fizeram aquilo, que não está sendo utilizado para seu fim. A pista é completamente fora dos padrões e é impraticável o skate ali. Infelizmente coisas mal feitas atraem coisas ruins, que são pessoas que vão para ali fumar, beber etc.”, conclui.

Foto: Franciane Wyse

Q

uem nunca viu aquela tábua sobre rodas sendo guiada por jovens pelas ruas do Rio Grande? Para quem não conhece, é o skate. O Brasil possui mais de quatro milhões de eskatistas. Este é um número de 2010 que, pela rapidez do crescimento do esporte, já pode ter dobrado. O número, se considerada a população brasileira, pode não impressionar, mas já é mais do que todos os moradores do Uruguai. Diferente do futebol e vôlei, que precisam de um espaço delimitado para a prática, o skate pode ser usado tanto para o lazer quanto para a locomoção, já que serve como um meio de transporte para muitas pessoas. Na dificuldade de locomoção de veículos de passeio e coletivos nas cidades brasileiras, o skate, junto com a bicicleta tomou as ruas dos principais municípios brasileiros. Não é somente por isso, o preço para os equipamentos que permitem a prática caíram drasticamente nos últimos anos, permitindo assim que diferentes classes sociais possam facilmente ter acesso ao produto. Em Rio Grande, a situação não é diferente: a quantidade de adeptos do skate aumentou na mesma proporção das dificuldades de organizar o trânsito e áreas para a prática do esporte. Faltam na cidade pistas de skate, ciclovias e pavimentação correta para a prática do esporte. As tentativas recentes das administrações públicas em planejar e entregar pistas de skate se mostraram fracassadas à medida que as obras, muitas vezes feita às pressas, não atendiam à demanda dos usuários.

ANDRÉ ZENOBINI

Foto: Divulgação

município. Diariamente, são vistas cenas de horror no trânsito. “O menino não estava dando “uma banda”; ele estava usando como meio de locomoção e não estava atrapalhando o trânsito, foi uma agressão sem tamanho”, avalia ela. A solução para esse problema, além de mais educação por parte de todos, é regulamentar e, principalmente, entender os usos que estão sendo feitos desse material esportivo.

feita, o equipamento pode quebrar ou ele pode se machucar”, explica. Quanto à situação do trânsito rio-grandino, que tenta equilibrar todos os meios de transporte, Franco Amaral utiliza sua experiência da faculdade de Administração: “isso é uma relação de

Visão de quem entende

Franco Amaral tem uma longa história com a prática do skate. “Eu ando desde 1999 e este é o segundo boom do esporte e é muito maior do que o primeiro”, afirma ele. “Quando eu comecei, tínhamos apenas a Barão de Cotegipe e a Napoleão Laureano para praticar. Hoje temos mais esqueitistas e mais ruas asfaltadas, sem contar que o preço do skate é mais barato”. Segundo Amaral, falta consciência por parte do público que anda de skate, muito em função da modalidade mais difundida entre os usuários, o “street”, que tem como um dos principais expoentes o gaúcho Luan Oliveira. O porto-alegrense tem se destacado no mundo do skate e arrebatado fãs por todo o país. “Na modalidade street, não é obrigatório o uso de equipamentos de segurança. Daí fica complicado você explicar para a gurizada que eles têm que usar, se o adulto não utiliza”, avalia Amaral. Ainda segundo ele, que possui grande influência no skate rio-grandino por sua experiência como juiz de campeonatos e disseminador dessa atividade, seu trabalho é de tentar conscientizar quem pratica o esporte: “eu brigo com quem anda de skate na contramão e tento desenvolver essa consciência, assim como praticar em qualquer lugar. Explico que, caso faça uma manobra mal

Mobilidade

Além de todos os problemas do trânsito rio-grandino, está nas mãos do secretário Edson Lopes a responsabilidade sobre a mobilidade da cidade. “É um compromisso do prefeito dar uma resposta a eles com espaços para que possam andar”, confirma o secretário de Mobilidade Urbana e Acessibilidade. Segundo ele, a secretaria tem mantido conversas com o núcleo de educação, nas escolas, para que conversem com os alunos e expliquem os perigos da má prática do esporte. “Também vamos construir com algumas escolas para inibir a entrada do skate na escola para que assim eles evitem de ir e vir com o skate. Essa é uma medida paliativa que pode ser tomada”, avalia. Depois de conversas com a secretária de educação, Lopes afirma que “proibir por proibir” não é a solução e que é preciso um diálogo mais prolongado de conscientização antes de serem tomadas medidas punitivas. Na questão do trânsito, um dos projetos que poderá melhorar o skate no trânsito é a consolidação das ciclovias em Rio Grande. “Já estamos trabalhando no projeto executivo de três projetos que estão no PAC 2 –

2ª etapa. Um deles é o projeto de ciclovia, que são 27 km que fazem o contorno da cidade desde a zona oeste até a Barroso”, explica. Sobre as pistas de rolamento e as calçadas, Lopes afirma não haver legislação que fale sobre o tema, “o que podemos fazer é oferecer espaços a eles e muito diálogo”. O secretário de turismo, esporte e lazer garante que pistas devem ser construídas ao longo de 2014 em Rio Grande. O esqueitista Franco Amaral também afirma que os motoristas são prevalecidos, principalmente quando veem que o usuário do skate é uma criança. Pista do Cassino

Em novembro de 2012 chegou a ser realizada uma licitação para a construção de uma pista de skate na Praia do Cassino. Localizada na esquina da Rua Júlio de Castilhos com Av. Atlântica. O projeto do então prefeito Fábio Branco nunca saiu do papel. A atual administração acredita que um espaço melhor para a pista precisa ser encontrado para a concretização do projeto. Enquanto isso, Franco Amaral trabalha num projeto de revitalização da Praça Didio Duhá garantindo que aquele seja um dos principais espaços públicos de lazer e esportes do Cassino. Atualmente é ali que os esqueitistas utilizam para a prática do esporte. Durante o período de verão os torneios de futsal acabaram por encerrar o acesso à quadra e os eventos ocorridos ali durante a temporada impedem o uso do restante dos espaços. “Sem contar que quebram as pavimentações para conseguir colocar as tendas”, avalia Amaral. Durante a temporada, a praça foi usada para a Feira da Agroindústria Familiar e para a Feira do Livro da Furg, que há anos ocupa aquele espaço no verão. “Não é uma briga com a Furg, acredito que eles podem ser parceiros. Eles mesmos precisam encontrar um lugar maior, já que a cada ano a feira se espalha mais”. Sobre a pista do Cassino, ele diz que “tem gente que quer fazer uma pista em cada bairro, enquanto seria muito melhor realizar uma pista boa e completa aqui no Cassino que é o bairro de todos. Onde todos vêm, e não tem rivalidades com nenhum outro. Se construir uma pista num bairro e todos forem usar, vão precisar do transporte coletivo, não vai ser a passagem que vai impedir quem quer praticar o esporte”, garante. Franco Amaral já está organizando os eventos de skate dessa temporada na maior praia do mundo. Agora é necessário avaliar diversas questões para que no próximo verão os usuários possam ter melhores condições de praticar o esporte, sem correrem riscos. Na questão da mobilidade é preciso que haja bom senso por parte de todos os condutores, tanto de veículos quanto de skates e bicicletas, para que a paz prevaleça.

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de La Rocha Ique

Carnaval – Um ano depois, ainda tem entidade que não prestou contas da verba recebida para o último Carnaval. Acompanho Carnaval há muitos anos. Ainda peguei o espetáculo quando acontecia na rua General Bacelar, na década de 60, evidentemente que antes do Calçadão. As entidades vinham pela Marechal Floriano (sentido Prefeitura-Alfândega), dobravam na Andradas e seguiam pela Bacelar, que concentrava uma multidão. Onde hoje é a Manlec, havia a famosa Confeitaria Sol de Ouro, onde a sociedade se reunia, e na esquina da Duque de Caxias o Café Dalila. Sempre entendi que nosso Carnaval só não foi considerado o melhor do estado por falta de melhor organização. Os pelotenses diziam que tinham o terceiro melhor Carnaval do país, mas eles não eram muito melhores que nós. Ganhavam justamente na organização. Pois penso que poderemos voltar aos velhos tempos. A cidade está crescendo, nosso povo gosta de Carnaval, o pessoal que está vindo trabalhar aqui também gosta, mas o primeiro passo é as entidades se organizarem. Para isso, a Prefeitura não pode afrouxar. Já que ela dá o dinheiro, tem de ser rígida na prestação de contas e no cumprimento do regulamento, como o número mínimo de componentes das entidades e o horário dos desfiles. Prestação de contas - Para mim uma grande prova de desorganização das entidades é a falta de prestação de contas. Sugiro que se coloque no regulamento um prazo máximo de 60 dias após o Carnaval para a prestação de contas. É até tempo demais. Acontece que tem gente que fica sempre deixando as coisas para amanhã. Se a Prefeitura desse prazo de dois anos, ainda assim eles atrasariam as contas. A entidade que não cumprisse o prazo seria multada em 20% ou 30% da verba do Carnaval seguinte. E a entidade que não tivesse as contas aprovadas não teria direito a verbas futuras da Prefeitura. Quanto mais organizadas as entidades, mais nosso Carnaval crescerá. Liberação da verba – Se houvesse a possibilidade, o ideal para as entidades e Prefeitura seria liberar a verba de forma parcelada e antecipada. Por exemplo, em outubro liberaria 30%, em janeiro mais 30% e em fevereiro os 40% restantes, sendo que, para liberar a segunda e terceira parcela, as entidades já deveriam prestar contas das anteriores. Isso facilitaria a prestação de contas no final. Política no Carnaval – O carnaval em Rio Grande está politizado no mal sentido da palavra. Gente que nunca intercedeu para as entidades receberem verbas melhores e que nunca se interessou pelo evento agora mudou de comportamento. Metalúrgicos – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Benito Gonçalves, não mede sacrifícios para defender sua categoria. Nesta última paralisação o estresse foi tanto que ele teve sérios problemas de saúde e precisou se afastar do sindicato por alguns dias. A greve foi uma medida extrema e considerada a única alternativa para que os trabalhadores fossem mais bem tratados pelas empresas terceirizadas do Polo Naval, especialmente nos dias de calor intenso, quando muitos desmaios aconteceram e outros tantos passaram mal. Voto de louvor - O soldado bombeiro Aleximiliano Goulart Nunes recebeu voto de louvor da Câmara Municipal, segunda-feira, por sua atuação na Cruz Vermelha local. Para o comandante do 3º Comando Regional dos Bombeiros, Marco Leandro Petry, “pela sua seriedade e profissionalismo, Nunes merece a homenagem”. O vereador Julio Cesar (PMDB) afirma que Nunes extrapolou positivamente suas atribuições de soldado. “Ele auxiliou a gerar a cultura da prevenção na comunidade e nos que buscam qualificação nos cursos da Cruz Vermelha”, explicou.


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Gotas de Sabedoria Pastor Vilela

A Fé está ligada às palavras Fala-se tanto de Fé, mas muito poucos sabem realmente o que é a Fé, propriamente dita. Prov. 18:20: “O homem se fartará do fruto da sua boca; dos renovos dos seus lábios se fartará”. 21: “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto”. Por isto: Fale palavras de vida e não de morte; de saúde, e não de enfermidade; de Riqueza, e não de pobreza; de Bênção, e não de Maldição; porque... NA SUA BOCA HÁ UM MILAGRE!!! FÉ! Hb. 11:1 diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. 3: Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê. Sempre que falares em VIVER POR FÉ estás: a) Vivendo crendo em algo que ainda não tens, mas que estás esperando; b) Falando não daquilo que já tens, mas do que vais conquistar; c) Falando não do que és, mas do que serás; d) Falando não da situação em que estás, mas sim de até aonde chegarás. OBS: A FÉ SEMPRE FALA DO FUTURO... Nosso problema é que não falamos do futuro... Sempre estamos falando do que nos passou, isto é, dos traumas, das mágoas, das afrontas, das feridas que os outros nos causaram traindo nossa confiança, de pessoas que se deixaram usar para tentar nos prejudicar. Nossos medos, preocupações, conflitos etc. Significa que nossa conversação é do passado e das coisas ruins que estão nos acontecendo no presente... OS HOMENS DE FÉ SEMPRE FALAM DO FUTURO!!! O que vai acontecer? O que não vai acontecer? O que Deus vai nos dar? De onde nascem nossas angústias? De observar o Presente e, com base nas lutas, esperar um pior futuro... JESUS ESTÁ BUSCANDO GENTE QUE CONFIE NELE!!! EX: Davi. Sal 4:8 diz: “Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança”. INSÔNIA: Geralmente é sintoma de pouca Fé! Ficar sem dormir ou perder o sono, só vale a pena quando se está projetando, desenhando ou rabiscando um projeto futuro. Aí, vale a pena! A fé é o agente motivador da vida! - Henry Ford abriu cinco vezes fábricas de automóvel e faliu; na 6ª tentativa, fundou a Ford. - Abraão Lincon, presidente dos EUA de 1861 a 1865, começou carreira política perdendo eleição para vereador. Perdeu outras eleições, ganhou outras, até que, finalmente, tornou-se presidente. -Thomas Edison queimou mais de 2 mil lâmpadas, antes de conseguir algum resultado satisfatório. Quantas lâmpadas você queimaria, antes de desistir? - Walt Disney foi demitido do 1º emprego num jornal, por falta de criatividade. Depois, faliu sete vezes, antes de construir a Disneylândia. Ao perseguir um rato em sua garagem, teve a ideia de fazer o filme (Mickey Mouse). - Albert Einsten até os quatro anos não falou, foi diagnosticado como débil mental e rodou quatro anos na primeira série... - Luis Inácio Lula da Silva: em 1982 obteve 4º lugar para o governo de SP; em 1989 perdeu para Color; em 1994 perdeu para FHC; em 1998 perdeu para FHC... Em 2001, venceu SERRA... 2006, venceu Alkmin... 2009, tornou-se o homem do Ano, pelo Jornal Frances Le Monde. Continua na próxima semana.

Depoimento de Vida

Livre das drogas e casamento restaurado!

Jóneston Cougo

Minha vida estava destruída! Não havia esperança de dias melhores. Não tinhamos paz, pois nem conseguíamos dormir mais. Nosso casamento estava por um fio, e não sabiamos como sair daquela situação. Preso às drogas, principalmente à cocaína, tudo o que ganhava ia por água abaixo. Até que tivemos um encontro com Deus e conhecemos a verdadeira paz. Nossa família foi tranformada, e eu fui libertado das drogas. Hoje trabalho como colaborador no Ministério Cristo Vive Rio Grande, juntamente com minha famila. Nosso sonho hoje é sermos cada vez mais usados por Deus para salvar aqueles que estão perdidos nas drogas, assim como um dia eu estava e fui salvo em nome de Jesus. Trabalhamos, também, liderando a equipe de socorro aos moradores de rua. Queremos, junto com o Pastor Vilela e a pastora Celenita, ser fonte de avivamento nesta cidade. Temos o maior prazer em ajudar as pessoas fazendo parte da equipe de voluntários dos Prs. Vilela e Celenita Costa.


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Seja Diferenciado Um dos objetivos desta provocação é como você pode se destacar em meio á multidão, já que ser diferenciado o fará diferente em meio a tantos iguais. Ser diferenciado passa por vários aspectos, dentre os principais, acho que educação, postura, cultura, caráter e visão de futuro, como você é conhecido no meio em que vive. Uma das questões que você deve descobrir é: como as pessoas enxergam você? Hoje em dia. num mundo onde compromissos viraram banais, em que ninguém respeita mais nada, ser cumpridor de horários e compromissos já o torna uma pessoa diferenciada. Olha que nível nós estamos! Portanto, responder a e-mails, retornar ou simplesmente atender uma ligação, honrar compromissos e cumprir horários já vai deixar muitos para trás. Quem é gestor sabe e os colaboradores também sabem, mas muitas vezes não se dão conta, que quem será promovido dentro de uma empresa em meio a tantas pessoas, óbvio que será o colaborador diferenciado. Assim como falo nas minhas aulas no Curso Técnico em Logística – Escola São Jorge, onde várias empresas vão buscar profissionais, digo para os meus alunos que as empresas não vão lá buscar os piores, e sim os melhores alunos, os realmente diferenciados. As pessoas acham, muitas vezes, que fazer a dife-

rença necessita de altos investimentos em qualificação, quando na verdade a postura apenas pode ser um grande diferencial, fazer as coisas certas, no local certo, no momento correto, já é um grande diferencial pouco encontrado no mercado de trabalho e poucas pessoas têm esta leitura dos acontecimentos.

Cães na Praia Impressionante a falta de educação de algumas pessoas que levam seus cães à praia, achando que a praia é terra de ninguém. Servem as mesmas regras da cidade em relação a cães de grande porte, pequeno porte ou seja lá o que for. O que as pessoas têm que entender é que a praia é lugar público, de lazer, onde toda uma diversidade de pessoas, crianças, idosos e todo restante do público que frequenta aquele espaço não pode se sentir ameaçado por cães soltos pelos seus donos irresponsáveis. Onde está a fiscalização? Formatura Técnicos em Logística e Técnicos em Portos Dia 22 de fevereiro, estarão se formando os Técnicos em Logística e Técnicos em Portos, da Escola de Educação Profissional São Jorge, na qual, com grande satisfação, serei o professor homenageado escolhido pe-

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las turmas. Mas o grande foco da formatura são os formandos que, com sacrifício, esforço e muita determinação atingiram o seu objetivo, Parabéns a todos pela conquista e que não parem por aí, que este seja apenas um degrau de vários que venham pela frente.

Kairós Lendo o livro Kairós, do Padre Marcelo Rossi, sem levantar bandeira alguma sobre opções religiosas - muito interessante, sobre o tempo de Deus, que é muito diferente do tempo que é marcado em nossos relógios. Nem sempre as coisas acontecem na hora determinada por nós. Quem somos nós para determinar o que e quando serão os acontecimentos em nossas vidas? Muitas vezes não entendemos porque as coisas não acontecem no tempo que queremos. O homem moderno vive em função do tempo dele, Khronos, o tempo do homem. Kairós, o tempo de Deus, é diferente. Crer nisso está em cada um de nós, mas a vida nos mostra sempre que pode que existe realmente o tempo dela ou de Deus, como queiram, e não temos poder sobre isso em muitas vezes. Boa Semana!


10 PRINCIPAL

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Para a Rota do Sol tem dinheiro Governo do Estado não duplica a ERS-734, mas irá restaurar 52 km na região de Caxias

IQUE DE LA ROCHA

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az muito tempo que Rio Grande participa com uma expressiva soma de impostos na receita do Governo do Estado. O município registra uma das maiores arrecadações em ICMS, que vem crescendo significativamente com a implantação do Polo Naval. Mesmo contribuindo com valores consideráveis, Rio Grande pouco recebe de retorno. Enquanto municípios da Grande Porto Alegre e região serrana são aquinhoados com obras grandiosas, aqui se conta nos dedos os investimentos que vieram para cá. Antes mesmo do Polo Naval, o porto local sempre foi estratégico para a economia do Estado. A Refinaria Ipiranga funcionava a pleno, o mesmo acontecendo com as indústrias de fertilizantes. O 5º Distrito Naval transferiu-se de Florianópolis para cá trazendo milhares de militares e com uma importância em toda a Região Sul do Brasil. Mesmo com tudo isso, todos lembram que o Aeroporto Municipal continuou acanhado. Empresários de todo o Brasil e até do exterior que tinham negócios no Rio Grande reclamavam da falta de ligação com o centro do país. Enquanto isso, o Governo do Estado construía aeroporto para atender Gramado e Canela. Hoje Rio Grande cresceu ainda mais. O Polo Naval está impulsionando toda a economia gaúcha. O próprio Governo Federal, reconhecendo a importância do município, duplicou a BR-392 e a BR-116, esta última entre Pelotas e Porto Alegre. E o Governo do Estado, o que tem feito? É bem verdade que a culpa não deve ser atribuída apenas ao governo do PT. Governos anteriores trataram

Secretário vistoria obras na Rota do Sol

Rio Grande e a própria região com migalhas. Mas agora, com o desenvolvimento acelerado que exige investimentos em infraestrutura, que está influindo gravemente na questão da mobilidade urbana, por exemplo, não se admite que não se fale mais no projeto da duplicação da ERS 734, do Trevo ao Pórtico. Afinal, é um pequeno trecho de oito a dez quilômetros, totalmente plano. Uma obra pequena para o Governo do Estado, mas de grande significado para os rio-grandinos, pois todos sabem tratar-se praticamente da única entrada e saída da cidade, principal acesso à Furg, ao Cassino e aos vários bairros, desde a Junção e Bernadeth até o Parque Marinha e Parque São Pedro. Investimento de R$ 65 milhões Todos sabem que o Governo do Estado sofre uma crise financeira séria, mas Rio Grande não tem culpa desses desgovernos que praticamente só beneficiam a metade de cima do estado. E, se para cá nunca tem dinheiro, para as regiões de Caxias do Sul e Porto Alegre sempre dão um jeitinho. Agora mesmo, o Governo do Estado anunciou esta semana o início das obras de restauro da Rota do Sol, na

ERS-453, em Caxias do Sul, com a aplicação de uma nova tecnologia de pavimentação, conhecida como asfalto espuma. Os trabalhos foram acompanhados pelo secretário de Infraestrutura e Logística, João Victor Domingues. "Conseguimos, através do esforço combinado com o Daer e os organismos de controle do próprio Estado, dar celeridade aos contratos e negociar com as empresas para garantir que a comunidade da Serra tenha suas demandas atendidas. Estamos tratando de um passivo de quase 10 anos sem manutenção nas ro-

dovias", afirmou o secretário. Segundo os engenheiros da empresa Traçado Construções e Serviços Ltda., responsável pela obra, a expectativa é de que o restauro avance 700 metros por pista a cada dia. A primeira fase é a aplicação de uma camada de cimento e espuma de asfalto, uma segunda camada de proteção e, em seguida, uma camada de asfalto de dois centímetros que permanece por um ano. Passado esse prazo, a rodovia receberá mais uma camada, esta com 10 centímetros. A tecnologia tem garantia de 10 anos de uso. A obra faz parte do Contrato de Conserva, Restauro e Manutenção (Crema-Serra), prevê investimentos de R$ 65.710.549,46 no trecho de 52,92 quilômetros entre Caxias do Sul e Lajeado Grande e tem recursos do Banco Mundial. Duplicação da ERS só no discurso Com muito menos dinheiro daria para duplicar a nossa ERS do Trevo ao Pórtico. Como vemos, o apoio a Rio Grande só fica no discurso. Os partidos lançam representantes da metade de cima do estado para concorrerem a governador e, como prêmio de consolação, colocam de vice um representante da Metade Sul. Tentam passar a ideia de que a Metade Sul é prioridade em seus projetos de governo, mas a falta de apoio continua. A realidade é uma só: não temos representação política forte e Rio Grande recebe muito pouco em comparação ao que contribui com os cofres do Governo do Estado. Com relação ao projeto de duplicação da ERS-734, a única certeza é que ele entrará nos discursos dos candidatos neste ano de eleição. Nada mais do que isso.


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Editorial

Turismo Vicente Pardo

O

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Cassino comemora mais uma temporada de sucesso em público. O espaço da orla da praia está, mais uma vez, disputadíssimo pelos banhistas que buscam aproveitar um lugar ao sol. Milhares de pessoas curtem com prazer o lado bom do verão e escolhem a considerada maior praia do mundo para desfrutar das férias com suas famílias. O Cassino é simples e ao mesmo tempo maravilhoso! Essa é a visão dos veranistas. Claro que com tanta gente aglomerada ao mesmo tempo, vieram junto milhares de problemas. A questão do lixo foi uma das queixas mais frequentes. A espera nas filas dos restaurantes e a falta de um bom atendimento por parte dos comerciários também foram problemas. Com as elevadas temperaturas, houve quase escassez de água gelada para nutrir os veranistas, que viveram as temperaturas mais quentes dos últimos noventa anos. Nesta edição, o jornal Folha Gaúcha disponibiliza mais um caderno especial, e nele faz um resumo do que aconteceu na temporada. Neste especial “Cassino muito mais verão”, você encontra: como foi a feira do livro promovida pela Furg, assuntos sobre artesanato, entretenimento e os cuidados que devemos ter com a saúde no verão. Em uma entrevista exclusiva, o novo secretário do Cassino, Paulo Rogerio Mattos Gomes, nos fala dos planos e projetos para que o bairro-balneário continue sendo a praia escolhida pelos turistas da região sul e do exterior, como Argentina e Uruguai.

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Fotos: Divulgação

O Cassino é um destino certo para muitos rio-grandinos durante o verão. Porém, o maior balneário marítimo brasileiro não atrai somente os moradores locais, como também muitos turistas de diversos lugares do Brasil e do exterior, com grande destaque para aqueles vindos da Argentina e Uruguai. Porém, não é somente a praia que chama a atenção, no Cassino. A extensa gama de opções comerciais, restaurantes, passeios ao ar livre, além de uma vasta programação de eventos culturais e shows, vêm tornando o balneário um dos destinos favoritos dos turistas na região sul do estado. Para a estudante de 18 anos, Fernanda Ferreira, este é o grande atrativo do Cassino. A bajeense e sua família sempre escolhem o balneário como destino nas férias. Primeiro, por se tratar de uma praia próxima e também porque “existem várias opções por aí. Não é só a praia. Tu tens diversos programas, pra família toda. É ótimo!”, afirma a jovem. Outro quesito que atrai Fernanda são os pontos turísticos que a cidade do Rio Grande apresenta. Ela cita os Molhes da Barra como programa indispensável para quem está na cidade pela primeira vez. “O passeio de vagoneta é bem interessante pra quem ainda não conhece o Cassino. Também é bem legal ir a São José do Norte ou conhecer os prédios históricos da cidade”, diz a estudante, que desde 2009 tem o balneário como destino certeiro de suas férias.

O que também chama a atenção dos turistas no Cassino é o famoso Carnaval de rua. Repleto de blocos e bailes particulares, o evento atrai diversas pessoas para todos os anos e fomenta ainda mais o comércio local. Em 2014, a data festiva se dará na primeira semana de março, alongando ainda mais a temporada de turismo no balneário.

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FOLHA GAUCHA Fotos: Altemir Vianna Fotos: Janice Salomão

Feira de Artesanato Papareia Vicente Pardo A Feira do Artesanato Papareia, desde outubro de 2013, dá aos artesãos locais a oportunidade de divulgação e comercialização de seus trabalhos sem custo aos expositores. Trabalhos estes que vão desde objetos de decoração até alimentos. O evento foi idealizado por Janice Salomão Hias, diretora do centro municipal de cultura Inah Emil Martensen, com o apoio da Prefeitura Municipal do Rio Grande, Secretaria de Município da Cultura e Associação dos Amigos do Centro Municipal de Cultura. Aproximadamente 40 expositores utilizam o Artesanato Papareia como canal de comercialização de suas produções. O evento se estenderá mesmo após o término da temporada de verão do Cassino, visando dar uma continuidade ao trabalho dos artesãos. As edições são realizadas em domingos alternados, no espaço da Feira do Produtor, localizado na Avenida Atlântica. A próxima edição do Artesanato Papareia acontece no domingo (23), das 16h às 20h.

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Feira do Livro

Vicente Pardo

No último dia 9 de fevereiro chegou ao fim a 41ª edição da Feira do Livro do Cassino, promovida pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A patrona da feira neste ano foi a poetisa, contista e cronista rio-grandina, Dalva Leal Martins. O slogan da feira, “Vida e arte”, remete ao que foi proposto pela equipe responsável pela produção do evento. Segundo o diretor de arte e cultura, Miguel Isoldi, a ideia foi abraçar as mais diferentes manifestações culturais. “Este ano trouxemos o Alabê-Oni, uma atividade com temática religiosa africana, e a Pandorga da Lua, voltada para o público infantil”, afirmou Isoldi, que ainda destacou a presença de atividades tradicionalistas na feira, além de apresentações de teatro e dança. Para Roberto Domingues Souza, que também fez parte da comissão organizadora do evento, o grande trunfo da organização da 41ª edição da Feira do Livro foi prezar por uma pré-produção de alto nível, independentemente do artista. “Um caráter que sempre tentamos manter é: o artista ser bem recebido, desde os contatos iniciais até a hora do show. Sempre tentamos cumprir estes quesitos para dar um resultado no palco”, conta Souza, que credita à pré-produção da feira boa parte de seu sucesso. Outro ponto assinalado por Roberto foi o trabalho de formação feito junto aos grupos menores que participaram do evento. “Por exemplo, um grupo mais profissional tem seu mapa de palco, rider de som, lista de hospedagem, transporte e camarim, coisas que grupos locais não têm. Nós construímos isto com eles, para capacitá-los para outros eventos”, conta. Para concluir, Miguel Isoldi afirma que a feira teve somente pontos positivos, com exceção de pequenos imprevistos, como o mal tempo. “A ressonância do público é importante, ouvir o que as pessoas dizem. Agradar o público com os espetáculos, além da diversidade nas atrações”, conta o diretor de arte e cultura, que também afirma que outro sinalizador de sucesso é receber elogios relacionados à organização física do evento. “É uma feira que tem como principal objetivo vender livros. Segundo pesquisas feitas no local, as vendas de livros nesta edição foram melhores que no ano passado”, conclui Isoldi. Rio Grande, 22 a 28 de fevereiro de 2014 | 5


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Os desafios de Paulo Rogerio Mattos Gomes, novo secretário do Cassino Mesmo antes de assumir o cargo, Gomes já sabe a dimensão dos problemas que encontrará no bairro- balneário Paulo Rogerio Mattos Gomes assumirá, a partir do próximo dia 5 de março, a Secretaria Especial do Cassino. Ele entrará no lugar deixado por Nando Ribeiro, que volta a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores. Gomes foi secretário da administração no governo de Janir Branco e, durante a última gestão do ex-prefeito Fábio Branco, atuou como secretário dos serviços urbanos. Desde maio de 2013 como funcionário concursado, Gomes atua na área administrativa da secretaria de infraestrutura, ao lado do secretário Cleide Torres Rodrigues. Para o novo secretário, é um grande desafio assumir o Cassino, um bairro com proporção demográfica superior a muitas cidades.

Qual a principal diferença de assumir uma secretaria como a do Cassino, em relação ao trabalho desempenhado em outras secretarias? O Cassino é um desafio. Ele é maior que muitas cidades do Rio Grande do Sul. Hoje devemos ter uma população de quarenta a cinquenta mil pessoas que moram no Cassino o ano inteiro e o desafio é poder buscar a estrutura necessária para atender a esta comunidade. As atribuições da secretaria são diferenciadas, pois ela reúne funções de todas as demais secretarias presentes na cidade. Aqui em Rio Grande temos os serviços urbanos, que cuidam da manutenção de praças, parques, iluminação pública. Temos também a secretaria de infraestrutura, que cuida de planejamento de ruas. Porém, no Cassino, todas essas atribuições, que aqui são divididas entre várias secretarias, tu reúnes e atendes com a Secretaria Especial do Cassino. Primeiramente o desafio é dotar a secretaria de uma melhor estrutura, de equipamentos e estrutura física, além de servidores.

Vicente Pardo E as políticas para o Cassino ao longo do ano inteiro? Sabemos que muitas pessoas vivem no bairro-balneário o ano todo, e vivem os problemas do local o ano todo. Sem dúvida, sempre ouvimos esta situação de que é preciso viver o Cassino o ano todo. Esta ação da drenagem para melhorar a trafegabilidade das ruas é extremamente importante pra quem mora lá, para o deslocamento diário. Existe também o projeto de criação de um anel viário, que já tem autorização da Caixa Econômica Federal, através de programas do Governo Federal, para que se possa continuar este anel, principalmente nas linhas de grandes fluxos de pessoas, vias estruturantes, criando uma malha viária.

Em relação à limpeza do bairro-balneário, algo que foi bastante criticado ao longo dos últimos meses, quais as medidas que o senhor pretende tomar? Estamos antecipando alguns pontos junto ao secretário Nando, para não precisar esperar até o dia 5 de março. Antecipamos a contratação de dois tratores com braço articulado, para fazer o corte de grama em campos. Também fizemos um adendo no contrato dos serviços urbanos para buscar alguns cortadores manuais enquanto fazemos uma licitação para um corte de grama próprio para o Cassino. Também vamos buscar uma radiografia de terrenos abandonados, com muito mato, para aumentar a fiscalização atuante neste ponto. Pedir para estes moradores serem notificados. A prefeitura sozinha não tem condições de atender todas as calçadas de todo o balneário, sendo que o morador é responsável pelo seu terreno. O morador não é obrigado, mas, moralmente, ele tem esta responsabilidade para não prejudicar a coletividade do balneário. Este é outro desafio que temos pra enfrentar.

E em relação à coleta de lixo? A gestão da coleta de resíduo domiciliar é da secretaria de controle de serviços urbanos por meio da concessionária, a Rio Grande Ambiental. A secretaria não tem envolvimento na coleta de lixo domiciliar, tem no recolhimento de entulhos, galhos e restos de poda. Em relação à quantidade de pessoas que temos no Cassino, é preciso modificar a sistemática da coleta. Precisamos ver o que é preciso, o que é necessário, para a empresa dar o serviço adequado ao balneário.

Paulo Rogerio ainda frisa que a secretaria está aberta a sugestões dos moradores para sanar, da melhor maneira possível, os problemas do bairro-balneário. A secretaria funciona das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. E também através dos telefones: 3236.1300 e 3236.1435. Segundo Gomes, este atendimento deve ser reforçado para que haja um controle maior dos pedidos, possibilitando um mapeamento dos problemas do Cassino.

“O Cassino é um desafio. Ele é maior que muitas cidades do Rio Grande do Sul.” “[...] e o desafio é poder buscar a estrutura necessária para atender a esta comunidade.”

Fotos: Divulgação

Foto: José Valerão

Além das questões estruturais, quais são as primeiras medidas que pretendes tomar como secretário? O principal problema do Cassino, hoje, é a drenagem. Nós temos no balneário um lençol freático bem superficial, o que gera um problema nesta drenagem. Principalmente na microdrenagem, que é aquela feita nas ruas secundárias. Com isso, durante as chuvas, a água acaba não tendo o escoamento adequado e indo para o leito da rua, levando os aterros e formando buracos. Para corrigir isso temos duas ações, uma em curto e outra em médio prazo. Em curto prazo temos que enfrentar o problema de drenagem, no sentido de fazer uma ação para desobstruir tubulações e abrir valetas, fazendo essa microdrenagem das ruas secundárias chegar até os canais de drenagem. Isso para atenuar o problema, para fazermos o nivelamento e compactação de material para dar uma maior trafegabilidade às ruas. Isto em curto prazo, mas o mais importante, que precisa ser feito em paralelo, é buscar um estudo de viabilidade no sistema de drenagem do Cassino. Acredito que precise contratar um estudo técnico, que faça um plano e indique sugestões, como a criação de microbacias para que a água tenha para onde ir após a chuva e que tenhamos um canal que leve até uma casa de bombas. Não vejo o Cassino sem a instalação destas casas que possam bombear a água para fora do bairro. Estas duas ações precisam ser feitas em paralelo. 6 | Rio Grande, 22 a 28 de fevereiro de 2014

Mesmo antes de assumir o cargo, você já sabe quais as reivindicações dos moradores do bairro-balneário? Acabo conversando com as pessoas, na Avenida e até mesmo aqui na cidade. Uma coisa que acho importante é a criação de um fundo de desenvolvimento do Cassino. Hoje temos muito comércio e atividades que pagam impostos. Teríamos este projeto para que, toda esta receita arrecadada no balneário fique neste fundo, para ser reinvestida no balneário. Outra situação importante é melhorar o aproveitamento da Avenida Atlântica. Hoje, tudo converge para a Avenida Rio Grande. Sabemos que, por exemplo, quando a Praça Didio Duhá recebe a Feira do Livro ou algum campeonato de futsal, temos uma dificuldade nas ruas, por causa do trânsito. Acredito que podemos diversificar as alternativas para a Avenida Atlântica, que tem uma diversidade de acessos. Por exemplo, uma quadra de esportes, ampliação das academias ao ar livre. Também a construção de uma pista de skate, já que o pessoal não tem um local para andar no Cassino. Tudo isso pra se tentar diminuir um pouco a grande intensidade de fluxo que fica na Avenida Rio Grande.

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ArtEstação Fotos: Arquivo FG

Trio Elétrico Arrastamassa

Vicente Pardo Vicente Pardo Desde 2003, como opção cultural no Cassino, o Ponto de Cultura ArtEstação está localizado na Avenida Rio Grande e visa dar à população um maior acesso às manifestações culturais produzidas na cidade. Além de colaborar com a criação de uma consciência artística da comunidade, o local serve como canal de divulgação para trabalhos feitos por artistas rio-grandinos das mais diferentes áreas. O ArtEstação possui uma série de eventos, e no verão concentra diversas exposições, visando aproveitar o movimento de veranistas no bairro-balneário. Para Law Tissot, membro do Ponto de Cultura, um dos grandes eventos da temporada de verão foi o Dia do Quadrinho Nacional, idealizado por ele, ao lado do chargista Lorde Lobo. O evento, que em 2014 chegou à sua 6ª edição, é realizado anualmente no dia 31 de janeiro, data em que, historicamente, foi publicada a primeira história em quadrinhos no Brasil. Neste ano, um dos destaques do evento foi a presença dos idealizadores da revista Plataforma HQ, publicação independente que narra histórias da cidade do Rio Grande, através da visão dada pelos quadrinistas locais Alisson Affonso e Everton Cosme. A publicação, lançada em 2013, já foi premiada em concurso nacional e em breve ganhará a sua segunda edição. “O evento tradicionalmente acontece somente no dia 31 de janeiro e é um lugar onde aqueles que gostam de HQ, sejam desenhistas, colecionadores, pesquisadores ou curiosos, se encontram para conhecer, trocar e até mesmo resgatar memórias. Muita gente aprende a ler através das histórias em quadrinho”, afirma Tissot. Mais informações sobre o ArtEstação podem ser encontradas através do site www.pontodeculturaartestacao.blogspot.com.br.

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O Carnaval da praia do Cassino atrai, todos os anos, milhares de turistas que buscam diversão junto aos inúmeros blocos que desfilam pela Avenida Rio Grande. Fundado em 2011, o Trio Elétrico Arrastamassa se orgulha em ser o único trio elétrico carreta do Balneário Cassino. Para 2014, o trio sairá com o tema “Homenagem ao circo” e, segundo o sócio proprietário, Luis Rampazzo, o grupo vem com surpresas, neste ano. Segundo Luiz, o Arrastamassa aguarda para 2014 a maior participação popular da história do trio. Ele projeta que entra 1500 e 2000 foliões pularão o Carnaval junto à carreta, que desfilará pela Avenida Rio Grande nos dias 1º, 2 e 3 de março. A ideia do Trio Arrastamassa é conduzir todos os seus adeptos até os bailes da Sociedade Amigos do Cassino (SAC). Os abadás custam R$50,00 e dão ao folião, além do direito de sair pela avenida junto do trio, acesso aos bailes da SAC, tanto adulto como infantil, sem acréscimo do valor do ingresso. A concentração do Arrastamassa acontecerá a partir das 22h30, próximo à escola Silva Gama, de onde o trio se deslocará para a SAC. O abadá pode ser adquirido através dos pontos de venda do trio: Tenda do Arrastamassa, na Quadra da Cultura, Avenida Rio Grande – Cassino; Rua Visconde de Mauá, 833, Bairro Lagoa – Rio Grande; Rua José Ferreira Santos, 388 (ao lado do Barracão) – Cassino. Maiores informações podem ser encontradas pelos telefones (53) 9124.5562, (53) 8404.1404, (53) 8130.0577 e (53) 8411.8550.

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Saiba como cuidar da alimentação no Carnaval

Para aguentar a enfrentar os quatro dias de Carnaval sem perder o pique, cuidados com a alimentação são fundamentais. Para muitos, o Carnaval é sinônimo de alegria, dança, beijos, festa e muita diversão. No entanto, para aguentar os quatro dias de folia é preciso muita hidratação, energia e cuidados com a alimentação – de preferência devem ser consumidos alimentos refrescantes – e com a quantidade e qualidade do seu sono, além de não abusar das bebidas alcoólicas. Segundo os nutricionistas, a mistura de maus hábitos, como a privação da quantidade correta do sono – que deve ser de, em média, oito horas – deixam o sistema imunológico debilitado, o que pode causar o surgimento de infecções e doenças e dificultar tanto o pique para curtir a festa quanto a volta dos foliões à rotina de trabalho. Dicas de um bom cardápio para se recuperar depois da folia

O excesso de bebida alcoólica é responsável por diversas alterações no organismo. Por isso, é importante manter o controle. Mas, o folião que exagerar na dose e no dia seguinte sentir-se mal, com náuseas, vômitos e dor de cabeça, Natália recomenda a preparação de um soro caseiro (veja a receita abaixo) para ajudar na hidratação e na recuperação da energia - o ideal é consumir de 500 ml a um litro por dia.

Veja a receita o soro caseiro:

1 copo de água filtrada ou fervida; 1 colher de chá de sal; 3 colheres de chá de açúcar. Fonte: Viva bem.band/Saúde

Fotos: Divulgação

• Os alimentos gordurosos (carnes vermelhas, queijos, embutidos) e as frituras devem ser evitados. Eles têm uma digestão mais difícil e demorada, podendo causar moleza, que é a última coisa que você vai querer para o Carnaval! • As bebidas alcoólicas devem ser consumidas com moderação, por serem responsáveis por diversas alterações no organismo, e também por todos os outros efeitos colaterais, como: mudança de comportamento, boca seca, fadiga, dor de cabeça. • A mulher demora mais do que o homem para processar o álcool no organismo, portanto fique atenta para não abusar e passar da conta! • Uma dica é intercalar a bebida alcoólica com água, para retardar o efeito do álcool. • Para aproveitar bem o Carnaval, a hidratação é um fator importantíssimo. Consuma de dois a três litros de líquidos por dia como: suco natural, água e água de coco, antes, durante e após o Carnaval. • Quando ingerimos bebidas alcoólicas, a produção de urina aumenta, levando o corpo à desidratação. Também há alguns componentes presentes nas bebidas alcoólicas que podem causar dores de estômago e intestinais. • Nesse período, dê preferência para alimentos leves, com pouca gordura, para que o estômago não pese, e também para não correr o risco de ganhar uns quilinhos extras. Consuma saladas, verduras, carnes magras como peixes, frango sem pele, carnes sem gordura e frutas. • Antes de sair para a festa, realize uma refeição rica em carboidratos (pão, arroz, macarrão, mandioca, batata) para ter mais energia. • Durante a folia, evite ficar mais de três horas sem se alimentar. Esses “lanchinhos” são importantes para manter o pique e retardar o efeito das bebidas alcoólicas. Os lanchinhos podem ser barrinhas de cereais ou frutas (até mesmo as desidratadas). Os sucos de frutas naturais também são uma ótima opção pra manter o pique.

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Operação Golfinho

Foto: Vicente Pardo

Vicente Pardo

Com o verão e as altas temperaturas, milhares de pessoas encontram na Praia do Cassino a melhor alternativa para aproveitar os dias. Com o alto volume de veranistas, além de turistas de todas as partes do Brasil e exterior, a orla da praia fica lotada. Para dar a todos estes banhistas uma segurança maior em seus momentos de lazer, a Operação Golfinho trabalha, desde dezembro, com dezoito guaritas, só na beira da praia. Segundo o Major Riomar dos Santos, o número de salvamentos em 2014 é consideravelmente menor do que foi registrado durante a operação no último ano. “No ano passado tivemos 310 salvamentos, aqueles em que há intervenção do salva-vidas pra auxiliar a pessoa. Este ano, até o momento, estamos com 106 ações deste tipo em todo o Litoral Sul. Portanto, de forma alguma chegaremos ao mesmo número de 2013, talvez não alcance nem a metade”, afirma o Major. Muito desta redução nos salvamentos deve-se à conscientização da população que, segundo Riomar, está procurando cada vez mais as áreas de cobertura das guaritas. Outro ponto facilitador são as condições do mar, que em quase todos os dias da temporada foi avaliado com a bandeira verde, propícia para o banho. “Ano a ano as estatísticas mostram que não temos óbitos nos locais protegidos por salva-vidas”, diz Riomar. Segundo o Major, o banhista corre sérios riscos se optar por tomar banho em localidades fora da área de cobertura da Operação Golfinho. “No Cassino tivemos quatro óbitos fora da área de cobertura dos salva-vidas, 12 na região. Doze pessoas perderam a vida fora da área protegida”. Ele também alerta que o perigo não está só no mar. Locais como rios, lagoas, córregos e açudes, que não são atendidos pela fiscalização, apresentam um grande risco. Outro ponto assinalável da operação em 2014 foi o aumento significativo das ocorrências envolvendo as águas-vivas. Segundo o Major, cerca de 880 atendimentos já foram registrados pela ambulância da Operação Golfinho. Neste número não foram computadas as ocorrências atendidas pelos salva-vidas. Riomar alerta que, em casos de queimadura, o banhista deve procurar uma guarita para o primeiro atendimento com um borrifador de vinagre (o vinagre ajuda a neutralizar a ação da toxina). “Outras orientações que damos nestes casos é não esfregar a queimadura, não colocar água potável por conta do cloro, ficar na sombra e, em caso de se sentir febre ou dores maiores, procurar um médico”, concluí. 12|Rio Grande, 22 a 28 de fevereiro de 2014


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Mika Petshop

Doze anos de dedicação e profissionalismo Rodrigo de aguiar

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ocê sabia que a maior pet shop do Rio Grande do Sul encontra-se em nossa região? Para os rio-grandinos ela está a 60 km de distância, mas para quem ama seu animal de estimação, gosta de novidades, variedades e de produtos de boa qualidade, esse não é um problema e sim uma satisfação. Com 12 anos de tradição, a Mika Pet Shop é uma empresa familiar e iniciou suas atividades quando o ramo pet ainda engatinhava, em um pequeno espaço de 30m² em Pelotas; foi o estopim para o que hoje se transformou numa empresa que gera vários empregos e serve de referência aos seus pares. De acordo com o proprietário, Sr. Gilson Rodrigues Fonseca, quando começaram neste ramo a falta de conhecimento, de variedades e de informações foi um obstáculo muito grande, mas que aos poucos foi superado com a realização de cursos técnicos e aperfeiçoamentos. Os investimentos foram crescendo junto com o mercado e acompanhando as necessidades dos clientes. Para se comprovar esta evolução, vários serviços começaram a ser prestados pela competente equipe da Mika Pet Shop, tais como: serviços clínicos e cirúrgicos, estética e hospedagem.

Produtos variados

Hotel para pets

Os serviços prestados pela estética da Mika Pet Shop são reconhecidos e premiados por todo o Brasil e podem ser comparados com os melhores salões de beleza da região sul, seja pela qualidade dos produtos usados, higiene e organização do ambiente ou pela competência do trabalho desenvolvido. Para melhor atender seus clientes, ao longo destes anos a Mika Pet Shop sempre se preocupou em qualificar seus colaboradores e investir em qualidade e conforto para o seu público alvo, por isso conta com o que há de mais moderno no mercado de acessórios, medicamentos e comercializa as melhores e mais importantes marcas de alimentos pet do mundo. A Mika Pet Shop acompanha as mudanças no mercado, seja orientando ou ajudando a fazê-las

Banho e tosa

acontecer; foi assim quando participou da lei que hoje permite o transporte de pequenos animais em coletivos intermunicipais; é assim que hoje orienta o transporte de animais em veículos particulares, seguindo praticamente, guardadas as proporções, as mesmas regras do transporte de crianças, o que deixa o seu “filho” de quatro patas extremamente seguro. Os cuidados com animais de estimação são cada dia mais indispensáveis, tanto para a saúde deles como para nossa e, de acordo com Gilson, levá-los a um pet shop quase que semanalmente não é nenhum exagero, seja para um bom banho, visita ao veterinário ou até mesmo para um belo passeio, por um lugar onde o animal depois não vá estranhar, além de aproximar o proprietário, o pet e os responsáveis por deixá-lo limpo, cheiroso e saudável.

A Mika Pet Shop conta atualmente com dois veterinários, que também realizam atendimentos em regime de plantão, além de cirurgias, castrações e outros tipos de procedimentos veterinários. Outro destaque da Mika Pet Shop é o tamanho do prédio, (são 1800 m²),onde abriga um espaço de recreação para gatos, recreação para cães, estacionamento interno coberto, hotel para cães, hotel para gatos, amplo depósito, sala de espera, consultório veterinário, clínica veterinária, farmácia veterinária, centro estético, e um espaço destinado aos amantes da aquariofilia. Tudo cem por cento monitorado por câmeras, garantindo assim total segurança a você e ao seu pet. Interessados em conhecerem o espaço podem dirigir-se, em horário comercial, à rua Barão de Santa Tecla, número 1055, em Pelotas, e o telefone para contato é o 3028.9106.


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Produtores pedem socorro

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Apontamentos

Frustração da safra da cebola deixa agricultores endividados

IQUE DE LA ROCHA

IQUE DE LA ROCHA Fotos: Ique de La Rocha

Uma das piores safras Os dados apresentados na reunião mostraram as dificuldades enfrentadas pelos agricultores nesta safra da cebola: - Somente 38,8% da cebola foi comercializada. - Existe 7% de cebola para ser comercializada. - 13% da cebola nem chegou a ser colhida. Foi perdida direto no solo. - Os agricultores nortenses tiveram 47% de perda por causa do clima. Agricultores lotaram a Câmara de Vereadores

O plenário da Câmara Municipal foi pequeno para abrigar os agricultores que participaram da reunião sobre a renegociação das dívidas do financiamento agrícola conhecido por Pronaf. São recursos destinados pelo Banco do Brasil para o plantio e que normalmente são pagos logo após a safra. O problema é que a cebola frustrou aos produtores. O calor excessivo fez com que o produto apodrecesse nos galpões e muitos nem chegaram a colher. Quem plantou está em dificuldades e não tem como pagar o financiamento. Representantes do Executivo, Legislativo, Governo Federal, Emater e Banco do Brasil estiveram presentes ao encontro de quarta-feira, 19, à tarde. Os agricultores não aceitaram as propostas do governo e ficou definida nova reunião segunda-feira, 24, na sede do Legislativo, quando será redigido um documento com as reivindicações dos cebolicultores. A proposta do governo era de desconto na ordem de 17,38% na dívida do Pronaf para quem

Muitos aguardaram o final da reunião na calçada

quisesse pagar na hora. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São José do Norte, Charles Amaral Silveira, foi um dos que protestou: “Esta proposta não condiz com a nossa realidade. Teria de ser maior. A estimativa foi de uma quebra na safra em torno de 40%”. Cebola simplesmente derreteu

O agricultor Dirceu Pércio do Nascimento saiu da localidade do Barranco para a reunião. Ele ainda está apavorado com a situação: “A cebola evaporou com o calor. Com 39 graus, 42 graus, ela começou a apodrecer de uma hora para outra. Nunca vi isso”. Nascimento chegou a vender um pouco da produção, mas por um valor que nem cobriu o custo de produção: R$ 0,13 o quilo, “enquanto a Conab tirou na Ceasa, em Porto Alegre, a R$ 0,70 o quilo”. Ele agora espera que o governo federal seja sensível à situação, “senão, não planto mais”. João Evangelista da Silveira veio do Gravatá e estima que perdeu cerca de 70% de sua produção. “Nunca vi uma safra tão ruim. A cebola simplesmente derreteu. Ninguém entendeu. Foi horrível”. Cassiano Amaral da Costa também é do Gravatá e não ganhou nada. “A cebola esteve só oito dias no galpão e derreteu tudo”, la-

mentou. Com relação a plantar novamente, ele mostra-se cauteloso: “Vamos ver primeiro o que o banco vai fazer”.

Do pequeno eles cobram A grande maioria dos que plantam cebola em São José do Norte é formada por gente simples, que depende da safra para poder sobreviver. Eles trabalharam arduamente durante meses, mas infelizmente o forte calor jamais visto em nossa região fez com que grande parte da produção simplesmente evaporasse. Quem conseguiu vender alguma coisa, ainda ficou longe de receber valores que possibilitassem ao menos honrar os compromissos, já que os valores pagos eram baixos, devido à concorrência de outros estados produtores. Além da preocupação em se manter durante o ano, os agricultores ainda têm o financiamento do Pronaf para pagar. A tentativa de renegociação em reunião na Câmara Municipal, quarta-feira passada, não foi satisfatória. Os agricultores vão elaborar a sua proposta de renegociação nesta segunda-feira. O que revolta é que no Brasil o pequeno nunca tem apoio. Se algum grande empresário do agronegócio estivesse em apuros, rapidamente seria socorrido. Gastam milhões em obras superfaturadas para a Copa do Mundo e outras mais. Perdoam dívidas da Bolívia e constroem porto em Cuba. O dinheiro do brasileiro sai pelo ralo com a corrupção, mas do humilde agricultor de São José do Norte, o governo faz questão de receber. O agricultor não se nega a pagar, mas gostaria que houvesse mais sensibilidade para sua situação. É o mínimo que se poderia esperar.

Hospital Municipal Na edição retrasada publicamos que a Emergência do Hospital Municipal aumentou consideravelmente o atendimento, passando para três mil mensais. Pois a direção daquela casa de saúde nos informa que em janeiro já atingiu 3.600 atendimentos e isso é atribuído ao desenvolvimento que a cidade já começa a sentir, com a construção do estaleiro EBR. Muitas pessoas, funcionárias de empresas, buscaram atendimento. Outro motivo seria o calor excessivo deste verão. Hospital Municipal (II) A informação de que eram feitos entre 800 e 900 atendimentos/mês no Pronto Socorro antes da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas assumir o hospital local não partiu dos atuais dirigentes, que nem estavam na cidade naquela época. Foi colhida pelo jornal por outras fontes. Sindilojas Sindilojas do Rio Grande obteve a extensão de base para São José do Norte, após 12 anos de lutas. Sendo assim, em breve o sindicato dos lojistas terá representação na cidade. Ainda a travessia Presidente da Câmara de Comércio do Rio Grande, Renan Guterres Lopes, sempre que tem oportunidade comenta a situação da travessia com São José do Norte, que considera “vergonhosa”. Na data de aniversário de Rio Grande, que completou 277 anos de fundação nesta última quarta-feira, 19, Lopes citou as necessidades do município no que diz respeito à infraestrutura, e observou: “Tem investimentos que custam milhões de reais, como a duplicação do lote 4 da BR-392 no Distrito Industrial, mas o problema da travessia poderia ser solucionado com vontade política. O Governo do Estado poderia juntar as empresas numa sala e resolver”, declarou Lopes. Visita ao EBR Por ocasião da segunda edição de 2014 dos Fóruns Regionais de Governo, realizada sexta-feira retrasada, 14, em Rio Grande, pelo Governo do Estado, o secretário Geral de Governo, Vinícius Wu, que conduziu a reunião, aproveitou a oportunidade para realizar uma visita técnica ao Polo Naval, acompanhado pelo superintendente do Porto, Dirceu Lopes. Em uma pequena embarcação, os gestores circularam pelas águas próximas às grandes obras em andamento no Polo, passando pelos estaleiros da Quip, da EBR, em construção em São José do Norte, e outros empreendimentos que, juntos, devem movimentar mais de R$ 6 bilhões nos próximos anos. Obras no Posto de Saúde Central A secretária municipal de Saúde, Maria Isabella Garcia, esteve reunida com o diretor da Costa Velho Construtora, Aliandro Mattos, vencedora do processo licitatório, para assinatura da ordem de serviço de retomada e conclusão da obra do Posto Central de Saúde, no valor de 100 mil reais. A previsão é que a obra fique pronta em 45 dias.

Foto: Ique de La Rocha

Transporte fúnebre Quarta-feira passada os passageiros que estavam na Hidroviária do Rio Grande por volta do meio-dia se depararam com um caixão fúnebre deitado no cais, que mais tarde foi levado pelo veículo de uma funerária local. Dizem os nortenses que isso acontece quando alguém da cidade morre nos hospitais de Rio Grande e a família contrata os serviços das funerárias de São José do Norte, para onde o falecido tem de ser transportado para ser enterrado. Antigamente tanto os pacientes quanto os mortos eram transportados na mesma lancha que faz o transporte de passageiros. A questão dos pacientes removidos para Rio Grande foi resolvida com as ambulanchas adquiridas pela prefeitura nortense. Achei que os casos de morte também estariam resolvidos, mas agora soube que os corpos continuam sendo transportados pelas lanchas. Deveria ter outra solução, talvez até na balsa, para evitar constrangimentos aos passageiros e aos próprios familiares. Prefeitura contratará estagiários para as secretarias A Secretaria Municipal de Administração (SMA) publicou dia 20 o edital referente ao processo seletivo para contratação de estudantes para prestação de estágio remunerado e formação de cadastro de reserva. O processo será coordenado pelo Departamento de Recursos Humanos da SMA, em parceria com o Instituto Eccos (Eccos Estágios). Serão ofertadas vagas para os níveis Médio e Superior em diversas áreas da administração municipal, por um período de até 24 meses. As inscrições são gratuitas e poderão ser efetuadas exclusivamente pela internet, no site http://www. eccosestagios.com.br, de 20 de fevereiro a 13 de março. As provas serão realizadas no dia 23 de março. SMASCIM e Pronatec oferecem cursos de qualificação gratuitos A Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidada-

nia e da Mulher comunica que desde quinta-feira, 20, estão abertas as inscrições para os cursos de qualificação gratuitos, até o preenchimento das vagas, na sede da SMASCIM, das 8h30 às 14h. (Fone: 3238.1223) As aulas serão na Escola João de Deus Collares e ministradas pelo SENAI. Os interessados deverão ter Cadastro Único, idade mínima de 15 anos (menores deverão estar acompanhados do responsável) e apresentar o número do NIS, RG, CPF e mais o comprovante de residência. Pessoas com deficiência terão prioridade no atendimento. A escolaridade exigida é ensino fundamental incompleto (mínimo 4ª série). Os cursos são: Almoxarife de Obras, à tarde, com 20 vagas, sendo três para pessoas com deficiência. Começa dia 10 de março. Eletricista Industrial, à noite, com 20 vagas, sendo três para pessoas com deficiência. Começa dia 10 de março. Montador de Andaimes, à noite, com cinco vagas, sendo três para pessoas com deficiência. Começa dia 17 de março.


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Uma bate papo com o ex-centromédio Caçapava, no balneário Cassino

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Rodrigo de aguiar

a tarde do último dia 15, o consulado do Internacional em Rio Grande promoveu o evento “Gigantes do Litoral”, onde a torcida colorada pôde ter acesso às principais taças conquistadas pelo clube, participar da Cápsula do Tempo - uma espécie de baú, onde as mensagens nela depositadas serão lidas daqui a 45 anos, quando o estádio Beira Rio completar cem anos – e, ainda, conhecer o ex-jogador Caçapava, que conversou com nossa equipe de reportagem e o resultado você pode conferir na entrevista abaixo.

Foto: Jotta Huch

Folha Gaúcha: Caçapava, qual a principal diferença do futebol da tua época para os dias de hoje? Caçapava: A diferença é muito simples, pois em nossa época nós tínhamos uma dinâmica muito grande dentro de campo, que evitava muito os erros de passe, principalmente dos jogadores de meio-campo. Nós nos cobrávamos muito neste requisito porque, para você ter uma grande equipe, este setor deve ser fortalecido para que as jogadas de ataque sejam mais fortes. Hoje os jogadores profissionais erram sucessivamente passes de cinco metros, o rendimento é muito pouco e a qualidade técnica caiu muito. Antigamente você ia jogar contra o Santos e encontrava uma equipe da melhor qualidade, contra o Flamengo a mesma coisa e as equipes tinham geralmente cinco jogadores que desequilibravam, fazendo com que as partidas se tornassem de alto nível. FG: Tendo em vista este evento, como tu te sentes sendo um representante do clube, anos depois de atuar no time do Internacional? C: É uma satisfação muito grande, pois tudo aquilo que nós fizemos no passado está refletindo no presente. O empenho pelo clube, pelo torcedor me deixa muito honrado de hoje estar mais uma vez no Internacional, como assistente da comunicação social, auxiliando na busca por novos sócios.

FG: Caçapava, novo Beira-Rio, estádio de muitas alegrias para o torcedor colorado. Como tu visualizas o estádio hoje, totalmente remodelado para a disputa da Copa do Mundo, e o que fica daquele estádio de antes?

C: O que fica é o passado, as histórias e os bons momentos vividos lá dentro jamais serão apagados. O que nós temos hoje é uma renovação, que está fazendo com que o estádio se torne um dos melhores do mundo e o torcedor do Internacional deve sentir bastante orgulho disso, pois terá conforto, segurança e tranquilidade para assistir aos jogos do clube após a realização do mundial.

Jogo Virando o Virando o Jogo Claudio Galarraga Rio Grande – Começo falando do tricolor, que está traba-

lhando forte na preparação para a série B do Campeonato Gaúcho, ou Terceira Divisão, como queiram. Um bom tempo de treinamento e previsão de cinco amistosos até o início do campeonato. Não será por falta de treinamento que o veterano deixará de fazer um bom campeonato.

Entrevista – Ouvi uma entrevista em rádio local do diretor

de futebol do Rio Grande, anunciado pelo apresentador como “Batata”. Nada contra o apelido, mas faltou anunciar o nome do diretor e durante a entrevista ele mostrou muita dificuldade em informar aos ouvintes as coisas do futebol tricolor. A propósito: o Rio Grande possui hoje assessoria de imprensa?

Time – Não conheço a maioria dos atletas que estão trabalhando na Av. Itália e não acredito em um campeonato muito nivelado, pelo fato de ser na categoria sub-23. Acredito, sim, é no trabalho da comissão técnica e dos jogadores, que com tempo para trabalhar podem levar o Rio Grande ao

acesso, já no primeiro turno.

São Paulo – Briga para permanecer na 1ª divisão e isso

bem de uma coisa? Vamos deixar a poeira baixar e certamente a tradicional camisa tricolor estará de novo na moda.

deve acontecer até as últimas rodadas. Por ter começado mais tarde, o time não adquiriu o entrosamento desejado e por isso é muito irregular dentro das partidas. Louvável foi a mudança de atitude do time dentro do campo, dividindo todas e adquirindo o espírito do Gauchão.

Adidas – E o São Paulo, através da mesma empresa que intermediou com o Rio Grande, estaria fechando com a Adidas. Certamente a venda de camisetas em Rio Grande vai ter um aquecimento muito grande. Faço questão de comprar pelo menos uma de cada clube.

Torcida – Mesmo com campanha fraca, a torcida tem ido ao

Veteranos – Nessa semana vão acontecer as semifinais

Novo Fardamento – Com a Nike como fornecedora do

Saudação Especial – João Erocy (de aniversário dia 17), Anderson Vianna (no comando do Jogada final da rádio Cultura), Neivaldo Castro.

estádio e apoiado o time. Ao fechar essa coluna, o São Paulo jogaria diante do São Luiz em casa e ainda terá mais três jogos no Aldo Dapuzzo até o final da fase. Se conquistar 10 pontos desses 12, certamente permanece na 1ª divisão.

material esportivo, o Rio Grande já começa bem a temporada. Ouço falar em polêmica com relação à cor da camisa, mas o amarelo também faz parte das cores do tricolor. Sa-

crjnovo@gmail.com

na categoria 50 anos no campo do Cassino F.C. e no sábado a final da categoria 40 anos. Bons jogos, com boa qualidade técnica e muita disposição dos “velhinhos”.

E até semana que vem ...


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Embarcações apreendidas pelo Ibama são doadas ao CCMar e Comando Ambiental da BM

IQUE DE LA ROCHA

Lauro Barcellos recebeu a doação dos pescadores para o CCMar Foto: Divulgação

O Superintendente do Ibama do Rio Grande do Sul, João Pessoa Moreira Junior, disse que é a primeira vez que barcos apreendidos pelas ações fiscalizatórias são repassados às instituições para fins sociais. “Todo esse esforço é para garantir a sustentabilidade do pro-

cesso de ensino-aprendizagem que a academia vem mantendo”, finalizou João Pessoa. O barco repassado ao Comando Ambiental da Brigada Militar deve entrar em operação já nesta semana, na Lagoa dos Patos, para combater ações ilegais.

Comando do 5º Distrito Naval promove Corrida da Paz

Barcos serão utilizados no estaleiro-escola

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oi realizada nesta última quinta-feira, 20, a cerimônia de formalidade de entrega de embarcações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Universidade Federal do Rio Grande e ao Comando Ambiental da Brigada Militar. A solenidade ocorreu no píer do Museu Oceanográfico Professor Eliézer de Carvalho Rios. A Furg recebeu seis barcos, que serão utilizados no estaleiro-escola do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar) da Universidade.

Instrumento de aprendizagem

De acordo com o diretor do Museu Oceanográfico, Lauro Barcellos, essas embarcações, apreendidas pelo Ibama durante ações de fiscalização, serão inteiramente recicladas, sendo as peças utilizadas no processo de aprendizagem e formação de jovens. “A lógica estabelecida pelo Ibama é muito didática e razoável, porque ao invés de manter os barcos fora de operação, eles servirão de instrumento de aprendizado”, disse Lauro Barcellos.

Em 2006, o Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM) criou o ”CISM Day Run”, evento que consiste na organização de uma jornada esportiva, sem fins competitivos, com a intenção de promover a prática da atividade no âmbito das Forças Armadas e contriCorrida realizada em 2013 buir com a paz mundial. Em 2014 no Brasil, o evento será realizado neste domingo, dia 23 de fevereiro. Na área do Comando do 5º Distrito Naval (Com 5ºDN) haverá uma corrida com pelotões representativos das organizações militares da Marinha do Brasil sediadas em Rio Grande, do 6º Grupamento de Artilharia de Campanha (GAC), do Exército Brasileiro, e demais Forças Auxiliares da cidade, a partir das 9h. Passeio ciclístico No mesmo dia, acontecerá um passeio ciclístico promovido pelo Comando do 5º Distrito Naval. O percurso será de aproximadamente cinco quilômetros e o trajeto compreende ida e volta entre o Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande e os Molhes da Barra, na praia do Cassino. A largada será às 9h15. O evento é aberto a civis e militares. As inscrições para o passeio ciclístico deverão ser encaminhadas para o e-mail leandro.pischke@5dn.mar.mil.br, contendo os seguintes dados: no caso de militar, posto/graduação, nome completo, NIP e número da identidade; para familiares e civis, devem ser fornecidos nome completo, número da identidade e idade. Recomenda-se o uso de roupas esportivas leves durante o passeio.


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André Zenobini - Wanda Leite

Rio Grande 277 anos

Comemoração

Foto: André Zenobini

O casal Ricardo e Anna Amaral vive uma ótima fase, ele curtindo o sucesso do livro lançado recentemente “A caminho de Fallujah”, ela, empresária da academia Barra Solo, que a cada ano investe mais em qualidade, sendo considerada a mais eficiente da cidade.

Aniversário de casamento II Foi realizado no dia 19 de fevereiro o “Te Deum” na Catedral de São Pedro alusivo à data de 277 anos de fundação da Cidade do Rio Grande. Logo após, foi realizada, no monumento do Brigadeiro José da Silva Paes, a entrega das comendas da Ordem de Silva Paes. Foram condecorados o Inspetor-Chefe da Receita Federal Marco Antônio Almeida de Medeiros, com Grau de Oficial; o Tenente Coronel Marcos Antônio Martins da Silva, com Grau de Oficial; Engº Heitor José Hormain Barcellos, com Grau de Oficial; o organizador do jardim da Santa Rosa Almiro Muller Roschild, com Grau de Cavaleiro, e a ex-diretora do Colégio Santa Joana D’Arc Irmã Nair Mazzochin, com o Grau de Oficial. As medalhas foram entregues pelo grão-mestre da Ordem e chefe do executivo, Alexandre Lindenmeyer. Fotos: Divulgação

Formatura Receber o diploma em frente a um Theatro Guarany lotado é uma emoção indescritível. Quem sentiu isso foi Thatiana Salomão, que recebeu o diploma do curso de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas. Parabéns à Thati e que leve a inteligência, simpatia e carisma de sempre para o bem da comunidade. Parabéns a ela e à família por essa conquista.

Na última sexta-feira (21), foi comemorado um dia muito especial, daqueles que a gente nunca esquece. O casal Viviane e Flavio Rubira comemoraram cinco anos de aniversário de casamento. Parabéns ao casal pela feliz união.

Aniversário de casamento I

Leila Cadaval comemorou o seu aniversário com o marido, o radialista Roberto de Steffani, familiares e amigos em uma festa muito animada.


18 Artigo

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Acorda, Rio Grande

Viva Vida Almira Lima vivavida7@gmail.com

As faxinas de dentro e de fora...!!!

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Foto: Divulgação

um arremedo de um artigo publicado anteriormente, onde foi citada a peça de Luigi Pirandello, “Assim é, se lhe Parece”, na qual os limites estreitos entre verdade e fantasia criam uma ilusão que esconde a realidade profunda, me faz retornar, então, para um assunto muito citado desde a posse do novo governo municipal, que é a continuidade do engessamento administrativo desse governo. Entendo que o nosso mandatário tenta fazer as coisas certas, mas, o faz com tom errado. Passaram-se treze meses e, até agora, nada. Onde, vez ou outra é realizado um rodízio de seus secretários, demonstrando que, teoricamente, conhece os problemas da cidade, mas, na prática, as suas intervenções deixam muito a desejar. Os secretários rio-grandinos são, até prova em contrário, providos de idoneidade, mas a sua grande maioria, na parte de gestão técnica, deixa muito a desejar. Os exemplos estão aí! O fracasso no Balneário do Cassino, estava explícito que teria esse fim. O seu sucessor, oriundo do último governo, certamente repetirá o feito. Querem agradá-lo politicamente? Coloquem-no na Procuradoria Jurídica, que é a sua área. Lá, no balneário, ponham um técnico gabaritado! A inércia pública atual é tão evidente, que agora até estão recrutando um segundo secretário do governo anterior. Sabe-se que o senhor prefeito quer o melhor para a nossa cidade. Todavia, entre o desejo de acertar e uma realização de fato... Há um infinito entre eles. De boas intenções os rio-grandinos estão saturados. Agora, de concretizações, continuam carentes. Considerando-se, então, a situação atual da cidade, sua história e suas tendências, se nada for feito pela prefeitura municipal, através de medidas racionais, com uma grande renovação em seu secretariado, onde sejam colocadas pessoas com formação técnica para o cargo, como será a nossa cidade amanhã? Hoje, não está fácil, mas ainda há tempo. É somente querer! Minhas intervenções não se tratam de interpretar uma futurologia necessária. Seria ingênuo de minha parte imaginar que muitas vezes as previsões, mesmo as mais críticas, não mereçam mudanças bruscas numa escala imprevisível. Sendo assim, o que poderíamos, ou melhor, o que o Executivo Municipal poderia fazer para que os prognósticos positivos de fato se realizem, evitando que ocorram os negativos, que, por sinal, estão em evidência? Desculpem-me a modéstia, mas entendo que a fórmula é simples: Então, pela enésima vez, insisto que a qualificação do seu secretariado é fundamental. Por quê? Para que, dentro de seus conhecimentos técnicos para a sua pasta, tenham condições de provocar o devido planejamento para as suas intervenções necessárias. Hoje, além de não conhecerem o conteúdo de sua secretaria, recrutam assessores pontuais que carecem do principal, que é a falta de qualificação para a função ou, se a possuem, talvez falte o fundamental, que certamente é a experiência. O ideal é que os portadores de cargos de confiança venham com o conhecimento e a prática necessária. Mas, a realidade é outra! Eu não tenho a pretensão de prestar consultoria à prefeitura, mas o anseio de mostrar aos rio-grandinos o meu entendimento – sempre no desejo construtivo - sobre as atividades atuais de algumas secretarias, pretendo dissecar, paulatinamente, as que são envolvidas na minha área de competência técnica. São tantas as implicações da prefeitura municipal, que fico assoberbado em decidir qual será o próximo assunto. Pretendo começar, então, pelo Meio Ambiente. Diniz Maciel da Silva Engenheiro Civil, Sanitário e Urbanista dinizmeioambiente@hotmail.com

minha adorada área, onde tenho minhas plantas e os hibiscos sempre em flor, recebeu neste dia em que escrevo este artigo uma bela faxina... Patrícia, minha secretaria sempre amiga e competente, minha filha Carla e sua sábia consultoria de ambientes e eu, dando uma afofada nos vasos e mudando algumas plantinhas, fomos as criadoras desta valiosa faxina! Parecia que se podia ouvir as plantas sussurrando, gratas: OBRIGADA! Nesta faxina (e em todas) separamos o que não serve mais e merece ir para o lixo (ou ser doado...), do que deve ser mudado de lugar e o que deve continuar firme, apenas sendo limpo...! E esta limpeza geral, como sempre, nos torna também mais leves e satisfeitos conosco e com nosso valioso poder de “harmonizar”... Para os sábios Taoístas, SABEDORIA é: “Limpar os entulhos do corpo e da alma”. E como este nosso corpo e alma vivem em um contexto... eu acrescentaria “limpar os entulhos em nossos ambientes”! Nossa faxina de dentro, de nosso interior e seus “entulhos”, com certeza é mais difícil do que pegar um balde, vassoura e disposição! Raivas, medos, apegos, submissões a controles externos, falta de consciência planetária, etc. e tal - que nos bloqueiam a felicidade e o bem viver - precisam de uma mente muito atenta, de uma firme decisão de vida e de coragem-fé! Muitas vezes pra esta faxina interior de alma, precisamos de um apoio terapêutico e só pessoas corajosas e humildes são capazes de uma boa terapia! O ideal é sempre não deixarmos acumular a sujeira, os entulhos, os negativos e ir limpando, resolvendo na medida em que surgem em nosso cotidiano...! Nosso amado-sofrido planeta também está nos mandando recados (e urgentes) da necessidade de uma boa faxina planetária! Vejam o calorão insano que estamos sofrendo e outras intempéries climáticas! Será que temos plena consciência de que a MÃE TERRA é um ser vivo pulsante, que sente, interage e precisa de amor e respeito incondicionais de todos os seus seres vivos??? Quem sabe, ao final deste artigo sobre faxinas, possamos decidir alguma faxina urgente em nossa casa de dentro ou de fora? Quem sabe? Nossos armários, pátios, mesas de trabalho, casas, relacionamentos, projetos de vida, nossas almas estarão, quem sabe, precisando de faxinas bem feitas e urgentes? Aqui e agora?! E Vivavida!


FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 22 a 28 de fevereiro de 2014

Aromas e Sabores

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com jesusculinarista@gmail.com

Inigualáveis sabores miscigenados! Esta semana recebi algumas solicitações de receitas. Uma leitora quer receitas fáceis e práticas de risoto de camarão e cucas com recheio de frutas, pois uma amiga dela que mora em Porto Alegre virá passar uma semana em Rio Grande. E na verdade, a cuca tem cara de bolo, vai ao forno em assadeira de bolo e até seu nome vem da palavra alemã para bolo, “Kuchen”, porém, não é bolo, e sim um tipo de pão. Um pão doce, macio e úmido, caracterizado pela cobertura farofenta, um “crumble” feito com manteiga, farinha e açúcar. Mas quando a receita chegou aqui, os imigrantes alemães logo a adaptaram à abundância de frutas locais, e novos sabores foram incorporados à sua elaboração, como a banana, a maçã, a framboesa, o morango, a uva, a goiaba, e até o doce de leite. E, nos legaram esta delícia, enriquecendo a gastronomia gaúcha. Na próxima semana, trarei algumas receitas de cuca. Por outro lado, os imigrantes italianos nos trouxeram aquela elaboração fantástica de um arroz caldeado, sempre acompanhado de algum ingrediente que enriquece ainda mais o sabor típico deste cereal. O risoto por si só já é um prato charmoso. Desperta desejos, é cremoso, aromático e delicioso, seu charme acentua-se quando feito com ingredientes especiais, ou mesmo uma combinação entre eles. O sabor suave do camarão em contraste com o vinho e o queijo gera uma combinação interessante, surpreendente e, acima de tudo, deliciosa. Portanto, meus estimados leitores, façam desta simples receita momentos de prazer e felicidade junto aos seus familiares, e até a próxima semana!

Culinária 19

Risoto de camarão Ingredientes:

3 xícaras de arroz arbóreo (próprio para risotos) 500 g de camarão médio descascado 2 colheres de sopa de azeite de oliva 1l de caldo de legumes 1 cebola picada 2 colheres de sopa de manteiga 1 cálice de vinho branco 1 caixa de creme de leite, s/ soro 100g de queijo parmesão Preparo:

Em uma panela com azeite, refogue os camarões em fogo alto por 5 minutos e reserve. Em outra panela, refogue a cebola na manteiga. A seguir, acrescente o arroz e, após 2 minutos refogando, junte o vinho. Aos poucos, acrescente o caldo e mexa sem parar até o final do processo. Quando o arroz estiver no ponto - al dente-, acrescente o camarão e o queijo, seguidos pelo creme de leite. Misture bem, corrija o sal se necessário for, polvilhe com salsinha e sirva. Rende: 8 porções.

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O GOVERNO DO ESTADO INVESTE NA SUA SAÚDE. SÃO MAIS DE R$ 16 MILHÕES PARA VOCÊ FICAR BEM PROTEGIDO NESTE VERÃO.

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A Secretaria Estadual da Saúde está ao seu lado em todos os momentos, por isso fez investimentos para qualificar seus serviços na temporada: ampliação do horário de funcionamento em postos de saúde, reforço ao SAMU no litoral, mais profissionais e especialistas em prontos atendimentos 24 horas e mais recursos para a vigilância da dengue.


Contracapa

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 22 a 28 de fevereiro de 2014

Educação no trânsito: o caminho para um convívio harmônico

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a edição número 149 veiculamos uma reportagem sobre o comportamento dos motoristas em nosso trânsito. Na oportunidade abordamos questões referentes ao desrespeito à sinalização e buscamos junto aos órgãos responsáveis respostas para a solução destes problemas. Nesta semana continuamos debatendo este assunto importante, mas tratando especificamente sobre a educação, através de projetos desenvolvidos pela Brigada Militar, por meio do Batalhão Rodoviário. De acordo com o sargento Ávila, a Polícia Rodoviária Estadual já desenvolve o “Escolinha de trânsito”, um projeto voltado para o público infantil, que sob o comando do sargento Azevedo tem o objetivo de conscientizar os pequenos sobre a convivência harmônica no trânsito e o respeito às sinalizações. Até agora diversas crianças de Rio Grande e outros municípios do Estado já foram atendidas e na Feira do Livro da Furg, pelo terceiro ano consecutivo, este foi um dos locais mais visitados. Ávila disse, ainda, que as crianças devem ser o público alvo, pois elas aprendem rápido e brincando. O policial tem a intenção de desenvolver um projeto voltado para a educação no trânsito com crianças das séries iniciais, mas por enquanto esta ideia ainda está apenas em estudo. O Código de Trânsito Brasileiro prevê a existência de aulas com esta finalidade, mas atualmente este tema é tratado de maneira transversal, ou seja, atinge praticamente todas as matérias, mas não de uma forma específica e obrigatória. É importante destacar que os jovens até os 17 anos não recebem as devidas noções sobre o trânsito, e a iniciação na idade escolar é de extrema importância e uma forma de preservar vidas no futuro. Engana-se quem pensa que apenas os motoristas possuem deveres; os pedestres também devem obedecer às regras de convívio. Por exemplo: é muito comum as pessoas acreditarem que por existir uma faixa de pedestres em determinado local, os condutores deverão parar imediatamente o veículo quando o pedestre se aproximar da faixa. No entanto, o pedestre deve aguardar o momento oportuno para iniciar a travessia, sob pena de, inclusive, vir a causar algum acidente de trânsito. Além disso, em locais

Rodrigo de Aguiar

onde existe sinalização semafórica para pedestres é imprescindível que ela seja respeitada e, se não for, é permitida a aplicação de multa pelo órgão fiscalizador. Ávila disse, ainda, que o trânsito pode ser comparado a uma pirâmide, onde no topo figura a educação no trânsito e nas bases, a engenharia de tráfego e a fiscalização. Segundo ele, estes três pontos precisam estar em harmonia para que o real objetivo do trânsito seja finalmente atingido. “Mesmo quem ainda não tirou a carteira de habilitação, deve ter conhecimento das leis de trânsito, pois trata-se de um pedestre, por isso a importância da inserção de uma disciplina deste porte nas escolas. É preciso aprender a ser pedestre, para ser um condutor de veículo automotor mais educado”, disse ele. Na visão dele, a utilização das rótulas, em determinados locais, é mais eficaz do que a utilização de semáforos, já que as rótulas acabam forçando os condutores a reduzirem a velocidade, terem mais cautela no momento das conversões, além de permitir maior fluidez dos veículos. Cerca de 90% dos acidentes que acontecem são originados por falha humana, seja por imprudência, negligência, imperícia e/ou todo o tipo de desrespeito à legislação de trânsito”, apontou Ávila. Segundo estudos divulgados pela revista Superinteressante, o motorista que circula com uma velocidade de 45 km/h consegue fazer com que o cérebro capte 1.200 informações por minuto e, dessas, o condutor precisa escolher aquelas que são fundamentais para uma direção segura. Por isso a necessidade de estar atento, e as constantes advertências dos órgãos fiscalizadores sobre o perigo de dirigir ao celular, após ingerir bebidas alcoólicas, sem a precaução e os cuidados indispensáveis a segurança do trânsito, e outras situações alheias ao estado de sobriedade ao volante, pois tudo pode acontecer em fração de segundos. Ávila disse, ainda, que o ato de dirigir exige atenção constante, respeito à sinalização e regras de trânsito em geral, bem como tranquilidade e tomada de decisões corretas. Os condutores envolvidos em acidentes de trânsito sempre relatam o seguinte: “eu nem vi, não tive tempo, tudo aconteceu tão rápido”. Fica o alerta.

Foto: Arquivo Folha Gaúcha


Folha Gaúcha ed 152