Page 1

ANO III. 151ª EDIÇÃO R$ 1,50

RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

Por uma sociedade mais opinativa

Cassino • 5

Mudança na lei que permitiria megaconstruções à beira-mar no Cassino foi considerada inexistente

geral • 6

INSS: Falta de condicionadores de ar gera transtorno para servidores e segurados

Rio Grande 277 anos Do descobrimento ao renascimento Caderno


2

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

EXPEDIENTE FOLHA GAUCHA

CHARGE

Por Alisson Affonso

EDITORIAL Obras que não andam

C

Jornalista Responsável: Wanda Leite (MTB 15246) Diretor Comercial: José Valerão Editora-Chefe: Wanda Leite Revisão: Myrian Comberlato Coordenação: Franciane Wyse Diagramação: William Farias

Curtas Folha Gaúcha

Financeiro: Viviane Rubira

Almira Lima Érica Halty

A Coordenadoria de Defesa do Consumidor (Procon-RG) passa a integrar, oficialmente, o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), o super órgão da Prefeitura que inclui serviços de segurança pública, dentre outros. A união foi oficializada no dia 6 deste mês, na Sala de Reuniões do Executivo. A proposta teve aceitação por parte do superintendente do GGIM Daniel do Nascimento e do prefeito em exercício Arthur Lawson. André Bragagnolo, coordenador executivo do Procon-RG, definiu que a aceitação da proposta constituiu um legado para as próximas administrações, alegando que o órgão que gesta poderá contribuir com o gabinete. Na prática, a adesão do Procon-RG trará a possibilidade de ações integradas, movendo o órgão para mais perto da Prefeitura.

ECONOMIA

Petrobras e planos para a região Sul

Assinaturas:

assinaturas@folhagaucha.com.br

Comercial:

comercial@folhagaucha.com.br

Reportagem: Matheus Magalhães Ique de La Rocha Rodrigo de Aguiar André Zenobini Camila Costa Colunistas: COMPORTAMENTO

Nerino Piotto SOCIAL

André Zenobini Wanda Leite TEOLOGIA

Pastor Vilela da Costa GESTÃO & LOGÍSTICA

Márcio Azevedo ESPORTE

Procon-RG e GGIM

Representantes do Executivo Municipal estiveram reunidos junto a representantes da Petrobras para apresentação de plano de ação da estatal referente a investimentos de ordem empresarial e social no Município. Além disto, a empresa avaliou empreendimentos que já foram concluídos. No encontro, foi discutido o Plano ao Enfrentamento da Exploração Sexual

da Criança e do Adolescente, que deseja implementar em Rio Grande e outras cidades da região, junto de auxílio público e privado. O projeto surge em um momento onde críticas apontam que a maior empresa estatal do país pouco investiu estrutural e socialmente no Município, marca comum a grandes investimentos feitos em outros polos pelo Brasil. Conselho de Patrimônio Histórico

O prefeito Alexandre Lindenmeyer nomeou nova composição do Conselho de Patrimônio Histórico do Rio Grande. A partir de agora o Município será representado por Emanuelle Freitas, da Secretaria de Coordenação e Planejamento, tendo como suplente Ellen Hood; e por Maria Medeiros e Marta Leivas, respectivamente titular e suplente, da Secretaria de Município da Educação. Completam o quadro, representantes da Universidade Federal do Rio Grande; Fundação Cidade do Rio Grande; Associação Pró-Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Rio Grande; Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio Grande; Ordem dos Advogados do Brasil; Centro Municipal de Cultura; Associação dos Pós-Graduados em História e Instituto dos Arquitetos do Brasil.

Claudio Galarraga GASTRONOMIA

Jesus Araújo GERAL

Alberto Amaral Alfaro Impressão: Parque Gráfico Jornal Correio do Povo SAC: (53) 3235.6532 República do Líbano, 240 Cep: 96200-360 Centro

Este jornal não se responsabiliza por conceitos emitidos em colunas e matérias assinadas.

EDITORIAL

Foto-legenda

Foto: José Wotter

Em meio ao contraste do Distrito Industrial, a pesca artesanal ainda figura como uma das principais atividades da terra de São Pedro.

om o fortíssimo calor deste verão, o abastecimento de energia elétrica tem sido um grande problema. É nessa hora que vemos a importância do governo brasileiro investir em obras de infraestrutura. Uma das preocupações do país é justamente com a questão energética. Se não forem feitos investimentos, o Brasil terá sérios problemas, que já estão acontecendo, o que certamente irá comprometer seu crescimento. Rio Grande já sente a falta de energia em alguns pontos. Esta tem sido uma das queixas dos veranistas do Cassino, mas aqui a situação não chega perto da gravidade do que vem acontecendo no resto do estado. A população da Região Metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, está sofrendo com as altas temperaturas e com a falta de energia. Por lá também falta água, enquanto aqui somos privilegiados neste aspecto, graças à grande obra do canal adutor, que traz o líquido do canal São Gonçalo. Mas, voltando ao nosso tema que é a morosidade das obras de infraestrutura, especialmente para o setor energético em nosso país, tomamos conhecimento que a própria presidente Dilma Rousseff se irritou com os apagões que vêm acontecendo e determinou ao Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos a agilização na liberação dos licenciamentos. Existem obras de hidrelétricas que estão se arrastando devido à morosidade nesses licenciamentos, especialmente os ambientais. Este tem sido um grande problema do país, que logo ali poderá nos dar prejuízos maiores do que imaginamos. Nesta semana, o conceituado físico José Goldemberg esteve no programa Canal Livre, da Band, e lá também se falou que por causa de uma perereca teria sido atrasada a obra de uma hidrelétrica. Por todo o país, para se fazer qualquer coisa, por mais boa vontade e dinheiro que se tenha para investir, as obras esbarram na burocracia e em certos exageros. Claro que em toda obra é preciso levar em conta a preservação do meio ambiente, os impactos e as contrapartidas que irão ocorrer, mas que tudo aconteça de forma mais ágil. Na última reunião da diretoria da Câmara de Comércio, o deputado estadual Catarina Paladini (PSB) em determinado momento chegou a dizer que o setor público parou no Brasil. Não que as repartições tenham fechado suas portas, mas justamente por essas questões de licenciamento para as obras. Citou que as grandes obras em nossa região são federais e precisam de licenciamento, especialmente da Fepam, no que diz respeito ao meio ambiente, e do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) ou IPHAE (órgão similar, só que de âmbito estadual). Contou que no IPHAN existem 26 mil processos e um só arqueólogo. Exemplificou que uma obra de 30 quilômetros entre Tabaí e Canoas, lá para cima de Porto Alegre, não saiu ainda porque acham que exista um sítio arqueológico naquela região e tem de esperar a decisão. O parlamentar está propondo que no Rio Grande do Sul, se não for emitido um alvará em 90 dias, que seja dado um alvará precário para que as obras tenham continuidade. Em Rio Grande, no estado e no Brasil os problemas são idênticos nessa área de licenciamento. Nossos governantes precisam dar um jeito na situação, porque os empreendimentos não podem ficar parados. Quem vai sofrer com isso em breve será a própria população e os prejuízos para o país serão incalculáveis.


FOLHA GAUCHA

3

RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

*Nerino Dionello Piotto

Opinião

Acabaram com nosso Carnaval, dito oficial? Foto: Divulgação

Economia e Opinião Cassino, o veraneio mais sofrido! Brasil, a pior copa da história?

A

mbos os eventos tinham tudo para dar certo. O verão está – sob o aspecto do clima – impecável. E o veraneio, um pesadelo para quem deseja chegar à praia e depois retornar para casa. As ruas do Cassino estão em estado permanente de calamidade pública e abandono jamais vistos em Pindorama Papareia. O calor africano, as valas fétidas, assoreadas, amontoados de descartes por todo lado e o lixão que queima diuturnamente, intoxicando quem mora perto, tornam o ambiente um desastre. Ah! Coisa de elite! Nada disso, a praia é a diversão mais democrática e barata que existe. Deveria ser popular. Mas, aqui, tranquilo, só com carro com tração nas 4. Cassino, verão 2014 já entrou para a história como o verão mais sofrido, menos popular. E... Poderia ter sido o melhor de todos! E a Copa? A revista “France Football”, (FF), a mais respeitada publicação sobre futebol do mundo - a que criou o Prêmio Bola de Ouro (a Fifa teve de pagar por ele), baixou o sarrafo no Brasil em uma edição de luto, com previsões e análises ácidas que circulam em redes sociais. Rezemos para que esteja errada. Meu comentário: Independentemente da acidez do suposto artigo da “France Football” e dos “sites” constantes do texto, tudo vem sugerindo que a tal e muito citada “herança maldita” será aquela de quem, não sendo do PT, sucederá os até aqui 12 anos de administração petista. Mesmo que esse texto seja uma “armação” de algum anti PT, expressa verdades e realidades que até as pedrinhas das calçadas de qualquer cidade brasileira conhecem à exaustão Diz a FF : “Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo. A menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia”. “Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da instituição eleger o Brasil como sede”. Foi da FF a série de reportagens que culminaram na suspensão do Campeonato Italiano de 2005/06, assim como as denúncias de corrupção que resultaram na queda de João Havelange. Irônica, assinala que “o que menos se vê na preparação deste mundial, é Ordem ou Progresso”; “a corrupção no Brasil é endêmica; o custo dos estádios é muitas vezes os da França e Alemanha; parte do alto escalão do governo Lula está preso por corrupção e ainda assim fazem campanhas para recolher dinheiro para eles; o Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto, cujo bordão é: pior que está não fica”. Será? Questiona a FF. Pudera! Com 33 milhões de analfabetos funcionais e, no ranking da ONU de 2012, o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais três posições, ficando atrás do Paraguai e até da Palestina em guerra... Será que pior não fica? Pergunto eu. No Cassino, eu afirmo: ficou!!! Lamentável!!! Economista* nerinopiotto@globo.com

A

cho que é o fim do nosso Carnaval. Cada vez são mais escassas as possibilidades de termos um Carnaval de grande porte como Uruguaiana. Afastamo-nos do profissionalismo em pontos extremos e parece que não estamos fazendo muita questão de ter folia no centro. Muita gente acredita que ainda poderá ter a festa do Momo, mas será que ainda dá tempo? Sempre fui favorável à mudança de data da folia oficial de nossa cidade. Não há como competir com o Cassino. Afinal, é lá que reúne a maior parte do público, não só pelo modelo mais descontraído de festa como também pela melhor pontualidade, diversidade e alegria. Nenhum turista virá pro nosso sambódromo, eles ficam na praia. Antes de tudo, o que precisa ser pensado é a que público se quer destinar o Carnaval oficial. É para a comunidade, para o rio-grandino que vai até lá ver seu familiar ou amigo desfilar. Será tão necessária assim a cobrança do ingresso? Não consigo acreditar que seja tão lucrativo assim manter uma bilheteria, se no final das contas é a prefeitura que paga. Outra situação que precisaria ser resolvida é a organização. Há muitos anos nosso Carnaval é marcado pelos constantes atrasos de artistas, escolas e organização. Desde os idos tempos de Luis Porciúncula à frente do Mé e de Dona Gilda da Rheingantz que não vemos um Carnaval disputado e bonito. O mais importante é resolver o impasse em que está a nossa folia. Todos os pontos do ano passado precisam ser esclarecidos e mostrados ao público. O que aconteceu foi uma pequena amostra pública da desorganização que estava a situação. Acredito que o executivo possa retomar a organização total dessa festa, pagar a conta e auxiliar nossas escolas de samba a continuarem. Ou não há essa vontade? Então manda fechar as agremiações e avisar que acabou a festa, para sempre. Há muito tempo nossas escolas sofrem para pagar as contas. O Carnaval precisa ser redimensionado em nossa cidade e ser estudada sua viabilidade. Já que pode tirar os macacos, então também podemos acabar com o Carnaval. Quanto ao Cassino, que as mãos públicas não acabem com a beleza da festa. Apenas ajudem a aumentar a folia. Organizando o trânsito, definindo a ordem dos desfiles, ajudando aos blocos a ensaiar. O balneário era para ser a cara do Carnaval. Isso é um bom fomento turístico. Incentivar os blocos a crescerem e se qualificarem. Na contramão disso, as escolas de samba deveriam começar a buscar também essa qualificação. Sei que é muito caro fazer Carnaval oficial e o empenho do setor público, aqui, é primordial. Mais recursos para as escolas, desde que elas apresentem resultado satisfatório na avenida e que durante o ano façam realmente um trabalho social com crianças, idosos etc. Que a confusão do Carnaval sirva de lição para que das próximas vezes que forem escolher pessoas para organizar eventos pensem nas devidas competências para que situações como essa não acabem constrangendo o executivo. É um desconforto desnecessário que pode ser facilmente evitado. Ainda não há uma explicação para tudo que virou nossa festa do Momo. Que a festa que acabou em lágrimas no ano passado não se repita em 2014. Que façam um Carnaval resumido em março, depois da folia do Cassino. Que enxerguem que muito é preciso mudar e o ter por ter é desgaste de imagem e assunto negativo. Já que se criou a situação... que só saia se for para ser bom. Enquanto isso, o Momo está no banco de reserva, aguardando o chamado do juiz. André Zenobini


4 geral

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

PEC 300: salário justo para policiais x narrativa de contenção fiscal Governo utiliza contas públicas para impedir votação de proposta que definiria piso nacional para a PM e bombeiros

PEC 300

A Proposta de Emenda Constitucional visa, em termos simplificados, igualar os salários da Polícia Militar e dos bombeiros em todo o país. Na prática, o Governo Federal alega que tal medida representaria um rombo fiscal nas contas públicas. Segundo o que apontam os porta-vozes do Executivo Federal, o impacto seria de R$ 46 bilhões. Devido a isto, Dilma Rousseff se reuniu a congressistas de legendas de situação e firmaram um pacto, ainda em 2013, que nenhuma pauta que representasse aumento de gasto nas contas públicas seria votada, ao menos em 2014. O documento, assinado pela base governista, dizia “É preciso zelar pelo cumprimento das metas fiscais acordadas no Orçamento e na LDO. Por isso, tomamos a decisão de não apoiar matérias que impliquem, neste momento, aumento de gastos ou redução da receita orçamentária”. A mobilização em torno da PEC 300 não é nova; desde 2010 os policiais militares e bombeiros estão reivindicando pela fixação de um piso salarial único para as categorias. O texto original prevê uma alteração na Constituição que instituiria um piso provisório de R$ 3,5 mil para PMs e R$ 7 mil para oficiais. Posteriormente, ficaria a cargo de um projeto de lei federal a estipulação de um piso salarial nacional fixo. O breque imposto pelo Governo não apenas paralisou a votação da PEC 300 como também de outros projetos. Além da criação do piso fixo para servidores policiais, uma PEC que visava prorrogar

Foto: Divulgação

N

os dias de hoje, não é nada fácil ser policial. A despeito dos gargalos do dia a dia, como a ideia fixa de que você está sempre em perigo e pode nem mesmo voltar para casa no dia seguinte, a força tem de lidar com problemas estruturais, falta de efetivo qualificado, falta de material e uma desvalorização atroz por parte de seus empregadores, isto é, o Estado. Adicionando ao drama, os policiais, cada vez que ligam a televisão ou abrem um jornal, têm de ver sua categoria sendo abominada e ostracisada; ora culpada por agir como manda a lei, ora culpada por recuar e deixar o caos tomar seu rumo, por conta do medo de acabar no banco dos réus, caso algum adolescente com os hormônios à flor da pele se machuque, enquanto brinca de “polícia e ladrão”. Por mais que as pessoas abominem a polícia por questões morais e ideológicas, é sempre a ela que recorrem quando sua propriedade privada – que dizem não acreditar – e sua integridade física são ameaçadas pelo outro. É por isto que, mesmo a trancos e barrancos, as polícias civil e militar e bombeiros seguem como pilares centrais no bom funcionamento de qualquer democracia. Polícia para quem precisa de polícia – todos nós.

por MATHEUS MAGALHÃES

benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus e um projeto de reajuste salarial para o Judiciário acabaram ficando no limbo, devido ao pacto. De acordo com lideranças da PM, caso o Congresso não aprove a PEC, será programada uma paralisação geral no país todo. O Subtenente da Polícia Militar de São Paulo Clóvis de Oliveira afirmou que os agentes não apenas boicotarão a Copa do Mundo como também não proverão a segurança durante as eleições, em outubro. De acordo com ele, os números apresentados pelo Governo são mentirosos; o gasto adicional seria de R$ 12 bilhões. Oliveira crê que o Executivo está tentando jogar a categoria contra a opinião pública, decretando números apocalípticos para ganhar apoio popular em sua negativa. Apesar da narrativa de contenção fiscal, sabemos que o Governo Federal é pouco afeito a este tipo de medida. Governando sob regime de improviso, segundo o candidato à presidência da República e opositor, Aécio Neves, o governo se utiliza de manobras para esconder gastos bilionários em mudanças estruturais que, em pouco ou nada con-

tam com a aprovação da sociedade. Recursos artificiais como venda de dividendos de estatais mistas para o BNDES e o uso da capitalização da Petrobras para a geração de receitas artificiais estão entre as reclamações feitas pelo atual senador do PSDB, em artigo escrito para O Globo. Segundo ele, em 2012 o Governo chegou a retirar as despesas do Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC) do cálculo do resultado primário. Somam-se a isso os impactos muito negativos que os recentes e, absolutamente nebulosos investimentos causaram na opinião pública. Um porto moderno, em Mariel, Cuba, abocanhou R$ 1,92 bilhões dos cofres públicos, sob a bandeira de empréstimo via BNDES. Rousseff, a Presidente, ainda prometeu investir mais R$ 700 mil na ilha, que está sob um regime cruel que dura mais de 50 anos. Entretanto, agentes que arriscam suas vidas fazendo a segurança pública do país não merecem nem abertura de negociações, sendo ostracisados por acordos e pactos criados, em pessoa, pela própria Presidente do Brasil.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

GERAL 5

Mudança na lei que permitiria construção de “espigões” foi considerada inexistente Lei nº 7.053, de 2011, não foi aprovada por comissão e Câmara dos Vereadores: decisão representa fim de megaconstruções à beira-mar no Cassino MATHEUS MAGALHÃES

E

parece que os chamados “espigões” que ficariam na frente da praia do Cassino não sairão do papel. Após grande polêmica dando conta da construção de três enormes empreendimentos que ficariam em local privilegiado do bairro-balneário, a Prefeitura Municipal decidiu que a construção dos tais edifícios seria inconstitucional. As empresas por trás das obras se debruçaram em mudanças promovidas em 2010 e 2011 no Plano Diretor do Município, elaborado em 2008. Devido às mudanças, houve o entendimento de que qualquer tipo de restrição quanto à quantidade de andares de edifícios em frente à praia estaria abolida. O caso, que veio a público no fim do ano passado, levou até a criação de abaixo-assinados. De acordo com as pessoas que criticaram os empreendimentos, prédios com mais de dez andares à beira-mar causariam danos ambientais e acabariam com a paisagem natural pela qual o Cassino é conhecido. Outras questões levantadas por peritos davam conta de que a área que abrigaria os empreendimentos era reservada para o fomento do comércio, de acordo com projeto do Executivo Municipal. Por fim, muitos protestaram contra a ideia de que os prédios poderiam aliviar o problema habitacional da cidade, quando claramente o público-alvo visava à classe média alta, longe de ser a camada social que mais sofre com o deficit de moradia do Município.

Sem aprovação De acordo com nota oficial da Prefeitura, as mudanças no Plano Diretor que permitiriam a construção de edificações com mais de quatro andares não pro-

cedem, pois não tiveram aprovação. De acordo com o documento: “tal modificação foi considerada inexistente, pois o assunto não foi aprovado pelo Conselho do Plano Diretor Participativo do Município e a Câmara dos Vereadores não discutiu nem aprovou a mudança na Tabela Geral do Regime Urbanístico das Unidades de Planejamento”. Desta maneira, prevalece o regime original, estabelecido pela Lei Municipal nº 6.964, instituída em 2010, prevendo o limite de quatro andares. Devido à falta de aprovação por parte do conselho e da Câmara dos Vereadores, a Procuradoria Jurídica do Município declarou que a lei, que permitiria a construção dos edifícios, é inválida, apesar de ter sido reconhecida pela administração anterior. Caso prossiga a decisão de não reconhecer a Lei Municipal nº 7.058, os três empreendimentos não poderão ser materializados até que mudanças severas sejam feitas nos projetos. Devido a isto, parece que a Prefeitura Municipal se aliou ao coro que gostaria de manter o bairro-balneário com sua tradicional paisagem austera. Empreendimentos desta estatura representariam uma mudança geral, em termos sociais e econômicos. Talvez o Cassino viesse a se tornar um balneário nos moldes de praias do litoral norte do Estado, de perfil social mais voltado para classes altas. É difícil prever, mas é sabido que investimentos como estes também teriam seu lado positivo, com o alavancamento de obras emergenciais, sobretudo no que tange à questão sanitária. Entre prós e contras, o Executivo levou em conta a questão ambiental e deverá vetar os projetos apresentados.


6 geral

FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

Problemas no ar condicionado fazem servidores e segurados do INSS passar calor dentro da agência

Q

uem costuma utilizar a agência da Previdência Social, em Rio Grande, enfrenta, além do longo período de espera, outro grande vilão: o forte calor dos últimos meses. Quem começa a ler esta reportagem deve estar se perguntando o que tem a ver isso com o atendimento. Nossa equipe recebeu a informação de que os equipamentos de ar condicionado não estavam funcionando e que outros problemas fariam parte da rotina diária dos servidores que trabalham naquele local. Quando chegamos, o movimento de segurados ainda era pequeno. Cerca trinta pessoas deveriam estar aguardando para serem atendidas e, naquela imensa sala, ventiladores buscavam espantar o calor que, por volta de 10h da manhã, já começava a mostrar as caras. Fomos recebidos pelo representante sindical Jorge Ricardo Moreira, que nos explicou a situação enfrentada nos últimos meses. De acordo com ele, além do salão de atendimento, as salas onde são realizadas as perícias médicas também carecem de climatização, o que deixa o ambiente sem condições favoráveis de trabalho. Para comprovarmos tal problema, nossa conversa foi realizada em uma dessas salas e, em mais ou menos quinze minutos de entrevista, o calor já começava a incomodar. Moreira contou que já foram feitas solicitações em Brasília para resolver o problema e a resposta foi de que iriam encaminhar um engenheiro, mas o conserto poderia demorar. Nessa época do ano, a posição geográfica do prédio não ajuda, pois o sol bate nos períodos da manhã e tarde o que contribui para o aquecimento das peças. O caso já pode ser considerado sério, pois uma senhora que aguardava atendimento no último dia 7 passou mal por conta do calor e teve de ser atendida por uma ambulância do SAMU. O representante sindical disse, ainda, que nesta situação existem duas preocupações: a primeira com relação ao bem estar de ser-

Foto: Rodrigo Aguiar

RODRIGO DE AGUIAR

vidores e segurados e a outra é de que com o calor a tendência de erros é muito maior e ao lidar com pagamento de benefícios, um simples número digitado de forma equivocada pode causar transtorno para uma pessoa e ainda coloca o servidor para responder a processos administrativos. “Isso acaba gerando transtorno para quem trabalha e quem utiliza o espaço”, disse ele. Segundo ele, os aparelhos de ar condicionado existentes funcionam apenas no segundo piso, onde são realizados serviços internos e em outros departamentos, com o uso de compressores, onde o público não consegue acessar. Nos demais locais, apenas alguns ventiladores tentam amenizar o calor, mas como muitos são antigos, não conseguem dar vencimento diante das altas temperaturas. Por conta disso, os servidores resolveram paralisar as atividades na última segunda-feira, mas o ato acabou não acontecendo e tudo segue da mesma maneira. Perguntado sobre a existência de saídas de emergência em caso de algum sinistro, Moreira disse que a agência possui duas portas, a principal e uma no segundo piso, que dá acesso a uma espécie de pátio. O grande problema, mas que deverá ser resolvido nos próximos dias é com relação ao arquivo, que hoje ocupa boa parte do segundo andar e conta com documentos de segurados que ingressaram com pedidos de benefícios há mais de duas

de La Rocha Ique

Atitude corajosa e elogiável - Foi a do prefeito Alexandre Lindenmeyer ao não medir esforços para melhorar nosso transporte coletivo, tão criticado por todos, até por empresários de fora que consideram um de nossos gargalos. A licitação do governo passado subestimou a inteligência da nossa gente. Agora temos um governo que pensa na população e trabalha pela qualidade de vida da nossa gente.

Presidente do CNP fala sobre o setor portuário José valerão Foto: José wotter

Político promissor - Fiquei bem impressionado com a desenvoltura e o bom senso nas colocações do deputado estadual Catarina Paladini (PSB), que já em seu primeiro pleito fez uma votação surpreendente em Pelotas. Pela juventude e capacidade demonstrada na última reunião da Câmara de Comércio, quando falou sobre a Região Metropolitana da Zona Sul, deverá ter uma promissora carreira na política.

décadas. Ele explicou que uma sala está sendo alugada para receber este material e assim poderá desafogar aquele espaço, diminuindo consideravelmente algum tipo de risco de incêndio. Ele informou também que a quantidade de extintores não é suficiente e, em caso de necessidade eles não estariam aptos a resolver a situação a tempo da chegada dos bombeiros, o que pode agravar ainda mais a situação do prédio. A estrutura apresenta, ainda, rachaduras, mas que em sua visão não apresentam riscos aos servidores e segurados por já estarem visíveis há bastante tempo. Nos últimos dias os servidores chegaram a trabalhar de pés descalços. O sistema disponibilizado vive dando problemas e quando são registradas reclamações, as alterações são difíceis, diante dos constantes travamentos. As fotos enviadas comprovam claramente o que os funcionários e Moreira relataram à nossa reportagem. Após a coleta destas informações, tentamos conversar com o gerente da agência, Celso Viana, porém fomos informados de que ele não poderia dar explicações sobre o problema, pois o setor autorizado é o de comunicação, em Pelotas. Após contato com o setor responsável, a resposta recebida foi de que um retorno seria dado, mas até o fechamento desta edição nada havia acontecido.

Dívida do Estado - O jovem político atribui a crise financeira de nosso Estado ao Governo Federal, que tem penalizado justamente os estados que mais produzem. Nosso estado está entre os oito mais superavitários do país. Destina à União R$ 13 bilhões por ano e recebe apenas R$ 4 bilhões. Já Alagoas, contribui com R$ 1,2 bi e recebe R$ 4 bilhões. “É um contrassenso”, observa ele. Nova rótula - Secretário de Mobilidade Urbana e Acessibilidade, Edson Lopes, adianta que uma das próximas obras da SMUA será a construção de uma rótula na rua Roberto Socoowski, entrada da Furg. Ciclovias - Lopes destaca que a Prefeitura pensa em outros modais de transporte, não só o de ônibus. Diz que foram aprovados em Brasília projetos do atual governo para construção de 27 quilômetros de ciclovias. A administração municipal quer incentivar o uso da bicicleta e, para isso, fará locação delas nas estações de transbordo. Claro que primeiro tem de sair as ciclovias. São Paulo - Será o novo periscópio do futebol gaúcho? Sobe, dá uma olhadinha e desce? Tomara que não. São Paulo (II) - Por falar no rubro-verde, o clube não iria receber um ônibus de presente de um grande empresário da região? Se recebeu, por que não deram a devida publicidade, até por uma questão de gratidão?

O

presidente da federação nacional dos portuários, Eduardo Lírio Guterra, esteve em Rio Grande discutindo com a categoria o novo marco regulatório do setor portuário brasileiro e em entrevista a Cultura Riograndina destacou a mobilização realizada em prol dos portos públicos, uma vez que no ano passado houve mudança na questão de liberação da atividade portuária para o setor privado, modificando a maneira de entrada de empresas no setor e tirando, em parte, o dever do Estado sobre a regulação da atividade, transformando, assim, o setor, de uma forma que os terminais já constituídos saem em desvantagem diante dos novos a entrar no segmento, pois a regra de 20 anos mudou e não há mais a necessidade de licitação. Guterra destacou que é importante os nossos portos estarem sob controle do Estado, por ser uma área de segurança, uma área de fronteira e por ser um instrumento de promoção do crescimento da economia, em qualquer região do Brasil e do mundo. “Quando eu coloco a questão do tipo de licitação, a questão do trabalho está ligada institucionalmente à forma como os postos se organizam,

por isso temos que estar de olho no padre e na missa porque se houver uma liberalidade para os empresários trabalharem sem certa obrigação com o sistema portuário como um todo e com os trabalhadores, nós vamos sair prejudicados. Por isso, não se trata apenas de discutir a relação capital-trabalho; a questão institucional sempre foi muito importante para a gente.” Sobre a questão da proteção aos trabalhadores, o entrevistado destacou que a federação sempre defendeu instrumentos que deem proteção e amparo social aos trabalhadores, justificando que “na negociação com o setor empresarial, se nós não tivermos instrumentos que coloquem os empresários na mesa com a gente em pé de igualdade de forma equilibrada para que se discuta o trabalho portuário de uma forma positiva, os trabalhadores vão sair perdendo, não adianta falar em nível de emprego, não adianta falar em promover dois, três mil empregos aqui no Rio Grande do Sul. Temos que discutir o nível de emprego, é isso que se quer discutir, proteção social, porque cada vez mais se vê a chegada de novos equipamentos substituindo o tra-

balho braçal, então essa é a proteção social que discutimos e principalmente o fortalecimento da negociação via sindical, que é muito positivo para a categoria”. Entre as conquistas, destacou: “conseguimos colocar na lei algumas coisas representativas, como a Convenção 137 da OLT, que estabelece uma proteção social, conseguimos colocar na lei uma aposentadoria diferenciada para o trabalhador portuário. Em função dessas mudanças todas, nós temos uma norma regulamentar (NR 29) que eu considero uma das mais modernas do mundo, que dá proteção social para o trabalhador. O grande problema é que às vezes o empresário não quer cumprir, pois tem custo. Para nós, é um investimento em saúde e segurança, mas para o empresário, tudo que é custo ele leva para a discussão, então eu acho que nós avançamos muito, sob o ponto de vista social. Entre os temas abordados, o que trata da guarda portuária pois nós defendemos que as administrações portuárias tenham um corpo de guarda portuária treinada habilitada com pessoal da casa -, nós somos contra qualquer tipo de terceirização do serviço da guarda.

geral 7

Alfaro

Alberto Amaral

Mais médicos, menos vergonha Todos sabem que neste Brasil que gasta bilhões de reais para organizar uma Copa do Mundo de Futebol falta tudo: educação, segurança, transportes, e, obviamente, saúde, médicos, remédios e hospitais. Dentro desse quadro, o Governo Dilma Rousseff lançou o Programa Mais Médicos, tido e havido como a grande panaceia para os males da saúde, e que na sua concepção de importar médicos de outros países para reduzir o deficit existente e universalizar o atendimento não seria absurdo, pelo contrário, essa prática de incentivar a migração de recursos humanos é universal, bem contemporânea. O que causa a indignação de todos é a ideologização do Programa, bem ao estilo Nicolau Maquiavel, onde os fins sempre justificam os meios. Primeiro, ao firmarem um contrato com o Governo Cubano usando como interface a Organização Pan-Americana de Saúde, órgão vinculado à ONU, que não pode ser publicizado em virtude de “cláusula de confidencialidade”, exigida pelos Irmãos Castro, a qual o Brasil criminosamente se submeteu. Essas relações obscuras sob o terrível manto do “segredo de Estado”, encobrem também, pasmem, o financiamento do Porto de Mariel, há 45 km de Havana, onde o BNDES despejou US$682 milhões, de recursos dos brasileiros, tudo por decisão política do Governo Brasileiro. Voltando ao Mais Médicos, o governo petista simplesmente rasgou e jogou no lixo todos os critérios exigidos para o exercício legal da medicina, preconizados pela legislação vigente e fiscalizado pelos órgãos médicos e Justiça do Trabalho, dentre eles a exigibilidade de uma prova de proficiência profissional. Mais: colocou-nos na berlinda como Nação, já que princípios elementares dos direitos dos trabalhadores são sonegados de maneira descarada e injusta. Todos os profissionais contratados para o programa recebem R$-10 mil, mais os benefícios do FGTS, férias, 13º salário, etc. Pasmem, nossos irmãos cubanos recebem para a mesma atividade, “a pau e corda” US$-400, o que representa em torno de R$-1 mil, sem qualquer direito trabalhista. É um crime, um abuso sem precedentes na história das relações trabalhistas brasileiras. Infelizmente, vivemos tempos de grande perplexidade e grande decepção com os rumos do nosso País, onde direitos são suprimidos ou negados em nome de programas sociais demagógicos, absurdos e até desumanos. O Governo lida com a cidadania com desfaçatez e prepotência, manipula números e cenários econômicos e sociais para manter o poder a qualquer custo. Desconhece e menospreza a existência de pessoas com discernimento e senso crítico capazes de ter dúvidas e de manifestar opinião. Inexiste a oposição, a verdadeira sopa de letras em que se transformaram os partidos políticos para nada serve a não ser a defesa de interesses corporativos e pessoais, sempre conflitantes com os interesses maiores da cidadania. Estamos novamente próximos a novas eleições gerais, antecedidas da overdose inebriante da Copa, e estamos literalmente num mato sem cachorro, aguardando o desfile dos marqueteiros e suas promessas mirabolantes. Esse é o funesto e dantesco quadro que se apresenta, até poderemos conseguir mais médicos dentro deste modelo degradante e aviltante, verdadeiramente análogo à escravidão, mas continua se esfarelando nas mãos e ações dos atuais protagonistas uma virtude tão grata a todos nós: a vergonha.


8

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

Gotas de Sabedoria Pastor Vilela

Depoimento de Vida

CURADA DA DEPRESSÃO E SINDROME DO PÂNICO!

FILHOS QUE CARREGAM MÁGOA DOS PAIS!

A

ssim terminou a coluna da semana passada: Geralmente o homem não consegue falar mais do que um assunto de cada vez, já as mulheres conseguem administrar vários assuntos ao mesmo tempo. Ela atende o telefone, fazendo a maquiagem, preparando a mamadeira do filho, mexendo a panela, cuidando as crianças e ainda prestando atenção no que o marido está fazendo. O homem, por sua vez, coloca o leite para ferver, fica cuidando e ainda deixa derramar. O homem, quando vai fazer uma compra de roupa ou calçados, geralmente não experimenta, e logo quer ir para o caixa pagar e terminar o serviço. A mulher, por sua vez, ao comprar uma roupa quer que a roupa emagreça, rejuvenesça e a deixe linda, em muitos casos ela nem quer uma roupa, mas sim um milagre. Prova todos os sapatos da loja e quando o vendedor termina de descer o último sapato da prateleira, pensando que ela vai decidir qual, ela, por sua vez, pede um cartão e diz: Qualquer coisa eu volto... Quando a mulher vai escolher uma roupa para sair, ela usa vários critérios. 1º Quem vai estar lá?; 2º É de dia ou de noite?; 3º Frio ou calor? Lembrando, ainda, que para a mulher, roupa nova é aquela que ela ainda nunca usou, já para o homem, roupa nova é a que está em bom estado, daí ele pega aquele terno de 1990 que está no roupeiro e diz: Olha só, está novinho em folha. O homem geralmente compra roupas novas quando as suas estão ficando batidas e velhas, já a mulher, se ela já usou aquela roupa em uma festa, fica se sentido mal se tem que usar novamente. Por estas e outras razões é de vital importância o respeito mútuo destas diferenças entre o casal. Hoje começaremos a tratar, nesta série, sobre os desafios encontrados no relacionamento de pais e filhos. Você já observou que cerca de 80% dos desentendimentos e problemas de filhos com pais não é com a mãe, e sim com o pai? Há muitos motivos pelos quais são gerados conflitos e barreiras dos filhos para com os pais, entre eles podemos citar: separação dos pais; excesso de trabalho dos pais; tratamento diferenciado dos pais para com um filho em detrimento do outro; falta de carinho e palavras de afeto; tentativa de disciplina com agressão física ou verbal; falta de humildade dos pais quando querem que os filhos admitam e reconheçam seus erros, sendo que eles, os pais, não admitem e nem reconhecem os seus; entre outros motivos. A família é plano de Deus! Quando Deus criou a família, estava pensando na felicidade do homem. O ser humano pode ter todo o dinheiro do mundo, saúde, fama, e sucesso profissional, mas sem uma família nunca chegará nem perto da felicidade plena. Continua na próxima semana.

Cinara Alves

“Me encontrava com depressão, não me alimentava e, quando comia, vomitava. Me afastei dos amigos e família; Tinha sindrome do pânico, toque, via vultos, só pensamentos ruins de morte, acidentes e, além de não ter perspectiva alguma, fazia meus pais e minha família sofrerem. Meu esposo, que já conhecia a palavra e estava desviado, me levou para visitar o MCV. A partir daí, comecei a me libertar. No início foi difícil, mas perseverei e, com apoio dos amigos, venci. Me batizei no dia 16/12/12. Estou liberta de tudo que me atormentava. Tenho nova vida em Cristo, casei-me este ano, sirvo na obra do Senhor. Estou fazendo o SIM, sou voluntária no ministério de data Show e faço parte da equipe do programa de rádio com meu esposo. Estou crescendo espiritualmente e ganhando minha família para Jesus. Hoje trabalho como voluntária no Ministério Cristo Vive Rio Grande, ajudando as pessoas e fazendo parte da equipe de voluntários dos Prs. Vilela e Celenita Costa.”


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

9

Praça Rio Grande Shopping terá nova data de inauguração Atendendo ao pedido da maioria dos lojistas, o empreendimento abrirá as portas no dia 23 de abril de 2014

A

5R Shopping Centers tomou a decisão de abrir o Praça Rio Grande em abril próximo para que os lojistas tivessem tempo hábil de aprontarem suas lojas e, assim, entregar um shopping mais completo, como a sociedade rio-grandina espera e merece. “Trabalhamos em busca do melhor para os lojistas que estão conosco e para nossos consumidores. Embora as obras do shopping estejam praticamente prontas, em nosso trabalho planejando, construindo, comercializando e administrando nossos empreendimentos, somos parceiros sempre de todos os nossos lojistas.” – Explica Cesar Garbin, sócio e diretor de operações da 5R Shopping Centers. Segundo a diretoria da 5R, o objetivo é conciliar as necessidades dos lojistas e permitir que todos eles façam suas lojas da maneira que planejaram, para, assim, oferecerem aos clientes um shopping completo e garantir que sua inauguração seja um grande sucesso. “Os problemas com a escassez de mão de obra, com falta de fornecedores e outros entraves da construção civil são frequentes, por isso estamos sendo flexíveis. Mas podem marcar na agenda, o Praça Rio Grande abrirá as portas no dia 23 de abril, às 10 horas com o compromisso de ser o shopping da cidade, atendendo à demanda do mercado e surpreendendo as pessoas”, garante Garbin. Fonte: Assessoria de Imprensa

A Gaiola Dourada

A

Gaiola Dourada é um filme franco-português que retrata a vida de um casal português que imigrou para a França com seus dois filhos. Trata-se de uma comédia em que Maria é porteira de um prédio e seu marido José, funcionário da construção civil. Os dois trabalham por mais de 30 anos nesses empregos e são excelentes no que fazem. Todos gostam deles por sua disponibilidade para ajudar e humildade. Em certo momento, o casal recebe a notícia de uma herança em Portugal que seria a oportunidade de retornar a sua terra natal e economicamente numa situação confortável. Seus patrões e amigos descobrem a notícia antes mesmo que eles a contem e começam a lançar-se de artimanhas para fazê-los ficar: aumento de salário, convites para almoços de negócio, reforma no apartamento em que vivem, contratação de ajudante para limpeza do prédio, etc. Passam, então, a cumprir promessas antigas, a tratar-lhes melhor e a valorizá-los de uma forma diferente. O filme segue sua história, mas para nós fica a pergunta: Por que a valorização de um bom colaborador só vem do medo de perdê-lo? Por que quando temos alguém que presta um bom serviço nos acostumamos a isso e vemos como algo natural, que não merece reconhecimento? É claro que não são todos os líderes e patrões que agem desta forma, mas me arrisco a dizer que é a regra, e não a exceção. Além de distrair-me com o filme, fiquei pensando a este respeito e lembrando diversas situações a que já presenciei que se assemelham à história de Maria e de José. Ótimos funcionários, comprometidos com o seu trabalho e com a empresa, realizando suas funções de forma excelente e que tudo que ganham é mais trabalho e responsabilidade por serem bons. O reconhecimento não passa só pelo monetário e promoções de cargo, ainda que se deva pensar nisso. O reconhecimento vem também do elogio, de atender solicitações plausíveis do colaborador, bônus, reconhecimento público (funcionário do mês, por exemplo), participação em decisões e/ou reuniões estratégicas, não abusar da boa vontade (porque se dispõe a trabalhar no final de semana, é o único a ser convocado, por exemplo), entre outras formas possíveis de valorizar alguém. Portanto, trate os seus bons funcionários como merecem, assim você poderá mantê-los com você por mais tempo e, ainda melhor, felizes por trabalhar para você!


10 PRINCIPAL

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

Enfim, o transporte coletivo tratado com seriedade Baseado em 15 irregularidades, prefeito anula licitação feita no governo passado IQUE DE LA ROCHA

N

a tarde de sexta-feira, 7, uma notícia vinda do Executivo Municipal foi muito bem recebida pelos mais de 60 mil usuários do transporte coletivo em Rio Grande: a licitação do sistema, feita de forma discutível pelo então prefeito Fábio Branco, foi tornada nula pelo novo Chefe do Executivo. O anúncio teve um significado muito amplo. A iniciativa de Alexandre Lindenmeyer mostra que os tempos são outros e agora a população está sendo ouvida. O atual governo, que na eleição passada apresentava um projeto de mudança em relação ao que vinha acontecendo, está cumprindo seu compromisso nesta questão. Prazo dado às empresas Na coletiva concedida à imprensa, o prefeito Alexandre Lindenmeyer disse que o edital tinha vício de origem e se baseava em 15 irregularidades apontadas em parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) para anular a licitação do transporte coletivo feita em 2012. De acordo com a PGM, ocorreram descumprimentos de uma série de princípios da administração pública, especialmente a competitividade do certame e publicidade do processo. O prefeito esclareceu que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já havia apontado essas irregulari-

Licitação não teve novos interessados

dades, mas que o governo passado não tomou nenhuma providência. Ao assumir, Lindenmeyer ainda deu prazo para as empresas se defenderem, já que uma atitude mais forte exigia muita prudência. Ao tornar nula a licitação, o Chefe do Executivo deu prazo de dez dias, que expira nesta próxima semana, para a Noiva do Mar e a Cotista se manifestarem sobre se têm interesse em se tornarem permissionárias (não mais concessionárias) até que saia o novo edital, atendendo às determinações do Tribunal de Contas e do Ministério Público de Contas. "Essa não é uma decisão simplista ou fácil de ser tomada, porém não podemos fazer vistas grossas para essa situação. Nossa obrigação era tomar providências que estão bastante embasadas em um minucioso estudo técnico. Essa definição mexe com a vida da população e por isso está sendo tratada com muita cautela", afirmou o prefeito na coletiva.

Plano B O prefeito prefere aguardar a resposta das empresas. Acredita-se que elas aceitarão a continuidade das operações, mas, caso a resposta seja negativa, o Executivo já teria elaborado um “plano B”. “A preocupação do prefeito é não deixar a população sem os serviços. Nosso intuito é dar melhor qualidade ao transporte coletivo de Rio Grande e vamos seguir todo o rito legal. A Noiva do Mar está no município há 40 anos, mas quem determina o que deve ser feito no transporte coletivo é o Executivo”, declarou esta semana o secretário de Município de Mobilidade Urbana e Acessibilidade, Edson Lopes. Sobre o plano B, Lopes limita-se a dizer que, em caso de negativa das empresas, “temos um plano que dará atendimento à comunidade. Não gostaríamos de informar agora, até por respeito às empresas que têm prazo para

Próximas medidas

• Criação de ônibus expresso em outras linhas, além do Parque Marinha; • Possibilidade de uma linha Cassino Expresso pela BR-392; • Construção da Estação de Transbordo na Quinta, ao lado da escola Lília Neves; • Construção de ciclovias; • Possibilidade de utilização do DATC no gerenciamento da bilhetagem eletrônica e no controle do GPS.

O que já foi melhorado no transporte coletivo

• Gratuidade para idoso acima de 60 anos; • Cinco dias de passe livre no município; • Utilização do passe escolar fora do horário de aula, para pesquisas, estudos etc.; • Alteração de linhas; • Reativação da linha Avenida Portugal/Porto; • Criação da linha Parque Marinha Expresso, que iniciou com três e já tem oito horários; • Ônibus para a Furg passando pelo Parque São Pedro, Parque Marinha e Zona Oeste; • Criação de Corredor de ônibus na rua 24 de Maio e ao lado do transbordo na Junção, sem necessidade do ônibus fazer o contorno na estação.

nos responder, mas estamos preparados para que a população de Rio Grande não sofra na pele a situação de ficar sem coletivo”. Nossa reportagem apurou que uma das alternativas poderá ser a encampação dos serviços pelo Município ou até mesmo a atuação do DATC em linhas urbanas.

Não foi fácil tomar uma atitude dessas quando se sabe que a força das empresas de transporte coletivo era muito grande nas várias administrações municipais que já passaram. O monopólio no setor tornou mais difícil ainda para a própria Prefeitura se impor, tanto que desde o início da atual administração as relações entre o Executivo e as empresas eram tensas, o que alguns chegaram a definir como “uma queda de braço” entre as partes. Mas nada foi por acaso. A licitação passada conteve uma série de irregularidades. O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou a necessidade de correções. Era uma licitação que obrigava a empresa vencedora a adquirir os ônibus das empresas atuais e absorver também seus funcionários. Ela até despertou uma grande curiosidade. Caso alguma nova empresa ganhasse, o que na verdade ninguém acreditava, como seria feita a avaliação dos bens? O edital de licitação, que deveria ser atrativo para várias empresas se apresentarem, na verdade desestimulava a participação de novas interessadas, a não ser as que já estavam operando. Tanto que não apareceu nenhuma outra empresa para disputar a concorrência.


FOLHA GAUCHA especial - Rio Grande 277 anos

12 2 FOLHA GAUCHA especial - Rio Grande 277 anos

Editorial

Rio Grande, a cidade do futuro

N

este aniversário de 277 anos Rio Grande tem muito a comemorar e muito a conquistar. Comemorar as vitórias já realizadas, o crescimento do PIB, a reativação da indústria naval e os avanços que já chegaram. Há muito trabalho a ser feito para que a população rio-grandina sinta os efeitos desse momento histórico. Nós do Jornal Folha Gaúcha, assim como da Rádio Cultura Riograndina não só acreditamos em todo esse potencial da cidade, como também vivemos os reflexos das mudanças. O ônus e o bônus do Polo Naval são constantemente colocados à prova. Verificamos itens como saúde, educação, mobilidade e vários outros fatores de convivência da cidade. O Polo Naval trouxe para Rio Grande condições de garantir melhorias na vida das pessoas. Neste momento em que celebramos o aniversário da cidade, cabem outras reflexões: E nas outras áreas, como o setor rural e o comércio, quais as perspectivas de investimentos e geração de emprego? Mudanças são necessárias: crescemos quando enfrentamos desafios e nos propomos a arrumar o que está fora do lugar. Ainda há os que não acreditam no desenvolvimento desta cidade, mas o certo é que Rio Grande é motivo de muito orgulho para uma parcela muito maior.

Comemorar 277 anos é celebrar a história de um município que tem

Pontos de visitação Foto: Divulgação

Cassino Está localizada no Balneário Cassino a maior praia do mundo em extensão (212 km), segundo o Guiness Book, o livro dos recordes. Possuindo uma infraestrutura completa, é um dos atrativos turísticos do Município, recebendo na temporada de verão milhares de veranistas e visitantes de toda a Região Sul.

3 13

Biblioteca Rio-Grandense Prédio em estilo neoclássico, acolhe a mais antiga biblioteca do Estado, fundada em 1846, pelo português João Barbosa Coelho. Seu acervo sobre a história rio-grandina é reconhecido como o mais importante. Possui 200 mil títulos, dos quais 1.520 são obras raras. Localização: Rua General Osório, 454 em frente à Praça Xavier Ferreira.

Foto: José Wotter

Cassino Taim Localizado no 4º Distrito do Município do Rio Grande, no extremo sul do Brasil, abrange 30 mil hectares, sendo considerada a maior área de preservação ambiental do Estado. Possui uma fauna de grande riqueza, com capivaras, lontras, preás, jacarés e uma enorme variedade de aves que por ali migram, destacando-se o Cisne-de-Pescoço-Preto, ave símbolo do Município. Na flora, têm destaque os repolhos d'água, juncos e aguapés. A visitação da Reserva só é permitida com autorização expressa do IBAMA. Foto: Divulgação

Biblioteca Rio-Grandense

obtido grandes realizações. Rio

Grande tornou-se referência em

Foto: José Wotter

desenvolvimento, em virtude de um contexto que é banhado por boas

vibrações. E a FURG tem orgulho de fazer parte desse progresso.

Taim

Parabéns Rio Grande!

Cleuza Maria Sobral Dias Reitora

Danilo Giroldo Vice-reitor

Molhes da Barra Construção de 4 km de pedras mar adentro, está classificada entre as maiores obras de engenharia do século XIX. Projetado para dar garantia e segurança à entrada do porto, é um local excelente para a pesca amadora e desportiva, além de oferecer um atrativo passeio em vagonetas movidas à vela.

Molhes da Barra


FOLHA GAUCHA especial - Rio Grande 277 anos

GAUCHA 14 4 FOLHA especial - Rio Grande 277 anos

Pontos de visitação Praça Tamandaré Considerada a maior praça do interior do Estado, possui recantos de grande beleza. Nela existem várias obras de arte, destacando-se o Monumento-túmulo do General Bento Gonçalves da Silva, obra do escultor português Teixeira Lopes, inaugurada em 1909. Localização: Centro da Cidade, entre as ruas General Neto e 24 de Maio.

Museu Oceanográfico Centro de estudos e pesquisas, o Museu Oceanográfico é uma das maiores atrações turísticas da Cidade do Rio Grande. Mantido pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande, deve a sua criação à dedicação e tenacidade do Prof. Elieser Rios e do pesquisador Boaventura Barcellos. Possui um acervo variado de 150 mil exemplares, além de ser, no gênero, o mais completo da América Latina. Localização: Rua Capitão-Tenente Heitor Perdigão nº 10, ao lado do Rio Grande Yacht Club.

Fotos: Divulgação

5 15

Fatos e curiosidades • Cidade mais antiga do estado do RS (1737) • Primeira sede da Capitania dos Portos do RS (1760) • Primeira Banda Marcial do país, do Colégio Estadual Lemos Junior (1956) • Templo mais antigo do estado: Catedral de São Pedro (1755) • Primeira e uma das maiores Bibliotecas do estado (1846) • O mais antigo Clube de Futebol do Brasil o Sport Club Rio Grande (1900) • A primeira Alfandega do extremo Sul do Brasil século XVIII • Primeira cidade gaúcha a possuir telefonia automática e a quinta da América do Sul (1925) • Primeira Câmara de Vereadores do estado (1751)

Foto: Divulgação

Foto: Arquivo FG

Praça Tamandaré

Museu Oceanográfico Eco Museu O Eco Museu da Ilha da Pólvora possui sua exposição e os serviços de apoio aos visitantes instalados numa casa em estilo neocolonial construída em 1856, sobre a Ilha da Pólvora - uma ilha estuarina da Laguna dos Patos a quatrocentos metros do Museu Oceanográfico -, para abrigar o paiol do Exército, agora totalmente recuperada. Através dele está consolidada uma ação ambiental, no sentido de uma proteção mais eficaz do patrimônio natural e cultural da região. Localização: Rua Capitão-Tenente Heitor Perdigão nº 10, ao lado do Rio Grande Yacht Club, píer do Museu Oceanográfico.

Eco Museu

• Introdução do basquete no estado pelo Clube Regatas Rio Grande • A Loja Maçônica União Constante mais antiga do estado (1840) • Primeiro Jornal da Província do Rio Grande De São Pedro o NOTICIADOR (1832) • A mais antiga Refinaria de Petróleo 1936 • A primeira Indústria de Tecidos de lã da América do sul, a Rheingantz & Wather (1873) • A primeira Médica do Brasil, Dra. Rita Lobato Velho • Aqui também nasceu o primeiro humorista do jornalismo brasileiro, Apparicio Torely, o Barão De Itararé • A primeira Fábrica de Biscoito do Brasil Leal Santos criando as Bolachas Maria (1889) • Mais antiga Associação dos Varejistas, fundada em 16/12/1888.


FOLHA GAUCHA especial - Rio Grande 277 anos

É hora de festa. O Rio Grande de São Pedro comemora 277 anos de histórias. E não são poucas, a cidade do Rio Grande já viveu diversas fases boas e ruins. Das dificuldades para manter seus filhos natos em solo papareia, hoje recebe pessoas de todos os lugares do Brasil que buscam encontrar por aqui o seu El Dorado. Devido à reativação da indústria naval, Rio Grande recebeu muitos investimentos de grande porte, transformando a cidade em um canteiro de obras de plataformas de petróleo. Quando nada havia por aqui, o único atrativo que a região sul apresentava era um canal, que representava a única ligação entre as rotas de navegação marítima desde Laguna, em Santa Catarina, até o Rio da Prata, na República Oriental do Uruguai. Portugal lutou pela região e, no dia 19 de fevereiro de 1737, ocorreu o desembarque do brigadeiro José da Silva Paes, tendo origem, então, a pequena vila que viria a ser a Cidade do Rio Grande, com a construção do Forte Jesus Maria José. Vencendo as dificuldades, Silva Paes conseguiu plantar na costa do Atlântico o marco inicial do Estado gaúcho. A Vila do Rio Grande de São Pedro foi elevada à categoria de Cidade em 27 de junho de 1835, pela Lei Provincial nº 05. Rio Grande registra vários povos em seu processo de formação. Inicialmente, a presença do açoriano, como colonizador/fundador (século XVIII). Mais tarde (1824), o município foi alvo da imigração alemã, italiana e polonesa, entre outras. O interesse destas migrações voltava-se para o "porto marítimo", que atraia a atenção das pessoas em busca do sonho da “vida melhor”. A cidade voltada para o mar vive um eterno encontro com as águas; conhecida como “Noiva do Mar”, a cidade do Rio Grande vive um dos momentos mais pujantes de sua história com quem sempre lhe abraçou: o mar.

Fotos: Divulgação

GAUCHA 16 6 FOLHA especial - Rio Grande 277 anos

277 anos

Rio Grande, berço da civilização gaúcha

17 7

É pelo mar e por sua posição geográfica que renasce o município mais antigo do Rio Grande do Sul. O Polo Naval, que se consolidou com a entrega da plataforma P-53, hoje possibilitou a Rio Grande um grande complexo naval trabalhando junto ao já existente superporto. O Porto do Rio Grande, considerado o melhor do Brasil em movimentação de grãos, considerado o porto do Mercosul, diversificou suas atividades com a chegada do Polo Naval e mostrou que a cidade do Rio Grande, além de ser o berço do estado, continua sendo o impulsionador da economia gaúcha. No Porto só temos motivos para comemorar. O Porto Organizado do Rio Grande bateu seu próprio recorde e chegou a 33 milhões de toneladas movimentadas. E para os próximos anos as perspectivas são ainda melhores. Tudo isso é ligado diretamente à produção rural do estado, já que é por aqui que passa cerca de 95% da produção gaúcha. Não somente aquilo que vai embora do Rio Grande do Sul, as importações realizadas pelo estado também passam pela cidade. Foto: José Wotter

Foto: José Wotter

Comenda de Silva Paes será entregue a personalidades A Ordem de Silva Paes surgiu a partir da Ordem de Cristo, comenda portuguesa recebida pelo Brigadeiro José da Silva Paes. Ela foi criada em 1983, com o objetivo de distinguir personalidades, rio-grandinas ou não, que trabalham e ajudam no desenvolvimento do Município. Os homenageados são escolhidos pelos conselheiros da Ordem de Silva Paes. Em 2014, a solenidade de entrega das comendas será realizada no dia 19 de fevereiro, às 19 horas, data em que é comemorado o aniversário da cidade, junto ao túmulo do brigadeiro. A celebração desse dia inicia com o “Te Deum” na Catedral de São Pedro. Neste ano serão condecorados o Inspetor-Chefe da Receita Federal Marco Antônio Almeida de Medeiros com Grau de Oficial, o Tenente Coronel Marcos Antônio Martins da Silva com Grau de Oficial, Engº Heitor José Hormain Barcellos com Grau de Oficial, o organizador do jardim da Santa Rosa Almiro Muller Roschild com Grau de Cavaleiro e a ex-diretora do Colégio Santa Joana D’Arc Irmã Nair Mazzochin com o Grau de Oficial.


8 FOLHA GAUCHA 18 especial - Rio Grande 277 anos

Prédios Históricos Prédio da antiga Alfândega Prédio de grande importância, tanto em relação as suas dimensões como por seu estilo neoclássico. Teve sua construção iniciada em 1875 e concluída em 1879, no mesmo local do primeiro ponto de Arrecadação dos Rendimentos Reais do Extremo Sul do País, quando, na época do reinado de Dom Pedro II, o Ministro da Fazenda era Visconde do Rio Branco. Restaurado nas décadas de 70 e 80, foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional. Em suas dependências, estão instalados, hoje, a Receita Federal e o Museu Histórico da Cidade do Rio Grande. Localização: Rua Mal Floriano Peixoto, 300. Fotos: José Wotter

Antigo Quartel-General Construído para abrigar o Comando de Guarnição e Fronteira do Exército, implantado estrategicamente no centro da cidade, próximo à Casa da Câmara (hoje Biblioteca Rio-Grandense), que era a sede do Governo Municipal. O terreno foi adquirido em 1857 e, em 1892 foi lançada a pedra fundamental e iniciada a construção, que foi concluída em 1894. O projeto e o comando das obras foram do Major engenheiro Antônio Gomes da Silva Chaves. O interior do prédio foi idealizado e executado pelo mestre de obras e escultor João Canova Calfoser. O exterior inclui os símbolos de armas e serviços de Exércitos, elaborados pelo também escultor Sebastião Obino. O prédio apresenta estilo eclético, que se destaca na paisagem urbana pela riqueza que apresenta na fachada. Localização: Rua Gen. Neto, s/n.


FOLHA GAUCHA especial - Rio Grande 277 anos Prefeitura Municipal

Foto: Divulgação

9 19

Igreja Nossa Senhora do Carmo

O prédio em estilo colonial na época pertenceu ao Comendador Antônio da Silva Ferreira Tigre e, no início do século XX, recebeu um tratamento neoclássico. Em 1895 foi restaurado, através de um projeto de melhoramentos com diversas obras, onde, após a concretização destas, passou a funcionar a Intendência Municipal. A edificação, erigida no Centro da cidade do Rio Grande, mantém até os dias de hoje os detalhes do estilo neoclássico, identificando o poder municipal da cidade. Localização: Rua Gen. Neto, s/n. Catedral São Pedro É o mais antigo templo do Rio Grande do Sul. Construção em estilo barroco, foi erigido pelos colonizadores portugueses, no ano de 1755. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, em seu interior repousam os restos mortais de Rafael Pinto Bandeira e do 1º Bispo do Rio Grande, D. Frederico Didonet. Localização: Rua General Bacelar

A pedra fundamental da Igreja Nossa Senhora do Carmo, grandioso templo em puro gótico, foi lançada em 16 de fevereiro de 1930. Pertencente à Ordem dos Carmelitas Descalços, a igreja foi inaugurada em 22 de abril de 1938. Nesse mesmo dia, o neossacerdote, carmelita descalço Higino de Jesus Maria, celebrou a primeira missa na nova igreja. O templo tem 38 metros de comprimento de 17 de largura. A Igreja do Carmo é projeto arquitetônico do Frei Cyríaco da Virgem do Carmo, religioso carmelita de nacionalidade espanhola. Em 1983, constataram-se infiltrações de salitre e gases poluentes nas agulhas das torres. Com apoio da comunidade e o trabalho de um grupo de pessoas, as torres foram reconstruídas, tendo a conclusão em 1991. Ao entrar na maior igreja da cidade, sentimos todo clima de introspecção e silêncio que o gótico nos proporciona. Localização: General Bacelar, Final do Calçadão. Foto: Divulgação

Fotos: José Wotter

Mercado Público Construção neoclássica de 1864. Em 1959, sofreu reformas que alteraram o seu interior, coberturas e teve na parte externa removidos elementos significativos, que são usados em estudos e pesquisas para restauração. A cobertura em abóbodas de tijolo armado, que hoje só aparece externamente, é de grande importância histórica no processo evolutivo da tecnologia da construção civil, por ter sido um sistema pouco conhecido e utilizado, na época, nesta região. Localização: General Osório, s/n, em frente à Praça Xavier Ferreira


Investimentos

Porto Tem o único porto marítimo do Estado, pelo que sua participação dentro da economia Estadual é fundamental, constituindo-se em nível nacional no primeiro porto no escoamento da produção agropecuária. As exportações industriais gaúchas também são exportadas por aqui. No Superporto estão localizados o Terminal de Trigo e Soja, o maior da América Latina; o Píer Petroleiro e os Terminais do Polo Petroquímico do Sul. O Terminal de Contêineres vem batendo recordes de movimentação a cada período, e já é o segundo no país. O maior indutor das migrações foram os serviços portuários, que geralmente atraíam mão de obra não especializada e ofereciam trabalho sazonal nos períodos de safra. Esta população buscava, na entressafra dos serviços portuários, outras fontes de renda na pesca artesanal e na indústria da construção civil. Estes fluxos migratórios, de corrente urbano-urbana deram à cidade uma população muito heterogênea, nos aspectos sociais, culturais, econômicos e produtivos.

Futebol Sport Club Rio Grande

Fotos: Divulgação

O Sport Club Rio Grande (conhecido apenas por Rio Grande) é um clube de futebol brasileiro da cidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Foi fundado em 19 de julho de 1900. Suas cores são o verde, vermelho e amarelo, em referência à bandeira do estado do Rio Grande do Sul. O Estádio Arthur Lawson foi inaugurado em 31 de agosto de 1985. É o clube de futebol mais antigo ainda em atividade no Brasil. Sport Clube São Paulo Fotos: Divulgação

Distrito Industrial Com área de aproximadamente 2.500 hectares e uma privilegiada localização no retroporto, possui toda a infraestrutura necessária para a instalação de indústrias de grande porte, sendo dotado de moderna malha rodoviária e ferroviária, de sistemas de energia elétrica e de rede de abastecimento de água, garantida por um canal adutor com extensão de 24 quilômetros. Possui também facilidade de comunicação proporcionada por moderna central telefônica servida de DDD e DDI. Abriga hoje indústrias de fertilizantes e de processamento de soja e pescado, dispondo de extensas áreas para a instalação de novas empresas. Foi fundado dia 4 de outubro de 1908, em um terreno na rua Rheingantz, fronteiro ao Cemitério Católico, que pertencia à Companhia Auxiliar de Estradas de Ferro do Brasil. O clube utiliza as cores verde e branca e manda seus jogos no estádio Aldo Dapuzzo, que tem capacidade para oito mil torcedores.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

11

V

ocê sabia que o maior petshop do Rio Grande do Sul encontra-se em nossa região? Para os rio-grandinos ele está a 60 km de distância, mas para quem ama seu animal de estimação, esse não é um problema. Com 12 anos de tradição, a Mika Petshop é uma empresa familiar e iniciou suas atividades com uma pequena loja na Rua Pinto Martins, em Pelotas. De acordo com o proprietário, Gilson Rodrigues Fonseca, quando começaram neste ramo o conhecimento era muito pequeno, no entanto, com a realização de cursos, continuaram investindo e crescendo junto ao mercado pelotense. Para comprovar a evolução e competência desta equipe, a atual sede é a quarta em sua história e, com um amplo espaço, faz jus à qualificação do início desta matéria. Atualmente, são oferecidos todos os tipos de serviços, entre eles o centro clínico cirúrgico, estético e hotelaria para cães e gatos. Sempre preocupada em bem atender seus clientes, a Mika Petshop conta com o que há de mais novo no mercado e comercializa alimentos das mais importantes e consagradas marcas.

Foto: Divulgação

Mika Doze anos de dedicação Petshop e profissionalismo

O transporte de animais em veículos segue praticamente, guardadas as proporções, as mesmas regras do transporte de crianças e para isso são comercializados cintos de segurança e até cadeirinhas, o que deixa o seu “filho” de quatro patas extremamente seguro. Os cuidados com animais de estimação são necessários e, de acordo com Fonseca, a tosa é extremamente importante naqueles animais de pelos longos, pois um mau cuidado pode gerar a proliferação de fungos, que acabam desenvolvendo feridas na pele dos pets.

No estabelecimento trabalham dois veterinários, que também realizam atendimentos em regime de plantão no mesmo local. O prédio, de 1800m² de área, abriga também um espaço de recreação para gatos, tudo cem por cento monitorado por câmeras, garantindo, assim, total segurança. Outro destaque deste petshop tamanho família é o centro cirúrgico. Lá são realizadas cerca de 30 cirurgias ao mês, que incluem procedimentos de castração e todas as demais intervenções. Os amantes de aquarismo também possuem um local especial na Mika e um profissional habilitado no assunto está à disposição para auxiliar na escolha do melhor peixe, ou melhor adereço para seu aquário. Interessados em conhecerem o espaço podem se dirigir, em horário comercial, à Rua Barão de Santa Tecla, número 1055, em Pelotas, e o telefone para contato é o 3028.9106.


FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

Faltou apoio para a Acisnorte Último presidente diz que, devido às dívidas, não vale a pena reativar entidade de classe

E

IQUE DE LA ROCHA IQUE DE LA ROCHA

m 1991 um grupo de empresários decidiu criar a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São José do Norte (Acisnorte) por acreditar que ela poderia contribuir para o desenvolvimento do município. Até então, o empresariado tinha que se valer das entidades do Município do Rio Grande, como Câmara de Comércio e CDL para encaminhar suas reivindicações. A Acisnorte chegou a ter uma boa atuação na defesa dos interesses da comunidade. Abraçou a luta da ligação a seco, promoveu eventos importantes e chegou a comemorar os 15 anos de fundação com uma grande festa. A Acisnorte teve altos e baixos em sua existência, como qualquer outra entidade. Num período em que ninguém queria assumir a presidência, foi que o comerciante Luiz Escobar, que já tinha experiência atuando no Sindilojas de Rio Grande, aceitou a missão. Ele estava cheio de planos para colocar em prática na gestão 2011/2012 e acreditava na reativação da entidade, mas não foi possível. Ao ponto dele hoje dizer que “a Acisnorte não existe mais, nem de fato, nem de direito”. Conforme Escobar, “herdamos dívidas e não tivemos respaldo da classe empresarial, que deveria estar unida, já que as entidades são criadas para defender o segmento que representam e somente unidos seremos fortes”. O último presidente da Acisnorte salienta que, mesmo sem o apoio do empresariado, a entidade “promoveu even-

tos relevantes, como as tratativas sobre segurança pública, o primeiro e único encontro de deputados da Região Sul no Celeiro Eventos, reunião com a direção do estaleiro EBR e outras iniciativas que realizamos no auditório do Ministério Público”. “Procuramos pensar em todo o empresariado, mas não havendo a aproximação de parte deste segmento, a gestão da época achou que seria melhor não mais reativar a entidade”, lamenta Escobar. “Falta espírito de associativismo” “Vale mais a pena abrir uma entidade nova hoje, devido ao passivo da Acisnorte”, salienta Luiz Escobar. Ele lembra que na época em que assumiu a presidência “tinha sócios, mas ninguém pagava”. Também diz que “se houvesse apoio dos empresários nortenses, daria para ter levantado a entidade”. São José do Norte não precisa de uma entidade de classe? - Claro que precisa, mas isso é o comerciante que vai sentir necessidade. Quem trabalha em conjunto se torna mais forte para reivindicar. E o espírito de associativismo dos nortenses? - Não tem. O delegado da Polícia Civil veio me procurar em duas oportunidades para criar o Consepro. Ele quer que eu pegue e não pego por esse motivo. Não quero ficar numa entidade durante anos, e lidar com uma entidade com dinheiro, sem saber para quem deixar a administração”.

Cebola está indo fora pela baixa qualidade

Travessia de balsa

Presidente da Câmara de Comércio, Renan Lopes, e o ex-presidente e atual diretor, Paulo Somensi, estiveram em São José do Norte recentemente. Ficaram surpresos e preocupados com a informação de que a última balsa de retorno para Rio Grande seria às 17 horas. Como um município pode pensar em turismo ou se desenvolver de outra forma com um serviço precário desses?

Ligação com Pelotas

Pelotas está de olho no crescimento de São José do Norte. Anos atrás se cogitou de uma ligação com o município, através do Pontal da Barra, próximo à praia do Laranjal. Agora os pelotenses já descobriram que toneladas de materiais estão chegando ao EBR via BR-101. Como aquela rodovia não foi construída para suportar tráfego pesado, estão cogitando de levar o material por barcaça, desde a Princesa do Sul. Por enquanto é tudo especulação, mas a Prefeitura pelotense está atenta a essa possibilidade.

E a Bacia de Pelotas?

A Bacia de Pelotas, denominação dada em homenagem a um pesquisador pelotense que foi o primeiro a falar da existência de petróleo nesta região, fica bem em frente ao município de São José do Norte. Há quem dê como certa a existência do óleo combustível em nossa costa, mas o deputado estadual Catarina Paladini (PSB) alerta que é preciso cautela. Segundo ele, já foram perfurados nove poços, com cada operação custando mais de US$ 100 milhões, e nada foi encontrado. "Quero alertar que talvez não seja petróleo nosso viés, e sim um APL (Arranjo Produtivo Local) em torno do Polo Naval, que é uma realidade", disse o parlamentar.

Travessia da balsa (II)

O deputado Catarina Paladini revelou que conversou recentemente com a proprietária da F. Andreis e que ela teria manifestado o desejo de melhorar os serviços na travessia da balsa entre Rio Grande e São José do Norte. Acontece que a empresária precisa ter segurança sobre a manutenção de seus serviços, uma vez que uma balsa custa mais de R$ 10 milhões. O político sugere que se reúnam todas as lideranças e envolvidos na travessia para se chegar a um entendimento.

Travessia da balsa (III) Charles Amaral da Silveira

A situação do cebolicultor nortense está complicada. Principalmente quem guardou a cebola para pegar melhor preço mais tarde está se dando mal. Acontece que a maioria dos agricultores não possui galpão e armazenou o produto embaixo de lona. Com a umidade e o calor excessivo a cebola perdeu qualidade. “Quem deixou para vender tarde está botando fora entre 40% e 50% da cebola guardada”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais

de São José do Norte, Charles Amaral Silveira. A venda do produto está por volta de R$ 0,45 o quilo, sendo que a de qualidade melhor atinge R$ 0,60. “Em Santa Catarina a cebola foi colhida bem mais tarde e está entrando hoje no mercado com qualidade bem superior à nossa. Com isso, os compradores dizem que vão fechar os depósitos aqui e ir para Santa Catarina”, lamenta Silveira.

São José do Norte 13

Apontamentos

Ainda a respeito da travessia, um empresário do Município do Rio Grande esteve recentemente em Santos e disse que há um serviço de balsa ligando aquela cidade à Guarujá realizado pela mesma empresa daqui. O movimento de cargas é grande, uma barca está saindo, a outra vem chegando e funciona bem. Lá ninguém fala em túnel. E indaga: por que aqui é diferente?

Hospital

Na edição passada noticiamos o aumento do movimento na Emergência do Hospital Municipal e já ouvimos comentários de que o Hospital São Francisco só não foi para frente devido à ingerência política das administrações municipais. Será verdade?

Energia

São José do Norte foi bastante comentada na última reunião de diretoria da Câmara de Comércio do Rio Grande, segunda-feira passada. Falou-se que a energia ainda é precária no município e que o estaleiro EBR estaria utilizando gerador devido às constantes faltas de luz. Uma situação que precisa mudar com a vinda do estaleiro.

Aqui o centro de operações

Com certeza, no caso da Bacia de Pelotas se tornar uma realidade, Pelotas fará de tudo para ser a sede das operações. Se o petróleo for confirmado, São José do Norte terá de lutar por essa condição por ser o município mais estrategicamente localizado. A exploração de petróleo traz técnicos e engenheiros de alto poder aquisitivo, um expressivo número de trabalhadores e ainda tem os royalties para movimentar a economia local.

Os Agentes Mirins da Defesa Civil em SJN

As fotos são da formatura dos 26 Agentes Mirins da Defesa Civil, dia 7, que participaram do curso realizado pelo Projeto Defesa Civil na Comunidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e da Mulher (SMASCIM) de São José do Norte. Durante as aulas, realizadas na E.M.E.F. Soares de Paiva, os pequenos receberam valiosas dicas de segurança e proteção na área de Defesa Civil, com direito a saída a campo na Praia do Mar Grosso. Eles também assistiram a uma palestra focada na prevenção, com orientações sobre como agir em situações de risco e desastres.

Fotos: Ique de La Rocha

12 São José do Norte


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

15

Os cuidados com o uso de aparelhos de ar condicionado RODRIGO DE AGUIAR

A

tualmente eles já não podem mais ser vistos como artigos de luxo. Os condicionadores de ar estão presentes na maioria das residências e são grandes aliados para conter o calor, principalmente o que atingiu a cidade do Rio Grande e o estado nas últimas semanas. As altas temperaturas deste verão fizeram os rio-grandinos saírem às compras, mas a procura foi tão grande que muitas pessoas não encontraram os aparelhos a disposição e tiveram que comprar por encomenda e com o prazo de entrega para o mês de março. No entanto, antes de adquirir um ar condicionado é importante tomar alguns cuidados, que poderão ser fundamentais para o seu bom funcionamento. Pensando nisso, a equipe de reportagem do jornal Folha Gaúcha foi conferir junto a profissionais habilitados quais são estes cuidados e quais as principais observações que devem ser feitas pelos clientes no momento da escolha pelo melhor aparelho. De acordo com Donato Monteiro, proprietário de uma loja especializada no ramo, o comprador deve, antes de tudo, saber o tamanho do ambiente para, então, planejar a compra do aparelho com a quantidade de btus adequada, que nada mais é do que a potência oferecida. O maior erro das pessoas, segundo ele, é o de chegar na loja e pedir um aparelho com o objetivo de apenas refrescar o ambiente. Por conta disso pode ser vendido um aparelho inadequado, que acaba estragando mais rápido pela alta demanda gerada pelo calor. Antes da instalação do ar condicionado devem ser observados diversos fatores, entre eles a incidência de sol, a quantidade de aberturas, a metragem quadrada, altura do local, entre outras. O fato de não serem respeitadas estas orientações poderá fazer com que o aparelho não atenda às necessidades e aumente ainda mais o consumo energético.

Donato disse ainda que, como Rio Grande apresenta um verão muito quente e um inverno extremamente frio, é importante que as pessoas não deixem para adquirir seu aparelho na última hora, pois com essa alta demanda dos últimos dias os estoques não deram vencimento e os preços, obviamente, sofreram um reajuste. Então com a chegada da estação mais fria do ano, a dica é já começar a se preparar para comprar com tranquilidade. No estabelecimento mantido por Donato, as vendas em comparação ao mesmo período do ano passado praticamente triplicaram e, diante da alta procura, o fornecedor não conseguiu reabastecer os estoques de seus representantes, que ficaram cerca de dez dias sem poder comercializar. Com relação aos cuidados que devem ser tomados na manutenção dos aparelhos, Monteiro disse que existe uma diferença entre ambientes comerciais e domésticos. Nos comerciais a manutenção dos filtros deve ser realizada a cada quinze dias, que pode ser feita pelo próprio usuário.

Já a limpeza completa do condicionador deve ser feita por profissionais capacitados a cada trinta dias. A maioria dos casos de doenças respiratórias são originados por conta das bactérias presentes nos aparelhos de ar condicionado. Nos ambientes domésticos, se não existirem animais e grande incidência de poeira, a limpeza dos filtros pode ser realizada uma vez por mês e a completa entre seis meses e um ano. É importante também que as pessoas informem à companhia de energia elétrica sobre a quantidade de aparelhos eletrônicos instalados, pois assim é possível que haja uma melhoria da disponibilização do serviço, evitando os constantes cortes atribuídos ao alto índice de consumo. Sobre isso, Donato informou que muitos aparelhos que entram no país por meio de importação não possuem informações sobre o consumo de energia, o que pode vir a ser prejudicial e resultar nos conhecidos apagões. Por conta destes problemas, um novo modelo de ar condicionado foi inserido no mercado. O equipamento chamado “Inverter” existe há alguns anos, mas está em evidência atualmente por conta do uso desenfreado. “Ele é um condicionador de ar com sensores, que aumentam e diminuem a rotação do motor sem precisar desligar, diminuindo em sessenta por cento o consumo de energia”, concluiu Donato.


14 esporte FOLHA GAUCHA

RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

Sport Clube Rio Grande

Mais Velho realizou testes com atletas locais

O

Sport Clube Rio Grande realizou, entre os dias 3 e 7 de fevereiro, uma série de testes com jogadores locais. O objetivo da comissão técnica do Tricolor foi o de oportunizar que atletas rio-grandinos integrem o plantel da equipe que irá disputar a Segunda Divisão do futebol gaúcho em 2014. Participaram desta espécie de peneira 12 jogadores e, de acordo com o técnico Júlio Batisti, após as avaliações, deveriam ser aproveitados em torno de quatro deles, que passariam a realizar os trabalhos de preparação para a competição junto à equipe principal. A forma encontrada para selecionar estes atletas foi a realização de jogos-treino. As partidas foram disputadas contra a equipe Sub-17 da Funserg e também contra o Clube Olímpico Raça, e somente os jogadores em análise participaram desses jogos. Acontece que, após as avaliações, aqueles que foram aprovados nos testes realizados ainda são novos e deverão ser formados pelo clube para futuramente poder defender em campo as cores do Mais Velho. O grupo profissional neste momento já conta com 20 jogadores e na última terça-feira apresentou-se na Avenida Itália o zagueiro Alexandre Gralak. O jogador de 22 anos tem passagens pelo Brasil de Farroupilha, Caxias, Irati e Havaí e, segundo o técnico Júlio Batisti, é um nome conhecido e que

Clube passa a contar com novos diretores de patrimônio

Com o objetivo de manter em ordem a estrutura do complexo esportivo, a diretoria do Mais Velho nomeou como diretores de patrimônio dois conselheiros beneméritos do clube. Os tricolores Ademir Bandeira e Joaquim Pinto são sócios há muitos anos e estão envolvidos com o futebol há mais de uma década. A escolha se deu em virtude da valorização e do reconhecimento do clube pelos serviços prestados durante todos esses anos. O trabalho dos novos diretores compreende, além da manutenção do campo de jogo e das dependências do estádio Arthur Lawson, todos os demais gramados auxiliares,

Fotos: Divulgação

chega para somar. Novos jogadores deverão chegar ao centro esportivo nos próximos dias para a conclusão do plantel de 2014. que são geralmente utilizados pela comissão técnica para a realização de treinos e demais trabalhos físicos e táticos. Pinto disse que com essa nova função atribuída a eles, haverá uma maior autonomia, inclusive a de poder exigir da direção o cumprimento de pontos que acharem não estar dentro dos parâmetros. Ainda segundo ele, existe muita coisa a ser feita para deixar o Arthur Lawson em condições de jogo, mas o torcedor também pode fazer a sua parte e colaborar com a recuperação da casa do clube mais velho do país. "Se algum torcedor quiser vir colaborar conosco será muito bom. Estamos precisando de

ajuda, pois pretendemos pintar todas as arquibancadas e terminar de cortar a grama dos campos. Temos muito trabalho e poucas pessoas trabalhando", disse ele. O clube adquiriu, nos últimos dias, um grande aliado para a manutenção dos gramados: um trator aparador de grama. O equipamento pode ser encontrado nos principais clubes de futebol do país e auxilia muito no trabalho daquelas pessoas responsáveis por preparar constantemente o campo de jogo. O tratorzinho, como pode ser chamado, está sendo utilizado diariamente, proporcionando condições de trabalho aos atletas e à comissão técnica.


16 Social

FOLHA GAUCHA

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

Social 17

André Zenobini - andre.zenobini@gmail.com

Debutando

Fotos: Guga VW

Fotos: Guga VW

Foi linda a festa de Julia Castro, realizada na Associação dos Empregados da Santa Casa no bairro Bolaxa, no dia 8 de fevereiro. A festa foi organizada por Anderson Oliveira e fotografada por Guga VW. A mãe, Luciana Ferreira, estava radiante ao lado da irmã da aniversariante, Camila Cerezer. Parabéns à Julia por essa data e que tenha uma vida muito feliz.

Formatura

Luciana e Sandro com Gabriela Souza, felizes com a formatura da filha em Secretariado.

Foto: Divulgação


18 cultura

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

Quem tem medo da cultura para adultos? Filmes com conteúdo maduro dificilmente chegam à cidade e a Universidade nada faz para oferecer boa cultura MATHEUS MAGALHÃES

E

m janeiro, estreou mundialmente o filme “Ninfomaníaca”. Dirigido pelo dinamarquês Lars Von Trier, o filme foi dividido em duas partes – a primeira chegou ao Brasil no fim do mês passado. Com cerca de quatro horas de duração, somados os dois montantes, o longa causou polêmica, como é da natureza de Von Trier, sobretudo pela inclusão de sexo explícito. Na verdade, a polêmica nasceu interna: a produtora responsável pelo lançamento da obra decidiu fazer cortes, em especial nas cenas explícitas, diminuindo a duração do projeto, que chegava a seis horas. O diretor se enfureceu, mas, de qualquer forma, foram estas as versões que saíram pelo mundo, inclusive no Brasil. O motivo pela qual eu estou falando deste filme vai além da minha imensa admiração pela coragem tonitruante do diretor dinamarquês. Temos aqui uma discussão de moralismo (e não moralidade). Von Trier, que certamente bebe na fonte de filósofos anarquistas como Marquês de Sade, propõe a desconstrução da moral. Entretanto, o cineasta não deixa de examiná-la e, até mesmo, externar suas virtudes. Ele se furta de atacar a “moral cristã” com reprimendas juvenis. Sua ideia é pô-la em um cenário real e ver como ela se desdobra, frente ao desafio proposto pelo âmago errático do espírito humano. Não é por coincidência que seu compatriota, Carl Theodore Dreyer, um dos mais afiados moralistas do cinema, é uma de suas maiores inspirações.

Nesta verve, o cinema de Von Trier passa longe de ser um cinema para a família. Além do montante de cenas de sexo e violência em seus filmes, os temas profundamente morais e espirituais que trata, mesmo com certa dose de niilismo e anarquia, são diálogos que só podem ser feitos com adultos. Von Trier não apenas dialoga com intelectuais; ele passa longe da pretensão parnasiana de um Godard ou da Nouvelle Vague de forma geral. Sua discussão é com todos nós, mas sempre levando em conta que tenhamos a maturidade necessária. Dito isto, quero apresentar minha indignação. Pelotas exibiu a primeira parte de “Ninfomaníaca”. Porto Alegre, idem. Boa parte das cidades da Serra Gaúcha também. Por que Rio Grande não? Procure Fotos: Divulgação a programação dos cinemas do Município. Você só encontrará filmes para a família ou infantis. Não há nem um único e solitário draminha, mesmo que daqueles água com açúcar. São só filmes de super-heróis, desenhos infantis, filmes de terror adequados para o público adolescente e comédias. Não há uma única exibição de um cinema voltaShia Labeouf participa de coletiva para promover o filme no festival de Berlim

da para... adultos. Temos “12 Anos de Escravidão”, “Azul é a Cor Mais Quente”, “Nebraska”, “A Caça”, “Ela”, apenas para ficar em alguns que receberam diversos prêmios na temporada de premiações americana. Em detrimento a todos eles, tivemos semanas e semanas de “Crô” e a animação “Frozen”. Eu entendo que, obviamente, seja este o cinema de massas. E não disputo a ideia de que eles têm de fazer parte da programação dos cinemas por questões de mercado. Porém, se cinemas de cidades até menores que Rio Grande trazem, paralelamente, filmes que terão público menor, mas que terão público mesmo assim, fica o ponto de interrogação. Há bem mais de um ano, neste mesmo espaço, fiz uma matéria sobre a falta de locais para assistir cinema de arte em Rio Grande. O suspeito usual, a Furg, não oferece um único projeto. Aliás, a Universidade deveria ser uma catalisadora de alta cultura na cidade. Dos tempos que passo lá dentro, tirei a lição de que o que menos os alunos têm acesso no ambiente universitário é boa cultura. Se nem mesmo o nosso centro intelectual estimula seus alunos, o que dizer de um cinema comercial? Ele tem esta responsabilidade? Talvez não. Porém, com exibições limitadas, certamente poderia trazer também cinema para gente grande. Quem sabe um experimento? Pode começar pelo “Ninfomaníaca”. Veremos se temos adultos nesta cidade ou se só temos gente barbada que gosta de assistir desenho da Disney. Eu calo a minha boca, se o experimento me provar errado.


FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 a 21 de fevereiro de 2014

Aromas e Sabores

Culinária 19

*Jesus R. de Araújo jesusculinarista@gmail.com jesusculinarista@gmail.com

Melancia – os benefícios desta fruta...

D

Mousse de melancia omingo, dia 02, fui convidado para almoçar na casa de um amigo meu, no Cassino. Mas, pediu que eu Ingredientes: 2 envelopes de gelatina vermelha em pó fosse cedo, pois queria sugestões para fazer um 1/4 de xícara de creme de leite sem soro sem sabor churrasco ou galeto, saladas e sobremesas. Fomos ao super3 xícaras de melancia em cubos s/ se2 claras mercado, fizemos as compras, ao passar no setor de hortifrumentes Bolinhas de melancia para decorar ti, tinha melancias bonitas e em promoção. Olhei, pensei de2 colheres de sopa de suco de limão moradamente e falei: “- Vou fazer um acompanhamento do Preparo: 1 xícara de açúcar galeto e sobremesa desta fruta!” E comprei duas melancias... No liquidificador, bata o creme de leite, a me4 colheres de sopa de água E, ele admirado me falou: “– Salada para acompanhar carlancia, o suco de limão, o açúcar e a gelatina nes com melancia?” E, com este calor incessante, lhe falei hidratada e dissolvida na água. A parte bata que nada melhor que comer algo com poucas calorias, além as claras em neve e misture delicadamente do efeito refrescante e saboroso desta fruta. Ela apresenta ao preparado. Ponha em uma forma de 21 importantes propriedades nutricionais, além de vitaminas e cm de diâmetro untada levemente com óleo. minerais em sua composição. E entre suas propriedades nuLeve à geladeira por no mínimo quatro horas. tricionais, podemos destacar o seu potencial diurético, que Desenforme, decore com as bolinhas de melancia e sirva em seguida. auxilia na eliminação da urina, o que melhora o funcionaRende: 10 porções. mento dos rins e, consequentemente, diminui as sensações OBS.: Consumir a mousse no mesmo dia. de inchaços provocada pela retenção de líquidos. Além disso, assim como o tomate e a goiaba, ela é fonte de licopeno, que combate os radicais livres (substâncias nocivas ao corpo Salada de melancia com pepino e ricota e os grandes responsáveis pelo envelhecimento da pele), e é um importante aliado no combate ao câncer, principalmente Preparo: Ingredientes: o de próstata. Além de sua atuação benéfica nos rins, a meDescasque as fatias de melancia, 3 fatias de melancia s/ sementes – 600 g lancia é ideal para pessoas com pressão alta, doenças reumáe corte em pedaços pequenos. 1 pepino em rodelas ticas e gota, que é caracterizada pela elevação de ácido úrico Retire parte da casca do pepino, 200 g de ricota em cubinhos no sangue. Além do licopeno, a melancia possui vitaminas e corte em fatias finas. Tempere ½ xícara de azeitonas pretas do complexo B, além de vitamina C e vitamina A. Elas irão com sal e suco de limão a gosto. Limão, hortelã, sal e azeite de oliva servir para a visão, prevenção de infecções, combate os radiSalpique com folhas de hortelã cais livres, dentre outras funções. bem picadinhas. Após adicione a Na melancia encontramos também os minerais, cálcio, ricota em cubinhos, e as azeitoferro e fósforo. Além de todos esses benefícios associados nas pretas. ao consumo da melancia, ela é uma fruta que possui baixíssiRegue generosamente com azeimas calorias, já que a sua maior parte é constituída por água, te de oliva, e sirva. em torno de 90%, o que a torna um excelente hidratante. Rende: 6 porções. A melancia pode ser consumida de várias maneiras, seja ao natural, em forma de suco, sorvete, em salada de frutas, em acompanhamentos, ou até mesmo Coquetel de melancia como um saboroso mousse ou pudim na sobremesa. Vai da criativiCoquetel de melancia é uma bebida fácil e rápida de se fazer, e sem Hoje a melancia é considerada dade e gosto de cada um. Portanto, álcool! Nas festas, comemorações ou entre amigos, o coquetel agrada parte de uma dieta saudável para é preciso descobrir, cada vez mais, a todos os paladares. crianças, homens e mulheres, especomo utilizar os alimentos a noscialmente as grávidas. Nutricionistas, Preparo: Ingredientes: médicos, cientistas e pesquisadores so favor, e sempre respeitando os 500 ml da água com gás Junte todos os de vários hospitais e universidades de padrões da natureza. Mas a cada 500 g de melancia em cubos s/ sementes ingredientes e alguns países recomendam o consumo dia, mais a mídia trabalha e condesta fruta duas vezes por semana. 8 colheres de sopa de leite condensado misture preferenvence as pessoas, pois entram nas Folhas de hortelã e cubos de gelo. cialmente em uma armadilhas dos produtos industriacoqueteleira. lizados, com adição de diversos Coloque em componentes químicos que de um modo geral prejudicam a taças e sirva em saúde, a obtenção de nutrientes ou até mesmo acabam com a seguida. parte nutricional dos alimentos. E, nesta época em que o caDica: Pode bater lor exagerado desidrata nosso metabolismo, a melancia nos no liquidificador ajuda e nos renova. todos os ingreDeixo algumas receitas desta fruta fantástica. Que esta sedientes. mana o amor, a paz e a felicidade transbordem vossos lares, Rende: 6 porções. e até a próxima semana!

Dica Saborosa


Contracapa

FOLHA GAUCHA RIO GRANDE, de 15 A 21 de fevereiro de 2014

Com nova denominação Para evitar polêmica está surgindo a Região Metropolitana da Zona Sul IQUE DE LA ROCHA

A

Região Metropolitana da Zona Sul deverá ser aprovada pela Assembleia Legislativa no primeiro trimestre deste ano e os municípios integrados a ela terão mais facilidades em obter recursos federais. Quem afirma é o autor do projeto, deputado estadual Catarina Paladini (PSB), que nesta semana participou da reunião de diretoria da Câmara de Comércio. Como se recorda, a deputada Míriam Marroni (PT) havia apresentado proposta semelhante, mas que tinha a denominação de Região Metropolitana de Pelotas e foi muito contestada na ocasião. A proposta de Paladini, que tem o apoio do deputado rio-grandino Adilson Troca (PSDB), é considerada mais completa, porque contempla todos os 21 municípios da Zona Sul, ao invés de 11 municípios inicialmente listados pela parlamentar petista. Catarina Paladini disse que existem no Brasil 61 Regiões Metropolitanas, sendo que Santa Catarina é o estado que mais possui e tem tirado grande proveito, desenvolvendo, principalmente, o oeste catarinense e a região carbonífera de Criciúma. A Região Metropolitana da Grande Porto Alegre existe há mais de 40 anos, mas nunca foi implementada de verdade, enquanto a região de Caxias do Sul está criando a sua.

Mais recursos

A grande vantagem de um município fazer parte de uma Região Metropolitana é que ele recebe bem mais recursos. “Existe uma hierarquia na distribuição de recursos onde as Regiões Metropolitanas têm prioridade. Para que se tenha uma ideia, qualquer resquício ou sobras de verba para o Chuí, por exemplo, será bem maior que o orçamento daquele Município. Haverá condições para pequenos municípios como Turuçú e Morro Redondo se desenvolverem mais. O metrô de Novo Hamburgo só está sendo implementado porque o município faz parte da Região Metropolitana de Porto Alegre. Jamais Novo Hamburgo implantaria uma obra dessa magnitude sozinho. Só consegue aporte financeiro porque está inserido na Região Metropolitana”. O parlamentar citou algumas vantagens da Região Metropolitana: “Acabam as distorções históricas e dá condições a todos os municípios de se desenvolverem. Ela viabiliza maior repasse de recursos federais e também cresce o peso político da região. A ligação a seco com São José do Norte passa a ser interesse de todos os municípios e desenvolverá também Mostardas e Tavares”. Com o transporte metropolitano, os estudantes e idosos poderão ter acesso às políticas públicas que beneficiam os empresários de transporte coletivo e não dependerão de cotas, como é atualmente no transporte intermunicipal. A regulação da gestão do serviço é feita pela Metroplan.

Foto: Ique de La Rocha

Temas prioritários Os temas prioritários que poderão ser tratados pela Região Metropolitana da Zona Sul, conforme Catarina Paladini: • Aeroporto regional para carga e passageiros. • Polo Naval. • Ampliação do ensino técnico e superior. • Hospital Regional. • Investimentos em infraestrutura e logística. • Desenvolvimento Urbano.

A Região Metropolitana e Santa Izabel “Temos de pensar a região de uma forma única”, defende Catarina Paladini. Como exemplo da necessidade de maior integração dos municípios da região, ele cita a estrada de Santa Izabel. Situada na divisa de Rio Grande com Arroio Grande, ela é fundamental para ligar os municípios da fronteira ao porto local. Enquanto não reinicia a atividade de travessia do canal São Gonçalo por balsa, e muito menos acontece a pavimentação da estrada, as cargas daquela região do estado hoje precisam ir até Pelotas para depois chegarem a Rio Grande, ampliando a viagem em dezenas de quilômetros e, consequentemente, uma hora a mais de viagem. O parlamentar entende que se já tivesse sido criada a Região Metropolitana da Zona Sul, não apenas a travessia, mas também a estrada já seriam uma realidade. Ainda com relação à Santa Izabel, Paladini observa que Jaguarão é referência em oftalmologia na região, mas para um paciente ir de Santa Vitória do Palmar até lá precisa viajar mais de 400 quilômetros, enquanto o percurso seria significativamente menor se fosse feito pela ligação com Arroio Grande. Sobre a travessia, o deputado pessebista informa que a balsa está sofrendo ajustes e em março voltará a operar no canal São Gonçalo, entre Rio Grande e Arroio Grande.

Folha Gaúcha ed 151  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you