Page 1

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

FACEBOOK.COM/FOLHADOTRANSITO

50.000 EXEMPLARES

Nº 3 - CIRCULAÇÃO QUINZENAL - JUNHO DE 2013

DIRETOR-PRESIDENTE: JOSÉ RUI DE OLIVEIRA

• Empresas pagam grandes quantias para o jornal não veicular encartes publicitários • Grupo Calderaro lucra com venda do material desperdiçado para reciclagem

E

mpresas que desembolsam quantias exorbitantes para o jornal A Crítica veicular encartes publicitários em meio a suas páginas correm o risco de acumular anos de prejuízo por conta disso. E sem imaginar. Com exclusividade, FOLHA DO TRÂNSITO revela que, todos os dias, toneladas de propagandas sequer vão às ruas e

acabam no lixo ou vendidas para reciclagem. A tiragem do jornal é baixa a ponto de não suportar o volume de publicidade que a Rede Calderaro de Comunicação diz ter capacidade de distribuir. Fontes de dentro do jornal denunciaram à FOLHA DO TRÂNSITO o esquema fraudulento praticado pela empresa. Além de não fazer os anúncios circularem, a

Rede Calderaro lucra ao vender, clandestinamente, a papelada retida a recicladoras – algumas até mesmo próximas à “Cidade das Comunicações”. Em maio, a Rede Calderaro enriqueceu com a venda de 9 toneladas de encartes (alguns ainda encaixotados) de diversas empresas que nunca chegaram ao público alvo, conforme FOLHA DO

TRÂNSITO teve acesso. A maioria do material alusiva ao Dia das Mães, uma das datas mais visadas pelo comércio. As fontes informaram que os encartes que deveriam ser veiculados ao longo deste mês ainda estão armazenados aguardando o mesmo destino. Nem sempre funcionou assim: o material excedente costumava ser in-

cinerado dentro da sede do jornal. A prática deu lugar ao esquema lucrativo após os moradores do Aleixo, incomodados com a fuligem e o odor de fumaça, se queixarem da situação. Devolução Se a sua empresa está entre as prejudicadas pela farsa do jornal A Crítica, ligue para 8106 1740 e recupere seus encartes.

Exploração sexual infantil e drogas sob investigação

EMPRESAS PREJUDICADAS • Bemol • Ramsons • City Lar • PCI Informática • Info Store • Stok Casa • TV Lar • Dita Casa • InfoCentro

Página 2


JUNHO DE 2013

DIVULGAÇÃO

2

PF e PC investigam exploração sexual infantil e drogas

O

diretor-presidente do Sistema A Crítica de Rádio e TV, Dissica Tomaz Calderaro, tem o nome envolvido em mais um escândalo, desta vez, envolvendo exploração sexual de crianças e adolescentes e consumo de drogas ilícitas. A Polícia Federal, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) já foram acionadas para investi-

gar as acusações gravadas em vídeo, como o próprio jornal A Crítica noticiou no dia 6. Reportagem do jornal destacou a existência de um vídeo que teria sido gravado na mesma época da Operação Estocolmo, realizada pela Polícia Civil em novembro do ano passado para combater crimes de exploração sexual comercial infantojuvenil em Manaus. Na gravação, de acordo com o jornal, uma mulher que se identifica como Re-

nata de Oliveira Guerreiro acusa Dissica de ter ligação com “prostituição infantil”, “pedofilia”, “orgias” e “consumo de drogas”. A Operação Estocolmo foi deflagrada sob o comando da delegada Linda Gláucia de Moraes, em parceria com a Polícia Federal e o Exército, e cumpriu 46 mandados de busca e apreensão e oito de prisão. Foram apreendidos CDs, DVDs, computadores e câmeras fotográficas para perícia.

RETROSPECTIVA Relembre as fraudes do Grupo Calderaro Evasão de divisas

Revista Isto É denunciou a existência de um dossiê sobre a diretora-presidente da RCC, Ritta Araújo Calderaro, como participante do escândalo de evasão de divisas alvo da CPI do Banestado.

TVs bancadas por dinheiro público

As retransmissoras da TV A Crítica no interior do Amazonas são bancadas pelo ICMS dos municípios. A medida é uma exigência contratual para que a RCC não leve calote dos prefeitos.

Rádios irregulares

As rádios Nova A Crítica FM e Jovem Pan Manaus, da RCC, funcionam irregularmente, violando o Código Brasileiro de Telecomunicações e cometendo infração grave do Ministério das Comunicações. Ambas possuem os mesmos gestores, infraestrutura e endereço.

Tiragem inflada

Para não deixar de ganhar dinheiro de anunciantes, o jornal A Crítica infla os números oficiais de sua tiragem, que também não é auditada pelo IVC. São apenas 8 mil exemplares de segunda a sábado e 10 mil aos domingos.

Após “flamerda”, Calderaro manda prender flamenguistas que protestavam Torcedores do Flamengo foram presos após manifestação pacífica em frente à sede do jornal A Crítica em protesto ao infame episódio de repercussão nacional no qual o time foi denominado “flamerda” no

caderno de esportes da edição do dia 1º de abril deste ano. Convictos do direito à liberdade de expressão, um pequeno grupo organizou um protesto contra o periódico da Rede Calderaro de Comunicação

para manifestar seu repúdio, em sintonia com a diretoria nacional do clube carioca, que decidiu levar o caso à Justiça pedindo R$ 5 milhões de indenização. A resposta que a torcida rubro-negra obteve

da empresa foi uma intervenção da polícia, que prendeu os manifestantes mesmo sem que tivesse ocorrido baderna, desordem, desrespeito ou atitudes que justificassem a medida extrema, avessa à democracia.

Centena de processos

Os membros da família Calderaro estão envolvidos em mais de uma centena de ações judiciais por não pagamento de impostos e pedidos de indenização por danos morais.

Parintins

A TV A Crítica não conseguiu que espaço na programação da Rede Record para a transmissão do Festival de Parintins. O plano B seria usar a Rede TV! Manaus para isso, mesmo que o canal não tendo autorização legal para transmitir qualquer coisa ao vivo.


JUNHO DE 2013

3

Sócios de A Crítica invadem terreno público e vendem por R$ 2,5 milhões

R

ao Município, mas que foi invadido pela família Calderaro. A área, de 2,8 mil metros quadrados no bairro Adrianópolis, não é a única da cidade que os empresários se apossaram

irregularmente. O site do Tribunal de Justiça do Amazonas indica que o terreno milionário está em processo de usucapião, sob número 706852.2012.804.0001, simulado entre os Calde-

raro e a construtora, o que é proibido pela legislação brasileira. Usucapião é uma maneira de adquirir a propriedade de um bem móvel ou imóvel. O artigo 102 do Código Civil estabelece

que nenhum bem público que pertença à União, Estados, Municípios ou Distrito Federal está sujeito a ação de usucapião. Esta não é a primeira falcatrua do tipo no histórico dos Calderaro, que

ALFREDO FERNANDES

$ 2,5 milhões. Este é o valor que os sócios do jornal A Crítica receberam de uma construtora local pela venda ilegal de um terreno público pertencente

Ronda no Bairro reduz em 31% os homicídios em Manaus O programa Ronda nos Bairros mostra o êxito de sua implementação ao ser apontado como um dos principais fatores para a redução de 31,38% do número de homicídios na capital. Foram anotados 282 homicídios nos cinco primeiro meses do ano contra os 411 registrados em igual período de 2012. Os dados foram registrados no Anuário Estatístico da Segurança Pública, divulgado pela Secretaria de Estado Segurança Pública (SSP). Na apresentação dos dados, o próprio secretário da pasta, coronel Paulo Roberto Vital, declarou que a “a segurança pública no Amazonas se resu-

me ao antes e depois do Ronda nos Bairros”. Para garantir números ainda mais expressivos em prol da sociedade, uma reunião foi elaborada esta semana com 85 participantes, dentre os quais gestores de escolas e policiais civis e militares que participam do Ronda. De acordo com o coordenador geral do programa, Luciano Tavares, as reuniões já aconteciam envolvendo questões pontuais, até mesmo porque esta cobertura nas instituições de ensino faz parte da realidade do programa. Entretanto, para socializar informações e intensificar a relação com os profissionais das escolas,

os encontros devem ser realizados de forma mais “planejada”. “Estamos verificando a necessidade de ocorrer de forma bimestral ou mensal. O objetivo é dar mais segurança dentro das escolas, buscar parcerias com os gestores, porque eles têm muitas informações para passar para a polícia”, salienta, ao acrescentar que será possível identificar de forma mais ágil os autores de crimes e ameaças dentro e próximo das instituições. Vale lembrar da tentativa de homicídio que ocorreu na Escola Estadual João Bosco Ramos de Lima (localizada na Avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, Zona Norte

de Manaus), no último dia 5 deste mês. O indivíduo, identificado como Carlos Castro de Souza, tentou matar a facadas uma estudante de 17 anos dentro dos limites da escola. Na reunião desta semana, a diretora da Escola Municipal Lírio do Vale, Maria de Lourdes, chegou a destacar a importância do programe seus bons resultados, como a redução de brigas nos arredores. Como parte das funções dos policiais do Ronda está a atuação de forma preventiva, com o objetivo de evitar que o crime aconteça, dando maior segurança à população através do policiamento de proximidade.

não poupam até entidades assistenciais. A família invadiu e vendeu um terreno da Associação dos Surdos e Mudos do Amazonas (Asmam). Detalhes na próxima edição de FOLHA DO TRÂNSITO.

Usuários não sentem redução da passagem Cinco dias úteis se passaram após a fixação da passagem do transporte coletivo manauara em R$ 2,90 e alguns usuários ainda não sentiram a economia de R$ 0,10 no bolso, devido a ausência de troco. Nesta semana o Banco do Brasil enviou uma remessa de 25 mil moedas, com base no Sindicato da Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), que fez a solicitação. Para minimizar os impactos da escassez dos R$ 0,10 no mercado, o Sinetram estuda uma campanha que eleve a recarga pelo Cartão Cidadão. A polêmica do troco se baseia no inciso VI do artigo 257 da Lei Orgânica do Município (Loman), no qual “o usuário do transporte coletivo tem direito a receber troco integral quando efetuar o pagamento com moeda mais próxima a cinco vezes do valor de uma passagem inteira, sendo o passageiro transportado gratuitamente em caso de inexistência do troco integral”. Se não for possível garantir este trocado até o final da “viagem”, o consumidor não precisa pagar. A web-designer Bruna Marinho Cardoso não teve este direito garantido. Mesmo que pareça pouco, nesta semana ela não conseguiu economizar a soma de R$ 1 – já que utiliza dois ônibus convencionais diariamente – com os R$ 0,10 a menos na passagem. “Confesso que nem perco tempo reclamando, porque não adianta. Eles nunca têm troco”, destaca. O assessor jurídico do Sinetram, Fernando

Borges, assevera que o órgão está atento às reclamações e fez todas as solicitações para que novas remessas sejam efetuadas com moeda de R$ 0,10. Ainda assim, ele pondera que o maior problema é que a moeda de R$ 0,10 não circula com a mesma facilidade que as outras no mercado. Segundo ele, mesmo que o Banco Central abasteça a cidade, através do Banco do Brasil, estas moedas não retornam para o uso. “O brasileiro não tem cultura de usar a moeda no seu dia-a-dia. Aí a que recebe, ele acaba deixando guardado. Vale lembrar que fazer a nota de R$ 0,10 custa mais caro que o valor dela, até mesmo para transportar. Sendo assim, se o Banco abastece e a moeda não circula, vai chegar o momento que ele não vai ter como fabricar”, justifica. De acordo com Fernando, o sindicato espera a autorização da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) para realizar uma campanha que incremente a venda do cartão pré-pago, que é igual cartão celular, pode ser abastecido a qualquer hora e não gere o problema de troco. Para compra do cartão, Manaus conta com 75 pontos de venda, dentre eles o próprio Sinetram, os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC’s) e as lan houses credenciadas. “Estamos conversar com o SMTU para elaborar esta campanha, colocar na rua, no sentido de educar o usuário para que ele use esta forma de pagamento”, acrescenta.


JUNHO DE 2013

4

Sisu encerra inscrições com mais de 578 mil candidatos C

om foco nos cursos de Engenharia de Pesca e Turismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a manauara Kézia Karoliny não perdeu tempo e registrou a matrícula no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), cujo prazo de inscrição se esgotou ontem. No balanço da quarta-feira do Ministério da Educação (MEC), além de Kézia, outros 578.393 se candidataram as 39,72 mil va-

gas oferecidas. O resultado definitivo sai nesta segunda-feira (17). De acordo com a candidata, que concluiu o Ensino médio no ano passado e atualmente cursa o primeiro período de Publicidade em uma universidade privada da capital, apesar do site do Ministério congestionar em algumas horas, ela não notou nenhum obstáculo que impedisse a seleção dos cursos ofertados por 54 instituições de ensino.

Informações do próprio órgão ministerial apontaram que nenhuma reclamação quanto a página online foi registrada. As inscrições no Sisu se referem às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas em novembro de 2012. Naquele período, em torno de 4,1 milhões de alunos, dos 5,79 milhões que se habilitaram ao certame, compareceram aos locais de provas espalhados pelo país. Com

base em levantamento do MEC, o Amazonas figurou no ranking dos três estados com o maior índice de faltosos, junto a Roraima e Bahia. Esta é a segunda seleção do ano, no qual o estudante pode escolher concorrer para dois cursos. Para disputar uma das vagas das duas opções escolhidas, Kézia conta com uma média de 540 pontos. Após o resultado, os convocados farão a matrí-

cula nos dias 21,24 e 25 de junho. Quem for aprovado na primeira opção terá seu nome retirado da lista do sistema. Sendo assim, caso não faça a matrícula na instituição onde foi selecionado, perde seus direitos sob a vaga. A segunda chamada ocorre no dia primeiro de julho, para garantir mais uma chance aos que tiveram êxito na segunda opção ou até mesmo para aqueles que não atingiram a nota mínima em nenhum

dos dois cursos. Neste caso, a matrícula destes convocados será nos dias cinco e nove do mesmo mês da chamada. Para o caso de quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas, não há motivo de desespero, pois o Sisu disponibilizará uma lista de espera na qual os candidatos podem demonstrar interesse entre os dias primeiro e 12 de julho. A convocação dos possíveis selecionados será feita no dia 17 de julho.

Vacinação contra poliomielite segue até o dia 21 deste mês Uma doença sem tratamento. É esta a “descrição” da poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil. Diante deste cenário, o Amazonas corre para vacinar 95% das crianças com idade entre seis meses a cinco anos de idade, como parte da Campanha Nacional de Vacinação contra a doença. Até a manhã da quinta-feira, foram imunizadas mais de 200 mil “curumins e cunhantãs” no Estado. A jornada continua até o dia 21 deste mês. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), o desempenho coloca o Amazonas entre os nove Estados brasileiros que já ultra-

passaram a faixa de 60% na cobertura vacinal. Na lista estão: Rondônia (66,5%), Roraima (61,3%), Rio de Janeiro (61%), São Paulo (70%), Paraná (69%), Rio Grande do Sul (69%), Santa Catarina (60%) e Goiás (60%). O Ministério da Saúde investiu em torno de R$ 32,3 milhões em repasses do Fundo Nacional para os estados e municípios, na tentativa de garantir a realização da campanha. Desta cifra, R$ 13,7 milhões foi destinada a aquisição das vacinas. Ao todo, foram distribuídas 19,4 milhões de doses da vacina oral. Conforme informações do órgão ministerial, o

último caso registrado de poliomielite no Brasil foi em 1989, na Paraíba. Desde 1994, o país conta com o certificado de erradicação da poliomielite emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Capital Amazonense A cidade-sede da Copa do Mundo de 2014 marcou um golaço na Campanha Nacional contra a Poliomielite. Com base em informações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), até quarta-feira, Manaus protegeu em torno de 134,94 mil crianças, 83,95% dos menores de seis meses a quatro anos, 11 meses e 29 dias.

Folha do Trânsito #3  

A verdade dos fatos. Circulação quinzenal de 50 mil exemplares em toda Manaus.