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SEGUNDA-FEIRA 2 de setembro de 2013

Emanuel Müller

POLÍTICA emamuller@gmail.com

Lelinho analisa demora para constituição da Comissão para revisar situação do transporte coletivo As coisas na política, geralmente, não andam no ritmo que a grande maioria da população deseja. Esse é um fato que ficou límpido e cristalino durante as manifestações que ocorreram em todo o país nos meses de junho e julho. Em Bagé, uma situação que provoca mobilização de setores da sociedade nas redes sociais, especialmente a juventude, é o valor da tarifa do transporte coletivo. A montagem de uma Comissão Municipal para discutir a possibilidade de revisão tarifária parece demorar mais do que deveria para iniciar os trabalhos. O representante do Poder Legislativo no grupo, vereador Lelinho Lopes (PT), reconhece a ne-

Rodrigo Sarasol/EspecialFS

cessidade de reformar a política, sua lógica e funcionalidade para ocorrer maior agilidade nos encaminhamentos. Entretanto, como vereador da base governista, Lelinho acredita que o prefeito Dudu Colombo gostaria de responder com mais agilidade a questão da possível redução da tarifa do transporte em Bagé. “O próprio processo democrático que é uma conquista e um avanço jovem na história política do nosso país, não permite que sejamos injustos e principalmente exige a representação de setores e segmentos para que as decisões possam ser tomadas após ouvir e analisar os fatos com autonomia e responsabilidade”, pondera.

Vereador petista acredita que redução na tarifa pode chegar a R$ 0,10

O vereador petista (que deve ser o líder da bancada na Câmara em 2014) reconhece que a Câmara se atrapalhou no encaminhamento do representante para a Comissão fato que causou polêmica durante a semana porque o Legislativo optara por indicar dois titulares - Lelinho e Divaldo Lara (PTB). Entretanto, o Executivo enviou ofício à Câmara informando que deveria ser indicado apenas um vereador como titular e

outro como suplente. Lelinho ganhou a indicação no voto. Divaldo não quis a indicação para a suplência, que acabou com Cláudia Souza (PR); “Neste sentido, hoje já reunimos as condições de realizar as primeiras reuniões de trabalho. Eu acredito e isso é público, que temos as condições de reduzir até R$ 0,10 no valor da tarifa, haja visto que o governo federal vem desde o ano passado ajudando o setor”, ressalta Lelinho.

O exemplo é a redução de 20% para 2% da contribuição do INSS patronal do faturamento bruto das empresas de transporte de passageiros. “Não é justo as empresas aumentarem seus lucros na medida que recebem incentivo para reduzirem o valor do transporte”, salienta o parlamentar. O petista defende a análise da planilha Geipot, utilizada pelas empresas para formação do preço da passagem.

O vereador admite que o serviço de transporte coletivo melhorou no município, mas sustenta a necessidade de melhoramentos pela influência na mobilidade

urbana. “Quero deixar claro que o desafio na comissão não é só o de verificar se é possível ou não reduzir o valor da tarifa, mas também, ouvir a população para

ajustar os horários, assim como a criação de novos horários e itinerários que facilitem e melhorem a qualidade do serviço na cidade”, acrescenta Lelinho.

A escolha

Melhoria de horários

Câmara terá audiência pública para debater combate ao crime no campo

O Poder Legislativo publicou edital para a realização de uma audiência pública no dia 27 de setembro, a partir das 16h, na Câmara de Vereadores. A meta é tratar sobre ações coletivas visando ao combate dos crime no campo. A mobilização é feita em caráter regional. Os secretários estaduais de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, e de Segurança Pública, Aírton Michels, devem participar do ato.

No último dia 28, os vereadores Antenor Teixeira (PP) e Márcia Torres (PT) participaram do ato de assinatura da implantação do Comitê de Gestão da Transversalidade das Ações de Combate ao Abigeato e Abate Irregular de Animais, na Expointer, em Esteio. Na ocasião, a vereadora sugeriu uma alteração no decreto, para que além dos órgãos já convidados a participar do comitê sejam integrados também a Secretaria

Estadual de Justiça e Direitos Humanos e um representante da Câmara de Vereadores de cada município onde o comitê for instalado. As ações integradas do Comitê vão desde o controle de estoque do rebanho, trânsito do animal, passando pela fiscalização sanitária das condições de abate e comercialização da carne. Após as reuniões dos grupos de trabalho, começam as ações práticas, como a fiscalização.

Edgar Abip Muza Muza Visão Geral

Nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que balança cai

O poeta popular, principalmente entre os grandes compositores brasileiros, tem nos mostrado o outro lado da moeda ou, pelo menos, nas entrelinhas de suas composições, sempre deixam uma “dica” para reflexão. Eu costumo me aprofundar nesta análise. Mais uma vez vou usar deste estudo para refletir sobre os fatos do momento. Jorge Valmor costuma dizer: “Nunca se mente tanto como durante uma guerra, numa campanha política e após uma pescaria”. A possibilidade de mais uma guerra estamos vivendo. A justificativa é o uso de armas químicas pela Síria, contra seu povo. Como já vivemos outra mentira, que foi o uso de armas nucleares pelo Iraque justificando o ataque americano aquele país, cada notícia que fornecem sobre a atuação do governo Sírio, eu fico com um pé atrás. Principalmente após o Parlamento Inglês desautorizar a entrada de seu país neste possível ataque americano. A primeira coisa que vem á mente é: “aí tem coisa”. Primeira etapa de três temas que vou abordar. A segunda é a fuga do Senador Boliviano para o Brasil. Auxiliado pela nossa embaixada. O político boliviano afirma que sua “perseguição” foi causada porque enviou um documento ao Evo Morales, denunciando a participação de membros de seu governo no narcotráfico. Apareceu até a denúncia contra o embaixador Boliviano no Brasil cujos laços com os produtores de coca é bem forte e preocupante. O governo boliviano contra ataca afirmando que o Senador “fujão” é um corrupto e está sendo julgado por este motivo. Quem está com a razão só o tempo dirá. Uma coisa é certa o Brasil ficou na “corda bamba” Senão vejamos. Se nos acreditarmos nos argumentos do governo Evo e extraditarmos o Senador, estamos mandando, embora um “criminoso” comum. Se é criminoso porque o Brasil o abrigou por mais de ano em sua embaixada? Se é político não pode mandar embora. Já imaginaram na ditadura brasileira, se os países que abrigaram os políticos conterrâneos tivessem se negado a tal, o que seria? Os direitos humanos valem para todos. Outra conclusão também importante é se mandarem embora o Senador Boliviano, sob qualquer pretexto, terão que tomar a mesma atitude com o italiano Batisti. O título que encabeça este espaço tem muito a ver com a situação atual. Não podemos acreditar em nenhum dos lados. Temos que usar a lógica para não nos contaminarmos com possíveis mentiras. Pois bem o terceiro item que abordaremos é o programa Mais Médicos. Cada um diz uma coisa. Com quem está a verdade? Eis a questão. O governo brasileiro teria voltado atrás ao abrir vaga para médicos brasileiros. O tempo, que não foi muito longo, acabou de desmitificar a afirmativa. O projeto estava pronto a mais de ano. Instrutores brasileiros teriam viajado a Cuba para dar aula de português e do SUS, aos profissionais de lá. Isso está comprovado por documentos que a imprensa apresentou. Que o Brasil aceitou as regras impostas pelo governo Raul Castro, também é verdade. O que comprova a afirmação é que nos teremos que mandar parte do salário dos médicos Cubanos para o governo Castro. Pois agora surge outra informação através do “site” da Veja, que publica entrevista com médico Cubano, hoje nos Estados Unidos cuja declaração é manchete em grande parte da imprensa brasileira. Confiram: “Nossa medicina é quase de curandeirismo” O cubano Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, é médico. Na ilha dos irmãos Castro ele aprendeu seu ofício em meio a livros desatualizados e à falta crônica de medicamentos e de equipamentos. Os sonhos de ajudar os desamparados bateu de frente, ainda durante sua formação universitária, com a dura realidade de seu país: falta de infraestrutura, doutrinação política e arbitrariedade por parte do governo. “É triste, mas eu diria que o que se pratica em Cuba é uma medicina quase de curandeirismo”. “Ao ser enviado à Bolívia em 2006, para o que seria uma ação humanitária, o médico se viu em meio a uma manobra política, que visava pregar a ideologia comunista. “A brigada tinha cerca de 10 paramilitares, que estavam ali para nos dizer o que fazer”. Velazco não suportou a servidão forçada e fugiu. Sua primeira parada foi pedir abrigo político no Brasil, que permitiu sua estada apenas de maneira provisória. Hoje, ele mora com a família em Miami, nos Estados Unidos, onde tem asilo político e estuda para revalidar seu diploma”. São temas diferentes que abordamos hoje. Cada parte da sua versão. Em quem acreditar? Eis a questão. Foi aí que lembrei a canção: “Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai”.

Folha do Sul Gaúcho Ed. 1017 (02/09/2013)  
Folha do Sul Gaúcho Ed. 1017 (02/09/2013)  
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