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Folha do E. Santo Sexta-Feira, 13 de Agosto de 2010

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Artigo Ricardo Ferraço, Vice-Governador

O lado humano do desenvolvimento

J

á não é novidade o fato de

que passamos a experimentar a par-

que o Espírito Santo tor-

tir de 2003. Mas foi com a implan-

nou-se um dos estados que

tação de políticas públicas voltadas

mais crescem no Brasil.

para a distribuição de renda e a in-

Também são conhecidos os

clusão das famílias mais pobres que

caminhos que trilhamos para che-

conseguimos mudar o curso da nos-

gar à condição de referência nacio-

sa história. No passado, os períodos

nal de qualidade e ética na gestão

de crescimento da economia se tra-

pública. Mas o que nem todos sa-

duziam em riqueza para poucos e

bem é que, junto com o desenvol-

miséria para muitos. Agora, inver-

vimento econômico e a moraliza-

temos essa equação perversa. De

ção administrativa, demos início

2003 para cá, a renda familiar dos

a uma autêntica revolução social,

10% mais pobres teve aumentos

que começa agora a mostrar seus

médios anuais duas vezes e meia

resultados. Caminhamos a passos

superiores ao que conseguiram os

largos para erradicar a pobreza em

10% mais ricos, e milhares de famí-

terras capixabas. E este será, sem

lias passaram a ter acesso a um mer-

dúvida, o coroamento do traba-

cado de consumo que parecia proi-

lho iniciado há pouco mais de sete

bido para elas. O reflexo mais claro

anos, sob a liderança do governa-

dessa nova realidade pode ser visto

dor Paulo Hartung.

no comércio varejista, cujas vendas

De 2003 – quando esse trabalho

cresceram 108% entre 2004 e 2009,

começou – até 2008, a participação

enquanto o Brasil registrava um au-

da classe média na composição so-

mento médio de 62%.

cioeconômica do estado saltou de

Temos todas as razões para co-

36% para 51% da população – uma

memorar resultados como esses,

taxa de crescimento de 49%, a maior

mas a revolução silenciosa que es-

dentre todos os estados brasileiros.

tamos promovendo ainda não foi

Isso significa que cerca de 570 mil

concluída. Afinal, restam no Espí-

capixabas subiram vários degraus na

rito Santo cerca de 520 mil pobres

escala social. No mesmo período, a

e 145 mil indigentes e, para garan-

proporção de pessoas pobres caiu de

tir a inclusão social e produtiva de

25,2% para 15,2%, acumulando re-

todos esses capixabas, precisamos

dução de 48%, bem acima da média

aprofundar o trabalho que vem sen-

nacional de 31%. E nada disso acon-

do realizado desde 2003. Isso signi-

teceu por acaso. Afinal, melhorar as

fica intensificar ainda mais a ação

condições de vida do nosso povo e

do Estado, ampliando o alcance dos

fazer do estado o melhor lugar do

programas sociais em andamento,

Brasil para se viver, trabalhar e in-

para garantir oportunidades a todas

vestir foram compromissos clara-

as famílias. Este deve ser o objetivo

mente assumidos e nunca abandona-

central da nossa agenda de desen-

dos pelo Governo.

volvimento para os próximos anos.

A mobilidade social que regis-

E é com essa determinação que po-

tramos hoje no Espírito Santo se

deremos fazer do Espírito Santo o

deve em boa parte ao grande impul-

primeiro estado brasileiro a erradi-

so de desenvolvimento econômico

car a pobreza em seu território.

Cachoeiro de Itapemirim (ES)

geral

O teste foi aplicado desde dia 26 de julho

SOJA NA MERENDA DAS ESCOLAS MUNICIPAIS

O

Das 192 crianças que provaram, 87% gostaram e a maioria nem seu deu conta da soja na merenda

s alunos das escolas municipais de Cachoeiro de Itapemirim vão contar com uma novidade na merenda escolar: a proteína texturizada de soja que, segundo nutricionistas só vem enriquecer o prato da criançada. A experiência foi realizada em quatro estabelecimentos de ensino do município: Raul Sampaio Cocco (Agostinho Simonato), Lions Clube Frade e Freira (Monte Cristo), Ena Coelho da Silva (Valão) e Áurea Bispo Depes (Vila Rica). Segundo a Gerência de Alimentação Escolar, de 26 de julho a 4 de agosto deste ano, foi aplicado um teste de aceitabilidade e durante o recreio, as crianças comeram pratos feitos com proteína textu-

rizada de soja, sem saber que era “carne de soja”. Das 192 crianças que provaram, 87% gostaram do que comeram e a maioria delas nem se deu conta de que a merenda foi preparada

com soja. Quando o teste foi aplicado na escola Áurea Bispo Depes, localizada no Vila Rica, por exemplo, os estudantes acreditavam estar comendo macarrão com carne moída.

MUDANÇA NA MERENDA Agora, a Secretaria Mu- significar uma melhonicipal de Educação (Seme) planeja incluir o alimento no cardápio, melhorando ainda mais o valor nutricional da comida oferecida às crianças nas escolas mantidas pela prefeitura. A nutricionista Juliana Depes Benincá, que trabalha na Gerência de Alimentação Escolar de Cachoeiro de Itapemirim, conta que a incorporação do novo alimento à merenda vai

ria da qualidade nutricional. “Será uma nova fonte de proteína para os alunos, nutriente que é muito importante para um crescimento saudável. Além disso, ele é rico em isoflavonas, que é uma substância funcional que ajuda a prevenir o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças cardiovasculares, além de ter menos gorduras”.

Sexta 13/08/2010  
Sexta 13/08/2010  

Edição nº 40876

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