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Folha do E. Santo Sexta-Feira, 13 de Agosto de 2010

Cachoeiro de Itapemirim (ES)

Uma simples conversa foi capaz de reduz em 72% o “start” alcóolico

DIÁLOGO É ARMA PARA PREVENIR ALCOOLISMO

O

diálogo pode prevenir o alcoolismo. Uma simples conversa entre profissionais de saúde e pacientes com comportamento de risco em relação ao álcool foi capaz de reduzir em 72% os quadros de dependência ligados à bebida, de acordo com um estudo divulgado ontem pelo Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa foi realizada com 4.335 pacientes que deram entrada nos serviços públicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Programas de Saúde da Família (PSF). Desses, 208 foram classificados pela Unifesp com potencial para o desenvolvimento de dependência química. Em comum, os pacientes foram diagnosticados com alguns problemas físicos ou sociais relacionados ao abuso de bebidas alcoólicas. Coordenadora da pesquisa e docente da Unifesp, a biomédica Maria Lucia Souza Formigoni ressalta que o resultado foi observado em pacientes que ainda não tinham diagnóstico de dependência química.Por meio de

Por meio de uma única conversa (sessão), denominada “intervenção breve”, os profissionais faziam o aconselhamento de pacientes que estavam sob o risco de desenvolver alcoolismo

uma única conversa (sessão), denominada “intervenção breve”, os profissionais faziam o aconselhamento de pacientes que estavam sob o risco de desenvolver alcoolismo. “Buscamos entender as razões que o levaram a beber, para depois orientar o paciente”, conta Maria Lucia. “É uma ajuda para a ‘ficha cair’. Nosso objetivo é que o paciente entenda os problemas que esse consumo abusivo pode trazer”, completa.Medicamentos não foram usados na in-

tervenção - um dos fatores que tornam a prática bastante atraente para o serviço público de saúde. “Uma internação é quase sempre mais cara que intervenções”, compara a vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, Ilana Pinsky. Outra facilidade sinalizada pela técnica é que o diálogo com o paciente não precisa ser conduzido necessariamente por um médico. Qualquer profissional, mediante treinamento,

pode aplicar os princípios da intervenção breve - um enfermeiro, por exemplo. No entanto, a técnica não é aconselhada para todos os casos relacionados ao consumo de álcool, alerta a psiquiatra da Unidade de Dependência Química do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Camila Magalhães Silveira. “É eficaz para reduzir o risco pesado do uso do álcool. Não serve para pacientes que já têm um quadro de dependência”

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Obesidade e infertilidade

Homens jovens que são obesos podem ter uma taxa mais baixa de espermatozoides do que os de peso normal, sugere um novo estudo publicado no periódico “Fertility and Sterlity”. As descobertas podem ser adicionadas à evidência que relaciona obesidade ao esperma de qualidade relativamente baixa. Uma série de estudos recentes descobriu que, em comparação aos homens mais magros, os obesos tendem a ter uma contagem de esperma baixa, menos espermatozoides que se movem rapidamente e progressivamente, que se refere aos que nadam para frente em linha reta em vez de se moverem sem rumo.

Novas drogas digitais As “drogas digitais”, ou arquivos musicais que podem ser baixados na internet e que prometem sensações parecidas às provocadas pela cocaína ou LSD, desembarcaram em países europeus como a França procedentes dos Estados Unidos, onde seduzem os jovens e preocupam as autoridades. As drogas já não precisam ser injetadas, ingeridas ou fumadas, pois agora podem ser ouvidas, em “doses digitais”, afirmam alguns sites, que vendem frequências sonora de 15 a 30 minutos que possibilitam, segundo afirmam, experimentar sensações fortes, como alucinações.

Sexta 13/08/2010  
Sexta 13/08/2010  

Edição nº 40876

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