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FOLHA DE ITAPETININGA sábado, 4 de dezembro de 2010.

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Dez Motivos para NÃO cortar as Árvores da Avenida Dr. Lobato Existe um projeto que pretende derrubar todas as árvores da Avenida Dr. Lobato e substituí-las por mudas de árvores que só Deus sabe se vão se tornar adultas. Quero deixar bem claro que o intuito deste artigo é defender a “NATUREZA”, pois as árvores em sua maioria estão sadias, algumas são frutíferas e são utilizadas pelos pássaros como precioso abrigo. A pavimentação pode e deve ser feita tornando o local um belo jardim em plena avenida, porém devem-se manter as árvores, pois a derrubada destas configura-se como um crime ambiental, se considerarmos tudo o que vem ocorrendo com o clima de nosso planeta, devido ao aquecimento global. 1 - As 97 árvores que compõem a paisagem da referida avenida em seu passeio central podem ser preservadas sendo apenas substituídas as que apresentem a fitossanidade comprometida e replantadas aquelas que já foram cortadas representadas agora apenas por tocos secos; 2 - Estas árvores não devem ser cortadas, pois são reduto e alimento de várias espécies de pássaros e insetos, que não terão onde se alojar. Não se deve quebrar o equilíbrio da natureza. 3 - Sabe-se que árvores adultas liberam na atmosfera cerca de 380 a 400 litros de água por dia (Evapotranspiração) o que significa deixar o ar mais úmido. (Fonte UNICAMP). Este efeito equivale igualmente a cinco aparelhos

de ar condicionado médios (2500 kcal/h) funcionando 20 horas, ou seja, com a presença da vegetação arbórea é possível reduzir consideravelmente os gastos de energia elétrica provenientes destes aparelhos. 4 - As árvores são responsáveis pelo seqüestro de carbono e liberam o precioso oxigênio na atmosfera. Sabe-se que a temperatura do planeta Terra está cada vez mais alta, devido principalmente à liberação de CO2 na atmosfera, em razão da queima de combustíveis fosseis. 5 - As árvores são responsáveis também por reter a poeira do ar em suas folhas, ruas bem arborizadas podem reter até 70% da poeira em suspensão (BERNATZKY, 1980). Uma única fila de árvores pode reduzir os particulados em 5% (WOOD, 1979 apud GREY; D E NEKE, 1978), como é o caso da arborização viária. 6 - Sabe-se que a presença de árvores protege o asfalto conservando-o. Cada m² de asfalto coberto pela copa das árvores reduz gastos públicos com manutenção asfáltica em R$ 15,47/ano (SILVA FILHO, 2006). 7 - Além disso, a presença de vegetação arbórea reduz a temperatura, árvores de copa rala interceptam de 60 a 80% da radiação direta incidente e as de copa espessa até 98% da radiação direta (HEISLER, 1974 apud GREY; DENEKE, 1978).

8 - Outro fator a ser levado em conta é a redução da velocidade das enxurradas pela retenção e liberação lenta da água das chuvas, sendo que algumas espécies de grande porte, como por exemplo, a sibipiruna, pode reter até 60 % da água nas duas primeiras horas de uma chuva, posteriormente liberando-a aos poucos (SILVA et al, 2007). 9- Outra característica importante é o embelezamento proporcionado pelas árvores, que trazem cores, odores e vida ao nosso meio ambiente, através de suas flores e frutos. 10- Sem falar na sombra que estas árvores proporcionam, protegendo-nos da radiação ultravioleta, responsável pela grande maioria dos casos de câncer de pele. Bem, terminando segue uma sugestão para os autores do projeto de pavimentação da avenida:Retirar as lajotas que estão sobre as raízes das árvores e plantar grama que se tornará um tapete verde, acrescentar arbustos com flores. Com certeza as ÁRVORES não mais projetarão suas raízes na luta pela sobrevivência!

Zuleika Catarina Guilherme de Almeida (cidadã Itapetiningana) AEBRI (Associação da Bacia Ecológica do Rio Itapetininga):- e-mail zuleika.guilherme@yahoo.com.br

“INCLUIDO OU EXCLUIDO EIS A QUESTÃO” Nestes dias fiquei observando um grupo de alunos, durante a aula de informática. Percebi que todos, ou pelo menos em sua grande maioria, tem uma habilidade espantosa no manuseio do equipamento e das possibilidades que o mesmo oferece no que diz respeito a relacionamento. O santo (ou maldito) site de relacionamento é como se fosse o ar que eles respiram, à primeira distração do professor, pimba!!! tá lá o aluno no Orkut, facebook, twiter, MSN, e outros que nem sei quais e quantos são. O título deste artigo que foi parafraseado do famoso questionamento de Hamlet de Willian Shakespeare “ser ou não ser eis a questão”, nos conduz a seguinte reflexão, inclusão digital é só isso? Desde 1980, quando houve uma efetiva ação por parte do MEC para abrir as discussões sobre o uso da tecnologia nas escolas, até os dias de hoje, nada de novo foi efetivamente criado nesse sentido. As TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), amplamente alardeada pelos meios pedagógicos têm como finalidade prover a “alfabetização digital”, porem sem muita metodologia, cria necessidades de pesquisa, que não revelam interesses nos saberes propriamente objetivados. As políticas governamentais que buscam prover o acesso aos menos favorecidos, tem tido seus resultados, mesmo que paliativos, porem como esse assunto foge do tema, e ai estaríamos abordando sobre as ações para garantir a igualdade social, tema polemico, vamos deixar de lado, e quem sabe poderemos abordálo em outro momento, mais apropriado. A responsabilidade sobre a forma de utilização da tecnologia está nos profissionais. A falta de criatividade para elucidar a importância dos demais usos da tecnologia e, o encantador mun-

do do relacionamento virtual, faz que mais e mais alunos se tornem adeptos ao “mau” uso dessa ferramenta. A quem defenda o “emburrecimento” das pessoas frente ao uso de linguagem próprias(ou impróprias) dentre os usuários, chegando a se autodenominar como “guetos”, ou mesmo como “gangues”, que conceitualmente significam a mesma coisa. Outra corrente acredita que são fases, que serão superadas, sem nenhuma seqüela, enfim, seja como for ainda não há que defenda o uso inteligente e racional desta ferramenta com a finalidade de aumentar o conhecimento tanto profissional como cultural, agilizar o tempo em relação às compras e obrigações financeiras, e até mesmo se comunicar. Indo mais adiante, as iniciativas de inclusão digital mundo afora tem trazidos excelentes resultados por exemplo, em Honduras, uma ONG instalou estações de trabalho em comunidades rurais, cujos computadores funcionavam por energia solar, já que não havia energia elétrica naquela área. Também não havia infra– estrutura de telecomunicações, ou seja, nada de telefones ou conexões à internet. Então começaram a usar conexão via satélite, cujo valor ainda é bem alto. Ocorre que toda a parafernália pode se tornar auto–sustentável, com a própria comunidade arcando os custos de manutenção. Após o pontapé inicial – ensinando as pessoas a usar as ferramentas e como tirar proveito

delas – os agricultores e artesões começaram a vender seus trabalhos pela internet. Jovens da comunidade ainda conseguem usar salas de bate–papo para ensinar espanhol a europeus. A Índia é um país–ícone quando se fala de tecnologia, mas é bom lembrar que também representa uma nação com terríveis índices de pobreza e desigualdade. Hoje, aquele país exporta software e exímios especialistas em tecnologia, cobiçados pelos países ricos e contratados a peso de ouro. Parece incrível, mas os números sociais da Índia são piores do que no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo governo, apenas 0,5% da Índia está conectada à web. Com uma população beirando um bilhão de pessoas, parece muita gente, mas em termos relativos está longe de chegar aos 11% que existe no Brasil, segundo o Ibope/ Netratings. No setor de telefonia, a Índia tem apenas 2,2 linhas telefônicas para cada cem habitantes, em média. Outro exemplo é a Costa Rica, um país com a economia baseada em agricultura. Hoje, exporta mais circuitos integrados (chips) do que produtos agrícolas, uma situação impensável anos atrás. O país carrega o apelido de República do Silício, pois hospeda uma fábrica da Intel desde 1998. Enfim a tecnologia não se resume em equipamento, há necessidade de soluções, acessos às mídias digitais, e ações que resultem numa sustentabilidade da sociedade. Utilizá-la de forma racional é que nos torna diferentes dos animais, devemos pensar a respeito, pois essa grandiosa ferramenta ainda está sendo utilizada como uma arma que não faz barulho, mas machuca não no corpo, mas na alma. (comentários/críticas/sugestões para o e-mail: J_salvini@hotmail.com)

CÂMARA MUNICIPAL DE ALAMBARI

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