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Ano 1 • Edição 7

15 a 30 de junho de 2014

Distribuição Gratuita

Como andar de bicicleta Câmara tenta votar Luos antes do recesso em Águas Claras? Mesmo com a participação popular, por meio de audiências públicas, a parte da Luos que trata de Águas Claras ainda é polêmica. O ponto mais lembrado é a definição clara de áreas residenciais e comerciais.

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Família de Águas Claras já é hexa nesta Copa

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Falta de ciclovias, trânsito caótico e ocupação irregular de calçadas fazem da cidade uma aventura desagradável para quem se desloca de bicicleta. Nenhuma ciclovia planejada para 2014 foi construída.

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Dupla sertaneja da cidade faz sucesso no Centro-Oeste Página 13


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opinião

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Falando Sério

folha de águas claras

José roberto bueno

Palavra Franca Água no Chopp

Cruzamento Vai morrer mais gente Estamos na sétima edição e, desde a primeira, bato na mesma tecla: as autoridades precisam ter mais atenção a determinados trechos de Águas Claras. Depois da morte de duas inocentes no cruzamento da Avenida Vereda da Cruz com a DF 079, o DER foi lá e corrigiu o erro pela metade. Ninguém mais vira, mas a alta velocidade continua. No domingo (8), este carro capotou e foi parar em baixo do viaduto que passa sob a linha do Metrô. Não houve vítima fatal, mas quase. Será que vão esperar morrer mais gente para instalarem um redutor de velocidade na Via?

Inatividade Segundo dados do Portal da Transparência, página eletrônica de prestação de contas do Governo do Distrito Federal, em 2014 a Administração Regional de Águas Claras não gastou ainda nem um centavo em benfeitorias para a cidade. Em contrapartida, foram empenhados mais de R$ 4 milhões na manutenção da própria Administração, com o pagamento de servidores e material de serviço, e R$ 44 mil em eventos culturais e esportivos. Muito se discute sobre o papel e a autonomia das Administrações Regionais. Em algumas cidades, como o Guará, mais de 80% das obras é iniciativa do administrador, e o restante é executado pela Secretaria de Obras e Novacap. Em Águas Claras é o contrário, a Administração tem servido apenas como penduricalho burocrático, gastando mais dinheiro para existir do que é investido em obras para a população. Será que precisamos mesmo de um administrador?

Outro cruzamento perigoso, das Avenidas Vereda da Cruz com a Pau Brasil Sul, foi mostrado na edição número 6 da Folha de Águas Claras. Lá tem placa de “PARE” para todos os sentidos das Vias. Um absurdo que continua como antes. Depois que morrer mais inocentes, o Estado paga indenizações absurdas com o dinheiro do erário e acha que o problema foi apenas uma fatalidade já resolvida. Não, a isso damos o nome de descaso com as vidas alheias. É assassinato cometido por gestores incompetentes! A Administração Regional não responde aos nossos questionamentos; o Detran e o DER também não responderam por que existe a confusão de placas no local. Registrado está.

Arrecadação Se não gasta, a Administração deveria ao menos arrecadar. O órgão não tem concedido autorizações para ocupação de área pública por comerciantes da cidade. Mesmo as ocupações existindo livremente, como as mesas de bar colocadas em calçadas e os quiosques. Ao se negar a autorizar e ao mesmo tempo ignorar a existência das ocupações, a Administração deixa de recolher os impostos e taxas devidos.

Será que há conivência? A Gerência de Arniqueira não tem se preocupado com as invasões em área pública na Vereda da Cruz. Apesar de ciente das irregularidades, não aciona a Agefis como deveria.

Os grupos que estavam se organizando pela internet para jogarem água no Chopp da Copa estão menores. As manifestações seriam contra a corrupção, pela educação e saúde públicas de qualidade, pelo transporte coletivo decente... Um amontoado de reivindicações justas e corretas. Mas estragando a festa, os problemas estarão resolvidos? A resposta é NÃO! Apenas deixaremos de encontrar astros mundiais do futebol nas nossas ruas e praças, porque as delegações se fecharão. Assim, adeus Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e outras estrelas que pisaram em nosso solo e o povo não viu e nem verá mais. Isso é bacana? De jeito nenhum. Vamos receber bem os astros para depois... sim, depois da Copa, mostrarmos nossas caras nas páginas dos jornais, em manifestações e, sobretudo, nas urnas eletrônicas do TSE. Setembro será o momento correto. Durante o Mundial, é colocar o burro na frente da carroça ou trabalhar para políticos de oposição ao governo. Aliás, essas facções políticas estão pagando aos manifestantes para pintarem os rostos e darem a cara à tapa. Não serei manobrado por ninguém. Vou reunir a família e os amigos, curtir os jogos pela TV e viver o Mundial de futebol tomando uma cervejinha e comendo uma suculenta picanha - com a minha casa toda decorada de bandeiras verde e amarela. Se der, tirarei uma foto com um dos meus ídolos num ponto turístico qualquer de Brasília. Se não for possível, tudo bem. Mas um dia meus netos verão no álbum de fotografia um exemplo de alegria e patriotismo. Quero deixar registrado também, no mesmo álbum de família, minha atuação na urna biométrica. Lá eu também quero ser exemplo positivo, segundo minha visão de mundo. Carlos Raimundo Dias Morador de Águas Claras

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cidade

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Câmara tenta votar Luos antes do recesso Mas ainda existem polêmicas da LUOS em Águas Claras, apesar das audiências públicas realizadas

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oradores e empresários voltam a ter esperança quanto às regras para a ocupação da área urbana no Distrito Federal. A Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) deverá ser votada em junho. Além de critérios como a altura máxima que edifícios podem ter em cada cidade no DF, a proposta da lei é corrigir problemas que algumas regiões enfrentam, por causa de normas irregulares que se encontram em vigor, além de garantir a qualidade de vida em áreas residenciais e impulsionar a economia local de forma mais proveitosa. Com a vigência da Luos, a ocupação e uso do solo ainda disponível no DF seguirá diretrizes harmônicas tanto para a implantação de áreas residenciais, quanto comerciais. Novos negócios que incomodem moradores de áreas residenciais só poderão ser instalados em locais voltados para o comércio. Mesmo com a participação popular, através de audiências públicas, a parte da Luos que trata de Águas Claras ainda é polêmica. O ponto mais lembrado nas reuniões é a definição mais clara de áreas residenciais e comerciais. A abertura de empresas em prédios originalmente comerciais, ou os prédios mistos, tem causado problemas para os habitantes, principalmente onde existem bares e restaurantes. Outra demanda

importante é a quantidade de prédios abandonados na cidade, a maioria por cooperativas habitacionais falidas. Por serem lotes privados, o poder público não pode demolir ou ocupar os espaços. Hoje, os esqueletos são chamarizes para a prática de crimes e o uso de drogas. A população também pede que alguns aspectos do projeto original deveriam ser resgatados pela Luos, como as áreas verdes e praças, hoje substituídas por estacionamentos informais. Em uma carta de propostas, a Associação de Moradores do Setor Vertical chegou a elencar propostas específicas para o setor, como o aumento da poligonal do Parque Águas Claras, e a manutenção da área destinada ao Parque Central. Área de convivência paralela à linha do metrô, no centro do Setor Vertical. O documento ainda prega a manutenção do gabarito original para as próximas construções (máximo de 12 andares) e a permanência dos lotes institucionais com as Secretarias de Educação, Saúde e Segurança. As sugestões não foram incorporadas ao projeto de lei, mas poderão ser objeto de emenda parlamentar. A votação da Luos gera grande expectativa, principalmente entre as empresas de construção civil. Sem a votação da lei e com o Plano Diretor de Planejamento Territorial parcialmente considerado inconstitucional, não há le-

gislação vigente no Distrito Federal para a aprovação de alvará de construção. O alvará de construção é um documento fundamental, já que atesta a capacidade técnica de realização da obra e a adequação do projeto à legislação. Para a urbanista Hilma Amaral, o cuidado na emissão do Alvará de Construção pode garantir a segurança durante e depois da obra. “Entre as muitas situações capazes de oferecer risco às pessoas, uma se revela especialmente perniciosa por seu caráter oculto – as estruturas, fundações e instalações prediais das edificações. Quando se analisa um projeto com vistas à sua aprovação, verifica-se o atendimento aos parâmetros urbanísticos e arquitetônicos. Uma vez aprovado, a obra deve receber

o Alvará de Construção, documento que autoriza a sua execução. Cabe ao poder Público se aparelhar, esclarecer e cobrar, de modo a minimizar os enormes riscos envolvidos no processo”, diz ela. O projeto apresentado pelo GDF está provocando embates entre os interesses dos governos e da oposição. Outra vez, deputados contrários a algumas propostas inseridas no projeto estão apresentando emendas alterando o texto apresentado, o que pode configurar novamente “vício de iniciativa”. Outra dificuldade do governo para a votação da matéria é que estamos praticamente durante a campanha eleitoral, o que pode demandar dificuldades na negociação com a própria base governista, insatisfeita com a falta de aten-

dimento dos seus interesses por parte do governo. Da oposição, independente do interesse da população na aprovação da Luos, não se espera qualquer gesto de boa vontade para analisar e votar o texto como foi apresentado. Enquanto isso, nem mesmo o governo pode construir. Obras de reforma e construção de espaços públicos também aguardam definição legal. A falta de legislação tem provocado enormes prejuízos ao segmento da construção civil. Os empresários reclamam que o prejuízo pode ser maior ainda porque está havendo uma desaceleração do preço dos imóveis, e quando os novos empreendimentos ficarem prontos a redução da demanda vai provocar a consequente redução dos preços.


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copa do mundo

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Arraiá dos Hexas

Com 14 pessoas com 6 dedos, família organiza festa junina para ver o jogo do Brasil

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Copa do Mundo reforçou em uma família de Águas Claras o orgulho por uma característica que a torna peculiar: dos 24 integrantes, 14 nasceram com seis dedos nas mãos e nos pés. Apaixonados por futebol, eles organizaram uma festa junina embalada pelo torneio na próxima segunda-feira (23), quando a Seleção Brasileira enfrenta Camarões no Estádio Nacional Mané Garrincha. "Nós já somos hexa. O Brasil é que precisa correr atrás de nós", brinca a aposentada Silvia Santos. A festa, que acontecerá em um condomínio do Setor Vertical de Águas Claras, foi batizada de "Arraiá dos Hexas". Brincalhões, os familiares dizem que os "pentas" do grupo também serão convidados porque representam o número atual de títulos mundiais do Brasil. A ideia é que todos usem camisetas com estampas bordadas com a figura de uma mão com 6 dedos e, de alguma forma, transmitam juntos boas energias para o time de Neymar e cia. O primeiro da família a apresentar polidactilia (mutação genética que leva uma pessoa a nascer com dedos a mais) foi o patriarca, Francisco de Assis Carvalho da Silva, pai de Silvana. Advogado e músico, ele ajudou a fundar o Clube do Choro de Brasília e sempre viu na situação um motivo de honra. Por causa disso, ganhou o apelido de "Six". Dos cinco filhos, quatro herdaram a característica. "Tenho três filhos, e só o mais velho [Eduardo] é que não tem [6 dedos]. Quando levei minha filha [Ana Carolina] para tirar os do pé, porque para colocar sandalinha complicava um pouco, Dudu pediu para guardá-los para colocar na mãozinha dele. Ele tinha 5 anos e se sentia excluído". Apesar das "excentricidades", a família garante que o dedo so-

foto: Vianey Bentes/TV Globo

programar para assistir a partidas do torneio no Mané Garrincha e diz que adorou a experiência.

Alteração genética

bressalente não atrapalha nenhuma atividade. A diferença fica mais evidente na hora de posicionar os membros para fazer coisas mais precisas, como escrever – em vez de o lápis e a caneta ficarem entre o polegar o indicador, eles dividem a mão com dois dedos de um lado e quatro do outro. A pequena Maria Morena sonha em aprender a tocar piano e acredita que pode levar vantagem por ter dedos a mais. "Eu acho bem mais legal ser assim, consigo pegar mais coisas, tenho mais possibilidades", diz. "Só não gosto quando as pessoas ficam querendo toda hora ver e ficar contando [para os outros]. Eu falo para eles: 'Vocês têm cinco e eu, seis'. Acho estranho olhar as mãos deles e ver que eles têm menos." Também mãe de duas crianças com polidactilia e neta do músico "Six", a veterinária Mariana Sousa afirma que as conversas com a coordenação da escola

dos filhos renderam até um novo método para ensinar as diferenças entre as pessoas. Na sala de Pedro, de 12 anos, já não é mais consenso que todos têm dez dedos nas mãos e nos pés. "O legal é que a gente viu uma mudança na escola também. A professora do Pedro parou de falar que, juntas, as mãos formam uma dezena, porque para ele não funcionava", destaca a veterinária. Mariana afirma ainda que, fora da escola, é difícil as pessoas notarem que ela ou os filhos têm seis dedos. O mais novo, Arthur, de 1 ano e 5 meses, apresenta a mutação

Festa e futebol Brincalhões, os familiares decidiram juntar as comidas típicas de junho à passagem da seleção brasileira pela cidade para realizar o "Arraiá dos Hexas" e convidar os familiares que são "pentas". Vestidos de verde, amarelo e azul,

os "hexas" afirmam confiar no desempenho da Seleção ao longo da Copa e se dizem felizes com a realização do evento no Brasil. "Não é legal ver a interação entre tanta gente diferente, uma interação bonita? Você ver que, na porta do estádio, as torcidas se cumprimentam, a rivalidade é só em campo. Ou, então, ver os japoneses limpando o estádio [após perder por 2 a 1 para a Costa do Marfim na Arena Pernambuco, no Recife, no primeiro dia da Copa], aprender com os outros. É legal sentir esse clima, ver a cidade colorida", ressalta a aposentada Silvia. O filho mais novo dela, João, de 15 anos, é goleiro e conta que teve a mesma sensação ao ver suíços e equatorianos se divertirem antes do início da primeira partida do grupo E e da própria estreia do Mané Garrincha no Mundial, no último domingo. Ele foi o único membro da família a se

De acordo com a coordenadora de Doenças Raras da Secretaria de Saúde do DF, Maria Terezinha de Oliveira Cardoso, a polidactilia é a mais frequente entre as malformações. A alteração genética está ligada à hereditariedade e, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não há fatores externos que possam desencadeá -la. O mais comum é que a pessoa nasça com apenas um dedo a mais em cada membro. Embora geralmente os dedos a mais funcionem bem, a cirurgia para extraí-los costuma ser recomendada. O tratamento é oferecido pela rede pública do DF, mas a mudança não chega nem a ser cogitada pela família. Refutando a ideia de “defeito”, a aposentada Silvia afirma que a característica realmente dá muito orgulho aos hexas. Ela diz ainda que recebeu de um médico uma proposta para passar por mapeamento genético, mas que recusou por medo de que os filhos ficassem complexados sem necessidade. "Aqui, quando vai nascer bebê e fazem ultrassonografia, a pergunta não é se é homem ou mulher. Queremos saber se tem cinco ou seis dedos", brinca. Filho mais novo de Silvia, João afirma que os dedos a mais o ajudam bastante como goleiro. O garoto de 15 anos contou com a ajuda da mãe para improvisar as luvas: eles compraram dois pares, um de boa qualidade e outro mais simples. No que era melhor, fizeram furos para poder acomodar o membro sobressalente e depois costuraram um dedo recortado do par de luvas de qualidade inferior. Com informações do G1


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Cidade cheia de turistas brasileiros Muita gente está vindo para Águas Claras durante o período da Copa. Além dos hotéis, casas de amigos e parentes estão lotadas

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entenas de turistas brasileiros vieram para Águas Claras para se hospedar na rede hoteleira local ou em casas de parentes, durante a realização da Copa do Mundo de Futebol. Ficaram bem impressionados com a limpeza do Setor Vertical, das obras desnecessárias e reclamaram do trânsito caótico para ir e vir ao Plano Piloto. O maior ponto positivo destacado pelos visitantes ficou por conta da iniciativa privada. Todos elogiaram o comércio aquecido, a variedade de produtos oferecidos e os restaurantes luxuosos. Como ponto negativo, citaram a diferença de tratamento por parte da iniciativa pública aos setores horizontais, em especial ao Areal. “Estou indignado. Enquanto vemos uma cidade vertical bem cuidada, a poucos metros existe um lugar abandonado. Parece uma favela desprovida de atenção dos administradores”, disse um dos entrevistados. A Folha de Águas Claras entrevistou várias pessoas e separou esse grupo da região sudeste.

“Impressionante esse lugar. Aqui substituem guias onde não precisa. Deve estar sobrando recursos públicos. Só pode. O trânsito caótico é o ponto negativo. Acho que que é um lugar seguro porque não vi bandidagem. É bonito e se encontra de tudo. Vou voltar. Águas Claras deixou saudades. Obrigado, Brasília”, despediu-se.

“Águas Claras é uma cidade fantástica. Depois de aposentado, viajo muito por todo o Brasil e sei o que é bom. Aqui é ótimo. O comércio diversificado me surpreendeu; a limpeza do Setor Vertical também é ponto de destaque. O Metrô é fantástico e o povo foi receptivo ao nos dar informações. Gostamos muito daqui. Vamos voltar em breve”, disse.

“Não é a primeira vez que venho para Águas Claras. Minhas netinhas moram aqui, mas desta vez vim, principalmente, por causa da Copa. Valeu a pena porque a cada vez encontro mais prédios construídos, mais comércio em funcionamento e minhas netas mais bonitas. Adoro vir para cá. Essa cidade é fantástica”, elogiou.

Vera Lúcia

Lucas Portilho

Primo Júnior

Maria Cecília

“Encontramos livrarias interessantes. Os restaurantes são divinos e o comércio bastante diversificado. Achei ruim o trânsito para ir e voltar ao Estádio Nacional. O Metrô foi a solução encontrada pelo grupo. Os supermercados daqui são ótimos, mas os preços dos produtos estão acima do que pagamos no interior paulista. Deve ser o preço Copa”, brincou.

Antonio Carlos Cucolo

“Trouxe uma bicicleta apra pedalar em Águas Claras e não dar trabalho para meus anfitriões. Mas, senti dificuldade em me descolar entre os carros. Me perdi várias vezes na cidade, por falta de sinalização. Mesmo assim, achei a cidade muito bonita e prática, pena que falte estrutura para quem quer conhecer Águas Claras à pé ou de bicicleta. O Parque é fantástico”.

Sérgio Nicoletti

“Ficamos hospedados no Setor Vertical. Lugar limpo, organizado e ao lado do Parque. Mas na região periférica de Águas Claras encontramos abandono. Estou indignado com o Areal. Enquanto vemos uma cidade vertical bem cuidada, a poucos metros existe um canto abandonado. Parece uma favela desprovida de atenção do Estado”, indignou-se.

Denise Garbim

“Esta foi a primeira vez que viemos para Águas Claras. Ficamos em Arniqueira. Lugar tranquilo, silencioso e tem muita gente boa. Adoramos o lugar. No Setor Vertical vimos muita gente nas ruas e um ótimo comércio. Os moradores são jovens e bonitos. Tive a oportunidade de conhecer a Universidade Católica. Fiquei bem impressionada”, disse.


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cidade

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Avenidas Sibipiruna Fiscalização de trânsito intensificada na Copa e Jacarandá têm sentido único

A As avenidas Sibipiruna e Jacarandá, avenidas de acesso ao Areal, tiveram modificação no sentido de tráfego. A alteração torna as vias que antes possuíam sentido duplo em vias de sentido

único: a Avenida Sibipiruna terá sentido único para o Areal, enquanto a Jacarandá será usada para quem se desloca no sentido Areal – Setor Vertical de Águas Claras.

Reforma de R$ 2,3 milhões na estação Arniqueiras O governo do GDF vai investir R$ 2,3 milhões na reforma da estação do metrô de Arniqueiras, em Águas Claras. Entre as benfeitorias estão a instalação de escadas rolantes, obras de acessibilidade, para adequação à legislação atual, e ampliação física da área operacional. A licitação foi publicada nesta segunda-feira (9) no Diário Oficial

do DF. Prisma Serviços Especializados foi a empresa que venceu e irá executar os serviços, que poderão ter duração de um ano após a liberação do alvará. As obras não atrapalharam o funcionamento da estação. Segundo o GDF a estação Concessionárias também deverá passar pela mesma reforma em breve.

s fiscalizações para flagrante de condutores alcoolizados serão intensificadas durante a Copa do Mundo em todas as regiões administrativas do Distrito Federal. Serão feitas, diariamente, quatro operações, com o emprego de oito viaturas do Detran. Outras 40 farão fiscalização de vias urbanas e estacionamentos.

De acordo com o órgão, 80 agentes trabalharão em cada um dos três turnos nas fiscalizações. O órgão, além de atuar ostensivamente, fará ações educativas. Nessse período de festividades, em que muitos torcedores utilizarão bebida alcoólica, o órgão lembra que é proibido combinar álcool e direção de veículos, o que ajuda a preser-

var a paz no trânsito. Foram reservadas, junto ao Denatran, as placas com as iniciais P A Z para o emplacamento de veículos do DF. Os primeiros emplacamentos já aconteceram e cerca de 2 mil veículos estão circulando com a mensagem de "PAZ". Quase 10 mil condutores levarão em suas placas um apelo à convivência pacífica e ao respeito às leis de trânsito.

Detran cria prova eletrônica para candidatos especiais Após cinco meses de testes, o Detran disponibiliza prova eletrônica para candidatos com surdez em Libras. De acordo com o diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação, Ronie Alessandro Lima Diniz, o novo formato de prova começou a ser elaborado em janeiro deste ano e buscou incluir digitalmente os candidatos surdos. “Nós tentamos fazer o exame como o do sistema convencional, mas para os candidatos especiais é necessário os textos em Português e Libras. Antes, os candidatos fi-

cavam confusos e pediam informações aos examinadores, que poderiam ter interpretações diferentes. Hoje, não. Com os vídeos fica mais fácil, pois há uma única orientação, aumentando a assertividade das questões”, ressalta. Com a prova em formato digital, a expectativa é diminuir o tempo de execução e aumentar o número de candidatos no certame. Após o período de testes no Detran Sede, as unidades de Taguatinga, Sobradinho, Gama e 906 Sul também poderão oferecer o exame virtual.

De acordo com a gerência de habilitação, há uma sala com 20 terminais disponíveis para receber os candidatos especiais no Edifício Sede do Detran. A avaliação tem 40 questões, selecionadas aleatoriamente a partir de um banco de dados com 500 itens, e é dividida por cinco conteúdos – Legislação de Trânsito, Direção Defensiva, Noções de Primeiros Socorros, Noções de Proteção e Respeito ao Meio Ambiente de Convívio Social no Trânsito e Noções de Funcionamento do Veículo.


política

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Um pioneiro para defender a cidade Gerônimo Filho é pré-candidato a deputado distrital

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mineiro Gerônimo Filho tem o sonho de representar a cidade na Câmara Leislativa. Pré-candidato a deputado distrital pelo PPL (Partido da Pátria Livre), Gerônimo não é neófito na política: já foi candidato a deputado distrital e até a senador nas eleições de 2010. Batalhador e visionário, ele acredita que pode fazer a diferença num meio contaminado pela corrupção e ineficiência. Disposição, garante que tem - acorda todos os

dias às 6h e dorme às 11 da noite, tempo gasto em parte com sua imobiliária e outra parte com a política. Por que o sr. decidiu sair candidato a deputado distrital novamente? - Porque fui criado em Brasília, sou brasiliense de coração. Milito na política desde os movimentos estudantis da minha época colegial. Portanto, tenho interesse em auxiliar a população do DF nos seus

diversos anseios. Desde quando o sr. milita na política? -Estrei na política na década de 80, com a corrida para as organizações partidárias, onde tudo teve início por aqui. A primeira eleição do DF aconteceu em 86 para Deputado Federal e Senador. Fui candidato na primeira vez em 2002 para depuado distrital. Em 2010, saí candidato ao Senado Federal pelo partido PSL. Hoje, defendo o PPL como candidato a deputado distrital. Qual a bandeira da campanha? - A defesa da igualdade social. Como membro do segmento imobiliário do DF, tem alguma

bandeira específica para a categoria? - Claro! Se eleito, serei um representante da categoria, porque conheço bem as dificuldades e reivindicações de quem vende imóvel no Distrito Federal, em especial aqui em Águas Claras. Por isso, tenho trabalhado pela união dos corretores em torno de candidaturas próprias. Para o leitor entender, qual a ideologia do seu partido, o PPL? - O PPL defende o socialismo científico, que vem a ser a distribuição de renda e a inclusão do ser humano no setor educacional e social, facilitando a geração de emprego e renda.

O sr. se apresenta com um candidato com a proposta de fazer diferença na política. O que poderia ser essa diferença? - O povo não aguenta mais ver e ouvir sobre corrupção na política e no governo. A classe política está desacreditada por culpa própria. Uma das minhas propostas seria transformar a corrupção em crime hediondo. Usar dinheiro público, fruto dos impostos pago pela sociedade em benefício próprio deve ser penalizado com rigor. E os julgamentos precisam ser mais céleres, porque, da forma demorada que acontece hoje, ninguém tem medo de praticar o crime.


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mobil

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Como andar de bicicleta em Águas Claras? Falta de ciclovias, trânsito caótico e ocupação irregular de calçadas fazem da cidade uma aventura desagradável para quem se desloca de bicicleta

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deslocamento de bicicleta pela cidade é uma alternativa saudável e benéfica, tanto para o ciclista, quanto para o funcionamento da urbes. Quem pedala tem uma saúde física e mental melhor, economiza por não pagar passagem ou abastecer veículos, e ainda conhece melhor a cidade. Por ser um veículo barato, não poluente e ágil, a bicicleta é uma excelente opção para substituir os veículos motorizados. Principalmente em cidades planas e com residências, comércios e serviços concentrados em uma pequena área, as características de Águas Claras. Uma cidade fundamentalmente vertical, cortada pela linha do metrô, com shoppings, lojas, bares e restaurantes bem próximos de onde as pessoas vivem, fariam de Águas Claras uma cidade ideal para o deslocamento por bicicleta. O problema é que a cidade não tem espaço para os ciclistas, principalmente os que usam a bicicleta não apenas para o lazer ou condicionamento físico, mas a usam para ir de um lugar a outro. Existem duas ciclovias em Águas Claras. Uma ao longo da Estrada Parque Vicente Pires, mas sem ligação para quem entra na cidade, nem por Arniqueira, tampouco pela avenida Vereda da Cruz. E outra ciclovia dentro do Parque de Águas Claras, que o propósito não é o deslocamento urbano. Na cidade, os ciclistas encontram dificuldade para se deslocar, por conta das vias apertadas e do trânsito intenso, e para parar as bicicletas, já que poucos estabelecimentos têm o paraciclo vigiado, os equipamentos para prender as bicicletas com segurança. Ao lado dos ciclistas apenas o Metrô, já que os ciclistas podem entrar nos trens com suas bicicle-

tas. Normalmente, o ciclista faz o trecho mais longo de sua viagem de metrô e os mais curtos de bicicleta, como os deslocamentos de quem trabalha no Plano Piloto, por exemplo. "Águas Claras é uma cidade satélite estrangulada. É complicado para quem anda a pé, de carro ou de bicicleta. É preciso mudar a mentalidade dos gestores. A bicicleta pode ser uma excelente aliada para diminuir a poluição ambiental, melhorar a qualidade de vida e minimizar o caos no trânsito. Precisamos de ciclofaixas em todo o Distrito Federal e mais campanhas educativas pedindo respeito aos ciclistas. Precisamos de políticos visionários e gestores competentes" desabafa Luciano Lima, jornalista e voluntário da OnG Rodas da Paz. Em 2012 o Governo do Distrito Federal anunciou que retomaria

o projeto Pedala DF, idealizado no governo Arruda, que pretendia construir até este ano 600 quilômetros de ciclovia em várias cidades do DF, inclusive Águas Claras. Duas grandes ciclovias urbanas estavam previstas para a cidade. Uma ao longo das principais vias de Arniqueira, e outra no Setor Vertical, acompanhando o traçado das grandes avenidas e prevendo a integração com o metrô. Além disso, duas ciclovias, uma na EPTG e outra na EPNB seriam integradas à existente da EPVP, para quem prefere os grandes percursos. Nenhuma delas saiu do papel. Com investimento previsto de cerca de R$ 130 milhões, o GDF construiu ciclovias em diversas cidades próximas, como o Guará. Segundo a Administração Regional, não há previsão para a construção de ciclovias na cidade este ano. O GDF confir-

O mapa divulgado pelo GDF em 2012 mostrava que as ciclovias de Arniqueira e do Setor Vertical seriam entregues em 2014. Até o momento não há sinal de obra e a Administração Regional não sabe informar se haverá licitação ainda este ano ma que mais 433 km já foram entregues e 171 estão em processo de conclusão em diversas regiões adminsitrativas, com exceção de Águas Claras.

Outra solução

“Pedalar em Águas Claras é difícil. A única opção é no parque, mas lá o movimento é grande e podemos causar acidentes. A nossa melhor opção é pedalar fora da cidade, no Park Way ou no Plano Piloto, onde existem várias opções para atletas”, conta a professora Daniela Cunha Rodrigues.

Há quem defenda outra solução: as vias compartilhadas, ou ciclorotas. Nessa fórmula, as bicicletas seriam integradas ao trânsito de carros, com uma faixa preferencial. Assim, apenas a sinalização das ruas, a redução da velocidade permitida para os veículos motorizados e uma ampla campanha de conscientização seria possível implantar uma grande rede de rotas para bicicletas. O presidente da OnG Rodas da Paz Jonas Bertucci conversou com a Folha de Águas Claras (leia entrevista ao lado) e destacou que se a bicicleta for adequadamente inserida como elemento da vida cotidiana da população, ela pode também auxiliar o combate a violência no trânsito – reduzindo o

número de mortos e feridos. Além do investimento público, é preciso que os estabelecimentos comerciais e os prédios residenciais também estejam preparados para receber o ciclista. Alguns espaços chegam a impedir que as bicicletas sejam amarradas na área externa, como o Shopping Águas Claras. Segundo noticiado pela OnG Rodas da Paz, diversos clientes e funcionários do Shopping informaram que o acesso às suas instalações por bicicleta era proibido, além de não contar com um bicicletário para receber os ciclistas. A Rodas da Paz entrou em contato com a Administração do Shopping e enviou ofício em outubro, notificando os relatos recebidos e sugerindo que a Administração revise esta decisão, já que a bicicleta tem sido uma das mais importantes soluções de mobilidade nas grandes cidades. O shopping não retornou a OnG e nem os contatos da Folha de Águas Claras.


lidade

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Rodas da Paz acredita na mobilização

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á muito pouco espaço para se deslocar de bicicleta em Águas Claras, a não ser na EPVP e no Parque de Águas Claras, não há nenhuma ciclovia na cidade. Pelo contrário, o que se pode ver são poucos ciclistas se arriscando no trânsito, junto com os pedestres, já que as calçadas também são escassas e é comum estarem interditadas por lixeiras, postes e contêineres. O presidente da OnG Rodas da Paz Jonas Bertucci discutiu algumas questões sobre mobilidade por bicicletas com a Folha de Águas Claras. A sensação é que a cidade, mesmo sendo nova, não foi pensada para quem pretere o carro. Como Águas Claras chegou nesta situação? Desde seu início, Águas Claras é marcada pela falta de planejamento urbano, conivência do poder público com o avanço desordenado sobre

o espaço, conduzido pelo setor imobiliário especulativo e pela falta de planejamento sério sobre deslocamento de pessoas na cidade, principalmente a pé e de bicicleta. O governo fez algo para mudar isso? Não temos uma análise específica sobre a questão urbana de Águas Claras para poder responder essa questão, no entanto, o sentimento a partir da experiência com os últimos governos é que há pouco interesse do poder público nesse sentido. Investimento público pode reverter a situação? Talvez, se (o dinheiro público) for aplicado na forma correta e associado a ações governamentais robustas e sérias de ordenamento territorial, de educação no trânsito e desestímulo ao uso cotidiano do automóvel. Para citar um exemplo:

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Diretoria da OnG Rodas da Paz incentiva a organização das pessoas para pressionar o governo a criar estrutura necessária para os deslocamentos de bicicleta parece perfeitamente viável realizar políticas de moderação de tráfego na região, acalmando o trânsito e reduzindo os limites de velocidade. Uma ação ampla para tornar a rua mais pacífica e segura, com fortes campanhas educativas, permitiria, rapidamente e sem a necessidade de grandes obras, que houvesse um aumento significativo do trânsito de pessoas a pé e de bicicletas em Águas Claras. Quais as sugestões da Rodas da Paz para a mobilidade por bicicleta em Águas Claras? Não temos uma proposta es-

pecificamente para Águas Claras. O que temos como proposta são orientações gerais para condução das políticas públicas associadas ao tema da mobilidade urbana no DF, com foco especial para a bicicleta, de maneira que sejam eficazes. Vale reforçar que uma questão que prezamos muito é a participação social. Logo, a participação de organizações locais para ajudar a pensar e planejar estas intervenções junto com o poder público seria algo bastante positivo. Como os moradores podem colaborar para que os projetos sejam

implantados? Há várias maneiras de colaborar. No longo prazo, sugerimos organizar um coletivo, talvez um Fórum de Mobilidade local, ou seja, um espaço para reunir Grupos de pedal e outras pessoas e entidades com algum tipo de atuação sobre a questão urbana de Águas Claras, seja presencial ou virtualmente. As reivindicações construídas coletivamente neste grupo podem servir tanto, em tempos de eleições, para pautar os candidatos, quanto para pautar este e os próximos governos.


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política

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Conheça um pré-candidato de Águas Claras C

leber Monteiro Fernandes, Ex-Diretor Geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Pós-graduado em Gestão de Segurança Pública e Defesa Social e também em Polícia Judiciária. Nascido em 1960 na cidade do Rio de Janeiro, mudou-se com seus pais para Brasília em 1970, indo residir inicialmente na Asa Norte e depois no Guará. Durante a adolescência trabalhou no Banco do Brasil, no Banorte e no ECAD. Em 1981 ingressou no Centro Universitário do Distrito Federal (UNIDF) onde cursou a faculdade de Direito. Em 1982 foi aprovado no concurso público para Agente de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal, tendo trabalhado em diversas delegacias circunscricionais e na Delegacia de Homicídios. Em 1986 concluiu o curso de Direito e foi aprovado no concurso para Delegado de Polícia tendo tomado posse em março de 1987. Trabalhou como Delegado cartorário e assistente em diversas unidades da Polícia Civil, tendo chefiado a Quarta Delegacia do Guará, a Décima Segunda Delegacia de Taguatinga, o Departamento de Policia Circunscricional, a Corregedoria Geral de Polícia e a Direção Geral da Polícia Civil. É Pós Graduado em Polícia Judiciária pela Aca-

demia de Polícia Civil do Distrito Federal e em Gestão de Segurança Pública e Defesa Social pela União Pioneira de Integração Social. Entre diversas medalhas e condecorações considera a mais importante o título de Cidadão Honorário do Distrito Federal outorgado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal Participou da implantação do premiado Projeto Liberdade que utiliza a mão de obra de presos em regime semi-aberto para a limpeza das cidades, concebido pelo Deputado Distrital Alírio Neto. Possibilitou como Diretor Geral da Polícia Civil a implantação do Projeto Pró-vítima da Secretaria de Justiça. Na Direção Geral da Polícia Civil implantou projeto de acolhimento da criança e da mulher vítimas de violência. Cleber Monteiro é pré-candidato a Deputado Distrital pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Dentre suas bandeiras estão a regularização total de Arniqueira e Areal, a implantação de uma Delegacia de Polícia no Setor Vertical da cidade e de pelo menos uma escola pública de período integral, creche e do Hospital Regional de Águas Claras (HRAC). Esporte preferido de Cleber Monteiro é o motociclismo. Ele faz parte do Motogrupo Skolados do Asfalto.


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cidade

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Metrô com operação especial na Copa O Metrô está funcionando em esquema especial durante os jogos da Copa do Mundo em Brasília. Nos dias 19, 23, 26 e 30 de junho e 5 e 12 de julho haverá um reforço no número de trens nos horários das partidas na capital. Nas 4 horas que antecedem os jogos, a operação será realizada com 24 trens, com intervalo de 3 minutos nas estações do tronco (de Central a Águas Claras). Durante as partidas, no

período de duas horas, serão 16 trens em operação com intervalo de 5 minutos, com exceção do dia 23 de junho, quando pode chegar até 24 trens, por coincidir o horário do jogo com o horário de pico. Até 3 horas após o término dos jogos, a operação será realizada com 24 trens, com intervalo de 3 minutos nas estações do tronco, com redução gradativa da frota conforme a demanda de usuários.

Juizado especial no Areal A

equipe do Juizado Itinerante visita várias regiões do DF para atender a população interessada em ingressar com demandas do Juizado Especial Cível. Na quarta-feira (25), o ônibus do Juizado vai estar no areal, em frente ao CAIC. O atendimento é realizado, sempre, das 14h às 18h. No Juizado Itinerante, o atendimento é rápido, fácil e gratuito. No primeiro contato, o problema é relatado e após um prazo médio de 30 dias o ônibus volta ao local para realizar as sessões de conciliação. Nos casos em que não há acordo, as partes seguem para as audiências com o juiz. No caso de acordo, a cópia da homologação pelo juiz é obtida no mesmo dia. O Juizado Itinerante, que recebe causas no valor de até 40 salários mínimos, resolve questões como: cobranças, despejos, indenização por inclusão do nome no SPC e na Serasa e outros prejuízos. As causas no valor de até 20 salários mínimos

dispensam a presença de advogado. Vale ressaltar que as causas trabalhistas, de família, reclamações contra o Estado (Distrito Federal, autarquias e empresas públicas), assim como ações envolvendo crianças e adolescentes, heranças, falências e causas criminais não podem ser resolvidas pela Justiça Itinerante.

Como funciona No primeiro contato com o Juizado Itinerante, os cidadãos são atendidos para a elaboração das petições iniciais e, no prazo aproximado de 30 dias, a unidade móvel retorna ao mesmo local para a realização das sessões de conciliação. No dia designado para a audiência, é tentada, primeiramente, a conciliação entre as partes. Caso não haja acordo, é realizada, imediatamente, a audiência de instrução e julgamento e, na maioria dos casos, as partes já saem do ônibus com a sentença nas mãos.

Defensoria Pública atenderá em horário diferenciado na Copa Durante a Copa do Mundo, nos dias de jogos da Seleção Brasileira e nos dias de jogos em Brasília, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) funciona em regime diferenciado. Exceto para o plantão da DPDF, os horários de funcionamento, tanto na sede quanto nos núcleos do órgão. Nos dias 26 e 30 de junho, não haverá expediente, em função dos jogos no

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O veículo da Defensoria Pública Itinerante será posicionado nas proximidades da Torre de TV nos dias de jogos em Brasília. O atendimento imediato será ofertado aos assistidos que buscarem a equipe multidisciplinar da DPDF, para orientação quanto à solução de pequenas demandas, e atuará principalmente no aten-

dimento às vitimas que sofrerem qualquer ato de discriminação racial. Esse compromisso faz parte da parceria firmada com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. O Núcleo Plantão da DPDF funcionará normalmente no Fórum Desembargador Milton Sebastião Barbosa, Térreo, Bloco B, Ala A. Os principais casos atendidos pelo Nú-

cleo de Plantão são as ações de pedido de UTI nos hospitais, habeas corpus, liberdade provisória, revogação de prisão cível quando o cidadão já pagou os alimentos e continua preso por algum motivo, liberação de corpo para sepultamento, autorização de viagem de menor ao exterior e demais casos de natureza urgente.


cultura

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Inquietação

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adriana caitano

Verde e amarelo o ano inteiro Quando eu era mais novinha, achava a época de Copa do Mundo mágica. Parecia que o planeta estava todo se tornando verde e amarelo. As casas, as ruas, as lojas, as roupas, tudo se transformava para aquelas semanas em que o país parava para ver a seleção canarinho em campo. E eu adorava procurar alguma peça de roupa naquelas cores para entrar no clima também. Este ano, todos devem ter percebido que o país custou a vestir a camisa. O primeiro lugar em Águas Claras que vi enfeitado não faz nem um mês, era um condomínio na Avenida Vereda da Cruz com umas duas bandeiras na entrada. Olha que moro por aqui há muitos e muitos anos e já vi essa região mais animada para uma Copa. Mas essa demora não é

Pode entender isso ao pé da letra ou no sentido figurado. Tanto faz. Volte a fita aí e veja se você aprecia a culinária típica de nossos heterogêneos estados ou só paga pequenas fortunas em pratos estrangeiros; se passa as férias conhecendo nossas belezas naturais ou só aceita fazer compras em Nova York; se assiste aos filmes feitos por aqui, nem que seja para incentivar a arte, ou ainda acha que são todos pornográficos; se lê livros de autores nacionais ou compra apenas as trilogias de escritores americanos. E, principalmente, se procura bons exemplos de canções brasileiras para ouvir ou é do clube que repete o coro do “hoje em dia só tem porcaria” e só escuta música gringa. Nada contra quem se vestiu de

Nada contra quem se vestiu de verde e amarelo agora, coloriu a rua, o carro e o cachorro. Só queria propor um desafio: que tal ser brasileiro de verdade todo o tempo, de segunda a sexta, de janeiro a dezembro, todos os anos? exclusiva da nossa cidade. O Brasil inteiro anda meio reticente, desconfiado, com um pé – ou até dois – atrás. E não é só por causa do futebol, não. O povo quer mais do que um mega evento, quer sentir orgulho de seu país sempre. Como disse, eu sempre adorei ver a cidade verde e amarela nessa época e até sinto falta de ver o meio fio e os muros das casas todos pintados. Mas desta vez ando pensando muito sobre essa mania que nós temos de vestirmos a fantasia de nacionalistas só de quatro em quatro anos. Seja sincero, em que outro momento você bate no peito e canta o hino nacional?

verde e amarelo agora, coloriu a rua, o carro e o cachorro. Só queria propor um desafio: que tal ser brasileiro de verdade todo o tempo, de segunda a sexta, de janeiro a dezembro, todos os anos? É para provar que nós temos mais motivos para nos orgulhar do nosso país que eu e minha irmã Andressa lançamos no nosso blog “Música Pra Sorrir Brasileira” a campanha “Sou Brasileiro o Ano Inteiro”. Porque amar o lugar em que você vive é ajudá-lo a crescer e valorizar o que nele há de melhor. *Adriana Caitano é jornalista, coach e tem muito orgulho de morar em Águas Claras e ser brasileira adriana@folhadeaguasclaras.com.br

Dupla sertaneja da cidade faz sucesso no Centro-Oeste

U

m casal de músicos, residentes em Águas Claras há mais de cinco anos no Setor Vertical da cidade, vem conquistando o público de toda a região Centro-Oeste com repertório ligado às raízes do Cerrado brasileiro. Ronie Maikel Vilela (Ronny) é nascido em Taguatinga e Roberta Figueiredo Marques dos Santos no Plano Piloto. São casados há 12 anos. Com estilo moderno, a dupla sertaneja atinge pessoas de todas as idades. A agenda dos artistas está lotada até o final de julho, o que demonstra a boa aceitação da dupla pelos amantes do estilo musical voltado aos costumes rurais. Recentemente, se apresentaram em duas Casas de Águas Claras: no Planeta Country, na ADE, e no Bar e Restau-

rante Poizé, na Avenida Castanheiras. A partir do dia 22 deste mês iniciam turnê em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. "Mas sempre retornando para o Distrito Federal para apresentações já agendadas e descanso", disse o artista. Ronny é cantor desde os 14 anos. Fazia parte da dupla Sal & Mel, onde era o Sal. Também é instrumentista: toca violão e trompete. Já Roberta Marques ingressou na carreira artística como dançarina. Nessa função, esteve nos palcos dos 14 aos 16 anos. Aos 17 anos de idade começou a cantar profissionalmente na Banda Edição Extra - com a influência de seu pai, o cantor Roberto Marques, que mora no Setor Habitacional Arniqueira.


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social

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Inclusão

Professor leitão

Acontece

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karina bueno

Pessoas com deficiência visual presentes no Mané Nos jogos entre Suíça e Equador, Colômbia e Costa do Marfim, e Brasil e Camarões havia um ingrediente especial no Mané Garrincha: um serviço que atende pessoas com deficiência visual, narrando os lances das partidas ao vivo. Apenas Brasília e outras três das 12 cidades-sede foram escolhidas para oferecer essa inovação durante os jogos do Mundial. Em meio a 68.351 pessoas que

muito positiva quando, aos 11 minutos de jogo, a primeira "ola" da Copa do Mundo em Brasília percorreu as arquibancadas, levando consigo um som contagiante por onde passou. Com um fone de ouvido a lhe guiar a imaginação, José Aurélio, um santista que perdeu a visão há cinco anos devido a complicações geradas pela diabetes, voltava a um estádio pela primeira vez desde então.

Com um fone de ouvido a lhe guiar a imaginação, José Aurélio, um santista que perdeu a visão há cinco anos devido a complicações geradas pela diabetes, voltava a um estádio pela primeira vez desde então foram ver de perto a primeira partida em Brasília, três torcedores eram presenças mais do que especiais na arena brasiliense: foram os primeiros a experimentar a narração audiodescritiva, inaugurado no jogo de estreia da cidade no Mundial. O projeto, que conta com 16 voluntários treinados para narrar os lances das partidas em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, utiliza uma aparelhagem semelhantes a dos rádios e fones para transmitir aos usuários. Os equipamentos foram adquiridos e doados pela FIFA às capitais, que terão o serviço como legado da Copa. Sentados atrás do gol do Equador no primeiro tempo, o brasiliense José Aurélio Oliveira, 48 anos, o mineiro Joaquim Fabiano Braga, 62, e o cearense Nilson Cordeiro dos Santos, 45, não escondiam a felicidade. E certamente sentiram uma energia

"Estou muito feliz por participar de um evento como esse, uma Copa do Mundo no Brasil", disse o brasiliense, ao fazer uma descrição perfeita do ambiente a sua volta: "Pelo o que eu acompanhei, o estádio está lotado e muito colorido com torcedores da Suíça, do Equador e também com muitos brasileiros, que, tenho a impressão, devem ser mais numerosos do que os dos dois times". Com deficiência visual desde que nasceu, Joaquim Braga considera a narração uma oportunidade única para aqueles que, como ele, se sintam parte de um jogo de futebol. "Eu me sinto mais integrado com as pessoas que enxergam. O projeto é muito bem-vindo", ressaltou. Nilson dos Santos, que perdeu parte da visão após sofrer uma alergia a um medicamento aos cinco anos, também aprovou a iniciativa: "Estou muito feliz por estar aqui".

leitao@folhadeaguasclaras.com.br

Não faltou animação Um grupo de jovens de Águas Claras se reuniu na casa de uma amiga, em Arniqueira, na terça-feira (17). A intenção era vibrarem juntos com a vitória do Brasil sobre a equipe do México, pela Copa do Mundo de futebol. Os jovens estavam ansiosos e resolveram ficar juntos para aumentar a energia positiva. Apesar de tantos fluidos e animação, não viram a vitória do time no primeiro tempo de jogo. No intervalo, a conversa entre os amigos era o que poderia ser feito para que o time brasileiro melhorasse em campo e eles pudessem soltar o grito de gol. Coisa que não aconteceu naquele jogo morno de zero a zero. “Acredito que o hexa é nosso e espero poder assistir todos os jogos com essa turma”, disse a adolescente Eduarda Pinheiro - moradora no Setor Vertical da cidade.

karina@folhadeaguasclaras.com.br


turismo

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Próximos a Águas Claras, hotéis-fazenda de Brazlândia são ótimas opções de lazer

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oradores de Águas Claras têm opções interessantes de passeio perto de casa. O turismo rural na região é muito forte e oferece atividades como trilhas ecológicas, passeio a cavalo, café colonial, gastronomia regional e piscinas naturais. Os interessados podem escolher estabelecimentos que dispõem também de hospedagem. Um dos espaços que podem entrar na rota é o mais popular em Brazlândia, a Chapada Imperial. Considerado o ponto mais alto do DF, com 1.347m, a propriedade particular, localizada perto da rodovia DF-220, Km 09, conta com nada menos do que 33 cachoeiras de vários tamanhos que formam um espetáculo de águas. "A Chapada é única. Trabalhamos com ecoturismo, com educação ambiental e, ao mesmo tempo, trabalhamos com a parte de diversão. A Chapada é uma propriedade modelo de preservação da natureza onde pode-se contemplar as belezas

naturais e apreciar uma boa culinária", destacou um dos proprietários, Márcio Imperial. Para ir ao local, o interessado precisa agendar. Somente aos finais de semana, cerca de 250 pessoas visitam as trilhas de um, três e quatro quilômetros de extensão, que permitem o acesso a até 30 cachoeiras. Com águas bastante límpidas e em um cenário digno de filme, o Poço Azul, que fica na DF-001/DF-220 também em Brazlândia, é um dos pontos que mais atraem visitantes. Em um único final de semana, segundo dados da administração do local, cerca de 300 pessoas passam pela propriedade. Em meio ao Cerrado preservado estão oito cachoeiras de várias extensões que atraem pessoas de todos os tipos, principalmente aqueles que desejam praticar esportes radicais, como rapel e tirolesa, nos imensos paredões de pedra. O principal atrativo da propriedade é a Gruta do Poço Azul, local de 7m de altura e 8m de

extensão rodeado de uma formação rochosa exuberante. "Quando o sol está forte, toda a água do poço fica azul e é a coisa mais linda de se ver. Ele tem 16m de profundidade, segundo os Bombeiros que vêm aqui. É um bom local para as pessoas que fazem saltos na água", explicou o encarregado Raimundo Nonato Vieira, 48 anos.

Cachoeiras Para a felicidade dos visitantes, as cachoeiras são presença certa nas diversas propriedades que oferecem turismo rural. Algumas, inclusive, chegam a 30m de altura, como as do Parque Ecológico Terra Viva. O local conta com trilhas adequadas para todas as idades - inclusive crianças e idosos que não têm muita

resistência física- além de um restaurante lacto-vegetariano. "Brazlândia é um dos locais mais bonitos do DF para fazer ecoturismo. Temos 12 cachoeiras, de todos os tamanhos. Estamos há 13 anos nesse local e percebemos que as pessoas cada vez mais aderem a esse tipo de passeio", acrescentou o proprietário do parque, Marcos Silveira.


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Folha de Águas Claras 7  

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