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03 de Fevereiro de 2018

Ainda dá?

Mais um ano de lutas

Voltei com muita alegria e trazendo os donos de uma das mais belas vozes do sertanejo, Estou falando de Durval e Davi Os irmãos Durval e Davi nasceram na cidade de Goianésia, no estado de Goiás, e vêm de uma família simples. Em 1971, ainda adolescentes, participaram de um festival na Rádio Alvorada. Entre trinta participantes levaram o primeiro lugar, além do prêmio de 200 cruzeiros em dinheiro e a gravação de um LP pela gravadora RCA. Era o sonho se realizando, vieram para São Paulo para a gravação e foram morar em Osasco. Chegando na capital, após a aprovação nos testes, o sonho foi frustrado por problemas contratuais. Em 1973 um empresário levou-os para a gravadora Continental. No mesmo ano sai o primeiro LP, que tinha o nome da dupla. O sucesso das músicas “Minha Mãe é uma Santa”, “A Gaivota” e “Buscando a Felicidade” abriu as portas do sucesso. Em 1974 veio o segundo LP, também com o título “Durval e Davi”, que teve sucessos como “Minha Gratidão”, “Solidão na Praia” e “Menino da Gaita”. O terceiro LP, de 1975, tornou-se um marco em suas carreiras, com a música “Meu Natal Sem Mamãe”, que lhes proporcionou o primeiro disco de ouro e vendeu mais de 250 mil cópias, e ficaram conhecidos nacionalmente. No ano seguinte, o quarto LP mal foi lançado e a agenda da dupla já estava lotada de shows por todo o país. Em 1978, o quinto LP, intitulado “Cachoeira da Saudade”, que também foi a música de trabalho, os levou a uma temporada pelo sul do país. Após uma pausa de dois anos, retornaram em 1980 para gravar o sexto disco, que trouxe sucessos como “A Resposta Está no Ar” e “Homem da Terra”. Ficaram cinco anos sem gravar, apenas fazendo apresentações, até que receberam um convite da gravadora Warner Continental. Era o ano de 1985 e o sétimo álbum da dupla e a música de trabalho receberam o título de “Canção da Esperança”. Em 1987, veio o oitavo disco, “Gosto de Saudade”, que lhes rendeu o segundo disco de ouro, com 120 mil cópias vendidas. Mas a consagração veio com o terceiro disco de ouro, com o nono disco. A música “Mistério”, composta por Roberta Miranda, foi um grande sucesso na época. Em 1992 gravaram o último vinil, foi uma gravação independente que teve como sucessos “Vou Quebrar o Pau” e “Zé Pedreiro”. Com todos estes anos de estrada, passaram a ser referência e alvo da admiração das duplas que vieram depois. Em 1998 gravaram um CD-Mix com quatro canções. Foi uma produção independente para divulgar canções inéditas. No ano de 2003 gravaram o último CD, intitulado “Grandes Sucessos Sertanejos”, com 15 regravações de sucessos sertanejos. Decidiram apenas fazer shows e participações em gravações de CDs e DVDs de amigos como Marco Brasil, que comemorou dez anos de carreira. Afastaram-se da mídia, porém, não dos palcos nem das estradas. Continuam cumprindo a agenda de shows em feiras, exposições e rodeios. Em 2011 lançaram o DVD “Ídolos dos Ídolos”, gravado em Franca/SP. Davi está se recuperando de uma grave Pneumonia, mas graças a Deus tudo está melhorando Até a Próxima semana galera

Um novo ano se inicia na rede estadual de ensino, mas os problemas são os mesmos e se arrastam por anos. As escolas estão abandonadas. Faltam materiais. A gestão das unidades escolares continua concentrada nas mãos dos gestores e de forma geral as decisões dos conselhos de escola são desrespeitadas, a não ser que coincidam com a vontade do governo. E os professores continuam desvalorizados. Conquistamos na justiça 10.15% de reajuste para todo o magistério, da ativa e aposentados, mas o governo manobrou na justiça e suspendeu o pagamento. Por causa da nossa luta, pela denúncia que fizemos para toda a sociedade, o governador teve que dar um reajuste de 7%. Mas não basta. Os 7% já são nossos. Queremos mais os 10.15% que também

são nossos. Neste início de ano, quer em os r eafi r m ar nosso compromisso com os estudantes, pais, organizações da sociedade civil organizada, de continuarmos lutando por escola pública de qualidade para todos e todas. As soluções para os problemas da escola pública estão no Plano Estadual de Educação, que ajudamos a elaborar e cuja aprovação conquistamos em 2026. Ele será nosso norte durante o ano de 2018, pois não permitiremos que se torne letra morta. Acesso a todos, da creche ao ensino superior, qualidade, escolas bem equipadas, gestão democrática e participativa, formação dos professores, carreira justa, bons salários, financiamento, são pontos que, juntos, devemos assegurar. Professora Bebel Presidenta da APEOESP

Prazer... voltei! STJ – Indeferimento liminar de rescisória não é possível mesmo em caso de evidente ausência de violação da lei O indeferimento liminar da petição inicial de uma ação rescisória não é possível mesmo quando o juiz considera evidente não ter havido a alegada violação de disposição legal. Ao dar provimento a um recurso especial e determinar o recebimento da petição inicial e o regular processamento da ação, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou entendimento de que o indeferimento liminar, nesses casos, se confunde com o julgamento de mérito da própria rescisória. Para a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, sendo cabível ação rescisória fundada em violação de literal disposição de lei, a petição inicial deve ser recebida. “A partir daí, somente com a análise do mérito é que se poderá dizer se estão de fato presentes os requisitos necessários à efetiva rescisão do julgado”. Nancy Andrighi citou precedentes do STJ que afirmam que a rescisória não pode ser liminarmente indeferida com base em fundamento que se confunde com o mérito da

causa. “No particular, a decisão monocrática do desembargador relator, não obstante revestida de indeferimento da petição inicial, na prática representou julgamento de improcedência do pedido, mas sem que houvesse a formação jurídica processual, mediante a citação da parte adversa, bem como sem oportunizar à autora, ora recorrente, a eventual demonstração de suas alegações”. Arrendamento mercantil Na origem, uma distribuidora de combustíveis ajuizou ação de indenização contra uma instituição financeira devido a diferenças monetárias em contratos de arrendamento mercantil assinados na década de 90. O pleito foi acatado, e após o trânsito em julgado da condenação, a financeira propôs a ação rescisória, alegando que a decisão violou lei federal e a jurisprudência do STJ. Agora, com a decisão do STJ, o Tribunal de Justiça de Pernambuco deverá analisar novamente o caso, abrindo oportunidade para o contraditório e a ampla defesa.

Segunda-feira, 29 de janeiro, dez e vinte da manhã. Como habitualmente, sentado no sofá, após o café da manhã, assisto o Jornal da GloboNews, só para confirmar o que já sei (a internet me conta tudo, na hora e como quiser). O telefone toca. Antes do alô, volto para o conforto do sofá. “Paulo, é o Oslaim. Tudo bem? Preciso de você”. Conheci Oslaim quando assumi as secretarias de Turismo, Cultura e Esportes em 2005. O nosso “Som na Praça”, com apresentações no coreto, reunia os artistas da terra, e movimentava as noites de sábado. Raras as vezes que não lotava o espaço entorno da estátua do nosso poeta. Lá tivemos ritmos os mais variados, passando pelo tango e o bolero, com Miltinho Bortoletto; os clássicos da música italiana, com o Marcos Carmona (Nikolaiunas, na época); o samba raiz, com o Nei, do Planeta Pizza; MPB, com o Mauro Mabute; concerto de violão, com o Noedi Veroneze; e a presença indispensável da autêntica música caipira. Lembro-me bem de Natal e Dito Viola: Veroneze e Veroneze (Negão e Luciano – pai e filho), Noel e Neguinho, Dilo e Dila, e Laércio e Oslaim, que faziam um show à parte, mesclando sertanejo, clássico e humor. Noites memoráveis. Minha amizade com Laércio e Oslaim vem de longe. Às vezes, um artista, por algum motivo, não podia comparecer ao show, e lá estava

a dupla, sempre disposta, a cobrir o espaço com o profissionalismo, o carisma e o humor de sempre. Não raras as vezes, a atração marcada para o sábado, me ligava de manhã e lá ia eu me socorrer em Laércio e Oslaim. “Estou lançando um jornal e estou convidando você pra escrever uma coluna, como fazia na Tribuna. O jornal vai se chamar `Folha da Região`e será distribuído aos sábados”. Fiquei um tempo em silêncio, meditando sobre o convite. Já há algum tempo estava imaginando em voltar com minhas crônicas. Na verdade, estava com saudade dos meus escritos, e várias pessoas com quem me encontrava na rua, na padaria, nos supermercados, me perguntavam o porquê de eu ter parado. Dizia que estava dando um tempo mas, que um dia, ainda voltaria. O convite do Oslaim estava alí; era só dizer “sim”. Com o telefone ainda no ouvido, pensei mais um pouco comigo: “Tá bom. Vamos em frente. Quando devo entregar o texto pra impressão? Quantos toques?” “Pode escrever no mesmo tamanho que você escrevia para a Tribuna. Entregue o texto até às cinco da tarde de quinta-feira.”, emendou ele. Assim, estou de volta, matando saudade, e fazendo o que sempre gostei de fazer. ET: Gostava de Laércio & Oslaim; agora gosto de Laércio & Laim

Paulo Edson Jornalista e radialista

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