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ENTREVISTA

Deputado Itamar Borges fala sobre seu primeiro ano de Mandato

Os inesquecíveis

an s 8

Ano 02 • Edição 02 • FEV/MAR 2012 • R$ 7,00

SORRIR

Faz Bem! Lentes de contato para dentes devolvem o prazer de sorrir, sem dor nem complicação.

excelência comprovada em pesquisa


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CARTA DO EDITOR

Edição nº 02

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F e v •M a r / 2 0 1 2

direção geral Rafael Martins direção financeira Suely Mello

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brigado! Não haveria outra maneira de começar esta segunda edição da Clic Cidade, que não agradecendo o reconhecimento, elogios e críticas que recebemos desde o lançamento de nossa edição inaugural, em dezembro passado. Desde então, mergulhamos ainda mais fundo no ideal de produzir uma revista da qual tenhamos orgulho em ter nossos nomes grafados no expediente. Nossa família cresceu e, com isso, conseguimos trazer ainda mais qualidade, editorial e gráfica, ao produto final que chega em suas mãos. Continuamos nos esforçando para nos superar a cada edição, seja na produção de conteúdo, cada vez mais original, seja no acompanhamento dos resultados dos nossos anunciantes, ou mesmo na criação de campanhas publicitárias mais eficientes, nosso objetivo é sempre superar expectativas.

Nesta edição trazemos a você o desfecho da matéria que ilustrou nossa primeira capa, com a história do casal Leidy e Leandro, agora já com a pequena Isabela. O jornalista e blogueiro André Santana também nos brinda com uma deliciosa viagem memória adentro na matéria “Os Inesquecíveis Anos 80”. A jornalista Priscila Tinti traz uma abordagem sensível sobre “Os Novos Modelos Sociais de Família”, tratando sobre união homoafetiva, adoção e as novas configurações familiares atuais. Em “Eles são Coisa Nossa”, nossa equipe entrevistou alguns ilustres cidadãos da nossa região que têm obtido sucesso e reconhecimento em várias áreas, como esporte e televisão. E para engrossar o caldo, música, televisão, saúde, beleza, moda e tecnologia irão assegurar bons momentos em companhia da segunda edição da Clic Cidade. Uma boa leitura e até a próxima edição.

Rafael Martins Editor-chefe

arte final Rafael Martins Rodrigo Lopes Diego M. Prado diagramação Thiago Nicolette departamento de jornalismo Priscila Tinti | MTB 58.873-SP André Santana | MTB 58.872-SP fotografia Pam Souza tiragem 5 mil exemplares circulação Distribuição dirigida nas cidades de Andradina, Castilho, Ilha Solteira, Itapura, Pereira Barreto, Santa Fé do Sul, Selvíria, Sud Mennucci, Suzanápolis e Três Lagoas. Contatos 18 | 3743 2691 • 8116 7559 Av. Brasil Norte, 367 C Ilha Solteira • SP www.cliccidade.com.br Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessáriamente a opinião da revista. Os anúncios e informes publicitário são espaços adquiridos pelos anunciantes e seu conteúdo é de interia responsabilidade de cada um deles, cabendo à Clic Cidade apenas reproduzílos nos espaços comercializados. Fica proibida a reprodução total ou parcial de qualquer texto ou imagem aqui publicados sem autorização prévia.


ÍNDICE

Lentes de Contato Dentais CAPA

PáG. 21

Máquina do

Mistério PáG. 48

Quando a

TV retrata

“A Vida da Gente”

PáG. 50

ENTREVISTA

Itamar Borges

06 Os Novos Modelos Sociais de Família 12 Gestação: A Magia da Vida 18 Eles São Coisa Nossa 24 Estrias, o Terror da Mulheres 26 Transplante capilar 28 Cirurgia de Obesidade: Qual é a melhor técnica? 30 Fetiches, Fantasias e Sexo 52 Porque letra de música ruim

PáG. 16

chama tanto a atenção?

Os Inesquecíveis

Anos 80 PáG. 44


Paulo e Flavia: “Quando o deixei na escola, chorei” Elias Neto, filho de Edilene: “Da gravidez até ali pareceu um pequeno passo”

O primeiro passo em direção à vida

O primeiro dia de aula de uma criança deixa as mães divididas entre a satisfação e a insegurança; saiba como os pais devem agir neste importante momento

A

André Santana

engenheira agrônoma Keli Machado Pinto Cesar, 29, de Ilha Solteira, está com o coração dividido. A mãe de Miguel, de um ano e sete meses, resolveu que, em 2012, o filho passará a frequentar a escola. “Tomei essa decisão porque meu filho fica muito sozinho e precisa se relacionar com outras crianças. Ele tem muita energia e, na escola, ele pode gastar essa energia e ainda aprender”, explicou. Mas Keli não esconde a apreensão. “É uma mistura de emoções. Ao mesmo tempo em que quero que ele vá para escola, quero ficar mais tempo com ele. [Quando chegar o dia de ele ir à escola] acho que vou sentir um vazio, pois ele preenche todo o meu dia. Mas, com o tempo, vamos nos acostumar com a nova fase”, crê. 6

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Mesmo ciente de que a nova situação, aos poucos, será incorporada à sua rotina, Keli não esconde seus medos. “Fico apreensiva em relação ao relacionamento do meu filho com as outras crianças. Sempre ouvimos histórias de crianças que apanharam, ou foram mordidas por outras crianças, e isso me preocupa. Sei que isso é inevitável, mas qual a mãe que não se preocupa com o bem estar do seu filho?”, pergunta. Os sentimentos ambíguos vividos por Keli são muito comuns entre as mães que deixam seus filhos na escola pela primeira vez. A assistente social Sebastiana Batista Nunes, 35, de Três Lagoas, se lembra bem da tensão que sentiu ao deixar sua filha Thais, hoje com 15 anos, sozinha na escola. “Ela tinha quatro anos e eu me senti mal! Queria ficar lá vendo como seria. Ficava preocupada como seria a hora de ela ir ao banheiro, por exemplo, até porque, em casa,

era eu quem a levava, pois ela era muito bebê ainda”. Porém, o sofrimento de Sebastiana foi diminuindo ao perceber que Thais se adaptou muito bem à escolinha. “Quando eu ia buscá-la, ela vinha feliz contando como foi o seu dia, e eu me sentia bem. Eu adoro vêla em casa! Até hoje a melhor parte do dia é quando eu a pego na escola”, revela. Insegurança foi o que também sentiu a fotógrafa e assessora de imprensa Flavia Guedes Rocha, 25, de Três Lagoas. “Sempre bate uma insegurança, né? Deixar seu filho em um lugar sozinho, sem a mãe por perto. É bem difícil, sim”, diz. Flavia teve que deixar seu filho Paulo Henrique na escola bem cedo, quando ele tinha apenas um ano de idade, pois era mãe solteira e precisava trabalhar. “Depois que eu o deixei na escola, chorei. Entretanto, o Paulo voltou tranquilo, mas com muita saudade e queria só o colo”,

Foto: arquivo pessoal

Foto: Luana Francis

COMPORTAMENTO


Foto: Bruno Axelson

Foto: arquivo pessoal

Miguel e Keli: “Ele precisa se relacionar com outras crianças”

Thais e Sebastiana: “O melhor momento do dia é buscá-la na escola”

lembra. Flavia conta ainda que a apreensão foi maior da parte dela que do filho, que se adaptou muito bem à nova vida. “Ele nunca pediu pra não voltar à escola. Quando está de férias, sempre fala que está com saudades da escolinha”. A jovem conta ainda que, passado o período de adaptação, ela e seu filho agora têm mais um momento de felicidade juntos. “A melhor parte é quando vou buscá-lo na escola, pois ele vem correndo e me abraça!”, conta. A facilidade de o filho se adaptar à escola também surpreendeu a jornalista Edilene Spitaletti, 24, de Ilha Solteira. Seu filho Elias Neto passou a frequentar a escolinha com um ano e sete meses, e ficou muito à vontade com a nova situação. “Enquanto algumas crianças choravam ao ficar na escolinha, ele chorava porque não queria sair. Ele se divertia muito e voltava cansado para casa. Eu comecei a perguntar as coisas que ele aprendia lá e, aos poucos, traçamos essa ponte entre escola e lar”, comenta. Edilene também ficou com os sentimentos divididos ao se afastar do filho pela primeira vez. Sua maior preocupação era com relação à atenção que a escola dispensaria ao seu filho. “Como ele era muito arteiro em casa, fiquei insegura, já que na escola há muitas crianças para uma só professora. Mas ela era uma ótima profissional e me passou segurança já na primeira reunião de início das aulas”, lembra. Mesmo com a característica apreensão, Edilene revela que o início da nova fase não foi um sofrimento. “Na verdade, me senti feliz por ele ter alcançado essa nova etapa e, ao mesmo tempo, reflexiva com esse tempo acelerado. Da gravidez até ali pareceu um salto pequeno”, revela. Orientar para educar - Escolher qual o melhor momento para matricular o filho

na escola é realmente um grande dilema das mães e dos pais. Há a preocupação com a sociabilização da criança em ambiente que vá além dos muros de sua própria casa. Ao mesmo tempo, sempre fica a insegurança de imaginar o filho sozinho. Por isso mesmo, é sempre bom avaliar todos os elementos que envolvem este grande passo antes de tomar qualquer decisão, como explica a psicóloga Heidi de Oliveira Batista. “No Brasil, a educação no ensino fundamental deve ser iniciada aos seis anos de idade. Já a educação infantil, de zero a seis anos, é facultativa. Porém, a presença da criança na escola neste período é importante, pois permite a ela novas experiências. O vínculo que antes ela tinha apenas com os pais, neste momento é expandido agora para as professoras e os colegas. Neste meio, a criança terá novas oportunidades, como, por exemplo, compreender novas culturas, aprender a se relacionar com pessoas diferentes do seu convívio, aprender novas regras”, analisa. Heidi explica ainda que a preocupação em escolher uma boa escola é fundamental, e os pais devem analisar bem antes de escolhêla. “Primeiramente, os pais devem procurar uma escola que seja de sua confiança. É necessário também conhecer o corpo docente, procurar um contato com a professora que ficará responsável pelo seu filho para conhecer a sua experiência, conhecer o projeto político pedagógico e analisar a infraestrutura do ambiente escolar”. A psicóloga indica ainda como o assunto deve ser abordado com os filhos. “O cuidado com a criança, a princípio, é conversar com ela, explicando que será um momento agradável, onde ela conhecerá muitos amiguinhos, mas principalmente deixar muito frisado que a mãe irá buscá-la na hora da saída, pois algumas crianças pensam que suas mães vão abandoná-las na escola”,

orienta. Quando o primeiro dia de aula finalmente chegar, os pais precisam auxiliar a criança a compreender o que está se passando. “Os pais devem manter um diálogo constante com seus filhos durante esse processo de adaptação ao novo ambiente. Caso notem alguma resistência por parte da criança, é preciso ter uma dose extra de paciência e buscar esclarecer qualquer angústia que ela possa estar sentindo”, explica Heidi. O período de adaptação também requer alguns cuidados especiais. “Algumas escolas, nos primeiros dias de aula, permitem que alguns pais permaneçam um período no local, para que a criança se sinta mais segura À medida que a criança vai se ambientando, a presença dos pais vai diminuindo, até que ela fique por si só, sem este tipo de artifício. As escolas também, em suas programações de início das atividades escolares, se organizam de modo a terem atividades que envolvam ao máximo a criança. Assim, ela não irá sentir tanto a falta dos pais e do aconchego de suas casas” diz a psicóloga. E, mesmo assim, se a criança apresentar sinais de que não está gostando, ou pedir para não voltar mais à escola, Heidi dá as dicas. “É importante saber se aconteceu alguma coisa na escola que a criança não gostou, ou qualquer outro motivo que a frustrou. Se for algo grave, comunicar a escola, pedindo providências. É necessário também sempre ressaltar a importância da escola. Depois de verificar que está tudo certo e que a criança está apenas fazendo ‘manha’, os pais devem insistir e serem firmes com ela, não deixando que ela coloque as regras. Os pais, nessa hora, devem mostrar que a autoridade pertence a eles e que a criança deve obedecêlos. Mas é claro, sempre com muito amor e carinho!”, enfatiza Heidi. FEV • MAR / 2012 |

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Os novos modelos sociais de

família Priscila Tinti

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conceito de família vem se modificando ao longo dos anos. Se antes era muito normal desenhar a família com o pai, a mãe e os filhos, hoje existe a preocupação de considerar outros arranjos como parte da sociedade atual. Novos casamentos com filhos de relações anteriores, casais homoafetivos, crianças educadas pelos avós ou tios... Se antes tudo isso era estranho, hoje pode ser apenas 8

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família. Em 2010, o relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, destacou a imensa importância da família. A nossa definição de família é a de uma rede de cuidados e de afeto, o que significa que você pode estar com pai, mãe, irmãos. Assim, se não tem essa rede de cuidado e afeto, teoricamente você não está numa família. Mas como pode ser? Se você vive com a sua avó, ou dois pais, ou duas mães, e usufrui de todo carinho e atenção que dispen-

saria uma família dita “convencional”, então você está numa família. A ONU decidiu pesquisar as famílias brasileiras, pois queria saber o que precisaria mudar no Brasil para melhorar a vida de verdade. E uma das respostas mais mencionadas foram os valores. Ao colocar a atenção sobre valores, a pesquisa concluiu que eles são guias de ações formados na prática do dia-a-dia, e essas ações podem ser positivas ou negativas. A maior contribuição da família é relacionar as pessoas com as práticas. Seja o pai, a mãe, o padrasto ou a avó, é agindo que eles transmitem práticas de solidariedade, gratidão e ética. Você chega para uma criança e diz: “meu filho, não faça isso”. E, daqui a pouco, o seu filho observa que você está fazendo o mesmo que pediu para ele não fazer. O conselho que você deu perde valor, já que ele não é traduzido na prática, porque a criança percebe que, na prática, outros valores são utilizados. Então, essa dimensão de que valores dependem muito das práticas, das vivências,


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e das experiências que as pessoas têm, é o que nos dá uma ótica para entender melhor o papel das famílias. Hoje, os relacionamentos também são considerados velhos quando as novidades ficam escassas. Se em décadas passadas o casamento era visto como indissolúvel, hoje as famílias se fazem e desfazem, e essa é uma questão a ser conversada. Em tempos onde as famílias mudam rapidamente, a imagem do masculino e do feminino se transforma. Pais ou mães criando os filhos sozinhos, casais do mesmo sexo que conseguem direito de adoção, tudo isso suscita o questionamento de como ficam os papéis dentro de casa. Pedro e Renato (nomes fictícios), casal homossexual que vive em nossa região, adotaram recentemente uma criança e relatam a realização deste sonho. “Quem na vida não sonha em ser pai? Mas, numa relação homoafetiva, isso é totalmente impossível utilizando a forma de fecundação normal. Assim, porque não se tornar pai ou mãe, fazendo o bem para uma pessoa que realmente precisa de conforto, carinho e uma família que possa dar um alicerce e uma segurança futura? Nosso filho, como sempre dizemos, foi um presente de Deus. A vinda dele para nossa vida veio concretizar nossos laços familiares e nossa vida conjugal. A emoção de pegar aquele bebezinho no colo quando chegou a nós foi ímpar, e que bom que veio parar em nossas vidas”, comemoram. O casal se sente feliz e realizado com a recepção dada à criança pela família e amigos. “Temos muita sorte e somos muito felizes por tantas pessoas nos amarem e amarem nosso filho. Todas as pessoas que nos conhecem receberam nosso filho de braços abertos e nos acolheram de uma forma jamais vista”. Uma criança muda completamente a rotina de um casal, seja ele homoafetivo ou não. “A vida e a rotina é totalmente outra de quando éramos somente dois. Tudo que fazemos, pensamos e planejamos se modifica. O centro de tudo, agora, é para garantir ao nosso filho o melhor. Garantir seu o bemestar, seja socioeconômico, afetivo e cultural”, relataram. Criação - Toda a criação é pautada na educação que obtivemos de nossos pais, nos padrões do saber respeitar, carinho, afeto, demonstrando o que é certo e errado, amor ao próximo, nada que fuja do padrão convencional adotado pelas famílias. E a criação do bebê do casal Pedro e Renato não será diferente. “Toda a criação dele será pautada no falar e conversar sobre como ele chegou ate nós, porque nos tornamos sua família e 10

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União estável homoafetiva:

mais uma conquista

A união estável gay está juridicamente reconhecida no Brasil desde 2011. Com expressiva maioria de votos, os ministros do Supremo Tribunal Federal reconheceram a união estável homoafetiva e seus efeitos jurídicos. A decisão criou um precedente nacional: gays podem manter uma união estável registrada no Brasil, sendo assim reconhecida pela justiça. Isso garante direitos comuns a casais heterossexuais, como pensão, herança, regulamentação da comunhão de bens e previdência. A partir da decisão, o casal homossexual pode pedir o reconhecimento da união civil em cartório, ou juridicamente comprovar a união estável no intuito de usufruir dos direitos comuns a casais heterossexuais. O casal Pedro e Renato, assim como a adoção, também são pioneiros em nossa região no casamento homoafetivo. “Sempre pensamos em casar. Mas, sabíamos que diversos fatores jurídicos poderiam protelar e prolongar essa decisão. Somos os primeiros da região de Araçatuba e de nossa cidade a ter o contrato de união estável e o casamento homoafetivo oficializado. Achamos, sim, muito importante essa oficialização, pois desta maneira passamos a ter o direito de receber pensão alimentícia, ter acesso a herança de seu companheiro em caso de morte, podemos ser incluídos como dependentes nos planos de saúde, podemos adotar filhos e registrá-los em seus nomes, dentre outros direitos. Procuramos oficializar nosso casamento para que nossa família tenha os mesmos direitos que as outras. Se sou cidadão, quero ser cidadão completo”, finalizou Pedro. porque nossa família é diferente da convencional (como a estipulada pela a sociedade). Apesar de todo preparo dentro da família, a escola terá que se responsabilizar no sentido de que nenhum ato preconceituoso e vexatório venha a acontecer com ele, uma

vez que é garantido pela Constituição Federal a qualquer indivíduo uma sociedade justa e que promova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, credo, sexo, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação. Promovendo a igualdade, a liberdade e a autonomia individual, que são princípios constitucionais que orientam a atuação do Estado e impõem a realização de políticas públicas destinadas à promoção da cidadania e respeito às diferenças humanas, incluídas as diferenças familiares e sexuais, cabendo ao Estado (União, Estado e Munícipio), a proteção no sentido de assegurar o pleno exercício da cidadania e direitos humanos”, afirmaram. Ainda que essa divisão do que seja masculino ou feminino esteja mudando junto com a família, o importante é que as funções do pai e da mãe estejam presentes, mesmo que sendo exercidos por outras pessoas. Então o que é função materna? É aquela ligada à acolhimento, à carinho, à dar continência, a dar colo, ao senso do pertencimento. E o que é função paterna? É aquela que tem a ver com disciplina, norma, regra. Pai e mãe devem exercer função materna e paterna, devem os dois. Sempre vai ser importante alguém que assuma a função de pai ou de mãe, de dar afeto e de dar limite, independente do sexo que eu tenha e independe da minha condição: sou pai, sou mãe. “Segundo a Constituição Federal os tipos de famílias existentes são: a família convencional formada com o casamento; a família decorrente da união estável; a família formada, por exemplo, pela mãe solteira e seus filhos; e as famílias homoafetivas. Então, quem acha que minha família não está contemplada que atire a primeira pedra. O estigma e a discriminação sempre vão existir, o preconceito é gerado pela falta de informação. Acredito que só com o aumento de políticas públicas de fato, conseguiremos minorar os efeitos do preconceito”, disse Pedro. A família está mudando sim, mas sempre é tempo de celebrar a sua existência. Que continuemos celebrando essa fantástica invenção que são as famílias, de todos os jeitos que possam existir.


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GESTAÇÃO: A magia da vida Priscila Tinti

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as emoções continuam na vida do nosso casal Leidy e Leandro Marini. No mês de dezembro, as amigas da nossa mamãe decidiram realizar um “Chá Fralda” surpresa, já que a mesma tinha desistido da ideia de fazer a comemoração, pois nos meses finais da gestação, ela estava cansada e não conseguia ficar muito tempo de pé por conta do “barrigão”. Percebendo a situação, as amigas se reuniram por uma rede social e, com a ajuda do maridão Leandro Marini e da mamãe da nossa gravidi-

nha, organizaram o chá, com direito a bolo de fraldas, docinhos, diversão e muita bagunça com a “Pirulitona”, apelido dado à gestante em uma das brincadeiras. “Fiquei muito brava (risos), pois inventaram uma missa de despedida do padre Eduardo no hospital para eu não desconfiar. Eu já estava desconfiadíssima, até que inventaram essa missa e que eu tinha que chegar no horário certo. No meio da história, minha mãe ligou pedindo para eu passar na pizzaria Biruta para pegar um presente para a Isabela. Fiquei mais nervosa ainda porque achei que ia atrasar para o ‘compromisso inventado’ e falei que não ia passar lá. Até que o Leandro disse ‘Vamos, mas vamos rapidinho, não enrola’. Eu já estava super nervosa e, quando chego lá, abro a porta e aquele monte de menina gritando ‘surpresa!’. Então chorei de raiva e de alegria porque tudo que eu via era do jeito que eu queria e não estava acreditando que elas tinham feito tudo aquilo. Foi muito emocionante”, relatou. CESÁREA – Nossa mamãe sempre levantou a bandeira do parto normal. Infelizmente, em uma das últimas consultas, o ginecologista e obstetra Dr. Carlos Eduardo Garcia, informou que a neném era grande, e que o parto normal poderia trazer alguns incômodos a ela. Leidy ficou confusa, cheia de dúvidas, e acabou optando pela cesárea, pensando no bem estar dela e da pequena Isabela. A operação foi marcada para o dia 27 de janeiro. “Eu queria muito o parto humanizado, além de lindo, o parto com as pessoas que a gente ama por perto faria toda a diferença. Meu sonho sempre foi o parto normal, seja ele no hospital ou humanizado. Só optei pela cesárea


pelas complicações que poderiam causar a mim e a Isabela, mesmo assim fiquei frustrada”, disse a mamãe Leidy. 27 DE JANEIRO: O DIA DA ISABELA Nossa mamãe foi internada no dia 26 de janeiro. Às 17h, passou por toda a preparação e foi levada para o pré-parto, no centro cirúrgico, onde passaria a noite. “As enfermeiras me trataram com muito carinho, uns amores. Não consegui dormir a noite toda. Às 8h da manhã do dia seguinte eu chorava, sorria, pensava em tudo que tinha se passado e ela só ‘chutando’ (risos). Até que chegou a hora... Teve um parto antes do meu, e de longe eu ouvia o bebezinho da moça chorar... chorei, chorei e pensei: agora sou eu. E era mesmo (risos), depois de uns 20 minutos, vieram me buscar. Eu enxergava todas aquelas pessoas de azul e não sabia quem era quem. A única que eu reconhecia era a Michelly, instrumentista do Dr. Carlos Eduardo. Mesmo assim, ela falava comigo e eu quase não respondia, fiquei em transe. Só ouvi ela me perguntando ‘Quem vai

entrar para assistir seu parto?’. Aí eu falei que quem iria entrar era a Pâmela (Pam, a fotógrafa), por conta das fotos, porque o Leandro não queria entrar. Minha mãe até entraria, mas eu queria eternizar o momento. Foi quando o Dr. Carlos falou para ela entrar que já ia começar. Tomei a anestesia e me deitaram rapidinho. Enquanto ele fazia a preparação eu ouvi bem baixinho ‘eu tô aqui, viu?’. Com tanta gente de azul e eu super apreensiva não vi que era a Pam. Quando a vi, comecei a chorar. Na sequência, o médico a chamou para fotografar... eu só ouvia barulho de máquina fotográfica e logo, um chorinho inesquecível! E as pessoas dizendo: ‘ela é linda, ela é linda!’. Era neném chorando pro lado de lá, e eu pro lado de cá. A Pam veio perto de mim e disse: ‘ela é linda, branquinha igual a você e muito cabeluda!’. Passou alguns segundos e a enfermeira Aline me trouxe ela”, relatou Leidy. Questionada sobre a emoção que sentiu naquele momento, Leidy encheu os olhos de lágrimas. “Foi o momento mais lindo do FEV • MAR / 2012 |

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os pontos negativos da recuperação, ela citou não poder dar banho na pequenina e não poder levantar com ela no colo, pois doía bastante. “A Isabela é muito boazinha, só chora para mamar ou quando está com dorzinha. Dorme o dia todo e acorda duas ou três vezes durante a noite. Não chorou para furar a orelha, no teste do pezinho, nem na vacina BCG, que fica cicatriz por toda vida”, relatou. Os primeiros dias da pequena Isabela em casa foram tranquilos. A vovó Leni está sempre presente e dorme na casa, para mundo. Emoção que não tenho como descrever, aquele choro todo parou quando ela chegou perto de mim, aquele olhar maravilhoso da Isabela pra mim... eu só chorava. Logo meus pensamentos foram lá para o lado de fora, onde estava minha mãe Leni, o Leandro, minha sogra Cida e a Meire (madrinha da Isabela). Eu só pensava: ‘Meu Deus, ela é muito perfeita!’. Queria estar lá fora para ver a carinha de cada um deles vendo ela pela primeira vez”, emocionouse. “Foi uma sensação única, indescritível, não sei o que dizer. À primeira vista, me deu um frio na barriga, as pernas bambearam (risos)”, disse o papai Leandro Marini. A pequena ‘grande’ Isabela nasceu com 3.852 kg e 50 cm. “Depois do parto, parte da minha frustração por ser cesárea passou, pois ela realmente era grandona. Ver aquela carinha e ouvir aquele chorinho fez com que todo sentimento ruim fosse embora”, afirmou. RECUPERAÇÃO E CONVIVÊNCIA - A nossa mamãe sofreu um pouquinho com a recuperação da cesárea. Entre 14

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ajudar a nossa mamãe de primeira viagem a cuidar do bebê. “Minha mãe está me ajudando muito e me dando muita força. Quero muito fazer um dia para minha filha tudo que ela faz por mim. Amo muito ela”, disse emocionada. Nossa Isabelinha continua recebendo a visita de familiares, amigos e tios/tias ‘postiços’. A Revista CLIC Cidade agradece ao casal Leidy e Leandro por terem nos permitido participar de um momento tão especial na vida deles. Muita saúde e felicidade para a toda a família!


Fique preparada para as surpresas da gravidez É preciso que as futuras mães estejam preparadas para esse período de alterações físicas e psíquicas, momentos da introspecção e reavaliações existenciais. Durante os nove meses de espera, nem tudo é cintura grossa, enjoos e mais peso. Ocorrem também alterações no relacionamento social e no comportamento de uma grávida que são tão interessantes quanto seu estado. É preciso entender melhor essas surpresas e mudanças físicas. Você tem tudo para viver esse período no melhor humor do mundo. Esclarecimento e Informação - Procure esclarecer com o seu médico qualquer dúvida, mesmo as mais simples ou aquelas provocadas por crendices. Não guarde nenhum tipo de aflição. Equilíbrio - É natural que o crescimento da barriga altere a sua postura. Pode ser que somente ao abaixar para pegar algo no chão você se dê conta de que seu corpo não é exatamente o mesmo de antes da gravidez, embora você o sinta assim. Seu centro de equilíbrio se amolda para compensar a protuberância abdominal e evitar que você caia ao executar gestos rotineiros. A postura, agora diferente, não representa desleixo ou falta de elegância. É uma questão de segurança. Portanto, não tente contrariar a natureza. Seios - Os seios são os primeiros a se transformarem no início da gestação, pois ficam mais volumosos, arredondados e fazem inveja às maiores estrelas do cinema. Se você tem seios pequenos, viva intensamente esse período. Com o crescimento da barriga, esse detalhe fica disfarçado. Nutrição - Ao contrário das fases em que só o valor calórico parece ter importância, durante a gravidez a preocupação com a qualidade da alimentação é praticamente intuitiva. Você procura o melhor para o desenvolvimento saudável do bebê e também o mais adequado para que o ganho de peso não ultrapasse os limites ideais. Claro que esse comportamento exemplar não vigora nas 24 horas do dia!

Barriga - uma propriedade alheia? - As pessoas que você nunca viu antes se sentem no direito de passar a mão na sua barriga. Ou porque para muitos esse gesto dá sorte, ou para tentar descobrir o sexo do bebê. É uma situação nem sempre confortável e também sem armas para se defender. A gravidez é um estado interessante para adultos e crianças, não se esqueça. Tente ser um pouco desligada deste ponto. Sexo e Gravidez - Se você tem algum receio com relação à prática sexual durante a gravidez, converse com o seu médico. Ele pode orientar o casal sobre qualquer dúvida. Por outro lado, é preciso lembrar que foi assim que tudo começou. Muitas vezes só isso basta para que você tenha uma motivação extra para as relações sexuais, embora seja normal haver certa inconstância na libido. Para muitas mulheres, a gravidez é uma fase em que sentem mais femininas e bonitas. Outras, ao contrário, se sentem desajeitadas com as mudanças físicas. O ideal é soltar as emoções e também conversar abertamente com o seu marido sobre o momento que estão vivendo. Azia e Intestino preguiçoso - A azia e o intestino preguiçoso são dois bons exemplos de como o aumento na produção de hormônios pode “desequilibrar” o seu organismo durante a gravidez. O hormônio mais ativo nesse período é a progesterona. É por obra dela que o estômago demora mais a esvaziar, os alimentos fermentam e o mal estar é imediato: a azia vem impiedosamente. É também a responsável pelo relaxamento da musculatura lisa, tornando o trabalho dos intestinos muito mais lento. Nada como uma conversa com seu médico para suavizar esses sintomas praticamente inevitáveis.

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ENTREVISTA

Itamar Borges

por Rafael Martins

Um balanço do primeiro ano de mandato Em recente visita à Ilha Solteira, o Deputado Estadual Itamar Borges esteve em nossa redação e falou sobre suas ações e os projetos que têm desenvolvido em prol do extremo noroeste paulista. Dos mais de 79 mil votos recebidos na última eleição, 4.098, cerca de 5% do total, foram recebidos em Ilha Solteira. Durante este primeiro ano de mandato, o que foi feito pelo município? Uma das maiores conquistas para Ilha Solteira bem como para a região foi o compromisso do Governador, através da Secretaria dos Transportes para o início das obras de melhoria com terceira faixa, acostamento e duplicação de alguns trechos da rodovia Feliciano Salles da Cunha (SP310). Nas audiências com os Secretários de Estado do Governo de São Paulo, tenho levado ao conhecimento as demandas da cidade e já conseguimos algumas providências importantes. Através da Secretaria de Desenvolvimento Social conseguimos a destinação de um veículo tipo Perua Kombi para a Apae da cidade. A Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude também autorizou para Ilha Solteira, a nosso pedido, uma academia a céu aberto e um kit esportivo. Pedi apoio à Secretaria da Justiça e ao Tribunal de Justiça para que sejam iniciadas as obras do novo prédio do Fórum e seja instalada mais uma vara judicial no município. Com a UNESP, tenho feito gestões para a ampliação do Cursinho. Tenho me empenhado junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciências e Tecnologia para a implantação do Espaço Empresarial. Destinei ao Hospital da Ilha Solteira (Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus) emenda parlamentar para a reforma da instituição; Apresentei também emenda parlamentar para a compra dos equipamentos e instalação do Projeto Acústico no Cine Paiaguás da Fundação Cultural de Ilha Solteira. Fiz gestões junto a parlamentares da esfera federal que 16

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destinaram recursos para infraestrutura no orçamento 2010/2011. O senhor já está na vida pública desde 1989, quando foi vereador pela primeira vez em Santa Fé do Sul. Nesta nova etapa, como Deputado Estadual quais são seus maiores desafios? A vida pública consiste basicamente em cuidar e gerir o bem público de maneira a atender as necessidades da população. Quando fui vereador e prefeito, estava trabalhando por uma cidade. Agora na condição de deputado estadual a ação é regional. É evidente que todas as cidades têm os mesmo problemas com os serviços públicos básicos; saúde, educação, segurança, moradia e assim por diante, mas cada região tem um aspecto econô-

mico e geográfico diferenciado. Acredito ser esse o maior desafio de um deputado, atender cada cidade e cada região levando em conta suas particularidades. Em setembro do ano passado, o senhor promoveu em Ilha Solteira, uma reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo e da Guerra Fiscal, com o tema “Desenvolvimento Sócio-Econômico da Bacia do Paraná”. Sempre que se fala em desenvolvimento regional, muitas pessoas tendem a pensar na implantação de Indústrias. Na sua opinião, uma região como a nossa não deveria direcionar seus esforços para se tornar um pólo turístico, cultural e tecnológico? Ilha Solteira já é uma Estância Turística e tem vocação para o turismo assim


Sou muito grato pela confiança que a população de Ilha Solteira tem depositado no meu trabalho e reafirmo meu compromisso de continuar representando o município na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

como as demais cidades localizadas às margens dos rios de nossa região. Deve-se sim direcionar cada vez mais esforços para o turismo e transformá-la num pólo cultural e tecnológico, mas um esforço não elimina o outro. Ilha Solteira tem muita capacidade e precisa se desenvolver em outros setores sócio-econômicos aproveitando todo tipo de oportunidade que a bacia do rio Paraná pode oferecer, como a piscicultura. Olhando a margem sul-mato-grossense do Rio Paraná, vemos a instalação de grandes indústrias, grandes ofertas de empregos, o crescimento da arrecadação, o pronto atendimento das demandas sociais, tudo isto, devido à conquista de uma política tributária diferenciada. A “Guerra Fiscal” enfraquece os municípios, que se tornam mais dependentes do acesso de recursos federais, perdendo autonomia em relação às políticas que criam um ambiente favorável aos negócios. Essa disputa distorce a competição no mercado e provoca a diminuição dos investimentos privados que passa a ser compensada pela elevação dos gastos públicos. Na oportunidade em que estivemos reunidos no município de Ilha Solteira elaboramos a Carta da Ilha Solteira uma moção em defesa da criação do chamado bolsão fiscal que foi entregue ao governador Geraldo Alckmin. Somente com o enfrentamento, nas mesmas condições, podemos equilibrar o jogo. A Frente Parlamentar que coordeno na Assembleia Legislativa tem trabalhado

bastante nesse sentido. Além disso temos como objetivo propor projetos que incentivem o empreendedorismo, as micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais, como também apoiar o crédito destinado ao desenvolvimento regional e ampliação da política de microcrédito. Este ano teremos eleições municipais e o PMDB, partido do qual o senhor faz parte,

é integrante de um movimento de oposição ao atual governo. O movimento chamado “Movimento para o Bem da Ilha”, é formado por vários outros partidos e já apresentou Cícero Aparecido da Silva, do PT, como seu candidato a Prefeito. O candidato indicado pelo movimento terá o seu apoio? O PMDB está cada vez mais empenhado nas articulações políticas em torno da disputa eleitoral e tem se movimentado muito em direção ao fortalecimento do partido no Estado. O partido é aberto ao debate democrático, pleno de ideais e com propostas inovadoras, e pretende lançar candidatos a prefeito e vice-prefeito nos 645 municípios do Estado de São Paulo para as eleições municipais de 2012, porém política se faz com alianças e o diálogo do PMDB tanto com o PT como com outros partidos de Ilha Solteira tem sido um exercício do diretório local. Certamente, o presidente do PMDB de Ilha, Ricardo e os membros do diretório tomarão a melhor decisão para o município e partido e contará com o nosso apoio. Quais os principais projetos do Deputado Itamar Borges para nossa região neste segundo ano de mandato? Vamos continuar os trabalhos começados em 2011, como o combate à Guerra Fiscal e a criação do chamado cinturão fiscal, bem como a luta pelo setor da saúde, apoio às entidades sociais, infraestrutura para as cidades, melhorias para as rodovias da região, com o início das obras da Feliciano Salles Cunha, entre outras iniciativas das quais estamos nos empenhando, como por exemplo a construção do prédio do Fórum na cidade. Sou também presidente da Comissão de Atividades Econômicas (Agricultura, Turismo, Comércio e Indústria) na Assembleia, que abrange vários setores da nossa economia. Continuarei defendendo facilidade ao acesso às linhas de crédito para os pequenos produtores rurais, redução da carga tributária dos insumos agrícolas, assistência e orientação técnica aos produtores, incentivo e geração de emprego e renda, entre outros. Sou muito grato pela confiança que a população de Ilha Solteira tem depositado no meu trabalho e reafirmo meu compromisso de continuar representando o município na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. FEV • MAR / 2012 |

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FAMOSOS DA REGIÃO

Eles são coisa nossa!

Região tem exportado talentos em diversas áreas, que alcançam notoriedade regional, nacional e mundial

André Santana

T

odo mundo nasce com algum talento. Não importa a área: talento para números, para as letras, para o esporte, para a mídia... Talento que, com estudo, treinamento e prática, se desenvolve. E, quando isso acontece, o resultado é um só: reconhecimento. O sucesso se dá às custas de muito talento, trabalho e uma pequena porção de sorte. Quando este três elementos se unem, os resultados aparecem naturalmente. Nossa região é rica em talentos nas mais diversas áreas. O que não faltam em nossas cidades são exemplos de profissionais que constroem uma bela carreira, mediante muita luta e suor. E estes talentos logo se destacam, seja local ou nacionalmente. O jogador de futebol Glauber Vian Corrêa, 30, é um exemplo. Hoje atleta profissional do XV de Piracicaba, Glauber iniciou-se nos gramados pelos campos de futebol de Ilha Solteira. Foi na escolinha de futebol do município, aos cinco anos, que o jovem começou a mostrar talento com a bola. “Mas nessa época, eu jogava apenas por diversão”, lembra. Porém, não demorou muito para que a diversão ficasse séria. Glauber lembra que, quando tinha de sete para oito anos, passou a se destacar nos treinos da escolinha. “Então comecei a me interessar mais pelo futebol. Aí foi só esperar a idade certa pra fazer um teste em algum clube”, revela. A partir daí, tornar-se um jogador de futebol profissional passou a ser o sonho de Glauber. 18

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Sonho este que contou com o apoio total de seus pais e amigos, entre eles Decão, seu treinador da escolinha do Ilha Solteira Esporte Clube (ISEC). Assim, quando atingiu a idade certa, Glauber passou a realizar testes para ingressar em algum clube profissional. “Comecei em 1996 no União Barbarense, aos 14 anos. Me profissionalizei lá mesmo em 2000, onde disputei meu primeiro paulistão”, conta. Sempre atuando como zagueiro e volante, Glauber ainda passou pelo Guarani, em 2000, antes de trocar o Brasil pela Grécia. Vestindo a camisa do Akratitos, o jogador atuou no país entre 2002 e 2003. De volta ao Brasil, Glauber retornou ao Guarani em 2003. Passou ainda pelos clubes Sport Recife e Pogon (na Polônia), em 2005; Fortaleza, em 2006; Boa Vista (RJ) e Juventus (SP), em 2007; Ituano e América de Rio Preto, em 2008; União Barbarense e Botafogo (DF), em 2009; até chegar ao XV de Piracicaba. “Também servi a Seleção Brasileira sub-20 sub-21, e pré-olímpica, de 2000 a 2002”, enfatiza. Nesta trajetória, Glauber chegou a jogar ao lado de grandes ídolos do esporte, como Tulio Maravilha, Viola, Adriano, Dagoberto, Maicon, Daniel Alves, Elano, Diego e Julio Batista, entre outros. Bastante satisfeito com sua trajetória profissional, Glauber se mostra grato às oportunidades que teve. “Uma das coisas boas de ser jogador de futebol é o prazer de fazer o que gosta, e ainda ser pago pra isso, além de conhecer muitos lugares e fazer amizades”. Mas o jogador também admite as dificuldades da profissão. “A dificuldade começa logo quando se está nas ca-

Da região para a televisão Outros talentos que hoje brilham na TV saíram de nossa região. Marly Marley, por exemplo, hoje é famosa pela sua participação como jurada no “Programa Raul Gil”, do SBT, e por ser casada com o humorista Ary Toledo. Mas, mais do que isso, Marly é parte da história viva das artes nacionais. Marly Marley nasceu em Três Lagoas e, ainda pequena, mudou-se para Lins, no estado de São Paulo. Formou-se professora e psicóloga, mas optou por se dedicar às artes. É atriz, diretora de teatro, crítica musical, jurada musical e ex-vedete da época de ouro do rádio e televisão brasileiros. Além de sua participação no “Programa Raul Gil”, Marly se dedica atualmente à produção e direção de peças teatrais, como “O Vison Voador”. Já Ilha Solteira é o berço da atriz Melissa Nascimento. Nascida e criada às margens do rio Paraná, Melissa deixou a cidade para estudar em Tatuí e, atualmente, reside em São Paulo, onde se dedica aos palcos. Além de atriz, Melissa é também professora de teatro. Recentemente, Melissa pôde ser vista na tela da TV Cultura, quando participou do programa “Almanaque Educação”. Na atração de cunho educativo, a atriz deu vida à Dorinha, uma das integrantes da trupe que investigava e divulgava questões ligadas ao conhecimento. tegorias de base. Mais de 80% dos jogadores não segue carreira. Fora o estágio, de quatro a cinco anos, antes de chegar ao profissional sem ser remunerado. Essa foi com certeza minha maior dificuldade! Saí de casa com 14 anos e, aos 18, ainda não sabia se me tornaria profissional. E, neste período, convivia com má alimentação, condições precárias pra dormir, saudade de casa e dos amigos. Não foi fácil, mas o meu prazer de jogar futebol superou tudo isso”, conta. E, mesmo já tendo alcançado o sonho de ser um jogador profissional, Glauber ainda quer mais. “Gostaria de jogar em um time grande, apesar de eu ter jogado em grandes clubes médio-grande. E, quem sabe, retornar à seleção principal!”, deseja. Para ele, o importante é não deixar de sonhar e correr atrás de seus objetivos. “Pode parecer pretensão demais, mas se você pensa pequeno, seus ganhos também serão”, ensina.

Celeiro de talentos Os exemplos de personalidades de destaque no esporte oriundos da região são inúmeros. A lista inclui Gilberto Ribeiro Gonçalves, o Gil. Natural de Andradina e atualmente defendendo a camisa do União, de Mogi das Cruzes, o atacante foi revelado pelo Corinthians, clube no qual ganhou destaque com as conquistas do torneio Rio-São Paulo e Copa do Brasil de Futebol de 2002, quando formava um bom lado esquerdo com Kléber e Ricardinho. Também ficou conhecido como um dos jogadores mais rápidos do futebol brasileiro na época que defendia o Timão. Andradina, aliás, é mesmo uma cidade onde não faltam destaques no campo. O meio campo Marcio Richardes, atualmente no Urawa Red Diamonds, também é natural da “terra do rei do gado”. Richardes contabilizou passagens pelo Criciúma e São Caetano, disputando o Campeonato Brasileiro. O zagueiro Bruno Rodrigo Fenelon também é conterrâneo de Gil e Marcio. Atualmente atuando no Santos, Bruno passou pelo Jalesense-SP e Portuguesa-SP. Entre seus títulos pelo Santos, estão a conquista do Campeonato Paulista 2010 e 2011, a Copa do Brasil 2010 (Santos FC) e a Copa Libertadores de 2011. Já Rafael Pereira da Silva, o Rafinha, é natural de Ilha Solteira, e também coleciona títulos em sua trajetória vitoriosa. Revelado pelo Guarani, passou pelo Vasco da Gama, São Paulo e São Caetano, até brilhar no Flamengo, em 2003. Depois disso, foi jogar na Itália, pelo Messina, entre 2004 e 2006. De volta ao Brasil, contabilizou passagens pelo Fluminense, Goiás e Bahia. Conquistou a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca de 2004 pelo Flamengo, o Supercampeonato Paulista de 2002 pelo São Paulo, e a Copa do Brasil de 2007 pelo Fluminense. Já a ex-jogadora de basquete Ruth de Souza é natural de Três Lagoas, MS. Ruth foi pivô da Seleção Brasileira de Basquete e ajudou o time na conquista do título mundial na Austrália, em 2004, e atuou ao lado de um dos ícones do basquetebol feminino, Hortência. FEV • MAR / 2012 |

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FAMOSOS DA REGIÃO

Na tela da TV Desde menina, Ana Maria Paris mostrava talento e desenvoltura para as artes. Logo cedo, começou a dançar balé em Ilha Solteira, cidade onde nasceu e foi criada, e já sonhava com uma carreira diante das câmeras. E hoje, aos 27 anos e ocupando o cargo de produtora e apresentadora do núcleo de produção do SBT Interior, em Araçatuba, ela se vê diante de um sonho realizado. “Posso dizer que estou maravilhada com tudo o que está acontecendo, realmente parece um sonho”, comemora. Hoje, Ana pode ser vista por todo o interior paulista apresentando merchandisings no programa “Tele Verdade”, além de atuar como produtora por trás das câmeras. Para ela, a arte e a comunicação são duas grandes paixões. “Sempre convivi no meio de propaganda e arte, sendo que meu pai tem uma empresa no ramo, e pela minha grande paixão pela dança que desenvolveu o meu lado sensitivo e desinibido; então, desde muito nova já criava anúncios para folhetos e cartazes”, revela. Este contato com a arte publicitária levou Ana à faculdade de Publicidade e Propaganda, que ela engatou com as especializações em Assessoria Política e em Interpretação para TV. Pois foram justamente essas formações que deram à Ana o estofo necessário para hoje ocupar o lugar que ocupa. Como publicitária e assessora política, Ana ingressou no marketing político em sua primeira grande experiência profissional. Logo em seguida, atuou no departamento de comunicação da prefeitura de Ilha Solteira, e foi aí que o caminho para a TV se abriu. “Na assessoria de imprensa da prefeitura de Ilha Solteira, atendia contatos comerciais de emissoras para negociar a divulgação do município; foi então que conheci o diretor da então TVI, hoje SBT Interior de Araçatuba”, revela. Mas, do primeiro contato à realização profissional, muita coisa aconteceu até que Ana se firmasse nas telas da TV. Ela conta que, inicialmente, foi contratada para ser contato comercial da emissora em São José do Rio Preto, mas a experiência não foi muito boa. Ali ficou apenas três meses, para em seguida passar a atuar numa produtora de vídeo local. “Foi um período muito, mas muito difícil, pois não queria abandonar meu sonho e voltar para casa, muito menos decepcionar minha família, que me apoiou 20

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A publicitária ilhense Ana Maria Paris durante gravação do programa Tele Verdade, no SBT Interior.

tanto na minha decisão”, lembra. Para Ana, as amizades feitas ali a mantiveram de pé. “Em meio a todas as dificuldades encontrei pessoas que me ajudaram muito, dentre elas um grande amigo, Wilson Silveira, que, na época, coordenava o canal 30 de Rio Preto, e também era contato comercial da produtora na qual eu trabalhei e sobrevivia de pequenos cachês. Foi ali que comecei a ganhar visibilidade na m��dia”, lembra. E foi assim que Ana criou coragem para correr atrás de seus sonhos. Ela se mudou para Araçatuba e bateu à porta do SBT Interior, onde pediu uma chance ao diretor da emissora, o senhor Lindolfo. “Em meio a lágrimas, pedi uma oportunidade para ele, mas agora para trabalhar no que eu realmente sei fazer. Muito paciente e com uma sabedoria admirável, o senhor Lindolfo me pediu calma, e me disse que eu teria a minha oportunidade”, lembra. Assim, antes de finalmente conseguir se tornar apresentadora, Ana passou a produzir programas para a emissora, através de produtoras independentes. Enquanto isso, o núcleo de produção do SBT Interior se reestruturava, já que a emissora havia sido vendida e passava por uma fase de transição, de antiga TVI para a atual SBT Interior. Neste meio tempo, Ana, pacientemente, esperou pela chance que tanto al-

mejava. “Enfim, minha hora chegou e o sr. Lindolfo me contratou. Inicialmente, mais uma vez, como contato comercial. Mas, dois meses depois, enfim assumi o cargo de produtora e apresentadora do núcleo de produção do SBT Interior”, comemora. Desde que passou a ser vista no ar por toda a região, inclusive em sua cidade de origem, Ana só vem recebendo elogios e apoio da família e dos amigos. “É muito bom ouvir ‘Ana, te vi na TV’, meu coração transborda de alegria! No primeiro dia de exibição, meus pais me ligaram logo após, e eu não consigo traduzir em palavras o que senti naquele momento, simplesmente chorei”, conta, emocionada. “Os amigos também, a todo momento, nas redes sociais, me elogiam e mandam energias positivas, é muito gratificante!”, diz. E agora, prestes a estrear como apresentadora de uma nova atração do SBT Interior, Ana se sente realizada. “Eu só agradeço a oportunidade que me foi dada! E, agora, só depende de mim mesma seguir o caminho correto e crescer na carreira. A única coisa que peço a Deus é que continue me iluminando. E deixo um recado, que parece jargão, mas é a mais pura verdade: jamais desista de seu sonho! Beijos a todos e me assistam no SBT Interior!”, convida, feliz.


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Lentes de Contato Dentais:

Inovação na Odontologia

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CAPA

Sorrir faz bem!

Lentes de contato para dentes devolvem o prazer de sorrir, sem dor nem complicação. Está cientificamente comprovado que sorrir faz bem à saúde. E é por este motivo que a Odontologia está sempre trazendo novidades. A mais recente delas, e que tem chamado muito a atenção, são as lentes de contato dentais, uma técnica de confecção de finas lâminas de porcelana. O procedimento é indicado pelo dentista que realiza o trabalho com a ajuda do ceramista (profissional técnico em prótese dental - TPD), que fabrica a lente de porcelana que vai ser “colada” sobre os dentes. As lentes de contato são confeccionadas uma a uma, em um processo delicado e artesanal, pois são estruturas de 0,2 mm de espessura.

Ilha Solteira, já disponibiliza esta novidade. Segundo a dentista, as lentes de contato dentais são indicadas para aqueles que buscam mais uniformidade aos dentes e muita beleza.

A técnica é pouco invasiva e, portanto, altamente conservadora das estruturas dentais. A grande vantagem deste tratamento é que na maioria dos casos o dentista não precisa desgastar os dentes do paciente com brocas, preservando ao máximo sua estrutura e alcançando um resultado estético surpreendente, rápido e indolor. Dra. Mayra Dias

Pensando à frente de seu tempo, e buscando proporcionar o melhor para seus pacientes, a cirurgiã dentista Mayra Dias, de

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“As lentes de contato dentais são aplicadas sobre a superfície do dente para recobrir dentes amarelados, com manchas, levemente desalinhados ou com diastemas (espaço entre os dentes). Com elas também é possível corrigir pequenas fraturas e em muitos casos substituir o uso do aparelho ortodôntico”.

Cirurgiã Dentista CRO 48.334

Especialista em Implantodontia e Cirurgia Avançada Especialista em Saúde Coletiva Cursando Especialização em Estética

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SAÚDE

Estrias:

O terror das mulheres

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Priscila Tinti

s estrias nada mais são do que o rompimento das fibras elásticas que sustentam a camada intermediária da pele, formada por colágeno e elastina, responsáveis pela sua elasticidade e tonicidade. No início, as lesões são avermelhadas ou róseas, evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Em pessoas de pele morena, as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. A pele na área afetada tem consistência frouxa. Na maioria dos casos, elas aparecem durante a puberdade, em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida. Normalmente elas aparecem nas coxas, nádegas e no abdômen de cerca de 90% das mulheres durante a gravidez. E se você acha que elas só surgem nas mulheres, está enganada! Em muitos casos, elas são comuns nas mamas e dorso dos homens também, porém são mais frequentes no sexo feminino, sendo uma das principais queixas de estética entre as mulheres.

Como evitar

O surgimento das estrias depende de uma tendência pessoal. Algumas pessoas as desenvolvem mesmo com pouca distensão da pele, e outras não desenvolvem estrias nem na gravidez, quando a distensão da pele é muito grande. Para que evite este mal tão indesejável pelas mulheres, é recomendada a hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias. As pessoas que sofrem deste mal não podem deixar de ingerir pelo menos oito copos grandes de água por dia (dois litros) e evitar engordar demais e rapidamente, eliminando doces e gorduras da dieta e praticando exercícios físicos regularmente. Para as meninas, na fase da puberdade, estes cuidados são muito importantes, pois é nessa época que costumam surgir estrias nas nádegas, coxas e mamas. Nos rapazes, a fase do “estirão” pode causar estrias horizontais no dorso do tronco. 24

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TRATAMENTOS As estrias são lesões irreversíveis e, portanto, não existe um tratamento que faça a pele voltar ao que era antes. Os tratamentos visam melhorar o aspecto das lesões, estimulando a formação de tecido e tornando-as mais semelhantes à pele ao redor. Para isso várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: Tratamento com ácidos: alguns tipos de ácidos, especialmente o ácido retinoico, estimulam a formação de tecido colágeno, melhorando o aspecto das estrias. Pode haver descamação e vermelhidão, e a concentração ideal para cada caso deve ser definida pelo dermatologista, de acordo com o tipo de pele. Deve ser evitada a exposição ao sol. Peelings: os peelings têm a mesma ação dos ácidos, no entanto, de uma forma mais acelerada e intensa, geralmente levando a um melhor resultado. Também deve ser evitada a exposição ao sol. Subcisão: esta técnica consiste na introdução de uma agulha grossa, com ponta cortante, ao longo e por baixo da estria, com movimentos de ida e volta. O trauma causado leva à formação de tecido colágeno no local, que preenche a área onde o tecido estava degenerado. Provoca mancha roxa, que faz parte do tratamento, pois a reorganização do sangue também dá origem à formação de colágeno. Dermoabrasão: o lixamento das estrias

provoca reação semelhante à dos peelings, com formação de colágeno, mas com a vantagem de regularizar a superfície da pele, que ganha mais uniformidade, ficando mais semelhante à pele ao redor. Intradermoterapia: consiste na injeção ao longo e sob as estrias de substâncias que provocam uma reação do organismo, estimulando também a formação de colágeno nas áreas onde as fibras se degeneraram. Além disso, a própria passagem da agulha provoca uma discreta subcisão. Laser: a aplicação do laser provoca o fechamento dos pequenos vasos nas estrias avermelhadas e promove a formação de novo colágeno, com diminuição do tamanho das estrias recentes ou antigas. Carboxiterapia: Consiste na a aplicação de gás carbônico (CO2) através de infusão tecidual com pressão controlada. Por intermédio de uma micro-agulha, é injetado gás carbônico (CO2) nos tecidos cutâneos, se difundindo para proximidades da aplicação. Trata-se de um procedimento não cirúrgico e não é muito doloroso.


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ARTIGO

Transplante Capilar: Mitos e Verdades

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uito se diz sobre o transplante capilar. O procedimento é sempre citado e considerado como uma solução para os insatisfeitos que perderam parte dos cabelos. Popularmente, é chamado de implante capilar, mas se trata de uma nomenclatura equivocada, já que implante refere-se a material artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. Portanto, o termo implante de cabelo, ou de cabelos, somente estaria correto se estivéssemos nos referindo a implante de fios sintéticos. Já transplante refere-se à transferência de um organismo para outro, de tecido ou de um órgão (ou parte dele), no intuito de compensar ou substituir uma função perdida. Portanto, o termo correto é transplante de cabelo. E, como na técnica de transplante capilar removemos de um indivíduo para transplantar no mesmo indivíduo, o correto mesmo seria autotransplante capilar. Esta técnica é composta de três etapas. Primeiro: remoção de uma área doadora do couro cabeludo- que não contenha o código genético para a calvície; segundo: divisão da área retirada em unidades de um, dois e três fios; terceiro: o transplante dessas unidades para a área receptora calva. Como os fios transplantados não contém o código genético para a calvície, eles nunca mais cairão. Portanto, o resultado do autotransplante capilar é para a vida toda. A História do Transplante Capilar A moderna técnica de transplante capilar amplamente utilizada nos dias de hoje teve início em 1939, no Japão, quando um dermatologista chamado Dr. Okuda, trabalhando com pacientes queimados, começou a

Antes 26

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transplantar enxertos de pele de couro cabeludo sadio contendo cabelos para outras áreas queimadas do couro cabeludo. Ele notou que esses enxertos continuavam produzindo cabelos, mesmo depois de transplantados. Dr. Okuda faleceu durante a segunda Guerra Mundial e sua descoberta ficou perdida por muitos anos. O engraçado é que ele nunca pensou em utilizar essa técnica para tratamento da calvície. Os princípios do transplante capilar moderno foram redescobertos no começo dos anos 1950, por um dermatologista de Nova Iorque chamado Dr. Norman Orentreich. Seus trabalhos foram rejeitados várias vezes, pois os cientistas não acreditavam que isso pudesse funcionar. Dr. Orentreich foi a primeira pessoa a utilizar a técnica de transplante capilar no mundo para tratamento de calvície. Ele descobriu que o cabelo, quando transplantado, mantém as mesmas características da área de onde foi re- movido. Isso significava que o cabelo retirado de uma área que não continha o código genético para a calvície mantinha essa característica quando transplantado para uma área calva. Nascia assim o transplante capilar moderno. Depois de experimentar inúmeros instrumentos para remoção dos cabelos, Dr. Orentreich optou por usar punches de 4 a 5mm de diâmetro, o que corresponde quase a largura de uma borracha de

Depois

Antes

lápis. O Transplante Capilar Hoje Em 1994, Dr. Limmer, um dermatologista de San Antonio, descreveu sua técnica de separação das unidades foliculares com o uso de microscópios. Ele notou que os cabelos não saíam um a um do couro cabeludo, como se imaginava, mas sim em grupos de um, dois e três fios aos quais ele deu o nome de unidades foliculares. Isso revolucionou a técnica de transplante capilar. O avanço tecnológico consiste na separação dessas unidades foliculares de um, dois e três fios em microscópios de alta potência e, assim, transplantá-las para as áreas calvas, exatamente como eram na área doadora, com todos seus anexos, glândulas, músculo eretor do pelo etc. Essa técnica se chama “All Microscopic folicular unit transplantation” ou transplante microscópico folicular total. Trata-se de um processo delicado e artesanal. Porém, os resultados compensam, visto que são absolutamente naturais e impossíveis de serem detectados sob quaisquer circunstâncias, pois os enxertos são transplantados exatamente como saem do couro cabeludo. Outras vantagens da técnica microscópica são: o tamanho bem menor dos enxertos; menor tempo de recuperação e menor visibilidade; sem perda de área doadora, ou seja, o aproveitamento dos folículos é total.

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SAÚDE

Cirurgia de Obesidade Aberta ou Videolaparoscópica:

Qual é a melhor técnica?

ABORDAGEM ABERTA

A cirurgia bariátrica (cirurgia da obesidade) atualmente pode ser realizada por dois métodos, a videolaparoscopia (realizada por pequenos cortes e introdução de cânulas e câmera de vídeo no abdomen) ou a aberta (por corte tradicional) – como indicados nas figuras. A VIDEOLAPAROSCOPIA tem sido utilizada em todos os tipos de cirurgia abdominal, não só a para OBESIDADE,mas também para retirada de vesícula biliar, hérnia de hiato, apendicectomia, hérnia inguinal, ressecções intestinais – inclusive por tumores - e outras. Tanto na VIDEOLAPAROSCOPIA quanto na aberta, a técnica da cirurgia em si é exatamente a mesma, e o resultado final é semelhante seja qual for o meio de acesso escolhido. Ou seja, a redução do peso também é equivalente nas duas técnicas. Em relação às complicações cirúrgicas, como fístulas (vazamento nas suturas), embolia pulmonar e infecção intraabdominal, elas parecem ocorrer com a mesma freqüência em ambas as técnicas. No entanto, é evidente que a cirurgia VIDEOLAPAROSCÓPICA diminui drasticamente as complicações decorrentes da ferida operatória (corte da cirurgia), que incluem saída de secreção (devido 28

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ABORDAGEM LAPAROSCÓPICA

à lipólise – “derretimento da gordura”), infecção e hérnias. A dor no corte da cirurgia também é um fator que incomoda muitos pacientes e que está virtualmente ausente quando se opta pela videolaparoscopia. Em geral, os pacientes preferem realizá-la pela VIDEOLAPAROSCOPIA, seja pelo valor estético (apenas 5 ou 6 “furos” ao invés de uma cicatriz maior no meio do abdômen), seja pelo menor trauma cirúrgico e consequente recuperação mais rápida Contudo, a VIDEOLAPAROSCOPIA também tem suas desvantagens. Por envolver um maior aparato técnico (pinças especiais, câmera de vídeo, monitor, insuflador de ar) está mais sujeita a “problemas técnicos”, que podem impedir a realização da operação por Video, tendo que ser convertida para a técnica aberta. Também podem haver contraindicações ou complicações pela insuflação de ar dentro do abdômen (pneumoperitônio). Além disso, os custos da cirurgia VIDEOLAPAROSCÓPICA são mais elevados (aproximadamente 3x mais cara). Entretanto, esse maior custo é rapidamente recuperado quando se faz as contas do tempo médio de internação e dos dias em que o paciente fica sem trabalhar para se recuperar da cirurgia – que é mui-

BYPASS GÁSTRICO

to mais curto na cirurgia por VIDEOLAPAROSCOPIA. Sendo assim, o meio de acesso da CIRURGIA DA OBESIDADE deve ser uma decisão do médico (que precisa estar habilitado para tal e ter o equipamento necessário para a realização do procedimento), do paciente (que precisa conhecer quais são os reais benefícios da técnica) e da fonte pagadora (que vai arcar com o maior custo imediato).

Dr. Vitor Maia Pires Médico formado pela faculdade de medicina USP – Ribeirão Preto Residência Médica de Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital das Clínicas USP – São Paulo Especializado em Endoscopia, Colonoscopia e Cirurgia da Obesidade (HCFMUSP – SP)


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AMOR & SEXO Priscila Tinti

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ntes, durante e depois da transa, dizer a frase certa pode elevar a temperatura do sexo e fazer você e o gato irem à loucura. Quer testar hoje à noite? Já percebeu como algumas palavras picantes sussurradas provocam um delicioso arrepio naqueles momentos a dois? Ou, então, funcionam como pista para que seu querido faça o que você realmente deseja? Se ele for do tipo conservador, na certa estranhará ouvir frases ultrassensuais saindo de sua doce boca. Mas acredite: a grande maioria a-do-ra escutar certas bobagens inspiradas e morre de excitação por causa delas. Quanto mais você brincar com a imaginação dele, melhor. Nas preliminares: ousar! Está certo que a maior parcela dos homens já vem de fábrica com o botão do sexo ligado. Mas eles amam quando incrementamos a experiência com alguns comandos sensuais. Portanto, experimente deixar claro o que quer antes mesmo de chegarem perto dos lençóis. É encorajador para o gato saber que basta um beijo bem dado para fazê-la delirar. Então, use frases como “eu poderia beijá-lo assim para sempre” ou “não consigo tirar a minha boca do seu corpo”. Nessa fase, seu homem também costuma fantasiar como gostaria que a coisa toda rolasse. E, do mesmo jeito que você fica insegura antes de tirar a roupa nas primeiras vezes, o lindo também morre de medo de não conseguir um desempenho à altura. Então, diga que está feliz por estarem juntos e descreva o que sente nessa hora, como a vontade de ir até o fim e de senti-lo mais próximo. Com frases do tipo “estou ficando tão molhada” ou “já sinto como se você estivesse dentro do meu corpo”, “quero sentir você dentro de mim”, o rapaz ficará extasiado por aflorar seu instinto selvagem! Fala garota! Travada demais para soltar a língua? Comece descrevendo o que está rolando. Criar aqueles apelidos (de que eles tanto gostam) para os termos clínicos, como pênis ou vagina, também funciona. Finalmente, esteja ciente de que, ao expressar sua excitação durante o sexo, vai incentivá-lo a fazer o mesmo. Então, não se sinta desrespeitada com o que ele disser.

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F e Sexo etiches, antasias

Qual é a fantasia sexual número 1 deles? E as mais desejadas? Muitas mulheres, inclusive as mais jovens e modernas, querem saber mais sobre os desejos masculinos para obter mais sintonia sexual. A maioria concorda que “entre quatro paredes vale tudo”, mas, no geral, os casais acabam vivendo poucas variações e caem na temida rotina. Vamos a alguns fetiches e fantasias que podem fazer parte de “brincadeiras” e incrementar o erotismo na relação? A fantasia número um dos homens é a de transar com duas mulheres. No final do texto, estão as três preferidas entre os brasileiros, segundo a SBRASH - Sociedade Brasileira de Estudos em Sexologia Humana. O ménage a trois (sexo a três) traz à tona medo e insegurança na maioria das mulheres. Uma terceira pessoa poderá fragilizar a autoestima e autoconfiança em relação ao vínculo afetivo e à imagem corporal. Tudo isso costuma deixar as mulheres resistentes a essa experiência. Mas existem aquelas que resistem por perceber uma excitabilidade excessiva nessa possibilidade de estar intimamente com outra mulher. A realização dessa fantasia implica numa relação de confiança pessoal e interpessoal, mas não deve ser tomada por pressão ou medo de que o outro busque sozinho esse prazer. Fantasia na fantasia - Um dos caminhos que pode trazer excitação e envolvimento pode ser o de viver essa fantasia na fantasia, imaginado que a sua mulher é outra pessoa ou que há uma terceira pessoa na relação. Uma dica importante: procure não incluir nessas fantasias imaginárias a participação de pessoas conhecidas, pois isso costuma deixar as mulheres mais inseguras do que excitadas. Muitos homens desejariam ser surpreendidos por uma sessão de sexo com apetrechos. Pode ser um vibrador, bolinhas, pomadas, calcinha comestível, uma lingerie ousada de couro, máscara, venda ou outro “brinquedinho” qualquer. Alguns relatam que adorariam ficar de olhos vendados enquanto a mulher espalha mel, chantilly, gelo, chocolate derretido, ou qualquer outra delícia, em caminhos inusitados até chegar num sexo oral caprichado.

Grande parcela dos homens reclama que suas parceiras têm receio ou nojo de sexo oral. No sexo oral pode-se contaminar com muitas doenças sexualmente transmissíveis, inclusive AIDS. Por isso: use camisinha sempre! Muitos desejam ver a sua parceira “fissurada” pelo pênis, pois isso intensifica o tesão. Por que não brincar com vários tipos de preservativos, coloridos, fluorescentes e com sabor? Muitos gostariam de sentir-se dominados na hora da transa, de ser algemados, amarrados... Mas até que ponto essa fantasia vale a pena? Pode ser uma brincadeira excitante, uma sacanagem estimulante, só não vale violência ou algo que desagrade o parceiro. Aliás, esse limite de dor e desagrado tem de ser respeitado em nome do vínculo de confiança na relação. Fetiches como o de ser seduzido por uma mulher nua, ou com uma lingerie sensual e de salto alto são muito frequentes. Há o desejo de muitos de que sua parceira sinta vontade de praticar sexo anal. Outros têm o desejo de pedir carícias na região anal, mas não pedem por medo de ter sua masculinidade questionada. Esses receios precisam ser desmistificados. A região perianal apresenta alta sensibilidade e grande eroticidade. Cabe ao casal começar a ousar e realizar com um pouco mais de envolvimento o prazer sexual. Ainda existem mulheres que deixam essa responsabilidade para os homens. Elas também têm de participar, pois a iniciativa delas também é um fetiche, e dos mais estimulantes. Sentir-se desejado eleva o ego masculino e o deixa excitado para uma deliciosa noite de amor.

Boa sorte nas ousadias!


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MODA OUTONO / INVERNO

Modelos: Guilherme Alves, Fellipe Octávio • Fotografia: Pam Souza

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Flor de Cactus

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MODA OUTONO / INVERNO Bambuluá

Modelos: Alba Oliveira, Anna Maria Stecker, Ana Carolina Mazzucato Fotografia: Pam Souza • Roupas e Acessórios: Bambuluá Maquiagem e Cabelos: Giovanna Cabeleireira

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MODA OUTONO / INVERNO

Modelos: Danielli Penteado, Alice Luiz, Maryana Fernandez • Fotografia: Pam Souza Maquiagem e Cabelos: Vitor Cabeleireiro / Salão Glamour (18) 3743-2431

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A técnica de unhas de gel

BELEZA

O gel é aplicado diretamente sobre a unha natural, sendo esculpido manualmente. Caso a cliente deseje unhas mais compridas são aplicadas extensões/próteses na ponta da unha. O gel é aplicado de forma a constituir uma unha com aspecto natural e permite corrigir eventuais assimetrias. O processo de aplicação dura em média 1hora e meia a 2 horas As unhas de gel necessitam de uma manutenção regular que varia entre as 3 a 4 semanas. Durante a operação de manutenção, o gel é substituído por uma camada nova para melhor aderência e ficarem novinhas.

Unhas de Gel/ Silicone

A

lvo de uma popularidade crescente, as unhas de gel têm demonstrado a capacidade de oferecer a solução ideal para quem procura uma alternativa prática e duradoura às mais tradicionais formas de manutenção das unhas. Apelativas pela sua versatilidade estética e resultados prolongados, as unhas de gel são uma opção que merece ser ponderada por todas as Mulheres

que tenham por objetivo possuir unhas com um aspecto saudável,natural e sofisticado. Os resultados destas técnicas são bastante apreciados, não só pela sua beleza mas também porque são uma solução para muitos problemas, tais como: unhas curtas, porque se partem ou lascam, unhas deformadas, unhas roídas, ou mesmo para quem não tem tempo de cuidar das suas unhas.

Danieli Lopes Estética de Unhas Técnica em Unhas de Gel/ Silicone

Vantagens

Formada na Professionails Pronails em Portugal.

•O Gel/silicone contém uma composição química inofensiva que é composto por queratina e colágeno e é hipoalergênico. •As unhas de gel são extremamente resistentes e têm ainda um papel fortalecedor, uma vez que protegem a unha natural à medida que esta vai crescendo, cada vez mais saudável. •Para além de um visual brilhante e muito gracioso, pode mimar as unhas de gel da mesma forma que as naturais, ou seja, pintar e lixar à vontade!

Estética Facial e Corporal

Salão Glamour

Rua Machado de Assis nº339 Nova ilha - Ilha Solteira/SP Tel: (18) 3743-2431 ou 8105-0367

Gordura localizada Flacidez e Celulite Drenagem Linfática Massagem modeladora Drenagem turbinada Massagem turbinada Bambuterapia Pedras quentes e frias Ultra som Endermologia Toalhas Quentes

Vinhoterapia Gesso Lipolítico Redutor Estrias Clareamento de Manchas Pré e pós operatório Limpeza de pele Peeling de Diamante Anti – idade Hidratação Discromias

Talita Tobal Fisioterapeuta Dermato Funcional Formada na Funec – Fisa em Santa Fé do Sul (2002) Rua Machado de Assis nº339 - Nova ilha Ilha Solteira/SP Tel: (18) 3743-2431 40

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BELEZA

Cabelos

Como cuidar das madeixas descoloridas ou com mechas neste verão

Os cabelos descoloridos ou mechados são os que mais inspiram cuidados ao expor-se à luz solar. Quando exposto ao sol, sofrem pequenas mudanças na cor. Para proteger dos efeitos solares o seu cabelo, mantenha sempre ao seu lado um condicionador tipo leave-in que contenha oxido nítrico. Quando pegar uma praia lembre-se: chapéu é sempre fundamental, além dos cuidados que você tem com suas madeixas.

CHEGA DE ENROLAÇÃO

Você quer um produto que: Deixa os cabelos lisos natural e tratado; Compatível com todos os processos químicos; Proporciona brilho intenso e maciez...

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D ica de M a q uiagem Po r C a r l a D ’ Al m e i d a

Cores, muitas cores!

Nesta estação, a maquiagem colorida está em alta. Assim, pode-se brincar com todas as cores, sem medo. No entanto, é preciso bom senso. Pode-se usar e abusar das cores, desde que se tome o cuidado para não carregá-la demais. Confira no passo-a-passo:

Antes

Passo 1 - Limpe bem a pele antes de aplicar a maquiagem.

Passo 2 - Comece sempre com o corretivo. Espalhe de maneira uniforme e cubra bem as olheiras ou qualquer eventual imperfeição na pele.

Passo 3 - Lembre-se de usar a base de maneira uniforme, para que a pele não fique de cor desigual.

Passo 4 - Aplique o pó em movimentos circulares, para tirar os pontos de brilho e dar acabamento na pele.

Pele pronta

Passo 5 - Os olhos podem ganhar mais cor com o uso de sombras. Comece com um contorno lateral. As cores mais fortes devem ser aplicadas apenas no canto externo da pálpebra. A parte interna deve ser esfumaçada em tons mais claros. Assim, ficará colorido sem carregar demais.

Passo 6 - Aplicação de lápis: se você possui olhos grandes, você pode puxar a linha preta até o canto interno do olho. Porém, se seus olhos são pequenos, evite, indo até só a metade da pálpebra. Você também pode esfumaçar a parte inferior com o mesmo tom de maquiagem utilizada na parte superior.

Passo 7- O rímel ou máscara na maquiagem é para realçar o olhar, deixando os cílios mais longos e destacados. Sem esse recurso, os olhos apagados, sem expressão, fundos. Se você quer apenas destacar os olhos sem exageros, aplique o rímel apenas na base dos cílios. Se você for das mais ousadas, invista nos cílios postiços para ocasiões que merecem! Carla e Luana

Passo 8 - O blush deve ser espalhado por toda a pele da maçã do rosto. Cuidado para não concentrar muita cor nas bochechas.

Passo 9 - Os lábios também podem ganhar mais vida. Use cores que “conversem” com a cor do olho, para não haver discrepâncias. Modelo: Luana Gonçalves - Maquiagem: Mary Kay “Lembre-se sempre: maquiagem não faz mal à pele! O que faz mal é Carla D’ Almeida - Maquiadora produto de má qualidade. Use sempre maquiagens de boa procedência. “ Passeio Corumbá, 204 - F. (18) 3743-2586

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T úne l do tempo

Os inesq

an s De “década perdida” a “Cult”, os anos 1980 André Santana

S

e uma criança dos dias de hoje segurar com as mãos um grande brinquedo eletrônico, que mais parece um disco voador com apenas quatro botões enormes e coloridos, provavelmente não saberá o que fazer com ele. Afinal, num universo onde tudo é informatizado e toda a diversão está em smartphones, laptops, Playstations e similares, a tal criança atual nunca poderia imaginar que tem em mãos um dos brinquedos mais populares (e modernos!) de uma época não muito distante. Porém, se quem estiver lendo este texto for um legítimo filho dos anos 1980, já matou a charada há tempos! O brinquedo em questão é o Genius, um joguinho eletrônico cuja principal atração era seguir uma sequência de cores e sons. Parece simples. E é mesmo! Mas absolutamen-

te divertido! Hoje o Genius é um item icônico quando se fala em infância e adolescência vividas nos anos 1980. Mas, quando se fala em jogos eletrônicos, o ícone máximo da geração 80 era mesmo o Atari, o vídeo game mais popular da época. Esqueça os jogos cheios de gráficos e acabamentos em 3D, 4D ou quantos mais “D’s” forem possíveis: aqui, a grande diversão é atravessar labirintos e fugir de fantasminhas. Quem aí já segurou um joystick de Atari sabe bem da sensação que era jogar o popularíssimo Pac-Man! Mas nem só de jogos eletrônicos, que hoje são considerados toscos, viveu a década de 1980. Apelidada de “década perdida” por um bom tempo (mais por questões políticas do que culturais, bem entendido), hoje em dia ela é relembrada com um ar um tanto saudosista. Brinquedos, moda, música, filmes e programas de TV que marcaram a geração 80 hoje tem status de cult. Prepare-se então. A partir de agora, a CLIC te convida para embarcar no Balão Mágico rumo a uma viagem a um passado não muito distante, mas repleto de lembranças que hão de fazer muito marmanjo chorar. Infância feliz Quem foi criança na década de 1980, deve ter curtido muito programas como “Bambalalão”, “Balão Mágico” e “Xou da Xuxa”, com Trem da Alegria tocando na

vitrola, dançando enquanto saboreava um delicioso Dipn’ Lick, aqueles pirulitos deliciosos, que vinham num saquinho cheio de açúcar colorido. Figuras como Simony e o extraterrestre Fofão, ou Xuxa e sua tropa que incluía as Paquitas, Praga, Dengue e Moderninho, ou ainda Sérgio Mallandro e seu hit “Capeta em Forma de Guri”, marcaram esta


quecíveis

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ainda estão frescos na memória de muita gente geração. Também deve ter se maravilhado num cineminha particular, embarcando nas emoções de filmes como “Os Goonies”, um verdadeiro clássico da “Sessão da Tarde”. Um clássico, aliás, que contava com a gloriosa presença de Cyndi Lauper, outro ícone máximo deste tempo. As brincadeiras dentro de casa envolviam bonecos como o Lango Lango, que distribuía socos a granel. Para as meninas, a coleção Moranguinho, formada por bonecas cheirosinhas e coloridas, era a grande sensação. Jogos clássicos, como o Pula-Pirata, eram obrigatórios numa tarde chuvosa. O já citado Atari era a sensação e o

sonho de consumo de dez entre dez crianças da época. Os gráficos toscos não eram problema para quem embarcava na emoção das batalhas espaciais deste vídeo game antológico, cujas navezinhas nada mais eram que formas geométricas reunidas. Já o dia de sol pedia brincadeiras de rua. Quem não se lembra do emocionante jogo de Bente Altas, mais conhecido como “Bete”, que consistia em derrubar a “casinha” do adversário usando um taco e uma bolinha? Era correria que não acabava mais! Ou ainda desbravar as ruas pulando feito um louco, a bordo do inesquecível Pogobol? Muita gente deve ter quebrado a perna num desses... Mais coloridos que o Restart A moda da década de 1980 foi caracterizada por cores, muitas cores. Moderno, naquela época, era se inspirar no new wave (nova onda - em inglês), com modelitos e cores baseados na onda da

geração saúde e da febre da ginástica aeróbica. Contrariando a moda dos anos 60 e 70, onde em um vestuário da moda prevalecia roupas largas, artesanais e de inspiração indiana, nos anos 80 o uso de roupas de ginástica (lycra, sapatilha, polaina) no cotidiano, combinadas a roupas excêntricas e exageradas, com cores cítricas, estampas de animais e, sobretudo, muitas bolinhas, era a tendência. Com todo o avanço tecnológico, a moda oitentista se baseou em tudo que era novo, moderno e eletrônico. O Japão foi um dos grandes países inspiradores da moda da época. O surgimento do stretch dava um ar futurista às roupas. Mesmo assim, várias pessoas aderiam FEV • MAR / 2012 |

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Música – o “trash cult” e o novo rock nacional

aos brechós, procurando a moda do armário da “vovó”. Os cabelos ganharam um corte assimétrico, com franjas repicadas. Muitos usavam com gel, e mantinham um topete tão alto quanto conseguiam. A tintura com cores exóticas e marcantes se tornou mais frequente entre os jovens. Basta se lembrar de “Flashdance”, outro filme bastante famoso na época, e que ditou moda não somente no vestuário, mas também na música.

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Quando se fala em música dos anos 1980, a alcunha de “década perdida” cai, definitivamente, por terra. Afinal, a década foi marcada pela efervescência musical brasileira, dando espaço para o surgimento de diversos movimentos musicais, que iam desde o brega até o genuíno rock nacional. Basta lembrar que nomes como Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, RPM, Titãs, Ira! e Legião Urbana são filhos desta época. O primeiro “Rock in Rio”, em 1985, foi um dos grandes eventos musicais do período. A década nos apresentou ainda alguns conjuntos e bandas que não sobreviveram, ao menos não com o mesmo sucesso, ao início dos anos 1990. A banda Metrô, por exemplo, fazia um som bastante característico à época, e emplacou sucessos como “Beat Acelerado”. A versão da banda para a música “Ti Ti Ti”, que embalou a abertura da novela de mesmo título, foi um sucesso! E quem não se lembra de Inimigos do Rei, intérpretes dos clássicos “Uma Barata Chamada Kafka” e “Adelaide, a Anã Paraguaia” (cuja letra dizia que a tal anã “não era a Claudia Raia”...)? Dentre os artistas internacionais mais carismáticos, destacamse Michael Jackson, com o álbum “Thriller”, o mais vendido da história, e que também inventou o videoclipe moderno; as divas Cher, Madonna, Debbie Gibson e Cyndi Lauper, um dos principais ícones

fashion de todos os tempos; Tina Turner voltou ao mundo da música lançando um novo álbum, “Private Dancer”, que se tornou um mega sucesso. Outros cantores que se destacam nessa década são Kylie Minogue, Janet Jackson, George Michael, Boy George, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Paula Abdul, Prince, Billy Idol, Bruce Springsteen, Laura Branigan, Roxette, A-ha (cujo hit “Take on Me” virou um dos melhores videoclipes da história!), entre outros. Mas a irreverência característica dos anos 1980 também se refletiu na música, fazendo surgir ícones da década. Por muito tempo considerados “bregas”, hoje nomes como Sidney Magal, Gretchen e Nahin (do hit grudento “dá dá dá... seu coração!”) são considerados cult. No escurinho do cinema Enquanto Rita Lee entoava os acordes de uma de suas canções mais famosas, a molecada dos anos 1980 se maravi-


lhou com grandes clássicos desta época nas salas cinematográficas do país. O cinema jovem americano estava em alta, e vários títulos lançados naquela época se tornaram icônicos. Os anos 1980, definitivamente, consagraram o chamado “cinema pipoca”. As naves espaciais de “Guerra nas Estrelas - O Império Contra-ataca” e “O Retorno de Jedi” encheram os olhos dos cinéfilos amantes do melhor da ficção científica, enquanto “Superman II - A Aventura Continua” consagrava de vez o saudoso Christopher Reeve vivendo Clark Kent. Já “O Iluminado”, de Stanley Kubrick, deixou muito marmanjo sem conseguir dormir à noite. Steven Spielberg se especializou em filmes infantilizados, com uma pegada familiar, e arrastou multidões para ver “Indiana Jones” e “ET – O Extraterrestre”. Os fãs da boa ficção científica ganharam referências eternas, como “Blade Runner”, “Tron”, “Aliens”, “Robocop” e “O Exterminador do Futuro”, de James Cameron (ele mesmo, o homem por trás de “Titanic” e “Avatar”). Nesta leva, não faltaram clássicos que, vira e mexe, ainda podem ser vistos na “Sessão da Tarde”, como “Karatê Kid”, “Splash”, “Gremlins”, “Máquina Mortífera”, “Dirty Dancing”, “Uma Cilada para Roger Rabbit”, “Batman” (de Tim Burton) e o clássico dos clássicos: “Curtindo a Vida Adoidado”,

com Matthew Broderick realizando o sonho de qualquer adolescente da época: matar aula e “aprontar todas”, como costuma dizer Dirceu Rabello, a voz-padrão da Globo, a cada nova exibição deste adorado filme. Zapeando A juventude 1980 não podia reclamar da programação da televisão. Muitos programas pensados para este público se tornaram não apenas sensação, mas parte importante da história da própria TV. Basta se lembrar das modernosas aventuras de Juba e Lula, os protagonistas de “Armação Ilimitada”, série que revolucionou a linguagem televisiva e alçou seus astros Kadu Moliterno, André de Biase e Andrea Beltrão em ídolos juvenis. A revolução aconteceu também no humor, quando a trupe da “TV Pirata” deu as caras com seus esquetes cheios de ironia, fazendo graça da política, da sociedade e da própria televisão. Os mais novinhos não devem ter se esquecido dos desenhos animados que se tornaram verdadeiras febres no período. As incríveis corridas de “Speed Racer”, as singelas aventuras das criaturinhas azuis protagonistas de “Smurfs”, ou os heróis “HeMan” e “SheRa”, com suas aventuras seguidas da inevitável lição de moral. Mas a animação que mexeu com a cabeça de muita gente nesta época, foi, sem dúvidas,

a inesquecível “Caverna do Dragão”. A trupe liderada por Hank vivia aventuras tão sombrias naquele lugar inóspito e repleto de criaturas mágicas e monstros, que não demorou para que boatos sobre seu desfecho pipocassem aos baldes. Até nos dias de hoje, ainda há quem acredite que os jovens perdidos estão, na verdade, mortos, e aquele lugar nada mais é que o inferno. No entanto, os próprios produtores da animação desmentiram essa conclusão sinistra. A verdade é que um final definitivo para a série nunca foi produzido, daí o surgimento destas “versões alternativas”. Os anos 1980 consagraram as boas e inesquecíveis novelas das sete, repletas de humor rasgado que atraíam público de todas as idades. “Guerra dos Sexos”, “Ti Ti Ti”, “Que Rei Sou Eu?” e “Top Model” se tornaram antológicas. Às seis, “A Gata Comeu” se tornou a trama preferida de crianças e adultos. E no horário nobre, “Roque Santeiro”, “Vale Tudo” e “Tieta” tornaram-se clássicos.


TELECRÍTICA

Máquina do

Mistério Três séries cheias de suspense, assinadas pelo criador de “Lost”, estão em cartaz no Brasil André Santana

U

ma das principais figuras da televisão e do cinema estadunidense da atualidade tem um nome que começa com uma letra repetida duas vezes: J. J. Abrams. Pode ser que você nunca tenha ouvido falar dele, mas acredite: com certeza já assistiu algo com a assinatura do criativo produtor, diretor e roteirista. Basta somente dizer que ele é o homem por trás de um dos maiores fenômenos pop da última década na televisão: a cultuada “Lost”. Se “Lost” já foi encerrada (com um final que decepcionou alguns fanáticos, claro!), a criatividade efervescente de Abrams segue trabalhando a todo vapor. E, mesmo que nenhuma das séries de sua grife tenham alcançado a dimensão da aventura dos sobreviventes do voo 815 da Oceanic, ao menos elas tem garantido um público fiel e fã de enigmas e fantasia. Neste início de 2012, duas de suas produções já podem ser vistas pelo público brasileiro, já que ambas estão em cartaz na Warner Channel: “Person of 48

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Interest” e “Alcatraz”. “Person of Interest” já está no ar há um tempo. Trata-se de um interessante drama que, assim como “Lost”, é cercado de mistérios, porém com uma mitologia um tanto mais acessível. A série mostra uma avançada tecnologia desenvolvida para combater crimes violentos: um programa de computador que reconhece padrões e identifica indivíduos prestes a se envolver em ocorrências deste tipo. A criação do software coube a Finch, misterioso bilionário e gênio da computação vivido por Michael Emerson (o Ben Linus de “Lost”). Para impedir os crimes, Finch conta com a experiência de Reese, interpretado por Jim Caviezel (ator de “A Paixão de Cristo” e “Além da Linha Vermelha”), exagente de operações secretas da CIA dado como morto. No ar desde outubro de 2011, “Person of Interest” agradou em cheio a quem curte uma boa série de investigação. A série é uma criação de Jonathan Nolan, que vem a ser irmão de Christopher Nolan (cineasta festejado nos EUA, responsável por “O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem”, entre outros), e J. J.

J. J... quem

Apesar de ter ficado famoso mesmo ao atrelar suas iniciais poderosas à “Lost”, o diretor e produtor J. J. Abrams tem um currículo que vai além da série da ilha, ou das atuais “Fringe”, “Person of Interest” ou “Alcatraz”. Abrams, aos 45 anos, já emplacou vários sucessos, tanto na telona quanto na telinha. Jeffrey Jacob Abrams, um homem franzino e com jeitão de nerd, começou sua carreira no cinema aos seus 16 anos, quando escreveu músicas para o filme “Nightbeast”. Em seu último ano na faculdade, se juntou a Jill Mazursky para escrever um tratamento. Comprado pela Touchstone Pictures, o tratamento se tornou a base do filme “Milionário num Instante”, estrelado por James Belushi. Em seguida, foi ator em “Uma Segunda Chance”, com Harrison Ford, e roteirizou “Eternamente Jovem”, sucesso com Mel Gibson.


Abrams assina como produtor. Mas o atual produto assinado por J. J. Abrams que tem dado o que falar atende pelo nome de “Alcatraz”. A nova série, que estreou recentemente no Brasil, também surge envolta em mistério, numa trama com elementos inspirados na realidade. Na trama, a detetive de polícia Rebecca Madsen (Sarah Jones) se depara com um caso de homicídio no qual as digitais batem com as de um antigo detento de Alcatraz, morto décadas antes. Rebecca rapidamente se interessa pela ocorrência, mas o agente do governo Emerson Hauser (interpretado por Sam Neill, de “Jurassic Park”), tenta impedila. Porém, a detetive busca a ajuda do expert em Alcatraz e fã de HQs, Dr. Diego “Doc” Soto (Jorge Garcia, o Hurley de “Lost”). Juntos, os dois descobrem que o ex-presidiário continua vivo e não envelheceu um dia

quem?

Abrams colaborou com o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Michael Bay, em 1998, no filme “Armageddon”. No mesmo ano, se aventurou na televisão, criando a simpática série “Felicity”, servindo como cocriador (junto com Matt Reeves) e produtor executivo. Na TV, também esteve por trás de outro sucesso, “Alias”. Estreou como diretor de cinema em 2006, com o filme “Missão: Impossível 3”. Em 2009 Abrams dirigiu o reinício da franquia “Jornada nas Estrelas”, com o altamente aclamado filme “Star Trek”. Seu mais recente filme como diretor é “Super 8”, coproduzido por nada menos que Steven Spielberg. Abrams também produziu filmes como “Cloverfield – Monstro”.

a mais desde seu desaparecimento em 1963. Tanto “Person of Interest” quanto “Alcatraz” são exibidas no Brasil pela Warner

Channel. A primeira vai ao ar todas as terças-feiras, às 21h, enquanto a última é exibida sempre às segundas-feiras, às 22h.

Mais mistérios na Warner

“Person of Interest” e “Alcatraz” não são as únicas séries a levar a assinatura de J. J. Abrams em cartaz na Warner. A emissora também exibe, desde 2008, a série “Fringe”. A produção também tem seus mistérios, mas envereda para o lado da ficção científica e costuma responder seus enigmas, mesmo que aos poucos, ao invés de ir acumulando perguntas, como era “Lost”. A série começa quando um acidente aéreo ocorre em Boston, matando todos os passageiros e a tripulação de forma chocante. Neste contexto, a agente especial do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) é chamada para investigar. Depois que seu parceiro, o agente especial John Scott, quase morre durante a investigação, Olivia procura desesperadamente por ajuda e acaba conhecendo o Dr. Walter Bishop (John Noble), considerado o Einstein da nossa geração. Só há um problema: Walter esteve internado em uma clínica psiquiátrica pelos últimos 17 anos e a única forma de questioná-lo é pedindo ajuda a Peter Bishop (Joshua Jackson), o estranho filho de Walter. “Fringe”, a cada episódio, explora as investigações do trio diante de misteriosos eventos. Conforme a série vai evoluindo, sua mitologia se amplia, dando espaço a universos paralelos, que criam novas dimensões com novas realidades. Quando esses diferentes universos se unem, “Fringe” vai se tornando cada vez mais intrincada, e, por isso mesmo, bastante saborosa para quem é fã de uma boa trama de fantasia. A Warner Channel exibe a quarta temporada de “Fringe” no Brasil todas as terças-feiras, às 22 horas.

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T e l e - visão

www.tele-visao.zip.net

Quando a

TV André Santana

A

Vida da Gente, novela das seis da Globo, chegou ao fim com todos os méritos. Não foi um megassucesso de audiência, é verdade, mas teve o grande trunfo de arrebatar de vez o público que, desde o início, comprou a história do triângulo amoroso entre Ana (Fernanda Vasconcelos), Manu (Marjorie Estiano) e Rodrigo (Rafael Cardoso). Há muito tempo não se via um triângulo amoroso tão intrincado, tão complicado, apesar da aparência simples do enredo da obra. Simples porque a autora Lícia Manzo (que, diga-se, assina sua primeira novela como titular) optou pelo caminho do naturalismo. Sua trama corre como a vida, com paradas, contemplações, percalços, discussões e surpresas. Ao contrário da atual trama das nove, um pastelão calcado na ação entre mocinhos e bandidos, “A Vida da Gente” não tem vilões. Seus conflitos são mais próximos, mais reconhecíveis, mais palatáveis e, por isso mesmo, extremamente envolventes. Comparada a Manoel Carlos, autor de obras como “Laços de Família” e “Páginas da Vida”, por usar do mesmo estilo de narrar o cotidiano, Lícia Manzo provou, com o delicioso texto de “A Vida da Gente”, que tem uma assinatura própria e não precisa ser comparada a ninguém. Pois, enquanto a crônica de Manoel Carlos se torna, por vezes, enfadonha de tão “cotidianesca”, a de Lícia Manzo arrebata por traduzir conflitos psicológicos de maneira quase poética. Quem acompanhou os capítulos

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desta saga, com certeza reparou na qualidade dos diálogos. E não tinha como ser diferente, afinal, “A Vida da Gente” é, antes de tudo, um dramalhão de conflitos psicológicos e, para traduzi-los à linguagem de folhetim, devia mesmo recorrer aos diálogos. Por isso mesmo, todos os personagens da novela tinham, ao menos, um confidente. E a trama principal, aparentemente simples, mostrou-se, na verdade, bastante complexa. A história de duas irmãs que disputam um homem é mote mais do que batido em novelas, mas “A Vida da Gente” o fez de uma maneira ímpar. Ao nos apresentar Ana, Manu e Rodrigo como personagens de carne e osso, com defeitos e virtudes, a novela soube dividir a torcida do público. Ana, Manu e Rodrigo foram todos vítimas de uma situação que não criaram, mas foram empurrados a ela. Assim, não existem culpados ou inocentes. Ana dormiu por cinco anos e sua vida seguiu sem ela. Nada mais natural que as situações se reconfigurem a partir de uma ausência. Eis o nó complicado que “A Vida da Gente” tinha de desatar nestes meses no ar. “A Vida da Gente” soube também discutir as novas configurações familiares, retratando famílias compostas não somente por pais, mães e filhos, mas também padrastos, enteados e meios-irmãos. Além disso, foi caracterizada por personagens femininas fortes, em detrimento a uma galeria de homens passivos, o que indica uma mudança de comportamento social. A novela, assim, termina com aquela sensação de que nem passou. No entanto, todos os personagens passaram por transformações profundas ao longo de suas trajetórias. Ou vai dizer que a vida da gente não é assim? André Santana é jornalista, redator da revista Clic Cidade e blogueiro do UOL Televisão

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“O Astro” em DVD

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Depois do sucesso na TV, com duas versões exibidas em 1977 e 2011, “O Astro” retorna. Desta vez, em DVD. Protagonizada por Rodrigo Lombardi como o sedutor Herculano Quintanilha, a novela que inaugurou a faixa das 23h na TV Globo terá todos os capítulos na íntegra distribuídos em 12 discos. Ao todo, são 35 horas de conteúdo que incluem cenas de bastidores e depoimentos de Rodrigo Lombardi, Francisco Cuoco e dos diretores Roberto Talma (núcleo) e Mauro Mendonça Filho (direção geral). “Quem for assistir pode esperar muita emoção, drama, gente bonita em uma história única e boa do começo ao fim”, afirma Mauro Mendonça Filho. “O Astro” tem direção de núcleo de Roberto Talma, direção geral de Mauro Mendonça Filho e direção de Fred Mayrink, Allan Fiterman e Noa Bressane. O remake é baseado em uma história de Janete Clair e foi escrito por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro. A produção foi ao de julho a outubro de 2011. “É uma mesma história escrita por dois grandes autores, baseada na história de uma grande autora que foi a rainha das novelas, Janete Clair”, diz Talma. Além de Rodrigo Lombardi e Francisco Cuoco, o elenco conta com Daniel Filho, Regina Duarte, Humberto Martins, Carolina Ferraz, Alinne Moraes, Thiago Fragoso entre outros. “Quando fui convidado para fazer o Herculano Quintanilha, um papel que é tão marcante na história da teledramaturgia e de Francisco Cuoco, senti medo porque eu não tinha este registro. Eu não assisti ‘O Astro’ em 1978. Então, pesquisei imagens e vídeos. Quando vi o primeiro vídeo desliguei na metade da primeira cena senão não conseguiria fazer porque era muito bom”, conta Lombardi.

Divulgação

retrata “A Vida da Gente”


CULTURA POP

De Springfield

para seu freezer Duff, a cerveja preferida de Homer Simpson, é lançada no Brasil André Santana

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e você é fã de “Os Simpsons”, já deve ter sentido aquela inveja de quando Homer, após um dia “cansativo” no trabalho, deita no sofá e se diverte com o controle remoto da televisão. Ou quando se empanturra, sem culpa, de deliciosas rosquinhas. Mas o cotidiano do patriarca da família amarela não se resume à TV e donuts: o funcionário do senhor Burns bate ponto, diariamente, no Moe’s, onde encontra os amigos e toma sua Duff gelada. Pois se a cerveja to-

mada pelos personagens da famosa série de Matt Groenning virou um símbolo cult dos anos 1990 e 2000, saiba que agora ela é mais do que um ícone pop: é uma realidade. O responsável por dar tridimensionalidade à famosa garrafa da Duff Beer é o empresário mexicano Rodrigo Contreras. Em 2004, mesmo sem o apoio da Fox, dona dos direitos de “Os Simpsons”, ele teve a ideia de lançar uma cerveja real, que carregasse a famosa marca. Em 2006, a Duff Beer foi lançada no México, tornando-se um sucesso instantâneo, mesmo sem grande divulgação. Afinal, quem ficaria indiferente diante da garrafa da cerveja preferida de Springfield? Em 2007, a cervejaria belga Haacht Brewery, em parceria com a empresa de Contreras, concretizou a ideia e disponibilizou a cerveja no mercado europeu. Depois de ganhar toda a Europa, foi a vez do mercado latino conhecer a Duff. Em 2009, foi criada a Duff Sudamérica, centrando suas operações na Colômbia e espalhando a bebida por Chile, Paraguai, Colômbia e Panamá. No final do ano passado, finalmente o Brasil entrou na rota da Duff, sendo lançada em alguns bares da cidade de São Paulo. Pelo site da Duff Brasil (www.duffbrasil.com.br), é possível con-

sultar a relação de bares que dispõem da Duff em seu cardápio, além da lista de sites de cervejarias que a disponibilizam para a venda on line. A Duff “real” tem suas diferenças com relação à vista na TV. Em “Os Simpsons”, a cerveja é uma sátira às bebidas populares, de consumo em massa. Já sua versão real é nobre. “Ao contrário da cerveja ‘do povo’, que é consumida na série, a Duff brasileira é produzida através de um processo que a torna um genuíno exemplo da categoria ‘Puro Malte’”, explicou Conrado Kaczynski, sócio da Duff do Brasil e responsável por trazer a bebida ao país, ao site Techtudo. Outra diferença é que a Duff do desenho é consumida, principalmente, em latas. Já a Duff real chega em garrafinhas. O rótulo, no entanto, é idêntico. Ou seja, a bebida não é apenas um sonho de consumo de apreciadores da boa cerveja, como sua garrafa já é item de colecionador. A Duff, no Brasil, é fabricada pela cervejaria catarinense SaintBier, responsável também pela produção da Cerveja Coruja. Inicialmente a distribuição é limitada, mas existem planos de expandir as vendas para outras regiões.

Saaaangue! Não foi apenas a Duff que saltou da TV para a geladeira de casa. Outra famosa bebida, de uma série igualmente famosa, foi lançada para deixar os fãs sedentos de... sangue! Ou quase isso. Trata-se do Tru Blood, a bebida preferida dos vampiros da série “True Blood”, da HBO. Na série, os vampiros deixaram a clandestinidade graças ao Tru Blood, um sangue sintético desenvolvido por japoneses que substitui o sangue humano na dieta dos dentuços. Servida em qualquer bar ou supermercado, a bebida permitiu que os sugadores de sangue deixassem de atacar os pobres mortais. No entanto, nem todos os vampiros aderiram à modernidade, o que rende grandes conflitos na série da HBO, que já tem quatro temporadas de sucesso produzidas. E não é que o Tru Blood também ganhou uma versão real? Obviamente, não se trata de sangue sintético, e sim de um refrigerante de laranja com coloração semelhante ao drinque da série. Vendida no próprio site da HBO (www.store.hbo.com), o Tru Blood da vida real vem na mesma simpática garrafinha vista na série. Ou seja, mais um item de colecionador obrigatório para os fãs da série. FEV • MAR / 2012 |

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CLIC MÚSICA

Porque letra de música ruim chama tanto a atenção? Elias Taveira de Freitas

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consumidor tradicional de música, aquele que comprava o disco, ouvia, conhecia o artista e se interessava pelo conteúdo das canções, praticamente desapareceu. Isto é um fato. Após o “boom” da internet e o fim da indústria da música, gostar de um artista, ou de uma canção, se tornou algo praticamente descartável, pois todo dia surge uma canção nova e a que surgiu ontem, é deixada de lado. Porém, o que mais tem chamado a atenção de todos, nos últimos tempos, é o conteúdo absurdo das letras de músicas consumidas pelo público brasileiro. O que está acontecendo com as pessoas? Muita gente fala em música popular de qualidade, com conteúdo e tudo mais, mas na hora de ouvir… A impressão que se tem, é que muita gente se transforma em um bando de zumbis sem cérebro, quando resolve colocar o som no último volume, tocando coisas do tipo “Vai mexer com tudo dentrooo” ou “Ela dá

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pra nóis, que nóis é patrão!”. É sério, não dá! A questão é: por que as pessoas têm ignorado músicas com letras mais espertas e com algum conteúdo de lado e tem optado por essas porcarias apelativas que só banalizam e desrespeitam a imagem da mulher brasileira, tratando-as como se fossem meros objetos sexuais descartáveis?

A CULPA É DE QUEM? Outro dia, um amigo me disse que a culpa era do povo. Segundo ele, o pessoal aceita essas coisas porque a massa é muito facilmente influenciada pela mídia. Será? Eu ainda queria saber porque o senso crítico do brasileiro anda tão bloqueado, a ponto de as pessoas acharem lindo o fato da música “mainstream” de hoje ser tão mongoloide? É difícil entender. A MÍDIA – É claro que os meios de comunicação têm uma enorme parcela de culpa nisso tudo, pois rádios e canais de TV passam 24 horas por dia enfiando porcaria na cabeça do povo. E são muito bem pagos por isso. Mas não é só culpa deles. Afinal, a internet está aí e serve (pelo menos teoricamente) como grande ferramenta de libertação para quem procura coisa boa pra ler e ouvir. Não é?

EDUCAÇÃO – Música, educação e cultura estão umbilicalmente ligados, certo? OK. Então será que esse efeito “zumbi sem cérebro” que faz o pessoal perder o controle quando houve

Elias Taveira de Freitas é jornalista e músico. Formou-se em jornalismo em 2007, escreve sobre música para diversos jornais e sites do estado. Contatos: E-mail: elias.taveira@gmail.com Twitter: @elias_taveira

funk e essas outras porcarias tem a ver com a péssima qualidade do ensino no país? Pode ser. Vale lembrar que um povo sem educação e cultura é facilmente influenciado pela dita “mídia mal intencionada”, que por sua vez é controlada por bandidos que fatalmente não querem que a galera tenha um mínimo de senso crítico. O Raul dizia isso, o Renato Russo também, o John Lennon era outro defensor dessa ideia… eles não podem estar errados. Eu sinceramente acho que o povo quer ouvir coisa boa, mas o povo também quer educação de qualidade, cultura, comida na mesa e geralmente não tem nem uma coisa, nem outra. Como diria o Titãs, a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte…


TECNOLOGIA

Empresa de tecnologia em informática de Ilha Solteira se destaca na região graças aos bons serviços prestados

Intélige: excelência comprovada em pesquisa

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Intélige, empresa especializada em infraestrutura de redes e manutenção em hardwares, comemora o resultado da pesquisa que indica a excelência de seus serviços prestados. Em pesquisa realizada entre os meses de maio e julho de 2011, e registrada no Cartório Oficial de Registro de Títulos e Documentos no município de Ilha Solteira (TD/ PJ N. 183), foi constatado que a empresa atingiu 98% em índices de satisfação em serviços prestados à prefeitura do município. Especializada nas implantações e manutenções em redes de transmissão de dados, seja por fibra óptica ou par metálico, vendas e manutenção de computadores e impressoras, serviços de comunicação multimídia em torpedos de voz e informática em geral, a Intélige atende, principalmente, pessoas jurídicas. Na pesquisa que comprovou a excelência da Intélige, vários serviços foram considerados. Um deles é o sistema de chamados Via Web através da Internet, onde cada usuário dos serviços recebe um login – nome de usuário - e uma senha, com as quais poderão realizar seus chamados sempre que necessário. Este sistema de atendimento é inovador para os usuários desses serviços, pois, em menos de dez minutos, o solicitante é atendido. Os entrevistados também foram questionados com relação ao atendimento profissional dos funcionários da empresa, bem como a resolução e o tempo para a solução dos problemas. Os profissionais da área de qualidade da empresa, num prazo máximo de 24 horas após os atendimentos prestados, questionavam os clientes de forma neutra, e estes avaliavam os serviços dando notas de zero a dez. Todos os departamentos da prefeitura participaram da pesquisa, e a Intélige foi muito bem avaliada. A empresa recebeu nota máxima em quase todos os quesitos, sendo que nenhuma nota foi menor que nove. A Empresa - A Intélige, além dos serviços de manutenção em equipamentos de informática em geral, também prestou, nos anos de 2010 e 2011, serviços em emendas e manutenção corretiva em cabos ópticos do município. A empresa investe 100% de sua mão-de-obra no município. Sua equipe é composta por profissionais de nível técnico ou superior nas áreas de informática e telecomunicações. Além disso, a empresa investe em orientações importantes e treinamentos necessários, dando total atenção à segurança no trabalho, com a utilização de EPis (Equipamento de Proteção Individual) e uma boa supervisão técnica, para que os serviços sejam realizados com total segurança e qualidade. A Intélige também colaborou muito nas infraestruturas de comunicação das redes internas e externas do município, para que o mesmo possa ser cada vez mais

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Jessé Fontes - Diretor Geral da Intélige digital. Deste modo, proporcionou uma comunicação eficiente e rápida aos munícipes, onde esses serviços são utilizados para facilitar os serviços privados e públicos. No que se refere à prefeitura, estes sistemas facilitam desde o pagamento de impostos, água ou IPTU, ou até mesmo aquisição de jazido no cemitério, seja nas dependências da prefeitura ou em sua residência via internet. A Intélige está presente nessas interligações em mais de 32 pontos de rede, utilizando tanto redes de pares metálicos ou fibras ópticas na rede do município. Segundo o diretor geral da Intélige, Jessé Fontes, a empresa possui, em sua equipe, profissionais com registros no CREA em telecomunicações, podendo trabalhar livremente em redes externas e internas públicas ou privadas, na técnica de manutenção e reparos na área de telecomunicações e informática, oferecendo mais segurança aos seus clientes. A empresa, em constante busca pelo aperfeiçoamento e excelência na prestação de serviços, também dispõe de Certificações de peso, como o da Multinacional Furukawa, maior fabricante de cabos ópticos e acessórios do mundo; o Certified Professional Fundamental; o Certified Profissional Optic Fiber; e o Certified Professional Master (projetos de cabeamento), válido tanto para operar os equipamentos como também manipular qualquer tipo de material deste renomado fabricante. A Intélige dispõe de técnicas especiais e equipamentos sofisticados, tanto para a realização das emendas por fusão tipo Vgroove (tecnologia laser), como também para a leitura e certificação da rede óptica, emitindo documentos válidos informando sobre a real situação da rede óptica ou metálica. Essas informações são valiosíssimas para seus contratantes, pois futuramente servirão para planejar as novas ações de implementação.

No portfólio da empresa, incluem-se serviços prestados na região e fora do Estado, principalmente em implantações e manutenções de serviços de redes para clientes de iniciativas privadas e públicas; nas áreas de comissionamentos de energia em subestações hidroelétricas (utilizando-se cabos ópticos para a comunicação de longa distância para tarifários); telecomunicações e tráfego de dados em universidades federais, estaduais e particulares; usinas de álcool e indústrias em geral. A Intélige é também especializada em serviços de instalação e configuração de servidores, centrais telefônicas convencionais ou por IP, manutenção de computadores e impressoras, bem como infra de redes de computadores utilizando rede metálica ou fibra óptica a qualquer pessoa jurídica, tudo em conformidade com o padrão exigido pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Ao mercado varejista, a Intélige acaba de lançar uma novidade: o Torpedo de Voz! Trata-se de um serviço em que a empresa, que conta com um banco de dados em que se incluem números de telefones, transmite torpedos para um grande número de clientes. Com equipamentos de alto desempenho, o Torpedo de Voz potencializa milhares de disparos de mensagens em telefones, contendo informações sugestivas de comércio, negócios etc., atingindo direto o público-alvo do cliente. Podem ser feitas milhares de ligações em um único dia. O mais interessante é que essa potente ferramenta de comunicação de massa está disponível e ao alcance de todos os níveis econômico-financeiro, ou seja, baixo custo. O diretor geral da Intélige, Jessé Fontes, é formado em Administração de Empresas, Telecomunicações, Processamento de Dados, e, recentemente, pós-graduado em Tecnologia de Redes na UFLA (Universidade Federal de Lavras). Trabalhou na Organização Jaime Câmara, como gerente geral em uma das emissoras do maior grupo de comunicação em mídia em TV do Centro- Oeste e afiliada à Rede Globo (Goiás). Ele reconhece que gerenciar o projeto de ampliação do sinal da Rede Globo-Goiás, entre 2003 e 2007, para 22 retransmissoras, foi seu maior projeto profissional. Na época, utilizou-se tecnologia híbrida entre fibra óptica e rádio micro-ondas. Os interessados em conhecer mais a Intélige e seus serviços, tanto para manutenções preventivas ou corretivas em informática, infraestruturas de redes de fibras ópticas ou metálicas, torpedos de voz, entre outros, podem procurar na Avenida 15 de Novembro, 1763 – ala comercial, Bairro Nova Ilha, em Ilha Solteira. Outras informações também podem ser obtidas no site (www.inteligetecnologia.com.br), ou pelo telefone (18) 3743-2102.


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A melhor comida caseira da cidade!

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Revista Clic Cidade - Ano 02- Ed. 02