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“O homem comum é exigente com os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo.” Marco Aurélio

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Porangaba, 30 de janeiro de 2014 - Distribuição: Porangaba, Cesário Lange, Bofete, Guareí, Tatui e Torre de Pedra - Edição nº 213 - Ano IX

Estiagem e calor prejudicam agricultores Nem mesmo os raros temporais que assolam a região foram capazes de reverter a seca que assola nosso município. Enquanto em janeiro de 2013 o índice pluviométrico acusou 239,9mm de chuvas. Em janeiro, até o dia 28, choveu apenas 39,6mm.

Ministério de Musica da Comunidade São João Batista num dia de lazer

O retrato da seca. Em janeiro de 2013 o açude acima transbordava 6

Primeiros socorros em escolas e creches Página 3 Fique por dentro de tudo que aconteçe em Porangaba, na região, no Brasil e no mundo Acesse www.folhadacidadeporangaba.com.br Volta à Escola

Leia mais um Causo do Jorge na página 25 Página Tropeirismo: O dia seguinte, na página 4 Entrevista - O historiador Júlio Domingues fala sobre a historia de Porangaba, na página 5 - Parte 2

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Página 02 - Folha da Cidade

EXPEDIENTE Redação/Diretor Antonio Carlos Marcelino J o r n a l i s ta R e s p o n s á v e l Antonio Carlos Marcelino MTb: 52.399 Jornalista Responsável (In Memoriam) Regina F. Miranda S. Dores Diagramação Antonio Carlos Marcelino Depto Comercial Rua Ciro Alonso, 312 Jd. São Luis Porangaba -SP Cep. (15) 3257-6437 18260-000

Arte e Impressão: Grafica Ortolan R. Mariano Catalan, 200 - São Manoel - SP Fone (14) 3841-3763 Folha da Cidade - O jornal de Porangaba Ltda CNPJ: 07.384.267/0001-79 E-mail:folhadacidade@fdnet.com.br A s m a t é r i a s a s s i n a d a s s ã o d e r e s p o n s a b i l i d a d e d e s e u s a u t o r e s .

Zé Zé era uma dessas pessoas que vive fugindo das dificuldades. Sempre procurou caminho mais curto e cômodo. Era mestre em atalhos Nem sempre suas soluções eram as melhores. Mas sempre estavam de acordo com os seus próprios interesses. Sofrimento era uma palavra que simplesmente não existia no dicionário do Zé. Tudo o que pudesse provocar algum tipo de desconforto era imediatamente colocado em segundo lugar. Coisas como: solidariedade, amor, desinteressado, humildade, perdão... Um dia Zé morreu... Ao chegar no Céu encontrou São Pedro em frente a uma grande porta com uma imensa cruz de mais ou menos cinco metros. Zé saudou o Santo com a intimidade de um velho conhecido, ... do jeito que fazia com os amigos nos bares da vida, quando queria pedir algum favor. Depois, então, Zé lhe perguntou: Qual o caminho mais curto para o céu? São Pedro respondeu: ”Seja Bem-vindo, Zé! A porta é por aqui mesmo ... Entre!” O Zé entrou e viu uma longa escada, bastante estreita e pedregosa. E perguntou imediatamente, como fazia nos velhos tempos: Não tem um caminho mais curto? São Pedro respondeu com ternura e autoridade: “Não, Zé. O caminho é esse mesmo. Todos os que entram no céu passam por aqui. E tem mais. Você deverá levar esta Cruz até lá. São apenas cinco quilômetros de caminhada.” O Zé olhou para a Cruz e pensou com seus botões: Vou dar um jeitinho. Agradeceu e saiu com sua

Cruz em direção ao Paraíso. Caminhou um quilometro sem dificuldades. Foi então que viu um serrote esquecido no chão. Olhou ao redor, não viu ninguém e não resistindo a tentação, cortou um metro da Cruz. Continuou o seu caminho mas levou junto o serrote. Mais um quilometro ... mais um metro cortado. Mais um quilometro ... cortou outro metro. Quando faltava apenas cem metros para chegar no Céu só havia mais um metro da Cruz. E lá ia o Zé carregando a cruz sem dificuldade, como sempre fez durante toda sua vida. Foi então que aconteceu o inesperado. Para chegar até o Céu, seria necessário atravessar um precipício. A distancia até a outra margem é de cinco metros. O Zé podia ver apenas um fogo intenso no fundo do precipício. Faltou coragem... ele não seria capaz de saltar tão longe. Desanimado, sentou. Lembrou então a oração do Anjo da Guarda que aprendera com sua avó. Começou a rezar ... e logo seu Anjo da Guarda apareceu e perguntou: - Ei Zé... o que você está esperando? A festa lá no Céu está uma maravilha! Você não está escutando a música e as danças?... Porque você está aqui sentado? O Zé respondeu: Cheguei até aqui, mas tenho medo de pular este precipício. O Anjo, então, exclamou: - Ora, Zé use a ponte! - Que ponte?... perguntou o Zé. E o Anjo respondeu: - Aquela que São Pedro lhe deu lá na entrada! Onde está a sua ponte, Zé? E, Zé compreendendo o seu grande erro respondeu tristemente ao Anjo: - Eu cortei!

Porangaba, 30 de janeiro de 2014

EDITORIAL Escolas violentas "Pesquisa revela que quase 70% dos mestres sentem que sua autoridade, dentro e fora da sala de aula, ficou sensivelmente abalada no decorrer dos últimos anos". Além das crônicas dificuldades inerentes ao ensino público brasileiro, sempre discutidas e alvo de polêmicas, mas nunca solucionadas a contento, mais um fator negativo vem se somar à fragilização da categoria dos professores. Presentemente, eles estão também ameaçados por situações de violência e de desrespeito à autoridade. Casos revoltantes são veiculados, com frequência, por todo o País, a respeito do quadro constrangedor, retratando desde a difícil convivência entre mestres e alunos até a perpetração de atos de agressividade por parte dos estudantes. Pesquisa divulgada pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) revela que quase 70% dos mestres sentem que sua autoridade, dentro e fora da sala de aula, ficou sensivelmente abalada no decorrer dos últimos anos. Está sendo solapado, dessa forma, um dos itens essenciais do sistema educacional, que se baseia na hierarquia e na cordialidade entre aqueles que ministram conhecimentos e seus discípulos. Dados aferidos por aquela entidade demonstram que mais de 25% dos professores da rede pública já foram ameaçados, pelos estudantes, por meio de agressões verbais, enquanto outros 7,5% chegaram a sofrer atos de violência física. Lápis e canetas, objetos que são naturalmente usados para o aprimoramento da aprendizagem e das noções de civilidade e convivência social, transformam-se por vezes em instrumentos usados para agredir.

Estiagem causa prejuízos

Uns falam de 40 anos, outros de cinqüenta. O certo é que Porangaba e região esta enfrentando uma das maiores estiagens dos últimos tempos. O sol inclemente insiste em manter a temperatura lá na casa dos 32 a 35 graus. A chuva não dá as caras já há muito tempo, pelo menos em quantidade suficiente para encher os açudes e rios que estão se transformando em pequenas poças d’agua. Para se ter uma idéia do tamanho do problema basta comparar alguns índices pluviométricos fornecidos pela prefeitura municipal. Enquanto em dezembro de 2012 choveu 241,1mm, em dezembro de 2013 tivemos apenas 44,4mm de chuvas. Em janeiro de 2013 o índice pluviométrico alcançou 239,7mm e em janeiro de 2014, até o dia 27, quando escrevíamos esta matéria, tinha chovido apenas 29,6mm. As diferenças são discrepantes e preocupantes, e o que se observa são dias cada vez mais quentes e chuvas cada vez mais escassas. Os produtores rurais, principalmente os tradicionais cultivadores de milho, já perderam suas lavouras e outros

aguardam chuvas abundantes para iniciar o plantio. Caso o clima não retome seu ritmo normal e a seca permaneça o fenômeno começará a repercutir na mesa da população com a queda de produção de legumes, frutas e cereais e o consequente aumento dos preços. Por falar em falta de chuvas, dizem que num passado bem distante, quando a estiagem era grande, faziam-se procissões saindo da frente da igreja matriz até um cruzeiro que até pouco tempo ainda se mantinha em pé numa propriedade la na Avenida Narciso Pieroni. As pessoas levavam pequenas garrafas ou vasilhas e lavavam a cruz clamando por chuvas. Dizem que tinha alguns fiéis com tanta fé que levavam guarda-chuva para não se molhar na volta. Falso ou verdadeiro o causo, não importa, o que sabemos hoje é que nem o cruzeiro existe mais naquele lugar e a população parece estar se esquecendo de rezar, de pedir ao Pai que abra as torneiras e deixe cair água em abundancia para encher açudes e rios e saciar a sede do povo.

Falando Sério Causos de nossa terra

O cavalo Ventania O Jorge Alves era o cavaleiro mais veloz de Porangaba. Seu cavalo, chamado Ventania, corria mais do que qualquer um de toda a região. Dizia que desde pequeno tratava o animal com uma medida de pólvora e outra de pimenta misturadas à ração. O cavalo cresceu soltando fogo pelas ventas e correndo mais que o vento Jorge afirmava que nunca havia perdido uma aposta. Seu Ventania ganhava todas. Naquele tempo Jorge havia se enrabichado pela filha do coroné Fermino. Éra uma moça que despertava a cobiça de muitos e, como o namoro era proibido, eles se encontravam às escondidas. Uma noite ele, silenciosamente, aproximou-se do local do encontro, numa cabana que ficava na estrada próxima à casa do coroné. - Silêncio Ventania, já estamos chegando. Fique quietinho que prometo caprichar em sua ração. Amarrou o cavalo proximo da cabana e entrou nela em total escuridão. Reparou no vulto que o esperava sentado. Tferozou

apressadamente a roupa e abraçou a mulher. Ao tentar beijar-lhe os lábios acendeuse a luz de um lampião. Assustado Jorge Alves deu um salto para trás. Viu que estava abraçado à avó de sua namorada. Olhando para o lado, ele viu a figura feroz do coroné segurando uma espingarda. - Fio de uma cadela, agora vou te encher de chumbo. Éra uma armadilha. Sem esperar, Jorge correu e pulou pela janela. e num salto montou no Ventania e galopou. O coroné sentou o dedo na winchester e o cavalo correu como nunca tinha corrido. - Corre Ventania, corre que o coroné tá bravo. Jorge sentia o chumbo quente queimando sua carne. Uma bala arrancou um naco de sua nádega. - Corre meu cavalinho, Vamo ganhá mais essa carrera - gritava o Jorge. E o cavalo correu em velocidade nunca vista. Nisso, o Jorge começou a escutar um assobio perto do seu ouvido direito. Como o assobio não passava, Jorge olhou então em direção ao desconhecido barulho e, desesperado, gritou: - Acelera Ventania, acelera que a bala emparelhô.

Em uma cidadezinha do interior havia um abacateiro carregado dentro do cemitério. Dois amigos decidiram entrar lá à noite (quando não havia vigilância) e pegar todos os abacates. Eles pularam o muro, subiram a árvore com as sacolas penduradas no ombro e começaram a distribuir o 'prêmio'. Um pra mim, um pra você. Um pra mim, um pra você. Pô, você deixou dois caírem do lado de fora do muro! Não faz mal, depois que a gente terminar aqui pegamos os outros dois. Então tá bom, mais um pra mim, um pra você. Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de 'um pra mim e um pra

você' e saiu correndo para a delegacia. Chegando lá, virou para o policial: - Seu guarda, vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos! - Ah, cala a boca bêbado. - Juro que é verdade, vem comigo. Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar... - Um para mim, um para você... O guarda assustado: - É verdade! É o dia do apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois? - Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora? - Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro... Cooooooorre!. ACM


Página 03 - Folha da Cidade

Porangaba, 30 de janeiro de 2014

PORANGABA - SUA HISTÓRIA Por Julio Manoel Domingues

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E a escola chegou ao povoado OS PRIMEIROS PROFESSORES DE PRIMEIRAS LETRAS NO POVOADO DO RIO FEIO

Figura 1 A primeira professora

Há mais de cem anos foram criadas as cadeiras de primeiras letras no povoado do Rio Feio – as escolas: masculina e feminina – que naquele tempo funcionavam separadas. Foram fatos importantes, apesar das dificuldades que tiveram que enfrentar. Os professores foram recebidos com entusiasmo, pois, então, já era possível alfabetizar as nossas crianças, ensinar a ler e escrever ( que na época era para poucos) - prepará-las para a vida, mas o funcionamento foi demorado em função da burocracia e dos inúmeros problemas a vencer. Imaginemos, por exemplo, a estrutura existente há mais de cem anos atrás e que eram precaríssimas. Faltava tudo; não existiam imóveis adequados, energia elétrica, saneamento básico; a pobreza, ignorância e desconforto predominavam na maioria das famílias. Some-se a tudo isso, além das doenças endêmicas e dos péssimos caminhos, a falta de comunicação, a resistência dos pais que preferiam ver os filhos trabalhando na lavoura, não se importando que fossem alfabetizados. Some-se a tudo isso, como fato positivo, a dedicação e o sacrifício dos professores.

Fotodez 1 anos da criação da 1ª escola, o jornal “O Progresso de A evolução foi realmente lenta e passados Tatuhy”, na edição do dia 11/01/1885, já publicava matéria alusiva criticando a situação do ensino publico primário no Rio Feio. Vejam o absurdo que enfrentaram esses dedicados professores: “O estado em que se encontram as escolas públicas da província é mais que constrangedor. Ainda, há poucos dias, que estando em Santo Antônio do Rio Feio, tivemos a ocasião de visitar a escola pública, regida pelo professor Rodolfo Cassimiro da Rocha (já era o segundo mestre), moço que faz honra ao professorado por suas qualidades pessoais e dedicação ao ensino. Quatro tábuas colocadas sobre caixões de querozene constituem a mobília escolar!. Uma única mesa, que ali existe, foi comprada pelo professor!. Dá vontade de rir ao ver aqueles meninos encarapitados nas tais tábuas – em posição incômoda, que bastante tédio lhes deve causar”. O crítico se apresentava com o pseudônimo de Paulista.

A Escola Masculina Em “Apontamentos” de Manuel Eufrásio de Azevedo Marques, 1879, consta a criação da Cadeira Masculina de Primeiras Letras no bairro do Rio Feio, em Tatuí, no ano de 1875. Criada a cadeira masculina em 1875, demorou muito tempo para ser instalada, cerca de 3 (três) anos, apesar da tentativa do Inspetor do Distrito de Tatuí, sr. Porfírio José de Souza Negrão, em 16 de julho de 1877, quando indicou o professor Antônio Carlos de Freitas para o Rio Feio, mas a transferência não se concretizou. A escola somente funcionou, em condições impróprias, sem o mobiliário necessário e outros materiais didáticos, com a chegada do primeiro professor: o sacerdote católico Francisco José de Miranda, transferido de Tatuí, onde regia a 2a. cadeira masculina desde 18/07/1875. Tomou posse em 01/05/1878; a matrícula foi aberta no dia 14/05/1878 e começou o trabalho escolar com 24 alunos. As dificuldades foram enormes e o número de alunos foi aumentando aos poucos, o que pode ser comprovado através dos relatórios enviados pelo professor. Deixava claro que as falhas para uma maior adesão não se restringiam somente à falta de um local adequado às aulas, mas principalmente pela situação econômica da maioria das famílias, sem recursos, e das dificuldades de comunicação. Em maio de 1879 eram 31 alunos e, em novembro do mesmo ano, o grupo já atingia 40 matriculados. O padre Francisco permaneceu no Rio Feio até 30/01/1880, quando se removeu para a Freguesia do Turvo. A cadeira ficou vaga e em setembro de 1881, decorridos quase dois anos, como nada tinha sido providenciado, “os fazendeiros do populoso bairro do Rio Feio pediram ao sr. Antônio de Oliveira Leite Setubal, Inspetor da Instrução Pública de Tatuí, que a cadeira fosse provida o mais rápido possível”. O tempo passou e a criançada ficou sem as aulas, pois o segundo professor - Rodolfo Cassimiro da Rocha somente começou a trabalhar em 10/11/1883; já fazia quase 4 anos que a escola estava acéfala, sem nenhum professor no Rio Feio.

O Primeiro Professor Padre Francisco José de Miranda natural de Jacareí, era filho de Marianno de Brito de Miranda e Josefina Maria da Conceição. Foram seus avós paternos: Manoel Correa de Miranda e Joaquina Maria de Jesus; maternos: Emídio Duarte e Virgínia do Nascimento. Exerceu o sacerdócio em Lorena e Caçapava, a partir de 1864 e, em 1867 já estava em Botucatu. Foi vigário encomendado da Paróquia do Braz (São Paulo) em 1875; trabalhou em Tatuí (1879-1880). O Padre Francisco permaneceu na Escola do Rio Feio ate 30/01/1880, quando se removeu para a Freguesia do Turvo. Trabalhou depois em Bofete de 1884 a 1893, onde foi também Presidente do Conselho de Instrução.

A Escola Feminina A Cadeira Feminina de Primeiras Letras, no bairro do Rio Feio (Freguesia da Capela de Santo Antônio do Rio Feio), foi criada através do Decreto nº 82, de 17/06/1881 e somente foi instalada em 01/08/1885 quando assumiu a professora América Kuntz Cardoso, que dirigiu a escola por dez anos.. América Kuntz Cardoso, natural de Tatuí, filha de João Nicolau Kuntz e Maria da Conceição, foi a primeira professora pública de Porangaba, então Freguesia da Capela de Santo Antônio do Rio Feio, nomeada, conforme noticiou o jornal “O Progresso de Tatuí”, edição nº. 368, de 05/07/1885. Foi casada com o Capitão Francisco da Silva Cardoso e, ao converter-se ao protestantismo, no início do século passado, teve sérios desentendimentos com o padre José Gorga, vigário da paróquia, culminando com uma série de denúncias e um processo administrativo na área da educação. Transferiu-se, em 04/07/1905, a pedido, para a Escola de Torre de Pedra. Posteriormente, mudou-se para Guareí, onde lecionou por muitos anos. Faleceu naquela cidade, em 27/04/1953, com 90 anos de idade.

• Sugerimos às atuais autoridades porangabenses que prestem as homenagens devidas a esses ilustres professores - figuras pioneiras pela abnegação, desprendimento e vocação, que muito engrandeceram a história da instrução pública primária de nossa terra. Novas escolas publicas e outros logradouros municipais poderiam receber os seus nomes.

SAÚDE É IMPORTANTE SABER Primeiros socorros em escolas e creches A presença de funcionários treinados para prestar serviços de primeiros socorros em todos os estabelecimentos de ensino e creches municipais é uma necessidade preventiva que dá tranquilidade à direção, aos professores e pais de alunos. Os estabelecimentos devem ter funcionários treinados em número suficiente para prestar atendimento em todos os períodos de funcionamento das unidades escolares. Os servidores das unidades deverão participar de cursos ministrados pela Policia Militar, através do Corpo de Bombeiros, ou outro orgão especializado, com ou sem custo para o município ou para a instituição de ensino. Os primeiros socorros protegem a vitima contra maiores danos, até a chegada de um profissional de saúde especializado. “Se todos soubessem noções básicas de primeiros socorros, muitas

vidas poderiam ser salvas”,. A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas”, e para que se possa prestar um socorro de emergência e eficiente é preciso dominar as técnicas de primeiros socorros. Algumas pessoas pensam que na hora da emergência não terão coragem ou habilidade suficiente, mas isso não deve ser motivo para deixar de aprender as técnicas, porque nunca sabemos quando teremos que utilizálas, dizem os especialistas Primeiros socorros são os procedimentos de emergência que devem ser aplicados a uma pessoa em perigo de vida, visando manter os sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela receba assistência definitiva.

Primeiros socorros para queimaduras Esfriar a área queimada grau - lesão superficial na com água fria durante 10 ou pele, apenas atingindo a par15 minutos; te externa da epiderme, não Retirar anéis e pulseiras provocando sangramento. antes que o local comece a Neste caso, a pele fica queninchar e formar bolhas; te, seca e vermelha, podenLevar o mais rápido pos- do inchar. sível a vítima ao hospital, se a extensão da queimadura Queimadura de 2º for superior à palma da mão; grau - lesão que destrói a Nunca estourar as bolhas, epiderme e lesiona moderapois aumenta muito o risco de damente a camada mais infecção. profunda da pele, Se a queimadura for de 3º lesionando também terminagrau, se a vítima for uma crições nervosas, glândulas ança, ou se a área queimasudoríparas e folículos da for em alguma região pilosos. Neste caso, a pele como a face, pescoço ou arforma bolhas, e pode apreticulações, o paciente deve sentar-se com coloração ser encaminhado o mais ráesbranquiçada. pido possível para assistência médica em carater de urQueimadura de 3ºgrau Foto Fábio Fatori – Fato Rural gência. lesão profunda, onde todas as camadas da pele estão Grau da queimadura completamente destruídas, podendo atingir as camadas As queimaduras são situ- de gordura, músculo ou ações que provocam dor in- osso. Neste caso, há possítensa e podem apresentar-se vel perda de sensibilidade na em 3 graus definidos de acor- região com reduzidas possido com a profundidade e es- bilidades de regeneração pessura do tecido destruído. cutânea. Dra. Aleksana Viana (MéQueimadura de 1º dica)

Parábolas de Jesus O Amigo Importuno 5 Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, emprestame três pães, 6 Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho o que apresentar-lhe; 7 Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; 8 Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister. Lucas 11.5:8


Página 04 - Folha da Cidade VARA ÚNICA DO FÓRUM DA COMARCA DE PORANGABA-SP. EDITAL DE LEILÃO/PRAÇA e de intimação dos executados JOSÉ CARLOS DA MOTA e FRANCISCO ANTONIO DA MOTA. A Doutora ANA LÚCIA GRANZIOL, Meritíssima Juíza de Direito da Vara Única do Fórum de Porangaba-SP, na forma da lei, FAZ SABER, aos que o presente Edital virem ou dele conhecimento tiverem e interessar possa, que, por este Juízo, processam-se os autos da Ação de Execução de Título Extrajudicial ajuizada por AROLDO KERRY PICANÇO em face de JOSÉ CARLOS DA MOTA e FRANCISCO ANTONIO DA MOTA, processo nº 0000016-44.1996.8.26.0470, que foi designada a venda do bem descrito abaixo, de acordo com as regras expostas a seguir: DA PRAÇA – A 1ª praça terá início no dia 03 de fevereiro de 2014 às 14:00 hs. Não havendo lance igual ou superior à importância da avaliação nos 3 (três) dias subseqüentes ao início da 1ª praça; a 2ª praça seguir-se-á sem interrupção, iniciando-se no dia 05 de fevereiro de 2014 às 14:01 hs e se encerrará no dia 26 de fevereiro de 2014 às 14:00 hs. DO CONDUTOR DA PRAÇA – A praça será realizada por MEIO ELETRÔNICO, através do Portal www.canaljudicial.com.br/paulistaleiloes e será conduzida pela Gestora Judicial Paulista Intermediação de Ativos e Gestão de Negócios Ltda., inscrita no CNPJ/MF sob o nº. 14.949.759/ 0001-20 e pelo Leiloeiro Oficial Sr. Alessandro Felipe Jerones, matriculado na Junta Comercial do Estado de São Paulo – JUCESP, sob 895.

Porangaba, 30 de janeiro de 2014

Secretaria de Educação convoca 20 mil professores para atuar na rede estadual SÃO PAULO - A Secretaria da Educação do Estado convocou nesta terça-feira, 21, 20 mil professores aprovados para atuar na rede pública paulista. Os selecionados devem comparecer nas 91 Diretorias de Ensino em que fizeram inscrição, entre 27 e 28 de janeiro, para escolher as unidades onde querem trabalhar. Os docentes devem levar documento de identidade e CPF originais à Diretoria de Ensino. O cronograma de escolha de vaga varia nas Diretorias de Ensino e também é estabelecido

de acordo com a disciplina que os professores lecionam. As datas estão definidas no edital da convocação. Depois da convocação e a escolha de aulas, os futuros professores passam pela perícia médica, prevista para acontecer a partir da segunda quinzena de fevereiro, e depois tomam posse nas escolas. O concurso é voltado a educadores que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio das disciplinas de Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Fí-

DO VALOR MÍNIMO DE VENDA DO BEM – Na 1ª praça, o valor mínimo para a venda do bem apregoado será o valor da avaliação judicial atualizada que é de R$157.698,08 (cento e cinquenta e sete mil, seiscentos e noventa e oito reais e oito centavos) atualizados até 31/12/ 2013. Na 2ª praça, o valor mínimo para a venda corresponderá a 60% (sessenta por cento) do valor da avaliação judicial. DA COMISSÃO DA GESTORA JUDICIAL – O arrematante deverá pagar à Gestora Judicial PAULISTA LEILÕES, a título de comissão, o valor correspondente a 5% (cinco por cento) sobre o preço de arrematação do imóvel. DOS LANCES – Os lances deverão ser ofertados pela rede Internet, através do Portal www.canaljudicial.com.br/paulistaleiloes. DOS DÉBITOS – Eventuais ônus sobre o imóvel correrão por conta do arrematante, com exceção do previsto no art. 130, parágrafo único, do Código Tributário Nacional. REMIÇÃO DA EXECUÇÃO/ACORDO – Se o(s) executado(s), após a apresentação do edital em epígrafe, pagar a dívida ou realizar acordo antes de alienado(s) o(s) bem(ns), ficará(ão) este(s) obrigado(s) a arcar com as custas assumidas e comprovadas pela Gestora Judicial PAULISTA LEILÕES. TODAS AS REGRAS E CONDIÇÕES APLICÁVEIS ESTÃO DISPONÍVEIS NO PORTAL www.canaljudicial.com.br/paulistaleiloes. A alienação obedecerá ao disposto na legislação aplicável, no Provimento Ilustrativa CSM nº 1.625/09 do TJSP e o caput do artigoFoto 335, do Código Penal. A publicação deste edital supre eventual insucesso nas notificações pessoais e dos respectivos patronos. RELAÇÃO DOS BENS: IMÓVEL: "Os direitos que o executado possui sobre uma fração ideal de 37,50% do terreno calculado em quinze hectares, quarenta e cincos e cinquenta centiares, mais ou menos, ou sejam, seis alqueires, uma quarta e meia e duzentos e setenta e cinco metros quadrados, mais ou menos, em cultura e pasto, contendo uma casa de moradia de pau de barro e demais benfeitorias, situado no Bairro Saltinho, Distrito de Torre de Pedra, Município de Porancaba-SP, dividindo-se, atualmente: de um lado com José Estanislau Holtz até um padrão de cerne, nas terras de Alaor Fogaça (antes Marcolino Maria de Barros); de outro com o mesmo Alaor Fogaça (antes o mesmo Barros) até certo ponto; e daí continua rumo direito com Ananias Manuel da Silva, até Guilherme Wagner (antes Marcolino Maria de Barros); por mais cinco lados com o mesmo Guilherme Wagner (antes o mesmo Barros), até a Rodovia Presidente Castelo Branco, conhecida por Auto Estrada do Oeste, trecho da Estrada Sorocaba-Torre de Pedra; e finalmente do outro lado com a citada Rodovia Presidente Castelo Branco, até o ponto de partida". A fração de 37,50% corresponde a 57.956,25 m2, assim formada: 1º - 50% da fração de 7,7275 hectares, dentro do imóvel em comum descrito, cujos direitos de propriedade o executado Francisco Antonio da Mota adquiriu de Milton Leme de Ávila e de Ismênia Leme de Ávila e seu marido, Erasmo Leme de Ávila, então herdeiros de Ilíbia Leme de Ávila ; 2º 25% da fração de 7,7275 hectares, dentro do imóvel em comum descrito, cujos direitos de propriedade o executado Francisco Antonio da Mota adquiriu de Ozaida de Ávila Antunes e seu marido, Ezequiel Francisco Antunes, então herdeiros de Ilíbia Leme de Ávila . O imóvel acima descrito corresponde à matrícula nº 33.588, do Cartório de Registro de Imóveis de Tatuí-SP. Avaliação: R$ 157.698,08 (cento e cinquenta e sete mil, seiscentos e noventa e oito reais e oito centavos) atualizada até 31/ 12/2013, que deverá ser atualizada até a data da arrematação. ÔNUS: não constam. Débitos desta ação (crédito do autor): R$ 58.430,80(cinquenta e oito mil, quatrocentos e trinta reais e oitenta centavos), atualizado até agosto de 2013 e que será atualizado posteriormente. Cientes os interessados que o imóvel será vendido livre e desembaraçado de eventuais débitos de IPTU, desde que o produto da arrematação comporte esses débitos, cabendo ao arrematante o pedido de reserva de numerário e pagamento. Caso contrário, o adquirente arcará com estes débitos. Não consta dos autos causas ou recursos pendentes de julgamento sobre o bem a ser arrematado. NADA MAIS.

é de R$ 2.257,84. Recorde de participantes. O concurso, feito em novembro do ano passado, teve quantidade de recorde de inscritos - 322,7 mil. Até o fim de 2014, a Secretaria da Educação pretende chamar outros 39 profissionais para as escolas estaduais

Tropeirismo: O dia seguinte Passados quatro anos da primeira direção de nossa Associação, empreitada esta que encaramos sempre com alegria, companheirismo, entusiasmo e satisfação. Hoje, encerrada nossa participação, como fundadores, sentimos que cumprimos nosso dever, mas quis o destino que outros assumissem a partir de 2014, mesmo que algumas divergências e vaidades humanas aflorassem nestes momentos. Por aclamação e não por votos elegemos a nova diretoria, visto que nosso estatuto é harmonioso, não foi elaborado para divergências e desagregações tendenciosas. Lembrando sempre aos eleitos que nossa associação não se resume a organizar cavalgadas, tropeadas, festivas e eventos outros. Nossa associação sempre se preocupou com o resgate, valorização da cultura, identidade e culinária presentes e formadoras de nossa cidade; sabido de todos que este local originou-se de um Pouso Tropeiro onde bravos homens e mulheres tropeiras faziam do Rio Feio um local para refazer as energias em suas longas caminhadas, com destino a Goiás e Mato Grosso e as feiras de animais de Itapetininga e Sorocaba. Influencias externas, talvez políticas, rancores pessoais, vaidades, interesses escusos, afloraram em alguns momentos, mas nada disso impediu que saísse-

mos unidos pelo bem e de nossa associação que é pioneira no Estado de São Paulo e quem sabe no Brasil, sendo madrinha de outras três fundadas posteriormente. Prevaleceu a razão, os ideais de sabedoria, consenso e agregação. É oportuno recordarmos da sabedoria do Rei Salomão, sábio soberano, vivente de 3.000 anos atrás, quando, diante de duas mulheres que disputavam a posse de uma criança alegando ambas serem a mãe do bebê. O sábio soberano levantando de seu trono ordenou que um de seus guardas dividisse a criança ao meio com uma espada, dando uma parte a cada mãe. Nisso, imediatamente, uma das mulheres postou-se de joelhos e implorou que a criança fosse doada à outra mulher. Salomão, então, calmamente ordenou que a criança fosse entregue a mulher que estava de joelhos à sua frente, pois entendeu que uma mãe perderia a posse do filho, mas jamais deixaria que o ferissem. É tempo de reflexão sobre o que fizemos ou deixamos de fazer, estabelecer novos objetivos, não só individualmente, mas também como grupo e associação educativa, cultural mantenedora de nossa identidade. Que todos tenham muita dedicação e vontade para entender o momento. É hora de seguir em frente. Somos Tropeiros. Não somos conduzidos. Somos condutores. Ex-diretores

Foto Ilustrativa

Eu, ________________________________________ escrivã (o) subscrevi. ANA LÚCIA GRANZIOL - JUÍZA DE DIREITO www.canaljudicial.com.br/paulistaleiloes

sica, Filosofia, Geografia, História, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia ou para atuar nas áreas da Educação Especial. O salário de um professor que leciona para classes de anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com jornada de 40 horas semanais,

Foto ilustração


Porangaba, 30 de janeiro de 2014

Página 05 - Folha da Cidade

A Folha da Cidade entrevistou o historiador Júlio Domingues que fala um pouco da longa historia de 150 anos de Porangaba - Parte 2 Júlio Domingues, nascido em Porangaba onde ainda mantém fortes vínculos familiares e de amizade foi diretor da Nossa Caixa onde prestou relevantes serviços até sua aposentadoria. Depois, decidiu enveredar pelos caminhos de volta até encontrar o início da historia de nosso município. Diante da quantidade de informações fomos obrigados a desmembrar a entrevista em tres partes, portanto, a parte final será publicada na próxima edição, 214. 5 – Pretende editar uma coletânea sobre tudo que registrou sobre Porangaba? Tudo que pesquisei esta no site, portanto, no momento atual, não pretendo editar coletânea. É preciso entender que os tempos mudaram e estamos na era digital, da informática, do computador. Os e books estão chegando. Tudo mudará. É uma questão de tempo. Os documentos impressos, em papel, (jornais, livros e revistas) serão substituídos por máquinas eletrônicas num prazo relativamente curto. Muitos ainda sentem saudades dos mimeógrafos, das impressões tipográficas, da máquina de escrever, mas tudo evoluiu e passou. 6 – Uma das polêmicas levantadas em suas pesquisas diz respeito à data de fundação de nosso município. Nos seus levantamentos a data de fundação não seria “idos de 1860” como consta; já chegou a alguma definição sobre esse tema? Qual seria em sua opinião a data correta da fundação de Porangaba? A extinta agência do IBGE em Porangaba, anexa à Prefeitura Municipal, elaborou em 1969 o mapa de dados estatísticos do município onde consta o dia 23 de setembro como a data oficial de fundação. Existem dúvidas quanto à exatidão; trata-se de assunto polêmico por não citar a fonte e o documento. Sabemos que é praticamente impossível indicar a data exata de fundação de uma cidade, pois os motivos à formação, estabelecidos muito tempo depois, são subjetivos e envoltos por opiniões gregárias e pela emoção dos descendentes dos fundadores para enaltecer e valorizar os parentes. Dados e fatos fundamentais chegam a ser omitidos. É o que acontece, na maioria das vezes, além da vaidade dos historiadores e pesquisadores que partem muitas vezes para a controvérsia e chegam a alterar o que está certo para satisfazer suas opiniões e caprichos. O aniversário da maioria das cidades passou, então, a ser comemorado na data da emancipação política. É o que sucede no nosso município. Esclarecemos que depois de demorada busca, nos livros de Cartórios e das Capelas de Tatuí e Porangaba, nada

encontramos com referência à data citada no Boletim do IBGE. Quanto à data oficializada como de fundação do povoado - 1860 - pairam muitas dúvidas e desencontros. Um dos fundadores, citado no histórico do município, sr. Leandro de Moraes e Silva, que faleceu no ano de 1920 com 65 anos, teria na data citada somente 5 anos de idade, o que destrói qualquer argumento que o qualifique como fundador. Existem outros argumentos que destroem essa tese. Tudo leva a crer que o povoado se formou após 1870, mais ou menos em 1874, quando foi fundado o 1º. cemitério, levantada a primeira capela e criada a primeira escola de primeiras letras (masculina). Por outro lado, o bairro do Rio Feio ( não confundir com o povoado ) já existia desde as primeiras décadas do século 19, o que pode ser comprovado facilmente através de documentos do acervo do Arquivo Público do Governo do Estado de São Paulo. Hoje, com o progresso das comunicações e, principalmente, da informática, as condições para as pesquisas se tornaram mais favoráveis, embora as investigações ainda sejam prejudicadas pelo desinteresse cultural da sociedade brasileira, além dos entraves e da burocracia de órgãos governamentais. As dificuldades são imensas pela destruição de documentos, desorganização de arquivos públicos e outras barreiras impostas aos pesquisadores. Como poderemos passar às gerações futuras como viviam os seus antepassados se existe tanto desinteresse...! Daí, a teimosia e a obstinação em tentar resgatar a história antiga de Porangaba. O povoado do Rio Feio formou-se em meados do século 19 (não confundir com o bairro), mas pouco cresceu nos primeiros cem anos de vida. Somente após o 2º conflito mundial, quando teve inicio o grande desenvolvimento sócio-cultural e tecnológico que envolveu toda a humanidade (e que se estende até hoje), é que Porangaba começou, morosamente, a progredir. • A partir daí, as transformações foram marcantes a nível mundial. Não poderemos esquecer que no século 20 o homem rompeu o átomo, dividiu os genes e fez o clone de uma ovelha, inventou o plástico, o radar, o chip de silício, aviões, foguetes, satélites, aparelhos de rádio

e de telefonia celular, televisões, computadores, etc. – e, enfim, até chegou na Lua – ocorrências que comprovam a extraordinária capacidade da mente humana. Diante de tudo isso, muitos perguntarão: - e daí ?, mas o que aconteceu na pequena Porangaba?. Procuramos, então, registrar temas e fatos diversos da história local, buscar “alfarrábios” em arquivos empoeirados e desorganizados de órgãos públicos, enfrentar a burocracia de cúrias e capelas, ouvir pessoas e juntar tudo que fosse possível para reconstituir o passado. É bom saber que nada foi estático por aqui, houve sempre muita ação e dinamismo, mas o crescimento sempre dependeu de investimentos diversos e outras iniciativas particulares que, infelizmente, foram insuficientes nos cem anos iniciais. Até hoje, apesar das buscas incessantes, não encontramos a documento de provisão, de criação, da Capela de Santos Antônio do Rio Feio. 7 – Poderia falar sobre alguma curiosidade ou fato engraçado descoberto em suas pesquisas, seja sobre a política ou sobre acontecimentos cotidianos? É bom esclarecer que o trabalho nasceu pelo incentivo recebido de alguns amigos, especialmente, do saudoso amigo e conterrâneo Onozor Pinto da Silva, poeta e pesquisador da história local. Aconteceu na fase dos primeiros levantamentos e o seu apoio foi decisivo. É importante lembrar também que nunca tivemos por aqui arquivos, museus ou bibliotecas para um levantamento mais aprofundado. Então, busquei a ajuda de historiadores regionais e, tive a grata surpresa de conhecer o Renato Ferreira de Camargo ( Tatuí ), que me recebeu com muita consideração (foto abaixo).

Entendeu o sentido da investigação que eu pretendia fazer e, prontamente, franqueou o seu acervo para as investigações necessárias. Foi fundamental o seu apoio, pois ali, praticamente, encontrei tudo que precisava. Acrescente-se, também, a dedicação desse extraordinário pesquisador, pois foram mais de dez anos de atenção, através de um contato ininterrupto, enquanto me passava informações consistentes, vasta documentação cartorial, resumos, publicações de jornais antigos, certidões, livros e outros informes que fundamentam a história da Bella Vista Tahtuy. O mesmo ocorreu com dr. Paulo Fraletti, saudoso historiador e pesquisador de Pereiras. Graças a ajuda e incentivo, consegui montar e publicar na Internet um trabalho exclusivo, diferenciado e recheado de dados sobre a história de Porangaba. A repercussão foi imediata. Tive também o apoio do escritor e historiador Hernani Donato, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo, do indianista Orlando Villasboas (foto abaixo)

e de outros estudiosos da Capital e do Interior. Cheguei ate a procurar o ilustre professor Antônio Cândido da USP. Foram todos receptivos e me incentivaram.. Não classificaria com “fatos engraçados”, mas durante o levantamento de dados e cruzamentos de informações, houve “surpresas”, fatos curiosos.. A busca cotidiana de fatos passados sempre traz novidades, envolvendo a história de uma cidade e de um povo. É surpreendente. Por exemplo, a pesquisa possibilitou resgatar nomes de conterrâneos ilustres, totalmente desconhecidos na terra natal. Porangaba sempre foi honrada e privilegiada pelos seus filhos. Ocorreu no passado, repete-se no presente

e, certamente, será maior no futuro. Nos campos mais variados das atividades humanas sempre encontramos porangabenses. Logo, ao escrever a história de nossa gente, a maior preocupação foi identificar os que mais se destacaram. Por problemas diversos, muitos conterrâneos migraram para outras paragens e, então, foi preciso encontrálos e trazê-los de volta. Enumerá-los, todos, seria o objetivo maior, porém a busca seria demorada e sempre faltaria um ou outro nome. Sem nenhum tipo de descrédito àqueles que venham a ser omitidos, não relacionados – não incluídos - exclusivamente por desconhecimento, citaremos, então, alguns nomes que se destacaram. Para compensar as naturais e possíveis omissões, periodicamente, passamos a fazer as atualizações exigidas. Tivemos, por exemplo, o pastor protestante Epaminondas Melo do Amaral, tido como a maior autoridade do presbiterianismo na América Latina; o diplomata Epaminondas Moreira do Valle, Inspetor da Alfândega da Receita Federal, Rio de Janeiro, o único porangabense condecorado com a Ordem do Rio Branco pelos relevantes serviços prestados ao País; a madre Angelina Maria da Sagrada Face, Superiora da Congregação da Irmãs Franciscanas do Coração de Maria; Francisco José Gorga, músico e pianista; - a professora Persides Pires do Amaral, educadora e poetisa; Georgina Aires Bernardi, atriz, jornalista e radialista, Vasco Bassoi, deputado estadual; major Leonidas da Silva Cardoso, Prefeito de Botucatu; Fernando José Chierici, sindicalista, etc., todos aqui nascidos. A publicação e a repercussão do trabalho ensejou também contatos, via Interntet, com familiares de personagens que se destacaram na história de Porangaba.. Conversamos com os descendentes do naturalista belga

Auguste Collon, cientista que aqui esteve a trabalho, no final do século 19. Ele fez um estudo minucioso sobre as reservas petrolíferas do Morro de Bofete e substanciou em relatório chamado de Relatório de Collon, que é o mais importante documento científico sobre a formação do solo do município de Porangaba. Fez pesquisas investigatórias para a prospecção de petróleo na região e incluiu o Rio Feio por conta própria, e isso se deve ao seu elevado espírito acadêmico, pois aqui esteve sem nenhum vínculo comercial ou contratual. Trata-se de uma obra rara sobre a formação geológica da região. O trabalho investigatório, inédito, escrito em francês, há mais de cem anos, baseia-se em observações e experimentações pessoais aqui feitas. Esteve no povoado e nos bairros da Serrinha e dos Fogaças. Chegou ao vale do rio Feio, vindo do Rio Bonito (Bofete) e traçou o perfil litológico do solo porangabense. Contatamos, também, os familiares do pastor presbiteriano Isaac Gonçalves do Valle no Rio de Janeiro. Aqui chefiou a Igreja Presbiteriana no início do seculo passado e ficamos sabendo que sua esposa, a professora Maria Rosa do Valle, faleceu no ano de 1916 em nossa cidade, onde está sepultada. Localizamos o jazigo e informamos aos familiares. Portanto, os contatos são freqüentes, principalmente, com os descendentes de pessoas aqui nascidas, das mais variadas categorias sociais, que querem notícias e demonstram muito interesse. Acrescente-se também a troca de informações com pesquisadores e historiadores, que acessam a página, e se mostram impressionados com o conteúdo e riqueza de informações.. É tudo muito gratificante.


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Folha da Cidade

Porangaba, 30 de janeiro de2014

F la g r a n t e s

Parabéns Porangaba Ministério de Musica “Chama Viva em Cristo” (Comunidade São João Batista, Vl. São Luiz, Porangaba ) e familiares passam um dia de lazer no campo. com direito a um almoço preparado no fogão a lenha, pilotado pela eficiente Dona Deise e a Abigail. “O melhor remédio da vida é ser feliz e fazer o outro mais feliz ainda”!

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Edição 213