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IGNIS E JMJ

VIDA EM ALIANÇA com Guilherme Dias Entrevista com Pe. Alexandre


Expediente: Revista Fogo Heroico Publicação da Juventude Masculina de Schoenstatt de Londrina Produção -Renan Aprígio, Pe. Alexandre Awi, Nelson Junior, Paulo Zambolin, Ranieri Pavanato e Pedro Dutra Diagramação - Pedro Henrique Dutra Donegá e Ranieri Pavanato Idealizador - Gabriel Felipe Oberle Contato - jumaslondrina@gmail.com Fotografia: Victor Niczay


SUMÁRIO

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Editorial

Jumasbrasil.com

Vida em alianรงa

Destaque: IGNIS e JMJ

Mural

Entrevista com Pe. Alexandre

Perfil: Frederico Esser


Editorial: Renan Aprígio Schoenstatt nos acompanha em todos os lugares de nossa vida, procuramos viver a Aliança de Amor, levando os ideais do movimento para outras pessoas e lugares diferentes. Sobre isso, vai tratar a nossa nova editoria chamada: Vida em Aliança. A editoria estreia com Guilherme Dias, ele nos conta como faz para viver em aliança, longe do Brasil e em uma nova etapa da vida. Aqui no Brasil, todos os católicos se emocionaram com a JMJ, Jornada Mundial da Juventude. Vamos falar um pouco mais sobre esse evento, a repercussão que teve, experiências vividas no Rio de Janeiro, momentos marcantes durante a JMJ.Para a Juventude Masculina de Schoenstatt também teve algo muito importante: o IGNIS, Encontro Internacional do Jumas. Aqui você encontrará fotos do nosso ramo na JMJ e no IGNIS, também da visita que o JUMAS Londrina recebeu logo após a jornada: nossos “hermanos”paraguaios, de Ciudad Del Este, vieram para cá e fizemos juntos um churrasco, modo bem Brasileiro de celebrar esse momento. Na editoria Nossos Heróis, vamos conhecer a vida de Frederico Esser. Vamos conhecer um pouco mais o Pe. Alexandre Awi na editoria Perfil. Nesta edição, teremos o prazer de partilhar com todos vocês um pouco destas experiências únicas em nossas vidas.

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jumasbrasil.com Doe Sangue, Salve Vidas! Durante a manhã da terça feira do dia 24, alguns dos membros do Jumas Cornélio levantaram da cama mais cedo e se reuniram para um gesto nobre , que não somente eles , mas todos deveríamos praticar. A Doação de Sangue! A idéia surgiu entre os membros da Escola de Formação de Lideres que está sendo realizada na Juventude de Cornélio Procópio. Como o avô de um dos integrantes estava precisando, a atitude foi uma forma que podemos ajudar com a saúde, não somente do ente querido de nosso irmão de Juventude, mas para todos aqueles que precisam, e uma forma de superar nosso medo , que pode até parecer bobo , mas para muita gente é difícil vencer o medo da agulha.E entregar tudo isso como forma de capital de graças. … “O medo não pode nos cercar de uma forma que nós deixemos de fazer coisas grandiosas por falta de coragem, as vezes até de uma coisa que pode ser muito simples. Se acha que não pode fazer sozinho, procure ajuda. Eu mesmo com falta de coragem, encontrei nesses que são meus verdadeiros amigos, e em Deus que nos une, o que faltava para algo que traz o sorriso em um rosto amigo. Quantas pessoas precisam de o mínimo de sangue, e muitos de nós não doamos por medo de agulhas, ou até por estarmos acostumados a ser do jeito que somos, por comodidade. Não procure e não espere a mudança, SEJA A MUDANÇA, porque o meu medo que no fim durou poucos 6 minutos, pode ajudar alguém em algum lugar, e esse alguém, quando receber esse sangue pode agradecer a Deus por ter conseguido viver mais. Aí sim eu transpareci e fui Cristo no meu modo de ser literalmente, um amigo secreto que atuou como anjo para alguém, mesmo sem saber quem, mas com grande alegria no coração!” – Palavras de um dos Doadores. Sem alguma dúvida foi uma experiência incrível, e um atitude que pode ser adotado por todos. Esse simples gesto pode SALVAR A VIDA. João Paulo II disse à Federação Italiana das Associações de Doadores de Sangue: “Caríssimos, a doação de sangue é um grande gesto de solidariedade, que chega a envolver os aspectos mais profundos da personalidade humana, empenhando-a em viver a espiritualidade do dom[...] [...] Para os cristãos significa doar-se a si mesmo a Deus e ao próximo, mesmo até à morte: são estes os verdadeiros vencedores; neste caminho de solidariedade autêntica, e só assim se realiza a vitória luminosa e a única possível, que é a ressurreição. Comunicação Jumas Cornélio.

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Vida em aliança: Guilherme Dias

Meu nome é Guilherme Dias, tenho 26 anos de idade, participando do JUMAS desde 2006. Sou casado com a Bárbara Lunardelli, também da JUFEM, e em Maio deste ano partimos numa longa jornada para viver em outro país. Hoje moramos em Perth, na costa oeste da Austrália, onde há também um Santuário de Schoenstatt. Escolhemos esta cidade pela presença do Santuário, pois queremos continuar vivendo em Aliança e assim, perto da Mãe de Deus, suportar a distância da família e dos amigos, enquanto construímos a nossa história juntos. Sabíamos que não seria fácil, mas preciso reconhecer que a Mãe nos reservou muitas graças neste lugar. Para ir ao Santuário aqui são 40 minutos de carro ou 1 hora de metrô e ônibus, até uma cidadezinha chamada Armadale, a sudoeste de Perth. O terreno faz divisa com uma reserva florestal, o que traz algo especial ao lugar, pois alguns cangurus vêm até o jardim do Santuário para tomar Sol. O Movimento aqui é organizado, mas ainda há ramos a desenvolver – e sentimos que a Mãe nos preparou uma missão aqui, mas ainda não compreendemos bem o que Ela espera de nós. Os Schoenstattianos daqui são muito felizes e participativos, mas percebemos que este Santuário precisa alcançar mais jovens, e assim,

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No santuário de Armadale - Australia

estamos nos empenhando em participar nas atividades do Movimento e do Ministério Jovem Católico, ao mesmo tempo, para ajudá-los a construir a ponte entre os jovens da Arquidiocese e o Santuário. Um fato interessante é que, logo que chegamos, uma das irmãs nos pediu para organizar uma peregrinação dos Australianos até o Santuário do Rio, durante a JMJ. Pedimos ajuda aos irmãos do JUMAS Londrina e ao Pe. Afonso, que nos explicaram como chegar lá, o que não seria fácil, pois não sabíamos


... qual era a programação deles ou onde estariam hospedados. Então, na Hora Santa de Envio, fui convidado para falar sobre Schoenstatt no Brasil e disse que lá havia diversos Santuários iguais aos de Perth, por todo o país. Muitos deles não conheciam o Santuário, e eles ficaram tão inspirados que mudaram sua rota durante a JMJ, deixando que a Mãe os conduzisse até um Santuário brasileiro! Agora, eles serão conduzidos de volta até o Santuário daqui, nem que seja pela simples necessidade de confirmar se são iguais mesmo - e a partir daí, a

Mãe continuará operando nos corações deles pelas Graças do Santuário. Outro fator significativo em nossa Vida em Aliança aqui tem sido a conquista do nosso Santuário-Lar. Pessoas especiais nos presentearam com cada um dos símbolos que o compõem, trazidos de vários Santuários no mundo todo. Aqui, o conquistaremos e o levaremos para aonde quer que a Mãe precise de nós. E desde já, nos colocamos nas mãos da Mãe para que Ela faça em nós e por nós o que Deus já planejou – estamos aqui em Missão. Arquidiocese de Perth em Santuário no Brasil.

Crédito: CYM Perth, 2013

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IGNIS E JMJ A Juventude Masculina de Schoenstatt vivenciou no último mês de julho dois grandes eventos que ficarão para sempre marcados em nossa história. O ramo de Londrina esteve presente e atuante em todos os momentos. Encontrar com o Papa em Copacabana, cercado de milhões de jovens que partilham da mesma fé, ficará gravado na memória de todos os presentes. Com o IGNIS (Encontro Internacional do JUMAS) e o MissionaRio (Missão na praia e no morro), variadas foram as experiências e formas de vinculação perpetradas, tanto com a comunidade local, quanto com a Juventude Masculina Internacional. O sentimento de levar e receber o amor de Maria ficou estampado em cada participante. Para partilhar com vocês, leitores, nada melhor do que trazer alguns depoimentos, deixando os próprios jovens explanarem o que sentiram durante esses grandes acontecimentos:


Depoimentos: Gabriel Moraes “Meu nome é Gabriel Moraes, tenho 15 anos e faz 6 meses que participo do JUMAS. O IGNIS pra mim foi algo muito especial, ver todas aquelas nacionalidades servindo a um mesmo Deus e Maria foi muito emocionante. Todo o encontro foi muito legal, mas o que mais me marcou foi a conquista do cálice, que o JUMAS Brasil queria tanto. Mesmo não estando tanto tempo no JUMAS, aprendi e percebi que aquilo era muito importante. Com o festival de músicas vimos um pouco mais da cultura dos outros países. O MissionaRio no morro foi um momento incrível que sempre vou lembrar! Ver todas aquelas pessoas com suas casas humildes, mas com um sorriso grande quando entrávamos e missionávamos, não tenho palavras para descrever. Eu faria isso tudo de novo.”

Ranieri Pavanato “Inexplicável, acho que é essa palavra que defini para mim essa JMJ. Com o decorrer dos dias conheci diversas pessoas de diferentes países, foi mais que uma vinculação, foi participar e viver no espírito jovem. O Papa com sua incrível humildade, surpreendeu a todos e mostrou o verdadeiro amor que nós jovens devemos compartilhar com o mundo, já diz a frase “ Ide e fazei discípulos entre todas as nações “ ( Mt 28,19 ).

Vitor Paulo Menezes Guariente A JMJ foi um acontecimento incrível para mim, pude me vincular com pessoas de vários continentes, ¨cambiar¨ pertences e experiências. Foi emocionante estar perto do papa e receber seu carisma, além de passar a noite em Copacabana ao meio de milhões de pessoas. O IGNIS foi pra mim a mostra da força internacional de nosso ramo e a comprovação da aliança que temos com nossa Mãe. Foi uma semana única e que ficara sempre na memória!

Sergio Biondo “O IGNIS foi uma experiência incrível, tudo foi muito especial, a vinculação, as vivências, o encontro em si foi muito bom, pudemos fazer novas amizades, conhecer novas culturas. Tudo foi inesquecível. Quanto ao MissionaRio, nunca havia ido missionar em lugar algum, e acabei sendo selecionado pra ir ao morro. Seria um desafio e tanto, pois era o único brasileiro e nunca tinha missionado. Meus irmãos de missão me ajudaram muito e conseguimos alcançar nosso objetivo, e todos na comunidade nos acolheram muito bem. Vou lembrar disso pro resto da minha vida.”

Luis Fernando Casarim Junior “Para mim, o IGNIS foi uma experiência muito marcante, que levarei para toda a vida. Durante o encontro, ocorreram várias ocasiões de vinculação com o JUMAS do mundo, onde pudemos trocar experiências com pessoas de línguas e culturas diferentes, mas que buscam o mesmo ideal e buscam levar a MTA a todas as pessoas, isto foi muito empolgante. Outro momento marcante, foi a conquista do cálice do JUMAS que havia sido perdido, mas que com muito capital de graças conseguimos conquistar um novo. Durante o MissionaRio, eu estava missionando na praia, e como estava tocando na Schoensteria, fiquei mais na parte da animação da procissão com a cruz e o ícone da JMJ. Durante o tempo que estava tocando, percebia no rosto das pessoas a alegria e a ansiedade que estavam sentindo com a chegada da JMJ. O tempo em que pude missionar foi muito bom. Tudo era diferente dos outros tipos de missões, começando pelo local, que se tratava de uma praia, ambiente onde teríamos que ter mais cautela na abordagem das pessoas. Outro ponto diferente foram as duplas ou trios que eram formadas por pessoas de países diferentes, o que achei muito bom, pois pudemos aprender um pouco da forma de missionar da juventude de outros países. Tudo contribuiu para que o IGNIS se tornasse uma experiência única e marcante para todos.”

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Jumas Londrina

Schoensteria

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Jumas no Matsuri 2013

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Churassco no jumas

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Perfil

Pe Alexandre 1- FH: Pe. Alexandre que lembranças o senhor guarda da sua infância? Pe. Alexandre: Sou carioca, nascido na Tijuca, um bairro da zona norte do rio e tenho dois

irmãos. Na minha infância e a adolescência a experiência mais marcante é que eu fui escoteiro durante muitos anos. Foi o melhor tempo da minha juventude, por isso eu coloquei no meu cálice uma flor-de-lis que é o símbolo dos escoteiros.

2- FH: Como foi o seu primeiro contato com schoenstatt? Pe. Alexandre: Foi no tempo em que eu estava no Colégio Naval e o capelão nos preparou para colocar uma hermida da mãe rainha, ele está até hoje lá. Foi através disso, que eu vi pela primeira vez a imagem da Mãe e a foto do Pe. Kentenich.

3- FH: Quando sentiu o chamado pela sua vocação? Pe. Alexandre: A primeira vez eu tinha ainda 15 anos, estava no Colégio Naval já e me perguntei se a minha missão de vida não poderia ser outra, diferente daquela que eu estava tendo ali. Eu tinha um envolvimento muito grande com grupo de jovens e com a igreja, me sentia muito realizado, muito pleno neste serviço as pessoas. Pensei que os dons que Deus tinha me dado poderiam estar melhor ao serviço dos demais pela vocação sacerdotal, mais do que na vida militar, embora não tinha nada contra a vida militar. Levei um bom tempo com a pergunta, até que com 21 anos eu entrei no seminário. Foi sobretudo um desejo de entrega maior as pessoas e dedicar todos as minhas forças a Maria.

4- FH: O senhor trabalhou muito tempo com a juventude, o que mais lhe agrada no trabalho com a jovem? Pe. Alexandre: Perceber o idealismo do jovem, sua radicalidade, sua entrega e seu desejo de mudar o mundo. Estas são algumas das coisas que me alegram muito no trabalho com a juventude.

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5- FH: O senhor trabalhou bastante tempo com a juventude aqui no Paraná, quais impressões o senhor levou daqui? Pe. Alexandre: Lembranças boas, uma juventude de entrega, uma juventude que foi capaz de fazer a diferença nos lugares por onde passou. Levo a experiência de termos começado as missões aí, levo sobretudo o carinho e a abertura de coração de muitos paranaenses, vínculos profundos que mantenho até hoje. Foi uma grande alegria poder acompanhar uma etapa tão importante da vida de vários jovens aí no Paraná.

6- FH: O senhor teve o privilégio de acompanhar o Papa Francisco durante a JMJ, qual o momento mais marcante que o senhor viveu ao lado dele? Pe. Alexandre: É difícil dizer o mais marcante. Em linhas gerais, estar no

Papamóvel te dava uma perspectiva da jornada que poucos poderiam ter, talvez isso tenha sido o mais diferente. Ali a gente via muito de perto o carinho das pessoas pelo Papa e o profundo desejo dele de se encontrar com as pessoas. Acompanhá-lo ali, naquele momento, foi poder testemunhar um Papa que queria muito estar com as pessoas e as pessoas que queriam muito estar com o Papa. Pude ver como as pessoas tinham fé e alegria. Ao mesmo tempo, vi como ele desejava este contato.

7- FH: O Pe. Kentenich dizia para as pessoas escolherem um símbolo do Santuário, com o qual se identificassem e o levassem para a vida toda. Com qual símbolo o senhor mais se identifica? Pe. Alexandre: No meu curso cada um de nós é um símbolo do Santuário; eu sou o tabernáculo.


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Fogo Heróico 16  
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Revista da Juventude masculina de Schoenstatt de Londrina do mês de Outubro de 2013

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