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2012: um ano de Desafios Simulador é primeira Ação de Convênio CECOMPI / Fatec

STARTUPS CRIAM OUTRAS FORMAS DE VOAR Novo gerente do Sebrae visita o CECOMPI

INCUBADORA: Novos Negócios e geração de emprego


‘‘Transformando conhecimento em negócio.’’


Janeiro 2012

sumário Desafios para 2012 STARTUPS CRIAM OUTRAS FORMAS DE VOAR

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Novo gerente do Sebrae de São José dos Campos visita o CECOMPI

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2012: o ano do Desafio

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CECOMPI integra APL e Incubadoras

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Novos Negócios e geração de emprego

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Catálogo Brasileiro de Peças e Serviços Aeroespaciais

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Simulador é primeira Ação de Convênio CECOMPI / Fatec

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INCUBADORA:


STARTUPS CRIAM OUTRAS FORMAS DE VOAR Empresas do setor aeronáutico são criadas na cidade por alunos do ITA e por ex-funcionários da Embraer A Flight Technologies desenvolve sistemas para

‘‘O movimento de startups na cidade se intensificou nos

veículos aéreos não tripulados (Vant). Ela foi fundada em

últimos 10 anos", afirmou Agliberto Chagas, diretor

2005 por dois estudantes de pós-graduação do ITA, Nei

executivo do Centro para a Competitividade e Inovação do

Brasil e Benedito Maciel. Inicialmente, a empresa estava

Cone Leste Paulista (Cecompi). A organização sem fins

na incubadora do ITA e, em 2008, mudou-se para o

lucrativos foi responsável pelo estudo de viabilidade e pela

Parque Tecnológico de São José dos Campos.

implantação do parque, em 2006.

"Em 2006, ninguém por aqui falava em Vant", disse

O núcleo do parque ocupa uma área de 188 mil metros

Noli Kozenieski, gerente de negócios da Flight. "Hoje

quadrados, com 36 mil metros quadrados de área

somos uma referência no Brasil." A empresa emprega

construída. O local em que foi instalado era ocupado

cerca de 30 pessoas, alunos e ex-alunos do ITA. Os

anteriormente por uma unidade da Solectron, fabricante

aviões não tripulados criados pela empresa têm aplicação

terceirizada de eletrônicos que deixou o Brasil, e

militar, mas podem ser usados em outras áreas, como

posteriormente foi comprada pela concorrente Flextronics.

segurança pública e agronegócio. Esse modelo, de desenvolvimento de tecnologia para uso militar que acaba sendo empregada para fins civis, é muito comum fora do Brasil. Nos Estados Unidos, a

Helicóptero Outra empresa que nasceu em São José dos Campos é a Gyrofly. Criada em 2006 por ex-funcionários da Embraer, ele desenvolveu

internet surgiu como uma rede descentralizada, capaz de

um mini-helicóptero não tripulado com quatro rotores, que pode ser

resistir a um ataque nuclear. O mesmo aconteceu por lá

usado nas áreas de defesa e segurança pública. Tanto a Flight

com a tecnologia de celular CDMA, que apareceu como

quanto a Gyrofly tem projetos apoiados pela Financiadora de

uma forma de tornar seguras as comunicações militares, e

Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

depois se tornou a base da terceira geração (3G) da telefonia móvel. Por aqui, o modelo de desenvolvimento tecnológico ainda é pouco empregado. Alguns dos exemplos mais

Mas o polo de São José dos Campos não se resume ao setor aeronáutico. A Vale Soluções em Energia (VSE) instalou seu Centro de Desenvolvimento de Produtos no parque. A empresa desenvolve motogeradores, gaseificadores e turbogeradores. Criada no início de 2008 pela Vale e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento

promissores dessa estratégia estão em São José dos Campos.

Econômico e Social (BNDES), a VSE recebeu investimento de US$ 500 milhões.

A incubadora do Parque Tecnológico de São José dos

"Queríamos estar próximos do ITA", disse James Pessoa,

Campos tem 25 empresas. Em 2011, elas faturaram cerca

presidente da VSE. Das cerca de 500 pessoas que a empresa tem

de R$ 2,5 milhões. Além da incubadora do parque,

no Brasil, 460 estão no parque. A motivação da Vale ao criar a VSE

existem outras três na cidade. Juntas, elas têm cerca de

foi reduzir as despesas com energia. "A Vale consome 4% da

60 empresas.

energia gerada no País", destacou Pessoa.

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fonte: Estadão 08/01/2012


Novo gerente do Sebrae de São José dos Campos visita o CECOMPI

No dia 9 de janeiro, o CECOMPI – Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista recebeu a visita do novo gerente do escritório regional do Sebrae-SP, Emerson Moraes Vieira. O objetivo da visita foi conhecer as instalações do CECOMPI e discutir as parcerias e estratégias para este ano de 2012 entre as entidades. Durante a visita, estiveram presentes também Fábio Augusto, consultor do Sebrae, e José de Mello Corrêa, Secretário de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia de São José dos Campos. O gerente executivo do CECOMPI, Agliberto Chagas, fez uma apresentação institucional para o novo gerente, falando sobre cada um dos programas desenvolvidos pela entidade e a importância da parceria com o Sebrae-SP. O Centro de Design e Manufatura (CDM) do CECOMPI também foi assunto em pauta. “O CDM é uma ferramenta que está a disposição dos nossos empresários e uma opção para prototipagens rápidas e moldes com baixo custo”, ressaltou Agliberto.

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2012

o ano do

Desafio

O gerente executivo do CECOMPI,

CN: Os programas do CECOMPI terão

Agliberto Chagas, em entrevista ao

alguma novidade? AC: ‘‘Como novidade teremos os encontros

CECOMPI NEWS, fala dos resultados de 2011 e dos objetivos e desafios da organização para 2012.

de negócios, cujo foco será a discussão de oportunidades entre pesquisadores e investidores de nossa rede de

CN: Como foi o ano de 2011 para o CECOMPI? AC: ‘‘Em 2011 nós cumprimos nossa agenda. Nos posicionamos no mercado como uma das organizações que apoiam a transformação de conhecimento em negócios na região. Além disso, apoiamos nossos parceiros no cumprimento de suas missões.’’ CN: E os investimentos da organização para esse novo ano? AC: ‘‘Temos uma agenda para 2012. Em primeiro lugar vamos reforçar nosso Escritório de Negócios, visando ampliar nossa capacidade de atendimento. Além disso, vamos ampliar o apoio da Incubadora de Negócios, aumentando o número de atendimentos. Pretendemos também criar uma rede de investidores para atuarem mais perto de nossas operações.’’

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colaboração.’’ CN: E o benefícios para os associados? AC: ‘‘Estamos ampliando nossos benefícios. Modernizaremos nossa sala de Treinamento; modernizaremos nosso Centro de Design e Manufatura e ampliaremos nossa rede de negócios.’’ CN: Vivemos um momento importante na tecnologia e inovação, o que você pensa sobre isso? AC: ‘‘O Brasil finalmente entrou na agenda de negócios globais para valer. Somos demandados constantemente por empresas de outros países em busca de oportunidades. Além disso, a inovação que é um valor para o CECOMPI, também começou a fazer parte da agenda de nossos governantes. Com isso, temos a importante missão de aproximar os pesquisadores do mundo dos negócios.’’


CECOMPI integra APL e Incubadoras de São José dos Campos O CECOMPI – Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista realizou, no dia 13 de janeiro, uma integração entre as empresas associadas ao Cluster Aeroespacial e as incubadoras Revap, Univap, Incubaero e Incubadora de Negócios. No encontro, foram apresentadas as competências das empresas associadas e também o trabalho desenvolvido por cada uma das incubadoras. Pelas incubadoras, participaram Orlando Carvalho, coordenador da Incubadora da Revap, Altair Emboava, coordenador da Incubadora da Revap, e Ideli de Souza, coordenadora da Incubaero, além de Francisco Novaes, coordenador da Incubadora de Negócios. Já pelo APL, o encontro contou com a participação de Sebastião Cavali, coordenador do Cluster Aeroespacial. Durante as apresentações, foi abordado ainda a importância dessa interação, onde poderão ser criadas muitas oportunidades. Segundo Cavali, o objetivo do encontro foi também criar soluções às necessidades do mercado. “O CECOMPI é o elo entre esses empresários, que unindo esforços criam soluções”, ressalta o coordenador.

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Novos Negócios e geração de emprego Por Francisco Antonio Maciel Novaes, coordenador da Incubadora de Negócios de São José dos Campos A administração de São José dos Campos, a partir

Diariamente, nas Incubadoras, pesquisadores,

do ano de 2003, iniciou apoio ao Programa de

professores, universitários, empreendedores e

Incubadoras que conta com quatro Incubadoras que

munícipes, com uma idéia inovadora, recebem

geram novos negócios de base tecnológica

orientação de como iniciá-la e desenvolvê-la para o

instalados no município, aproximadamente são

mercado.

cinqüenta novas empresas voltadas para as áreas de eletrônica embarcada com projetos ligados a produtos eletrônicos, equipamentos e serviços especializados, saúde com projetos ligados a equipamentos e dispositivos, tecnologia da

Essa idéia de gerar negócios inovadores pela reunião de pesquisadores, universitários e empresas surgiu na Califórnia, com a Universidade de Stanford. No final dos anos 50, começaram a se instalar em um ambiente favorável, novas empresas que, com o passar dos anos, ficaram mundialmente famosas: Intel, Microsoft, Apple e

Informação e Comunicação, tecnologias mecânica

várias outras. O lugar ficou conhecido como: “O Vale do

para o setor automobilístico e aeronáutico e que

Silício”.

geram 400 empregos diretos de profissionais especializados. Incubadora é um ambiente que possui parcerias com Universidades, Centro de Pesquisa,

Há cerca de trinta anos, o Brasil adotou esse conceito. Essa política permite integrar as diversas instituições de tecnologia do município oferecendo ao mercado diversas soluções.

Instituições Públicas e Empresários, para abrigar em

Atualmente nas Incubadoras existem diversos

condições favoráveis novos negócios e projetos de

negócios instalados e em evolução. Alguns contam com

base tecnológica, identificado como oportunidade

apoio da FINEP, FAPESP, empresários e principalmente

de mercado, por empreendedores que ainda não

de investidores, constituindo assim novas empresas

estiverem constituídos como empresas, bem como pequenas empresas em fase de maturação

competitivas instaladas no município, proporcionando novos negócios e geração de emprego.

competitiva, visando à superação de barreiras existentes nos primeiros anos de sua existência.

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fonte: O Vale - 13/01/2012


CECOMPI visita Incubadora Tecnológica REVAP Estiveram presentes, além dos coordenadores do CECOMPI, o coordenado a Incubadora REVAP, Altair Emboava, o coordenador da Incubadora Univap, Orlando Carvalho, e o ex-direto do IFI e atual diretor da SETEX, Sérgio Vale. O CECOMPI – Centro para Competitividade

Segundo Sérgio Vale, o CECOMPI é um órgão

e Inovação do Cone Leste Paulista visitou no

de extrema importância para a produção de novos

dia 6 de janeiro a Incubadora Tecnológica

negócios para a região. Para Francisco Novaes,

REVAP. O objetivo da visita foi conhecer as

coordenador da Incubadora de Negócios de São

instalações da REVAP e discutir sobre os

José dos Campos, gerida pelo CECOMPI, a idéia é

editais do ano e as estratégias para conseguir

juntar forças para motivar os empresários e trazer

bons

novas idéias.

negócios

para

os

futuros

empreendedores.

Empresa Incubada recebe investimento de Grande Empresa A BR CLOROX, pré residente da Incubadora

Tem como mercado todos imóveis localizados

de Negócios de São José dos Campos, gerenciada

em periferias das cidades, áreas rurais;

pelo Centro para Competitividade e Inovação do

assentamentos em municípios não atendidos por

Cone Leste Paulista, recebe investimento de

serviços de saneamento básico, como

Grande Empresa com o objetivo de completar o

localizadas na região norte do Brasil; regiões

desenvolvimento do seu produto na fabricação de

ribeirinhas, beneficiando principalmente famílias

moldes e impulsionar o negócio com transferência

que utilizam cisternas, poços ou captação própria de

e know how de comercialização.

água de rios, nascentes ou outro meio. O próprio

O produto em questão, é um refil, desinfectante, que pode tratar 80 m3 de água por um período de até 6 meses dependendo do volume consumido.

cidades

usuário terá a possibilidade de fazer o controle desse tratamento. Segundo o coordenador da Incubadora de

desinfecção uni

Negócios, Francisco Novaes, esse investimento é

familiar, que possibilita a desinfecção da água de

fundamental para a empresa nascente lançar-se no

modo seguro, prático e

mercado, estruturar-se em sua administração

Trata-se de um sistema de

barato respeitando as

normas da portaria 2914 do Ministério da Saúde.

e

finanças gerando emprego para o município.

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Catálogo Brasileiro de Peças e Serviços Aeroespaciais

Entre os principais resultados da parceria ABDI-Cecompi anunciados no

Para obter mais

final de 2011 está o Catálogo Brasileiro

informações acesse o

de Peças e Serviços Aeroespaciais, ferramenta online que dará acesso a linhas de produtos e serviços das

catálogo pelo link abaixo:

www.aeropecas.org.br

empresas de todo território nacional. “O Catálogo será lançado neste início de ano e estará disponível para

garantir a participação das empresas

outros países, demonstrando a

em um catálogo creditado por

capacidade de produção e serviços das

organizações de certificação e de

empresas

no

fomento à indústria nacional”, conta a

desenvolvimento de produtos

líder do Projeto Aeronáutico da ABDI,

confiáveis com alta tecnologia. A ideia é

Cynthia Araújo Nascimento Mattos.

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brasileiras


Simulador de Vôo é primeira Ação de Convênio O Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista CECOMPI e a Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos – FATEC implantaram, no ultimo mês de dezembro, uma placa selando a primeira ação do convênio entre as instituições. A placa foi fixada no espaço da faculdade onde está o “Simulador de Vôo”, projeto desenvolvido por uma empresa da Incubadora de Negócios de São José dos Campos, gerida pelo CECOMPI. O termo de cooperação foi assinado em julho 2011 e visa proporcionar aos alunos da instituição acesso aos desafios práticos do mercado, através do contato com empresas Start Ups de Base Tecnológicas ligadas ao CECOMPI.

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CECOMPI NEWS 4° edição  

Revista Digital Institucional

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