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GUIA 2010 Conheça a programação do festival da música com espírito de aventura


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Guia FMM, guia de viagem Ao longo da última década, Sines tornou-se um destino de culto para milhares de pessoas que, em Portugal e na Europa, se movem pela paixão da música. O FMM é hoje um acontecimento de qualidade incontornável e isso deve-se ao nosso investimento e ao talento de quem o tem programado, ao trabalho e empenho da equipa da nossa Câmara, mas também ao público, cujo entusiasmo e disponibilidade estimula os artistas em palco a dar o melhor de si. Juntos, fizemos do FMM o festival que transformou as músicas do mundo em Portugal, retirando-as de um nicho de gosto e abrindo-as a um público que nunca foi tão numeroso e diversificado como hoje. Em 2010, voltamos a propor aos espectadores um programa de descoberta de música com pessoas dentro, a combinação de grande arte e grandes histórias que torna os concertos que programamos para o FMM objectos de fruição estética mas também meios de conhecimento do mundo e da riqueza do humano no nosso tempo. O grupo congolês Staff Benda Bilili, formado por músicos deficientes motores que até há pouco tempo viviam na miséria nas ruas de Kinshasa, é um caso extraordinário de perseverança e amor à música. São um exemplo luminoso de esperança em dias difíceis. A sua presença no FMM é um acontecimento. Tinariwen é outro grupo fundamental que temos o privilégio de poder ver na edição de este ano. Estiveram na vanguarda da luta pela dignidade do povo tuaregue e apaixonaram o público internacional com a sua música genuína e sofisticada. O grupo Galaxy faz a sua estreia nacional e europeia no FMM. A luta pela independência do povo de Timor teve nos jovens os seus principais protagonistas e este é o expoente da música moderna de Timor-Leste. A estreia em Sines do projecto de Vitorino e Janita Salomé com o Grupo de Cantadores de Redondo honra a música alentejana e este festival. Uma nota final. Estamos em plena crise financeira e económica. Reflectimos sobre esta situação e decidimos manter a realização do festival, tendo em conta a sua importância para Sines. Progredimos na contenção de despesas, o que incluiu a suspensão temporária da realização em Porto Covo, e conseguimos a aprovação de uma candidatura aos apoios do QREN. Com estas medidas vamos realizar um festival de elevada qualidade e com menos encargos para a Câmara. Prestaremos contas dos resultados da nossa decisão. A todos, população e visitantes, um bom festival. O Presidente da Câmara Manuel Coelho 3


PROGRAMA DE CONCERTOS 2010 28 DE JULHO (QUARTA) VITORINO E JANITA SALOMÉ COM GRUPO CANTADORES DE REDONDO (Port.) Castelo, 18h30 CACIQUE'97 (Moçambique / Portugal) Av. Vasco da Gama, 20h00 NAT KING COLE EN ESPAGNOL (EUA / Cuba / Portugal) Castelo, 22h00 LAS RUBIAS DEL NORTE (EUA) Castelo, 23h30 CÉU (Brasil) Castelo, 01h00 NOVALIMA (Peru) Av. Vasco da Gama, 03h00 29 DE JULHO (QUINTA) 34 PUÑALADAS (Argentina) Castelo, 18h30 WIMME (Finlândia / Povo Sami) Av. Vasco da Gama, 20h00 YASMIN LEVY (Israel) Castelo, 22h00 N'DIALE - JACKY MOLARD QUARTET & FOUNÉ DIARRA TRIO (Bretanha / Mali) Castelo, 23h30 THE MEKONS (Reino Unido / EUA) Castelo, 01h00 GRUPO FANTASMA (EUA) Av. Vasco da Gama, 03h00 30 DE JULHO (SEXTA) KIMI DJABATÉ (Guiné-Bissau) Castelo, 18h00 THE RODEO (França) Av. Vasco da Gama, 19h30 BARBEZ (EUA) Castelo, 21h30 SA DINGDING (China) Castelo, 23h00 TINARIWEN (Mali / Sahara) Castelo, 00h30 FORRO IN THE DARK (Brasil) Av. Vasco da Gama, 02h30 BAILARICO SOFISTICAD0 CONVIDA SELECTA ALICE (Portugal) Av. Vasco da Gama, 04h00 31 DE JULHO (SÁBADO) GUADI GALEGO (Galiza) Castelo, 18h00 GALAXY (Timor-Leste) Av. Vasco da Gama, 19h30 LOLE MONTOYA (Espanha) Castelo, 21h30 CHEICK TIDIANE SECK feat. MAMANI KEITA (Mali) Castelo, 23h00 STAFF BENDA BILILI (Rep. Dem. Congo) Castelo, 00h30 U-ROY (Jamaica) Av. Vasco da Gama, 02h30 BATIDA (Portugal / Angola) Av. Vasco da Gama, 04h00

Ver detalhes sobre entradas e bilhetes na pág. 39 4


PORTUGAL

VITORINO e JANITA SALOMÉ com GRUPO DE CANTADORES DE REDONDO Vitorino e Janita Salomé juntam-se ao Grupo de Cantadores de Redondo num espectáculo com modinhas alentejanas reinventadas por António Lobo Antunes. Estreia absoluta.

28 JULHO, CASTELO, 18H30. “O Alentejo precisava de abrir as suas portas à aventura, sair de si mesmo, ouvir outros cantes, outras vozes, sem deixar os seus…”, escrevia em 1903 o padre António Marvão, figura de referência da protecção do cante alentejano. Este é um projecto pensado com essa filosofia: a melhor forma de preservar o cante é modernizá-lo. As interpretações estão a cargo do Grupo de Cantadores de Redondo, fundado em 1977 pelos irmãos Salomé, Janita e Vitorino, sob a tutela de Zeca Afonso. De características urbanas, o grupo cedo adquiriu prestígio pela versatilidade e qualidade das vozes. Uma versatilidade natural, uma vez que no concelho de Redondo se encontram a tradição do cante polifónico com a de modos de cantar mais ligeiros próprios do Alentejo que se estende a norte da Serra d'Ossa. Janita e Vitorino assumem o risco de compor modas alentejanas sobre textos escritos por António Lobo Antunes, bem como o de envolverem instrumentalmente modas inscritas numa tradição sedimentada ao longo de muitas gerações. Inovação e risco são as palavras que melhor definem este projecto em estreia absoluta no FMM 2010. 5


MOÇAMBIQUE / PORTUGAL

CACIQUE’97 Uma das grandes revelações da música feita em Portugal, Cacique’97 celebra a mestiçagem lisboeta através do cruzamento do afrobeat de Fela Kuti com várias tradições lusófonas. RITA CARMO

28 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 20H00. Acontece a todas as músicas mágicas: deixam de pertencer a um lugar e tornam-se um lugar de todos. Tal como o jazz e os blues já não são “músicas dos EUA”, também o afrobeat já não é “música da Nigéria”, mas um género que todos os músicos do mundo podem abraçar na sua expressão individual e seguindo a sua matriz cultural. É o que sucede com Cacique’97, um colectivo de afrobeat nascido em 2005 com o objectivo de espalhar a mestiçagem lisboeta (mais vibrante do que nunca) através do cruzamento do ritmo nascido em Lagos com as várias tradições dos países lusófonos. Com músicos de origem moçambicana e portuguesa, Cacique’97 reúne elementos de grupos como os Cool Hipnoise, Philharmonic Weed e The Most Wanted, projectos das áreas do funk, reggae e do som afro. O seu disco de estreia, homónimo, lançado em 2009, é assumido como o primeiro álbum de afrobeat feito em Portugal e tem merecido notas altíssimas em toda a imprensa musical. Com o balanço de locomotiva de percussão e metais que associamos ao afrobeat clássico, afrobeat novo para fazer dançar Sines. 6


EUA / CUBA / PORTUGAL

NAT KING COLE EN ESPAGNOL David Murray, figura central do jazz contemporâneo, um grupo de elite de músicos cubanos e uma orquestra de cordas da Escola das Artes de Sines Sinfonieta de Sines - celebram a veia latina de Nat King Cole. ENRIQUE DE LA UZ

28 JULHO, CASTELO, 22H00. Os artistas precisam de lugares que lhes sejam generosos e desde a primeira vez que visitou o FMM, em 2000, David Murray, uma das imaginações mais produtivas do jazz nos últimos 35 anos, sentiu que tinha encontrado em Sines um lugar assim. Comprou uma casa no centro histórico e, quando a Escola das Artes de Sines foi criada, em 2008, encetou uma relação com a comunidade local de músicos. Neste concerto, convida uma orquestra de cordas de 11 elementos organizada pela escola - Sinfonieta de Sines - para, juntamente com um grupo da elite da música cubana, participar na revisitação instrumental de uma parte fundamental do repertório de Nat King Cole: as canções em espanhol. Transfigurando clássicos como “Quizas, Quizas, Quizas”, “Tres Palabras” e “Piel Canela”, Murray volta a mostrar o sopro camaleónico do seu saxofone, dividindo o protagonismo com os solos dos músicos cubanos convidados para o projecto. Trata-se de um evento integrado no Programa de Regeneração Urbana de Sines.

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EUA

LAS RUBIAS DEL NORTE Estreia europeia no FMM Sines 2010, Las Rubias del Norte fazem música como ela seria hoje se a revolução rock não tivesse derrubado o poder latino de meados do séc. XX. LISA KERESZI

28 JULHO, CASTELO, 23H30. Entre os anos 30 e os anos 50 do século XX, a música latina dominava o mundo. Da França à Índia, da Turquia ao Japão, eram os mambos e as rumbas que ocupavam o posto imperial que hoje ocupa a pop anglo-americana. Las Rubias del Norte, grupo formado há sete anos, em Nova Iorque, por Allyssa Lamb e Emily Hurst, duas antigas cantoras clássicas, são um projecto de história alternativa que pensa como seria a música hoje se a revolução rock não tivesse derrubado o poder latino. Com três discos gravados - “Panamericana”, “Rumba Internationale” e “Ziguala” (lançado em Março de 2010) -, recriam canções onde cruzam harmonias clássicas com boleros, cha-cha-chas, valsas peruanas, huaynos dos Andes, rancheras mexicanas, guajiras cubanas, cumbias colombianas e influências de todo o espectro musical (de Mozart aos ABBA). À doçura e inocência das vozes de Allyssa e Emily juntam-se mais cinco músicos (todos homens, todos discretos) para criar um universo sonoro onírico, sem espaço e tempo definidos, que vai apaixonar todos os que vierem a Sines ouvi-lo. Estreia europeia no FMM. 8


BRASIL

CÉU Na melhor tradição da MPB, em diálogos com o reggae e a electrónica, Céu é uma das estrelas da nova música brasileira e mostra no palco de Sines o seu novo disco, “Vagarosa”. BRIAN CROSS

28 JULHO, CASTELO, 01H00. Caetano Veloso disse que Céu é o futuro da música popular brasileira e, se assim for, podemos estar descansados: a MPB continuará a ser uma das mais tocantes expressões musicais do mundo, feita da sensualidade inteligente que é a matéria das paixões. Criada numa família paulistana de forte cultura musical, Céu decide tornar-se cantora aos 15 anos, escolhendo o violão como melhor amigo. Grava o seu primeiro disco, “CéU”, em 2005, com aclamação imediata e universal. O Estado de S. Paulo escreve que “brilha uma nova estrela no firmamento”; o Libération chama-lhe “a nova voz do Brasil”. Os EUA também se rendem: duas nomeações para os Grammy, n.º 1 na tabela de “world music” e n.º 57 na tabela principal da Billboard, a posição mais alta atingida por um brasileiro desde Astrud Gilberto, nos anos 60. Demora quatro anos para gravar o seu segundo disco, mas “Vagarosa” (2009) vale a espera, com a sua voz potente sensualmente encostada às “esquinas aconchegantes entre as músicas brasileira e jamaicana” (R. Zwetsch). Brasil novo, Brasil eterno, no palco do FMM. 9


PERU

NOVALIMA Um grupo de músicos da nova geração junta-se aos melhores músicos da comunidade negra para trazer para as pistas de dança a festiva melancolia da herança afro-peruana. YAYO LOPEZ

28 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 03H00. Como toda a América erguida pelos músculos da escravatura, também o Peru tem uma rica tradição musical de raiz negra. Na esteira de Susana Baca, entre outros, o grupo Novalima representa o melhor de uma nova geração que está a trazer para os palcos e as pistas de dança a festiva melancolia da música afro-peruana. Formado em 2001, é o resultado da reunião de quatro jovens músicos peruanos cosmopolitas (Ramón Perez Prieto, Grimaldo Del Solar, Rafael Morales e Carlos Li Carrillo) com alguns dos melhores músicos tradicionais da comunidade negra para criar uma fusão entre as antigas canções dos escravos e os recursos da música moderna. Depois de “Novalima” (2002), “Afro” (2005), melhor disco de fusão “world” nos prémios Independent Music Awards 2006, chegam a Sines para apresentar “Coba Coba” (2008), uma edição Cumbancha onde os ritmos afroperuanos se cruzam com diferentes músicas latino-americanas, dub reggae, house e electrónica. Entre o cajón (tambor feito de banais caixas de transporte de fruta) e as batidas digitais, música ancestral e actual para dançar na praia. 10


ARGENTINA

34 PUÑALADAS Depois de explorar o submundo do tango das décadas de 20 e 30, o quinteto 34 Puñaladas vem a Sines apresentar “Bombay Bs.As.”, um dos discos do género mais aclamados dos últimos anos.

29 JULHO, CASTELO, 18H30. Com um nome retirado de um poema sobre um crime de sangue, o grupo 34 Puñaladas nasce no lado mais duro da vida e do tango. Formado em 1998, grande parte do seu percurso artístico foi dedicado a explorar as sombras da canção argentina das décadas de 20 e 30. Com letras em lunfardo, o calão do submundo de Buenos Aires, o repertório dos seus primeiros discos - “Tangos Carcelarios (2002 e 2004), “Slang” (2005) e “Argot” (2006) - está repleto de histórias de droga, prostituição, roubos, amores contrariados e violência. É a fase “interpretativa” do grupo, que se rompe em 2006, quando, mantendo-se na noite urbana, começa a trabalhar em melodias e letras próprias. Esse trabalho culmina, em 2009, com o lançamento do disco “Bombay Bs.As.”, considerado pela imprensa argentina o disco de tango mais original dos últimos anos e “o começo de uma nova era” para o género (La Nación). Pela voz de um cantor de tom gardeliano - Alejandro Guyot - e pelas cordas de quatro guitarras virtuosas - Augusto Macri, Edgardo González, Juan Lorenzo e Lucas Ferrara -, a cultura porteña lança âncora em Sines. 11


FINLÂNDIA / POVO SAMI

WIMME Revelação dos “charts” europeus de música do mundo em 2010, com o disco “Mun”, Wimme Saari e o seu grupo transportam para o palco o poder xamânico do canto do povo Sami. MAARIT KYTÖHARJU

29 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 20H00. O povo Sami do norte da Escandinávia não canta sobre pessoas, lugares ou elementos da natureza: canta pessoas, lugares ou elementos da natureza; cada “joik” (uma canção com pouca ou nenhuma letra) é a corporização sonora de uma essência; não a descreve, coloca-a na nossa presença. Só numa cultura habituada a respeitar e prestar culto às forças da Terra é que a uma voz humana poderia ser atribuído este poder sagrado e é preciso ter em mente este lado xamânico da experiência quando nos dispusermos a ouvir Wimme Saari, porventura o “joiker” mais importante da actualidade. Com seis discos editados desde 1995 e colaborações com artistas como Hedningarna ou Hector Zazou, Wimme é exímio na improvisação e na gestão do arco tímbrico exigido pelo canto gutural do “joik” (entre o barítono mais grave e o falsetto mais doce), apresentado a capella ou, como sucederá em Sines, com a delicada companhia instrumental de clarinete, percussões, cordas e electrónica. “Mun”, o disco lançado em 2009, dominará o curso de um acontecimento FMM com tanto de musical como de ritual. 12


ISRAEL

YASMIN LEVY Considerada uma das melhores cantoras do Médio Oriente, Yasmin Levy promove o encontro entre a música de tradição judaico-espanhola e o flamenco.

29 JULHO, CASTELO, 22H00. Como boa parte das grandes cantoras do mundo, Yasmin Levy aprendeu as canções mais importantes do seu repertório na melhor das escolas: a cozinha, ouvindo a mãe cantar enquanto a ajudava. Foi aí que começou a repetir os versos em ladino do cancioneiro dos judeus sefarditas, expulsos da Península Ibérica no final do séc. XV, aprofundando depois os seus estudos nos arquivos de seu pai, musicólogo que recuperou a música judaico-espanhola em Israel. A tradição em ladino é a linha de continuidade do seu trabalho, mas desde o segundo disco, “La Judería” (2005), que não está sozinha. Yasmin começa a fazer experiências com o flamenco (que estudará em Sevilha), num cruzamento entre o romantismo da música judaica e a paixão do flamenco que ainda hoje define a sua identidade musical e que viria a merecer a aclamação da crítica e duas nomeações para os prémios da BBC Radio 3. Considerada uma das melhores cantoras do Médio Oriente, vem a Sines na sequência do disco “Sentir” (2009), para um concerto com o charme das relações intemporais: uma grande voz em palco e um público que se deixa comover. 13


BRETANHA / MALI

N'DIALE - JACKY MOLARD QUARTET & FOUNÉ DIARRA TRIO O quarteto do violinista Jacky Molard, um dos maiores músicos bretões de sempre, junta-se ao trio da cantora maliana Founé Diarra num espectáculo acústico de excelência. BERTRAND DUPONT

29 JULHO, CASTELO, 23H30. A capacidade da linguagem musical para estabelecer diálogos tem aberto caminho às fusões mais arbitrárias e aos encontros mais sublimes. O projecto N’Diale - Jacky Molard Quartet & Founé Diarra Trio conta-se, definitivamente, entre os segundos. Formado em 2005, o quarteto onde o violinista Jacky Molard, um dos maiores músicos bretões de sempre, se junta a Yannick Jory (saxofones), Hélène Labarrière (contrabaixo) e Janick Martin (acordeão diatónico), encontrou na cantora maliana Founé Diarra e nos seus acompanhantes (Kassim Sidibé, no kamele n’goni, e Alhassane Sissoko, no djembé) os parceiros perfeitos para as suas explorações. O canto em bambara e a malha instrumental mandinga envolvem-se em jogos harmónicos e polirrítmicos com o quarteto e nasce uma música tão culta como arraigada na terra. O respeito com que o acordeão segue uma improvisação de n’goni, a devoção com que violino veste sozinho a voz de Founé, são exemplos de uma vitória da subtileza acústica e, depois de ouvir o seu disco de 2010, “N’Diale” (“o prazer de estar juntos”), arriscamos prometer um dos concertos mais memoráveis do ano. 14


REINO UNIDO / EUA

THE MEKONS Um dos grupos de vanguarda do pós-punk e, numa segunda vida, os fundadores do movimento alt-country, The Mekons são uma banda de revoluções e de grandes apresentações ao vivo. DERRICK SANTINI

29 JULHO, CASTELO, 01H00. Entre o grupo restrito de bandas que lideraram revoluções musicais há uma que se pode gabar de ter repetido o feito. Na Leeds de 1977, lado a lado com os Gang of Four, The Mekons foram um dos grupos mais consistentes da transição do punk para terrenos sonoros com maior complexidade e cambiantes. Em 1985, com o lançamento de “Fear and Whiskey”, aproximaram-se das raízes folk inglesas e da country norte-americana e deram vida ao que viria a ser designado por alt-country, movimento que, desde os anos 90, tem revelado alguns dos melhores criadores da música alternativa. Presentes em todas as encarnações, os guitarristas, vocalistas e compositores Jon Langford e Tom Greenhalgh garantiram unidade criativa na metamorfose, tendo hoje como companhia a cantora Sally Timms, a violinista Susie Honeyman, a baixista Sarah Corina, o acordeonista Eric Bellis, o baterista Steve Goulding e o multi-instrumentista Lu Edmonds. Com reputação de uma das melhores bandas do mundo em espectáculos ao vivo, quando subirem ao palco do Castelo já deverão apresentar canções do seu 27.º disco, a lançar em breve. 15


EUA

GRUPO FANTASMA Do Texas para o mundo, a mais subversiva orquestra latina do nosso tempo incendeia o palco da Praia com a sua mistura explosiva de “latinidad”, jazz, funk e rock psicadélico. DANIEL PERLAKY

29 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 03H00. Prince, com quem costumam trabalhar, não tem dúvidas: Grupo Fantasma, a melhor orquestra latina nascida nos Estados Unidos na última década, é formada por “músicos reais a tocar música verdadeira”. Criada no ano 2000 na cidade de Austin, em pleno território Tex-Mex, onde até o ar é picante, o Grupo Fantasma é latinidade pura na matriz do som - a cumbia, a salsa, o bolero, o son montuno - mas com contributos de estilos com o afro-funk, o jazz, a música psicadélica e o reggae. Com quatro Prémios Univisión de Musica Latina e a nomeação do seu quarto disco, “Sonidos Gold” (2008), para o Grammy de melhor disco de rock latino em 2009, o cantor e compositor Jose Galeano e os seus nove companheiros chegam ao final da sua primeira década de vida com a crítica rendida à sua “versão séc. XXI do groove latino” (Boston Globe). Um gigante cheio de subtilezas (embora expluda na língua, esta é música alternativa, não é “salero” para as massas), Grupo Fantasma dará ao público de Sines a oportunidade para dançar dez anos de ritmo e os temas de “El Existencial”, o quinto disco, que o grupo lançou em Maio. 16


GUINÉ-BISSAU

KIMI DJABATÉ Um dos artistas emergentes do circuito das músicas do mundo, o cantor e guitarrista Kimi Djabaté representa a Guiné-Bissau na primeira divisão da música de tradição mandinga. RITA CARMO

30 JULHO, CASTELO, 18H00. A música da África Ocidental, em particular a ligada à cultura mandinga e à prática dos “griots”, tem produzido alguns dos mais cultos e talentosos artistas do mundo. Na nossa ignorância imperial, desconhecemos que a Guiné-Bissau se inscreve nessa tradição e tem músicos, como Kimi Djabaté, que rivalizam com os melhores do Mali, da Guiné Conakri ou do Senegal. Nascido em 1975, Kimi foi uma criança-prodígio estimulada por uma família de músicos profissionais. Começou a tocar o balafon (xilofone africano) com apenas três anos, seguindo-se a kora, percussões e a guitarra, em que é exímio. A viver em Lisboa desde 1994, lança o seu primeiro disco, “Teriké”, em 2005, mas é “Karam”, editado no ano passado pela Cumbancha, uma das maiores editoras de “world music”, que lhe dá exposição internacional e o torna uma das figuras emergentes do circuito. Fundado na música mandinga, mas também interessado no gumbé, na morna, no jazz e nos blues, Kimi toca e canta a luta do povo africano nos palcos do mundo como o faziam os seus antepassados “griots” nos terreiros das aldeias. Ouçamo-lo como merece. 17


FRANÇA

THE RODEO Autora de “Music Maelström”, um dos discos surpresa de 2010, a jovem artista francesa Dorothée apresenta uma reinterpretação muito pessoal da grande música americana. LUDIVINE BOIZARD

30 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 19H30. Se pegarmos nas letras de THE RODEO encontramos as letras de DOROTHÉE, o nome da cantautora parisiense cujo álbum de estreia, “Music Maelström”, lançado em Fevereiro, é já uma das grandes surpresas de 2010. Mas a brincadeira do anagrama não é casual: a folk (sobretudo a californiana dos anos 70), a música country, os blues, a soul e a música americana em geral são as principais referências da sua paixão musical, que desperta aos 15 anos, quando encontra uma guitarra acústica e decide aprender a tocá-la sozinha. Entretanto, começa também a cantar e, depois de passar por um grupo de rock indie, lança dois EP’s, em 2008 e 2009. “Music Maelström”, o seu primeiro álbum, parcialmente gravado no Texas e misturado por Stuart Sikes, produtor de nomes como Cat Power e White Stripes, é um conjunto de canções sobre o amor e o quotidiano trabalhadas em arranjos íntimos e minimalistas. Os músicos Laurent Blot (violino) e Jean Thévenin (bateria) acompanham-na no palco de Sines, onde nos vai mostrar a sua experiência pessoal do sonho americano, feito de amor puro e limpo de estereótipos. 18


EUA

BARBEZ Entre o jazz, o rock e a música clássica, a banda Barbez, liderada pelo guitarrista Dan Kaufman, transforma em som as sombras povoadas de fantasmas da cidade de Nova Iorque.

30 JULHO, CASTELO, 21H30. Este é um lugar estranho, mas onde apetece estar; é como a penumbra branda do anoitecer. Formada em 1997 por músicos com um percurso no jazz, no rock e na música clássica, Barbez tem uma saturação de influências tipicamente nova-iorquina. Em Sines, o alinhamento da banda é composto por Dan Kaufman (guitarra), Pamelia Kurstin, virtuosa do theremin (o instrumento arqueo-electrónico que associamos a velhos filmes de ficção científica), Catherine McRae (violino), Peter Hess (clarinete), Danny Tunick (vibrafone), Andrew Jones (baixo e sampler) e John Bollinger (bateria). Tendo o jazz como matriz, as composições vão beber a fontes tão diferentes quanto o folclore russo, Kurt Weill, Black Sabbath, The Residents e memórias do tango e da musette. Produzidos por Martin Bisi, lançaram quatro discos, o último dos quais o genial “Force of Light” (Tzadik, 2007), dedicado a Paul Celan, poeta sobrevivente do Holocausto, e estão a trabalhar em dois novos álbuns, um sobre as guerras no Médio Oriente depois do 11 de Setembro e outro sobre melodias judaicas. Há uma vista maravilhosa no topo da montanha. Subamo-la. 19


CHINA

SA DINGDING Considerada a melhor artista asiática nos prémios da BBC Radio 3 em 2008, Sa Dingding é uma das vozes mais importantes da música chinesa contemporânea com raízes na tradição.

30 JULHO, CASTELO, 23H00. Se há na China de 2010 uma candidata a estrela global ela é Sa Dingding. Não será fácil, porque a música asiática ainda busca a empatia universal que os sons africanos e latinos conseguiram, mas esta chinesa de 27 anos está a tentar fazê-lo sem perder a ligação às raízes. Filha de mãe mongol e pai Han (a etnia maioritária da China), Sa situa-se entre vários mundos: as estepes mongóis, onde passou a infância com a avó nómada; a grande Pequim, para onde, aos seis anos, se mudou com os pais; o budismo, onde encontrou uma casa espiritual; e a cultura ocidental, onde conheceu muitos dos seus ídolos musicais. Multiinstrumentista e multilingue, o seu primeiro disco com edição mundial, “Alive”, valeulhe o prémio BBC Radio 3 de melhor artista asiática, em 2008. O álbum que a traz ao FMM, “Harmony” (2009), com produção de Marius De Vries (um dos mais requisitados produtores europeus, com trabalhos para os U2, Björk ou Rufus Wainwright), centra-se na relação entre os homens e a natureza e junta a tradição chinesa (sobretudo da província Yunnan) com a música electrónica. Imprescindível. 20


MALI / SAHARA

TINARIWEN Vencedora do prémio Uncut para melhor disco de 2009, “Imidiwan”, a banda tuaregue Tinariwen faz a síntese entre as músicas da África Ocidental e do Magrebe, o rock e os blues. THOMAS DORN

30 JULHO, CASTELO, 00H30. Em 2010 cumpre-se o que há muito estava escrito no livro do destino: a mais genial banda do deserto chega ao festival com perfume de hortelã. Formados em 1979, os Tinariwen têm uma longa história ligada à resistência, cultural, mas também de armas na mão, do povo tuaregue que vive no norte do Mali. Hoje, em paz, são um dos raros grupos não ocidentais que, mantendo a integridade, conseguem enfrentar os grandes do rock no seu próprio jogo, tendo acabado de vencer, com “Imidiwan”, o seu quarto álbum, o prémio da revista Uncut para melhor disco de 2009, onde estavam nomeados Bob Dylan e Animal Collective, entre outros. A incrível dinâmica do jogo das suas guitarras, as hipnotizantes vozes e percussões tradicionais, com raízes na África Ocidental e no Magrebe, combinam-se num som cuja familiaridade com os blues e o rock não omite influências ocidentais mas é sobretudo um caso de evolução paralela. Ibrahim Ag Alhabib, voz e guitarra principais, co-fundou e dirige um grupo que marca, com humildade, a música do início do séc. XXI. No céu do Sahara e no céu de Sines brilham, por uma noite, as mesmas estrelas. 21


BRASIL

FORRO IN THE DARK Formado por quatro músicos brasileiros a viver em Nova Iorque, o grupo Forro in the Dark abriu os horizontes do forró nordestino e transformou-o num fenómeno global.

30 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 02H30. Tudo começou, em 2005, no aniversário de Mauro num clube de Nova Iorque. Juntamente com outros amigos brasileiros, o objectivo era apenas fazer uma festa em estilo forró que lhes recordasse os sons de casa, mas os donos gostaram tanto do que ouviram que os contrataram para actuar todas as semanas. Hoje, Mauro Refosco (tambor zabumba e voz), Davi Vieira (percussão e voz), Guilherme Monteiro (guitarra e voz) e Jorge Continentino (flauta, sax e voz) - mais Zé Grey (baixo e voz) em Sines -, são uma grande banda de festa e, embora de longe, estão a contribuir para a renovação da tradição popular nordestina. Os ritmos sincopados do xote, do baião, do arrasta-pé, cruzam-se com o dub, o indie rock, o funk e outras músicas para produzir um som que, depois de Nova Iorque, está a conquistar o mundo. “Bonfires of São João” (2006), com a colaboração de David Byrne, Bebel Gilberto e Miho Hatori, e “Light a Candle” (2009) são grandes discos, mas nada pode preparar o público para o que é vê-los ao vivo. Acompanharam os Gogol Bordello em digressão nos últimos meses e vêm a Sines incendiar o FMM. 22


PORTUGAL

BAILARICO SOFISTICADO convida SELECTA ALICE Junto desde 1999, o trio de DJ's Bailarico Sofisticado é conhecido pelos seus “sets” eclécticos, feitos de páginas rasgadas e baralhadas de uma enciclopédia vibrante de música popular.

30 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 04H00. A par da colecção de discos, o bem mais precioso de um DJ é a segurança do seu critério. A segurança que permite manter o sentido de humor e os ouvidos abertos, sem preocupação de gosto correcto ou fidelidade a géneros. É assim o trio Bailarico Sofisticado, composto por Bruno Barros, Pedro Marques e Vítor Junqueira. Os seus “sets” são caracterizados pelas vistas largas: aqui não há danças tribais; quem dança reggae, a seguir está a dançar electrónica, new wave, oldies e um mar de músicas do mundo, que, ao contrário do que a marca “world music” indica, não são um género, mas mil. Juntos desde 1999, quando as suas febris noites de sábado na Caixa Económica Operária começaram a dar brado, são, desde 2005, presença regular no FMM. Quem melhor os conhece são os mais resistentes, essa vasta minoria que, todos os anos, o Bailarico põe a dançar fanfarras ciganas, punk, afrobeat, revivalismo ska, banghra pop, até o sol nascer. Em 2010 eles estão de volta e trazem como convidada a DJ Selecta Alice (Célia Fialho), uma grande impulsionadora das músicas do mundo em formato “DJ set” em Portugal. 23


GALIZA

GUADI GALEGO Autora de “Benzón”, vencedor do prémio de disco folk do ano nos prémios Opinión da Música, em 2009, Guadi Galego, ex-Berrogüetto, é a grande voz galega da nova geração.

31 JULHO, CASTELO, 18H00. Pátria de alguma da melhor música folk produzida na Europa, a Galiza tem tido uma presença consistente nas últimas edições do FMM Sines. Em 2010, volta a acontecer, por uma das mais belas vozes e autoras da nova geração. Guadi Galego começa a sua carreira estudando música no Conservatório da Coruña e música tradicional em diversos grupos da região. Em 1997 ingressa nos Berrogüetto, onde passa 10 anos como cantora e gaiteira e em cujo seio obtém grande reconhecimento internacional, com destaque para a nomeação para os Grammy latinos em 2002. Depois de projectos em formações mais reduzidas - Espido e Nordestin@s, que mantém em paralelo - lança em 2009 “Benzón”, o seu primeiro disco a solo, vencedor do prémio de disco folk do ano nos prémios Opinión da Música. Uma canção extraída do disco, “Madama”, esteve também nomeada para melhor canção galega do ano na XIV edição prémios da Academia de las Artes y las Ciencias de la Música, os mais importantes atribuídos em Espanha. Em Julho, a frescura marinha da voz de Guadi Galego corre pelo palco do FMM. 24


TIMOR-LESTE

GALAXY Mistura de ritmos tradicionais, clássicos da resistência, reggae, rap, funk e rock, Galaxy é o grupo mais importante da música moderna timorense e faz a sua estreia europeia em Sines.

31 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 19H30. Vemo-lo há décadas na televisão e continua a não deixar-nos indiferentes: o olhar, magnético de esperança, dos jovens de Timor-Leste. Nascido numa casa desfeita pela guerra na cidade de Lospalos, o mais destacado projecto da música moderna do seu país é uma história exemplar do Timor pós-independência. Nem sempre compreendidos pelos mais velhos, mas idolatrados pela nova geração, os Galaxy são Melchior Dias Fernandes (voz), Etson Caminha (baixo), Leonardo Conceição (guitarra), Olderico Barreto (guitarra) e Ercio de Carvalho (bateria) e a sua música mistura ritmos tradicionais do povo Fataluku, clássicos da resistência, reggae, rap, funk e rock. As canções têm letras que saboreiam a dádiva da democracia e nenhum dos problemas que encontram na sociedade de Timor é tabu, da pobreza à corrupção. Actualmente baseados em Díli, ocupam o tempo entre o estúdio e os concertos na escola Arte Moris, onde ensinam música e artes visuais. O concerto de Sines é a estreia de Galaxy em palcos portugueses e europeus e tem o alto patrocínio da Presidência e do governo de Timor-Leste. 25


ESPANHA

LOLE MONTOYA Uma das “cantaoras” mais importantes da história do flamenco, par de Manuel Molina no duo mítico Lole y Manuel, Lole Montoya apresenta no FMM o seu projecto a solo.

31 JULHO, CASTELO, 21H30. Conhecido como música de sentimentos inflamados, ninguém diria que o flamenco pode ser veículo para a inocência, o desejo de paz, o amor pela natureza, o exame de uma consciência moral. Lole Montoya, uma voz que, por mais anos que passem, não parece largar o fundo da infância, mostra-nos como o flamenco é capaz de muito mais do que caracteres flamejantes e consegue abrir dentro de si toda a largura poética da alma humana. Uma das “cantaoras” fundamentais do flamenco, Lole foi criada nos melhores “tablaos” de Sevilha. Com Manuel Molina, na dupla Lole y Manuel, esteve na vanguarda do Novo Flamenco, o movimento que, a partir dos anos 70, e especialmente depois do álbum seminal “Nuevo Día” (1975), abriu horizontes para o género. No trajecto a solo que percorre desde 1986 revela um especial interesse pela relação entre o flamenco e a música árabe, a que não é alheio o facto de sua mãe, a “cantaora” e “bailaora” Antonia Rodríguez “La Negra”, ser natural da Argélia. Chega a Sines na sequência do disco “Metáfora”, nomeado em 2008 para o Grammy latino de melhor álbum de flamenco. 26


MALI

CHEICK TIDIANE SECK feat. MAMANI KEITA Cheick Tidiane Seck, o maior teclista da música africana, junta-se a Mamani Keita, uma das melhores vozes do Mali, numa fusão entre as raízes mandingas e a música afro-americana. JM LUBRANO

31 JULHO, CASTELO, 23H00. É um facto demonstrado pela ciência que no Mali não existem maus músicos. É uma felicidade para os amantes da arte ver num único concerto dois dos seus melhores. Cheick Tidiane Seck é o mago africano do Hammond, além de um excelente guitarrista, cantor, compositor e arranjador. Com uma carreira que remonta à Bamako dos anos 60, ao lado de Salif Keita e Mory Kanté na mítica Rail Band, Seck situa-se na confluência entre a tradição mandinga e as músicas afro-americanas, do jazz à soul. Habituado a ceder a boca de cena aos grandes com quem trabalhou, teve no álbum “Sarala” (1995), que assinou com o pianista lendário Hank Jones, o primeiro momento de merecido protagonismo. “MandinGroove” (2003) e “Sabaly” (2008) confirmaram o seu pioneirismo e o seu lugar no povoado panteão da música maliana. Mais nova, mas no mesmo caminho, vai Mamani Keita, o regato de voz transformado em rio torrencial quando sobe ao palco que recordamos de um dos melhores concertos de 2007. Juntos, fazem música de conforto, cheia de sucos e nutrientes, para enfrentar a noite mais longa do FMM. 27


REP. DEM. CONGO

STAFF BENDA BILILI Formado por músicos de rua deficientes motores, Staff Benda Bilili é o grupo mais premiado da “world music” em 2010 e uma das maiores revelações da música africana da última década.

31 JULHO, CASTELO, 00H30. Primeiro, a história humana emociona-nos. Depois, o coração dá lugar às ancas e o ritmo toma conta de nós. Dancemos, dancemos com a força com que eles vivem, porque é o melhor tributo que lhes podemos prestar. Uma das maiores revelações da música africana da última década, o grupo Staff Benda Bilili é formado por músicos deficientes motores, vítimas de poliomielite em crianças, que dormiam e ganhavam a vida actuando nas ruas de Kinshasa. Agora o mundo conheceos. O seu álbum de estreia, “Très Très Fort”, chegou ao 1.º lugar da World Music Charts Europe, foi considerado o melhor de 2009 pelas revistas fRoots e Mojo e venceram a categoria “melhor grupo do ano” nos prémios Songlines 2010. Musicalmente, misturam ritmos tradicionais, funk e a versão local da rumba, tocados em guitarras e instrumentos artesanais. As letras falam da doença que os colocou em cadeiras de rodas e das histórias das crianças sem-abrigo e dos refugiados da guerra que vivem à sua volta. Prémio Womex 2009 pelo seu exemplo de dedicação à música, recebem o galardão máximo do FMM: uma coroa de fogo-de-artifício. 28


JAMAICA

U-ROY O FMM prossegue a sua história ilustrada do reggae com U-Roy, o expoente máximo do “toasting”, o estilo artístico de DJing que o colocou entre os grandes da música da Jamaica.

31 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 02H30. Um jamaicano num estúdio é um quadro clássico da música do séc. XX e esta é a história de mais um inventor e as suas máquinas no calor da ilha prodigiosa. Nascido em 1942, U-Roy, cognome “The Originator”, é a figura mais importante do “toasting”, estilo de DJing que consiste em cantar por cima dos discos que rodam nos pratos. Pode parecer pouca coisa, mas URoy transformou-o numa forma de arte e mudou por completo a percepção do estatuto criativo do DJ no reggae, contribuindo também para a evolução do rap nos Estados Unidos. U-Roy começa a carreira como DJ nos populares “sound systems”, espécie de discotecas ambulantes. No final da década de 60, torna-se o DJ principal de King Tubby, engenheiro de som a quem é atribuída a criação do “dub”, e grande parte da sua criação será realizada dentro desta estética. Grava o seu primeiro single, “Earth’s Rightful Ruler”, com Peter Tosh, para o produtor Lee Perry, mas são álbuns como “Dread In a Babylon” (1975) que lhe garantem lugar na ordem honorífica da música da Jamaica. É a história ilustrada do reggae, a seguir, ano após ano, no FMM. 29


PORTUGAL / ANGOLA

BATIDA Projecto nascido no seio da Radio Fazuma, Batida traz para o século XXI a melhor música angolana dos anos 60 e 70 e é o milagre mais recente da produção afrolusitana.

31 JULHO, AV. VASCO DA GAMA, 04H00. Lisboa como uma grande cidade africana na Europa vive hoje um momento único de pujança criativa. Brancos e pretos juntamse de forma cada vez mais intensa e regular para fazer música nova e recuperar música que o tempo escondeu. Batida foi um programa criado em 2007, pela Fazuma, na Antena 3. Era ali que os ouvintes portugueses podiam encontrar a melhor música africana e afro-inspirada, do kwaito ao kuduro, do pretoria ao funk brasileiro, do dancehall ao afro-house. Em 2009, Dj Mpula (Pedro Coquenão) recebe a senha para entrar numa caverna de Ali Babá: o arquivo histórico de sons da Valentim de Carvalho gravados em Luanda nas décadas de 60 e 70. Da convivência com este tesouro nasce o disco “Dance Mwangolé”, que vem tirar o pó e dar lustro às páginas mais brilhantes dos catálogos de música angolana dos últimos cinquenta anos. Tudo isto é transposto para o palco num espectáculo demolidor, onde uma comitiva luso-angolana liderada pelo Dj Mpula faz a despedida do Festival Músicas do Mundo 2010 com festa e dança até o sol raiar.


INICIATIVAS PARALELAS

EXPOSIÇÃO “A SECRETA VIDA DAS PALAVRAS” Centro de Artes de Sines e Centro Cultural Emmerico Nunes | 16 de Julho a 25 de Setembro | Inaug. 16 de Julho, às 22h00 | Todos os dias, 14h00-20h00 | Entrada livre | Produção e parceria Câmara Municipal de Sines / Centro Cultural Emmerico Nunes

Realizada no âmbito da 13.ª edição do projecto Verão Arte Contemporânea do Centro Cultural Emmerico Nunes, numa parceria com a Câmara Municipal de Sines, a exposição “A Secreta Vida das Palavras”, comissariada por João Pinharanda, tem como ponto de partida a relação que Al Berto, poeta de Sines e do mundo, estabeleceu ao longo da sua vida com as imagens. Com formação em artes plásticas, Al Berto tem a par da obra literária uma rica obra visual e sempre revelou interesse pela arte do seu tempo, como testemunha o livro “A Secreta Vida das Imagens”, onde, a partir de obras concretas, usa a Palavra para procurar o segredo que reside no coração das Imagens. Nesta exposição percorre-se o caminho inverso: um conjunto de artistas contemporâneos procura, através da pintura, da escultura, da fotografia, do vídeo, do som ou da instalação, as Imagens que revelam o segredo que habita no coração das Palavras. A exposição reúne dois conjuntos de obras. O primeiro resulta de visitas a Sines e de um período de residência na cidade onde estiveram presentes duas autoras consagradas, Ana Vieira e Ana Jotta, e um conjunto de mais jovens artistas, como Edgar Massul, Fernando Mesquita, João Ferro Martins, Nuno Cera, Pedro Reis, Rodrigo Oliveira, Rodrigo Peixoto, Sara Santos e Vasco Costa. O segundo conjunto, que dialoga com o primeiro, reúne obras existentes de artistas citados em livro por Al Berto, como são os casos de Dacosta, Cesariny, Carlos Nogueira, Sarmento, António Correia, Rosa Carvalho, Manuel Rosa, Calapez, Rui Sanches, Ilda David', Cabrita Reis, Croft, Casqueiro, Chafes, entre outros. A partir do texto do comissário

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INICIATIVAS PARALELAS

FEIRA DO LIVRO E DO DISCO Fase I: 24 a 27 de Julho | 11h00-19h00 e 21h30-23h00 | Centro de Artes de Sines - Casa Preta Fase II: 28 a 31 de Julho | 18h00-02h30 | Capela da Misericórdia de Sines Parceria Câmara Municipal de Sines / livraria a das artes / VGM

Numa associação entre a Câmara Municipal de Sines, a livraria a das artes e a VGM, terá lugar uma feira do livro e do disco com as mais recentes novidades editoriais no mercado português e uma selecção de discos de músicas do mundo, clássicos e contemporâneos. Música e actividades associadas à promoção do livro, da leitura e da narração oral animam a feira.

ANIMAÇÃO DA FEIRA KARINGANA REGGAE, PELO BICA TEATRO Centro de Artes de Sines - Esplanada da Casa Preta | 24 de Julho | 19h00 | Dur. 45m

Título de um livro do poeta moçambicano José Craveirinha, "Karingana Wa Karingana" equivale à forma portuguesa "era uma vez". Neste espectáculo inaugural da feira conta-se contos dos países de língua portuguesa.

CONTOS DE TANTOS MUNDOS Centro de Artes de Sines - Exterior | 24 a 31 de Julho

No exterior do CAS está disponível uma selecção de contos de todo o mundo e um pequeno palco. Ao jeito de um “speaker’s corner”, perca os medos, escolha um conto e partilhe-o com quem passa.

SESSÃO DE CONTOS, COM ANA LAGE Centro de Artes de Sines - Exterior | 26 de Julho | 17h30 | Dur. 60m

Ana Lage é uma contadora de excepção. Nessa sessão, com a duração de uma hora, associa-se ao FMM, contando contos tradicionais de vários pontos do planeta. 32


CLUB 33 JAM SESSION Centro de Artes de Sines - Esplanada da Casa Preta | 26 de Julho | 21h00 e 23h00 | Org. Assoc. Pro Artes de Sines. Iniciativa inserida no Programa de Regeneração Urbana de Sines (ver parceria na pág. 38)

O Club 33 vai à esplanada do Centro de Artes de Sines. Uma banda lança o mote para que num ambiente de criatividade espontânea se juntem todos aqueles que queiram participar e assistir a uma “jam session”.

INICIATIVAS PARALELAS

ENCONTROS COM ESCRITORES Centro de Artes de Sines - Esplanada da Casa Preta | 26 e 27 de Julho | 18h30 | Org. Câmara Municipal de Sines / livraria a das artes

26: MÁRIO DE CARVALHO O FMM e a livraria a das artes juntam-se para trazer até Sines o consagrado autor Mário de Carvalho, que apresentará a sua última obra “A arte de morrer longe”. Uma oportunidade de escutar as palavras de um dos mais estimados autores portugueses, traduzido em diversas línguas e galardoado com o Grande Prémio APE, o Prémio Fernando Namora, o Grande Prémio de Literatura ITF/DST e, em 2009, o prémio Vergílio Ferreira.

27: valter hugo mãe Al Berto fê-lo em alguns poemas mas este autor fá-lo sem excepção. valter hugo mãe caracteriza a sua produção literária pela omnipresença de minúsculas, para, tal como afirma, "acelerar a própria escrita (…) agilizando assim o texto". O autor apresenta-nos o seu último romance “a máquina de fazer espanhóis”, após ter editado títulos como “o remorso de baltazar serapião” e “o apocalipse dos trabalhadores” e ter sido galardoado com o Prémio Literário José Saramago (2007). 33


INICIATIVAS PARALELAS

CICLO DE CINEMA Centro de Artes de Sines | 24 a 27 de Julho (Esplanada da Casa Preta) e 28 a 31 de Julho (Auditório) | Entrada livre

24 de Julho (21h30) “Ao encontro das músicas do mundo em Sines”, de Paulo Nobre Em 2007, o realizador Paulo Nobre acompanhou de perto o FMM, filmando o dia-a-dia da organização, o ambiente muito especial que se vive no “backstage” e o espírito que percorre a plateia e os espaços circundantes dos palcos. Dur. 73m 25 de Julho (21h30) “Excursão”, de Leonor Noivo O folheto prometia um dia fantástico de diversão numa excursão que nos levaria a passear pelo país. A viagem, só para pessoas com mais de 25 anos, incluía também um delicioso almoço, brindes e uma “demonstração de artigos para o lar e saúde”. Dur. 24m “Visita guiada”, de Tiago Hespanha Do Castelo de Guimarães a Sagres, uma visita guiada a Portugal, de autocarro, com grupos multilingues de turistas. A forma como nos apresentamos - as nossas paisagens, as nossas histórias, os nossos mitos - às outras culturas e como elas nos vêem a nós. Dur. 56m 26 de Julho (22h00) “A casa que eu quero”, de Joana Frazão e Raquel Marques “A casa que eu quero” entra em seis casas de emigrantes na aldeia de Vascões, Paredes de Coura, durante o mês de Agosto. São as casas idealizadas que constroem à distância, desocupadas na maior parte do ano, mas que sonham um dia habitar de vez. Dur. 60m 27 de Julho (21h00) "Canto da Terra d'Água", de Adriano Smaldone e F. Giarrusso David, escultor de máscaras de madeira, e Adélia, cantora de cantigas, são os protagonistas deste filme, que decorre na região fronteiriça de Trás-os-Montes. Eles testemunham a condição de abandono desta terra, em cujo chão sobrevivem vestígios de um antigo oceano. Dur. 32m. 34


“O lago”, de André Marques Dois amigos embarcam numa viagem em direcção ao lago, mas também em direcção a si mesmos. Com Chandra Malatitch, Pablo Malter, Miguel Borges, Rui Xavier e Adriana Bolito. Filme parcialmente filmado no FMM 2008. Dur. 31m 28 de Julho (15h30) “O significado”, de Tiago Pereira A propósito de quarto irmãos fundadores da Associação Cultural d'Orfeu, constrói-se uma génese da música portuguesa, para em seguida se alargar a outros âmbitos e colocar-se a pergunta: como seria a música portuguesa se gostasse dela própria? Dur. 50m “Folk-lore video-magazine”, de Tiago Pereira Portugal descura o seu património oral, na forma de lendas, contos, ritos e paisagens sonoras. Tiago Pereira ocupa-se desse problema e tira da gaveta recolhas que sobraram de outros filmes, mudando-lhes os contextos. Quatro filmes com a duração total de 36m 29 de Julho (15h30) “Les couleurs du thé”, de Toni Polo Porta do Mediterrâneo e lugar de trânsito entre África e Europa, Marrocos é um território em que várias etnias e culturas deixaram a sua marca ao longo da história. Neste documentário, conhecemos o Marrocos de hoje através da sua música moderna. Dur. 70m 30 de Julho (15h30) “Enjoy poverty”, de Renzo Martens Os flagelos que atingem África têm sido tratados extensivamente pela comunicação social. Neste documentário holandês, pergunta-se se estas fotografias e filmes não serão uma exploração dos africanos semelhante à que acontece com as suas matérias-primas. Dur. 80m 31 de Julho (15h30) “Benda Bilili!”, de Florent de la Tullaye e Renaud Barret Ricky tem um sonho: tornar os Staff Benda Bilili a melhor banda de Kinshasa. Roger, uma criança de rua, quer juntar-se às estrelas do gueto, com os seus triciclos quitados. Juntos, sobrevivem aos desafios e o sonho concretiza-se. O filme que conta a história do mais extraordinário grupo do circuito actual das músicas do mundo, apresentado na última edição do festival de Cannes. Dur. 85m

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INICIATIVAS PARALELAS

ATELIÊS PARA CRIANÇAS Centro de Artes de Sines - Auditório | 26 a 31 de Julho | 11h00 | Para crianças dos 6 aos 12 anos | Gratuito, mediante marcação no balcão do Centro de Artes.

26 E 27: GALAXY Os membros do grupo timorense Galaxy são professores na escola Arte Moris, em Díli. No FMM, acolhem todas as crianças que se queiram deixar encantar pela música e pelas artes.

28: LAS RUBIAS DEL NORTE As canções de Las Rubias del Norte são saborosas brincadeiras. Allyssa e Emily, as duas cantoras que são o centro do grupo, mostram que a boa música é sempre feita com o coração.

29: JACKY MOLARD QUARTET & FOUNÉ DIARRA TRIO Podem os instrumentos africanos entender-se com os instrumentos da tradição europeia? Este é um encontro perfeito para demonstrar que não há linguagem mais universal do que a música.

30: BARBEZ Do “theremin”, o instrumento extra-terrestre de Pamelia, à guitarra virtuosa de Dan Kaufman, Barbez é uma misteriosa caixa de música que as crianças vão adorar descobrir.

31: CHEICK TIDIANE SECK feat. MAMANI KEITA O melhor dos génios é a sua capacidade inspiradora e Cheick Tidiane Seck é não só um génio mas também uma figura solar que os mais novos vão ter o prazer de conhecer. 36


INICIATIVAS PARALELAS

FESTIVAL ESCRITA NA PAISAGEM EXTENSÃO DE SINES Um projecto Escrita na Paisagem / Colecção B, uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / DGArtes. Com o apoio da Direcção Regional da Cultura do Alentejo | Parceria Câmara Municipal de Sines

ELLIOT MERCER (EUA) COM MÁRCIO PEREIRA & AMIGOS (PORTUGAL) Homenagem à Judson Dance 27 de Julho | Centro Histórico de Sines | 19h30 Elliot Mercer, bailarino e coreógrafo norte-americano, explora, no contexto do tema 're:play', que este ano guia o Festival Escrita na Paisagem, obras de coreógrafos e performers da era da Judson Dance, recriando peças de Simone Forti, Trisha Brown, Anna Halprin, bem como scripts de Allan Kaprow, um dos mais exemplares nomes do happening e da performance. Elliot Mercer é coadjuvado pelo colectivo informal coordenado por Márcio Pereira, reactualizando o programa de um momento histórico da dança e da performance no séc. XX.

PGT - PENDER, GARTON, TAYLOR (EUA) + CONVIDADOS Música Electrónica Improvisada 27 de Julho | Centro de Artes de Sines - Auditório | 22h30 Um bandolim (Pender) dialoga intensa e vibrantemente com dois laptops (Garton, Taylor), abrindo caminhos através dos territórios da tradição musical em direcção ao mundo contemporâneo, onde se cruzam interesses, metodologias e dispositivos com outros músicos e outras músicas. No concerto do FMM, haverá lugar para diálogo com músicos desconhecidos e com a criação irreverente de nomes como John Cage ou Cornelius Cardew.

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INICIATIVAS PARALELAS

“O PINCEL MÁGICO” TEATRO DE BONECOS PARA A INFÂNCIA, PELO TEATRO DO MAR Relvado junto ao Laboratório de Ciências do Mar (Av. Vasco da Gama) | 24 e 31 de Julho | 10h00 | Entrada livre | Org. Contra-Regra | Inserido no Prog. de Regeneração Urbana de Sines

Um rapazinho encontra um pincel mágico na floresta. Quando começa a pintar, os seus desenhos ganham vida. Dotado de tamanho poder, Ma-Liang começa a pintar os sonhos de todos, devolvendo a alegria a um país cinzento e dominado por um governante malvado. O avaro e ambicioso imperador, ao tomar conhecimento do rapaz e dos poderes do seu pincel mágico, encerra-o nas masmorras do palácio e obriga-o a pintar tesouros e riquezas. O reino fica triste e as pessoas mais pobres e sem esperança. Fechado na prisão do malvado imperador, o rapazinho encontra uma maneira de devolver o sonho e a alegria ao seu país, libertando-se da maldade e da soberba através do poder da arte, da imaginação e da poesia… Um espectáculo do Teatro do Mar, a partir do conto tradicional chinês “Ma-Liang”. FICHA ARTÍSTICA Adaptação e encenação: Julieta Aurora Santos | Actores: Luís João Mosteias, Sérgio Vieira | Cenografia e bonecos: João Calvário | Edição e montagem de banda sonora: Pedro Pereira | Figurinos: Sandra Santos | Construção: Carlos Campos, Hugo Custódio, Sandra Santos (com a participação activa do colectivo) | Operação técnica: Hugo Custódio, Carlos Campos | Produção: Contra-Regra AAC, Artur Chainho | Secretariado: Sónia Custódio | Desenho gráfico: P. Correia | Fotografias: Julieta A. Santos

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INFORMAÇÕES ÚTEIS

Informações fundamentais para usufruir do FMM 2010.

BILHETES PREÇO Concertos nocturnos no Castelo: 12,5 euros / dia Passe 4 Dias: 40 euros (EDIÇÃO LIMITADA) Concertos no Castelo às 18h00/18h30: entrada livre Concertos na Av. Vasco da Gama: entrada livre Iniciativas paralelas: entrada gratuita Valores indicados com IVA incluído à taxa de 5%

LOCAIS DE VENDA SINES: Posto de Turismo de Sines, Centro de Artes de Sines, Serviço de Atendimento de Porto Covo. CIRCUITO TICKETLINE: Lojas FNAC, Lojas Worten, El Corte Inglés (Lisboa e Gaia), CC Dolce Vita, agências de viagens Abreu, postos MegaRede. Online: www.ticketline.pt. Call Center: 707234234. DIAS DOS ESPECTÁCULOS: Bilheteiras junto ao recinto. ADVERTÊNCIAS SOBRE AS ENTRADAS - Compre o seu bilhete antecipadamente. A lotação pode esgotar. - As crianças com menos de 12 anos não pagam bilhete. Nos termos da lei, está vedada a entrada a menores de 4 anos nos recintos dos espectáculos. - Os “vouchers” adquiridos através do circuito da Ticketline são trocados pelos bilhetes diários ou pelo Passe 4 Dias nas bilheteiras. - Conserve os bilhetes até ao final dos espectáculos para efeitos de reentrada. - O bilhete não dá direito a lugar sentado. No Castelo, existem bancadas com 550 lugares. Durante os concertos das 18h00/18h30 no Castelo há um número limitado de cadeiras. - Em caso de alteração da data ou local do espectáculo, os bilhetes são válidos para a data ou local definitivos, não podendo ser reclamada a sua importância. - No Castelo, existe uma área para utentes em cadeiras de rodas (“deck” da cafetaria). - É proibida a entrada de animais e objectos perigosos (incluindo latas e garrafas de vidro). - É proibido realizar registos áudio e vídeo dos espectáculos. - Todos os fossos para fotógrafos são reservados aos profissionais credenciados. - Após o final dos concertos das 18h00/18h30 no Castelo, os espectadores devem abandonar o recinto com a maior brevidade possível para que a organização possa preparar o espaço para os espectáculos da noite. 39


DESLOCAÇÕES E TRANSPORTES Chegar a Sines CARRO: Sines situa-se exactamente no centro da costa alentejana, 163km a sul de Lisboa e 130km a sul de Setúbal. Para chegar a Sines de carro, a partir de Lisboa ou Setúbal, pode seguir-se, entre outros, dois itinerários: 1) Tomar a A2, sair em Grândola e seguir pelos IC33 e IP8; 2) Tomar o ferry-boat de Setúbal para Tróia e seguir pela estrada para Sines. AUTOCARRO: Sines é servido pela Rede Expressos. Confira os horários das partidas e chegadas em www.rede-expressos.pt ou pelo telefone 269 632 268 (terminal de Sines). Deslocar-se na região Os transportes inter-urbanos na região são assegurados pela Rodoviária do Alentejo. Saiba os seus horários através do telefone 269 632 268 (terminal de Sines). Se pretende usar o serviço de táxis ligue, na cidade, 269 632 405 (até à 23h00). A cidade de Sines tem, durante o dia, um sistema de transportes urbanos, útil para pequenas deslocações. Mais informações sobre circulação em Sines, alterações de trânsito, etc., no site www.fmm.com.pt.

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ALOJAMENTOS A região de Sines tem alguns parques de campismo, mas não muitas unidades hoteleiras. Recomenda-se que se trate do alojamento com antecedência. Ver lista de alojamentos e informações sobre a área de acampamento alternativo no site do FMM.

ALIMENTAÇÃO Além dos restaurantes do concelho, a oferta de refeições é reforçada com o serviço das Tasquinhas, instaladas num recinto próprio na Av. Vasco da Gama. Nas proximidades dos palcos do FMM existem pontos de venda de alimentos e bebidas.

APOIO AO ESPECTADOR Durante os concertos no Castelo, existe um Gabinete de Apoio ao Espectador junto à Alcáçova. O gabinete presta os seguintes serviços: informações genéricas, livro de reclamações, perdidos & achados e primeiros-socorros.

CONTACTOS Informações para espectadores / imprensa Tel. 269 630 665 [*] sidi@mun-sines.pt Serv. Informação, Divulgação e Imagem

Organização / Produção Tel. 269 860 080 [*] info@fmm.com.pt Serviço de Cultura

Outros Centro de Artes de Sines: Tel. 269 860 080 Câmara Municipal de Sines: Tel. 269 630 600 Posto de Turismo de Sines: Tel. 269 634 472 Serviço de Atendimento de Porto Covo: Tel. 269 959 166 [*] Os números de telefone assinalados funcionam apenas antes do início do festival. Os contactos telefónicos directos a usar no decurso do evento estão disponíveis, em Julho, no site www.fmm.com.pt. 41


MAPAS

Oriente-se nas zonas de palco do FMM 2010.

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Iniciativas Paralelas


FICHA TÉCNICA Texto, arranjo gráfico e montagem Câmara Municipal de Sines Impressão Corlito - Centro Técnico de Artes Gráficas Tiragem 10 000 exemplares Edição Câmara Municipal de Sines


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