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 Relatório Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão OURÉM

16 a 18 de nov.

2011

Área Territorial de Inspeção de Lisboa e Vale do Tejo


1 – I NTRODUÇÃO A Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a autoavaliação e para a avaliação externa. Neste âmbito, foi desenvolvido, desde 2006, um programa nacional de avaliação dos jardins de infância e das escolas básicas e secundárias públicas, tendo-se cumprido o primeiro ciclo de avaliação em junho de 2011. A então Inspeção-Geral da Educação foi incumbida de dar continuidade ao programa de avaliação externa das escolas, na sequência da proposta de modelo para um novo ciclo de avaliação externa, apresentada pelo Grupo de Trabalho (Despacho n.º 4150/2011, de 4 de março). Assim, apoiando-se no modelo construído e na experimentação realizada em doze escolas e agrupamentos de escolas, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) está a desenvolver esta atividade consignada como sua competência no Decreto Regulamentar n.º 15/2012, de 27 de janeiro.

ES C A LA D E AV AL I AÇ Ã O Níveis de classificação dos três domínios EXCELENTE – A ação da escola tem produzido um impacto consistente e muito acima dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam na totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais consolidadas, generalizadas e eficazes. A escola distingue-se pelas práticas exemplares em campos relevantes. MUITO BOM – A ação da escola tem produzido um impacto consistente e acima dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Os pontos fortes predominam na totalidade dos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais generalizadas e eficazes.

O presente relatório expressa os resultados da avaliação externa do Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão – Ourém, realizada pela equipa de avaliação, na sequência da visita efetuada entre 16 e 18 de novembro de 2011. As conclusões decorrem da análise dos documentos fundamentais do Agrupamento, em especial da sua autoavaliação, dos indicadores de sucesso académico dos alunos, das respostas aos questionários de satisfação da comunidade e da realização de entrevistas.

BOM – A ação da escola tem produzido um impacto em linha com o valor esperado na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. A escola apresenta uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais eficazes. SUFICIENTE – A ação da escola tem produzido um impacto aquém dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. As ações de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo do tempo e envolvem áreas limitadas da escola.

Espera-se que o processo de avaliação externa fomente e consolide a autoavaliação e resulte numa oportunidade de melhoria para o Agrupamento, constituindo este documento um instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao identificar pontos fortes e áreas de melhoria, este relatório oferece elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de ação para a melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.

INSUFICIENTE – A ação da escola tem produzido um impacto muito aquém dos valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares. Os pontos fracos sobrepõem-se aos pontos fortes na generalidade dos campos em análise. A escola não revela uma prática coerente, positiva e coesa.

A equipa de avaliação externa visitou a escolasede do Agrupamento, a Escola Básica de Carvoeira e a Escola Básica e o Jardim de Infância de Sandoeira. A equipa regista a atitude de empenhamento e de mobilização do Agrupamento, bem como a colaboração demonstrada pelas pessoas com quem interagiu na preparação e no decurso da avaliação.

O relatório do Agrupamento apresentado no âmbito da Avaliação Externa das Escolas 2011-2012 está disponível na página da IGEC.

Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão – OURÉM


2 – CARACTERIZAÇÃO DO A GRUPAMENTO O Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão situa-se na freguesia de Caxarias, no concelho de Ourém, distrito de Santarém. Foi constituído no ano letivo de 1998-1999. Atualmente, integra dez escolas básicas (do 1.º ciclo, uma das quais a funcionar em regime de exceção), um jardim de infância e uma escola básica dos 2.º e 3.º ciclos (sede). A população escolar é constituída por 677 crianças e alunos (educação pré-escolar: 156 – 10 grupos, 1.º ciclo: 217 – 19 turmas, 2.º ciclo: 115 – 6 turmas; 3.º ciclo: 189 – 10 turmas). A percentagem de alunos que não beneficiam de auxílios económicos, no âmbito da Ação Social Escolar, é de 52,7%. Quanto às tecnologias de informação e comunicação, têm acesso a computador e internet, em casa, 32,2 % dos alunos. O número de naturais de outros países (31) é pouco significativo, predominando os oriundos de França. É elevado o número de alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente (52 alunos, dos quais 10 frequentam o 1.º ciclo, 12 o 2.º e 30 o 3.º). Relativamente às habilitações académicas dos pais e encarregados de educação, verifica-se que 25,5% têm formação secundária ou superior (conhecem-se as habilitações de 99%). Quanto à ocupação profissional (conhece-se a profissão de 82%), 16,2% desempenham atividades de nível superior e intermédio. Exercem funções no Agrupamento 77 docentes, dos quais 88,3% pertencem aos quadros, o que revela estabilidade. A sua experiência profissional é elevada, pois 87,0% têm 10 ou mais anos de serviço. Os 51 trabalhadores não docentes (40 assistentes operacionais, um encarregado operacional, nove assistentes técnicos e um chefe dos serviços de administração escolar) são bastante experientes, já que 72,5% têm 10 ou mais anos de serviço. Analisadas as variáveis de contexto, relativas a 2010-2011, ano para o qual há referentes nacionais calculados, verifica-se que os valores do Agrupamento no que respeita aos alunos que não beneficiam de auxílios económicos estão bastante abaixo da mediana nacional, mas muito próximos no que respeita à percentagem de naturalidade portuguesa e de profissões dos pais e encarregados de educação, igualando aquele valor no caso das suas habilitações. A percentagem de professores do quadro está também muito próxima da mediana nacional.

3- A VALIAÇÃO POR DOMÍNIO Considerando os campos de análise dos três domínios do quadro de referência da avaliação externa e tendo por base as entrevistas e a análise documental e estatística realizada, a equipa de avaliação formula as seguintes apreciações:

3.1 – R ESULTADOS R ESULTADOS ACADÉMICOS Na educação pré-escolar são avaliadas as competências adquiridas pelas crianças nas diferentes áreas de conteúdo previstas nas Orientações Curriculares, o que permite conhecer a evolução individual e do grupo, com implicações na organização das atividades educativas. Da análise das taxas de sucesso dos três ciclos do ensino básico, no triénio 2008-2009 a 2010-2011 conclui-se que o 2.º ciclo apresenta sempre sucesso pleno e o 1.º ciclo regista uma evolução naquela taxa,

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com sucesso pleno no último ano em análise. No 3.º ciclo verificam-se elevadas taxas de sucesso, mas com oscilações ao longo do triénio. Tendo em consideração as variáveis de contexto, o desempenho do Agrupamento no ano letivo 2009-2010, no que respeita às taxas de conclusão nos três ciclos, está em linha com o valor esperado. Nas provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática do 4.º ano, e de Língua Portuguesa do 6.º ano, as percentagens de sucesso apresentam oscilações bastante significativas ao longo do último triénio e os resultados nas provas de Matemática do 6.º ano apresentam um decréscimo significativo. Tendo em conta as variáveis de contexto, os resultados observados no ano letivo 2009-2010 situam-se em linha com o valor esperado, exceto na prova de Matemática do 4.º ano em que ficam muito aquém daquele valor. Nos exames do 9.º ano em Língua Portuguesa verifica-se oscilação, embora os resultados obtidos no último ano do triénio, comparados com os do primeiro, tenham progredido. Em Matemática, as classificações obtidas registaram uma involução, em linha com a verificada a nível nacional. Considerando as variáveis de contexto, os valores registados em 2009-2010, nos exames do 9.º ano, ficam em linha com o valor esperado em Língua Portuguesa, mas muito aquém em Matemática. As diferenças registadas entre a avaliação interna e externa, em todos os ciclos de escolaridade, implicaram uma reflexão dos órgãos e estruturas do Agrupamento, o que levou à reformulação dos critérios de avaliação que entraram em vigor no presente ano letivo. As práticas de monitorização e avaliação dos resultados académicos, embora sistemáticas, não têm levado à identificação rigorosa da pluralidade de causas que prejudicam a melhoria dos resultados, para além dos fatores de contexto, tal como não têm possibilitado uma identificação inequívoca das melhorias conseguidas através das ações já implementadas. De referir que a Avaliação Externa realizada em 2007 registava a inexistência de abandono escolar no Agrupamento. Esta situação mantém-se, para o que concorre o trabalho desenvolvido pelos diretores de turma e outros docentes, na deteção e acompanhamento das situações de risco. R ESULTADOS SOCIAIS O Agrupamento tem privilegiado as componentes social, cultural e cívica, com reflexos na formação integral de todos os que o frequentam. Desde a educação pré-escolar ao 3.º ciclo, as crianças e alunos são incentivados a participar ativamente em projetos no âmbito da solidariedade, do ambiente, das artes e do desporto. A atribuição de tarefas específicas, a participação em assembleias de turma ou a participação dos delegados de turma em reuniões com a direção, contribuem para o desenvolvimento de uma cidadania responsável. O comportamento dos alunos é disciplinado e os casos pontuais de situações menos adequadas são prontamente resolvidos por docentes, não docentes e direção, se necessário. Os responsáveis privilegiam a aplicação de medidas de caráter preventivo e o trabalho articulado com os encarregados de educação, o que tem tido impacto positivo, já que não tem havido necessidade de recorrer a procedimentos de carácter disciplinar. Os dados recolhidos pelo Agrupamento relativos ao percurso académico e profissional dos alunos, permitem concluir que a maioria prosseguiu estudos, o que indicia o impacto positivo do trabalho desenvolvido.

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R ECONHECIMENTO DA COMUNIDADE Desde a sua constituição que o Agrupamento tem desempenhado um papel primordial enquanto pólo de dinamização social e cultural da região em que se insere, congregando a comunidade em inúmeros projetos. Este é também reconhecido pelo trabalho que realiza e que se traduz na atribuição de diversos prémios em concursos. Os entrevistados demonstraram uma forte identificação com esta organização e evidenciaram níveis de satisfação muito positivos, o que está em consonância com as respostas obtidas nos questionários de satisfação aplicados. A quase totalidade dos pais e encarregados de educação destaca o serviço prestado, tanto no que respeita à qualidade do ensino, como à disponibilidade da direção e dos diretores de turma. Os alunos valorizam também os aspetos relacionados com os docentes (ensinam bem e tratam os alunos com respeito). Por seu lado, docentes e não docentes são praticamente unânimes no que concerne ao bom ambiente de trabalho, ao gosto por trabalharem naquela organização, à abertura ao exterior, à limpeza e à segurança. Nenhum dos grupos de respondentes apresenta um grau de insatisfação elevado em qualquer item. A valorização dos sucessos dos alunos tem forte expressão, evidente na exposição de trabalhos, na realização de apresentações públicas em eventos de índole diversa e na implementação do Quadro de Mérito. A Câmara Municipal de Ourém, as várias juntas de freguesia, bem como representantes de diversas entidades e empresas locais são parceiros privilegiados do Agrupamento e testemunham a importância do trabalho que tem sido desenvolvido. Em síntese, a ação do Agrupamento produziu, na generalidade, uma melhoria nos resultados académicos, em linha com o valor esperado. O trabalho desenvolvido tem tido forte impacto ao nível do desenvolvimento cívico e do comportamento dos alunos, em resultado de práticas organizacionais generalizadas e eficazes. Os pais e encarregados de educação, os alunos e os profissionais apresentam elevados níveis de satisfação. Os pontos fortes predominam claramente na totalidade dos campos de análise deste domínio. Tais fundamentos justificam a atribuição da classificação de MUITO BOM neste domínio.

3.2 – P RESTAÇÃO DO SERVIÇO

EDUCATIVO

P LANEAMENTO E ARTICULAÇÃO O projeto curricular de Agrupamento estabelece orientações consentâneas com as linhas orientadoras do projeto educativo e prevê campos de ação prioritários e as metas a atingir, bem como identifica as competências gerais a desenvolver nos diferentes níveis de educação e ensino. A gestão das orientações curriculares e dos programas efetua-se quer através da realização das planificações, em sede dos grupos de recrutamento, quer nos grupos de trabalho de disciplinas/áreas disciplinares afins (Língua Portuguesa, Matemática e Ciências/Estudo do Meio) que incluem docentes da educação pré-escolar e dos três ciclos do ensino básico, em que são analisadas as competências e os conteúdos a serem trabalhados sequencialmente. São também produzidos vários materiais didáticos, que são desenvolvidos desde a educação pré-escolar ao 3.º ciclo, o que contribui também para a sequencialidade das aprendizagens. De forma a tornar mais efetiva a articulação curricular, esta boa prática deveria ser alargada a todas as áreas do currículo.

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Realizam-se, periodicamente, reuniões entre os educadores e os docentes do 1.º ano de escolaridade e entre os docentes do 4.º ano e 5.º ano, em que é transmitida informação sobre as características dos alunos, são refletidas práticas e definidas estratégias de melhoria, com reflexos na qualidade das aprendizagens. A realização de atividades conjuntas em que participam todos os jardins de infância e escolas do Agrupamento (projetos de âmbito cultural ou recreativo, por exemplo) propiciam, também, a articulação interdepartamental. A partilha de recursos entre as unidades educativas (baús de Matemática, Língua Portuguesa e Ciências, por exemplo) potencia a articulação entre níveis e ciclos de ensino. Os projetos curriculares fazem uma caracterização pormenorizada do grupo ou da turma e o diagnóstico das situações de partida das crianças e alunos. A sua avaliação regular tem permitido implementar medidas para intervir nas situações de alunos com dificuldades de aprendizagem, com impacto positivo no sucesso desses alunos. P RÁTICAS DE ENSINO É ao nível das estruturas intermédias que se definem estratégias concertadas de trabalho, em particular nos conselhos de turma, tendo em consideração as turmas com maior risco de insucesso, de forma a rentabilizar todos os recursos disponíveis, potenciando aqueles que promovem aumento da autoestima e que valorizam os progressos individuais de cada aluno. As tecnologias de informação e comunicação são utilizadas com frequência em todos os níveis de educação e ensino incentivando os alunos à pesquisa, com reflexos positivos na sua motivação. A biblioteca da escola-sede apresenta-se como o pólo dinamizador de um conjunto de atividades e projetos que contribuem para a promoção do sucesso educativo. As atividades resultam de uma planificação transversal com os departamentos curriculares proporcionando desta forma diferentes contextos de aprendizagem, onde se destacam os concursos relacionados com a leitura e a escrita. O conceito de biblioteca a tempo inteiro, projeto iniciado no presente ano letivo, com a permanência de dois docentes naquele espaço, surgiu da necessidade de um reforço das estratégias delineadas, sendo direcionado, preferencialmente, para os alunos com dificuldades de aprendizagem, mostra já resultados muito positivos. O Agrupamento distingue-se pela política de inclusão, onde são mobilizados todos os recursos disponíveis, interna e externamente, no sentido de assegurar todas as condições para que os alunos tenham acesso a experiências estimulantes. As parcerias com o CRIO (Centro de Recuperação Infantil de Ourém), CRIF (Centro de Recuperação Infantil de Fátima) e com as empresas locais permitem o acesso a recursos especializados e a estágios profissionais para os alunos com currículo específico individual. A nível interno, o apoio individualizado prestado pelos docentes da educação especial, em articulação com os docentes titulares de turma e com os conselhos de turma e as tutorias, contribui para o sucesso escolar e social dos alunos. A dimensão artística é bastante valorizada através de uma diversidade de projetos e atividades, com o envolvimento ativo dos alunos (por exemplo, peças de teatro e exposições), com impacto na sua formação integral e que contribuem para a valorização das aprendizagens junto da comunidade local. O contacto fácil entre docentes, com recurso sistemático às tecnologias de informação e comunicação, possibilita uma eficaz monitorização das planificações e a verificação do grau de cumprimento dos programas. No entanto, não estão instituídos procedimentos generalizados e sistemáticos de acompanhamento e de supervisão da prática letiva em contexto de sala de aula, para potenciar o desenvolvimento profissional.

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M ONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO ENSINO E DAS APRENDIZAGENS O Agrupamento definiu critérios gerais de avaliação que são do conhecimento dos alunos e encarregados de educação. Com o objetivo de garantir a fiabilidade da avaliação interna adotam registos uniformizados, realizam testes intermédios e alguns instrumentos comuns (matrizes e avaliação diagnóstica). O conselho pedagógico monitoriza trimestralmente os resultados globais, identifica as áreas que carecem de maior atenção e define algumas orientações com vista à sua superação. As diferentes estruturas intermédias procedem à análise dos resultados por disciplina, turma e ano e (re) definem estratégias e medidas de atuação, não sendo no entanto percetível a avaliação da sua eficácia. Trimestralmente são também avaliados os projetos curriculares de turma e são propostas reformulações, sempre que as estratégias definidas se encontrem desajustadas. Atento à necessidade de promover o sucesso académico, o Agrupamento procede, de forma sistemática, ao tratamento dos resultados dos alunos que possuem planos de recuperação e de acompanhamento, no sentido de monitorizar a sua eficácia. Os alunos que apresentam dificuldades de integração são, igualmente, referenciados e apoiados, nomeadamente em programas de tutoria. As diversas medidas de apoio têm apresentado resultados bastante positivos. Em conclusão, os pontos fortes predominam na totalidade dos campos de análise deste domínio, em resultado de práticas organizacionais generalizadas e eficazes pelo que se justifica a atribuição da classificação de MUITO BOM.

3.3 – L IDERANÇA E GESTÃO L IDERANÇA A direção norteia a sua atuação por princípios e objetivos claros, identificados no projeto educativo. No entanto, as metas definidas não estão hierarquizadas nem quantificadas, com exceção do abandono e do sucesso académico, pelo que fica dificultada a avaliação dos progressos alcançados. O Agrupamento é reconhecido pelos bons resultados escolares, pela multiplicidade de projetos que desenvolve e pela articulação que estabelece com instituições locais, o que tem contribuído para a consolidação da imagem junto da comunidade educativa. A aposta forte em atividades direcionadas para toda a comunidade escolar é vista como forma de mobilização dos pais e encarregados de educação, no entanto, a sua participação no acompanhamento escolar dos educandos não atinge ainda os índices desejados pelos responsáveis da organização. O papel do diretor é elogiado tendo em conta a sua intervenção na resolução de conflitos e dificuldades, bem como pela sua capacidade empreendedora junto dos parceiros sociais. A inexistência de procedimentos disciplinares a alunos, a colaboração da Câmara Municipal de Ourém para a concretização das atividades do plano anual e a participação ativa das empresas locais na oferta de respostas diferenciadas assim o atestam. Os diversos órgãos e estruturas estão empenhados, motivados e conhecem as suas competências. No entanto, não há evidências claras do seu nível de participação na definição de prioridades e linhas de ação, nem na valorização da complementaridade de responsabilidades.

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G ESTÃO A gestão dos recursos humanos é facilitada pela estabilidade do corpo docente e não docente. No que concerne ao pessoal docente prevalecem, como critérios, a continuidade pedagógica e as competências profissionais e pessoais para o desempenho de cargos assim como para a afetação a determinados projetos. Os profissionais conhecem bem as suas áreas de ação, sendo de destacar o seu envolvimento em diversas atividades culturais e as boas relações interpessoais que estabelecem entre si, com os alunos, pais e encarregados de educação. O Agrupamento identifica as necessidades de formação do pessoal docente e não docente e, ainda que não tenha um plano formalmente organizado, realiza internamente algumas ações de formação específicas, como por exemplo, para o pessoal docente na área das tecnologias de informação e comunicação (por exemplo, utilização dos quadros interativos). Para o pessoal não docente têm sido dinamizadas, entre outras, ações sobre primeiros socorros, potenciando a parceria com os Bombeiros Voluntários de Caxarias, e para os assistentes técnicos formação sobre as aplicações informáticas utilizadas nos serviços administrativos. Verifica-se uma gestão adequada dos recursos físicos, adaptando os espaços sempre que é possível (por exemplo, salas para as atividades experimentais), com vista a responder às necessidades curriculares e formativas. Os circuitos de informação e comunicação são considerados eficazes por toda a comunidade escolar. A UTOAVALIAÇÃO E MELHORIA O relatório da Avaliação Externa, realizada em 2007, apontava para a necessidade da estruturação formal e sistemática do processo de autoavaliação, como oportunidade de desenvolvimento dos estabelecimentos de ensino que fazem parte do Agrupamento. Neste sentido, assinala-se a existência de práticas autoavaliativas a diversos níveis, ainda que não esteja implementado um modelo global, estruturado e consistente de autoavaliação que abranja todas as dimensões do funcionamento do Agrupamento e que conduza à definição de planos consistentes de melhoria e de desenvolvimento profissional, numa atitude de investigação-reflexão-ação. O conselho pedagógico faz a monitorização das atividades e dos resultados académicos, o que tem permitido a identificação de alguns pontos fracos neste domínio (por exemplo, resultados das provas de aferição e dos exames nacionais) e a definição de algumas estratégias de remediação (por exemplo, sala de estudo para a Matemática). Como pontos fortes, identificam a articulação entre os diversos órgãos de gestão intermédia e entre as unidades educativas, na definição de políticas de inclusão, na qualidade do ambiente educativo e no aprofundamento das relações com a comunidade. A implementação de um processo de autoavaliação formal e que envolva toda a comunidade educativa poderá constituir-se como um elemento estratégico para a melhoria do Agrupamento. Em resumo, o Agrupamento apresenta uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de uma eficaz gestão dos recursos e da integração plena na comunidade. Apesar de haver ainda aspetos menos conseguidos, as lideranças estão empenhadas na melhoria dos processos de autoconhecimento, pelo que a classificação deste domínio é de BOM.

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4 – P ONTOS FORTES E ÁREAS DE MELHORIA A equipa de avaliação realça os seguintes pontos fortes no desempenho do Agrupamento: Pluralidade de atividades que promovem a formação integral dos alunos; Utilização regular dos meios tecnológicos como meio de motivação dos alunos e incentivo à pesquisa da informação; Forte dinâmica de inclusão com resultados positivos na integração de crianças e jovens com necessidades educativas especiais; Trabalho desenvolvido pelos diretores de turma e outros docentes que contribui para a inexistência de abandono escolar; Empenho e motivação de docentes e não docentes, que contribuem para a existência de um bom clima de escola; Liderança do diretor ao nível da gestão dos recursos e da capacidade de estabelecer parcerias eficazes, com impacto no envolvimento ativo da comunidade.

A equipa de avaliação entende que as áreas onde o Agrupamento deve incidir prioritariamente os seus esforços para a melhoria são as seguintes: Identificação da pluralidade de causas que prejudicam a melhoria dos resultados; Alargamento das boas práticas de articulação e sequencialidade a todas as áreas curriculares; Implementação de procedimentos de supervisão da atividade letiva em sala de aula para favorecer os processos de partilha e reflexão sobre as práticas pedagógicas; Valorização da participação de todos os órgãos e estruturas do Agrupamento na conceção, implementação e avaliação das linhas orientadoras; Implementação de um processo formal de autoavaliação que abranja todas as dimensões de funcionamento do Agrupamento.

Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão – OURÉM


Avaliação Externa 2011-2012