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“Os passaros nascidos em jaula creem que voar é uma enfermidade” Alejandro Wodorowski

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aí, moçada nova... Como é que tá? Imagino que felizes ao extremo, por terem conseguido uma vaga pra fazer Medicina na melhor Universidade do Brasil. Isso é realmente muito bacana e maior do que você pode imaginar, mas você ainda vai ter tempo de ir descobrindo tudo o que você vai ter acesso mais tarde, aos poucos... Só posso adiantar que é muita coisa! É tanta que às vezes a gente fica meio perdido: tem tantas direções pra olhar, tantos caminhos pra seguir e muita gente falando na nossa orelha. A maioria, se não todos, com boa intenção. Querendo que a gente participe das coisas que eles já gostam, pra saber também o quanto a Faculdade é importante para quem participa dela. E é muito da hora! Tem os esportes, tem as chapas, as festas pela USP inteira, as matérias (ao menos as interessantes!), e toda uma construção social já estabelecida que parece que você não pode mudar, porque já é assim há muito tempo. A primeira coisa que você tem que saber é que isso não é verdade. Essas coisas estão aí porque em algum momento as pessoas da época que a criaram decidiram que aquilo era o melhor para elas, ou ao menos, acharam que era. Isso não significa que elas sejam ruins, ou desatualizadas. Você tem que dar uma chance a elas, conhecê-las, compreendê-las, fazer parte. Mas isso não quer dizer que você não pode transformá-las. O que eu quero dizer realmente é que você sempre pode confiar no

que você tem na sua cabeça e decidir as coisas por você próprio. Você chegou até aqui da mesma forma que todos nós chegamos, então o que nos separa é o tempo em que nascemos – e um pouco de experiência (ou não). Essa experiência conta bastante, mas não transforma ninguém no maior sábio do Universo – aqui na Faculdade você verá que as pessoas parecem ter mais certeza sobre as coisas do que realmente tem. Assim como você, elas também estão aprendendo com tudo isso que fazer Faculdade e principalmente viver sendo jovem está ensinando para elas. Por isso, você deve ouvi-las com atenção. Com muita atenção, mas sabendo que aquilo também é um pensamento. De alguém. Como você. Isso significa que você também tem uma voz, e isso é natural. Antes de você ser calouro, antes de você ter o apelido que você vai ter, antes de ser um estudante, você é um ser humano. E um cidadão. Pode pensar sobre o mundo, e ter uma opinião. Aqui na faculdade, você vai ouvir muita gente dizendo que você não tem, não. E não é porque você é calouro: por aqui, assim como na nossa sociedade, estamos cheios de pessoas silenciosas. Ou silenciadas. O que nós podemos dizer é: não precisa ser assim. Você não nasceu ontem, então não te façam acreditar que você não sabe de nada. Você precisa ouvir muito se quiser crescer, mas não ignore o que você tem dentro da sua cabeça. Não tome a precipitada decisão de não ser ou não fazer porque não dá. Dá sim.


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Por fim, não caia na besteira de ter medo. Dos seus veteranos, dos seus professores, das instituições, de todo o trabalho que precisa ser feito. Quando você se dispõe a conversar com eles, conhecê-los, a pensar sobre eles, você percebe que não há nada de absoluto: estamos todos caminhando pelo mundo, assim como você. Por isso, tenha sobretudo quem você é. Converse, construa, mude, respeite e seja respeitado. Essa é sua vida, é a sua faculdade, é a sua cidade, é o seu país, é a sua sociedade, é o seu mundo. Atue sobre ele. Vamo junto!

Pierre Gestão Sócrates Brasileiro

GESTÃO SÓCRATES BRASILEIRO 2012/2013

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo.” Winston Churchill

Dá porque aqui todos nós somos iguais. Temos nossas mitologias, nossas brincadeiras, nossas “tradições”. Temos nossas estruturas acadêmicas enrijecidas, sem que os alunos consigam se organizar para ter uma voz ativa dentro da faculdade. Mas você pode fazer parte disso tudo e mudar isso se achar que dá pra fazer melhor. Dá sim, pra estudar e ir nas festas. Dá sim, pra você fazer um esporte e participar de atividades fora da faculdade (e isso é tão rico, não deixe de fazer!). Dá pra você ser artista no Show Med, dá pra você se tornar Campeão na Intermed, dá pra você tirar 9 numa prova (ok, é mais difícil), mas também dá pra você deixar de ser homofóbico e discutir política. Dá pra você chapar em muitas festas, fazer iniciação científica (se achar alguma legal hahaha), e dá pra você entender que Faculdade também é uma fase que passa e que você ainda vai ter uma vida toda pela frente. E que esses anos de graduação que você vai ter são de fundamental importância para se tornar mais próximo do que você realmente é, respeitando aquilo que você pensa, melhorando aquilo que você acredita, aceitando as mudanças que virão na sua personalidade e nos seus projetos pessoais.


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Centro Acadêmico Rocha Lima (CARL) é uma entidade independente e sem fins lucrativos que tem a finalidade de reunir e representar os alunos matriculados nos cursos de Medicina, Ciências Médicas e Ciências Biológicas – Modalidade Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). O CARL foi fundado pelos estudantes da primeira turma, em 10 de junho de 1952, apenas alguns meses após o início das atividades da FMRP. Desde então, ele tem propiciado a organização dos alunos para a defesa de seus interesses dentro e fora da instância da FMRP. Além disso, o CARL possibilita que os alunos desempenhem atividades extracurriculares diversas, reunindo indivíduos com interesse por áreas de atuação como Ensino, Ciência, Extensão, Cultura, Artes e Humanidades. Outro objetivo essencial do CARL é possibilitar a boa convivência entre os acadêmicos da FMRP, oferecendo-lhes espaço para sua interação. Ao longo de seus sessenta anos de história, o CARL já teve diversas sedes, incluindo um casarão na Rua Visconde de Inhaúma, no centro de Ribeirão Preto. Na década de 1990, cinco gestões trabalharam em conjunto para construir o Centro de Vivências, prédio que sedia o CARL atualmente.

Centro de Vivências Atual Sede do CARL

Todos os 600 estudantes de Medicina da FMRP são automaticamente sócios do Centro Acadêmico Rocha Lima, sendo capazes de participar das reuniões e atividades como qualquer membro de gestão. Nosso trabalho é o seu trabalho!


ez de Junho de 1952, uma tarde chuvosa e sem graça, se realizava uma reunião numa sala com um grupo de no máximo 10 pessoas para a criação do Centro Acadêmico, visando defender os interesses dos alunos desta Faculdade, entre os tópicos surge um de difícil manejo, uma decisão que iria decidir o patrono de nosso C.A. e consequentemente seu nome por toda a nossa existência. Naquela época, não muito diferente da de hoje, o corpo docente da faculdade era composto por grandes professores, de renome internacional, todos com grande contribuição na área médica. No meio de tantos nomes consagrados, surge um se destacando, indicação do próprio Zeferino para ser homenageado, Henrique da Rocha Lima, microbiologista, sanitarista e patologista, uma mente avançada para seu tempo. Rocha Lima se formou médico na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1905, participou como cofundador do Instituto Oswaldo Cruz, juntamente com este que dá o nome ao instituto em companhia de Carlos Chagas e Adolfo Lutz. Também foi um dos fundadores da Escola Paulista de Medicina. Além disso, Rocha Lima foi um dos mais importantes pesquisadores da época, sendo Diretor do Departamento de Anatomia Patológica na Universidade de Munique, na Alemanha.

Henrique de Rocha Lima

Dentre seus maiores feitos destaca-se a descoberta do agente causador da tifo, a bacteria Rickettsia prowazekii, caracterizando assim um novo grupo de bactérias que era desconhecido até o presente momento, descoberta que contribui não somente para um maior entendimento da doença e criação de sua vacina, mas também de outras séries de doenças causadas por esta classe de bactérias que até então era desconhecida. Por isso Rocha Lima teve reconhecimento internacional, sendo condecorado com vários prêmios de alta valor em diversas partes do mundo; ganhou a medalha Cruz de Ferro na Alemanha, a medalha da Benemerência pelo Papa Pio XI, além de receber também a Medalha Bernard Nocht, outorgada pelo Tropeninstitut de Hamburgo, prêmio internacional sendo a mais alta distinção conferida por essa instituição reconhecida em todo o mundo. Ainda hoje, ao abrir-se a página do Tropeninstitut de Hamburgo, na internet, vê-se a foto de Rocha Lima por seu trabalho em prol da ciência. De volta ao Brasil, Rocha e Lima se torna professor da recém criada Faculdade de Medicina a Ribeirão Preto, e como patrono do Centro Academico desta instituição sua memória fica viva, relembrando e homenageando toda a contribuição que este homem deu à ciência no Século XX.

“Esta experiência positiva é suficiente, em nossa opinião, para demonstrar que o agente específico do typhus é um micróbio filtrante” RL

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“Sempre lutei pelo voto direto e continuo a acreditar ser esse o melhor meio de avaliação democrática.” SB

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i, calouro. Durante sua peregrinação pela via crucis do cursinho você teve tempo de assistir ao vídeo da Susan Boyle? Aquela senhora britânica que surpreendeu o mundo com o seu talento e com uma voz incrível? E o que ela tem a ver com o Sócrates? Muita coisa. Explico: quando ela entrou no palco, já senhora, acima do peso, sem produção estética alguma e dizendo que em 50 anos nunca tinha sido beijada por um homem, todos esperavam dela uma bela exposição ao ridículo. Mas o que se viu foi o poder de quebrar paradigmas através da voz! A voz não é só uma produção sonora feita pelas cordas vocais. Possui um fator abstrato em sua essência mas extremamente real em seu poder, que é a capacidade de transformação. Hoje, está cada vez mais difícil diferenciar um jogador de futebol de um popstar. Quando nos dispomos a ouvir sua voz, sempre vêm informações sobre o jogo do domingo, o penteado que virou moda ou a Dançarina do Faustão que ele teve um affair. Lamento muito, caro calouro, se tinha a intenção de ouvir o Dr. Sócrates ensinando-lhe como cultivar uma futura cabeleira nessa sua careca recém adquirida. A voz dele tinha o tal poder da transformação. Ele não era um jogador diferenciado apenas por ser formado médico pela 21ª turma da melhor Faculdade de Medicina do país, a nossa gloriosa FMRP-USP, nem pelo talento anormal com a bola nos pés, que

deram a ele posição de destaque no cenário internacional. Dr. Sócrates foi um líder dentro e fora dos gramados. Vestiu a tarja de capitão da mágica Seleção Brasileira na Copa de 82. Foi o grande líder do movimento da “Democracia Corinthiana”, que lutava pelos direitos dos jogadores que, à época, eram submissos aos clubes. Foi crítico do período da Ditadura Militar e lutou ativamente no movimento das “Diretas Já” pela volta do direito de escolha pela população. Além disso, foi ativista da cultura desenvolvendo projetos de teatro, cinema, literatura e música, trabalhou como jornalista e comentarista futebolístico e colunista da revista Carta Capital, por longos anos. Valeu-se da atenção atraída pelo poder de sua voz para exprimir sua opinião, sempre consistente e independente, a muitos


SB

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tinham

o

prazer

em

ouvi-lo.

Sócrates era um médico, jogador de futebol famoso, que, ao senso comum, não tinha a mínima necessidade de se envolver com política e cultura. Mas o fez, e fez muito bem. Nós somos alunos da (denovo para você se encher de orgulho, calouro) melhor Faculdade de Medicina do país e, ao senso comum, não temos a menor necessidade em nos envolver com política e cultura. Mas se hoje você sente orgulho de vestir a sua Boina Amarela é, em muito, devido a esse tipo de pessoa que não tinha o porquê de se envolver mas o fez, pelo simples prazer de conviver em um lugar melhor, onde todos podem expor sua opiniões, e estas serão respeitadas, terão seus direitos preservados e nunca penalizados por isso.

estaremos nos Bares da Med como você, varamos a noite estudando como você fará, mas guardamos um tempo para discutir assuntos de interesse de TODOS os alunos dessa Faculdade. Nossa intenção é que a voz dos estudantes de medicina seja ouvida. Que os alunos da FMRP tenha acesso a ensino de qualidade e cultura, que tenham um espaço para a convivência harmoniosa e proveitosa, que tenham representação em todos os órgãos da faculdade, que tenham a oportunidade de participar de Ligas e congressos acadêmicos, que tenham a oportunidade de fazer amigos que levarão para o resto da vida! Enfim, esperamos, pela força de nossas vozes, ser mais do que aquilo que esperavam de nós. Esperamos quebrar paradigmas. Assim como fez o Dr. Sócrates.

Essa é a luta do CARL. Não somos seus papais, muito menos suas mamães, somos alunos de medicina como você,

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira

1954 - 2011

“A gestão da Copa do Mundo está nas mãos de quem não tem muito compromisso com a nação” SB

que


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A fim de cumprir suas atribuições do melhor modo possível, o CARL é estruturado em Departamentos e Coordenadorias, os quais são dirigidos pela Diretoria Executiva.

Presidente: Pierre 60

“O CARL recebe das

É a Diretoria Executiva que centraliza e organiza todas as atividades do CARL. Ela é composta por sete membros.

mãos da FMRP a missão de representar os estudantes politica, cultural, socialmente. Eu aceito a missão, com

“Participar da construção do

Vice-presidente: Estrutura 60

CARL é uma oportunidade única para contribuir para uma sociedade mais participativa e menos alienada.”

Primeira Secretária: Tia 60

orgulho da grandeza do Centro Acadêmico”

Os membros da Diretoria Executiva realizam uma reunião semanal com os representantes de todos os departamentos e coordenadorias, a Reunião da Diretoria Executiva, apelidada de Exec. Todos os sócios do CARL podem participar das Execs, quando se decidem os rumos do CARL.

Primeiro Tesoureiro: Breja 60 Segundo Tesoureiro: Derencio 60

Segunda Secretária: Bambi 60


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“Fazer parte do CA é ter a vontade de conhecer, de aprender e de adquirir a experiência rica que tal trabalho pode trazer, além da convivência com nossos amigos da faculdade. Fazer parte do Centro Acadêmico Rocha Lima é ainda melhor, pois vem junto o orgulho de fazer parte do Centro Acadêmico da GLORIOSA. ” “Fazer parte do CA é algo do tipo: cuidar das verbas que são de todos... Responsabilidade com masterCARL! Participar das reuniões e eventos... Compromisso com masterCARL... Dedicar horas de lazer para trabalhar pelo todo... Cansaço com masterCARL! Aprender, compor uma equipe, quebrar paradigmas, ser mais e querer mais para a universidade e sociedade brasileira... não tem preço!”

hhh, a Tesouraria... Mexer com dinheiro é trabalho de responsa, calourada da GLORIOSA! Afinal de contas, como fazer as coisas acontecerem no CARL sem dinheiro, não é mesmo?

tesoureiros para cada gestão, em função da grande exigência de um tesoureiro quando o assunto é liberar uma certa verba. Assim é mais fácil que um deles esteja disponível para assinar algo necessário e dar andamento na bagaça!

E o são que que

Caraca... Parece complicado esse negócio de tesouraria e de CA, né? Que nada, calourada! A turma sempre é ótima e a convivência recompensante! A experiência e o aprendizado também contribuem para seu amadurecimento! De qualquer maneira, não é um passeio... exige muita responsa, força de vontade e trabalho, mas isso não é desculpa para um conquistador de uma vaga na MED USP RIBEIRÃO!

que se faz na tesouraria? Por que necessários 2 tesoureiros? Com o eles têm que lidar e o que eles tem gerir? Vamos lá!

A tesouraria é responsável por gerir e contabilizar todo e qualquer tipo de verba do CA com 3 objetivos principais: o de se inteirar e aprender sobre o funcionamento das verbas do CA a fim de que estas sejam utilizadas da melhor maneira possível; o de deixar todos os membros atuais cientes da situação financeira a fim de que todos os braços do CA possam funcionar de modo correto (já pensou se faltar dinheiro?!); e o de deixar o caixa do CA no superávit, é claro! São eleitos 2

A tesouraria pode possuir reuniões extraordinárias para resolução de alguma questão bem específica dela própria, mas não é muito frequente. Ademais, estamos sempre nas reuniões executivas (EXEC) junto com a galera toda! Venham conhecer e conversar com um dos tesoureiros se tiver interesse em fazer parte desse rolê, calourada!


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"Aprender é um processo ativo"

arabéns, calouro! Entrou na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto! Agora é só assistir as aulas e fazer tudo o que os professores mandarem que sua formação estará garantida, certo? ERRADO!

Diretor: Matusa 60

Pois é, por mais surpreendente que possa parecer, a boa formação dos alunos da FMRP não depende só do corpo docente, da Comissão

de Graduação e da diretoria da Faculdade. Ela depende de VOCÊ. Iniciando agora o curso médico, você tem um importante papel a desempenhar no ensino da Gloriosa, pois é o alvo das políticas educacionais aplicadas pela USP, em especial pela FMRP. E como se tornar protagonista em sua própria formação? O Centro Acadêmico Rocha Lima possui Departamentos cuja função é servir como organizadores da luta dos estudantes de medicina nos diversos aspectos de sua formação. O debate sobre melhores condições de aprendizagem e prática, sobre educação médica e alternativas didáticas nos diversos cursos que a faculdade oferece é realizado pelo Departamento de Ensino. Este Departamento é responsável pela organização de todos os Representantes Discentes, que são estudantes que participam com voz e voto de todos os Conselhos departamentais e também dos Colegiados como a CoC, a CG e a Congregação. É nas reuniões do Ensino que os representantes tomam conhecimento da posição do coletivo dos estudantes em relação aos assuntos que nos afetam, além de fazerem os repasses daquilo que foi decidido nas reuniões. Além disso, também organiza anualmente o Fórum de Ensino, cuja função é promover um debate, de igual para igual, entre estudantes e professores sobre temas de extrema importância como qualidade de vida, avaliação e pesquisa científica. Também fazemos os debates preparatórios para os encontros de estudantes como o COBEM, COBREM e EREM. As reuniões do Ensino acontecem todas as quintas-feiras às 18 horas e todos os estudantes estão convidados. Nossa participação é necessária, pois o ensino de medicina não é uma fórmula pronta, mas um processo contínuo que depende de todos


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os envolvidos (estudantes, professores e administradores universitários) para que nossa Faculdade continue sendo um centro de excelência médica, proporcionando uma formação ética e de alto nível técnico, provendo a sociedade com profissionais comprometidos com os princípios do SUS e com a melhoria das condições de vida e saúde de todos os brasileiros.


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“Queremos buscar a verdade, não importa aonde ela nos leve. Mas para encontrá-la, precisaremos tanto de imaginação quanto de ceticismo. Não teremos medo de fazer especulações, mas teremos o cuidado de distinguir a especulação do fato." - Carl Sagan Calouros, bem-vindos ao Departamento Científico do Centro Acadêmico Rocha Lima! Diretor: Vestido 60

Departamento Científico de nosso Centro Acadêmico tem como função principal fomentar a ciência per si, seja por meio de simpósios, congressos, seja por atividades de extensão universitária. Uma joia de nosso departamento é o Congresso Médico Acadêmico (COMA), um evento regional que tem por finalidade além de informar o público universitário sobre assuntos diversos (ex: medicina forense, toxicologia, imunologia, arte e medicina, etc), premia também os alunos de iniciação científica. Essa premiação, denominada “Prêmio Rocha Lima” em homenagem a um dos fundadores de nossa escola, busca fomentar os projetos de Iniciação Científica e motivar os alunos a se engajarem como pesquisadores. O Departamento Científico, então, serve como ferramenta do Centro Acadêmico para gerenciar o interesse estudantil

pela ciência e como forma de garantir a melhoria da sociedade mediada pelo saber científico. Acreditamos que a divulgação científica a população leiga brasileira é de fundamental importância para melhoria não só da qualidade de vida do brasileiro, mas também de suma importância para o desenvolvimento econômico nacional e da humanidade como um todo. Convido vocês, recémingressos da gloriosa para que possamos construir o saber, dividirmos experiências e contribuirmos com nossa parcela mesmo que por vezes ínfima para a melhoria da sociedade.

Prêmio Rocha Lima 2012


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As ligas são o nosso espaço de implementar nossa graduação em distintos focos dentro da prática médica junto com os professores tutores e convidados. Um espaço com menos alunos e muitas vezes até mais recursos. Como somos nós quem fazemos a liga, a liga precisa de nós para existir e se fazer interessante. Não deixem de aproveitar essa oportunidade incrível! Diretora: Little 60

até mais recursos. Como somos nós quem fazemos a liga, a liga precisa de nós para existir e se fazer interessante.

Ligas acadêmicas são um espaço de aprendizagem sustentado em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Cada liga tende a ir mais para um desses lados. As ligas se estruturam com aulas teóricas e práticas, participação de eventos médicos relacionados com a área, elaboração de projetos de pesquisa para apresentação em congressos, participação de plantões das áreas específicas e ação frente a comunidade com focos específicos de interesse. As ligas são assim variadas porque quem direciona o foco de abordagem somos nós alunos. As ligas são o nosso espaço de implementar nossa graduação em distintos focos dentro da prática médica, junto com os professores tutores e convidados. Um espaço com menos alunos e muitas vezes

Vocês verão que o ciclo básico passa longe do que vocês achavam que seria o conteúdo de uma faculdade de medicina. Moléculas e células e truques de decorar nomes de anatomia será o que vocês verão por muito tempo. E aí a liga acadêmica entra para amenizar e para introduzir na sua vida mais sobre a realidade de um médico! Ela vai ser aquele aperitivo de medicina que vocês tanto irão querer! E a verdade é que por mais cansados de festas, esportes, competições, estudos e provas que vocês ficarão, mais vontade de aproveitar tudo que a faculdade tem para oferecer vocês ficarão! Não deixem de participar das ligas. Esse crescimento será sentido na evolução da graduação, dando uma facilidade extra com conteúdos futuramente abordados e dando uma ideia de algumas áreas de especialização.


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AS LIGAS DA FMRP-USP Responsáveis: Pedro Bonfito e Mateus Augusto Reunião:

SEGUNDAS, 12:30h

Depois de um período ausente, a Liga de Combate às Moléstias Infecciosas retorna às suas atividades! Voltamos com o objetivo de trazer aos alunos atividades teóricas e práticas com foco voltado para as doenças infecciosas mais prevalentes na região de Ribeirão Preto e endemias de importância nacional.
 Serão oferecidos aulas teóricas, seminários ministrados por alunos, acompanhamento de atendimentos na UETDI (Unidade Especial de Tratamento em Doenças Infecciosas), minicurso e oficinas tematizadas relacionadas a extensão

Responsável: Iago Caires (Pica-pau 60) Reunião:

QUINTAS, 12:30h

Em 2013, a Liga do Trauma passará por uma verdadeira revolução! Sim, calouro desavisado (e veterano possivelmente idem): dada
a inseparabalidade existente entre a cirurgia de trauma, o atendimento de emergência e a medicina intensiva, a nossa tradicional 
 liga ressurge como Liga de Medicina Intensiva, Emergências e Trauma - LIMITE. Retomando os quatro pilares sobre os quais repousa
 sua fundação - prevenção, atendimento pré-hospitalar, atendimento hospitalar e reabilitação -, a liga adentra mais um ano de 
existência aliando às atividades de ensino (agora reestruturadas), a organização de simpósios, a oportunidade de desenvolver atividades,
fazer ciência (participação de projetos e de congressos) e as atividades práticas que tanto fizeram sua fama - que incluirão, 
em 2013, plantões em Unidades de Suporte Básico do SAMU e atividades de prevenção na comunidade. Pois é, caro calouro, a essa
altura, sei que você não consegue conter a vontade de entrar para a LIMITE, mas só os fortes que aguentarem até o próximo ano
poderão ter essa honra. E você, aluno da 61, 60 ou qualquer outra turma acima, que não vê a hora de vestir nosso jaleco,
aguarde a divulgação de nosso curso introdutório. Porque com LIMITE, você chega mais longe!


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Responsável: Priscila Alves Batista (Carona 60) Reuniões:

SEXTAS, 12:30h

A Liga de Saúde Mental (e não de Psiquiatria, de doença) tem por enfoque uma formação que vise o bem-estar e recuperação do paciente, e não a mera internação e marginalização social dele. Como se pode perceber pela foto, somos uma liga horizontalizada, ou seja, não há presidente e vice-presidente. Nós nos organizamos em uma diretoria que visa administrar as atividades organizadas ao longo do ano, em planejamentos semestrais, sempre loucos por fazer uma programação cada vez melhor! Apoiamos a ideia de equipe multiprofissional, uma vez que a Saúde Mental não se restringe à Medicina. Assim sendo, nossa diretoria é composta de membros da Medicina, Psicologia, Terapia Ocupacional, e está doida para receber interessados dos mais diversos cursos, inclusive você! Organizamos mini-cursos, debates, estudos sobre temas de saúde mental, divulgamos eventos e textos voltados ao nosso tema na nossa página virtual e, para esse ano, estamos planejando vivências (e uma futura extensão!), além de outros projetos já em discussão. Ah, e não poderia esquecer das nossas deliciosas “imersões”! Venha fazer parte da liga mais insana da USP-RP!


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Responsáveis: Vinicius Tomazini 59 e Mateus Rodrigues Soares (ESC 60) Reuniões: semanais,

SEXTAS, 12:30h

A Liga de Atenção ao Câncer (LAC) está de cara nova! É uma liga que busca temas atuais, importantes e procura integrar o conhecimento popular com o científico. Câncer, tumor, neoplasia, metástase são palavras frequentemente citadas na mídia e no cotidiano médico relacionadas a curas, morte, prevenção, esperanças... Por este caminho a LAC tenta discutir temas variados em aulas teóricas que abrangem desde as fisiopatologias até a psicologia do profissional e paciente diante da enfermidade. Além disso, nossa liga tem as aulas práticas que são realizadas na enfermaria de Oncologia, ambulatórios e centro de radioterapia no HC-FMRP. As experiências adquiridas nas atividades práticas vão além da discussão sobre sinais, sintomas e a doença, pois se aprende pequenos valores da vida.

Responsáveis: Lauro Franco (Colgate 60) e Letícia Rodrigues (Winnie 61) Reuniões:

QUARTAS, 12:30h

Atenção! Você lerá um convite imperdível, calouro. Participe da Liga de Neuro! Antes de saber mais sobre a melhor Liga Acadêmica que você vai encontrar em nossa faculdade; já reserve em sua agenda as quartas feiras na hora do almoço(12:30 a 13:30)! Você já deve saber o que uma Liga faz, mas mesmo assim, vamos contar um pouco sobre as atividades da Liga de Neuro 2013: teremos palestras sobre a profissão, as residências Neuro Clínica e Neurocirurgia e os assuntos que mais lhe intrigam, pode ter certeza disso! Não está convencido de que o melhor programa para o seu ano é a Liga de Neuro? Então, aí vai! Além de aulas teóricas, teremos diversas práticas, sim, calouro, já no 1º ano você terá contato com a prática (ainda há uma esperança para o Ciclo Básico e suas infinitas pesquisas), seja conhecendo o HC e acompanhando os maiores nomes da Neurologia Clínica e da Neurocirurgia ou ainda acompanhando e aprendendo nos ambulatórios de Neuro! Surpreso?! Sim, mais ainda não acabou!


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Além disso, teremos eventos de extensão, como a Semana do Cérebro e a Semana do AVC e também discussões sobre os filmes mais interessantes e que englobam a Neurologia, o CiNeuro!
Portanto, calouro, fique ligado e não perca essa oportunidade única na sua graduação! E se não houver interesse pelas aulas teóricas, práticas e pelas atividades de extensão, venha conhecer a Liga de Neuro para fazer amigos, tirar dúvidas sobre a graduação, ou mesmo pelos coffes-breaks ! Combinado?! Quarta-feira, às 12:30 no Bloco Didático ou no Multi, certo?! Estaremos esperando-os com muito conhecimento, atividades práticas e esperando suas contribuições também a fim de construirmos uma Liga cada vez melhor! Qualquer dúvida é só falar conosco, Tesouro ou Winnie! Venha conhecer mais sobre essa especialidade tão intrigante e bonita da medicina! Até quarta-feira! E ótimo início de faculdade!

Responsável: Stephanie Chaves (Absoluta 60) Dia a definir

Bem vindos, calouros, à nossa tão amada GLORIOSA. Venham fazer parte da Liga de Cirurgia e Transplante, uma das ligas mais agitadas e estruturadas da faculdade. Aqui vocês aprendem com aulas teóricas, ministradas pelos professores do departamento de cirurgia e residentes , e com aulas práticas, onde os alunos aprendem a fazer sutura em animais, nós, videolaparoscopia e muito mais. Além disso, temos visitas ao Centro Cirúrgico. Nosso ano de 2012 resultou em ótimas experiências nas mais variadas frentes, como participação da campanha de doação de órgãos e participação da comissão organizadora do VII Congresso brasileiro de transplante de fígado, pâncreas e intestino delgado Para 2013, vocês não perdem por esperar! Nossa liga está organizando mini-cursos ( como de anestesia), atividades de pesquisa e aquilo que mais gostamos de fazer: muitas atividades práticas. Espero que vocês venham fazer parte ou pelo menos conhecer essa liga incrível! Esperamos vocês!


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Responsável: Lean Bisoli (Gambá 61) Reuniões: quinzenais,

SEGUNDAS, 12h30

A Liga de Homeopatia foi formada com o intuito de desmistificar a prática homeopata no meio médico acadêmico, buscando compreender seus mecanismos de ação, os métodos utilizados para elaboração do tratamento e os resultados provenientes de sua adoção. Contemplando sempre uma visão crítica e uma postura ética em relação ao uso desse tratamento, a Liga tem como objetivo dotar seus membros de conhecimento e ferramentas para que possam tratar seus pacientes de forma mais abrangente e completa. Sendo uma liga extremamente jovem (iniciamos nossas atividades em agosto de 2012), temos espaço de sobra para sugestões, inovações e abertura para a participação de interessados no tema. No ano que passou entramos em contato com as bases da Homeopatia, através de aulas e discussões, tendo também marcado presença no VIII Simpósio Médico Acadêmico de Unicamp. Para este ano programamos um aprofundamento nos conhecimentos teóricos e também o início de atividades práticas, bem como o desenvolvimento de projetos científicos e participação nos vários congressos homeopáticos que ocorrerão durante este ano.

Responsáveis: Lucas Fernandes (Barrozo 60) e José Pezati (Pooh 60) Reuniões: quinzenais,

QUARTAS, 12h30

Aposto que seu coração disparou quando viu seu nome entre os aprovados né, calouro? Ou que sua mãe disse que ia enfartar quando viu você pulando e gritando pela casa com o seu resultado. Para entender melhor, desde cedo, como funciona essa bomba que carregamos no peito e suas doenças e tratamentos, temos aqui na FMRP a Liga de Cardiologia e Hipertensão. Tentamos ao máximo mostrar a vivência da área com atividades teóricas quinzenais e práticas mensais com atendimento no CSE. E não precisa ter uma parada cardíaca só porque a Liga recebe apenas alunos a partir do 2º ano. Se a sua curiosidade for grande ao ponto de causar-lhe uma arritmia, apareça um dia para conhecer e ver que o que o espera vale à pena! Reuniões quinzenais às segundas-feiras, 12:30.


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“O tempo do teatro é o do eterno retorno, é nietzscheano, é o tempo do amor. [...] É a mesma coisa com a arte. Não tem sentido ficar nesse tempo de agenda. Aí você sai do teatro e não foi modificado, ficou no tempo linear, o do Ocidente, do relógio.” Zé Celso Diretores: Espeto, Tete e Doriana 60

Formar o homem antes do profissional." Essa frase de Roberto Mange sintetiza o principal objetivo da Universidade, que algumas pessoas deixam de lado ao se depararem com um curso tão exigente como a Medicina. Você deixa de ler os jornais, de ir ao teatro, cinema, não tem mais tempo para livros que não sejam os de bioquímica, anatomia etc. Enfim, se torna um médicorobô. Mas fique tranquilo, calouro! Você está na melhor faculdade de medicina do país e para te salvar desse destino cruel nós te apresentamos um espaço onde você pode desenvolver todas as suas potencialidades, deixar a imaginação correr solta, mostrar seus talentos artísticos, discutir seus pensamentos, compartilhar sonhos e muito mais! Qual é esse espaço? É o Departamento Cultural do CARL ('Cultural' para os íntimos). Aqui nós valorizamos cada aspecto da pessoa e trabalhamos juntos durante o ano todo por uma faculdade melhor e com mais cultura. Uma de nossas tarefas é organizar um espetáculo no teatro Pedro II (o segundo maior teatro de ópera do Brasil em capacidade): o ShowMed! Você deve ter recebido em seu kit do calouro uma amostra do ShowMed, o DVD do espetáculo do ano passado. ASSISTA, calouro! E você sentirá que não participar daquilo é como se auto-aplicar um trote violento. Além do ShowMed, nós do Cultural bolamos várias festas e outras atividades durante o ano. Por isso, venha conhecer o pessoal do Cultural, traga suas ideias, pois agora você está na faculdade e tem a chance de realizar tudo o que vc sempre quis!

ShowMED 2012

Contamos com você para nos ajudar a construir a faculdade que queremos e a sociedade precisa.


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“O tempo do teatro é o do eterno retorno, é nietzscheano, é o tempo do amor. [...] É a mesma coisa com a arte. Não tem sentido ficar nesse tempo de agenda. Aí você sai do teatro e não foi modificado, ficou no tempo linear, o do Ocidente, do relógio.” Zé Celso

Diretor: Frango 60

“O tempo do teatro é o do eterno retorno, é nietzscheano, é o tempo do amor. [...] É a mesma coisa com a arte. Não tem sentido ficar nesse tempo de agenda. Aí você sai do teatro e não foi modificado, ficou no tempo linear, o do Ocidente, do relógio.” Zé Celso

ais comumente chamado de ReLeX, seus integrantes e simpatizante são acusados de Anarquistas, Socialista e Comunistas subversivos dos Bons Costumes e da Moral. Portanto se você se identificou com qualquer uma dessas características ira gostar do ReLeX, e mesmo que não tenha se identificado irá gostar.

Diretor: Fralda 60

Infelizmente o mundo não para quando entramos na Gloriosa, por mais que esse seja um ano de festas, e pode acreditar serão de muitas, AS FORÇAS CAPITALISTAS DO MAL....(zuera). A vida política continua. Esse ano o CREMESP institui o exame obrigatório, mas o quanto você está informado sobre o assunto? Sabia que o Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra, outros conselhos regionais também, existe o projeto de lei Tião Viana (PL217/2004) que quer instituir o exame de ordem e que os alunos que Boicotaram a prova foram perseguidos por sua escolha política. Ainda, você sabe o que é Provab ou qual entidade da USP te representa na sociedade? Enfim, essa e outras questão que dizem a respeito tanto a sua vida acadêmica quanto a sua futura vida profissional e a acima de tudo como cidadão são discutidas no ReLeX. Em consonância com o Diretório Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM) e com a Associação Brasileira de Medica (ABEM), participamos de Congressos, Fóruns deliberativos, ou seja, de inúmeras discussões, em diferentes lugares do pais. Sim, nos viajamos e muito. Tudo isso para trazer sempre a maior quantidade de informação possível e para que dessa forma o aluno possa embasar seu pensamento critico e defender o seu ponto de vista de maneira democrática e madura.


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Até quando deixaremos que as instituições tomem suas decisões a parte daqueles que sofrem com elas? Até quando veremos nossos direitos serem usurpados e nos manteremos calados? É nosso dever lutar por instituições democráticas e defender nossos direitos, seja participando das assembleias, das reuniões e dos atos, seja se mantendo informado e tendo uma opinião embasada ao invés de alienada.

Você gosta de viajar, conversar,de festa, esporte, da USP, de qualquer coisa, você gosta do ReleX. Pois uma coisa é certa, se você não tem opinião, outros a terão por você. Defenda seus direitos! Reiteramos que não temos nenhuma filiação política. Não somos Comunistas, Socialista, Anarquistas, Petitas, PMDbistas, PSBistas... Tomamos apenas o partido dos Alunos da FMRP. As fotos são refentes a alguns dos movimentos de 2012 então citados.


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Ei calouro! Se você é daqueles que os olhos brilham quando ouve falar dos Médicos Sem Fronteiras, Cruz Vermelha, Projeto Rondon, voluntariado e ação humanitária em geral, seu lugar é aqui com a gente, na Extensão!

im, você conseguiu entrar na gloriosa Medicina USP/RP, agora o céu é o limite! - ou não - só depende de você!! Se você sempre teve aquela vontade de ajudar a sociedade em que vive, de melhorar o mundo ao seu redor, conhecer outras realidades, não há mais o Diretora: que esperar, sendo preciso apenas um bocado de compromisso e Carona 60 força de vontade para que tudo isso seja possível. Isso porque nós da Extensão do CARL estamos aqui para ajudar a não deixar isso morrer dentro de você! Geralmente quem escolhe a medicina como profissão tem o lado humanitário mais aguçado. Mas, no começo do curso, a gente tem que lidar com a parte técnica, muitos livros, slides, teoria... e temos poquíssimo contato com nosso alicerce: os pacientes, a medicina na prática! Porém, não é apenas na prática médica que temos a chance de ajudar alguém, de ter um contato com a população e contribuir com nosso conhecimento e disposição para, de alguma forma, melhorar algo na vida dessas pessoas. Por definição, a extensão universitária é uma ação de uma universidade junto à comunidade. Consiste no contato imediato da comunidade interna de uma determinada instituição de ensino superior (sobretudo nós, estudantes) com a sua comunidade externa, em geral a sociedade à qual ela está subordinada. A ideia de extensão está associada à crença de que o conhecimento gerado pelas instituições de pesquisa deve necessariamente possuir intenções de transformar a realidade social, intervindo em suas deficiências e não se limitando apenas à formação dos alunos regulares daquela instituição. Nossa finalidade como departamento de Extensão é articular e divulgar os mais diversos meios de atuação com a comunidade, trabalhos voluntários, projetos sociais, a fim de que variados perfis de alunos se identifiquem com algum projeto e exercite toda essa vontade fazer algo pelo próximo, de ter contato com diferentes realidades e aprender a melhor forma de lidar com elas (o que, no fim das contas, soma muito para nós mesmos)! O Departamento de Extensão do CARL 2013 está com projetos novos, cheio de vontade e ideias para tornar a nossa atuação fora do campus ainda mais forte. Para isso, contamos com a sua participação nessa construção. Até porque, com o tempo você perceberá que nós alunos é quem somos os responsáveis por tornar a faculdade – nossa segunda casa – um lugar melhor e especial, com a nossa identidade e que supra nossas necessidades! -E agora você também faz parte disso!-


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Atualmente existe o Projeto Extensão Solidária, idealizado pelo Direito, que conta com a participação de diversos cursos da USP/RP, dentre eles alunos da Medicina. Também estamos com uma parceria com o Centro de Voluntariado Universitário, que encaminha universitários para diversas instituições, com os mais variados perfis de trabalho voluntário. A divulgação do Projeto Rondon e semelhantes,tal como a pesquisa e conhecimento de atividades de Extensão em outras universidades, a busca de um vínculo com as ligas acadêmicas, e a prática de atividades de Extensão em regiões da nossa comunidade, também são focos do nosso departamento. Fique atento! Ao longo do ano divulgaremos as atividades de Extensão, lembrando que sempre estamos abertos a ideias e a gente interessada em botar a mão na massa e fazer tudo isso acontecer! Caso tenha se interessado, venha participar das nossas reuniões!


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“O tempo do teatro é o do eterno retorno, é nietzscheano, é o tempo do amor. [...] É a mesma coisa com a arte. Não tem sentido ficar nesse tempo de agenda. Aí você sai do teatro e não foi modificado, ficou no tempo linear, o do Ocidente, do relógio.” Zé Celso

"A society grows great when old men plant trees whose shade they know they shall never sit in"

m dos departamentos recémcriados pela gestão Sócrates Brasileiro, o Social veio para acabar com o distanciamento entre nosso Centro Acadêmico e seus maiores integrantes: os alunos da gloriosa. Como? Promoveremos festas com estilos diferenciados, novos formatos e propostas, sem, é claro, perder o bom e velho habito de beber até o ultimo homem em pé. Além disso, procuraremos realizar cinemas, saraus, momentos culturais, enfim, espaços onde não só a chapação é valorizada, mas sim os talentos e interesses da galera. Os principais eventos - até agora! promovidos pelo CA são os ButeCARLs, que ocorrem no CV e visam disponibilizar um local para se beber uma, trocar uma ideia e, de quebra, conhecer gente nova e fortalecer amizades. Em nosso evento de abertura (o ButeCARL do Doutor) montamos um esquema bar/balada, no qual abrimos

um espaço para a galera da gloriosa soltar seu talento. Ao longo desse ano ousaremos ainda mais e queremos que você, calouro, faça parte dessa história, não só participando como também opinando e contribuindo, seja fazendo um som ou apenas testando seu funcionamento hepático. Lembrando, porém, que os eventos estão longe de serem apenas etílicos: procuramos como Centro Acadêmico trazer para a faculdade algo que vá além da bebida e pegação - já há inúmeras oportunidades para isso! Como Social, estamos na busca de criar um ambiente onde as pessoas possam trocar ideias, talentos, conversas e diversão. Sonhamos assim com um ambiente onde gloriosos de todos os tipos possam interagir e se conhecer, enriquecendo assim a faculdade e dividindo momentos diferentes do padrão. Compartilharemos afinal alguns bons anos, não é mesmo?

Se alguma dessas coisas te interessa calouro, sinta-se convidadissimo para participar de nossas reuniões. Basta entrar em contato, tanto com o Urso (60) quanto com a Mocreia (60). Estaremos abertos pra reclamações, sugestões, convites para churras, etc. Contamos com a presença de vocês!


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"Ubi dubium, ibi libertas"

que faz o departamento de Imprensa? Este departamento constitui um importante vínculo comunicativo na relação entre o Centro Acadêmico e todos aqueles que compõem a faculdade, mesmo que não sejam alunos. É função do departamento transmitir, esclarecer, comunicar o que se passa não apenas no âmbito de nossa faculdade, mas na sociedade em geral. Dessa forma, é um importante instrumento de formação política. Diretor: Amnésia 60

O principal fruto do trabalho da Imprensa é o nosso jornal, o “Esteto”, que em mais de 40 anos de existência, já sofreu diversas alterações no seu formato e periodicidade. Para este ano, a proposta é fazer um “Esteto” amplo, que aborde não apenas os problemas que afetam diretamente o médico e o estudante de medicina, mas também aqueles que afetam nossa sociedade como um todo. Além disso, buscamos abordar temas mais variados e estruturas diversas, tornando nosso jornal mais completo. Ademais, temos como proposta também a divulgação de informativos semanais, que visam informar os alunos de forma rápida sobre eventos e acontecimentos que ocorreram ou estão relacionados ao cotidiano da nossa faculdade, incluindo congressos, workshops, simpósios, festas e outros. Acha que é pouca coisa? Sim, pode até ser. Mas o departamento está esvaziado e atualmente tem apenas um membro. Apesar disso, a quantidade de trabalho a ser realizada não diminui. Por isso, calouro desocupado, você tem o direito (e dever!) de colaborar com o departamento! Basta procurar aquele que vos dirige a palavra, o Diretor do Departamento (e único membro) Amnésia (60). Se você tem interesse em escrever artigos pro Esteto, trabalhar com diagramação e gráfica, liberar o jornalista oculto em você ou mesmo só pra tomar uma cerveja, é só me procurar! Obs: não estamos realizando reuniões no momento (pois elas seriam um monólogo, não é?), mas se você gosta de reuniões e resolver entrar pro departamento, posso pensar no caso!


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“Em uma biblioteca, você sente, de uma forma misteriosa, que você está absorvendo, através da pele, a sabedoria contida em todos aqueles livros, mesmo sem abri-los.” “Não se conhece completamente uma ciência enquanto não se souber de sua história.”

que seria da faculdade sem os seus alunos, que constroem a história da instituição, seus feitos, Diretores: Barrozo e Morto 60 suas ideias e suas possíveis traquinagens? Todos esses feitos podem ser achados aqui neste humilde departamento com características bipolares. Uma das funções deste departamento é cuidar do material histórico de nosso Centro Acadêmico, de tudo o que foi feito na história dessa faculdade; desde atas de reuniões extremamente maçantes, decretos importantes da faculdade e até documentos secretos da época da ditadura. Está tudo aqui, a história viva da FMRP e do CARL, todos guardados e sob cuidados de dois funcionários de extrema inteligência e responsabilidade: Morto e Barroso. Mas você, calouro, neste momento de ociosidade que você está, acaba de passar na faculdade e sente-se um rei, no momento deve estar pensando: “Mas por que, cazzo, eu quero saber dessas bostas de documentos? Realmente bela bosta esse departamento.” Sim, calouro, sei ler mentes e você com essa extrema burrice calouril erra como da primeira vez que prestou o vestibular na vida. Conhecer a história de sua instituição, de seus alunos é de extrema importância uma vez que através dela você saberá o pôr que dela estar entre as melhores, como que todo esse processo aconteceu, o que nossos alunos contribuíram durante épocas obscuras deste país tal como a ditadura. Além disso, se você alguma vez na sua vida frequentou a aula de historia, seu professor sempre falava que o mundo funciona deste modo devido aos fatos históricos que desencadearam tudo isso, exatamente por isso que esse conteúdo tem valor probatório e histórico-cultural, sendo aberto a todos que se interessar para conhecerem e comprovarem como ocorreu a história desta faculdade. Mas não só de poeira vive este departamento, cuidamos também da parte mais valiosa deste centro acadêmico, a sua biblioteca. Um acervo magnífico de livros, que vão desde livros médicos que você calouro poderá usufruir para sua formação acadêmica, até histórias fabulosas de Shakespeare, Kafka, Dante, Camões, Machado, Saramago e tantos outros gênios deste mundo. Lá você poderá sair deste mundo totalmente alienante e isolacionista que é o curso de medicina, podendo ler obras-primas da literatura, livros sobre arte, filosofia, pornografia e história. Tudo isso a sua disposição, portanto aproveite.


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O Centro Acadêmico Rocha Lima representa todos os alunos da FMRP. Faça a sua voz ser ouvida! Vamos juntos!

lá, pessoal! Alguém aí tem vontade de conhecer países como Alemanha, Cuba, Indonésia, Marrocos? O que vocês acham de passar um tempo conhecendo como funciona o sistema de saúde em outros lugares do Brasil e do mundo? Isso é possível através dos estágios oferecidos pela DENEM (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Coordenadora: Loba 60 Medicina) e vinculados à IFMSA (do inglês: Federação Internacional de Associação de Estudantes de Medicina)! Participando de atividades da faculdade ao longo dos anos da graduação como Ligas, Simpósios, Congressos, Gestões do Centro Acadêmico e várias outras, você acumula pontos que te ajudam a disputar por centenas de vagas espalhadas por vários países. Os estágios podem ser de clínica ou de pesquisa e atendem qualquer perfil de estudante de medicina. A CLEV funciona como um intermediário entre o aluno e a DENEM, ajudando os interessados a se inscreverem e terem sucesso no processo de seleção. Nosso comitê está sendo reativado este ano, portanto quem estiver disposto a ajudar ou se interessar pelo assunto, procure a gente! Realizaremos atividades durante o ano a fim de que todos conheçam o programa e tenham a oportunidade de participar.


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tenção alunos que buscam auxílio socioeconômico: a Coordenadoria de Assistência Social (COSEAS), localizada dentro do campus na Rua Clóvis Vieira, casa 26, pode ser uma ótima forma de consegui-lo. Por meio do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), é possível aos alunos de baixa renda instalarem-se nos alojamentos do campus, ou então obterem um auxílio de R$ 350 por até doze meses, depositados na conta do aluno, para pagamento de aluguel imobiliário fora da USP. O critério de seleção é feito a partir de avaliação socioeconômica, na qual o estudante necessita comprovar renda mínima e passar por entrevista com um assistente social. Além do suporte para moradia, o COSEAS fornece também auxílio alimentação, auxílio transporte e bolsa livros e a avaliação também é feita a partir da renda do estudante. O Restaurante Universitário por si só já é bastante acessível aos alunos, sendo o valor da refeição R$ 1,90. O auxílio proveniente do COSEAS

http://www.usp.br/cosea s/COSEASHP/dps/PAPFE2 013/ORIEN

provém ao aluno os tickets refeição por até doze meses sem que ele necessite pagar por isso. Quanto ao auxílio transporte, a assistência social deposita R$200,00 por até doze meses na conta corrente dos estudantes para auxiliar nos gastos de locomoção, principalmente dos alunos que moram fora de Ribeirão Preto. Por fim, no que tange a bolsa livros, é dado ao estudante um crédito R$150,00, renovados a cada mês, por até doze meses na editora da USP (EDUSP) para que ele possa comprar os livros pertinentes à graduação. Todos esses auxílios podem ser renovados anualmente, desde que a renda também seja comprovada todos os anos. Neste ano de 2013 o período de inscrição é do dia 18 de fevereiro ao dia 15 de março. A Universidade de São Paulo, então, fornece subsídios suficientes a permanência estudantil. Segue aqui o link do edital do PAPFE para maiores informações. Caso ainda possua dúvidas, procure um representante do Centro Acadêmico “Rocha Lima” - CARL.


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Esse grupo é pra quem gosta de conversar, de ajudar, de ouvir, de velhinhos, de tchutchus, de humanização, de contato, de carinho, de conhecer pessoas, de aprender a viver.

história começa com um grupo de alunos da medicina que sentia falta de uma atividade de humanização e interação com os pacientes que não fosse focada na doença. Esse grupo então procurou um professor, que até hoje permanece como tutor do grupo, e montaram assim o Felizidade. Atualmente o grupo conta com 40 integrantes que vão às segundas e quartas-feiras ao 5° andar do HC às 18hrs, onde fazemos visitas na Geriatria e aprendemos as mais diversas histórias de vida que poderíamos imaginar. Possuímos uma fantástica banda improvisada com cantoras desafinadas e o primeiro violeiro que aparecer, mas que tira sorrisos e lágrimas com as interpretações de modas de viola. O grupo também faz outras atividades além das visitas habituais, como as reuniões pseudoadministrativas todas segundas-feiras às 12:30, os ambulatórios em que acompanhamos alguns pacientes para que seus cuidadores façam outra atividade; e o magnífico Simpósio do Felizidade, que ocorre a cada 2 anos e em 2013 terá sua IV edição. Para 2013 pretendemos expandir o grupo para tentar fazer a diferença em mais leitos, uma vez que a cada dia observamos o efeito positivo que tem ao menos um sorriso nosso para cada paciente. Portanto, além de convidarmos alunos de todos os cursos, cores e sabores, convidamos vocês calouros para conhecer nosso trabalho (que é mais diversão) e vir conosco levar alegria para um velhinho.


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"Fi-lo porque qui-lo." Janio Quadros

Calouros, aqui estão reunidas as biografias de algumas das personalidades de nossa faculdade que contribuíram imensamente para a posição de destaque nacional e internacional da FMRP-USP, para o progresso da ciência no campo da medicina e para o desenvolvimento do país. Orgulhem-se!

Calouro, você provavelmente já viu o busto dele na frente do prédio central, vai tirar uma foto com ele no seu “Adeus Boina” e vai ouvir muitas histórias sobre o fera durante a faculdade. Mas você sabe quem foi o Prof. Zeferino Vaz?! Ele foi simplesmente o fundador da nossa faculdade! Visionário, é uníssona a opinião de que o Zéfa era muito habilidoso politicamente, pois conseguiu atrair professores nacionais e internacionais de renome para uma nova escola médica no interior do estado, quando não havia nem estrada asfaltada para se chegar a Ribeirão Preto. Nascido em São Paulo, graduou-se pela FMUSP em 1932. Especializou-se em parasitologia e doenças parasitárias, biologia, genética e parasitologia geral. Zeferino foi nomeado por concurso para o cargo de professor catedrático de zoologia médica e parasitologia na Faculdade de Medicina Veterinária da USP, onde exerceu o cargo de diretor (1936-1947). Foi diretor-fundador da nossa faculdade (1951-1964); secretário de Estado da Saúde Pública e Assistência Social (1963); primeiro presidente do Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo (1964-1965); e reitor da Universidade de Brasília (1964-1965). Em 1965, foi designado, pelo governador Ademar Pereira de Barros, presidente da Comissão Organizadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tendo assumido em 1966 sua reitoria. Conduziu a


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construção do campus da universidade, que hoje leva seu nome, e que teve seu primeiro prédio inaugurado em 1968, posto no qual permaneceu até 1978, quando se aposentou compulsoriamente aos 70 anos. Continuou, entretanto, na presidência da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) até 1981, quando morreu vítima de problemas coronarianos.

foto: Sérgio Arouca com o então presidente José Sarney na VIII Conferência Nacional de Saúde

Sérgio Arouca tornou-se consultor da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) e, nos anos seguintes, representaria o Brasil no Comitê Assessor de Investigações da entidade para a América Latina. Foi professor da UNICAMP e da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), presidente da Fiocruz e Secretário Estadual de Saúde do RJ. Durante o processo de instalação da Assembleia Nacional Constituinte, Arouca afastou-se da administração estadual, participando ativamente como representante da sociedade civil na confecção do capítulo de saúde da nova Constituição. Cunhou nesta a famosa frase “Saúde é direito de todos e dever do Estado”, visando garantir o atendimento nas instituições públicas de saúde para todo e qualquer cidadão e não apenas para o trabalhador. Sistematizando o ideário do Movimento Sanitarista, Arouca garantiu que a Constituição incluísse algumas premissas para a criação do Sistema Único de Saúde – SUS. Em 1989, candidatou-se à vice-presidente da República pelo PCB. Em 2003, foi nomeado para Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde. Ficou conhecido como exemplo de correção, honestidade e generosidade. Mesmo vivendo em meios extremamente competitivos, conservou a afabilidade e a delicadeza. Embora nunca tenha pegado em armas ou participado de qualquer ato violento contra a ditadura, Arouca combateu o regime militar com atitudes e palavras, deixando claro seu compromisso com a liberdade.

"A eleição direta é uma piada." Medici

Nascido em Ribeirão Preto, Antônio Sérgio da Silva Arouca, professor, pesquisador e político, foi um dos grandes pensadores e líderes da reforma sanitária brasileira. Formado em 1966 pela FMRP-USP, Arouca conciliou “uma preocupação, que era quase uma agonia, a de juntar a profissão com a política”. Filiado ao Partido Comunista, desde os quinze anos de idade, militante de sonhos e utopias gestadas ainda na adolescência, ele expressou de maneira singular um traço marcante de muitos de sua geração: viver até as últimas consequências o sonho de mudar o mundo e de melhorar as condições de vida e saúde do conjunto da população. Em 1971,


“As Constituições são como as virgens, existem para serem violadas" Getulio Vargas

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Nascido em Porto Ferreira – SP, Hélio Lourenço de Oliveira foi professor de Clínica Médica da nossa faculdade. Formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1940, estagiou por dois anos na Universidade de Nova York na área de nefrologia. Eleito vice-reitor da Universidade de São Paulo, foi reitor em exercício de 1967 a 1969, quando o então reitor Luís Antônio da Gama e Silva se afastou do cargo para assumir o cargo de Ministro da Justiça do General Costa e Silva. Por iniciativa do próprio Prof. Gama e Silva, foi cassado do cargo em um decreto direcionado à USP – respaldado pelo Ato Institucional nº 5 - que demitiu mais 23 professores. Foi forçado a se exilar do país com parte de sua família no final da década de 1960. Neste período, até 1972, trabalhou em Alexandria como conselheiro da Organização Mundial de Saúde, após ter sido membro da missão da UNESCO, na Síria, encarregada de assistir na reforma e desenvolvimento do ensino superior no país. Retornou ao Brasil, onde seguiu com sua carreira médica. Em Julho de 1980, é reintegrado à USP. Em 1983 foi eleito diretor da FMRP-USP e, no ano seguinte, pró-reitor da USP.

Nascido no Rio de Janeiro, Maurício Oscar da Rocha e Silva foi, a convite do Prof. Zeferino Vaz no final da década de 50, professor e chefe do Departamento de Farmacologia da nossa faculdade. Formado na Faculdade de Medicina da UFRJ, mudou-se para São Paulo para pesquisar no Instituto Biológico. Em 1947, descobriu a bradicinina (calma, calouro! você vai aprender sobre ela em FisioCárdio no 2º ano), um potente hormônio vasodilatador que desencadeou uma vasta lista de pesquisas correlatas e representou uma melhora radical na expectativa e na qualidade de vida dos hipertensos. Seu discípulo, Sérgio Henrique Ferreira, professor titular da nossa faculdade, isolou, na década de 60, o veneno da jararaca Bothrops, um princípio ativo capaz de intensificar a resposta à bradicinina e que foi denominado de fator potenciador da bradicinina.

Uma das grandes perdas da nossa faculdade em 2012. Voltarelli, imunologista, era Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da nossa faculdade. Graduou-se em Medicina pela FMRP-USP (1972) e fez residência (1973-74), mestrado (1975-1978) e doutorado (1978-1981) pela mesma faculdade. Nos Estados Unidos, fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia em San Francisco (1985-86), no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle (1987-88) e no Scripps Research Institute em San Diego. Voltarelli coordenava o Laboratório de Imunogenética e a Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da FMRP-USP.


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Uma outra inestimável perda da nossa faculdade também no ano de 2012. Calouros da LXII, podemos afirmar para vocês o grande privilégio que várias turmas tiveram em aprender com um professor entusiasta, que envolvia, juntamente com o aprendizado da bioquímica, conceitos de teor clínico, cujo resultado não poderia ser menos do que uma aula para se guardar com carinho na memória, tanto pelo conteúdo em si quanto pelo jeito como Coutinho lecionava.

O professor Coutinho foi um bioquímico talentoso. Trabalhava como Professor Associado dentro do Departamento de Bioquímica e Imunologia da FMRP. Graduou-se, primeiramente, em Ciências Biomédicas em 1968, passando à Medicina e se graduando em 1972 pela nossa faculdade. Realizou seu doutorado entre os anos de 1972 e 1975 também na nossa faculdade, passando ao pós-doutorado entre os anos de 1978 e 1980 pelo Imperial College London. Conquistou, por fim, sua livre docência em 1981 aqui na FMRP. Orientou vários professores que hoje lecionam em nossa faculdade. Toda sua pós-graduação foi voltada para a ênfase em Bioquímica, abrangendo linhas de pesquisa que envolvem Neuroquímica e Cicatrização. Dentro desse espectro, estudou aminoácidos excitatórios, isquemia e mecanismos de lesão neuronal, toxinas

"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." Che Guevara

"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás." Che Guevara

Era um dos pesquisadores principais do Centro de Terapia Celular, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. Entre diversas conquistas científicas, Voltarelli e seu grupo na FMRP-USP demonstraram um tratamento com base em quimioterapia e transplante de células-tronco que dispensa a maior parte dos pacientes de diabetes tipo 1 das injeções de insulina – e os que têm recaídas precisam de doses bem menores do que antes. A pesquisa, cujos resultados foram publicados em periódicos como o Journal of the American Medical Association, observou que a maioria dos pacientes permaneceu independente da insulina, com bom controle glicêmico. Além disso, aqueles que precisaram voltar a injetar a substância tomam doses bem mais baixas. Amigo de Voltarelli desde os tempos da graduação, com quem militou no movimento estudantil durante o período militar, Marco Antônio Zago (pró-reitor de pesquisa da USP) ressalta a dedicação do pesquisador à universidade: “Ele era integralmente dedicado à universidade. Tinha extrema dedicação à graduação e pós-graduação e era uma pessoa de elevados padrões éticos, muitas vezes um provocador, que não fugia a discussão de quaisquer assunto político”.


“Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira.” Ronald Reagan

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paralisantes (estudos com escorpião) e cicatrização tecidual. Nesta última linha de pesquisa, professor Coutinho foi autor da pesquisa sobre a utilização da proteína do soro do látex da seringueira para acelerar a cicatrização. Foi testando em cães uma prótese de esôfago feita de látex que Coutinho constatou, com surpresa, que o tecido local havia se regenerado. Foi ainda mais adiante e foi inventor do primeiro produto biotecnológico criado em parceria com a USP, isto é, com tecnologia licenciada exclusivamente pela USP, a chegar ao mercado. O produto inventado pelo professor induz a aceleração do processo cicatricial com propriedade de regeneração tecidual. O público–alvo a ser beneficado são pacientes com úlceras cutâneas de diversas etiologias, dentre as quais arterial, venosa, diabética, neuropática, por pressão, entre outras, nos estágios agudos e crônico. O professor Coutinho foi um dos professores com melhor avaliação durante vários anos em nossa faculdade. Recebeu homenagens dos alunos da FMRP e foi o patrono da nossa 52ª turma de Medicina.

Calouro, não perca a oportunidade de conhecer, assistir às aulas e ouvir as histórias dessa lenda viva da FMRP-USP, um dos maiores pesquisadores do país e motivo de grande orgulho para nossa faculdade. Antes mesmo da graduação em Medicina (1959), optou pelo trabalho experimental em Fisiologia sob a orientação do Prof. Miguel Rolando Covian, quando obteve os primeiros resultados indicando a importância do controle neural da ingestão salina. Fez seu doutoramento em 1962, Livre-Docência em 1968, Prof. Adjunto em 1968 e Titular em 1981. Após o doutoramento, passou dois anos nos Estados Unidos, onde trabalhou com o Dr. Samuel M. McCann, um dos primeiros na área de neuroendocrinologia. Ao longo de sua carreira científica, fez várias contribuições sobre o papel do sistema nervoso (SNC) no controle do equilíbrio hidromineral. Foi o primeiro a demonstrar a importância dos núcleos paraventriculares e supraópticos (calma, calouro bitolado do cursinho! você vai estudar isso em Neuroanato no 2º ano) no controle da ingestão específica de sódio. A descoberta da existência do peptídeo natriurético atrial (ANP) no corpo celular de neurônios hipotalâmicos, em regiões relacionadas com o controle da ingestão/excreção de sódio, o levou a investigar a sua participação no controle da homeostase hidro-eletrolítico. Antunes foi diretor da nossa faculdade (1993-1997) e, por suas contribuições científicas, recebeu as condecorações “Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico” (1998) do então presidente Fernando Henrique Cardoso e “Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico” (2005) do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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de Endocrinologia e Metabologia do Departamento de Clínica Médica

Carteiras de Membros do CARL dos Professores Ayrton e Zuardi

O privilégio de ter estudado na FMRP forneceu-me um sólido alicerce sobre o qual tenho construído minha carreira médica. Contudo, essa base estaria incompleta não fosse a vivencia do dia a dia do CARL, que me permitiu consolidar valores, como solidariedade, crença na força do trabalho coletivo, compromisso social, entre outros, sem os quais, minha atuação como médico e docente estaria empobrecida.

Prof. Dr. Antonio Waldo Zuardi Professor Titular do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento

“Não é preciso entrar para a história para fazer um mundo melhor.” Mahatma Gandhi

Sou aluno da 14ª turma da FMRP-USP e trabalhei no Centro Acadêmico Rocha Lima (CARL) nos departamentos Cultural e Científico em 1967 e 1968. Fui representante dos alunos nas comissões paritárias que discutiram a reforma universitária. Considero esta vivência no CARL como o meu curso de “semiologia das políticas universitárias e públicas’’, o que permitiu-me a compreensão dos objetivos permanentes da USP, incluindo o seu papel social. No meu discurso de posse como diretor da FMRP em 2001, lembrei que trabalhei Prof. Dr. Ayrton Custódio no CARL: “as atividades extracurriculares no ROCHA Moreira LIMA, criam lideranças e sobretudo plantam nos Professor Titular da Divisão estudantes sementes de cidadania”.


“As únicas pessoas que realmente mudaram a história foram os que mudaram o pensamento dos homens a respeito de si mesmos.” Malcolm X

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Meu envolvimento com o Centro Acadêmico “Rocha Lima” (CARL) foi motivado pela tentativa de aproximar o aprendizado teórico da atividade prática com pacientes. Fui vice-presidente durante a gestão 1990-1991, representante discente durante quatro anos consecutivos e participei ativamente do Departamento de Ensino. O envolvimento com o CARL propiciou o trabalho em grupo, a aquisição de responsabilidades e o envolvimento ativo no processo de ensino.

Prof. Dr. Antonio Pazin Filho Professor Associado e Chefe da Divisão de Emergências Clínicas do Departamento de Clínica Médica

O centro acadêmico representa a vontade coletiva dos estudantes de uma faculdade, está lá para ajudar os alunos nos momentos de necessidade e nos dar uma identidade de grupo. É um dos poucos espaços dentro da universidade em que a ordem se faz pela liberdade de pensamento e onde podemos discutir e formar novas idéias, tendo pleno apoio para torná-las realidade.

Ac. Guilherme Alcântara (Catalão 57)

O CA amplia nossos horizontes dentro da faculdade, dando a possibilidade de compreendermos vários aspectos do mundo universitário e extra-universitário, que nos foge em nossa rotina. E acaba nos ensinando ao mesmo tempo a prática do trabalho em equipe e liderança que são de grande importância para nossa formação acadêmica.

Vejo o CARL como instância de representação dos alunos, que atua em questões vinculadas ao papel político, social e cidadão dos universitários; também lida com questões da vida acadêmica, mas não se limita a isso. Idealmente, é um espaço de discussão aberta em que se possa ampliar a análises para além do conforto do lugar comum, o que requer uma essência contestadora. Enfim, o CARL é um desafio e um aprendizado para os que passam por lá.

Ac. Wander Furtado (Visconde 58)


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Aqueles eram anos bem diferentes dos atuais. Estávamos na época da redemocratização do país. Lutávamos por uma nova Constituição e uma Reforma Sanitária na Saúde. Discutíamos intensamente com a sociedade e o CARL era uma instituição muito respeitada por suas opiniões públicas e por sua mobilização. Naquela época o movimento operário estava no seu auge também. Internamente lutamos por uma reforma do ensino, o que culminou num Seminário sobre Ensino Médico, base para as reformas curriculares que se seguiram mais tarde e que persistem até hoje. Lutamos pela sobrevivência do CARL, pois sua sede precisava ser alugada, e as contas eram pagas por nós. Trabalhamos em festas, bares, para custear o CARL, além das mensalidades. Queríamos uma sede aqui no Campus, conquistada pelos que vieram depois (o antigo ‘galinheiro’). Foi uma época em que se formaram grandes amizades, que persistem até hoje. Foi uma época de construção do respeito que tínhamos uns pelos outros, até mesmo pelos nossos adversários, que também se tornaram grandes amigos.” Prof. Dr. Amaury Lelis Dal Fabbro Professor do Departamento de Medicina Social

Militante durante a revolução dos Cravos,Portugal

O Prof. Amaury (à esquerda) com seus amigos de república, no seu aniversário de 30 anos de formados.

“Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”

“[...] fui Tesoureiro do CARL na gestão 1980, quando eu estava no 5º ano. Antes participei da LAMS, do Depto. de Ensino, do Esteto, do Baile Branco e da Atlética. Praticamente foi a minha segunda faculdade, de tanto que apendi no CARL.


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Manual do CARL 2013