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Abril de 2014

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A VIDA EM BAIXo D’aGUA Aquecimento global aumenta biodiversidade em torno dos icebergs

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A VIDA FERVE NO GELO

Numa fria

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Numa fria

IncrIvel! Aquecimento global aumenta biodiversidade em torno dos icebergs formou-se um novo ecossistema: a produtividade biológica do mar de Weddel, que compreende 2,8 milhões de quilômetros (um terço da área do Brasil), aumentou em 40% por causa dos icebergs. Mas o mais interessante é que o gelo derretido pode, indiretamente, servir de rota para o seqüestro de CO2, o gás de efeito estufa que mais contribui para o aquecimento global. Como o carbono é consumido pelo fitoplâncton – e este comido por microcamarões –, o CO2 troca a atmosfera pelo fundo do mar. “Enquanto o derretimento das calotas polares está contribuindo para elevar o nível dos oceanos e outras mudanças climáticas, esse papel adicional de remover o carbono da atmosfera pode ter implicações para o clima que precisam ser estudadas”, disse o oceanógrafo Ken Smith, do Monterey Bay Aquarium (EUA), responsável pela pesquisa.

Texto Pedro Burgos

Desde que o Titanic bateu em um iceberg em 1912, os enormes blocos de gelo que flu-tuam pelos oceanos ficaram com fama de maus. Mas uma nova pesquisa mostra que de bandidos eles podem passar a mocinhos – em um surpreendente efeito colateral positivo do aquecimento global. É só ver o que se passa embaixo d’água. Pesquisadores perceberam que, enquanto vagam lentamente pelo mar de Weddel (sul do Atlântico), os pedaços de gelo que se soltaram da Antártida vão derretendo, deixando pelo caminho um rastro de nutrientes que ficaram congelados por milhares de anos. Isso atrai o fitoplâncton, microorganismo que faz fotossíntese e forma imensas florestas marinhas. A plantinha também é a base da cadeia alimentar no continente gelado. Os cientistas perceberam que num raio de até 3,2 quilômetros dos icebergs

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Numa fria

Fitoplâncton O fitoplâncton é um conjunto de plantas microscópicas, unicelulares, que florescem na superfície da água quando há nutrientes. Como todas as plantas, elas fazem fotossíntese: capturam da atmosfera o CO2 – um dos gases responsáveis pelo efeito estufa – e liberam o oxigênio.

A região polar do oceano é pobre em nutrientes. Mas, como é feito de água doce, o iceberg guarda sedimentos terrestres de milênios atrás, como ferro (o principal), nitratos, fosfato e ácido silícico. À medida que o gelo vai derretendo, os nutrientes são liberados e atraem a vida.

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Texto Pedro Burgos

Nutrientes


Numa fria

Oceano de icebergs O mar de Weddel fica ao sul da Argentina e forma um golfo na Antártida que, até 2002, tinha uma fina camada de gelo, que derreteu. Estima-se que existam 1000 icebergs vagando pelo território, levando vida para 40% da área.

Os icebergs pesquisados têm de 2 a 20 km de extensão. Menos de 20% dessa área fica na superfície, visível. A influência do iceberg na fauna marinha compreende um círculo de até 3,2 km em volta.

Texto Pedro Burgos

Icebergs

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Numa fria

Krill É um microcamarão que se movimenta em imensos cardumes e se alimenta de fitoplâncton. Quando morre, o krill vai para o fundo do oceano, levando com ele o carbono acumulado pelo fitoplâncton.

Cadeia Alimentar Texto Pedro Burgos

Os cientistas perceberam que o krill atrai vários outros predadores da fauna da Antártida, como peixes, focas, pingüins e até baleias. Albatrozes, que também se alimentam de krill, começaram a fazer paradas nos icebergs, já que há comida por perto.

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Cor da pele

QUERO FICAR NO TEU CORPO

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Cor da pele

Os 5 mil anos da tatuagem

Cheio de curiosidades como essa, o livro Tatuagem, Piercing e Outras Mensagens do Corpo explica o significado dos adornos desde o primeiro corpo tatuado que se conhece – uma múmia de 5 200 anos encontrada no gelo de Ötzi, nos Alpes, com cerca de 50 ta¬ttoos. O homem de Ötzi deve ter usado agulhas como as dos maoris ou penas e espinhas de peixe, preferidas por índios do Brasil. Em 1891, quando surgiu a maquininha elétrica, a tatuagem deixou de exigir tanto sacrifício. Sem tanta dor, não demorou para conquistar marinheiros, circos e virar símbolo de rebeldia nos dias de hoje.

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Texto Tarso Araújo

Os índios maoris, da Nova Zelândia, mantêm uma tradição milenar de pintar o corpo de maneira que a tinta nunca saia. Para isso, enfiam a tinta debaixo da pele, usando como pincel uma madeira cheia de agulhas que é martelada contra o corpo. O procedimento provoca uma dor imensa e um barulho de martelada (“Tá, tá, tau...”), e por isso foi chamado de tataw. No século 18, quando o capitão James Cook passou por lá, levou a técnica para os ingleses, que acabaram adaptando o nome para tattoo.

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Trabalho de computação gráfica editorial

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