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Entrevista com César Julião PÁG. 5

O jornal-revista popular e ecológico de Niterói Número 0 - Ano 1

VERTICALIZAÇÃO

O poder da especulação imobiliária na cidade e os impactos ambientais Porque cada vez mais pessoas moram nas ruas PÁG. 7

Até quando vamos assistir catástrofes naturais anunciadas? PÁG. 8

As histórias de vida de quem vê a cidade do alto dos morros PÁG. 4

PÁG. 10


sumário sumário sumário sumário sumario sumáriosumário sumário

sumário

CONHEÇA O CONTEÚDO DO ECOS

cidade MORADIA: Porque cada vez mais pessoas moram nas ruas- p.4 URBANISMO: Secretário de Urbanismo afirma que São Francisco terá vias alteradas - p.4

opinião ARTIGO: Até quando vamos assistir a catástrofes naturais anunciadas? - p.5 PINGUE-PONGUE: Entrevista com César Julião- p.5

capa O poder da especulação imobiliária na cidade e os impactos ambientais - p.6

lutas Desabrigados do G-CAM, Comitê de Favelas e Campo de São Bento - p.8

ecologia Os benefícios da água - p.9

notas Os acontecimentos da cidade p. 9

comportamento As histórias de quem mora nos morros da cidade - p.10

EDITORIAL Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se

é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de

é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da popu-

CHARGE Por Ziraldo

expediente expediente expediente expediente expediente

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigo. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos


especial especial especial especial especial Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que luta por moradia digna e contra o descaso das autoridades. Do lado de quem estão certos políticos? Desconfiemos!

O POVO NA RUA Mais de mil pessoas foram para as ruas exigir seus direitos. A prefeitura não recebeu ninguém. Por Maria Paula Lima

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Indignação: manifestação das comunidades após as chuvas de 06 de abril de 2010 que deixou centenas de desabrigados

uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. Após 1 ano, situação é a mesma A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que luta por moradia digna e contra o descaso das autoridades.


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Porque cada vez mais pessoas moram nas ruas

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Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orça-

cidade cidade cidade cidade cidade cidade

Por João Carlos

Fotos Luis Ramos

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil.

Prefeitura não tem planos para desabrigados

Quando a rua é casa: S. Jorge conta para o Ecos a sua rotina. (acima) Preconceito, fome e descaso são queixas constantes de quem vive nas ruas da cidade. Abaixo, a casa improvisada de S. Luiz e sua família.

A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que luta por moradia digna e contra o descaso das autoridades.

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SECRETÁRIO DE URBANISMO AFIRMA QUE SÃO FRANCISCO TERÁ AS VIAS ALTERADAS O Secretário de Urbanismo da cidade, Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes

esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. Moradores não foram consultados sobre o projeto, diz presidente da associação do bairro E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E


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Por Lucia Santos

ATÉ QUANDO VAMOS ASSISTIR CATÁSTROFES NATURAIS ANUNCIADAS?

PINGUE-PONGUE CésarJulião Sociólgo, mestre em Sociologia e Direito, presidente da ONG Direito Pra Quem?, que estuda os impactos das crises na sociedade

A natureza avisa. Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que luta por moradia digna e contra o descaso das autoridades. Do lado de quem estão certos políticos? Desconfiemos! Basta de políticos reeleitos para defender o interesse dos grandes empresários. Estes visam o lucro, por exemplo, na especulação imobiliária e na prestação de serviços públicos de má qualidade e caros, como barcas, trens, metrô e ônibus. Esses políticos se revezam na Prefeitura da nossa cidade há mais de 20 anos, sem investir nas políticas públicas que garantiriam os direitos básicos da nossa população das favelas e comunidades. Não podemos nos deixar enganar por pequenos “favores”, pelo dinheiro dos políticos que tentam comprar o nosso voto, ou nossas escolas públicas vão continuar sem professores; as creches, sem vagas; os hospitais, sem médicos; os ônibus, caros; a nossa vida; sofrida. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas

Por Ricardo Mendes Foto Luis Ramos

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Como o senhor vê a atual conjuntura do governo de Niterói após a crise que se instalou após as chuvas de abril do ano passado?

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade.

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Como o senhor vê a atual conjuntura do governo de Niterói após a crise que se instalou após as chuvas de abril do ano passado?

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas.

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Como o senhor vê a atual conjuntura do governo de Niterói após a crise que se instalou após as chuvas de abril do ano passado?

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.

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Como o senhor vê a atual conjuntura do governo de Niterói ?

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.

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Como o senhor vê a atual conjuntura do governo de Niterói após a crise que se instalou após as chuvas de abril do ano passado?

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas.

espaço reservado para anunciantes


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VER TICA LIZA ÇÃO Até onde vai o poder da especulação imobiliária na cidade

A cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que

Por Maria Silva Fotos Ricardo Alves

Polêmica: Projeto prevê a construção de 2 prédios de 25 andares em Camboinhas, mas não foi realizado estudo de impacto ambiental. (foto: divulgação)

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. Bairros tradcionais de casas perdem suas características e dão lugar a prédios A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao


Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. Prefeitura continua a autorizar obras em áreas protegidas A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. Solução ainda está longe A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morre-

Verticalização acelerada: o bairro Jardim Icaraí, que antes abrigava casas e vilas, virou o alvo da especulação imobiliária e faz o local crescer a cada dia. (à esq.)


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Por Leo Lima Foto: Ana Souza Os moradores é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas.

EXPULSOS PREFEITURA EXPULSA MORADORES ABRIGADOS NO 4º G-CAM

A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas. Protesto: moradores abrigados no 4˚ G-CAM resistem e impedem remoção planejada pela Prefeitura, em 4 de janeiro. Eles se recusaram a sair e se aglomeraram na frente do abrigo em protesto até os representantes do poder executivo desistirem da remoção forçada.

Moradores estão recebendo apoio de entidades e organizações civis Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco

COMITÊ DE FAVELAS COMEÇA A ORGANIZAR A PRIMEIRA PLENÁRIA SOCIAL DE NITERÓI Por Luisa Miranda

Foto: Luis Alves

A natureza avisa. Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados. Reunião contou com a participação de mais de 30 entidades A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.s os serviços de limpeza e segurança. A Defesa Civil estadual também não aparece. Mobilização iniciada: representantes de entidades comparecem à primeira reunião para organizar o importante evento.

CONTRA O FECHAMENTO DOS PORTÕES DO CAMPO SÃO BENTO Por Luisa Miranda

Foto: Luis Alves

A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.s os serviços de limpeza e segurança. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal.


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notas ecologia notas notas notas notas É uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de

Cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há

O bem mais precioso do planeta

ÁGUA

Por Luis Martins Souza Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos.Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que luta por moradia digna e contra o descaso das autoridades. Do lado de quem estão certos políticos? Desconfiemos! Basta de políticos reeleitos para defender o interesse dos grandes empresários. Estes visam o lucro, por exemplo, na especulação imobiliária e na prestação de serviços públicos de má qualidade e caros, como barcas, trens, metrô e ônibus. Esses políticos se revezam na Prefeitura da nossa cidade há mais de 20 anos, sem investir nas políticas públicas que garantiriam os direitos básicos da nossa população das favelas e comunidades. Não podemos nos deixar enganar por pequenos “favores”, pelo dinheiro dos políticos que tentam comprar o nosso voto, ou nossas escolas públicas vão continuar sem professores;

de favelas. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão

Há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas. Da

Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas. Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores

espaço reservado para anunciantes


H v ist ê ó a ri c as id a de d e q d ue o a m lt o

comporamento comportamento comportamento comportamento comportamento comportamento

Por João Santos Silva Foto Mariana Leme

AC I

M A

Quem vê Dona Alda subir as ladeiras do Preventório todo dia nem acredita que ela tem 65 anos. Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil.

MORRO

Daqui de cima, eu vi a cidade toda crescer. Do alto deste morro eu já vi de tudo. Niterói é uma cidade onde há mais de 500 pessoas vivendo nas ruas, o que representa o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, ou seja, cerca de 20% da população.Segundo a própria Prefeitura de Niterói, há hoje um déficit na cidade de 20 mil moradias na cidade. Em todo o estado, esse índice chega a quase 500 mil moradias.Na tragédia das chuvas de abril deste ano, Niterói foi a cidade que mais sofreu no nosso estado. Cerca de 7 mil sobreviventes passaram à condição de desabrigados. E mais de 170 pessoas morreram soterradas.Até hoje, cinco meses depois da tragédia, ainda cerca de 600 crianças, adolescentes, adultos e idosos permanecem em abrigos improvisados em quartéis no Barreto e em Venda da Cruz. Escombros das casas destruídas e até postes entulham as ruas das áreas atingidas pelas chuvas. Muitos sequer sabem se correm risco porque as suas casas nunca receberam visita da Defesa Civil. Represento o maior índice de população sem teto do país.Da população residente em favelas no Estado do Rio de Janeiro, de mais de 1 milhão de pessoas, há 100 mil niteroienses moradores de favelas, da população.moradias na cidade. Em todo

HIstórias de vida: Dona Dirce, 85 anos, aposentada, viúva, tem 5 filhos, 12 netos e 2 bisnetos. Moradora do Morro do Preventório há mais de 40 anos.

O morro que tem a vista para a praia mais nobre da cidade A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos da metade dos desabrigados recebe as parcelas do aluguel social de R$ 400 e, ainda assim, sem regularidade, com graves atrasos. Não há até agora previsão de obras de contenção nas 150 encostas e áreas ainda em risco de desmoronar ou deslizar.Mesmo já condenada a pagar multas diárias, a Prefeitura se recusa a cumprir decisão judicial que a obriga ao fornecimento de abrigo e de serviços básicos aos sobreviventes da tragédia. Estão cortados os serviços de limpeza e segurança.A Prefeitura, ao invés de dar prioridade à situação emergencial dos desabrigados, quer construir uma torre com restaurante de Luxo no Caminho Niemeyer por R$ 20 milhões.Devido ao descaso do poder público, foi criado o Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói, que luta por moradia digna e contra o descaso das autoridades. Do lado de quem estão certos políticos? Desconfiemos! Basta de políticos reeleitos para defender o interesse dos grandes empresários. Estes visam o lucro, por exemplo, na especulação imobiliária e na prestação de serviços públicos de má qualidade e caros, como barcas, trens, metrô e ônibus. Esses políticos se revezam na Prefeitura da nossa cidade há mais de 20 anos, sem investir nas políticas públicas que garantiriam os direitos básicos da nossa população das favelas e comunidades. Não podemos nos deixar enganar por pequenos “favores”, pelo dinheiro dos políticos que tentam comprar o nosso voto, ou nossas escolas públicas vão continuar sem professores; as creches, sem vagas; os hospitais, sem médicos; os ônibus, caros; a nossa vida; sofrida. “As pessoas são solidárias, é como uma família”, diz Dona Alda, do Preventório A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Basta de políticos reeleitos para defender o interesse dos grandes empresários. Estes visam o lucro, por exemplo, na especulação imobiliária e na prestação de serviços públicos de má qualidade e caros, como barcas, trens, metrô e ônibus. Esses políticos se revezam na Prefeitura da nossa cidade há mais de 20 anos, sem investir nas políticas públicas que garantiriam os direitos básicos da nossa população das favelas e comunidades. Não podemos nos deixar enganar por pequenos “favores”, pelo dinheiro dos políticos que tentam comprar o nosso voto, ou nossas escolas públicas vão continuar sem professores; as creches, sem vagas; os hospitais, sem médicos; os ônibus, caros; a nossa vida; sofrida. A mesma Prefeitura que mantém apenas quatro agentes lotados na Defesa Civil sustenta mais de 10 mil cargos comissionados e dezenas de secretarias regionais para abrigar apadrinhados políticos do prefeito. A Defesa Civil estadual também não aparece.Só houve aplicação de 0,01% do orçamento municipal, o equivalente a R$ 93 mil, em habitação.Menos d


Ecos da Cidade