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Por uma nova ĂŠtica


A ética moderna laica: 1700-1950   

A secularização da moral Os deveres do homem e do cidadão As normas disciplinares


A ética contemporânea 

O “segundo limiar” da secularização ética, a idade do pós-dever As sociedades pós-moralistas: reconciliação do coração e do prazer, da virtude e do interesse, dos imperativos no futuro e da qualidade de vida no presente. Movimentos periféricos e antagonismo das perspectivas A dualização das democracias


Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro.


A foto da garota Kim Phuc, nua, fugindo de seu povoado que estava sofrendo um bombardeio de napalm, até hoje é lembrada como uma das mais terríveis imagens da Guerra do Vietnã.


Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética.


menina vietnamita


A ética contemporânea: por uma ética inteligente 

 

Reafirmação da primazia do respeito pelo homem Denúncia das armadilhas do moralismo Favorecimento de soluções de compromisso em consonância com as circunstâncias e os interesses


Da moral sacra à secularização da ética 

Século XVII: sujeição da moral religião

Advento da modernidade: afirmação de uma moral livre da autoridade da Igreja Ideais de soberania individual e de igualdade civil  A ética universalista laica  Direitos inalienáveis dos sujeitos (direito natural) 


A nova ĂŠtica

A felicidade afirma-se como um direito natural do homem, paralelamente À liberdade e à igualdade.


A ética moderna: escola do dever moral e cívico Século XVIII  Rosseau e a “imponente imagem da virtude”  Kant e a glória do dever incondicional Século XIX  Comte e o dever de “viver para o outro”  Durkheim e a pátria como fim, por excelência, da conduta moral


A denúncia do dever-ser moderno

  

De Maquiavel a Hegel Freud, Marx e Nietzsche Sade e os surrealistas


A ética moderna: escola do dever moral e cívico 

Os higienistas: a moral social, familiar e sexual A família  A escolarização  O casamento 


A ética moderna: escola do dever moral e cívico

As ligas de virtude e as sociedades filantrópicas: militantes do dever moral e social Ao milagre da fé salvadora sobrevém a idéia de ação sanitária e moral como remédio para os males que afligem as classes trabalhadoras.


A ética moderna: escola do dever moral e cívico

Tu deves. É preciso.


As éticas pós-moralistas 1. 2.

A morte da cultura sacrificial O regresso da temática ética ao discurso social, mas sob a forma do espírito de responsabilidade e não do dever incondicional.

Tu deves.

Não fazer.


As éticas pós-moralistas

É proibido proibir. Nem tudo é permitido.


...o sonho n達o acabou...


A civilização do bem-estar

  

A legitimidade dos prazeres A autonomia individual O combate às formas de pressão autoritárias em prol da sedução Recusa do discurso moral e promoção dos valores liberais na vida privada


A civilização do bem-estar

FAMÍLIA A FELICIDADE  COSTUMES (se eu quiser)  CAPITAL


A civilização do bem-estar

Que parte cabe às injunções do dever numa sociedade obsidiada de saúde e de juventude, que difunde masssivamente conselhos dietéticos e estéticos, desportivos e turísticos, eróticos e psicológicos? Gilles Lipovetsky, 1994


A civilização do bem-estar   

Informação Consumo Comunicação de massas

MULTIPLICAÇÃO DAS ESCOLHAS E OPÇÕES


A cultura da felicidade não se concebe sem todo um arsenal de informações técnicas e científicas capazes de estimular um trabalho permanente de auto-controle e de vigilância de si próprio: depois do imperativo categórico, o imperativo narcísico incessantemente glorificado pelo cultura higiênica e desportiva, estética e dietética.

Gilles Lipovetsky, 1994


A era dos mídia sobreexpõe a infelicidade dos homens, mas desdramatiza o sentido da falta, a velocidade da informação cria a emoção e a dilui ao mesmo tempo. A emoção suscitada pelas crianças de ventre deformado depressa é afastada pelo filme da noite. Gilles Lipovetsky, 1994


A exigência de uma nova ética: as 18 virtudes 1.

A polidez - Há o que é permitido e o que é proibido, o que se faz e o

2.

A fidelidade - Não há sujeito moral sem fidelidade de si para consigo.

3.

A prudência - A prudência é um saber viver real, que também seria

4.

A temperança - Ser temperante é poder contentar-se com pouco; mas

5.

A coragem - A coragem só se torna uma virtude quando a serviço de

6.

A justiça - A justiça é boa em si.

7.

A generosidade - A generosidade é a virtude do dom.

que não se faz. Bem? Mal? A regra basta, ela precede o julgamento e o funda.

uma arte de desfrutar.

não é o pouco que importa: é o poder, e é o contentamento. outrem ou de uma causa geral e generosa.


8.

A compaixão - É uma das formas da simpatia: a compaixão e a

simpatia na dor ou na tristeza. 9.

A misericórdia - É a virtude do perdão – ou antes, e melhor, sua

verdade. 10.

A gratidão - Prazer de receber, alegria alegre, eco de alegria à alegria

sentida 11.

A humildade - Não é ignorância do que somos, mas, ao contrário,

conhecimento ou reconhecimento de tudo o que não somos. 12.

A simplicidade - A simplicidade não é uma virtude que se some à

existência. É a própria existência, enquanto nada a ela se soma. 13.

A tolerância - Tolerar é aceitar o que poderia ser condenado, é deixar

fazer o que se poderia impedir ou combater.


14.

A pureza - A pureza é uma certa maneira de não ver o mal onde,

defato, ele não se encontra. 15.

A doçura - A doçura é antes de mais nada uma paz, real ou desejada: é

o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência... 16.

A boa-fé - É crença fiel, fidelidade no que se crê.

17.

O humor -Não ter humor é não ter humildade, é não ter lucidez, é estar

demasiado enganado acerca de si... 18.

O amor - “O que fazemos por amor sempre se consuma além do bem e

do mal”, dizia Nietzsche


Não se trata de dar lições de moral, mas de ajudar cada um a se tornar seu próprio mestre, como convém, e seu único juiz. Com que objetivo? Para ser mais humano, mais forte, mais doce. Virtude é poder, é excelência, é exigência. As virtudes são nossos valores morais, mas encarnados, tanto quanto pudermos, mas vividos, mas em ato. Não há o bem em si: o bem não existe, está por ser feito, é o que chamamos virtudes. A. Comte-Sponville


http://www.youtube.com/watch?v=9r7DYUlDuoM


Por uma nova ética