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#5 o


Destaques………………………………………… 5 Créditos…………………………………………… 7 Battle At The Harrics 4#..................................... 9 Horóscopo do Fingerboard……………………… 17 Grand Illusion IV…………………………………. 19

Street Bench Review…………………………….. 23 Trucks com padrões……………………………... 27

Pateo 3# - Fotos de Pedro Tavares……………. 29 Ystore – 2 Years………………………………….. 39

Como ser patrocinado?...................................... 45 André Coral – Entrevista………………………… 47

Os nossos setups………………………………... 67 Publicidade……………………………………….. 71 Apoios……………………………………………... 75


Fórum de volta!

Terrace Sessions 6

Depois de estar algum tempo parado, FingerboardPT, finalmente volta! «Fingerboard Portugal é um portal de notícias, eventos e media produzidos pela comunidade portuguesa de Fingerboard. Fundado em 2007, ajudou a lançar marcas portuguesas que hoje representam o que de melhor se produz na indústria. Realizamos regularmente eventos que juntam praticantes e entusiastas, sempre privilegiando a diversão à pura competição» isto é uma pequena descrição da nossa grande comunidade !

Na sequência que tem vindo a ter, terrace sessions , é um grupo de vídeos que em cada um convidam riders a meter á prova o park de granito da ystore. Na edição anterior tivemos connosco o terrace sessions 5, com a participação do rider Pedro Oliveira. Agora, a apresentar terrace Sessions 6, num vídeo com cerca de 3 minutos, Tiago Filipe abusa completamente com o seu setup “100% Português”. O vídeo pode ser visto no Youtube através do seguinte link:

http://youtu.be/zS9hVjwr70U


Harlem Shake (YW) Oak 2013 Colection

Harlem Shake tem sido um sucesso em todo o mundo , onde milhões de vídeos já foram postos no youtube. Com tudo, essa moda também chegou ao fingerboard! Na edição 7, do GOS Weekend organizado pela Yelowood, a competição foi interrmpida e gravou-se um Harlem Shake. Como é óbvio, neste momento não faltou animação. Confere o vídeo: http://youtu.be/TCysCJipVlc

Ricardo Lopes, dono das Oak Wheels, apresentou em 2013 a sua nova coleção. Como todos sabem, a Oak Wheels é das melhores distribuidoras de rodas de fingerboard reconhecido não só em Portugal mas também internacionalmente. A nova coleção engloba várias colaborações com outras marcas , sendo uma delas muito importante: LOWPRO. A união de duas marcas nacionais é do melhor que há. Outras colaborações, como a ASI Berlin e Flatface também se destacaram bastante no comércio mundial


Foto: AndrĂŠ Raimundo


Director e editor: Nelson Sousa Numero de telefone: 913631023 Email: nelson_85_sousa@hotmail.com Periodicidade da revista: Não definido Distribuição gratuita - Online www.fingerboardingmagazine.blogspot.com AGRADECIMENTOS pela colaboração: André Coral André Raimundo Francisco Martins Gil Dias Guilherme Osiecki Jospe Hernandez Maria Margarida Martin Beckmann Pedro Tavares Phillipe de Goyri Planktoon Fingerboard Ruben Costa Vasco Trabulo

Interdita a reprodução, de textos fotografias ou ilustrações sobre quaisquer meios, para quaisquer fins, inclusiva comerciais .


Battle at the Harrics é um dos maiores eventos a nível internacional juntando centenas de rider’s de todo o mundo. Uma mesa, duas linhas, dois rider’s cada um o seu fingerboard são os “ingredientes” para este belíssima “receita”. A primeira edição aconteceu no dia 20 de Março de 2010. Quem liderou o primeiro lugar foi o grandioso Dimitri nesta inauguração do evento. Segundo edição foi Diego Strozyk e por último, na mais recente edição foi Elias Assmuth. A edição número 4, terá lugar no dia 23 de Março em Berlim. O flyer foi feito, como o da edição anterior, pelo André Coral, que a meu ver, está um cartaz bestial. Nesta edição terá presente alguns riders portugueses, como foi no ano passado, mas nesta existe uma pessoa que vai pela primeira

vez, que é o mestre Pedro Tavares. André Coral, André Miranda, Guilherme Braz, Gonçalo Rodrigues são alguns dos nomes que também irão estar presentes neste grande evento. É sempre bom, ver rider’s portugueses lá fora a representar o nosso país e que além de sermos um país pequeno em aspeto quantitativo, no que diz respeito á qualidade, de facto somos muito bons. Portanto, que “os nossos meninos se portem bem” lá fora, e que sobretudo se divirtam porque apenas acontece uma vez por ano! Nas páginas seguintes podes relembrar algumas fotos, das edições anteriores e também dos vencedores de cada uma. Texto: Nelson Sousa


1# - Dimitri

2# - Diego Strozyk


FingerboardTV 3# - Elias Assmuth


Esta é uma nova secção aqui na revista. Horóscapo do Fingerboard foi um ideia para ter mais contato com o público e também para o pessoal se divertir um bocado. Talvez este horóscopo “a brincar” seja a realidade para muitos e até os possa ajudar. Como é que isto vai funcionar? Básico, cada signo tem uma pequena dica a dizer o que é que o rider tem de fazer mais. É igualzinho a horóscopo normal, só que de que fingerboard. Espero a população não levar a mal , e que entenda que isto é apenas uma brincadeira para entreter o pessoal. Na página seguinte encontram-se todos os signos e respetivos conselhos. Divirtam-se! Nelson Sousa


Tente manobras novas e inova. Continue a praticar porque mais tarde ou mais cedo vai conseguir dar aquela manobra que tanto quer dar.

Adquira um obstáculo novo e liberte-se da monotonia . É tanta a diversidade de obstáculos de fingerboard de hoje em dia, portanto adquira algo novo !

Talvez, está a precisar de filmar qualquer coisa. O seu sucess no fingerboard precisa de ser reconhecido, portanto, filme algo e receba opiniões para melhorar

Veja vídeos na internet, pois são eles a fonte de muitos para uma aprendizagem boa no fingerboard. Ver os que sabem mais , ajuda sempre em qualquer vertente da vida

Convide amigos para fazer fingerboard e liberte-se da monotonia. Fazer fingerboard em coletivo é o melhor que há, e aprende-se sempre manobras novas.

Não queira que toda a gente subscreva o ponha like nos seus vídeos. Tente conquistar público através de vídeos, com o seu estilo e suas manobras e não através de spam constante.

Tente ir a eventos, pois é lá onde se econtra a comunidade junta e faz a cena nacional crescer! Saia de casa , e faça fingerboard com outras pessoas!

Tente construir obstáculos seus. Faça os seus projetos e verá que o produto final não o irá desiludir . Depois quem sabe, que os poderá vender e fazer algum lucro com eles.

Adquira algo novo, seja uma deck, uns trucks, pois precisa de ter algo novo. Mas não se esqueça que o material no fingerboard não é tudo, apenas para ajudar o seu desempenho!

Continue a praticar , como tem andado. O fingerboard pode fazer de nos impacientes, mas o que interessa é que no fim mandamos tudo aquilo que queríamos mandar.

Tente fazer uma “montage” vídeo com algum amigo seu fingerboarder. Além de ajudar ambos os canais, é muito divertido ver “montages” no youtube.

Esteja mais atento ao que se passa no mundo do fingerboard. Hoje em dia existem muitos blogs e sites que fazem com que o fingerboard virtual nunca morra!


Para os amantes de vídeos de fingerboard, este já não é novidade. Para quem não sabe Grand Illusion é uma série de vídeos filmados e editados pelo grande rider Taylor Rosembauer, pertencente á team da Blackriver-Ramps. A primeira edição foi estreada em 2010 e tem quase 200.000 visualisações. Esta última deixou a comunidade mundial estupefacta. Edição, música, tricks, filmagens, tudo é perfeito neste vídeo. Estilo carateristíco de Taylor com apenas os dois dedos esticados não enganam ninguém! De facto, acho que vale a pena perder 4 minutos do teu tempo a assistir. Para além disso, Taylor também adicionou um vídeo chamado “Blackriver Village”, que como é óbvio também está muito bom. É mesmo pena, que o canal seja atualizado poucas vezes, mas quando há vídeos novos, toda a gente fica pasmada! Parabéns ao Taylor Rosembauer, por dar destas coisas maravilhosas á vida do fingerboard!


Texto: Gil Dias Fotografias: Martin Beckmann


Saiu já há alguns meses, da casa BRR, um novo obstáculo, pequeno, que se caracteriza pelo seu realismo. Por esta altura, provavelmente já todos conhecerão esta pequena pérola composta por 4 barras de madeira (faia vaporizada) aparafusadas com dois parafusos cada a uma estrutura metálica previamente soldada e pintada a preto. A identificação da marca foi efectuada com recurso a gravação a laser – muito em voga no mundo do fingerboard hoje em dia, digase de passagem!... Com 25cm de comprimento, 5,5cm de largura e 5cm de altura, encontra-se bem proporcionada para não ser demasiado comprida e portanto ser bastante portátil. O facto de possuir uma estrutura metálica confere-lhe uma solidez fora de série, visto os elementos de madeira serem particularmente finos (5mm). Relativamente ao comportamento da rampa não há nada a dizer: ela porta-se lindamente, dá um gozo tremendo de utilizar e é extremamente resistente! Passemos por isso à parte que dói – à crítica!... Este obstáculo é idêntico ao KL Wood street bench – da família da excelente marca de rampas BIG Construction – que saiu antes no mercado. Vale de facto o argumento de que este obstáculo existe um pouco por todo o lado e se trata duma réplica dum arquétipo de banco de rua… Sinceramente nem vou tomar partido, mas que é pena, é… Ainda como crítica a assinalar, é

que grindar madeira é extremamente aborrecido, além de que limpa os trucks e não lhes dá aquele ar “polido” característico após uma sessão (ou permanente entre os mais viciados). A vantagem é que não gasta trucks e gasta muito menos os gráficos. Claro que isso será mais uma questão de gosto, mas de facto existem alternativas que utilizam antes o aço para fazer face a este problema… que no fundo não é bem um problema mas apenas não permite que o obstáculo seja insubstituível!... Relativamente ao preço, que ronda os 25 euros, não se pode ser que seja um obstáculo barato visto que quase por metade se podem arranjar outros obstáculos bem bons. Não anda no entanto nos domínios de preços absurdos de alguns outros obstáculos de outras marcas, que ultrapassam a fasquia dos 35 euros. E diga-se de passagem, este obstáculo não é NADA fácil de fazer em casa estilo DIY, ao contrário de muitos outros que por aí andam! Para mim é aqui que este obstáculo triunfa – realismo relativamente acessível! Torna-se por isso também um obstáculo fotogénico, que servirá sempre muito bem como cenário e / ou para dar manobras por cima. Portanto, procurando resumir: Bom preço, esteticamente muito bem conseguido, excelente resistência, óptimo realismo, excelente para todos os slides, muito boas medidas, mau para grinds (grind-sliding FTW), mau ser igual a outro obstáculo lançado antes pela concorrência.


Street Bench da Blackriver Ramps ao lado do Wood Street Bench da Big Contrucions


Nos últimos meses assistimos a uma explosão de cores e padrões nos hangers. Julgo que a ideia partiu da blackriver e rapidamente vários riders conhecidos começaram a usar. Trata-se tiras de verniz que se podem aplicar nos trucks, e assim torna-los mais personalizados. Compram-se em caixas da marca “SallyHansen” ou outra que encontrem, com 16 tiras com diferentes tamanhos, e só as maiores são suficientes para cobrir todo o truck. Uma sugestão que faço é colocarem os mais pequenos na rodas, e assim não têm desperdícios. Então, em primeiro lugar retiram a película de cima, que apenas serve de proteção, e em seguida retiram a parte do sticker, e com cuidado, pois o verniz é bastante frágil, colam-no no truck, começando pela parte da frente, visto que é esta que deve ficar o mais perfeita possível. Após aplicarem tudo, retiram os excessos com a

ajuda de um x-ato ou um canivete, para evitar arrancar bocados. Pressionem bem todas as zonas para um acabamento mais perfeito. Ao colocarem as tiras de verniz, os trucks ficam inevitavelmente mais “grossos” e portanto podem ter alguns problemas com rodas presas ou algo do género. No entanto, com o uso acaba por izaçõ ficar operacional. O verniz, por incrível que pareça, é bastante resistente e dura muito. O desgaste não é muito realista, pois trata-se de uma película que vai sendo arrancada, no entanto como já disse, resiste bem, e apenas é arranhado em curbs de cimento ou outras superfícies rugosas. Por tanto, fica aí a dica... boas personalizações! Texto: Bernardo Bacalhau


Antes de começar a desenvolver a resposta a esta pergunta, queria só salientar uma coisa. Como toda a gente sabe, o fato de um rider ou fingerboarder (como queiram chamar) ter um sponsor ou patrocínio de uma marca qualquer, seja ela de que material for, não significa que seja um grande fingerboarder ou até um profissional do fingerboard. Existem montes de vídeos espalhados pela internet, nomeadamente no Youtube, que são os famosos “Sponsor me”. O que é isto afinal? Basicamente são vídeos em que as pessoas pede patrocínio ás marcas de fingerboard. O mais engraçado é que essa pessoas que querem e pedem patrocínio, são pessoas que até nem andam grande coisa. Outro tipo de vídeos são também os “Tyout’s”. Estes tipos de vídeos já são mais aceitáveis. As marcas que estão a procura de novas pessoas para entrarem na team, abrem uma espécie de concurso. As pessoas filmam e publicam os seus vídeos na internet com o tal nome “Tryout”. Há algum tempo atrás, a Yellowood, fez algo

parecido, mas foi apenas aberto a rider’s americanos. Mas agora, respondendo diretamente a pergunta. Se queres arranjar um patrocínio ou sponsor, existe uma forma inevitável e muito obvia: Não querer ser patrocinado. Como referido anteriormente, que é irónico, as pessoas que pedem patrocínio, não são aquelas que por geral não andam grande coisa. Portanto, resumindo e concluindo, se queres patrocínio, não andes a pedi-lo. Faz para tê-lo. Cria uma conta no youtube, arranja uma câmara e filma. Faz vídeos bacanos, evolui, experimenta manobras novas e o mais importante de tudo: Vai a meeting’s/eventos e faz fingerboard com outras pessoas. Fica aqui a dica de como ser patrocinado, mas lembra-te que o patrocínio não é tudo e nem vai fazer de ti melhor ou pior rider. O que importa é divertires-te e principalmente fazer novas amizades.

Texto: Nelson Sousa (Ideia original: http://youtu.be/X4wb1z8_WPc)


Mike Schneider Battle At The Harrics 3# Foto: Blackriver Ramps


Como conheceste o fingerboard? O fingerboard como objeto passou pela minha vida alguns anos antes de eu o ter conhecido como modalidade. Algures nos anos 90, eu tive um daqueles lápis transparentes com rodas gigantes, as vezes imaginome exatamente nesse preciso momento não tendo qualquer noção que importância teria um mini skate na minha vida. Na primeira metade da década dos 2000, comecei a ter noção da existência da Teck Deck, tive uns quantos, mas na altura eram simples miniaturas espalhadas algures no meu quarto. Por volta de 2006, comecei a ver o fingerboard de outra perspetiva, foi nesta altura que comecei a tentar manobras. Em 2007, deram me a conhecer o fórum e a cena nacional, e a partir dai, conheci todas as comunidades e as diferentes cenas internacionais. O primeiro evento a que fui foi na Expo, dia 12 de Janeiro de 2008 Como surgiu a Lowpro? Na segunda metade de 2007, comecei com o Gil a idealizar as nossas próprias tábuas de madeira, visto na altura, as únicas decks de madeira disponíveis não eram fáceis de arranjar. O nascimento da Lowpro acontece espontaneamente durante este processo. O apoio da comunidade foi importantíssimo. Posso até dizer crucial. À medida que os primeiros gráficos e fotos de protótipos foram postados a


comunidade foi abraçando o projeto e opinando positivamente sobre tudo o que via. A Lowpro nasce entre Nov. 2007 e Fev. 2008. Achas que a Lowpro contribui para comunidade? Eu acho que sim. No entanto esta seria uma pergunta para a própria comunidade. Do meu lado, desde á 5 anos que tenho orgulho na família que me tem ajudado a promover a sociabilidade no fingerboard, e a boa disposição em Portugal. Contamos com 41 eventos ou meetings em Portugal, Itália, Eslovénia e Alemanha ( sendo a maioria em Portugal ). Em Portugal, nos eventos, logo que pude, comecei por tentar arranjar patrocínios que proporcionassem a vinda de Riders Internacionais de modo a que todos aqueles que não conseguem ir aos eventos internacionais possam conhecer as pessoas que conheci lá fora. Sempre que posso tento fazer promoções e desde há 1 ano que a Lowpro disponibiliza a blank deck mais barata do mercado ,dentro das grandes marcas. Almejando a melhor relação qualidade/preço. Eventos é para nós o mais importante, no entanto na Lowpro, também, acho que ao tentar proporcionar qualidade, de decks passando por vídeos e eventos, estamos a contribuir para a Comunidade no geral.


Temos uma excelente relação com quase todas as cenas mundiais dando uma excelente imagem ao fingerboard em Português – o bom karma tende a encontrar-se ! Qual a história da lowpro talents? O Lowpro Talents nasceu para promover riders que usem Lowpro e que tenham potencial criativo. Quem usar e gostar da Lowpro, e achar que tem potencial para ser um Lowpro Talents pode enviar um vídeo para Lowprotalents@gmail.com a qualquer momento, se gostarmos do que virmos entramos em contacto com o rider. Pretendes continuar? Sim, em principio sim. Alguns Talents já são família.

Quanto a eventos, achas que em portugal existem eventos suficientes pra modalidade? Eu acho que não há eventos suficientes. Posso dizer que hoje começa a haver muito mais encontros, mas deixou de haver o dito Evento. O aumento do numero de encontros é fantástico para todos nos, de Norte a Sul do pais. Há pelo menos 1 encontro ( Lowpro Meeting, Gos Weekend, Pateo ) por mês o que é algo totalmente novo na cena nacional, nunca antes isto aconteceu. Agora, falta haver mais ajuntamentos locais, mais crews a aparecerem. Mais ação local!


Foto: AndrĂŠ Raimundo


Qual foi o maior evento nacional para ti? Gostei de todos. Posso dizer que nunca fui a um evento de fingerboard que não tenha gostado,. Destaco o Pro Classics, ao Pow-Wow, a presença no Bam Slam, os Pateos, a Monsanto Jam, as Lourinhãs Jams e o Fingaspot. No entanto, para mim é indiscutível que o Pro Sessions foi o maior e melhor evento em Portugal, até hoje. E porque? Eu lembro me que a comunidade estava a ressacar de um evento. Muito tempo tinha-se passado desde o ultimo ( 8 meses ) e estava tudo em polvorosa para o próximo. As condições para organizar o Pro Sessions tornaram-se realidade e acabou por acontecer num sabado de sol a 5 de Novembro,

sendo o evento com o maior numero de participantes até hoje 72. O evento contou também com presença do Timo Kranz e do Tim Putz (1º lugar). Como foi a experiência do harrics? O meu primeiro Harrics foi em 2010. A primeira edição foi num bar bem mais pequeno do que nas duas ultimas ediçoes. Adorei. Na altura foi uma experiência totalmente nova, e tive a hipótese de conhecer bem a cena de Berlin que é na minha opinião única. Desde então ainda não falhei nenhuma edição. Em 2011 a Lowpro co-organizou com a Blackriver, a 3ª edição. Foi uma oportunidade de mostrarmos ( mais uma vez ) lá fora o espírito da cena tuga.


Quem gostaste mais de conhecer? No geral muita gente. Alguns são ainda hoje grandes amigos e pessoas importantíssimas na minha vida. Do Manu, ao Paolo, ao Tim, ao Timo, ao Elias, ao Daniele, ao Danny, ao Mike, ao Harry e mais alguns ilustres senhores. Tem sido das melhores características desta viagem de 5 anos - conhecer muita gente de todo o lado que faz fingerboard com gosto, descomprometidamente, criativamente e com os mesmos ideais! Que diferenças notas da cena de lá e da cena de cá? Tirando as óbvias diferenças de língua e forma, acho que há muito poucas diferenças. Temos uma cena ativa como a alemã, há eventos, há encontros, há comunicação, há partilha, há riders, há gente criativa. Portanto, proporcionalmente, há o mesmo potencial humano. A única diferença poderá ser o facto de haver mais marcas, e dai mais a acontecer.

O que tens a dizer sobre a nossa comunidade? Hehe, comecei a responder na pergunta anterior. Acho que somos uma cena top 5 Mundial. Acho que não temos noção disso. Temos um imenso potencial humano e criativo com alto nível de fingerboard. E também acho que não temos noção disso. Há 3 marcas em Portugal que de uma maneira ou de outra trazem contributo mais ou menos valido para a cena, apareceu a tua revista, temos muitos riders espalhados pelo pais inteiro, isso é fantástico. No entanto, nada acontece se não houver pro–atividade! Acho que a cena nacional tem pouca noção de que nós somos a cena, constantemente, continuamente. A cena é o que fizermos dela literalmente. Tem de haver menos desrespeito e mais boa onda. Temos de voltar a aceitar todas as diferenças de todas as pessoas e encontrar-nos neste meio comum que é o fingerboard. Basta haver respeito e acho que toda a comunidade se encontra no mesmo sitio, visto termos enorme potencial como acima referi.


No inicio do fórum todos respeitavam-se, pois todos estavam a conhecer-se e ainda não havia personagens definidos. Agora parece que os egos de toda a gente estão e peça! Deixem-se de tretas e voltemos a simplesmente gostar de fingerboard pelo que ele é, simples, sem nunca deixar de defender o que acreditam. Um fingerboarder critico é um bom fingerboarder, um fingerboarder critico e ativo é ainda melhor! Quem mais admiras ? Tenho várias pessoas que admiro dentro do mundo do fingerboard. De uma uma maneira ou de outra tornam-se meus amigos, portanto, individualmente todos sabem a resposta a esta pergunta. Se pudesses escolher entre skate e fingerboard . Qual escolhias? Escolhia skate obviamente. No entanto, mais tarde ou mais cedo nasceria o fingerboard e teria os dois! Que dicas das a que está a começar? Diria para ser humilde, pois há gente que esta nisto há mais tempo, portanto ate podem ajudar. Diriam para não pararem

de ser divertir e para virem a eventos – o mais importante. Qual é tua opinião dos fingerboarders de hoje em dia? (tipo aqueles que só querem patrocínio, só pedem pra fazer sub no canal) Bem, é normal as pessoas quererem reconhecimento sobre o seu trabalho, ou investimento de tempo. Agora, há que ter alguma noção das coisas, e se o pessoal não está num nível fixe de fingerboard nem interage com os seus intervenientes e do nada querem entrar numa equipa, ai há alguma falta de humildade. Mas também, eu não me importo muito com isso, todos já fomos mais jovens e todos já dissemos asneiras. Portanto , quando tenho mensagens de gente do qual nunca ouvi falar a pedir para entrar na team, eu cuidadosamente explico que não há lugar na team neste momento e que é importante a pessoa ir a eventos e dar-se a conhecer á comunidade, que na Lowpro recebesse convite para entrar e nunca o contrário.


Quando é que virá o novo site da Lowpro? Eu espero que venha antes do Fastfingers. O novo site da Lowpro é provavelmente o projeto secundário mais demoroso que eu estou a ter dentro da Lowpro. Isto acontece única e simplesmente porque só existe um trabalhador na Lowpro – eu. O conceito e execução do site , tem se arrastado no tempo devido ao facto de eu ter pouco tempo para a sua execução real e de não querer meter cenas online, só por meter. Se é Lowpro, quando tiver online vai ter de ser bom, vai ter de ter qualidade e como a pressa é inimiga da perfeição , esta é a historia do site da Lowpro. Visto eu fazer tudo, de design de comunicação, a serviço ao cliente, a fazer as tábuas á mão com precisão, a eventos, negócios, reuniões, procura de novas técnicas de produção, material de promoção, emails, manter o espaço, etc etc etc ( tudo ), basicamente os passos da Lowpro são sempre para a frente mas são sempre pequenos. Tudo acontece mas a uma certa velocidade. Podem ter a certeza, o site há de ser uma realidade e com ele, muitas novidades surgirão. Como te sentes em ser adulto e fazer fingerboard? Sinto me muito bem, aliás, se há característica que eu amo no fingerboard é a de no inicio todos nos ( os que não têm vergonha de admitir o hobbie ) termos passado por uma certa iniciação. Iniciação essa que passa por deitar a

baixo toda a nossa vergonha do que o resto das pessoas possam pensar. Libertar-nos, no fundo, do peso social do que os outros pensam de nós. ISSO É IMPORTANTÍSSIMO para cada pessoa. É importante de modo a chegarmos a ser um pouco mais livres do que realmente somos. Hoje em dia, tenho orgulho de ter passado por essa experiência e de tê-lo feito com o fingerboard. Fingerboard é estupidamente divertido e sempre será – isso é o facto imutável independentemente da idade de qualquer ser humano. A verdadeira idade de uma pessoa, no fundo, é a sua experiência e nunca o número de vezes que o calendário romano dá voltas. Portanto, porque deveria eu me preocupar com o que os outros possam pensar sobre um gajo mais velho de barba a brincar com um mini skate. Ser um fingerboarder livre, descomprometido de quaisquer julgamentos da sociedade, é um fingerboarder real, uma pessoal real, que tem a capacidade de aceitar qualquer pessoal como ela é, com o respeito mínimo que merece. Isso é algo que nem toda a gente tem na nossa comunidade. Portanto sim, estou a dizer que nem todos são fingerboarders “á séria” pois se queremos que o mundo não nos julgue e que respeite o facto de querermos brincar com um fingerboard temos de estar prontos a aceitar quase tudo no planeta – tu que estás a ler esta entrevista, pergunta a ti mesmo, se estás pronto para fazer isso?


Por fim, o que achas da revista? e do blog? Eu já tive a hipótese de te dar a minha opinião pessoalmente. A minha opinião só da revista e do blog é a de que, eu basicamente tiro sempre um certo chapéu a pessoas que demonstram iniciativa e que com essa iniciativa façam algo dentro da comunidade do fingerboard. È mais importante fazer algo do que nada fazer e queixarmo-nos que a comunidade morre. Sempre foi assim, já desde as antigas versões do fórum. Há sempre gente que acha que isto esta morto, mas no fundo, o que as vezes morre é a criatividade e capacidade de gerar novas coisas. Temos de ter noção que a comunidade somos nos, e o fórum somos nos – Tudo depende do que realmente se faz pois a comunidade é a soma de tudo o

que fazemos nela inseridos. Portanto acho que têm valor e potencial. Acho também que todo o conceito da Mag. poderia estar melhor aprumado de modo a ter uma identidade própria. As vezes ouvir a comunidade rende. Foi assim que eu comecei a definir o que a própria Lowpro viria a ser. Também considero um facto interessante que já tive a hipótese de te dizer – há um elemento em jornalismo de fingerboard que quase não acontece a nível mundial . Seria positivo se uma publicação tuga começasse a fazê – lo, que é jornalismo ( real ) de fingerboard. Criar peças, criar conteúdo do zero sobre fingerboard, e não só compilar o que é postado online, que também é importante. Portanto, seria


fantástico haver mais reportagens independentes como analisar eventos, pessoas e tudo o mais, em peças de jornalismo interessantes – coisa que quase todas as fontes de informação de fingerboard não o fazem, ou pelo menos não assentam a sua filosofia nessa criação. A fingerboardTV começou a fazer umas entrevistas que não prosseguiram, mas só isso não chega, o interessante seria haver uma revista ( online ou não ) que tivesse a criação original e independente de peças sobre tudo o que há no fingerboard como a base e filosofia da mesma. Se isto poderia ser a Fingerboard Mag, bem, não sei. No fundo acaba por ser a minha opinião do que falta ao jornalismo de fingerboard.

Mais algo a acresentar? Bem, obrigado pela entrevista. Obrigado a todos os que apoiam a Lowpro neste 5 anos de existência. Sendo uma “one man band” o trabalho as vezes pode tornar-se complicado, mas tem sido o apoio de muita gente durante estes anos, desde riders , a família, a consumidores que mantêm viva a chama da Lowpro. Chama esta que para mim será sempre, o desenvolver da cena nacional e internacional mantendo os mesmos valores e razões de sempre – o fingerboard é criação, é sociabilidade e acima de tudo respeito pelas outras pessoas - isto é Lowpro acima de tudo.


Ruben Costa

Lowpro 31mm Family Shape Ytrucks X3 Oak Wheels RV Orange Bud


Philippe De Goyri

Yellowood A6 z3 Ytrucks x4 Ywheels V2


Francisco Martins

Bw bowl shape BRR trucks wide Flatface brr edition

Bw love me ice BRR trucks wide Flatface brr edition


LOWPRO

DECKS


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