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Festival Internacional de Marionetas do Porto 13 - 23 Out


Espaços FIMP Teatro Rivoli Praça D. João I, Porto 223 392 201 Teatro Campo Alegre Rua das Estrelas, Porto 226 063 000 Mosteiro São Bento da Vitória Rua São Bento da Vitória, Porto 223 401 900 Palácio do Bolhão Rua Formosa, 342, Porto 222 089 007 Teatro de Ferro Travessa da Formiga, 65, Espaço 2, Piso 1, Porto 223 700 011

Mais informações www.fimp.pt comunicacao@fimp.pt 223 320 419 Informações sobre reservas e aquisição de bilhetes nos espaços de apresentação.

O​s textos que integram esta publicação não estão escritos ao abrigo do acordo ortográfico.


Welcome to FIMP 2016! Everyone is invited to what we hope is a very special edition of FIMP. This year we will focus on the manipulation of the objects and puppets and how these things can be conceived as extensions of the human body. The artists participating in the festival will bring challenging and intense creations that will above all make you feel and think. It is a long-lasting FIMP tradition to promote the hybrid nature of the performing arts and fusion among them, with the wandering puppet as the center piece. Several generations of artists will have their work on show, this will allow us to see what has been done in the recent past as well as to glimpse into the future. The (work in progress) WIP and the workshops WOP will be continued in this edition, for people who are working on something somehow unknown; for people who want to know more about things that can be strenuous. The Bolsa de Criação Isabel Alves Costa Project is back and will premier the outcomes from its second edition. This year’s festival will be all across town, at the Teatro Municipal do Porto, at the Teatro Nacional São João, at the Teatro de Ferro rehearsal room and in schools and community halls across Porto. Since 1989 FIMP has been a fruit of will, dedication and the work of a large group of people. We want to thank all our partners and sponsors, to the artists and to everyone that makes this festival possible and above all to the public to whom this festival is dedicated. Let’s go to the festival! Igor Gandra, Artistic Director

Bem-vindos ao FIMP 2016! Nesta edição convidamos o nosso estimado público para nos acompanhar numa jornada muito especial. As marionetas, os objectos, a manipulação, a matéria animada, o vivo e o não-vivo. São estes os nossos pontos de partida, o destino desta viagem caberá a cada um descobri-lo. As extensões concretas e imaginadas do corpo – dos objectos de utilização quotidiana ou outros que alguém decidiu coleccionar, dos mistérios da voz humana à estranheza-familiar das próteses mecânicas, passando pelo registo ou o rasto de determinado gesto ou acção – ocupam, no universo imaginário desta edição, um espaço importante. As criações que os artistas que animam o programa deste ano nos trazem são densas e desafiantes, algumas bem-humoradas e todas talvez um pouco desconcertantes, sobretudo convocam-nos para pensar e sentir. É isso, pensar o mundo a partir do exercício poético dos teatros da matéria animada, é esse o convite que fazemos aos que se juntam ao FIMP’16! No FIMP os encontros e as hibridações são uma tradição: o teatro e a performance, as artes visuais e a música cruzam-se neste território de fronteiras pouco nítidas que a marioneta, expressão popular e andarilha, sempre foi. Várias gerações de criadores compõem o elenco desta edição, que observa a experiência viva da memória e de percursos criativos mais longos, que tenta dar atenção aos discretos sinais que nos vão chegando do futuro. A mostra de trabalhos em processo (WIP) e a formação (workshop – WOP) terão lugar também nesta edição. Para os que andam a trabalhar sobre coisas que ainda não sabem exactamente o que virão a ser, para os que querem saber mais sobre coisas que sabem que dão algum trabalho, este é o seu espaço. No FIMP’16 damos continuidade ao projecto da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa. Esta iniciativa desenvolvida em conjunto com as Comédias do Minho e em co-produção com o Teatro Municipal do Porto, apresenta-nos em estreia o resultado da sua segunda edição. Este festival é capaz de se apresentar um pouco por todo lado, para além dos espaços do Teatro Municipal do Porto, que co-produz uma parte importante do programa, e dos espaços do Teatro Nacional São João, o festival estará também presente na Sala de Ensaios do Teatro de Ferro, nos bairros, escolas e associações da cidade. O FIMP é (desde 1989!) feito com o desejo, o empenho e a colaboração de muitas pessoas. Aos nossos parceiros institucionais e às equipas das estruturas que nos acolhem, aos artistas, ao nosso público, a principal razão de ser de todo este esforço colectivo, a todos os que fazem este festival, o nosso sincero agradecimento. Vamos ao festival? Igor Gandra, Director Artístico


Espectáculos

WOP – Workshop

Não Sei o que o Amanhã Trará

Experimento Frankenstein_3R15

Limite Zero 13, 14 e 15 Out, 21h • 16 Out, 16h Palácio do Bolhão

À procura de Lem

Teatro de Ferro 14 Out, 10h30 e 15h • 15 Out, 15h e 17h Teatro Campo Alegre

O Segredo de Simónides Raquel André Projecto Vencedor da 2ª Edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa 14 Out, 21h30 • 15 Out, 19h • Teatro Rivoli

Pulling Strings Eva Meyer-Keller 15 Out, 21h e 23h Mosteiro S. Bento da Vitória

Cabaret Berlinn Peter Waschinsky 19 e 21 Out, 21h • Mosteiro S. Bento da Vitória

Kitsune Teatro de Marionetas do Porto 20 Out, 21h30 • Teatro Rivoli

Assim não vais longe Gustavo Sumpta 20 e 21 Out, 19h • Teatro Campo Alegre

A Convenção dos Ventríloquos Gisèle Vienne com Dennis Cooper e Puppentheater Halle 22 Out, 21h30 • Teatro Rivoli

PITA Peter Rehberg 22 Out, 23h30 • Teatro Rivoli

O Capuchinho Vermelho Era Uma Vez, Teatro de Marionetas 19 a 22 Out • Vários locais

Corpos Biomecânicos 13, 14 e 15 Out · 18h · Sala de Ensaios TdF

Família Ramos Workshop de construção e manipulação 16 Out · 16h · Sala de Ensaios TdF

WOP Sem título Encontro com Peter Waschinsky 22 Out · 16h · Sala de Ensaios TdF

Animatéria O laboratório da matéria animada 23 Out · 16h · Sala de Ensaios TdF

WIP – Work in Progress Querido Monstro 16 Out · 19h · Sala de Ensaios TdF

Monologar 17 Out · 19h · Sala de Ensaios TdF

Experimento Frankenstein_3R15 18 Out · 19h · Sala de Ensaios TdF


Espectรกculos


Encenação Staging Raul Constante Pereira Dramaturgia Dramaturgy Cecília Ferreira Cenografia e marionetas Scenography and puppets Albano Martins, Raul Constante Pereira Música e sonoplastia Music and sound effects Carlos Adolfo Desenho de luz Light design Pedro Vieira de Carvalho Interpretação Performers Raul Constante Pereira, Teresa Alpendurada Assistência de encenação Staging assistant Sofia Silva Construção cénica Set building João Martins, Sofia Silva Direcção de produção Production director Pedro Leitão Co-produção Co-production Teatro Municipal do Porto, FIMP, Teatro Municipal de Bragança, Museu da Marioneta de Lisboa – Egeac

Não Sei o que o Amanhã Trará

a partir de Fernando Pessoa Limite Zero As grandes almas são mestres na flutuação: ora maiores que reis, ora mais pequenos que ninguéns. Assim Pessoa. Correu o mundo às janelas reais e sonhadas, no encalço de um amanhã que se esperava em cada dia mais feliz que o hoje. Pessoa foi grande. É grande. E foi homem como nós. Sentiu pequeno como nós. Sonhou grande como nós. Viveu como um fumo, difuso, difícil de agarrar, a esvair-se em seres, mas dura e durará pelo tempo, no bolso de cada um em fragmentos. Pessoa é um espelho partido. Aqui estão apenas alguns estilhaços. Não cortam, mas podem magoar... e fazer sonhar. São a vida. Cecília Ferreira A Limite Zero assume-se como organismo cultural voltado para a concretização de iniciativas em diversos domínios artísticos. A nossa actividade estende-se à produção de espectáculos de teatro e de formas animadas, à produção vídeo, e também à formação. Criámos ainda um espaço de experimentação e cruzamento de diversas linguagens artísticas: expressão dramática, formas animadas e vídeo. Great souls are masters in the art of floating; they can be mightier than kings or meeker than anything. So was Pessoa. He traveled the world peaking through the windows of reality and dreams in a quest for tomorrow vaguely hoping everyday may be happier than today. Pessoa was great. Pessoa is great. He was a person just like us. [Cecília Ferreira] © José Caldeira

13, 14 e 15 Out · 21h 16 Out · 16h Palácio do Bolhão – Salão Nobre 60’ (aprox.) · M12


Encenação e cenografia Staging and scenography Igor Gandra Dramaturgia e realização Dramaturgy and direction Saguenail Texto Text Regina Guimarães Música e sonoplastia Music and Sound effects Hélder Marciano, Igor Gandra Caracterização e efeitos especiais Characterization and special effects Ricardo Graça, Júlio Alves Vídeo de cena, imagem e edição On scene video, image and editing Riot Films Desenho de luz Light design TdF, Mariana Figueroa Interpretação Performance Carla Veloso, Dóris Marcos, Igor Gandra, Igor Silva, João César, Rita Trigo, Viriato Morais Oficina de construção Building workshop Hernâni Miranda (coordenação e realização plástica), Américo Castanheira, Ana Ferreira (costura), Luísa Natário, Pedro Esperança, Carlota Gandra, Daniel Cardoso (Esc. Prof. do Centro Juvenil de Campanhã), João César, Igor Silva (Chapitô) Co-produção Co-production CCB / Fábrica das Artes, Teatro Municipal do Porto Agradecimentos Acknowledgements Susana Veloso, Bohdan Sebestik, Freddy Dejonghe, Robert Glassburner, Sítio do Cano Amarelo O Teatro de Ferro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Direção‑Geral das Artes

© Manuel Ruas Moreira

14 Out · 10h30 e 15h 15 Out · 15h e 17h Teatro Campo Alegre Auditório · 45’ · M12

À procura de Lem Teatro de Ferro

Stanislaw Lem (1921-2006), o escritor polaco em torno do qual este espectáculo foi construído, é uma figura literária famosa e publicada no mundo inteiro em colecções de cariz popular e, ao mesmo tempo, um autor paradoxalmente desconhecido. Para esta equipa reunida pelo Teatro de Ferro, tratava-se pois, de fabricar um objecto que despertasse a curiosidade pelo legado de Lem e pelas inquietações de que os seus livros são portadores. O espectador é (e não é) apenas um espectador. “À Procura de Lem” é um espectáculo, um jogo, uma aventura e uma experiência simultaneamente divertida e perturbadora. Uma outra forma de imaginar o mundo (actual e futuro) através do teatro e das suas máscaras. O trabalho do Teatro de Ferro tem sido desenvolvido no campo do teatro de e com marionetas e objectos numa lógica de investigação em que a marioneta assume um valor matricial. As relações do corpo-intérprete com o objecto manipulado e a implicação de cada espectador na construção desta relação, são linhas de reflexão transversais à prática artística do TdF. Stanislaw Lem is a well-known name in literature, published worldwide in popular collections and, at the same time, an author paradoxically unknown. The aim of Teatro do Ferro was to build a show to stir people’s curiosity for Lem’s legacy and the unrest his books generate. “À Procura de Lem” is a show, a game, an adventure and an experience that is both fun and disturbing. Another way of imagining the (current and future) world through theatre and its masks.


© Diogo Lima

14 Out, 21h30 · 15 Out, 19h Teatro Rivoli – Grande Auditório Manoel de Oliveira · 70’ (aprox.) · M12

Bolsa de Criação Isabel Alves Costa 2016 Iniciativa conjunta do FIMP e das Comédias do Minho em co-produção com o Teatro Municipal do Porto O Festival Internacional de Marionetas do Porto marca o arranque oficial da sua programação deste ano com o “Segredo de Simónides – Colecção de Coleccionadores” de Raquel André, projecto vencedor da segunda edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa. A BCIAC é um novo contexto de criação e apresentação para projectos inovadores no panorama das artes performativas em Portugal. Com esta iniciativa deseja-se também sinalizar o legado e o percurso notáveis de Isabel Alves Costa, directora artística, programadora, fundadora do FIMP, uma figura incontornável no surgimento e na afirmação das três estruturas envolvidas. A joint initiative between FIMP and Comédias do Minho in co-production with Teatro Municipal do Porto. Festival Internacional de Marionetas do Porto this year’s programme begins with “Segredo de Simónides – Colecção de Coleccionadores” by Raquel André, the winner of the 2nd Isabel Alves Costa Creative Grant. BCIAC is a new platform for the creation and presentation of innovative projects within the performative arts in Portugal. The aim of this initiative is also to mark the notable legacy of Isabel Alves Costa, artistic director, curator and founder of the FIMP, and a pivotal figure in the foundation and assertion of the three institutions involved.


Conversa pós-espectáculo Sex 14 Out · Com Igor Gandra, Director Artístico do FIMP Post-show talk Fri 14 Oct · With Igor Gandra, Artistic Director FIMP

O Segredo de Simónides – Colecção de Coleccionadores Raquel André

Projecto Vencedor da 2ª Edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa

Direcção Direction Raquel André Co-criação Co-creation António Pedro Lopes, Bernardo de Almeida, Raquel André Vídeo Video Diogo Lima Música Music Noiserv Desenho de luz Light design Rui Monteiro Colaboração artística Artistic collaboration Tânia Almeida Registo documental Documentation Mariana Dixe Co-produção Co-production Comédias do Minho, FIMP, Teatro Municipal do Porto

Simónides revela-se através da sua colecção. Raquel André colecciona os segredos dos Simónides que encontrou no Vale do Minho. Coleccionamos o que nos escapa das mãos. Que memória transporta um objecto? Raquel André colecciona os próprios coleccionadores, eles mesmos, pede-lhes que lhe contem um segredo, que lhe contem o que é ser coleccionador. Pede-lhes que se deixem coleccionar. Em “O Segredo de Simónides”, colecciona-se o outro e guarda-se o que não dá para guardar. Raquel André nasceu em 1986 em Caneças. É coleccionadora e artista. De um grupo de teatro amador na Malaposta, à passagem na TV e cinema português, formações em Teatro e Dança, trabalhos com directores e artistas portugueses rumou, em 2011, como parte da geração Inov-Art, ao Rio de Janeiro para trabalhar com a Cia dos Atores. Completou um Mestrado sobre Coleccionismo nas Artes Performativas na UFRJ. Simónides are revealed through their collection. Raquel André collects Simónides’ secrets that she found in Vale do Minho. We collect whatever slips our hands. What kind of a memory may an object have? Raquel André collects the collectors; she asks them to tell her a secret, to tell her how is it like to be a collector. She asks them to let her collect them. In Segredo de Simónides the “other” is collected and everything that cannot be kept is kept indeed.


Ideia Idea Eva Meyer-Keller Realizado em cooperação com Realisation in cooperation with Tomas Fredriksson, Sheena McGrandles, Irina Müller, Sybille Müller, Benjamin Schälike Interpretação Performance Sheena McGrandles, Eva MeyerKeller, Frederico Godinho, Björn Stegmann, Catarina Gonçalves Desenvolvimento dos sistemas de comandos Development pulling systems Florian Bach, Ruth Waldeyer Agradecimentos Acknowledgements Andrea Keiz, Thomas Medowcroft, Rico Repotente Direcção de produção Head of production Susanne Beyer, Alexandra Wellensiek Produção Production Eva Meyer-Keller em co-produção com [in co-production with] HAU, Kunstenfestivaldesarts Brussels e MDT Stockholm Patrocinado por Sponsored by Hauptstadtkulturfonds Apoiado por Supported by PACT Zollverein Essen Pulling Strings no quadro do FIMP é apoiado por NATIONALES PERFORMANCE NETZ (NPN) International Guest Performance Fund for Dance, que é financiado pelo Comissariado para a Cultura e Media do Governo Federal com base numa decisão do Governo Alemão.

© Manuel Ruas Moreira

15 Out · 21h + 23h Mosteiro São Bento da Vitória – Sala do Tribunal 70’ · M12

Pulling Strings Eva Meyer-Keller

Em “Pulling Strings”, Eva Meyer-Keller toma, literalmente, os fios nas próprias mãos. No palco estão objectos que foram recolhidos dos bastidores, dos camarins, do armazém e da cozinha: uma escada, uma vassoura, uma extensão eléctrica, uma planta, uma tesoura, fita e muitas coisas mais. Presos aos objectos estão fios que são puxados pelos performers e técnicos, pondo assim estes objectos em movimento. Um extintor faz piruetas, um tripé de microfone cai. O que à primeira vista parece ser muito simples, acaba por ser mais e mais complexo, inspirando a imaginação do espectador. Tal como em trabalhos anteriores, “Pulling Strings” situa-se na intersecção da performance, arte e teatro de objectos. A tónica, desta vez, está no aspecto coreográfico. Eva Meyer-Keller (1972) vive e trabalha em Berlim. Trabalha na interface da performace e das artes visuais. Antes de se graduar na School for New Dance Development (SNDO) em Amesterdão, estudou fotografia e artes visuais em Berlim (HdK) e Londres (Central St. Martins e Kings College). O seu trabalho artístico distingue-se pela sua meticulosa atenção ao detalhe. In her production “Pulling Strings” Eva Meyer-Keller literally takes the threads into her own hands. Attached to the threads are objects which are being pulled by the performers and technicians. What on first sight seems to be very simple turns out to be more and more complex, inspiring the imagination of the beholder. The objects start to dance.


19 e 21 Out · 21h Mosteiro São Bento da Vitória – Sala do Tribunal 60’ · M12

Cabaret Berlinn Peter Waschinsky

Um espectáculo divertido? Sim. Uma peça de marionetas? Claro que sim! Mesmo que as marionetas de Waschinsky não sejam perfeitas, mesmo que este não seja o teatro de objectos do costume. Ele actua sempre mais ou menos à vista do estimado público, mas o enfoque é colocado na expressão das suas não-marionetas. Neste cabaret as portas de Brandenburgo dançam, alguns dedos cantam como Liza M. e alguns malabaristas fazem malabarismo, o que não deixa de ser espantoso – tudo isto num sonho de cabaret. Ah, e o Urso de Berlim constrói um novo aeroporto que parece que nunca mais fica pronto. Apresenta também a sua curta-metragem dos anos 80. Baseada numa peça de Brecht, fala da manipulação de pessoas como se de objectos se tratassem. Um tema sensível no período socialista, segundo o autor. E hoje? Peter Waschinsky nasceu em 1950 em Berlim-Leste. Aí estudou a arte da marioneta, na famosa “Ernst Busch”, onde também ensinou. Estudou pantomima, que é influenciada pela marioneta. Fundou o Puppentheater Neubrandenburg, uma das mais importantes companhias de marionetas da ex-RDA. Dirigiu textos de Brecht, Goethe, Kleist em várias companhias de marionetas e também óperas. Fundou cabarets em Berlim Leste.

© F. Löhmer

A puppet show? Certainly, but only if we keep in mind that living legend Peter Waschinsky wants nothing to do with slick, highly-finished puppets; in fact, he prefers to use the term “non-puppets”.

Concepção e interpretação Concept and performance Peter Waschinsky


© Luís Martins

20 e 21 Out · 19h Teatro Campo Alegre – Auditório 40’ · M14

Assim não vais longe Gustavo Sumpta

“Assim não vais longe” pretende agir ao nível da percepção visual, no que respeita à construção de um espaço. Tem como princípio condutor a luz e o seu movimento; a acção como consequência para um fim e o domínio do tempo.

Concepção e interpretação Conception and performance Gustavo Sumpta Produção e estreia Production and premier Atelier Re.al em 2007 Fotografia Photography Luís Martins

Gustavo Sumpta nasceu em Luanda (Angola), em 1970. Vive e trabalha entre Lisboa e Berlim. Frequentou a Licenciatura em História na Faculdade de Letras do Porto. Fez o Curso Profissional de Intérprete no balleteatro, no Porto. Colaborou como assistente e actor em diversos filmes de Pedro Costa, nomeadamente: “Cavalo Dinheiro”(2014), “Juventude em Marcha”(2006) e “End of a Love Affair” (2003). Escreveu e foi intérprete com o coreógrafo João Fiadeiro nas apresentações “Existência” (2002) e “Para onde vai a luz quando se apaga” (2006). Ensinou Escultura na Ar.co, em Lisboa, de 2009 a 2013 através do convite de Rui Chafes, director do programa de Escultura da escola. Trabalha como artista visual e performer desde 1999. “Assim não vais longe” aims to act on the level of visual perception, regarding the building of space. Its guiding principle is light and its movement; action as a consequence leading to an end and the mastering of time.


20 Out · 21h30 Teatro Rivoli – Auditório Isabel Alves Costa 50’ · M12

A morte esquece-se no ritmo acelerado do dia-a-dia, no afastamento da natureza, principalmente nos grandes centros urbanos, oculta-se essa realidade tornando-a algo que, apesar de inevitável, parece poder ser constantemente adiada. Nas grandes cidades morre-se cada vez mais só. Da reflexão sobre a morte surge também e inevitavelmente uma reflexão sobre a vida, sobre o estar vivo e sobre o antigo ritual de encontro e aceitação da morte como parte do ciclo natural. Olhar a morte nos olhos, servir-lhe uma sopa quente e dar-lhe a mão. O Teatro de Marionetas do Porto constitui-se em 1988. A prática teatral da companhia revela uma visão não convencional da marioneta e o entendimento do teatro de marionetas como uma linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade. No ano em que comemorou 25 anos (2013), o Teatro de Marionetas do Porto realizou o grande sonho do seu fundador João Paulo Seara Cardoso (1956-2010), a abertura do Museu das Marionetas do Porto.

Marionetas e ilustração Puppets and illustration Júlio Vanzeler Figurinos Costumes Patrícia Valente Música Music Pedro Cardoso Desenho de luz Light design Filipe Azevedo Interpretação Performers Micaela Soares, Rui Queiroz de Matos, Vitor Gomes Produção Production Sofia Carvalho Co-produção Co-production Teatro de Marionetas do Porto, CineTeatro Constantino Nery O Teatro de Marionetas do Porto é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Direção-Geral das Artes

Kitsune

Teatro de Marionetas do Porto © Susana Neves

Encenação e cenografia Staging and scenography Rui Queiroz de Matos, Júlio Vanzeler

“Kitsune” aims to be a praise to life, to the reunion with simplicity, to playing, to loving, to the pleasure found on our daily routines, to reminisce without regrets and in peace. It aims to redeem the possibility of saying goodbye.


© Estelle Hanania

22 Out · 21h30 Teatro Rivoli – Grande Auditório Manoel de Oliveira · 120’ · M12 Legendado em português

Conversa pós-espectáculo Post-show talk Moderada por Joana Manarte Voice coach; terapeuta / formadora em voz; cantora. Concepção, direcção e cenografia Concept, direction and scenography Gisèle Vienne Texto Text Dennis Cooper em colaboração com os intérpretes [in collabora­ tion with] the performers Música Music KTL (Stephen O’ Malley, Peter Rehberg) Desenho de luz Light design Patrick Riou Interpretação e co-criação Performed and created in collaboration with Jonathan Capdevielle, Kerstin Daley-Baradel, Uta Gebert & Vincent Gohre e os performers da [and the perfomers of ] Puppentheater Halle: Nils Dreschke, Sebastian Forkat, Lars Frank, Ines Heinrich-Frank, Katharina Kummer Adereços Cenografia e figurinos Accessories, scenography and costumes Gisèle Vienne em colaboração com [in collaboration with] Angela Baumgart Assistência de palco e cenografia Stage and scenography assistant Yana Zschiedrich, Anne Mousselet Concepção de marionetas Puppets conception Gisèle Vienne

A Convenção dos Ventríloquos

Gisèle Vienne, Dennis Cooper e Puppentheater Halle O estado do Kentucky recebe, anualmente, a maior convenção de ventríloquos do mundo. Esta tem lugar junto ao Vent Haven Museum, um local dedicado à arte do ventriloquismo mas que é também um tipo de cemitério: os bonecos que já não actuam em palco vêm para aqui para serem guardados e exibidos. Este espectáculo é uma reconstrução imaginária da vida real, baseada neste evento. A peça trata, especificamente, das razões pelas quais os ventríloquos fazem o que fazem, o que os levou a fazê-lo, o modo como o seu trabalho é visto pelos outros, assim como de assuntos relacionados com o seu género e/ou identidade, e muitos outros aspectos dos seus curiosos personagens. Gisèle Vienne nasceu em 1976. Formou-se em Filosofia e estudou na Ecole Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette. Começou o seu trabalho com Etienne Bideau‑Rey, e actualmente trabalha com os escritores Dennis Cooper e Catherine Robbe-Grillet, os músicos Peter Rehberg e Stephen O’Malley, o designer de luz Patrick Riou e o actor Jonathan Capdevielle. Apresentou, no FIMP 2012, “Showroomdummies”.


© Estelle Hanania

Construção de marionetas Puppets making Hagen Tilp Coordenação técnica do projecto Technical coordination Henryk Drewnick, Arnaud Lavisse Som Sound engineer Mattef Kuhlmey Produção Production Puppentheater Halle, DACM (Halle/Salle & Strasbourg) Co-produção Co-production Nanterre-Amandiers – centre dramatique national; Fest. d’Automne à Paris; Les Spectacles Vivants – Centre Pompidou; Centre Dramatique National Orléans / Loiret / Centre; Le TJP, Centre Dramatique National d’Alsace – Strasbourg; Le Maillon, Théâtre de Strasbourg – Scène européenne; La Bâtie, Fest. de Genève; Internationales SommerFest; Kampnagel, Hamburg; Kaserne Basel; Le Parvis, Scène nationale de Tarbes – Pyrénée; Theater Freiburg; Bonlieu, Scène nationale d’Annecy; hTh CDN de Montpellier; Fidena Fest. – Bochum Com o apoio With the support of Kulturstiftung des Bundes; Pro Halle e.V.; Saalesparkasse; FachausschussTanz und Theater Basel – Stadt / Basel – Landschaft; Institut Français no âmbito de «Théâtre export», Bureau Théâtre et Danse – Institut Français d’Allemagne & Association Beaumarchais-SACD Paris no âmbito do programa de ajuda à produção, Cultural Services of the French Embassy New-York Gisèle Vienne Company conta com o apoio de The Company Gisèle Vienne is supported by Ministère de la culture et de la communication – DRAC AlsaceChampagne-Ardenne-Lorraine, la Région Alsace - ChampagneArdenne – Lorraine, Ville de Strasbourg, and Service de la culture du Canton de Bâle-Ville.

Each year, the state of Kentucky hosts the biggest global convention of ventriloquists in the world. The play specifically deals with questions that ventriloquists have to deal with their art, as well as more existential questions such as issues related to their gender and/or identity, and many other aspects of these singular characters.


22 Out · 23h30 Teatro Rivoli – Subpalco 60’ · M12 Música

© Magdalena Blaszczuk

Parceria Teatro Municipal do Porto / Matéria Prima

PITA

Peter Rehberg Understage

A colaboração de Peter Rehberg com a coreógrafa e marionetista parisiense Gisèle Vienne começou em 2001, com a peça “Showroomdummies”, uma produção da DACM. Apesar de aquele material se destinar, primeiramente, para consumo num ambiente teatral, este acabou por ser editado tendo em mente um uso doméstico, representando a zona cinzenta onde o teatro de marionetas, a literatura, o teatro e dança contemporâneos, as artes visuais e a música digital extrema se encontram. Em 1999 recebeu o Prix Arts Electronica de Músicas Digitais e Arte Sonora e foi nesse ano que se estreou em Portugal com Christian Fennesz na Bienal de Foz Côa. Regressa finalmente para um concerto a solo, em estreia na cidade do Porto. “Pita” é um dos responsáveis pelo reconhecimento do género “laptop music”. Tem desenvolvido uma estética muito particular no campo da música sintetizada/sintética. Gravou mais de uma dúzia de álbuns, cobrindo uma impressionante variedade de estilos da música experimental e com uma ampla aclamação da crítica internacional. Peter Rehberg’s collaboration with Paris based puppeteer and choreographer Gisèle Vienne began in 2001, with the production of the DACM piece “Showroomdummies”. Although that material was intended for consumption in a theatrical setting, it has been edited for domestic use, representing ultimately the grey zone where puppetry, literature, contemporary theatre & dance, visual art, and extreme computer music meet. In 1999 Rehberg was awarded the Prix Arts Electronica for Digital Music and Art Sound. That same year he premiered in Portugal with Christian Fennesz at the Bienal de Foz Côa. He is now back for a solo concert, premiering in Porto.


© Direitos reservados

19, 20, 21 e 22 Out Entrada gratuita Vários locais da cidade 45’ · Todo o público

19 Out, 17h Praça da Estação de Metro da Trindade 20 Out, 16h30 EB2/3 Viso 21 Out, 18h Espaço Raiz – Centro Comunitário de Ramalde 22 Out, 15h Associação de Moradores do Bairro Antigo da Pasteleira Fantoches Puppets António Canelas, Vasco Fernando Figurinos Costumes Ana Meira Cenários Scenario José Carlos Alegria, Vasco Fernando Música Music Fatinch Luz Light Carlos Miguel Meira Alegria Texto Text José Carlos Alegria, Ana Margarida Meira Alegria Direcção e encenação Direction and staging José Carlos Alegria Manipulação Performers José Carlos Alegria, Ana Margarida Meira Alegria

O Capuchinho Vermelho Era Uma Vez, Teatro de Marionetas Era uma vez uma menina pequena muito doce. Quem a via ficava logo a gostar dela, mas quem gostava mais era a avó, que já nem sabia que outras prendas lhe dar. Certa vez, ofereceu‑lhe um capuchinho de veludo vermelho que lhe ficava tão bem que a menina passou a não querer usar mais nada e a ser chamada «Capuchinho Vermelho». Um dia... José Carlos Alegria fundou o Era Uma Vez, Teatro de Marionetas, que comemora o seu 25º aniversário. No virar do milénio o seu filho, Carlos Miguel Meira Alegria, foi trabalhar com ele e a sua filha, Ana Margarida Meira Alegria, juntou-se-lhes em 2006. A companhia tem em cena mais de 20 espectáculos. Once upon a time there was a sweet little girl. Anyone who saw her would love her. But the one who loved her the most was her grandmother. One day she gave her a velvet riding hood. It suited the little girl so perfectly that she would not wear anything else and that is how she got her name “Little Red Riding Hood”. One day…


WOP / WIP


Desenho e fotografia Design and photography João Paulo Marques Duração 2h / dia – 3 dias Público-alvo Amputados com ou sem prótese mecânica entre os 15 – 50 anos. Não é necessário ter experiência em contexto artístico. Lotação 10 participantes Co-apresentação FIMP, Sala dEnsaios TdF Inscrição obrigatória Até 10 Out: comunicacao@fimp.pt Length 2h / day - 3 days Target audience Amputees with or without mechanical prosthesis between 15 and 50 years of age. No artistic experience required Capacity 10 participants Co-presentation FIMP, Sala dEnsaios TdF Compulsory registration Till the 10th of October: comunicacao@fimp.pt

© João Paulo Marques

13, 14 e 15 Out · 18h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro Workshop

Experimento Frankenstein_3R15 Corpos Biomecânicos Mickaella Dantas

Cada vez que trocamos um pé, joelho, encaixe, parafuso, sentimos uma mudança no equilíbrio do nosso corpo, na marcha do andar, na resistência física. Aqui vamos conhecer o corpo montado e desmontado para podermos usufruir melhor da nossa engrenagem mecânica. Durante a oficina estaremos acompanhados pela fotografia digital e analógica com processos de desenho a carvão, realizando o registo do trabalho e de cada participante, material que será partilhado posteriormente. Uma actividade física sob a abordagem da dança, desenho e fotografia. Mickaella Dantas. Bailarina, actualmente dedica-se ao projecto de sua autoria “Experimento Frankenstein_3R15 – Investigação sobre corpos biomecânicos” e ao treino de trapézio de circo. João Paulo Marques. Artista plástico, concentra as suas obras na pintura, desenho e fotografia. Com uma larga experiência na ilustração e uma paixão no bolso pela música. Each time we change one foot, knee, fitting, screw, we feel the change in the balance of our body, in the way we walk, in our physical endurance. Now, we will meet the body assembled and disassembled so as to be able to take the best advantage of our mechanical gear. In this workshop we will have a system of digital and analogical photography, with a carbon drawing feature, documenting the work of each participant.


Conceito Concept Igor Gandra, Carla Veloso Duração 2h aprox. Público-alvo Em família a partir dos 4 anos, individualmente a partir dos 8 anos Lotação 20 participantes Co-apresentação FIMP, Sala dEnsaios TdF Inscrição obrigatória Até 13 Out: comunicacao@fimp.pt Length 2h aprox. Target audience From 4 years old (family group) or 8 years old (individually) Capacity 20 participants Co-presentation FIMP, Sala dEnsaios TdF Compulsory registration Till the 13th of October: comunicacao@fimp.pt

Família Ramos

Workshop de construção e manipulação Teatro de Ferro – EXP-POP Neste atelier convidamos os participantes a construir figuras antropomórficas ou zoomórficas (homenzinhos ou bichos) a partir das sobras da poda das árvores. Ramos, galhos e pauzinhos, depois de devidamente preparados, são a matéria-prima para estes corpos que vamos inventar. Junções e articulações. Inspirados pelas ferramentas e utensílios que nos acompanharam durante milénios, vamos unir estes raminhos e pô-los a mexer. Na última parte, para descobrir e inventar um pouco mais sobre estas criaturas de origem vegetal, vamos manipulá-las. Como se deslocam? Como convivem? O que desejam? Depois, cada novo elemento da Família Ramos vai passar a viver com a família do seu construtor. In this workshop, we invite people to construct anthropomorphic or zoomorphic figures (little men or animals) with what is left from trees’ pruning. Branches, twigs and sticks are the raw material to build these bodies we will conceive. Joints – inspired by the tools and utensils that have been with us for millennia, we will join these twigs and make them move. In the last part of the workshop, we will discover and devise a little bit more about these creatures and we will handle them, as puppets. How do they move? How do they get along? What do they wish? Then each member of the Branch Family will live with the family of its creator. © Teatro de Ferro

16 Out · 16h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro Workshop


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22 Out · 16h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro Workshop

WOP Sem título

Encontro com Peter Waschinsky Duração 2h Público-alvo Todos Lotação 30 participantes Co-apresentação FIMP, Sala dEnsaios TdF Inscrição obrigatória Até 19 Out: comunicacao@fimp.pt Length 2h Target audience All Capacity 30 participants Co-presentation FIMP, Sala dEnsaios TdF Compulsory registration Till the 19th of October: comunicacao@fimp.pt

É a marioneta apenas um de muitos elementos no teatro de marionetas? Que implicações tem para a criatividade a ausência de regras? Actualmente o que é que pode ser considerado a vanguarda na arte das marionetas e nas outras artes? Nasceu em 1950 e viveu a maior parte da sua vida em Berlim‑Leste. Aí estudou a arte da marioneta, na famosa escola Ernst Busch. Fundou o Puppentheater Neubrandenburg que se tornou na mais importante companhia de marionetas da Alemanha de Leste (até 1990). Ensinou a arte da marioneta na “Ernst Busch” em Berlim e na ESNAM Charleville-Meziers. Is puppetry one element only amongst others in puppet theatre? Being free of rules – what can this bring to creativity? What could we define as “avantgarde” today, in puppetry and other arts? Born 1950, living mostly in East-Berlin, studied there puppetry, acting at the famous actor school “Ernst Busch”, there he teached also long time puppetry. Additional he lerned some years pantomime – what his puppetry influenced. He founded the Puppentheater Neubrandenburg – it became the most importent puppet-Companie in the eastgerman gouvernement (until 1990).


© Teatro de Ferro

23 Out · 16h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro Workshop

Animatéria

O laboratório da matéria animada Igor Gandra Duração 3h Público-alvo Profissionais e estudantes de áreas artísticas Lotação 15 participantes Co-apresentação FIMP, Sala dEnsaios TdF Inscrição obrigatória Até 20 Out: comunicacao@fimp.pt Length 3h Target audience Professionals and students on artistic areas Capacity 15 participants Co-presentation FIMP, Sala dEnsaios TdF Compulsory registration Till the 20th of October: comunicacao@fimp.pt

Objectos, marionetas e formas animadas. Ponto de partida: o nosso corpo no espaço, as coisas e os objectos. Este WOP é um espaço de experimentação em que se trabalha sobre as relações entre corpo e objecto nas artes performativas. O corpo dos performers, actores, bailarinos, marionetistas, malabaristas, acrobatas, cantores, etc. convive no palco, no estúdio, na sala de ensaios com outros corpos que ocupam espaço e afirmam o seu modo próprio de estar presentes. De que forma as coisas e os objectos comunicam com cada um, performers ou espectadores? Também comunicam entre si? Como inventar uma co-habitação diferente, mais interessante e mutuamente enriquecedora, com estas presenças-não-humanas? E uma marioneta, o que terá a dizer sobre tudo isto? Igor Gandra é encenador, cenógrafo e marionetista. Co-dirige o Teatro de Ferro e é director do Festival Internacional de Marionetas do Porto. Objects, puppets and animated forms. This workshop is a place of experimentation in which the relationship between the body and the object is worked on. How do things and objects communicate amid themselves? How to devise a different co-habitation, a more interesting and equally enriching one, with these non-human presences? What kind of relationships may we imagine and build from these more or less secret forms of communication? And what would a puppet have to say about all this?


16 Out · 19h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro 20’ (aprox.) Todo o público Work in Progress

Querido Monstro

A partir da leitura do conto de Valter Hugo Mãe Filipa Santos, Joana Brito, Mariana Fonseca, Tiago Araújo, Vasco Temudo

Criação Creation Filipa Santos, Joana Brito, Mariana Fonseca, Tiago Araújo, Vasco Temudo Interpretação Performance Filipa Santos, Joana Brito, Tiago Araújo, Vasco Temudo Design de cena Set design Mariana Fonseca Desenho de luz Light design Tiago Araújo, Vasco Temudo Fotografia Photography Helena Neto

© Helena Neto

Co-apresentação Co-presentation FIMP, Serviço de Emergências 2016 do Teatro de Ferro

“Querido Monstro”. É um conto de Valter Hugo Mãe. É o mote que leva 5 jovens artistas a juntarem-se. É o vocativo de uma carta que ficou por enviar. É um percurso dentro de uma blackbox. É um peso nas nossas costas. É o guardião da barriga fofinha onde nos podemos deitar. É um registo auto-biográfico. É um código para falar sobre o passado e o futuro. É partilha. É sinceridade. É a criança que ainda há dentro de nós. É quem nos mostra que crescer é tão duro como absolutamente belo. É música. É dança. É texto. É luz. É projecção de imaginários nas paredes, tecto, objectos pessoais, corações. Filipa Santos. Bailarina. “Encontrei um livro com poemas de amor.” / Joana Brito. Actriz. “Era urgente que experimentássemos.” / Mariana Fonseca. Actriz. Designer. “Menina com flores gigantes de papel.” / Tiago Araújo. Porto. “Quase contei aos meus pais.” / Vasco Temudo. Porto. “O absurdo bom dá-nos pistas.” “Querido Monstro” is a tale by Valter Hugo Mãe. And it is the motto for 5 young artists to get together. It is the vocative of a letter never sent. It is a pathway inside a black box. It is a burden on our backs. It is the guardian of the soft belly where we can lay our head. It is an autobiographical log. It is a code enabling to talk about the past and the future. It is sharing. It is sincerity. It is the child that still lives in us. It is the one who shows us that growing up is as hard as absolutely beautiful. It is music. It is dance. It is text. It is light. It is the projection of imaginaries on the wall, on the ceiling, on our personal objects, in our hearts.


17 Out · 19h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro 20’ (aprox) · M12 Work in Progress

Monologar

Colectivo Companhia Líquida

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Monologar (monólogo + -ar) Recitar monólogos. Falar consigo só. Dizer de si para si. Nota I: confundir com mono-lugar (um só lugar). E uma cor a caminhar o silêncio. A sua cara só na paisagem – colchão de nuvens. Se necessário, o silêncio será aumentado de volume. Se necessário, vestir a capa de chuva. Nota II: não esquecer o peixe e, aguarde a construção de um momento, por favor. O Colectivo Companhia Líquida é criado em 2016 por Gisela Maria Matos, Hugo Bonjour e Luísa Natário, que se juntam depois de terem cruzado percursos académicos. Procuram, nesta primeira fase experimental, ser um colectivo multidisciplinar e explorar áreas como o teatro, a performance, a instalação, etc. Uma criação de Created by Gisela Maria Matos, Hugo Bonjour, Luísa Natário Com a participação de With the participation of Diogo Martins Co-apresentação Co-presentation FIMP, Serviço de Emergências 2016 do Teatro de Ferro Agradecimentos Acknowledgements Carin Geada, Gabriel Cardoso, Guarda-roupa ESMAE, Helena Teixeira, Letícia dos Santos

Monologar To monologue. To speak to oneself. Tell it to yourself. Note I: mistake with mono-lugar (one place only). And one colour walking the silence. Its face alone in the landscape – a mattress of clouds. In case of need, silence will be turned on. In case of need, the raincoat shall be put on. Note II: do not forget the goldfish and, please, wait for the construction of a moment.


Criação e interpretação Creation and performance Mickaella Dantas Co-criação Co-creation João Paulo Marques Desenho e fotografia Design and photography João Paulo Marques Figurino Costumes Fátima Martins Orientação artística Artistic guidance Clara Andermatt Produção Production Mickaella Dantas Residências artísticas Artistic residencies Contagiarte, Companhia Instável, Teatro de Ferro Apoio Support Teatro de Ferro Agradecimentos Acknowledgements Ana Dora Borges, Tony Oliveira Co-apresentação Co-presentation FIMP, Serviço de Emergências 2016 do Teatro de Ferro

© João Paulo Marques

18 Out · 19h Entrada gratuita Sala de Ensaios Teatro de Ferro 20’ (aprox) Todo o público Work in Progress

Experimento Frankenstein_3R15 Mickaella Dantas e João Paulo Marques

Uma criatura constrói outra criatura. O primeiro torna-se criador, o segundo torna-se monstro. O criador sente-se monstro pelo ser que criou. O monstro sente-se humano pelas suas descobertas. Ambos se arrependem da existência de seus corpos. Há possibilidade de reinventar um corpo. Em que lugar estamos no laboratório? Mickaella Dantas. Bailarina, actualmente dedica-se ao projecto de sua autoria “Experimento Frankenstein_3R15 – Investigação sobre corpos biomecânicos” e ao treino de trapézio de circo. João Paulo Marques. Artista plástico, concentra as suas obras na pintura, desenho e fotografia. Com uma larga experiência na ilustração e uma paixão no bolso pela música. One creature builds another creature. The first one becomes the creator, the second one becomes the monster. The creator feels like a monster due to his creation. The monster feels he is human due to his discoveries. They both regret the existence of their bodies. Is there any chance to recreate a body? Where are we within the lab?


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Espaços de apresentação e outros mais inesperados

On The Road Livraria móvel

Na super-moto quase-marioneta “On The Road” a matéria animada são os livros, cadernos gráficos e brinquedos ópticos. A livraria móvel “On The Road”, filha da livraria Fonte de Letras de Évora, está a caminho do Porto, para se animar no FIMP. A livraria Fonte de Letras nasceu em 2000 em Montemor-o-Novo. Aí cresceu e durante 13 anos marcou o seu lugar na cena livreira do País. Em Julho de 2013 abrimos um novo capítulo na nossa história: a Fonte de Letras mudou-se de prateleiras, livros e bagagem para a rua mais babel da cidade de Évora. Em 2016 a Fonte de Letras pôs o pé na estrada com a pequena livraria móvel, o projecto “On The Road”, para levar livros a todo o lado.

Parceria Partnership FIMP / Fonte de Letras

“On The Road” – Mobile Bookshop Festival venues and some unexpected places In the super-puppet-motorcycle “On The Road”, the animated matter consists of books, graphic notebooks and optical toys. The mobile bookshop was born from the Livraria (Bookshop) Fonte de Letras, in Évora, and it is heading to Porto, to be played at FIMP.


Contactos

Equipa

Website www.fimp.pt

Direcção artística Igor Gandra

Email fim@fimp.pt

Direcção executiva Raul Constante Pereira

Telefone 223 320 419

Direcção de produção Inês Barbedo Maia / Pé de Cabra

Morada Travessa da Formiga, 65, Espaço 1, Piso 1 4300-207 Porto Portugal

Direcção técnica Pedro Vieira de Carvalho Produção executiva Inês Gregório Comunicação Isabel Nogueira Design de comunicação Gráficos do Futuro Fotografia Susana Neves Assessoria de imprensa Joana de Belém Tradução Joana Rosmaninho, Óscar Alvim Produção Festival Internacional de Marionetas Agradecimentos Alunos das Escolas Artísticas do Porto que, mais uma vez, ajudaram a construir este festival.

Guarde aqui as folhas de sala do FIMP!


Financiamento

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fimp 2016 - programa  

Festival Internacional de Marionetas do Porto 13 a 23 Outubro 2016

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