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Ano 1 - No 1 - Março de 2013

Nesta edição: Intendente, Rola Moça, Campos Altos, Ibitipoca, Águas das Vertentes, Varzea do Lajeado e Serra do Raio, Serra Verde e Sumidouro

Foto: Evandro Rodney - PE de Grão Mogol

Visita técnica revela similaridades entre Brasil e França


Revista Eletrônica das Unidades de Conservação de Minas Gerais. Ano 01. Número 1. Março de 2013. Publicação mensal da Assessoria de Comunicação do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Sisema) - Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: Adriano Magalhães; Diretor-Geral do IEF: Bertholdino Apolônio Teixeira Junior; ViceDiretora Geral: Adriana Francisca da Silva; Chefe de Gabinete: Neluce Maria Arenhart Soares; Diretora de Pesquisa e Proteção a Biodiversidade: Claúdia Marques Gonçalves Simeão; Diretoria de Desenvolvimento e Conservação Florestal: Jefferson Penellas Amaro; Diretor de Áreas Protegidas: Leonardo Cardoso Ivo; Gerente de Criação e Implantação de Áreas Protegidas: Mariana Gontijo; Gerente de Compensação Ambiental: Samuel Andrade Neves Costa; Coordenador de Regularização Fundiária: Patrick Timochenco; Gerente de Unidades de Conservação: Cecilia Fernandes Vilhena; Assessora-chefe de Comunicação do Sisema: Luciana Gontijo; Redação e fotografias: funcionários das unidades de conservação estaduais de MG; Jornalista responsável e editor: Emerson Gomes; revisão: Ana Carolina Seleme; projeto gráfico e diagramação: Filipe Medeiros. Instituto Estadual de Florestas Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais - Prédio Minas 1º e 2º andar - Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n - Serra Verde Cep 31630-900 - Belo Horizonte/MG 31.3915-1844 | emerson.gomes@meioambiente.mg.gov.br

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Do visitante Visita ao Parque Estadual do Rio Preto - agradecimento Prezado Tonhão (Antônio Augusto Pereira), tive o privilégio cruzar com as pegadas dos lobos guarás aí no Parque Estadual do Rio Preto, entre os dias 26 e 29 de dezembro (2012), em companhia da minha esposa (Núbia), uma mineira de Janaúba. O convite nos foi feito pelo amigo Fernando Serpa que há uns dois anos nos estimulava a conhecer este paraíso e que também nos acompanhou. Já na aproximação do parque os avisos à beira da estrada cativam o espirito do visitante, a miríade de flores simples, belas, incomuns, flutuantes nas encostas quentes (nesta época do ano) encurtam os 6,5 km até a Cachoeira do Crioulo, e o banho refrescante, lá, repõe as energias para serpentear pelo leito rochoso em busca da Cachoeira Sempre Viva, onde massagear as costas nos jatos da queda d’água e o repouso no poço logo abaixo trapaceiam a fadiga muscular da longa jornada. Mas o encantamento ainda estaria por vir: piabanhas a circundar-nos quando nos aquietamos imersos nas águas da Prainha, apenas cabeça fora d’água. Alguns visitantes se queixaram das mutucas, porque ainda não compreendem a rica natureza, se reparassem nos voos da piabanhas capturando mutucas, talvez pudessem entender que problemas aparentes são, na verdade, pedras-de-toque do equilíbrio, um chapéu de palha na cabeça, mutucas barradas, concentração em mirar o balé das piabanhas. Não tem preço! Para mim, o maior benefício de ter ido ao Parque foi constatar o zelo do Estado de Minas Gerais, por meio do IEF, em preservar o Rio Preto. Macacos, veados, tatus, cotias, tamanduás, jacus, jaós, sussuaranas, pacas, lontras, caninanas, surucucus, pega-pinto, frutas silvestres, flores campesinas nem eram novidades por toda a minha adolescência, vivida no interior do Maranhão, em uma propriedade rural às margens de um córrego límpido, nos confins das terras que

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separam a bacia do Rio Tocantins da bacia do Rio Mearim. Depois da BR 226, aberta nos anos 70, tudo por lá foi dizimado. Visitar o Parque Estadual do Rio Preto reavivou aquele universo perdido. Isto posto, agradecemos a todos os que nos receberam nesse parque e cuidaram para que a nossa estada fosse a melhor possível (Cleusa, Ção, Elisardo, Marcelino, as crianças, e os que aqui omitimos por lapso de memória mesmo). Aproveitamos o ensejo para lhes encorajar a vetar o uso de protetores solares no interior do parque, assim como já são vetados os sabonetes e shampoos. Roupas claras, leves, longas, chapéus com panos, protegem da exposição solar e não agridem as águas do Rio. Miremos nos habitantes dos desertos, a natureza agradece. É do nosso interesse retornar a esse rincão de natureza.

Joaquim Barros e Nubia Lares Fortaleza-CE jbconta@hotmail.com nubialares@hotmail.com

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Foto: Evandro Rodney - PE de GrĂŁo Mogol

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Visita técnica revela similaridades entre Brasil e França

Entre os dias 04 e 08 de março, foi realizado, em Januária, no Norte de Minas, o I Seminário Técnico envolvendo profissionais do mineiro Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (MSVP) e do francês Parque Natural Regional Scarpe-Escaut (PNRSE). Durante toda a semana, cerca de 50 técnicos ligados à gestão ambiental de ambos os países estiveram juntos na discussão e descoberta de pontos em comum nas políticas utilizadas por eles na gestão de território.

Minas Gerais na esfera internacional. Por meio dele são desenvolvidos trabalhos conjuntos nas áreas de gestão de unidades de conservação e na reconversão de territórios utilizados, como os explorados por mineração e que não são mais aproveitados.

A atividade faz parte do Acordo de Cooperação entre a Região Nord-Pas de Calais (NPDC), França e o Estado de Minas Gerais (MG), Brasil. O acordo é um dos mais amplos já assinados por

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A cooperação Brasil e França busca identificar as semelhanças entre os mosaicos de áreas protegidas brasileiras e os parques naturais regionais franceses. Ambos são suportes de projetos territoriais e locais de orientação estratégica sobre a proteção e o uso racional dos recursos naturais, aliados ao desenvolvimento humano.

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O francês Parque Natural Regional Scarpe-Escaut possui uma experiência relevante a respeito do diagnóstico do território e do planejamento espacial das respectivas ações. Essa experiência foi aplicada no processo de revisão da Carta do Parque, um instrumento de adesão de cada comunidade à unidade de conservação. Em seguida a esse diagnóstico, o Parque redigiu seu projeto territorial, composto por orientações estratégicas e por ações operacionais.

Já o nosso Mosaico SVP, formado por unidades de conservação federais, estaduais e privadas, possui experiência na construção participativa do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista. Nele foram definidos como focos de ação, o desenvolvimento do turismo ecocultural, o extrativismo sustentável de produtos do Cerrado e a gestão integrada das unidades de conservação que compõem o Mosaico. No entanto, a experiência em diagnóstico territorial e planejamento espacial em unidades de uso sustentável, como as APAs, ainda é limitada, bem como no planejamento territorial e espacial do Mosaico como um todo. O encontro com os franceses que aconteceu em Januária foi o primeiro de 2013. Já está previsto para o segundo semestre deste ano um novo Seminário, dessa vez na Europa.

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Carnaval 2013 Em todos os quatro dias de carnaval, 853 visitantes que optaram por curtir o feriado em meio à natureza estiveram no Parque Estadual da Serra do Intendente.

Além das equipes do Parque Estadual Serra do Intendente e do Parque Natural Municipal Ribeirão do Campo, o trabalho na unidade de conservação foi reforçado com o apoio da Polícia Militar Ambiental, do Corpo de Bombeiros Militar e das secretarias municipais de Turismo e de Meio Ambiente de Conceição do Mato Dentro. Ao todo foram 38 pessoas envolvidas na operação de carnaval.

A medição do número de visitantes foi feita em todos os atrativos do Parque abertos à visitação. Essa estatística se deu pela ampliação no controle de outros atrativos do Parque como o alto da Cachoeira do Tabuleiro, a Cachoeira do Congonhas, a Cachoeira Rabo de Cavalo e o Cânion do Peixe-tolo.

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A operação Carnaval também teve um cuidado especial na comunicação

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Regional IEF: Alto Jequitinhonha Criação: Decreto sem Número, de 28 de março de 2007 Área: 13.508 hectares Municípios de abrangência: Conceição do Mato Dentro

com os visitantes. Faixas e placas informativas e indicativas foram instaladas em todo o Parque. Também foram realizadas ações de sensibilização ambiental voltadas para as práticas do turismo consciente. Dentro destas ações foram distribuídos kits e aplicados questionários sobre o perfil dos visitantes.

Manutenção da estrada de Estrema Congonhas do Norte

Os funcionários do Parque realizaram a manutenção da manilha e reestruturação da estrada de Estrema que dá acesso ao alto da serra. A estrada é de grande importância para a comunidade servindo ainda para o acesso dos zeladores ambientais e brigadistas que protegem a Serra do Intendente. O distrito de Estrema, em Congonhas do Norte-MG, faz divisa com os limites ao norte do Parque.

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Placas informativas no parque

Reforma na trilha da Cachoeira do Tabuleiro Os zeladores ambientais Nilton e José Carlos iniciaram um trabalho de reforma de parte da trilha já existente para a Cachoeira do Tabuleiro. O trabalho foi feito para melhorar o acesso à cachoeira para os visitantes.

Os zeladores ambientais do Parque confeccionaram placas indicativas de orientação aos visitantes com o objetivo de sinalizar as estradas e trilhas da UC e para informar as normas e condições para uma caminhada tranquila e segura em áreas naturais. As placas foram instaladas nos atrativos de maior visitação: as cachoeiras do Tabuleiro e do Rabo de Cavalo. Também foram instaladas em atrativos onde a visitação está crescendo: Cachoeira do Congonhas, Cânion do Peixe Tolo e no alto da cachoeira do Tabuleiro.

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Flora do Parque Nome científico: Cipocereus minensis Nome popular: Rabo-de-raposa, Quiabo-do-diabo Fitofisionomia ou Habitat: Campo rupestre (lato sensu) CACTACEAE Distribuição: MG Local da foto: Parque Estadual Serra do Intendente

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2013 – Ano internacional de cooperação pela água A Assembléia Geral das Nações Unidas escolheu o ano de 2013 como o Ano Internacional para a Cooperação pela Água, com o objetivo de promover uma maior interação entre nações e debater os desafios do manejo da água. Segundo a ONU, existe um aumento da demanda pelo acesso, alocação e serviços relacionados a esse bem natural. O ano vai destacar iniciativas de sucesso sobre cooperação pela água. Coopere você também para preservação deste recurso e da nossa Unidade de Conservação. A água é essencial para nossas vidas! O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça tem seis importantes mananciais de água que abastecem parte da população de Belo Horizonte, Ibirité e Brumadinho. Desta forma assegura o fornecimento de água em qualidade, quantidade e constância, para parte da RMBH. Mais informações: http://www.relictos.org.br/index_arquivos/Page4839.htm

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Criação: Decreto 36.071, de 27/09/94 Área: 3.941,09 hectares Municípios de abrangência: Belo Horizonte, Ibirité, Brumadinho e Nova Lima Regional IEF: Centro-Sul

Incêndios florestais

Educação ambiental

No mês de fevereiro três focos de incêndio foram registrados em áreas do entorno do Parque. Um dos focos teve início próximo ao Condomínio Retiro das Pedras e sua causa foi a queima de um montante de lixo doméstico, em área limítrofe com o Parque. A área queimada foi de 1,1 hectare.

Os programas de Educação Ambiental do Parque já estão em desenvolvimento. Agende sua visita e participe das nossas atividades! Inscreva-se na ‘Astrocultura’ que ocorre mensalmente no Parque através do email: astrocultura@gmail.com

Para que isso não ocorra, dê a destinação correta para seu lixo. Não queime ou deposite em local inadequado. Caso em seu bairro não exista coleta de lixo, entre em contato com sua prefeitura municipal.

Datas comemorativas para o mês: 05/03 – Dia do Turismo Ecológico 21/03 – Dia Florestal Mundial 22/03 – Dia Mundial da Água

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Parque Estadual dos Campos Altos Inicia-se o processo de excelência em gestão no Parque A equipe do Parque Estadual dos Campos Altos iniciou, em fevereiro, uma série de reuniões para planejamento, acompanhamento e avaliação de resultados dos diversos objetivos propostos para a Unidade de Conservação. Na primeira reunião, realizada no dia 19 de fevereiro, o

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plano de gestão foi apresentado e teve início o processo de identificação de prioridades e objetivos. Entre as medidas propostas para a implantação do Parque, está o constante aprimoramento pessoal e profissional e a participação de todos na tomada de decisões.

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Criação: Decreto 43.909, de 05/11/04 Área: 782,67 hectares Município de abrangência: Campos Altos Regional IEF: Alto Paranaíba

Criação do Conselho Consultivo

Na Agência Avançada de Meio Ambiente do IEF de Campos Altos, onde funciona provisoriamente a sede do Parque, trabalha uma recepcionista. Há também dois monitores ambientais, responsáveis pelo acompanhamento e execução de ações diretas aos vários aspectos da administração e manejo.

O Conselho Consultivo do Parque Estadual dos Campos Altos foi formado no início de 2012 e terá sua quarta reunião neste mês. Na pauta da reunião, está a votação do regimento interno, além da definição de diretrizes estratégicas da unidade de conservação como a missão, visão e valores institucionais.

O gerente do Parque é responsável pelo planejamento, relacionamento intrainstitucional e interinstitucional e aplicação das ações desenvolvidas cotidianamente no Parque. Em Patos de Minas, no Regional Alto Paranaíba, o coordenador de áreas protegidas oferece apoio no planejamento e execução das atividades.

Contratação de novos funcionários Desde dezembro de 2011 o Parque Estadual dos Campos Altos vem recebendo funcionários para formar sua equipe. Atualmente, a unidade de conservação conta com dois zeladores ambientais, responsáveis por monitorar diariamente o perímetro do Parque, sendo eles moradores locais.

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Editorial

2012 foi um ano de grandes conquistas, não só de público, mas, principalmente, de ganhos ambientais, dentro e fora

As parábolas da vida, levadas com finura, nos fazem enxergar os belos caminhos que podemos traçar nesta nossa existência.

do Parque. Constatamos uma maior proteção de remanescentes florestais no entorno, comprovando uma maior compreensão, por parte de nossos vizinhos, dos ganhos na proteção ambiental.

Podemos afirmar que, neste ano que se passou, crescemos em nosso trabalho, trazendo uma maior compreensão do real objetivo do Parque Estadual do Ibitipoca.

Os ganhos foram enormes nos afazeres educacionais, resgatando tradições quase perdidas pelos moradores de varias comunidades – festas, comidas, danças, rezas, folclore - dignidade social e resgate da identidade são o que buscamos, pois não acreditamos em mudanças se não sabemos quem somos, de onde viemos e o que estamos fazendo!

Nossos visitantes saíram com um maior conhecimento das nossas riquezas, sejam belas ou não aos olhos de todos nós. Tivemos um crescimento em número e qualidade do público, abarcando uma quantidade considerável de irmãos de outras paragens. Asseguramos que tivemos todas as cores do pavilhão olímpico - Europeus (96), Asiáticos (21), Americanos (282), Oceânicos (13) e Africanos (17), isso só origina maiores pactos com nossas atividades.

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2013 abrimos bem – bom público, campanha 0% sacola plástica, programação de passeios noturnos, muita atividade de educação, melhorias ambientais na área do Parque, programação do ForEA de Lima Duarte e muito mais.

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Criação: Decreto 6.126, de 04/07/73 Área: 1.488 hectares Municípios de abrangência: Lima Duarte e Santa Rita Ibitipoca Regional IEF: Zona da Mata

Continuamos afirmando – aprendemos com as atribulações da vida e, desta forma, acredito que a Equipe (com “e” maiúsculo) do Parque Estadual do Ibitipoca, mais uma vez, não irá surpreender com bons trabalhos! João Carlos Lima de Oliveira Gerente do Parque Estadual do Ibitipoca

Colônia de Férias O mês de janeiro/2013 começou animado no Parque Estadual do Ibitipoca. No dia 21 de janeiro, sob a coordenação do Sgt. Arthur Peixoto do 4º BBM de Juiz de Fora, a unidade recebeu um grupo de crianças, filhos de Bombeiros e Policiais Militares para realizarem uma das atividades da colônia de férias.

O grupo foi recepcionado no Centro de Visitantes por funcionários e conheceram um pouco mais do parque. Logo após, saíram para fazer uma caminhada terminando com um banho de cachoeira e um lanche.

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Campanha 0%

Carnaval Carnaval é tempo de alegria, descanso e boas caminhadas. No Parque do Ibitipoca não é diferente, no dia 9 de fevereiro aconteceu o 3º Passeio noturno, onde um grupo de 32 visitantes, acompanhados por funcionários do parque e quatro Bombeiros foram até o Cruzeiro para verem o por do sol. Animação, disposição e muitas fotos marcaram o passeio. Novos passeios serão oferecidos nos feriados durante o ano.

No dia 19 de janeiro, teve inicio a Campanha “0% Sacola Plástica no Parque Estadual do Ibitipoca”. Por meio da parceria com a Saint-Gobain, o parque conseguiu à confecção de sacolas retornáveis que ficam a disposição dos visitantes. Ao término do passeio, o lixo é acondicionado em locais apropriados e as sacolas dispostas em coletores para higienização e, assim, serem novamente utilizadas.

No dia do lançamento da campanha, dois palhaços abordavam e explicavam aos visitantes o objetivo do trabalho.

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Uso público O Parque Estadual do Ibitipoca é reconhecido pelo seu trabalho em uso público, contudo, muitas outras atividades são realizadas, podendo citar os ganhos ambientais que sucedem por aqui. Em menos de dez anos muitas áreas que estavam “castigadas” já se recompuseram com a ajuda da equipe da unidade.

Uma vida no parque Após uma longa jornada no Parque, em março, Sebastião Fabio Lage, o Tião, estará se aposentando. Foram 37 anos ajudando o Parque Estadual do Ibitipoca a ser reconhecido pelos trabalhos. Tião já falou: “quando precisar da minha ajuda, é só falar”. – sabemos disso, Tião, e pode ter certeza que iremos te chamar! 1976 foi o início, apoiando todos os gerentes que por aqui passaram com sua presteza em vários setores da unidade – veículos, elétrica, comunicação e vários outros. Para você nós desejamos muito mais atividades neste novo tempo, pois sabemos que você não consegue ficar parado!

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Pesquisa sobre incêndios florestais A equipe da APA realizou pesquisa junto aos moradores sobre o uso do fogo. A pesquisa é parte das atividades do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio) da Semad e tem como objetivo conhecer os hábitos dos moradores, especialmente, dos produtores rurais.

Aplicação de questionário por funcionário da APAEAV com morador local

Equipe se deslocando para aplicação do questionário

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Regional IEF: Alto Jequitinhonha Criação: 39.399, de 21 de janeiro de 1998 Área: 76.310 hectares Municípios de abrangência: Couto de Magalhães de Minas, Diamantina, Felício dos Santos, Rio Vermelho, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas, Serro.

Manutenção do Viveiro de Mudas Cecília Vilhena

Reuniões de alinhamento com as prefeituras municipais

Uma das ações previstas no Planejamento Anual de 2013 da APA das Águas Vertentes é a manutenção e melhoramento da produção de mudas do Viveiro Cecília Vilhena, localizado no interior da UC. A produção das mudas permite a realização de atividades de educação ambiental e de recuperação de nascentes.

A equipe da APA tem realizado visitas às Prefeituras dos municípios localizados na área de abrangência da unidade para efetivar parcerias, especialmente com os que possuem novas equipes de gestão. Durante essas reuniões, são enfatizadas as ações que já são desenvolvidas em parceria com as demais prefeituras e apresentados projetos a serem executados no município.

Reunião da equipe da APAEAV com a Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas

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Funcionários ganham concurso de fotografia Funcionários do Monumento Natural conquistaram os dois primeiros lugares do concurso de fotografias “Um Olhar sobre o Serro”, realizado em homenagem aos 311 anos do município. Geraldo Neves, zelador ambiental foi o vencedor com a foto, “Cachoeira do Lajeado” e Aristônio

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Correia, monitor ambiental, ficou em segundo lugar com a foto: “Anoitecer na Várzea”. Quase 90 fotografias foram indicadas, dentre elas imagens de casarões, de igrejas históricas da cidade, das ladeiras, dos becos e das belezas

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Anoitecer na Varzea - 2º lugar do concurso.


Regional IEF: Alto Jequitinhonha Criação: Decreto 45.614, de 06 de junho de 2011 Área: 2.199,97 hectares Municípios de abrangência: Serro

3º Fórum Conexão dos saberes

naturais da região. O evento de premiação foi realizado no Museu Casa dos Ottoni, com as principais autoridades municipais. Geraldo, funcionário do Monumento, transmitiu a emoção daquele momento: “Sou natural de Milho Verde, cresci indo à cachoeira do lajeado, costume que mantenho até hoje com meus filhos. O lajeado representa, pra mim, paz, alegria e amor. Tenho muita satisfação por trabalhar pelo Monumento, por minha região, pelo Serro e isso me faz acreditar sempre em um futuro melhor pra minha família e pra toda minha comunidade”, afirma.

Funcionários falando da UC e seus trabalhos

No início de fevereiro, os funcionários do Monumento Aristônio Correia e Geraldo Neves, participaram do 3º Fórum dos Saberes no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras (Serro). A atividade foi organizada por estudantes de graduação residentes nas localidades do entorno do Monumento Natural.

O monitor ambiental Aristônio Correia, nascido em Milho Verde, destacou que “só de estar entre as dez fotos finais do concurso foi uma grande vitória e incentivo pra podermos, cada vez mais, registrar e divulgar quão grandes são as belezas de nossa região. Estou muito feliz e agradeço a todos que votaram”.

Foram discutidas parcerias e assuntos sobre as questões ambientais e sociais regionais e formuladas soluções para os problemas que atingem as comunidades.

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Entrevista com moradora

O gerente do Monumento, Alex Amaral, destaca a importância da atividade ao unir forças com as comunidades e parceiros. “Juntos somos mais fortes e conseguiremos chegar a um objetivo comum, seguindo o lema da criação do Monumento”, afirma.

Renovação do Termo de Cooperação Técnica Foi discutida, votada e aprovada, por todos os vereadores da Câmara Municipal de Serro, a renovação do Termo de Cooperação Técnica entre o IEF, o Instituto Milho Verde e Prefeitura Municipal para o ano de 2013.

Dona Cicinha – Funcionária da Escola Estadual Professor Leopoldo Pereira

Maria Auxiliadora Pacheco Faria, Dona Cicinha.

Pelo convênio, a Prefeitura mantém o aluguel da sede das Unidades de Conservação: Monumento Natural Estadual Várzea do Lajeado e Serra do Raio e APA Águas Vertentes em Milho Verde.

O que a Várzea do Lajeado significa pra você? É um dos lugares onde está o nosso lazer. Faço minhas caminhadas lá, descanso, observo as flores, as plantas. Encontro minha paz na natureza da Várzea. Levo meus netos para brincar e passear, assim como fiz com meus filhos.

Na reunião, o gerente do Monumento, Alex Amaral, detalhou as ações desenvolvidas junto às comunidades para a proteção da Várzea do Lajeado e Serra do Raio.

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O que você percebe do trabalho do IEF na proteção da Várzea do Lajeado? Excelente. Espero que continue sempre com esse trabalho e que melhore mais e mais. E, a cada dia que se passa, a Várzea fica mais bonita. O trabalho desenvolvido pela equipe no carnaval foi muito bom.

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Carnaval

Turistas na Várzea do Lajeado

Metropolitana de Belo Horizonte e do Vale do Aço. Destaque ainda para a presença cada vez maior de visitantes das comunidades vizinhas da UC que usufruíram dos balneários do Monumento Natural.

Durante o período do carnaval foi montado, nos limites da unidade um esquema de atuação com equipes nos principais pontos e locais de maior visitação na Unidade de Conservação. Foram realizadas blitzes educativas nos distritos do entorno, aplicada pesquisa para identificação do perfil do visitante. Além disso, foi feita a contabilização de todos os visitantes que receberam orientação sobre destinação adequada do lixo produzido, com distribuição de sacolinhas. Durante o carnaval, 3.706 pessoas visitaram o Monumento Natural. A maioria dos visitantes, assim como no ano de 2012, é proveniente da Região

Cachoeira do Carijó - Carnaval

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Pesquisa perfil do turista carnaval 2013 Faixa etária

Grau de escolaridade

Tinha conhecimento que está numa unidade de conservação?

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Quantas vezes já visitou a Unidade de Conservação?

Como ficou sabendo do local?

Você já ouviu falar do termo monumento natural?

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Parque Estadual do Serra Verde I Ciclo de Palestras Trabalhos apresentados: - Moisés da Silva Lima, ex-estagiário do PESV e graduando em Ciências Biológicas/UNI-BH. Apresentou o trabalho “Mamíferos de Médio e Grande Porte do Parque Estadual Serra Verde: Riqueza e Estratégias de Conservação”;

A gerência do Parque Estadual Serra Verde (PESV) organizou, no dia 24 de janeiro de 2013, o “Primeiro Ciclo de Palestras do PESV”. O evento teve como objetivo compartilhar com toda a equipe, convidados e comunidade o conhecimento científico construído na Unidade de Conservação. Foram apresentados quatro trabalhos, tendo todos eles o PESV como objeto ou área de estudo.

- André Portugal Santana, gerente do PESV, biólogo e mestrando em Botânica/UFMG. Apresentou o trabalho “Galhas do Parque Estadual Serra Verde: produção de conhecimento e estratégias de interpretação ambiental”;

Além de promoverem a divulgação do conhecimento, contribuindo para a capacitação da equipe, as palestras colaboraram para a valorização e compreensão da importância da pesquisa científica e do trabalho dos pesquisadores no Parque. O evento possibilitou, ainda, um momento de debate entre a equipe do PESV, representantes da comunidade e pesquisadores, tornando este dia ainda mais enriquecedor para todos os presentes.

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- Juliana Carvalho Soares, monitora ambiental do PESV e Bióloga. Apresentou o trabalho “Distribuição Espacial e Estacional e uma Taxocenose de Anfíbios do Parque Estadual Serra Verde, Minas Gerais, Brasil”; - Deuziane Kifuri e Ingrid Lariana,

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Criação: Decreto S/Nº, de 12/12/07 Área: 142,0168 hectares Município de abrangência: Belo Horizonte Regional IEF: Centro-Norte

Mutirão para revitalização de árvores

Tecnólogas de Gestão Ambiental/ UNI-BH. Apresentaram o trabalho “Percepção da População de Entorno Sobre a Relevância do Parque Estadual Serra Verde”. Este trabalho teve como autores, também, Ana Carolina Pera, Milton Oliveira, Mônica Gonçalves e Ricardo Lima.

Durante todo o mês de janeiro a equipe do PESV esteve envolvida no mutirão de limpeza e revitalização da área situada atrás do estacionamento de visitantes do Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais (CAMG). No local, várias autoridades e personalidades envolvidas na idealização e construção da CAMG realizaram um plantio de árvores, em um gesto simbólico e comemorativo, na ocasião início das obras. Entre as personalidades presentes no ato, pode-se destacar o recentemente falecido Arquiteto, Oscar Niemeyer, o atual Governador do Estado, Antônio Augusto Anastasia e também o exGovernador e atual Senador, Aécio Neves da Cunha. Todos eles plantaram suas árvores, todas identificadas por meio de placas. Trata-se de uma área de grande interesse para o PESV, pois oferece acesso privilegiado às trilhas do Parque, conduzindo

André Portugal, Gerente do PESV, com os palestrantes que participaram do “I Ciclo de Palestras”

Primeiro Ciclo de Palestras do PESV, que aconteceu na sede da Associação Comunitária do Bairro Serra Verde.

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o visitante diretamente a uma das trilhas mais interessantes – a “Trilha da Mata”, que percorre um fragmento de Mata Atlântica preservada. As características favoráveis do local, aberto e plano, o tornam interessante, também, como ponto de encontro para um momento inicial de apresentação e realização de dinâmicas com os visitantes.

retirado e placas de sinalização e educativas foram instaladas. Foram feitas melhorias na sinalização da “Trilha da Mata”, agora acessível a partir deste ponto. Todas as placas foram construídas com material reaproveitado que foi coletado no entorno da Unidade de Conservação, como antigas placas já descartadas e entulho de construção civil. O Serra Verde está, agora, ainda mais acessível para o visitante que vem da Cidade Administrativa e a equipe espera que, após as intervenções,

Assim, após apresentar o projeto para a intendência da Cidade Administrativa, solicitando permissão para os trabalhos, a equipe do PESV foi prontamente atendida e realizou o mutirão. O capim foi roçado, o lixo

haja um estreitamento dos laços entre os servidores e o Parque.

Após o trabalho, a área com aspecto bem melhor. A escada conduz o visitante diretamente às trilhas do PESV.

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Manutenção das mudas Durante o mês de janeiro e começo de fevereiro, a equipe do PESV trabalhou na manutenção do local onde cerca de 1 mil mudas de espécies nativas foram plantadas no Parque. As mudas foram doadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, em uma ação que integra o projeto “BH Mais Verde”, que prevê o plantio de 54 mil árvores na capital até 2014. No Parque, o local escolhido para o plantio correspondeu a uma área onde houve grande perda de vegetação em função das queimadas que atingiram a UC nos meses de seca. A área ao redor das mudas está sendo mantida livre de capins invasores para garantir a sobrevivência das árvores e a equipe já tem planos para a instalação de material educativo, como faixas ou placas, para reforçar a importância da ação junto ao público visitante. O plantio, além de contribuir para a regeneração do PESV, também garante o conforto do visitante, pois se trata de um local com maior fluxo de caminhantes e onde tem início grande parte das trilhas de maior uso no Parque.

Corte do capim exótico ao redor das mudas plantadas para recuperação da área, para facilitar desenvolvimento das mudas e diminuir risco de incêndios.

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Projeto de Recuperação Florestal é realizado no Parque 2010 e é decorrente de um Termo de Compromisso assinado entre a Hemominas e o IEF. A Fundação foi autorizada a suprimir 40 pequizeiros e dois ipês amarelos para construção do Centro de Tecidos Biológicos de Minas Gerais, em Lagoa Santa. Como forma de compensação ambiental, a Fundação se responsabilizou pelo plantio. Segundo a bióloga do parque que, atualmente, acompanha o projeto, Luísa Cunha Cota, de acordo com a lei, ao todo deverão ser plantados 25 pequizeiros para cada um dos 40 suprimidos. “O Parque foi escolhido como local do plantio pela necessidade de reflorestamento das suas áreas antropizadas e por estar localizado no mesmo município, na mesma bacia hidrográfica e no mesmo bioma do empreendimento da Hemominas”, afirmou Luísa.

Plantar mil pequizeiros e reflorestar áreas é o objetivo do “Projeto de Recuperação Florestal de Áreas Antropizadas do Parque Estadual do Sumidouro”, realizado pelo parque em parceria com a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). O projeto teve início em maio de

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Criação: Decreto 20375, de 03/01/80 Área: 2.001,93 hectares Municípios de abrangência: Lagoa Santa e Pedro Leopoldo Regional IEF: Centro-Norte

PESU apoia: Projeto Sons na Escola

Até dezembro de 2012, seis áreas haviam sido plantadas, somandose cerca de oito hectares, nos quais foi utilizado o método do plantio direto da semente e 663 pequizeiros já haviam germinado. Em 2013, duas novas áreas estão sendo implantadas, totalizando 12,5 hectares, para o plantio, principalmente, de mudas de diferentes espécies, além do pequi.

No dia 21 de fevereiro, foi realizada, no Parque Estadual do Sumidouro, a primeira aula do Projeto Sons na Escola de 2013. Realizado pela Indústria Cimentos Liz, em parceria com a Secretaria de Educação de Lagoa Santa, o projeto teve início em 2011 e visa cumprir a lei que torna obrigatória a inclusão da educação musical no currículo escolar.

O projeto será finalizado em maio de 2015.

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O projeto tem como objetivo capacitar os educadores da Educação Infantil, Ensino Fundamental e EJA da rede municipal de Lagoa Santa em técnicas musicais, tornando-os multiplicadores dessa arte.

A nova turma foi formada pela exigência em relação ao número de professores envolvidos no projeto. Antes, era capacitado apenas um educador por escola. Esse número foi ampliado para dois professores em cada unidade.

Este ano serão formadas duas turmas: a dos veteranos, que já participam do programa desde o início, e a turma dos novatos. As aulas acontecerão uma vez por mês.

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Ao final do ano será realizado um encontro de encerramento onde os professores e alunos apresentarão o que foi desenvolvido durante o ano com o projeto.

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Oficina Participativa: Rota das Grutas Peter Lund Lund, no qual será disponibilizado um sistema integrado de informações que possibilite o acompanhamento de indicadores do turismo na região e apoie a gestão sustentável da Rota. A atividade é fruto de uma parceria entre o Governo de Minas, a UFMG e o Circuito das Grutas. Na oficina foram discutidas as questões: turismo,

A representante do IEF, Ane em reunião com o Rogério e os associados da ADOARPS.

sociocultural, ambiental, político e econômico. Os participantes apontaram os pontos que devem ser pesquisados em cada tema. A oficina será realizada em todos os municípios que integram a Rota Lund.

No dia 22 de março, o gerente do parque, Rogério Tavares, participou da oficina Rotas das Grutas Peter Lund, realizada no auditório da Prefeitura de Pedro Leopoldo. O projeto visa criar um Observatório de Turismo da Rota das Grutas de

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Foto: Evandro Rodney - PE Serra das Araras

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Revista Eletrônica das Unidades de Conservação do Estado de Minas Gerais