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novembro 2008 | nยบ 1 | www.mind.com.br

Rancid Zezรฃo Toy Art Catarina Gushiken Angels And Airwaves


www.maxhaus.eu


Seu tempo. Seu espaรงo.


Esta é a primeira edição da revista Mind, nela o que tentamos trazer para nosso público apenas são idéias, novos coisas para que eles se inspirem e possam criar cosas novas e boas para que nossa país cresce nessa vertente artística e de design, pois ainda sim aqui isso ainda é tido como algo de pessoas que não querem nada com a vida, sendo que eles se aproveitam do que nós fazemos seja ler um livro, ver televisão e seus próprios carros. Estamos com a intenção de melhorar a vida de que tenta trazer a arte para a vida e fazer da vida uma arte, essa é a mensagem para todos, seja no design, na arte, na música ou fazendo qualquer outra coisa que seja mas nosso país tem muito potencial e alguém precisa mostrá-lo. Não temos que deixar os outros países de lado pois eles foram e são bases muito importante para nós, na Mind mostramos tanto nossa cultura como cultura de outros países para que todos possam conhecê-las. É isso. Esparamos que vocês gostem da rrevista e que se inspirem e façam acontecer. Estamos sempre por ai nas bancas, livrarias e aonde for. Ela saíra de dois em dois meses então ao compra uma leia com muito carinho e sem pressa pois não é todo mês. Mas estaremos fazendo assim para que vocês tenham uma revista com um bom material e que ela seja muito bem feita por todos nós aqui. Deixamos agora um tchau e até as próximas edições com mais novidades bacanas pra todos.

Vamos aqui apresentar a nossa humilde e singela esquadrilha de ação da nova revista Mind. Não reparem mas todos são doidos. Editor/Idealizador | Filipe Piçarro Diretor | Filipe Piçarro Jornalista | Marina Loureiro Estagiário | Jorge Albuquerque Direção de Arte | Mind Desing ® Agradecimentos: Aqui queremos agradecer a todos que nos ajudaram a fazer esta revista com muita esforço, carinho e amor. Querermos agradecer a todas nossas fontes e contatos por ajudar em textos e fotografias e por todos os artistas que quiseram participar dessa revista junto para conosco. Obrigado Gabriel Fazan por ceder seu tempo e nos ajudar com suas fotos. Queremos também agradecer a gráfica Milleniun, aos papéis Operação Papel®, e a todos nossos fornecedores. Esta primeira edição nós dedicamos à alguem muito especial que já não entá entre nós a um ano, Mário Galhardo Piçarro. Muito muito obrigado a todos! Do fundo do coração de todos aqui na revista. Obrigado.

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07 | entrevista catarina gushiken 10 | toy art 12 | rancid 15 | angels and airwaves 18 | estilo 20 | zezão e sua intervenção

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Apaixonada por moda, ilustração e design, Catarina Gushiken, começou a trabalhar com 16 anos, foi assistente de arte da revista Show Bizz. Aos 17 entrou para o time da grife Cavalera como estagiária e depois assumiu a coordenação de estilo. Foram sete anos de dedicação e muita aprendizagem. Hoje Catarina é dona de seu próprio estúdio, onde desenvolve projetos de design e cria peças de roupas com estampas lindas e exclusivas. A criatividade da ilustradora transborda em referências orgânicas e destorcidas. Sua cartela de cores e a impressão de movimento de seus desenhos traduzem uma atmosfera de sonho, leve como um desejo. Entre as técnicas que Catarina utiliza para transmitir suas criações estão os mais variados materiais, como aquarela, nanquim, pastel seco, tinta de tecido e até tinta acrílica de parede. Todos os reursos parecem válidos para colocar no papel o traço livre e ousado dessa artista.

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Projeto para Dalutex |

Painél de 15 metros de largura junto a entrada da empresa textil Dalutex (São Paulo | SP)

Projeto para Adatex | Um extenso corredor branco assimilou movimentos graciosos e vida, nos escritórios de fios têxtei. Técnica usada de pintura esmalte sontético. A arte em estilo gráfico acaba envolvendo a arquitetura e, de tão bem sucedida, vai alcançar extensões da fábrica numa próxima etapa. Incluíra ainda uma nova identidade visual interna.

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Projeto para Brastemp. O Melhor da Cidade | Dentro do projeto da campanha lado B, promovida pela Brastemp, e a eleição “O melhor da Cidade”, da revista Veja SP, a designer foi convidada para ilustrar t-shirts para o dia da premiação. Personagens divertidos, dentro do tema, pontuam as peças, que ficaram muito expressivas e cheias de vida graças a Catarina Gushiken.


Fotos ilustrativas do estúdio de Catarina Gushiken na Alameda Franca no Jardins em São Paulo.

Catarina ficou de 2001 a 2007 na grife Cavalera, foi assistente durante algum e com o passar dos anos ela foi evoluíndo e tornou-se coordenadora de estilo da marca. Hoje em dia ela orgulha-se em poder dizer que aos 26 anos têm seu próprio estúdio: “Comecei a trabalhar com 16 anos, como assistente de arte Show Bizz. No ano seguinte, fui para a Cavalera, onde trabalhei por sete anos. Comecei como estagiária e depois assumi a coordenação de estilo. Hoje aos 26 anos tenho meu próprio studio, onde desenvolvo projetos de design. As roupas são suportes maravilhosos como tantos outros. A diferença é que amo criar as roupas assim como criar as estampas. Aqui no estúdio desenvolvo peças e estampas exclusivas e o cliente pode levar enquadrado o desenho da sua roupa.” Perguntamos também sobre o que ela espera da moda no país: “Que cada vez mais a autenticidade e identidade visual façam a diferença. Temos um potencial criativo sensacional. Estamos nos profissionalizando cada vez mais e percebendo que a grana do vizinho não é mais verde que a nossa.” E para terminar esta entrevista com ela perguntamos o que ela está preparando para esses tempos que estão para chegar: “Uma marca de camisetas e um HQ lançado pela Conrad Editora em um formato surpresa!” - dizia ela com muito entusiasmo enquanto nos contava. O que podemos fazer agora é esperar por essas novidades e que elas venham logo pois cmo certeza serão muito legais, enquanto isso podemos ver suas obras no site ou visitar sua loja na Alameda Franca no Jardins em São Paulo. >> www.catarinagushiken.com

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Toy Art é um universo novo na arte contemporânea, um movimento que cresce a cada ano. Já existem no mundo várias lojas vendendo séries de brinquedos criados por grafiteiros, ilustradores e artistas. Algumas delas, porém, se dedicam a customizar um único personagem ou uma única série. A temática adulta, o uso de materiais alternativos e interpretações artísticas é o que difere um boneco de Toy Art de um brinquedo infantil. A Toy art possui uma linguagem visual bastante diferente, exibindo coelhos assassinos, bonequinhas erotizadas, interpretações de personagens de filmes ou de bandas de rock, além de todo tipo de adaptação pessoal que seja possível. A toy art se manifestou em 1996, quando dois estilistas chineses, Michael Lau e Eric So, convidados a participar da feira de brinquedos do país, apresentaram Comandos em Ação com roupas urbanas – em vez de uniformes do exército – e cabeças de outros personagens. A iniciativa, que teve grande sucesso entre o público da feira, foi seguida por outros designers e estilistas interessados em expressar-se de novas formas, o que deu origem à Toy Art. Antes de chegar a esse ponto a história começa na década de 50 no Japão. Após sofrer os abalos de muitos anos dedicados às atividades militares, de extensa ocupação territorial pelas tropas americanas e oscilações econômicas no país, o Japão procurava uma maneira de elevar o orgulho da população e uma forma de renovar a cultura e o mercado da época. A partir disso, uma geração de cartunistas, ilustradores e produtores de televisão passaram a trabalhar na criação de heróis que fariam parte da história de muitas culturas pelo mundo afora até os dias de hoje. A tendência virou um mercado altamente rentável para todo o

Oriente, o que acabou por influenciar os setores econômicos de entretenimento de países como Tailândia, Cingapura e China, onde finalmente a idéia do toy art foi apresentada ao mundo como contou a história acima. Grifes de streetwear como as japonesas Bounty Hunter, Secretbase, Medicom Toy e Bathing Ape foram as primeiras a fabricar e vender toys. Logo em seguida, nos Estados Unidos foi lançada a Kidrobot que, além de galeria e loja, vende também os bonecos feitos nos países orientais. A partir disso, a tendência virou moda no continente americano. No Brasil, o gênero é recente e há quem diga que não foi perfeitamente compreendido pelos artistas e público em geral. Porém o movimento vem sendo difundido com iniciativas como a exposição Mocotoy, o site The Toy e a marca Toscotoys, além da galeria Plastik, em São Paulo. Alguns consideram os artesanal toys como a resposta brasileira para a toy art, com um estilo mais caseiro e bem humorado. Algumas das marcas desse movimento são a Bubbledolls, a Sabbatical Dolls e a Amonstro. Há também quem pense que esta é uma solução facilitadora da produção, mas a vê com desconfiança, preferindo ainda os bonecos tridimensionais de vinil, plástico e borracha. Na opinião dos criadores da Toscotoys, a Toy Art no Brasil ainda é muito nova, mas é questão de tempo para que cada vez mais nomes comecem a surgir com trabalhos de qualidade. Já o ilustrador e artista automotivo Magôo acredita que no Brasil ainda não se tem uma noção exata de Toy Art, tanto que as pessoas compram os brinquedos apenas pela estética.

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Rancid é uma banda de punk rock que surgiu no começo dos anos 1990 na Califórnia, lugar conhecido como celeiro de grandes bandas como Dead Kennedys, entre outras. Conhecido por suas influências do ska e do reggae, o Rancid está em atividade até os dias de hoje. Os amigos californianos Tim Armstrong e Matt Freeman tocaram juntos na banda Operation Ivy de ska-punk até 1989, quando ela acabou. Tim se envolveu com drogas e álcool e o amigo Matt achou que ele precisava de uma nova atividade para se livrar do problema. A solução foi criar uma banda, a Dowfall, mas infelizmente ela durou muito pouco. Matt não desistiu e montou outra, chamada Rancid. A formação era Tim na guitarra, Matt no baixo e ambos no vocal. Logo chamaram o baterista Brett Reed e Matt saiu da outra banda que ele fazia parte, The Gr’ups, para se dedicar integralmente ao Rancid. No início ouve um convite ao Billie Joe do Green Day para assumir as guitarras, mas este estava em grande crescimento com o Green Day. Em 1992, saiu o primeiro ‘single’, “I’m Not The Only One”, pelo selo Lookout Records. O grupo sentiu a necessidade de mais um guitarrista e chamou Lars Frederiksen, que também se tornou vocalista. Ele tocava na UK Subs, mas queria tocar em uma banda que tivesse somente interesse no puro punk-rock, como era o caso da Rancid.

O álbum de estréia homônimo chegou em 1993 sem a presença de Lars e já pela nova gravadora, a Epitaph. Ele não queria receber o mérito do disco já que não estava com a banda desde o início da criação das canções. Os destaques de “Rancid” foram as canções “Get Outa My Way”, “The Bottle”, “Unwritten Rules” e “Another Night”. O grupo realizou vários shows pela Europa para divulgar o disco e conquistou fãs com a forte influência do ska e fazendo a troca de vocalistas na mesma canção (conhecido como Tag Team). Finalmente, em 1994, Lars entrou em estúdio para gravar com o Rancid o single “Radio”. A canção foi escrita em parceira com o guitarrista do Green Day, Billie Joe Armstrong, e traz muita influência das duas bandas. No ano seguinte, chegaram às lojas o segundo título, “Let’s Go”, considerado um clássico do grupo com a canção “Salvation”, que foi a primeira a ser tocadas nas rádios. O grupo ainda encontrou tempo para realizar um projeto especial chamado Shaken ‘69, um grupo de ska com Dave Mello, Paul Jackson e Eric ‘Dinwitty’ Dinn. Mas os compromissos de todos com outras bandas os impediram de seguir adiante com o projeto. Eles conseguiram gravar apenas algumas canções e fazer poucos shows. No resto do ano, o Rancid ficou em turnê pelos Estados Unidos e o grupo esteve presente em álbuns especiais, entre eles o “Rock Stars Kill”, uma compilação com o subtítulo “As 23 bandas que menos querem ser estrelas do rock”.

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Mesmo sem querer,o Rancid se tornava aos poucos um grupo bem sucedido. Em janeiro de 1995, eles lançaram um novo single com “Roots Radicals” e “I Wanna Riot”, logo depois saíram em turnê pelas grandes capitais norte-americanas. Em março daquele ano entraram em estúdio por seis semanas para gravar com a pressão de repetir o sucesso do aclamado disco anterior e se superaram com o lançamento de “And Out Come The Wolves”. O disco seguinte, “Life Won’t Wait” (1998), colocou o grupo mais próximo do ska. Dois anos depois, voltaram com o punk que estavam acostumados a fazer com “Rancid”. Como não podia ser diferente, alguns integrantes começaram a se dedicar a projetos paralelos. Eles criaram um selo pela Epitaph, o Hellcat, especializado em punk. Lars ainda lançou um disco pelo selo, “Lars Frederiksen & The Bastards”. O lançamento mais recente do Rancid, “Indestructible”, em 2003, foi realizado pela Warner. Em novembro de 2006, o baterista Brett Reed anunciou que iria deixar a banda. Por enquanto a banda não possui um baterista fixo e nos shows estão contando com a participação de Branden Steineckert, ex-baterista da não tão punk banda "The Used". A banda anunciou o lançamento de um novo álbum em 2007, mas ainda não se sabe ao certo se Branden gravará o disco ou outro

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baterista será anunciado. Assim, em 2007 foi lançado um álbum que é uma coletânea de gravações mais antigas e até então nunca lançadas em algum cd da banda. Recentemente, Matt Freeman sofreu com uma inflamação grave no pulmão por conta de seu grande vício, o fumo. Muitos boatos foram criados em cima da enfermidade de Freeman, alguns chegaram a dizer que o Rancid havia acabado pois Matt estava com câncer no pulmão, outros diziam que se o Rancid voltasse, provavelmente Freeman iria abandonar os vocais devido a um câncer na garganta, mas tudo foi esclarecido, e após uma cirurgia Freeman está de volta à ação. E o Rancid está gravando um novo cd que ainda não tem previsão para sair nas lojas do mundo todo, mas estamos aguardando.

>> www.rancidrancid.com >> www.myspace.com/rancid >> www.last.fm.com/music/rancid


O novo e ultimo cd do Hellacopters ja nas lojas, aproveite.


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Angels and Airwaves (também conhecido como AVA) é uma banda norte-americana de pós-punk e rock alternativo formada pelo ex-vocalista do Blink-182, Tom DeLonge, junto com o guitarrista fundador do Hazen Street e Box Car Racer, David Kennedy, o baixista Matt Wachter e o ex-baterista do The Offspring, Atom Willard. A banda lançou seu primeiro single, "The Adventure", em 18 de maio de 2006. Seu primeiro álbum, We Don't Need To Whisper, foi lançado em 23 de maio de 2006. Em 2008, foi lançado o segundo álbum I-Empire. De acordo com o Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, Tom DeLonge registrou o nome "Angels and Airwaves" em 24 de junho de 2005 durante a confusão que houve em que o Blink-182 declarou que está em "hiato indefinido"[1]. Em pouco tempo Tom DeLonge recrutou os amigos e músicos David Kennedy, Ryan Sinn e Atom Willard para começar a banda. Em uma entrevista a revista britânica Kerrang!, Tom DeLonge comentou sobre o começo da banda: “Assim que acabou toda a confusão do blink 182 quando estávamos na Europa, tive uma visão muito estranha. Meu coração estava batendo muito rápido durante três semanas seguidas de um jeito que nunca tinha acontecido antes. Eu senti como se eu tivesse sido tocado por algo e tinha que fazer algo concreto.” - Tom DeLonge Além do lançamento do álbum, a banda atualmente está trabalhando em um filme envolvendo suas canções. Baseado na Segunda Guerra Mundial, o filme está sendo feito primeiramente com o uso de imagens criadas por computação. A "história" é aparentemente baseada na vida de Tom e dará uma visão de

dentro da confusão que houve com o Blink 182. Atualmente o único membro do elenco conhecido é Michael Ostman. Originalmente, a canção "Valkyrie Missile" seria lançada no iTunes em 13 de dezembro de 2005, dia do aniversário de trinta anos de Tom DeLonge. Entretanto, devido a discussões com a gravadora Geffen a banda decidiu adiar o lançamento do álbum para outra data. No lugar disso, o sítio da banda disponibilizou o primeiro pedaço do filme atualmente em produção, um trailer de meio-minuto incluindo partes da música que seria lançada. A banda lançou um videoclipe para a canção "The Adventure" e um pequeno filme para a canção "It Hurts", que foi lançado pelo sítio. Os dois são curtas de ficção científica que levam uma ordem cronológica. "The Adventure" vem primeiro, e depois vem "It Hurts" seguindo o molde de um mundo diferente. A turnê com a banda Taking Back Sunday começou, algumas vezes tocaram com bandas como My Chemical Romance, Lostprophets e Atreyu. A banda também tocou no programa de televisão The Late Show with David Letterman de David Letterman em 15 de maio. Em 26 de maio de 2006 o álbum "We Don't Need To Whisper" ganhou certificado de ouro no Canadá, e mais tarde de prata no Reino Unido. O videoclipe da "It Hurts" estava disponível no canal britânico Kerrang TV em 23 de junho de 2006. Há um rumor de que no futuro a banda lançará "It Hurts" nos Estados Unidos e "Do It For Me Now" no Reino Unido. Em 2007 a banda lançou o album I-Empire, com o primeiro single Everything's Magic, o album teve uma boa crítica.

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Gabriel Fazan,19, estudante de Psicologia vem aqui e nos conta um pouco sobre seu estilo e o que mais gosta de usar no seu dia-a-dia: “Gosto muito de usar bermudas sempre que possível, mesmo estando frio. Tênis os que mais gosto são os de cano alto, como vocês podem perceber, pois são muito mais confortáveis, e gosto quando eles tem bastante cor e vida. Camisetas de preferência sempre básicas e quando tem estampa gosto que sejam discretas como a que estou usando no dia de hoje apenas com o logotipo.” Perguntamos à ele como define seu próprio estilo de roupas e de vida: “Não tenho um estilo definido. Muitos dizem que vou para o lado do emo mas isso não é verdade apenas tenho um visual um pouco fora da normalidade das pessoas, se elas não gostam que não olhem pois não vou mudar pelo que os outros falam de mim... Ah é gosto muito de alargadores e quero fazer uma tatuagem.”

Óculos Sol Chilli Beans R$180,00

Tênis Skate DS Shoes R$385,00

Camiseta Coca Cola R$47,00 Casaco Nylon Nike R$350,00

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Bermuda Zara R$122,00


Marina Loureiro,22, que era estudante de Design Gráfico vem aqui para abrir seu anrmário e nos contar sobre o que veste no seu dia-a-dia e o que gosta. “Eu tento no meu dia-adia usar roupas leves, que não sejam muito escuras e que durem bastante. Gosto dessa blusas meio batinhas que deixam agente mais confortáveis e mais bonitas, pelo menos é o que eu acho. Adoro esses sapatinhos boneca que além de confortáveis são realmento muito lindos, e não saem do orçamento de ninguém e caem com com tudo!” Perguntamos à ela como define seu próprio estilo de roupas e de vida: “Ah, não sei... Creio que meu estilo seria o casual. Gosto de usar o que estiver com vontade no dia, sem exageros né, gosta de usar jeans sempre, camisetas com poucos desenhos, algumas com listras, mas nada muito extravagante. Odeio usar roupas em dias seguidos e se pudesse usaria a roupa um dia e jogaria fora depois.”

Blusa Zara R$97,00

Calça Colcci R$247,00

Óculos Sol Chilli Beans R$150,00

Casaco Nike R$162,00

Sapatinho Melissa R$90,00

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Todas as imagens ilustram o projeto de Zezão em pintar os lugares mais inusitados da cidade de São Paulo. Hoje em dia ele tem sido chamado para grafitar em Nova Iorke.

Zezão foi skatista. Rompeu os ligamentos e começou a pixar*. Pixou trens e foi preso três vezes. Foi motoboy. É punk. Não bebe cerveja. Vive de grafite: dá oficinas, cria desenhos para camisetas, pinta fachadas de loja. Vende obras na galeria “Choque Cultural”. E pinta no esgoto. Mora no Canindé, em uma casa de um cômodo e uma pequena edícula, com sua mulher – Vanessa -, a sogra, nove cães, trinta gatos e um galo que pensa que é gato. Zezão andava de bicicleta até 2004, ganhou uma grana fazendo uma camiseta para a Nike e comprou um carro. Um fusca 69 que foi buscar em Curitiba. Tem 34 anos. Se acha muito velho e decadente. Vive sem grana. Às vezes se deprime. Outro dia recebeu o seguinte recado de um amigo: “depois do suicídio de fulano, me preocupei com meus amigos depressivos. Como vai você?”- diise o amigo. Zezão adora a sua arte. Não pára nunca. Pode-se contar às dezenas seus flops - desenhos cheios de curvas que inventou abstraindo, cada vez mais, sua marca Vício - debaixo da terra. Em pouco tempo, vai virar a marca do rio Tietê. Um rio ao contrário. Corre terra adentro, em vez de ir para o mar. No trecho que passa pela cidade, 24, 5 quilômetros de sujeira. Mil e cem toneladas de esgoto por dia. Zezão quer levar sua arte aos lugares mais sujos e abandonados da cidade. Seu desafio é entrar e sair inteiro de fábricas abandonadas e galerias de quilômetros de águas sujas, baratas

e lixo. Para pintar paredes que ninguém vai ver. Ir mais longe na próxima excursão, podendo fazer seu trabalhpo cada vez mais. Agora, a missão de Zezão é demarcar o Tietê. Galerias, córregos, canais de drenagem. “Lugares que ninguém da cidade conhece, mas onde eu vejo beleza”. A hipótese central do tema proposto é: acompanhar o novo desafio de Zezão atento aos paradoxos que surgem do próprio projeto: A arte e a “Invisibilidade” / O Feio e a Estética / A Luz e o Escuro / O Lixo e o Belo / A Paisagem e seu avesso – o Subterrâneo, são todos os seus novos projetos. Esse desafio compreende explorar o Córrego Novo Mundo e deixar suas marcas. Trata-se de uma galeria grande, que passa por debaixo do “Hipermercado Atacadão”, na Marginal Tietê. Dois túneis escuros, com teias de aranha, desembocam nesse córrego. O acesso é difícil, tem que entrar por um bueiro. A intenção aqui é acompanhar esse processo de exploração de Zezão, com uma equipe pequena, munida de luz de bateria e uma pequena câmera digital. Por se tratar de um desafio, a falibilidade será levada em conta aqui. O abandono da missão, a impossibilidade de Zezão alcançar determinado trecho, o próprio lixo converter-se em barreira para a exploração. Tudo isso, porém, será documentado e incorporado ao filme que será feito em digital, com transfer para 35mm e terá duração estimada de 12 minutos.

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