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COMENTÁRIO À REGRA DA

MILITIA SANCTAE MARIAE - Capítulo de 4 de dezembro de 2013 _______________________________________________________________ CAPÍTULO IV DO SERVIÇO DE NOSSA SENHORA

3. Os cavaleiros aprenderão a conhecer Cristo Jesus por Sua divina Mãe; escutarão no fundo da sua alma os segredos de santidade que Maria colhe sem cessar na intimidade do Coração de Jesus; não separarão o Coração de Jesus do Coração de Maria. _______________________________________________________________________ A data em que se realiza o presente capítulo, 4 de dezembro, situa-se entre duas Festas Maiores da Militia Sanctae Mariae: a solenidade de Cristo Rei do Universo (que se celebrou no passado dia 24 de novembro) e a celebração da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria (8 de dezembro próximo). Celebrar a solenidade de Cristo Rei do Universo colocou-nos perante a imagem de um Deus forte, mas não dominador que não Se impõe aos homens do alto da sua omnipotência; celebrar o Cristo Rei do Universo é celebrar um Deus que veio para servir e não para ser servido, que acolhe e que reina nos corações com a força desarmada do amor. Esta celebração convidou-nos a refletir sobre a nossa existência e os nossos valores, fazendo com que ao olhar para aquele Jesus despojado de tudo e pregado na cruz entre dois salteadores, nos parecem completamente ridículas as nossas pretensões de honras, de glórias, de títulos, de aplausos, de reconhecimentos.


Este Jesus, este “rei” que deu a sua vida por amor, tornou completamente sem sentido as nossas manias de grandeza. Jesus que tinha tudo, Jesus que tudo podia, deixou-se cair às mãos daqueles que veio salvar. Esta festa do Cristo Rei, que tal como todos sabemos encerra o ano litúrgico, abre-nos as portas àquele tempo que nos prepara para o nascimento de Jesus... e este nascimento deu-se, e continua a dar-se, por intermédio de uma mulher especial, que nós, cavaleiros da Militia Sanctae Mariae, temos por doce suserana: a Virgem Maria. Ao celebrar a Imaculada Conceição, somos como que convidados a colocarmo-nos no lugar de Maria. Se um Anjo de repente se aproximasse de nós e nos dissesse palavras semelhantes àquelas que dirigiu a Maria, como seria o nosso comportamento? Será que teríamos fé suficiente para como Ela afirmar «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra»?. Maria, aquela que São Luís Maria Grignion de Montfort afirmou ser a “obra-prima por excelência do Altíssimo”, aquela que deu toda a sua vida a Jesus, aquela em quem e por quem o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação, personifica uma entrega total... Maria deu tudo o que tinha a Deus, e por ela Deus veio ao Mundo. Maria foi claramente uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e que confiou totalmente n’Ele. Provavelmente, na nossa vida quotidiana não encontramos tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com Ele, para tentar perceber os seus sinais nas indicações que Ele nos dá. No entanto é a isso que somos impelidos pela Regra da Militia Sactae Mariae que livremente decidimos abraçar. A nossa Regra prossegue três fins ordenados para a glória de Deus: servir “a Fé católica, apostólica e romana”, defender “a Santa Igreja Católica sem descanso em qualquer campo que a ataquem, pela oração e por atos” e trabalhar “pela promoção da Cristandade e da Paz”, e no cumprimento de todos estes fins, Maria, nossa suserana deve ser o guia, o exemplo a seguir. Maria, a “Mãe da Igreja evangelizadora”, como o papa Francisco lhe chama na exortação apostólica Evangelii Gaudium é sem dúvida o grande farol... o guia por


excelência, sem o qual “não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização”. Devemos acreditar como Maria acreditou e depois, devemos procurar seguir o seu ensinamento: fazer tudo o que Jesus seu filho nos mandar fazer... e dessa forma com toda a certeza estaremos a “dizer o nosso «sim» perante a urgência, mais imperiosa do que nunca, de fazer ressoar a Boa-Nova de Jesus” e deste modo com toda a certeza estaremos a combater o bom combate pelo Reino de Deus.

Filipe Amorim


Comentário à Regra da MSM - 04dezembro2013