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Núcleo de Estudantes de Economia da Associação Académica da Universidade de Aveiro

Edição 2012

Erasmus vs Campus Europae Página 18

Mestrados na UA

Convívio DEGEI

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Página 14

Form@te - AAUAv Página 4

Carácter Português! Página 3

“Saídas profissionais para os novos Economistas” Página 18 ISSN 2182-2700


Caros colegas, O passado dia 12 de Janeiro de 2012 marcou o início de um novo mandato, com uma nova equipa, para o NEEC-AAUAV.

percurso académico que certamente vai recheado de experiências, emoções, tristezas, sorrisos e algumas lágrimas. Fica aqui um até já a todos vós, com a esperança que levem no coração este nosso magnifico e grandioso curso, defendam-no, orgulhem-no e orgulhem-se de ter estudado Economia na Universidade de Aveiro. Voltem sempre, pois esta Casa por vós espera e terá sempre lugar para vós! “Determinação, coragem, confiança, ambição, …” é tudo aquilo que necessitam para encarar o futuro tão incerto que vos espera. Sejam “guerreiros no sofrimento” para no final saírem “grandes vencedores”, como sempre! Um grande bem-haja a todos vós! A todos os estudantes, votos de um ótimo semestre repleto de sucessos e experiências. Deixo-vos, então, à leitura atenta dos conteúdos desta edição. Não se esqueçam que o Núcleo é de todos, por isso, enviem as vossas ideias, críticas construtivas e sugestões para neec@aauav.pt.

Alguns elementos que dela fazem parte renovaram laços, outros iniciaram a sua caminhada no associativismo e outros cessaram funções. Assumir a coordenação do NEEC, não foi uma decisão tomada de ânimo leve e não passou apenas pelas palavras que proferi no dia da Tomada de Posse. Passou pela consciencialização da responsabilidade, do trabalho e da representatividade de um grande curso, do melhor curso da Universidade de Aveiro. Passa, também, pela liderança de uma equipa fantástica cheia de vontade de fazer mais e melhor, de deixar a sua marca. A verdade é que o associativismo vive dias difíceis. A carga horária é intensa e o grau de exigência em cada unidade curricular é maior. Ora trabalhos, ora testes, ora apresentações, … E para quem quer fazer mais que o curso, mais pelo seu currículo e ter novas experiências torna-se complicado porque o dia tem apenas 24horas! É, por isso, importante congratular todos aque- Saudações académicas, les que dão um pouco de si e do seu tempo em prol do nosso Curso e muitos deles não deixam o seu plano curriCarla Marques cular sair prejudicado. É caso para dizer que “trabalhar por gosto não cansa” e foi assim, consciente e com grande orgulho e sentido de responsabilidade que assumi a coordenação Ficha Técnica do Núcleo juntamente com a minha equipa. Jornal Eco Dixit Temos, então, um objetivo primordial que é a Coordenação: Filipa Vieira sensibilização de todos vós, estudantes do grandioso curNeto so de Economia, para a participação ativa nas atividades Redactores: Filipa Vieira e até agora, está a ser alcançado! Neto, João Pinto, Carlos Iniciamos o nosso mandato com a segunda ediNovais ção do Intra-Curso que contou com cerca de 70 particiConselho Editorial: Filipa pantes e com a solidariedade dos estudantes que não Vieira Neto participaram mas que se dirigiram ao Pavilhão do BeiraConselho gráfico: Filipa Vieira Mar, vários domingos seguidos, para apoiar as equipas. Neto Outro grande objetivo e desejo nosso: unir os Triagem: 100 exemplares cursos do DEGEI através dos seus Núcleos e Associações. Pois bem, objetivo cumprido! No inicio do mandato “sentamo-nos à mesa” num ambiente informal, trocamos ideias, pontos de vista, objetivos e colocamos as equipas a trabalhar. Resultados: Intra-DEGEI, Workshop “Suporte Básico de Vida”, Festa no BE “DesTroika” e fica a promessa de mais algumas, estejam atentos! Aproveito também para deixar uma palavra aos nossos Finalistas. Felicito todos vós que dão por concluída mais uma etapa das vossas vidas. Terminam o vosso

Data de Edição: Junho de 2012 ISSN 2182-2700 Universidade de Aveiro Degei

neec@aauav.pt

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SETE PECADOS DO “CARÁCTER” PORTUGUÊS

6. O país sofre de um défice de qualificações. Neste quadro, é incompreensível que estudantes deixem de frequentar um curso superior devido a carências económicas – ao mesmo tempo que se esbanjam recursos em

Diferenças entre indivíduos, organizações e instituições tornam arriscada qualquer tentativa de generalização acerca do “carácter” de Portugal e dos portugueses. Mas algumas tendências e diferenças relativamente a outras culturas podem ser identificadas. Acredito que podem ajudar a compreender algumas dificuldades do país. Focalizar-me-ei em aspetos que merecem melhoria. 1. Nas empresas, na administração pública e nas organizações em geral, desperdiçamos diariamente o potencial contido em milhões de portugueses. Numerosas decisões são tomadas sem o contributo dos membros organizacionais situados nos vários níveis organizacionais. Resultado: decisões de pior qualidade e menor identificação dos indivíduos com a organização. 2. Somos grandes “bairristas”. Mas falta-nos algum sentido do respeito e da responsabilidade perante o colectivo nacional. Mudam os governos – mudam os ministérios, as políticas, as estratégias. Como país, andamos frequentemente à deriva. 2. Uma consequência do “bairrismo” é o “particularismo”. As regras são para cumprir – desde que as circunstâncias particulares do meu caso ou do meu grupo não requeiram o seu incumprimento! A desconfiança daqui emergente grassa em diversos sectores da sociedade.

“parcerias” duvidosas! 7. Em comparações internacionais, somos pouco orientados para o desempenho e o mérito. Entretemonos com processos burocráticos “giros” e alegadamente modernos, sem nos preocuparmos em saber se surtem algum efeito nos resultados. As diferenças de rendimentos são, por vezes, mais fruto do estatuto (do “penacho”) do que do mérito. Sobretudo em tempo de crise, o país não deveria deixar de premiar o mérito. Não sei se estas maleitas são um mal exclusivamente português. Mas entendo que atrasam o progresso. É necessário que o mérito seja recompensado. Importa que as pessoas sintam que o seu esforço diário nas organizações é dignamente recompensado. Deveríamos ser melhores gestores do tempo e deixar de investir energias em processos burocráticos inúteis. É também necessário que as universidades sejam espaços onde os bons hábitos de trabalho são adquiridos e desenvolvidos. Precisamos de um desígnio nacional que nos mobilize – partidos, empresas, líderes e portugueses em geral. Para tal, é necessário que a confiança seja edificada – e o exemplo não vem só de cima! O país tem enormes qualidades. Se as aproveitarmos devidamente e lidarmos eficazmente com as referidas maleitas, seremos mais capazes de edificar um futuro promissor.

4. Numa cultura “policrónica”, somos fracos gestores do tempo. Quotidianamente, perdemos milhões de horas (de euros) resultantes de incumprimento de horá-

Arménio Rego

rios. Desperdiçamos tempo em reuniões inúteis. 5. A desigualdade é iníqua. Em muitas organizações, o topo da hierarquia é remunerado pela bitola europeia (ou acima desta) – mas os colaboradores da base são tratados como entes menores. O resultado é a alienação, a desconfiança, o cinismo e a fraca vontade de contribuir para o sucesso do colectivo organizacional. 3


A AAUAv, entre os dias 18 e 20 de Maio, promoveu um fim-de semana de formações para os núcleos com o intuito de promover a relação entre os mesmo e instruir todos os elementos relativamente às funções a exercer e à importância do movimento associativo. Os workshops foram pensados de maneira a englobar todas as secções de trabalho. O enquadramento histórico sobre a Associação Académica da Universidade de Aveiro foi o primeiro tema referido, em que foi importante percebermos como tudo começou e a força que sempre detivemos enquanto membros desta instituição. O voluntariado também foi um tema tratado, no qual percebemos o quão essencial é nos nossos planos de atividades! Todos os workshops foram pensados de maneira a que as pessoas se conhecessem e interagissem entre elas, formando-se grupos de trabalho com elementos de diferentes núcleos. No fim deste primeiro dia concluímos que , a nível estudantil, os núcleos deveriam desenvolver protocolos com empresas e organizações externas para facilitar a comunicação incidindo o voluntariado no seu trabalho diário.

Os seguintes workshops ocorreram sempre em paralelo, pelo que tínhamos sempre , no mínimo, um elemento do núcleo em cada um deles. Os primeiros foram sobre Gestão Administrativa e Financeira e sobre o Estatuto do Dirigente Associativo. O grande objetivo do primeiro foi demonstrar a importância da criação de um bom plano de atividades e orçamentos, para além de um bom controlo financeiro é necessário também que se seja ´discreto em relação aos nossos valores pois são uma mais valia para nós. É necessário que a sinceridade esteja presente sempre na nossa contabilidade, porque a partir do momento em que desconfiam das nossas competências enquanto coordenadores nunca mais voltaram a confiar a 100% e isso interfere em todas as atividades futuras. No workshop sobre o estatuto do dirigente associativo foi dado a conhecer os seus direitos e deveres bem como o seu estatuto, e foram discutidas ideias que poderia melhorar este regulamento sobre todos nós.

O segundo conjunto de workshops debatiase sobre os Modelos e Políticas Desportivas na AAUAv e sobre a Responsabilidade dos Núcleos nesta mesma instituição. Relativamente ao desporto, foram discutidos os mecanismos a adotar para o próximo ano, sendo também definido o desporto universitário. Na UA são feitos investimentos, no âmbito do desporto, em três áreas: recriação, competições internas (Taça UA) e competições externas (competições da FADU). A AAUAv foi bastante explicita quanto ao seu principal objetivo para o próximo ano lectivo, uma aposta mais forte na Taça UA, aumentando a qualidade com o melhoramento de O segundo dia começou com uma discussão algumas falhas. sobre papel dos núcleos perante os seus direitos e deveres assim como o papel dos órgãos sociais. Foi referido que o núcleo é um dos principais elos de ligação entre os estudantes e as estruturas da Universidade de Aveiro, tais como a AAUAv. Muitos alunos dirigem-se aos seus núcleos para tratar de assuntos tanto pedagógicos como académicos e é, por isso, essencial que a coordenação dos núcleos tenha formação para saber responder a todas as questões da melhor forma. 4


Relativamente à responsabilidade dos núcleos na AAUAv, foi criado um ambiente dinâmico de maneira a abordar este tema, cada elemento fazia um comentário ás responsabilidades do seu núcleo e assim fomos alargando o nosso conhecimento sobre os outros núcleos e até mesmo a distinguir o que realmente compete a um núcleo de estudantes fazer.

núcleos. Foi dado a conhecer a todos os presentes as ferramentas que o Gabinete de Imagem da AAUAv tem à disposição para os núcleos, apesar de que os problemas em comunicar com o GI vão continuar uma vez que, por nossa parte, o problema se debate muito sobre os tempos que eles necessitam para fazer o serviço e o tempo que nós não temos para ter confirmadas todas as informações das atividades em questão. O workshop sobre Pedagogia na UA também foi bastante importante, iniciou-se com a apresentação do regulamento dos estudantes e a estrutura das comissões de curso. Aqui concluiu-se que a competência de uma comissão de curso é garantir o sucesso escolar de todos, analisando o bom funcionamento do curso e apresentando às entidades competentes os assuntos que se tornem necessários. Concluiu-se também que o núcleo e a comissão de curso deveriam sempre trabalhar em paralelo uma vez que são a principal ligação dos estudantes individuais a toda a instituição.

O tempo para o convívio, apesar de não ser muito, foi bastante agradável. Apesar de pequeno, o Gerês tem espaços noturnos que nos cativaram bastante a voltar lá, o Café do Tó é um grande espaço que todos irão gostar de conhecer. Fica aqui então a dica todos que queiram passar uns dias no Gerês!

No final, temos um balanço muito positivo para este fim-de-semana e esperamos que iniciativas como estas voltem a aparecer! Estas formações são, sem dúvida, uma mais valia para os estudantes que as frequentaram, para os núcleos que eles representam e para a instituição que os acolhe! Filipa Vieira Neto

*Agradecimento especial ao NEBEC

O último dia foi marcado pelos temas Comunicação e Imagem das estruturas e Pedagogia na UA. Na parte da Comunicação e Imagem um dos pontos que considerei bastante importante é a distinção dos termos Comunicação e Divulgação, muitas vezes estes termos são confundidos e levam a um mau funcionamento da Secção Informativa dos 5


ERASMUS VS CAMPUS EUROPAE Chegado o final do semestre, começa-se a pensar no futuro e nas oportunidades que a universidade nos proporciona. Erasmus e Campus-Europa é de facto uma experiência única e muito produtiva que tem como objetivo encorajar e apoiar a mobilidade académica de estudantes e professores do ensino superior. Visto que estamos numa época de crise, uma das principais capacidades que o futuro trabalhador necessita é a capacidade de adaptação, nada melhor do que desenvolver a mesma conhecendo um novo país, cultura e língua. Ângela Fonseca

“sentimento”, uma grande aventura, uma experiência inesquecível, em suma uma experiência a não perder! No fundo, é a descoberta de um outro país, a descoberta do O programa ERASMUS mundo e sobretudo de nós próprios. No meu caso, o impacto maior da estadia Erasmus (na Bélgica, na UniverTrata-se do primeiro grande programa europeu, nasci- sidade Católica de Lovaina no ano de 1995) foi, sem dúvido em 1987 e nomeado após o grande humanista holan- da, o desenvolvimento da minha personalidade e do dês Erasmo de Roterdão ou Roterdã (em latim: Deside- melhor conhecimento de mim mesmo. rius Erasmus Roterodamus). Este programa promove acções de mobilidade na Europa para os O teu ERASMUS alunos com períodos de estudos ou de formação, para os professores, e a todos os funcionários das instituições de Para os estudantes, a grande vantagem deste programa é ensino superior. No âmbito do progra- a aptidão de escolher o país e a universidade onde deseja ma "Aprendizagem ao longo da vida", o programa Eras- estudar. Assim, pode-se escolher o país e a universidade mus oferece a possibilidade a cerca que melhor atendam às suas expectativas, gostos e intede 200.000 estudantes por ano de ficarem em outro país resses, bem como frequentar cursos e disciplinas que europeu ou na Turquia. Actualmente, 33 países partici- melhor o apoiam na sua futura carreira. pam do programa, com cerca de 4000 instituições de ensino superior e os montantes orçamentais Creio que o programa Erasmus é uma oportunidade a anuais rodam os 450 milhões de euros (nota: os números não perder. Como já se dizia nos tempos do Erasmo, não recentes são maiores). é suficiente ler sobre o mundo, mas temos de o descobrir

"Aprendizagem ao longo da vida"

Os números são impressionantes, não são!? No entanto, o Erasmus é muito mais do que uma série de dados ou estatísticas, pois oferece valiosa experiência de trabalho, já que os estudantes podem escolher entre vários cursos universitários e conhecer novos métodos de ensino. Além disso, a residência em outro país permite desenvolver o conhecimento da língua do país de destino de forma natural. Na verdade, pode-se adquirir boas habilidades em línguas estrangeiras e por vezes sem nos darmos conta disso (nota: aconteceu comigo; há coisas fantásticas, não há!?). O meu ERASMUS

por nós próprios. Então, não hesitem em viver o vosso próprio “Erasmus”! João Bento Coordenador ERASMUS Economia

Nota: toda a informação sobre o programa ERASMUS pode ser obtida através do site do Gabinete de Relações Internacionais da Universidade de Aveiro (www.ua.pt/gri/). Não hesitem em

contactar também com o vosso Coordenador da área de formação.

Para além dos benefícios práticos, o Erasmus significa um 6


“ Campus Europae = Erasmus + “

de Erasmus +. O seu funcionamento quanto a subsídios e processos administrativos é idêntico ao Programa Erasmus, mas a rede de universidades é composta, actualmente, por 19 universidades europeias (ver figura1) e contempla a possibilidade de realizar a mobilidade por dois anos, um ano no 1º ciclo de estudos e o segundo ano no 2º ciclo de estudos. O período de mobilidade dá acesso à obtenção de um segundo diploma, além do diploma de estudos na Universidade de origem, no nosso caso, a Universidade de Aveiro (UA). O diploma CE Degree, reconhece os estudos académicos de estudantes da UA, numa universidade parceira, que através da mobilidade adquiriram conhecimentos cientifico-académicos e conhecimentos linguísticos e culturais de outro país, partilhando assim da cultura europeia. Outras particularidades do programa Campus Europae consistem em que este já tem preestabelecido matrizes de equivalências acordadas previamente entre todos os coordenadores de mobilidade de cada área científica para cada ano lectivo; tem um site institucional (http:// www.campuseuropae.org/en/campus/index.html) para apoio e divulgação, e tem um conselho representativo de estudantes (“Student Council”) interveniente e ativo. Campus Europae proporciona - Bolsas de mobilidade ERASMUS de acordo com as normas em vigor naquele programa. - Cursos intensivos linguísticos antes do início das aulas. - Apoio individualizado no planeamento do plano de estudos do aluno. - Apoio na organização da mobilidade. - Uma rede internacional de amigos/“família” Campus Europae - Um certificado/diploma de participação no programa Campus Europae, o “CE Degree”. Destinatários

O projeto Campus Europae surgiu no final da década de 1990, concebido como um programa de mobilidade destinado a promover a cidadania europeia entre os estudantes universitários, centrado numa compreensão mais profunda da diversidade cultural e linguística de diferentes países. Para concretizar estes objetivos tornou-se necessário desenvolver uma maior cooperação entre universidades de diferentes países europeus, em termos de intensidade e de qualidade, e definir novos padrões de mobilidade, permitindo aos estudantes passar um ou dois anos dos seus estudos académicos no estrangeiro. A cooperação no sentido de Campus Europae significa utilizar as diferenças culturais entre as universidades como ativos valiosos, centrando-se na realização prática do Processo de Bolonha, combinando qualificação científica com empregabilidade internacional e uma consciência de identidade Europeia. A European University Foundation - Campus Europae (EUF-CE), com sede no Luxemburgo, assume funções centrais de coordenação entre as universidades parceiras, sendo a estrutura da EUF-CE composta por quatro órgãos específicos: o "Board of Directors", o “Student Council”, os “Subject Commitees” e o Secretariado. O Campus Europae é uma rede relativamente pequena das universidades, no entanto, compreende uma extraordinária diversidade de instituições: existem universidades fundadas no século XIV e outras recentemente no século XXI, localizadas quer em pequenas cidades periféricas Podem participar os estudantes da UA em formação quer em grandes capitais e cidades universitárias, sendo um exemplo vívido da história Europeia incomparável e inicial (1º ciclo) e formação pós-graduada (2º ciclo) nas áreas de Economia e Gestão, Bioquímica, Biologia, Engediversa. nharia Eletrónica, Formação de Professores, Física, LínA Universidade de Aveiro representa Portugal no Campus guas e Turismo. Europae desde 2001, e o curso de Economia participa Vantagens ativamente no programa desde 2008. Atualmente, no A Universidade de Aveiro é a única Universidade Portuano letivo 2011-2012 encontram-se 11 alunos de Econoguesa participante no programa Campus Europae. Neste mia da Universidade de Aveiro a realizar mobilidade sentido, além das vantagens que o programa tem, constiCampus Europae. tui uma oportunidade única para os estudantes de EcoAssim, o Programa Campus Europae (CE) é uma rede nomia da UA, poderem frequentar durante dois anos europeia de Universidades, cuja missão é estimular a instituições parceiras como parte integrante do curso, cooperação inter-universitária e o intercâmbio de estuadquirindo, para além da formação científica, uma comdantes entre as várias Universidades parceiras, com o ponente cultural pluralista e um domínio de línguas objetivo de fomentar a cidadania europeia nos estudanestrangeiras: inglês como língua franca e as línguas do(s) tes. Para tal, propõe-se que estes, durante os seus estupaís(es) de acolhimento. dos universitários, possam experimentar e viver numa A participação no programa Campus Europae constitui Europa unida na sua enorme diversidade, combinando o não só numa experiência internacional única para os seu desenvolvimento pessoal, científico e académico com atuais alunos de Economia do DEGEI, mas também uma experiências que lhes permitam aumentar o seu potenvantagem para o desenvolvimento de competências e cial de empregabilidade internacional. valorização do Curriculum Vitae, sendo, por isso, uma Este programa é um dos programas de intercâmbio de estudantes mais completo na Europa, sendo apelidado 7


€ oportunidade que têm de investirem no futuro em ter- Sites para mais informações mos de competências internacionais que podem fazer http://www.campuseuropae.org/en/campus/index.html uma grande diferença no mercado de trabalho. http://www.ua.pt/gri/PageText.aspx?id=4837 Vagas Prof. Dra Elisabeth Pereira A maior parte das universidades tem 2 vagas para Econo- Coordenadora Campus Europae para Economia e Gestão mia e 2 vagas para Gestão. Universidade de Aveiro – DEGEI email: melisa@ua.pt Universidades Participantes O Programa Campus Europae As universidades participantes são actualmente 19, no entanto na área de Economia e Gestão estão como membros activos 11 universidades, sendo que duas destas universidades, a University of Tallin (Estónia) e a University of Yaroslav-the-Wise Novgorod State (Rússia) ainda não completaram as respetivas matrizes para realização de equivalências (Figura 1 e Tabela1).

Figura 1 – Universidades Parceiras pertencentes ao Campus Europae

Universidade parceira

Universidade de Alcalá (Espanha)

Economia (º ciclo)

Gestão (1º ciclo)

X

Universidade de Gazi (Ankara, Turquia)

Economia (2º ciclo)

Gestão (2º ciclo)

X X

X

Universidade de Kaunas (Lituânia)

X

X

X a)

X

Universidade de Lodz (Polónia)

X

X

X a)

X

Universidade de Luxemburgo (Luxemburgo)

X

X

Universidade de Riga (Letónia)

X

X

X

X

Universidade de St. Petersburgo (Rússia)

X

X

X

X

Universidade de Trento (Itália)

X

X

X

X

Universidade de UEF (Finlândia)

X

Tabela 1 – Mobilidade dos Cursos de Economia e Gestão da UA entre Universidades Parceiras a) Não existem equivalências a algumas unidades curriculares. 8


DESPORTO Futsal Feminino 2011/2012 das jornadas e com os bons resultados, elevou bastante a nossa mural. Jogo após jogo, aprende-mos a entendernos enquanto equipa e a esforçar-nos realmente pelo curso, que é um motivo que nos dias de hoje não tem estado presente em várias ações. Mostramos a todo o curso que acima do jeito necessário para jogar ou dos anos a que se pratica este desporto, que o que nos tem levado ao topo é a nossa harmonia entre equipa. Cá dentro todas se dão bem, riem-se no balneário, convivemos não só enquanto equipa mas também enquanto amigos. Isto torna tão mais fácil a interação dentro de campo e o nosso entendimento. Quero desde já deixar os parabéns a todos os que nos apoiaram nos nossos jogos, porque é muito importante vermos que quer seja vitória ou derrota, temos sempre alguém que está do nosso lado. Parabéns também a todas as atletas que se esforçaram este ano, jogando muito ou pouco, estiveram lá a dar tudo pelo curso.

Este foi um grande ano de estreia para esta modalidade no curso de Economia. O que no início era assunto de pouca segurança e visibilidade, rapidamente se tornou num dos motivos sempre presente nas conversas dos nossos estudantes, não só pelo facto de ser o primeiro ano destas atletas em competição, mas porque Ivo Neves os resultados foram além das expectativas. Um início bastante promissor foi o suficiente para cativar bastante apoio à equipa, que com o passar

Intra-Economia

Pelo segundo ano, o NEEC organizou o IntraEconomia de Futsal. Com um novo formato, num novo local e com regras mais detalhadas. Este torneio subiu de fasquia, o que resultou numa adesão enorme e com um reconhecimento meritório da organização. Resumidamente, este torneio contou com dois grupos de quatro equipas, seguido de meias-finais e finais num total de cinco jornadas concentradas. Estas jornadas concentradas contavam com quatro jogos de 30minitos e elevaram o número de espectadores, o que resultou numa maior capacidade de convívio entre os

participantes. Quanto a resultados, Rui Castilho destacou-se como o melhor marcador da prova com 11 golos. Os vencedores foram os Traçadinhos United, que alcançaram uma vitória emocionante na final contra os Burgessos Team, final esta que apenas ficou decidida com um golo de Marcelo Pinto após Diogo Silva ter defendido uma Grande-Penalidade já em prolongamento. Diogo Silva, receberá também simbolicamente o troféu de melhor defesa pela equipa dos Traçadinhos United. 9


A Taça UA 11/12 foi, assumidamente, um dos objetivos do NEEC, sendo marcada pela maior participação de sempre de economistas. A presença em quase todas as modalidade bem como os seus resultados foram espetaculares. Será isto suficiente para a vitória? Por enquanto não sabemos, mas só pela atitude e desportivismo destacámo-nos pela positiva este ano, esperando que nos próximos anos se siga este exemplo. No Futsal Masculino as coisas não correram como o esperado, falhando assim a manutenção na 1ª divisão, o que na próxima temporada irá trazer outro desafio, o da subida à divisão onde pertencemos, bem como a renovação da equipa. Já as raparigas, neste mesmo desporto, foram um dos destaques, de volta à competição, o Futsal Feminino de Economia apresentou um futebol de qualidade, que se refletiu no apuramento para os Play-Off. No Basquetebol, como já vem a ser hábito, a equipa de Economia alcançou a vitória. Em duas outras modalidades, no Andebol e no Voleibol, alcançámos o 2º lugar. No que toca aos desportos individuais, os quais tiveram grande adesão, merece destaque o 2º Lugar no Xadrez por Rui Silva. Merecendo também destaque, a "armada" de atletas que Economia colocou nos lugares pontuáveis no Badminton, com Ivo Neves em 2º, João Venceslau Pinto em 3º e Daniel Oliveira em 5º. Gonçalo Botelho alcançou um meritório 4º lugar no 1º TI de Ténis de Mesa, modalidade individual que apresenta maior participação na Taça UA. Por fim, na Natação, apesar de Economia ter 2 atletas para competir, o meeting não se realizou devido à falta de atletas. Já no Bilhar Economia teve três atletas a competir, entre os quais Tiago Costa que ficou em 3º lugar. Concluindo assim, Economia registou a presença de seis equipas na Taça UA (Futsal Masculino, Futsal Feminino, Voleibol, Andebol e Basquetebol), bem como atletas em cinco das seis modalidades individuais, contabilizando assim a presença total de mais de sessenta alunos. Tiago Costa

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O BCE no centro das atenções... Que soluções.. O BCE no centro das atenções…O caminho são a Eurobonds.. Mas sem crescimento económico sustentável será muito difícil… A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou em Janeiro passado um artigo onde se sistematizava as principais alternativas políticas à disposição da Europa para resolução da presente crise. As Soluções presentemente trilhadas pelas instituições europeias compreendem-se sobretudo inseridas num caminho mais longo, que, poderá desembocar na criação de obrigações europeias com garantia conjunta e solidária e, sobretudo, permitir ao BCE assumir-se como banco central com plenas funções. Se o BCE pudesse atuar como os seus homólogos americano, britânico ou japonês, a crise europeia assumiria outra dimensão, à semelhança do que se observa naqueles países.

A grande diferença de abordagem da crise entre Europa, EUA, Reino Unido ou Japão, não é a existência de dívida publica comum, mas os poderes do banco central. Aliás, a crise europeia poderia persistir com a criação de dívida comum, mas sem BCE como credor de emergência; na medida em que, face ao montante total de dívida europeia, os investidores, legitimamente, poderiam questionar a capacidade dos estados europeus, conjunta e solidariamente, conseguirem honrar as suas responsabilidades. Aliás, a alteração do papel do BCE constitui a mudança de regra para transformar o resultado do jogo, trocando como a OCDE reconhece, risco de crédito por risco de inflação. Por conse-

guinte, o risco de uns é transmutado em risco de (quase todos). Ganham os devedores, que vêm as suas dívidas perder valor, enquanto os credores compram cada vez menos bens com os juros ou reembolsos recebidos. Com este resultado, os estados pródigos ficam relativamente favorecidos, reduzindo-se os incentivos para rigor orçamental e, portanto, exigindo, para compensar, maior reforço das regras orçamentais e do seu controlo para evitar risco moral.

Atuando o BCE como financiador de último recurso, muito embora o financiamento dos estados estivesse assegurado a custos comportáveis, o processo de desalavancagem progredisse ordenadamente e o risco de inflação fosse gerível, o problema da solvabilidade de alguns estados persiste, na ausência de ritmos saudáveis de crescimento sustentável. Aliás, um dos argumentos porque o risco de inflação seria gerível prende-se com o condicionamento da procura decorrente dos esforços de redução do endividamento, que, no sector público, está tradicionalmente associado a austeridade. Num processo de desalavancagem, a procura revelase contida. O caminho para o fim da crise europeia poderia estar facilitado, mas a garantia da sua resolução de forma saudável não estaria assegurada - falta crescimento sustentável. Francisco Novais

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FAINA ACADÉMICA É com orgulho, que mais uma vez, os estudantes de Economia enterram o ano com os triunfos no Grito Académico e no Desfile do Enterro, não fosse este, o Curso mais invejado da UA. No entanto, os triunfos não aparecem como minis na mesa da esplanada, nem nos batem à porta às 4h da manhã. Se Economia é o melhor curso da Academia, assim o faz por merecer, trabalhando a lamice do início ao fim, para que esta esverde, incuta os ensinamentos e as tradições da Faina Académica e faça por dar continuidade ao que até hoje se conquistou. A cada ano que passa tornase mais difícil moldar os merdalonicences que aqui chegam, ora com mais manias, ora com mais "alergias", enfim, quanto mais mimo, maior o desafio. Para que se conciliasse a moldagem da lamice com os ensaios para o Grito Académico, quartas e outros fins-de-tarde tiveram que ser ocupados por actos de Faina Académica. Mal sabiam os piursos que, até ao Enterro do ano, a quarta-feira jamais seria o “dia livre”. Apesar da palavra CONSECUTIVAMENTE fazer temer pela vitória, foi num reboliço de avaliações, letras, ensaios e praxes, que Economia con-

quistou pela segunda vez o desejado barril!! No Grande Aluvião, como não podia deixar de ser, quem foi batizado pelo Salgado Académico fez envergar a indumentária única que faz distinguir o melhor Curso dos restantes. Quero deixar uma palavra de apreço para os mestres que ainda no séc.XX, após a aprovação das cores dos cursos, fizeram por destacar os mais salgados dos aluviões desta grande Academia! E que ninguém o desminta, pois até um cego os reconhece pelo som dos guizos! Usar um nó vermelho e branco na lapela não é para quem quer, é para quem merece. É de (não) lamentar mas o que não tem sal, não faz cá falta. O segundo semestre foi decisivo, pois foi a última chance de os piursos comprovarem os valores, o orgulho e o amor ao Curso. Assim, prontificou-se uma geração a conquistar o Desfile do Enterro, que apesar dos acontecimentos de desrespeito pelo berço do desfile, não deixou de desejar a vitória e conciliou os interesses do Curso com atritos entre o associativismo e a Faina Académica. Quero no entanto salientar, que tal só foi possível devido à conciliação entre ambos, caso contrário, erguer-se-iam os valores mais salgados.

Aos Moliços quero dizer que não terminou aqui o vosso percurso. Terminou apenas o vosso "estágio" na Faina Académica de Economia. Inicia-se agora a fase de perder a "tusa del mijo" e de aprender a “saber estar” do outro lado. Não deixem de participar e dar o vosso contributo ao triunfo das gerações futuras. Como diria o Raul Solnado "Façam o favor de serem felizes"! Quero deixar um agradecimento especial ao meus antecedentes Mestres de Curso, Mestre Ranger, Mestre Cindy Sabença, Mestre Marco Almeida e Mestre Laranjas pelos conselhos, votos de confiança e pela força de fazer vencer as Tradições de Economia às situações adversas deste ano, que não foram poucas! A eles muito obrigada. É, obviamente, um privilégio para mim, terminar o meu percurso académico carregando tantas memórias vitoriosas, tantos momentos de alegria e motivos de orgulho que Curso tão Mágico me proporcionou. Que o espírito nunca se perca. Obrigada UA, obrigada ECONOMIA! Susana Barbosa

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ALUVIÕES 2011/2012

Tal como aconteceu no passado com os nossos primogénitos, os donos do séc. XV e XVI, tudo começou com um sonho, um profundo desejo interior de atingir o próximo nível, de conquistar o impensável e descobrir novos mundos. Havíamos chegado a Economia. O desconhecido esperava-nos, mais do que nós o esperávamos a ele, a praxe. Embora relutantes, fomos cedendo e nos entregando gradualmente, até que.. ‘TÁ A ENCHER!!! Tínhamos acabado de conhecer o pão nosso de cada dia, no mau e no pior, ele estava sempre presente. Ignorantes, nós, não possuía-mos a mínima ideia da razão pela qual erámos praxados mas, afinal, era apenas o início. A entrega foi cada vez maior, muitas barreiras quebradas e novas amizades, um insubstituível apoio com o qual não contávamos, e embora tudo corresse pelo melhor, não passávamos de uns mal cheirosos, repletos de mistela e “cócó”. Com isto, veio o grito académico, um marco muito importante na nossa história como matrícula, contribuindo para uma união cada vez maior, diga-se. Ensaio após ensaio, confronto após confronto, atravessámos o caminho da glória e conseguimos o primeiro grande feito desta matrícula, o grito. Enchemo -nos de orgulho, tornámo-nos o primeiro curso de sempre a conquistá-lo por dois anos seguidos, mas ainda assim valíamos zero. Crescemos, as noitadas deram um ar da sua graça, um ar que por vezes faltava a meio da noite, mas todos os finos, shots e traçadinhos contribuíram para o que nos viemos a tornar, todos os convívios, impulsos e abraços, todas as gargalhadas, alegrias e tristezas, tudo isso nos mudou, e embora nem nos tenhamos apercebido, estávamos perante o cale de Economia. Nossa, que violência. Não obstante, tudo o que é bom tem um fim. Como sempre, e conforme manda a lei neste grandioso curso, apenas há uma forma de acabar, em grande. Com a contribuição de todos, muita dedicação e um apoio inabalável por parte da nossa faina, aventurámo-nos mais uma vez na cruzada pelo sucesso no desfile. Cientes do que tínhamos feito, mas também de tudo o resto, sabíamos que não ia ser fácil. Mas para a surpresa de muitos, para aguçar a inveja de outros, e para o nosso

efusivo contentamento, entramos para a história novamente, com um glorioso 1º lugar no desfile. Assim chegamos a um ponto de reflexão, lembrando com saudade aquele momento em que simplesmente dar a mão a um então desconhecido era constrangedor, parecendo agora um simples aperto de mão, por vezes, tão pouco. Eternamente gratos, deixamos aqui um obrigado a todas as pessoas deste magnífico curso e, em especial, à nossa grande faina, da qual nunca nos iremos esquecer. O tempo passa, mas as memórias e as pessoas ficaram para sempre marcadas. Um muito obrigado. João Martins

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Entrevista a Egas Salgueiro

MESTRADOS NA UA 1 . Quais são os pontos fortes do mestrado enriquece a formação, desenvolve as células cinzentas, completa o CV. Compreender a realidade ecode Economia na Universidade de Aveiro? O ponto mais forte do mestrado em Economia é a competência científica dos seus professores, claro. Depois o equilíbrio das vária áreas abrangidas: Micro, Macro, Finanças e Econometria. Os alunos, desde que se dediquem e trabalhem o suficiente, poderão ficar com uma formação sólida e comparável com os programas das outras escolas de 1ª linha portuguesas.

2. É preferível optar por tese ou estágio no mestrado? Depende. A tese exige mais empenho e capacidade de investigação por parte do aluno; em contrapartida, permite aprofundar a aprendizagem na área que o aluno eleger, potencia uma nota final mais elevada e dá um sinal positivo para os empregadores que procuram capacidade de análise e investigação. O estágio pode abrir alguma porta no mercado de trabalho e coloca os alunos em contacto mais direto com a realidade das empresas, as quais constituirão a primeira linha da procura de graduados do DEGEI.

nómica é uma vantagem grande para enfrentar o futuro; complementá-lo com formação mais especializada na Gestão ou na Engenharia Industrial poderá constituir uma mais valia importante para enfrentar o mercado de trabalho. Por outro lado, convirá ter presente que: i) ao fim do 1º ciclo a vossa compreensão da realidade económica sofre ainda de lacunas que o 2º ciclo colmatará; ii) mudar de área exige um esforço extra para adquirir conhecimentos básicos que os alunos de continuidade já possuem. O ideal, quando possível, seria concluir o 2º ciclo em Economia e complementá-lo com outro mestrado (ou CFA) em Gestão ou Engenharia, aproveitando as equivalências que forem possíveis.

4. Será favorável para os alunos fazerem o mestrado após terem uma experiência profissional ou mesmo sendo trabalhadoresestudantes?

Não me parece. Nesta conjuntura não há assim tantos empregos para licenciados em Economia; além disto, é muito mais difícil recomeçar a estudar depois de uma interrupção ou acumular 3. Será melhor, para os alunos, optarem estudo e trabalho a 100%.

por outras áreas no mestrado?

Egas Salgueiro Prof. Auxiliar Eu sou um grande adepto de que os alunos DEGEI - Un. Aveiro procurem, nesta fase da sua educação, experiências diversificadas. Contactar abordagens diferentes 14


O grandioso curso de Economia, por muito que seja o melhor curso da academia e que mova muita gente, não consegue, por si só, mover todos os alunos do Degei. Por isso, o fantástico curso em colaboração com os restantes cursos do Degei, teve a iniciativa de juntar os mesmos num mega convívio/”associativismo” que deu lugar a uma incrível festa, no bar do estudante onde bebida, comida, música e boa disposição não faltaram; e ainda a um mega torneio, que englobou vários desportos, muita conversa, cooperação, animação, suor, camaradagem e acima de tudo interação entre todos os alunos dos 4

cursos do melhor departamento da Universidade de Aveiro. É de realçar que o nosso departamento foi o primeiro na história da UA, a realizar um evento desta dimensão com todos os cursos a interagir autonomamente, e pela primeira vez, o tão falado associativismo, foi materializado. Somos os melhores, e assim seremos sempre.

Carrega Economia!

Carlos Novais

DESTROIKA No dia 16 de Maio, Quarta-Feira, Aveiro parou!!! O NEEC, juntamente com o NEG e a AEGIA, organizaram a Grande Festa DESTROIKA, no Bar de Estudante. O cartaz apresentava-se com nomes de referência como Dj Edward, Dj Sistema & Mc Mundo Secreto, Union Sounds e XIKOBE. Isto sim, foi MEGA!!! Contamos também com uma barraca de bifanas na parte de fora do BE, na qual a adesão foi extraordinária pois a bifana portuense demarca-se na gastronomia nacional como deliciosas, e estas não fugiam à norma. A cooperação entre o NEEC, o NEG e a AEGIA resultou numa organização exemplar, que contribuiu para uma festa onde a música, a alegria e o divertimento resultavam num ambiente repleto de magia que contou com casa cheia, bem acima do esperado. É de enaltecer o espirito de cooperação e de excelência que resultou na organização deste evento, um evento do qual toda a UA se irá relembrar como a noite em que o DEGEI deixou a academia a bombar. Catarina Fernandes

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O que no início não passava de uma mera conversa em tons de brincadeira, veio este ano a espelhar-se num novo projeto que foi aplicado de forma experimental e lançado como desafio aos alunos do DEGEI, com o intuito de promover uma melhor relação entre os vários cursos do departamento. O 1º Torneio Interno DEGEI é algo diferente na medida em que transforma a competitividade entre cursos em união através da mistura de todos os alunos dentro das equipas praticando os mais diversos desportos e atividades de lazer como Andebol, Futsal, Voleibol, Basket, Ténis de Mesa, Sueca, Matraquilhos e até torneio de cerveja. Contou com o apoio fundamental da administração do DEGEI e com o trabalho dos núcleos de Economia e Gestão assim como das associações de estudantes de EGI e Turismo. A princípio havia muitas dúvidas e expectativas em relação ao que ia realmente acontecer e se valeria a pena, mas desde o primeiro dia que as equipas se entenderam perfeitamente e depois disso foi só espetáculo, brincadeira, gargalhadas, enfim… O evento contou com a participação de 78 colegas sendo 25 deles raparigas, mas mesmo com a diversidade de géneros e com o facto de a maior parte não se conhecer, proporcionaram-se grandes

momentos desportivos e algumas revelações. Economia foi o curso que teve uma esmagadora participação com quase metade das inscrições totais a serem preenchidas por alunos deste grande curso, mostrando que o espírito está sempre presente e que onde quer que vamos, vamos em força prontos para tudo o que apareça. Durante os 3 dias do torneio houve de tudo um pouco mas acima de tudo houve diversão e o balanço no final foi positivo da parte de toda a gente. Deu vontade de continuar o trabalho e para o ano entrar em força logo no inicio do próximo ano-letivo com a receção aos novos alunos integrando-os através do desporto e incutindo o espírito de companheirismo não só dentro do próprio curso mas também com todos os alunos do departamento. Fiquem atentos porque não vamos ficar por aqui, mais e melhores atividades vão surgir. Já agora vai ao facebook à página INTRA-DEGEI e escreve as tuas sugestões e comentários em algo que deva ser melhorado, novas modalidades… A tua opinião conta.

Carlos de Brito

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Saídas profissionais dos novos Economistas No passado dia 16 do mês de Maio, pelas 15 horas, o NEEC-AAUAV organizou uma palestra intitulada “As saídas profissionais para os novos economistas”. O discursador convidado foi José Ângelo Pinto, Vice-Presidente da Ambithus, responsável pelo planeamento estratégico, pelas áreas financeira e administrativa e pela prática de Gestão de Projetos.

market, melhor apoio ao cliente, uso da melhor tecnologia, etc. Para encerrar houve um pequeno debate sobre os vários salários de economistas em vários lugares do mundo tanto recém licenciados, que rondam os 5000 reais no brasil, por exemplo, como outros com anos de experiencia, que rondam os 80 mil dólares/anuais nos Estados Unidos.

Foi portanto, uma experiencia muito Findas as apresentações, o orador positiva para todos os presentes, esperando começou por lançar uma série de perguntas a estes mais palestras como esta. plateia: “Quais os empregos que vocês acham que vão ter quando saírem da universidade?”, João Pinto “Quais as preparações que os estudos económicos vos proporcionam?”, entre outras. As respostas foram desde trabalhar como professor na universidade, fundar a nossa própria empresa, trabalhar na empresa da família, trabalhar num banco, trabalhar na bolsa, entre muitas outras, duma plateia muito atenta e participativa. Depois, José Pinto deu à audiência uma série de conselhos de como melhorar o currículo, que passam por participar em atividades extracurriculares, pertencer a ordens profissionais, fazer voluntariado, fazer ERASMUS, entre muitos outros, e como nos distinguirmos num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e completo. Posto isto, falou-se das várias ordens Profissionais, como a Ordem dos Economistas, a OTOC, a APOTEC, entre outras, quais os critérios para pertencer a estas, que dependem de ordem para ordem, mas que no geral são ter uma licenciatura no “assunto”, e quais as grandes vantagens de pertencer as mesmas. Depois disto, foram referidos quais os grandes fatores que aumentem a nossa produtividade e a nossa competitividade, entre os quais maior eficácia e respeito pelos compromissos melhor time to

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SUDOKU

Solução:

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Os nossos Finalistas! O NEEC-AAUAv vem congratular todos vós, Finalistas do grandioso curso de Economia, e deixar-vos algumas palavras: Fica aqui um até já a todos vós, com a esperança que levem no coração este nosso magnífico e grandioso curso. Defendam-no, orgulhem-no e orgulhem-se de ter estudado Economia na Universidade de Aveiro. Voltem sempre, pois esta Casa por vós espera e terá sempre lugar para vós! “Determinação, coragem, confiança, ambição, …” é tudo aquilo que necessitam para encarar o futuro tão incerto que vos espera. Sejam “guerreiros no sofrimento” para no final saírem “grandes vencedores”, como foram até aqui. Um grande bem-haja a todos vós! Saudações académicas, NEEC-AAUAv

Discurso da Benção de Finalistas 2011/2012 “Determinação, confiança, desejos, coragem, sofrimento… Assim como no desporto estes fenómenos estão espelhados na nossa vida académica, aqui alcançámos pequenos triunfos, materializamos sonhos e sentimentos um travo doce da glória. No sofrimento, fomos guerreiros, nas desavenças, sofredores, mas no fim… No fim seremos eternos vencedores! De Economia, Por Economia, Para Economia!”

Com o patrocinio de:

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Eco Dixit, 2012, NEEC-AAUAv  

Jornal do Núcleo de Estudantes de Economia da Associação Académica da Universidade de Aveiro.

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