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INTRODUÇÃO Até pouco tempo atrás restrito a círculos científicos, o termo aquecimento global passou a ser usado por muita gente - mesmo por quem não entende plenamente o que ele significa. As mudanças climáticas são a maior ameaça ambiental do século XXI, com consequências profundas e transversais a várias áreas da sociedade: económica, social e ambiental.

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DESENVOLIMENTO Todos nós, sem exceção, estamos a ser afetados por esta questão: cidadãos comuns, empresas, governos, economias e, mais importante de todos, a natureza. Mudanças climáticas sempre foram registadas ao longo dos milhares de anos que o planeta Terra tem. O problema prende-se com o facto de, no último século, o ritmo entre estas variações climáticas ter sofrido uma forte aceleração e a tendência é que tome proporções ainda mais caóticas se não forem tomadas medidas. A ocorrência de ondas de calor e secas são fenómenos cada vez mais frequentes, e as consequentes perdas agrícolas representam uma ameaça real para as economias mundiais. No cerne destas mudanças estão os chamados gases de efeito estufa, cujas emissões têm sofrido um aumento acentuado. O CO2 (dióxido de carbono) é o principal gás negativo desses designados de efeito estufa, e são consequência direta do uso/queima de combustíveis fósseis como o carbono, o petróleo e o gás com fins de produção energética. Alterações climáticas ou Mudanças Climáticas refere-se à variação do clima em escala global ou dos climas regionais da Terra ao longo do tempo. Estas variações dizem respeito a mudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenômenos climáticos em relação às médias históricas. As principais alterações climáticas que se registam no mundo são: Aquecimento Global Chuvas Ácidas Efeito de estufa Aquecimento global é a teoria apoiada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) ao qual se refere ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que alegadamente se tem verificado nas décadas mais recentes e há possibilidade da sua continuação durante o corrente século. A chuva ácida é a designação dada à chuva, ou qualquer outra forma de precipitação atmosférica, cuja acidez seja substancialmente maior do que a resultante da dissociação do dióxido de carbono (CO 2) atmosférico dissolvido na água precipitada. Esta forma-se quando a água se evapora da terra e se mistura com esses gases atmosféricos, passando de neutra a ácida. Efeito de estufa um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. O efeito estufa, embora seja prejudicial em excesso, é na verdade vital para a vida na Terra, pois é ele que mantém as condições ideais para a manutenção da vida, com temperaturas mais amenas e adequadas. Ciclo Solar Variação Orbital Impactos de Meteoritos Arrefecimento Global Vulcanismo Deriva dos continentes Emissão de Gases do efeito de estufa Identifica momentos em que ocorre a intersecção entre ficção e realidade e demonstrar que o cinema, além de entretenimento, é uma arte de pensar e refletir uma dada realidade. O filme “O Dia Depois de Amanhã” é uma ficção que se apoia numa realidade previsível, mas que não se sabe ao certo se será tão catastrófica e tão repentina quanto retratada no filme. Este filme tratar dos aspetos ambientais, políticos e éticos presentes na história e aprecia os pontos da história que estabelecem ligação com a realidade, refletir sobre um futuro que sabemos factível (e que dissimuladamente ignoramos ou fingimos ignorar), caso a humanidade não manifeste atitude face á transformação planetária decorrente das mudanças climáticas e dos

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bruscos fenómenos naturais provocados pelo aquecimento global que ocorrem pontualmente em diversas partes do planeta. CAUSAS 1. CO2 (dióxido de carbono) O dióxido de carbono é um composto químico constituído por dois átomos de oxigénio e um átomo de carbono. A sua representação química é CO 2. O Dióxido de Carbono é, nas condições ambientais, um gás. O dióxido de carbono é essencial à vida no planeta. Entre outras coisas, é responsável pela fotossíntese (essencial à vida e manutenção dos seres vivos). No entanto, não só absorvemos o carbono encontrado na atmosfera, na forma de dióxido de carbono (CO2), como libertamos dióxido de carbono para a atmosfera mediante o processo de respiração. 2. Ação do Homem A actividade humana foi apontada, em 2007, por cientistas especializados nesta área e reunidos sob o Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas, como sendo a principal causa destas mudanças do clima. Ao mantermos uma atitude inerte e apática perante esta questão, corremos o risco de sermos expostos a eventos climáticos extremos e imprevisíveis (como os que têm vindo a ser noticiados nos últimos tempos) e com efeitos nefastos para todo o mundo! A temperatura, no século passado, registou um acréscimo de 0,76ºC. A previsão é que no presente suba entre 1,1 a 6,4ºC, dependendo das medidas mitigadoras que sejam encetadas. Este incremento da temperatura média tida como normal em mais 2ºC pode induzir respostas céleres, imprevistas e não-lineares que podem desencadear danos irreversíveis nos ecossistemas terrestres. A libertação de dióxido de carbono pela queima de combustíveis fósseis, e mudanças no uso da terra, impostas pelo homem, constituem importantes alterações no equilíbrio das quantidades naturais de carbono. Isto tem um papel fundamental na mudança do clima, do planeta. Desde a revolução industrial, a concentração de CO 2 tem vindo a aumentar. Desde aí, até aos dias de hoje aumentou 30%. Este aumento da concentração de CO 2 na atmosfera aumenta a capacidade da atmosfera de reter calor, criando assim um efeito de estufa. 3. Risco de Saúde Pública Recentemente (Abril, 2009), a Agência de Proteção Ambiental (EPA), dos Estados Unidos, concluiu que o dióxido de carbono e cinco outros gases, prejudiciais ao ambiente, são perigosos para a saúde pública e para o bem-estar social. Foi o primeiro passo para regulamentar a poluição, direitamente ligado ao aquecimento global. ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS PROJEÇÕES e África Variabilidade climática recente em África, particularmente na África Subsariana, tem mostrado uma declínio acentuado na chuva e hidrométrica séries levando a um declínio médio observado em descarga de alguns cursos de água na faixa de 40-60% desde o início da década de 1970 (Niasse et al. 2004). Isto resultou numa redução significativa na área de superfície da maioria das zonas húmidas naturais na região como exemplificado pelo lago Tchade, cuja área de superfície diminuíram de 20 000 km2, antes de 1970, para 7 000 ARC/10/8 3 km2 depois de 970.

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Na década de 1990, o lago tornou-se líder mais rasa à sua divisão em duas partes, com penas a parte sul da manutenção de água de forma permanente (Niasse et al., 2004) Na segunda metade do século passado, as temperaturas médias anuais na África aumentou aproximadamente metade de um centígrado, com algumas áreas (países da Bacia do Nilo aumentou de 0,2 ° C e 0,3 ° C por década) aquecendo mais rapidamente do que outros aumento, Ruanda 0,7 ° C a 0,9 ° C acima de 50 anos) (Eriksen et al., 2008). Este aquecimento gradual significava períodos mais quentes (dias) e menor número de dias frios em todo o continente (Boko etal., 2007). As projeções para a mudança climática na África estão envoltas em incerteza; o IPCC prevê que, no curto prazo, o número de anos extremamente cecos olhados vão aumentar durante o presente século (IPCC, 2007). No entanto, ainda é incerto como chuva vai mudar ao longo deste século na região do Sahel, ao longo da costa da Guiné, e o sul do Sahara (IPCC, 2007). É provável que as tendências climáticas passadas continuarão, com áreas semi -áridas se tornando mais árido (Druyan etal., 2008). A elevada variabilidade a precipitação irá continuar, e é possível que o nível significativo de chuva será um pouco maior, embora ainda seja incerto. As previsões do IPCC a longo prazo são de que o aquecimento na África pode ser maior do que a média global e persistem em todas as estações (IPCC, 2007). O protocolo de Quioto É um plano de ação internacional que estabelece metas de redução das emissões de gases poluentes responsáveis pelo aquecimento global. Ele foi produzido durante uma conferência ambiental realizada no Japão em 1997 e teve como base um tratado anterior da ONU sobre Mudanças Climáticas. Quando entrou em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005 141 países tinham aderido ao tratado. As metas acordadas no protocolo têm que ser implementadas até o ano de 2012, quando o mesmo irá expirar. Metas do protocolo Países industrializados se comprometeram a reduzir, até 2012, as suas emissões de dióxido de carbono a níveis pelo menos 5% menores do que os que vigoravam em 1990. Os países da União Europeia, por exemplo, têm de cortar as emissões em 8%, enquanto o Japão se comprometeu com uma redução de 5%. Alguns países que têm emissões baixas podem até aumentá-las. Vantagens do protocolo É nele que se estabelece um calendário pelo qual, os países desenvolvidos têm a obrigação de reduzir a quantidade de gases poluentes em, pelo menos, 5,2% até 2012, em relação aos níveis de 1990, sendo esta percentagem variável entre os países signatários, de acordo com o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada. Sucesso De forma geral, há mais sucessos do que fracassos e a soma das emissões de países com metas de Quioto caíram significativamente. Nesse meio tempo, no entanto, as emissões no resto do mundo aumentaram drasticamente - especialmente na China e em outras economias emergentes. Isso denigre o sucesso das nações com metas de Quioto, porque grande parte do crescimento na China e outras economias emergentes tem sido impulsionado pela produção de bens e serviços exportados para países desenvolvidos. De acordo com um estudo que eu

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divulguei no ano passado, quando você olha para a pegada de carbono total de cada nação (incluindo importações e excluindo exportações), os progressos alcançados pelo Protocolo de Quioto são extremamente pobres, com as reduções de apenas 1% obtidas pela Europa entre 1990 a 2008, e com um aumento de 7% se considerados todos os países desenvolvidos. Fracasso do protocolo O fracasso do protocolo foi a retirada de alguns países que são apontados como principais produtores de C02 no mundo, como os EUA, o maior emissor de gases poluentes do mundo não aderiu no Protocolo. Desafios na contenção dos efeitos do aquecimento global e das alterações climáticas É importante que entendamos que nas grandes cidades, como São Paulo, o excesso de automóveis é o grande causador da poluição do ar. O crescimento freado das cidades vem causando uma série de problemas urbanos: congestionamentos, poluição do ar, das águas, excesso de lixo nas ruas, ocupação de áreas de várzeas, falta de saneamento básico, entre outros. Estas são as causas e consequências da poluição do ar e desafios a enfrentar na contenção dos efeitos do aquecimento global e das alteações climáticas, com foco na emissão de gases de efeito estufa, abordando possíveis soluções para diminuir o problema. Contributo do sector da Educação para atenuar o efeito das alterações climáticas sobre a juventude. O sector de educação deve promover atividades, palestras, concursos entre outras atividades relacionadas ou focadas ao aquecimento global, aprofundar a investigação sobre um dos mais graves problemas urbanos, a poluição do ar, que os alunos percebam que nas grandes cidades, o excesso de automóveis é o grande causador da poluição do ar. Para complementar a análise apresentar o gráfico que mostra a evolução da frota de veículos e o aumento de indústrias com maior número de poluição

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CONCLUSÃO Com a realização deste trabalho, nós concluímos que o aquecimento global é um fenómeno natural onde parte do calor lançado pelo sol à terra mantém a terra aquecida para que seja possível ter vida na mesma. Porém o homem tem agravado este aquecimento lançando gases de efeito estufa, desmatando as matas, poluindo rios e etc., não se importando com o lugar onde vive, Com a terra superaquecendo há uma alteração nas estações do ano, deixando os invernos muito mais frios e os verões escaldantes, outra intervenção do homem no meio ambiente é a caça abusiva à animais cujas espécies já estão em extinção. Vimos, com este trabalho, que se cada pessoa fizer a sua parte não ligando para o que os outros deixam de fazer ou fazer, o mundo dará um grande passo e terá chance de poder ser a "casa" de mais milhões de cidadãos. É, por isso, imprescindível reduzir as emissões deste tipo de gases, eliminando, progressivamente, o uso massivo dos combustíveis fósseis, substituindoos pelas energias renováveis, fomentando a poupança de energia e eficiência energética.

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Betts, Richard A. et al. "When could global warming reach 4°C?" In: Phil. Trans. R. Soc. A, 2011; 369 (1934):67-84

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