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MAR ION RUPP

gunda fase, permaneceu até dezembro de 2014, camiseta da empresa se tornou um prazer espequando, ao final de uma longa agonia, a empresa cial, pelo interesse que isso desperta nas pessoas parou a produção e todos foram demitidos – in- e a oportunidade que Alverina tem de contar socluindo Clarice, uma das duas filhas de Alverina, bre os novos planos da empresa. Para completar a felicidade da mãe coruja, Claque também estava trabalhando ali entre as 70 costureiras que perderam o emprego na ocasião. rice, hoje com 28 anos, também foi recontratada, “Não fiquei triste nem preocupada pela demissão e também em condições melhores – formada em em si, porque trabalho sempre teve bastante para Moda, ela assumiu o cargo de coordenadora de mim. Eu só não conseguia me conformar em ver estilo. “Se tudo der certo, como tenho certeza que dará, daqui a pouco a minha tudo isso aqui parado. Segui neta também vem trabalhar a minha vida, mas com a esaqui”, diz Alverina, referindo-se perança de que ainda voltaa Ana Júlia, 15 anos, filha da ria à Sulfabril”, lembra ela. “Logo me senti em casa primogênita Edmara, 33 anos. O tão sonhado dia cheoutra vez. Esta empresa gou quando o telefone toé como uma família Sulfabril, boa tarde cou e do outro lado da linha para mim e para muitos estava o diretor industrial de nós. A cidade inteira Lauri Bernardi, 61 anos, outro Lauri, o diretor que fez o estava torcendo pela antigo funcionário, contanconvite a Alverina, também volta da Sulfabril e todo do que a empresa voltaria à tem uma história de longa mundo adorou quando atividade e que ele gostaria ligação com a empresa – coisso aconteceu.” de convidá-la para o cargo meçou a trabalhar ali em Alverina Maria Schneider de líder da costura e do cor1974, recém-saído do quartel, te. “Além de tudo eu ainda como assistente de desenvolestava sendo promovida, vimento de produto. No ano assumindo também a área passado, ele acompanhou de de corte, na qual tinha pouca experiência. Mas a perto o processo que antecedeu a compra da empresa demonstrou grande confiança em mim empresa pelos novos proprietários. Foi uma das e é claro que aceitei na hora”, descreve Alverina. seis pessoas convocadas, em maio, para fazer o Foi impossível conter as lágrimas no dia em que inventário judicial de todos os bens da empresa, ela voltou a caminhar sobre o antigo piso de ma- base para que o leilão pudesse ser realizado – o deira da fábrica. que ocorreu em setembro do mesmo ano. Lauri Na nova estrutura, bem mais enxuta do que esteve afastado da empresa por dez anos, entre nos velhos tempos, a equipe sob o comando 1995 e 2004, período em que passou por três de Alverina tem 20 componentes, todas mulhe- empresas. “Mas o coração nunca saiu daqui. Cerres, a maioria remanescentes da antiga Sulfabril. ta ocasião, mesmo já trabalhando havia alguns “Logo me senti em casa outra vez. Esta empresa anos em outra empresa, atendi o telefone dizené como uma família para mim e para muitos de do ‘Sulfabril, boa tarde’”, diverte-se. Ter a oportuninós. A cidade inteira estava torcendo pela volta dade de levar de volta as melhores pessoas com da Sulfabril e todo mundo adorou quando isso quem trabalhou, como Alverina, é algo que Lauri aconteceu”, afirma. Circular por Blumenau com a classifica como “um presente do destino”. Indústria & Competitividade 69

Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição  

A 11° edição traz como destaque o Capital Humano nas empresas, a exportação de industrializados e ainda destaques dos setores moveleiro e pe...

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