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a c r a m a m de u A

s roupas da Sulfabril, uma das marcas icônicas da indústria têxtil catarinense, estão voltando às prateleiras das lojas de todo o País depois de um período muito difícil para a empresa fundada em 1947. Ao final do longo e até mesmo heroico processo de recuperação judicial pós-falência, decretada em 1999, a produção foi interrompida em 2014, diante da constatação de que o balanço voltara a ficar deficitário. Naquele momento, em que os 700 funcionários remanescentes foram demitidos e as portas da fábrica fechadas, a sensação no mercado era de que o fim havia chegado, para tristeza de toda a população de Blumenau. O renascimento se deu há pouco mais de um ano, quando os imóveis, os equipamentos e as marcas foram arrematados em leilão pelo fundo NSA Invest, sociedade entre o catarinense Rafael Cunha, 41 anos, e Bruno Régis, 39, do Grupo Régis, de Minas Gerais. Cada um ficou com metade do negócio, cabendo a Rafael o comando executivo enquanto não se consolida a estrutura

de governança corporativa planejada para o futuro da empresa, projeto que inclui a criação de um Conselho de Administração e a contratação de um CEO no mercado. A Sulfabril ressurge com muitas diferenças em relação ao passado. A principal está na reavaliação do seu porte como empresa. Trata-se agora de uma gestora de marcas, sem a pretensão de se tornar novamente uma grande indústria, que no auge chegou a ser uma das maiores da América Latina do setor têxtil, com 3 mil funcionários. O plano é desenvolver internamente as coleções – quatro por ano, uma para cada estação – e terceirizar a produção conforme a demanda. Assim, a Sulfabril abre mão de executar todas as fases do processo, como fazia antigamente. Já estão mapeadas cerca de 20 tecelagens da região de Blumenau que poderão ser parceiras no novo modelo de produção, que permitiu à empresa retomar as atividades com apenas 70 funcionários, divididos entre o núcleo administrativo, o

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Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição