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sendo a diferença a causa principal do rombo da previdência. “Chega uma hora que a conta não fecha e o próprio Ministério da Fazenda passa a assumir a defesa da reforma”, observa Molina. Diante do debate sobre mudanças no sistema que toma conta do País, Molina chama atenção para o surgimento de um novo modelo de previdência, no qual a longevidade passa a ser um problema individual do trabalhador. “Quando falo de novo modelo, trata-se de uma nova mentalidade. A expectativa de vida vai continuar crescendo e os indivíduos terão que se conscientizar da necessidade de fazer poupança a vida inteira para garantir sua própria longevidade”, afirma o especialista. A questão é o que fazer para incentivar as pessoas a abrir a mão do ciclo de consumo em favor da poupança a longo prazo, visando complementar os benefícios do sistema público que tendem a ser cada vez menores. É nesse contexto que os planos de previdência complementar vêm ganhando importância dentro do sistema previdenciário brasileiro. Oferecida tanto por entidades abertas (bancos e seguradoras) quanto por entidades fechadas (fundos de pensão), a previdência complementar funciona como um seguro adicional que proporciona benefícios programados, no caso de aposentadoria, ou de risco, no caso de mor-

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Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição