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PREVIDÊNCIA

Uma

mudança de

mentalidade NOVO PLANO PERMITE ÀS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS OFERECEREM BENEFÍCIOS AOS SEUS FUNCIONÁRIOS, QUE POR SEU LADO ASSUMEM MAIS RESPONSABILIDADES SOBRE SUA APOSENTADORIA Por Diógenes Fischer

E

m 1960, no ano em que foi promulgada a Lei Orgânica da Previdência Social, esperava-se que o tempo médio de vida do brasileiro não ultrapassasse os 55 anos. Com o desenvolvimento do País, a expectativa cresceu para 75,2 anos em pouco mais de cinco décadas. Nesse tempo, além de viver mais, os brasileiros também passaram a ter menos filhos, resultando em uma queda de 18,6% na taxa de fecundidade nos últimos dez anos, de acordo com o IBGE. “Chegamos ao ponto em que admitir uma aposentadoria precoce aos 55 anos tornou-se uma promessa absurda”, afirma Nilton Molina, presidente do conselho de ad-

46 Santa Catarina > Novembro > 2016

ministração da Mongeral Aegon, empresa com mais de 180 anos de experiência no mercado de seguros e previdência. Segundo Molina, a reforma no sistema previdenciário nacional é “inevitável”, diante não apenas da realidade demográfica, mas também do peso excessivo de aumentos concedidos ao funcionalismo público, que ainda possui privilégios extras na hora da aposentadoria. Em termos reais, o salário dos funcionários públicos cresceu 33% nos últimos seis anos, contra apenas 2% na iniciativa privada. E a contribuição previdenciária dos primeiros é, na média, desproporcional aos pagamentos que recebem até o fim da vida,

Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição  

A 11° edição traz como destaque o Capital Humano nas empresas, a exportação de industrializados e ainda destaques dos setores moveleiro e pe...

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