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MÓVEIS

A indústria moveleira em Santa Catarina Perfil do setor no Estado e % em relação ao Brasil NÚMERO DE INDÚSTRIAS

2.356

(11,9%)

EMPREGOS

(diretos e indiretos)

39.922 (12,2%)

(jan-jul 2016/jan-jul 2015)

PRODUÇÃO 52,4 (10,3%)

milhões de peças

VALOR DA PRODUÇÃO

R$ 4 bilhões (8,8%) Obs.: Em 2014

cadas trabalhando com este tipo de produto, muitas indústrias fecharam 2015 apostando no mercado externo como saída para escoar a produção e equilibrar margens. Mas logo nos primeiros meses deste ano a instabilidade do câmbio esfriou um pouco os ânimos dos exportadores. “De setembro de 2015 até fevereiro tivemos um período bom para as vendas externas devido à taxa de câmbio favorável. Agora, com o dólar na casa dos R$ 3,20, há dificuldades para viabilizar as exportações”, analisa o presidente da Abimóvel. Mesmo assim, Santa Catarina continua sendo referência na exportação de móveis, liderando o ranking dos estados, com um terço das vendas externas brasileiras no segmento.

Reaprendendo a vender Maior exportadora de móveis do País, a Artefama, de São Bento do Sul, já chegou a direcionar 100% da produção para o mercado internacional, principalmente para os EUA e Europa. Mas isso foi na década passada, antes que a crise de 2008 rebaixasse o valor da moeda americana e derrubasse as vendas para o exterior, gerando uma cri18 Santa Catarina > Novembro > 2016

Variação acumulada

-26 -17,6 -13 86,3

Faturamento real (vendas) Horas trabalhadas na produção Massa salarial real Utilização da capacidade instalada*

* (jan-jul 2016) – Fontes: Abimóvel, FIESC, CNAE 2.0

se de liquidez que acabou levando a empresa a pedir recuperação judicial. “Conseguimos sobreviver depois de enxugarmos fortemente nossa estrutura em 2010, quando reduzimos o número de funcionários de 750 para 450”, diz o presidente da empresa, José Antônio Franzoni. O ajuste chegou até o nível executivo: os cargos de gerência foram reduzidos de 12 para quatro, e, de cinco diretores, restaram apenas dois. Também foi necessário diminuir a área fabril, compactando linhas de produção para reduzir custos, e “reaprender” a vender para o mercado interno. “Reconquistar este mercado, com um varejo de vendas mais fracionadas, não foi uma tarefa fácil. Se você não está presente o tempo todo, é esquecido e outros competidores tomam seu lugar”, observa Franzoni, acrescentando que indústrias locais com longa tradição na exportação de móveis fecharam suas portas nessa época por não conseguir retomar as vendas internas. Hoje, já recuperada, a Artefama voltou a exportar, mas mantém 30% da produção no mercado nacional e não tem mais planos de se dedicar exclusivamente à exportação, principalmente

Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição  

A 11° edição traz como destaque o Capital Humano nas empresas, a exportação de industrializados e ainda destaques dos setores moveleiro e pe...

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