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CLEBER GOMES

Franzoni, da Artefama, e poltrona da Sollos (à esq.): alto padrão

E

m meio a uma retração no consumo interno e um cenário de incerteza cambial que dificulta a retomada das exportações, a indústria moveleira catarinense passa por um momento de reposicionamento e reavaliação de estratégias, em que a busca pela inovação em produtos e eficiência nos processos internos são fatores críticos para a sobrevivência. Segundo o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), no primeiro semestre de 2016 o consumo aparente de móveis no mercado brasileiro foi de 200,9 milhões de peças, queda de 15,3% ante o mesmo período de 2015. “Como o móvel não é um artigo de primeira necessidade, acaba ficando de lado na intenção de compra do consumidor quando há queda no poder aquisitivo”, afirma Daniel Lutz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Na avaliação da entidade, as vendas nacionais tendem a conti-

nuar desaceleradas, com uma lenta recuperação começando só em 2018. Em Santa Catarina, de acordo com a FIESC, houve recuo de 26% no faturamento real dos fabricantes entre janeiro e julho de 2016, em comparação com o ano passado. É a segunda maior queda entre os principais segmentos industriais no Estado, inferior apenas aos resultados da indústria de produtos de metal. Responsável por cerca de 10% da produção brasileira, Santa Catarina tem mais de 2.350 indústrias moveleiras em atividade e um parque industrial distribuído por todas as regiões, com destaque para os polos do Planalto Norte e da região Oeste. Noventa e quatro por cento das empresas fabricam móveis de madeira para dormitórios e salas de estar, sendo reconhecidas no mercado nacional e internacional pela qualidade destes produtos. Com base na expertise adquirida após déIndústria & Competitividade 17


Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição