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Ministério da Indústria, Comércio Ex­ terior e Serviços (MDIC), em parceria com a FIESC e outras entidades, lançou em outubro duas iniciativas com a intenção de ampliar a competitividade industrial em Santa Catarina. Uma delas é o Plano Nacional da Cul­ tura Exportadora (PNCE), que objetiva aumentar a inserção das empresas brasileiras no comércio exterior e promover o crescimento das expor­ tações, com foco nas pequenas empresas. A segunda é o Plano Brasil Mais Produtivo, que prevê a implantação do lean manufacturing (produção enxuta), em 3 mil pequenas e mé­ dias indústrias do País – apesar do lançamen­ to oficial, no caso deste último programa já há quase 300 empresas de Santa Catarina participando. “Os números da indústria brasileira não foram favoráveis nos úl­ timos meses. Embora já se percebam sinais de recuperação, tem sido um grande desafio para o Governo e para o setor encontrar novos ca­ minhos de desenvolvimento em tempos de ajuste fiscal e crédito reduzido”, disse o ministro Mar­ cos Pereira, titular do MDIC. Tais iniciativas demons­ tram a disposição do Go­ verno em melhorar o ambien­ te para as exportações, mas

1,1% Participação do Brasil nas exportações mundiais

apenas tangenciam as necessidades da indús­ tria, que nos últimos tempos vem se esforçando para retomar espaço no comércio externo e, as­ sim, compensar a grande retração do mercado interno. “Não podemos prescindir das exporta­ ções como fonte de demanda para os produ­ tos industriais brasileiros, mas essa foi uma área relegada ao segundo plano durante um período muito longo”, diz José Augusto Fernandes, dire­ tor de Políticas e Estratégia da Confederação Na­ cional da Indústria (CNI). A CNI divulgou neste ano os documentos Agenda para o Brasil Sair da Crise (2016-2018) e a Agenda Internacional da Indústria 2016. O primei­ ro documento apresenta 36 propostas voltadas a devolver a competitividade ao setor produtivo nacional, em temas como eficiência do Estado, tributação, relações de trabalho, infraestrutura, financiamento, inovação, segurança jurídica e co­ mércio exterior. Cinco propostas têm como foco o comércio exterior. Estabelecem a importância, por exemplo, de celebrar novos acordos comer­ ciais, além de concluir negociações em curso com parceiros como México e União Europeia e revita­ lizar a agenda econômica do Mercosul. Para Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, há espaço para iniciativas de curto prazo, como ampliar par­ cerias comerciais por meio de instituições como a Associação Latino-Americana de Integração, a

0,6%

Participação nas exportações de bens industriais

5%

Queda nas exportações catarinenses

(jan-set 2016)

Fontes: AEB, MDIC Indústria & Competitividade 11


Revista Indústria e Competitividade - FIESC 11° Edição