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Acavitis 

Como avalia a evolução dos vinhos de altitude de SC? Estamos completando 15 anos. Em termos de produção de vinho é um período muito curto mas já temos grandes conquistas. Nossos vinhos são reconhecidos pela qualidade no Brasil e em diversos mercados do exterior. Diferentes vinícolas de SC obtiveram prêmios em concursos internacionais. Por que o consumo ainda é baixo no país? O europeu consome mais de 100 garrafas de vinho por ano, o argentino 36, o uruguaio 26 e o brasileiro apenas duas. Eu estou perto de completar 35 anos bebendo vinho quase diariamente nas refeições. Para mim, faz muito bem para a alma e para o corpo. Desde que comecei até hoje, repito, já são quase 35 anos, o brasileiro só bebe no máximo duas garrafas de vinho por ano, nacional e importado. Só isso mostra bem que existe algo de muito errado, desde a produção, a venda até o consumo de vinho no Brasil. Precisamos mudar a comunicação do vinho nacional e importado. Nossa produção melhorou muito. Os problemas são o alto preço devido aos elevados impostos e o hábito de beber cerveja. Reconhecer o vinho como alimento impulsionaria o setor? O governo, por exemplo, quando reduz os impostos de automóveis faz isso porque sabe que as vendas vão aumentar e por conseqüência vai arrecadar mais impostos. No vinho vai acontecer o mesmo, com maiores benefícios econômicos e sociais a todo o país. Temos que nos unir – agricultores, produtores e toda a cadeia do varejo – e conseguir tornar o vinho um alimento, como já ocorre em Portugal, Espanha, França e Itália. A carga tributária será menor, o agricultor se sentirá estimulado a produzir mais uvas; o vinicultor, mais vinhos; e os comerciantes vão vender mais e o governo terá mais impostos. No marketing, temos que reforçar que o consumo moderado do vinho nas refeições traz inúmeros benefícios à saúde.

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ESTELA BENETTI

07/05/2015 21:09:31


Ebook A Visão da Indústria - Estela Benetti