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O objetivo foi incluir no Orçamento da União recursos para projetos estratégicos que dependiam de verbas federais e que poderiam minimizar os gargalos de infraestrutura. Segundo o levantamento, a região Sul necessitava de investimentos de R$ 9,3 bilhões para rodovias, portos, ferrovias e aeroportos, dos quais R$ 3,1 bilhões seriam para obras em Santa Catarina. A falta de investimentos em infraestrutura logística colocava Santa Catarina em desvantagem em relação a outros Estados, comprometendo a competitividade da indústria. Dados levantados pela FIESC mostram que na época pelo menos 80% das exportações catarinenses que saíam por via aérea eram embarcadas em aeroportos de outros Estados. Os investimentos em infraestrutura se mostravam ainda mais urgentes frente ao avanço das exportações catarinenses. Santa Catarina superou em 2001 a casa dos US$ 3 bilhões exportados para 165 países, batendo o recorde histórico de US$ 2,8 bilhões em 1997 e subindo para a quinta posição entre os maiores exportadores do país. O bom desempenho foi impulsionado pelas novas parcerias fechadas com Rússia e Arábia Saudita, países para os quais o volume de exportação catarinense em 2001 cresceu 442,78% e 73,91%, respectivamente. Em 2003 as exportações superaram novamente o recorde histórico de 2002, dessa vez com uma alta de 17,06%. Com o resultado, Santa Catarina acumulou US$ 2,7 bilhões de saldo na balança comercial. O frango puxou a lista de produtos mais exportados pelo Estado, crescendo 10,03%, seguido de móveis de madeira (17,94%). Em 2004 Santa Catarina bateu novamente seu recorde histórico de exportações, com US$ 4,85 bilhões, o sexto melhor resultado entre os Estados brasileiros. O nível de emprego industrial cresceu 9,78%. O resultado em 2004 foi impulsionado pela retomada de negociações com o Mercosul, registrando uma melhora de 41,74% em relação a 2003.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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