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bilateral de transferência tecnológica mútua entre Brasil e Alemanha coordenada pelo IEL/SC. Cinco curtumes brasileiros, dos quais dois catarinenses, participaram do estudo, que contribuiu para reduzir em 90% o volume do lodo gerado na produção de couro e ainda transformou parte desse resíduo em carvão ativado utilizado para filtros, diesel para máquinas, gases para geração de energia e água para posterior tratamento. O Programa Produção Mais Limpa, metodologia desenvolvida pelo IEL/SC para racionalização da produção, economia de recursos naturais e redução de resíduos, fez com que um grupo de 26 empresas conseguisse uma economia cinco vezes maior que o valor investido em gestão ambiental. Ao todo, as indústrias aplicaram R$ 2,2 milhões nos projetos adotados e os benefícios econômicos chegaram a R$ 11 milhões anuais. A indústria tradicional transformada somou-se às conquistas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) de Santa Catarina. Com a formação de uma plataforma de intercâmbio entre universidade e indústria promovida pelo IEL/SC, foi criado um Arranjo Produtivo Local, com prioridade nas ações de financiamento por parte do governo. Em apenas três anos, o Micro Distrito Industrial de Base Tecnológica (Midiville), incubadora da FIESC em Joinville, viu as empresas residentes triplicarem o faturamento global e aumentarem em 500% o número de empregos gerados. O Projeto Pégaso, iniciativa da FIESC com apoio financeiro do BID e do SENAI Nacional, viabilizou também a implantação do Midisul, em Criciúma, e do Midioeste, em Chapecó, inaugurados em 2002. O trabalho desenvolvido pela FIESC garantiu a José Fernando Xavier Faraco um segundo mandato na presidência da entidade, com apoio unânime dos 117 sindicatos filiados. A diretoria eleita para o triênio 2002-2005 tinha como vice-presidente o industrial Alcantaro Corrêa. No mesmo ano, a FIESC lamentou o falecimento de dois de seus ex-presidentes, Milton Fett e Carlos Cid Renaux. Faraco definiu a educação como a grande plataforma para sua segunda gestão, voltada para um sistema educacional apropriado ao interesse da indústria. Já no primeiro semestre de 2003 o SENAI/SC passou a oferecer cursos regulares de Ensino Médio, articulados com a educação profissional. Os alunos tiveram a opção de realizar, em horários alternativos, cursos de iniciação profissional com noções básicas para um primeiro contato com o mercado de trabalho. Para esses cursos o SENAI/ SC adotou o método da Educação por Competência, em que o aluno é avaliado segundo as competências exigidas do profissional no mercado de trabalho em cada área específica. Mas ainda persistia um grande desafio para as empresas do Brasil, com fortes impactos nas indústrias: o sistema fiscal e tributário, considerado inadequado. Por isso a FIESC e os industriais apresentaram ao Fórum Parlamentar Catarinense uma série de sugestões sobre a Reforma Tributária, que previam desoneração de investimentos, proibição de medidas provisórias que incidissem sobre impostos e realocação de recursos emergenciais para a melhoria da infraestrutura.

NOVA REALIDADE Os anos 2000 marcaram a adoção da responsabilidade ambiental e do conceito de sustentabilidade pelas indústrias catarinenses, com a liderança da FIESC na criação de projetos. Uma das ações foi o Programa Produção Mais Limpa, para racionalização da produção, economia de recursos naturais e redução de resíduos.

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Ebook FIESC 65 anos  

Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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Este livro é balanço, celebração e proposta. Pertence à indústria catarinense, razão de ser da FIESC.

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